sexta-feira, maio 13, 2011

O problema está nas entrelinhas, Sra. Marta

A bancada evangélica conseguiu novamente em uma atitude heroica barrar o PL 122/2006. Sou católico antiecumênico, mas devo admitir que os protestantes prestaram um valoroso serviço. A senadora Marta Suplicy, inconformada com a derrota, tentou mais uma vez ludibriar a sociedade com suas declarações. Marta que segundo o jornal O Estado de São Paulo incluiu uma emenda permitindo que todas religiões e credos exerçam sua fé, dentro de seus dogmas, desde que não incitem a violência declarou: “O que temos na fé é o amor e o respeito ao cidadão. Me colocaram que o problema não era intolerância nem preconceito, mas liberdade de expressão dentro de templos e igrejas. O que impede agora a votação? O que, além da intolerância, do preconceito, vai impedir a compreensão dessa lei?”, questionou Marta.

Observem o trecho que destaquei: “...mas liberdade de expressão dentro de templos e igrejas”. A própria frase da senadora denúncia o que ela tentou omitir. A emenda que a ela destaca foi apenas uma manobra para tentar enganar a sociedade. Ela permite a liberdade de expressão para os religiosos APENAS DENTRO de seus templos. Fora deles lhes resta apenas a mordaça.

O que também não é mencionado é que a censura estende-se [igualmente] aos sites religiosos. Ou seja, com a emenda da Marta Suplicy, os sites e blogs religiosos não poderão exercer sua ideologia religiosa livremente, e caso preguem o mesmo que é pregado dentro de seus templos, estarão enquadrados no crime de homofobia.

Fica cada vez mais claro que nossa liberdade de expressão e religião está em xeque. Os religiosos serão enclausurados em seus templos, enquanto os homossexuais poderão exercer seu ativismo em qualquer lugar, incluindo escolas. Os pregadores serão calados, e os ativistas gays anunciarão nas praças.

Parabéns à bancada evangélica e a todos os deputados que lutam contra essa mordaça. Destaque para o nobre deputado Jair Bolsonaro chamando a senadora Marinor Brito de heterofóbica.

Fica a brilhante frase do grande jurista Ives Gandra ao comentar sobre o Kit Gay do MEC (Ministério de Educação), em entrevista ao Estado de São Paulo: “Tudo o que se tenta privilegiar, à luz do argumento de que isso tenha sido discriminado, acaba culminando numa discriminação às avessas.”

(Jefferson Nóbrega, Jornal do Brasil)

Nota: Em seu blog, Enézio E. de Almeida Filho citou uma frase do humorista Millôr Fernandes: “Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois, passou a ser tolerado. Hoje é aceito como coisa normal... Eu vou-me embora, antes que se torne obrigatório.” E acrescentou o seguinte comentário: “Quero ver como o STF-LGBTS vai julgar essa frase antológica do Millôr Fernandes antes da PL-122... Como vai ser julgada? Homofobia? Millôr, eu vou ficar e resistir, pois resistir é existir! Traduzindo em graúdos: vou desobedecer civilmente a PL-122 e sofrer as consequências disso. Duela a quien duela! Será que em Pindorama tem cadeia suficiente para uns 40 milhões de pessoas que vão desobedecer a César?”

Em tempo: O leitor Linézio Marques comenta que "no mesmo dia, 12/05, enquanto o PL-122 teve sua votação adiada, o que não significa que será aprovado ou reprovado num futuro próximo, ao contrário, lá no SBT, independentemente de terem que esbarrar em qualquer Lei (na Lei divina, então, nem se fala) ou em qualquer rejeição pública, levaram ao ar sem pudor algum uma cena que, pelo menos algumas décadas passadas, seria censurada e considerada uma afronta imposta aos telespectadores".

Confira também: "MEC distribuirá Kit Gay nas escolas para crianças de 7 a 10 anos"

"Em verdade vos digo que menos rigor haverá para Sodoma e Gomorra, no Dia do Juízo, do que para aquela cidade" (Mateus 10:11). "Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza" (Romanos 1:26).

Modernização ou mundanização?

Elas já foram mais compridas e sóbrias. Hoje, as saias usadas por evangélicas seguem tendências da moda - podem ser justas ou soltinhas, de cintura alta, com rendas ou laços - e fazem sucesso nas igrejas de São Paulo. A advogada Mari Scarparo, 33, da Congregação Cristã de Caieiras (Grande SP), aprova o novo “look”. “Há uns dez anos, usávamos vestuário de ‘senhora’. Hoje, uso as mesmas roupas da igreja em audiências e me sinto melhor com esse estilo moderno.” A loja Monia é um exemplo dessa transformação. Inaugurada em 1978, passou a atender só evangélicos há cerca de dez anos. “Hoje, nossos produtos seguem tendências”, diz Alexandre Iones, um dos responsáveis. Na esteira desse mercado, a estilista Mara Jager, 33, montou há dois anos uma marca para evangélicas. “As saias estão menos compridas. A evangélica quer se sentir bem, mas sem excessos.”

Instaladas em bairros famosos pelo comércio de roupas, como o Brás e o Bom Retiro (centro de SP), a “moda evangélica” já adota estratégia agressiva de marketing. Uma das pioneiras, a Joyaly, está na quarta edição do concurso “Garota Joyaly” e vende para todo o Brasil. No Bom Retiro, o marketing começa na calçada - onde um panfleteiro tenta atrair evangélicas para sua loja. A estratégia acaba chamando a atenção de outras clientes. “Compro em loja evangélica, mas sou católica. Roupa bonita independe de religião”, diz Flavia Schmidt.

(Folha.com)

Nota: Não bastasse a pole dance gospel e a banalização da música sacra, está aí agora o “mundo” ditando a moda entre evangélicos. Quando os cristãos resolvem seguir “tendências” e não os princípios da Bíblia Sagrada, dá nisso. Cada vez mais discordo da máxima segundo a qual o Brasil é um país cristão. Mais da metade deste povo é idólatra; outros acham que podem batizar de “gospel” estilos musicas como o funk e o rap, e tudo bem; outros ainda defendem a homossexualidade como estilo de vida biblicamente defensável; multidões vão aos templos em busca de prosperidade financeira, estimuladas pelo discurso inflamado dos pregadores da tal teologia da prosperidade; mulheres “cristãs” querem saias encurtadas e roupas da “moda”; jovens “evangélicos” organizam baladas e as chamam de “cristodance”. Caminhasse hoje pela Terra, o que Jesus diria disso tudo? Repetiria a lição de Mateus 21:19? De uma coisa eu sei: Ele certamente seria chamado de “fundamentalista”.[MB]

Leia também: “Importa realmente o que vestimos?” e “Depois de ‘Festa no Apê’, Latino planeja carreira no universo gospel”

Religião: se não pode vencê-la, estude-a

A ciência surgiu da necessidade do homem de explicar fenômenos naturais por uma perspectiva que buscava ser exata e não mítica. Séculos depois da evolução científica, a humanidade não deixou de lado seus ritos religiosos. Os fatores intrínsecos a essa fé, que é presente em todos os lugares do mundo embora se manifeste de maneiras distintas, têm sido alvo de um projeto chamado “Explaining Religion” (Explicando a Religião), ou EXREL. Psicólogos, biólogos, antropólogos e estudiosos de religião de várias universidades europeias e norte-americanas passaram três anos coletando dados sobre diversos aspectos que envolvem a prática religiosa, e os resultados estão começando a ser publicados. O projeto é considerado o maior estudo científico sobre o assunto e reforça uma tendência crescente de a ciência querer explicar as crenças.

Em seu site oficial, o EXREL diz que busca descobrir os principais elementos comuns a todas as tradições religiosas, bem como os mecanismos cognitivos que dão suporte ao pensamento religioso e ao comportamento humano. O assunto é tão complexo e indefinido que os participantes do estudo consideram o trabalho feito até agora essencialmente uma coletânea de dados sobre os quais foram construídos esquemas interpretativos para serem postos à prova.

Dentro do projeto, por exemplo, a antiga premissa de que o mal é punido e o bem é recompensado, que teria ajudado na evolução de muitas religiões, foi objeto de estudo do pesquisador Nicolas Baumard. Após submeter entrevistados a um experimento, ele percebeu que, no inconsciente, os voluntários acreditam que há algum tipo de destino que vincula eventos e o comportamento dos seres humanos. Em si, a experiência não é suficiente para tirar conclusões seguras, mas, juntamente com outros elementos, pode contribuir para um diagnóstico estabelecido.

Para a professora de sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e doutora em Sociologia da Cultura e Religião, Cecília Mariz, o estudo como um todo parece inovador porque procura adotar novos conhecimentos e novas tecnologias (como, por exemplo, aparelhos que permitem mapear atividades cerebrais) no estudo da religião: “Um dos dados que me parece bem especial seria a relação que observaram entre presença de dopamina e crença em Deus. No entanto, os dados apenas não dizem muita coisa. Haverá sempre a questão se aqueles que possuem mais dopamina acreditam mais ou se é a religião que aumenta a dopamina.”

Cecília Mariz ressalta que é nítida a tendência de se estudar a religião através de um viés psicológico e biologicista, como é o caso da pesquisa desses estudiosos das universidades inglesas e norte-americanas. Mas, ela lembra que, para cientistas das áreas de Sociologia, Antropologia e História, a religião sempre foi uma questão importante.

O padre Pedro Magalhães, da Fundação Padre Leonel Franca da PUC-RJ, autor do livro A fé em Deus de grandes cientistas, ressalta, no entanto, que a teologia é um pouco pária na academia e que são poucas as universidades que têm uma faculdade dessa área: “Na Inglaterra, Oxford (onde a EXREL é centrada) tem uma tradição de debate nesse sentido, ao contrário de Cambridge, por exemplo. Mas, em geral, tem havido um movimento muito forte de fóruns de discussão sobre o assunto, o que é muito positivo.”

Engenheiro e doutor em matemática aplicada, padre Pedro Magalhães explica que o cientista sempre buscou entender o que há por trás do sentimento religioso. Cecília Mariz lembra ainda que, diferentemente do que se imagina, algumas religiões surgiram do desejo de unir crença e ciência: “O espiritismo teve esse projeto em seu surgimento. E a Igreja Católica sempre pede apoio aos cientistas para analisar fenômenos que se pretende reconhecer como milagres.”

(Opinião e Notícia)

Comentário de policial no Canadá gera protesto global

Um novo movimento de protesto vem ganhando as ruas de vários países após um policial de Toronto, no Canadá, ter sugerido em uma universidade local que as estudantes do sexo feminino deveriam evitar se vestir como “vagabundas” para não serem vítimas de assédio sexual. O movimento SlutWalks (marcha das vagabundas, em tradução livre) foi criado por estudantes da universidade para protestar contra o policial. O objetivo, dizem as organizadoras do movimento, é chamar a atenção para a cultura de responsabilizar a vítima por casos de abuso ou estupro. As passeatas do grupo, convocadas por meio de grupos no Facebook e pelo Twitter, vêm reunindo milhares de pessoas, muitas vestidas de maneira comportada, outras de forma provocativa. Cerca de 3 mil pessoas participaram da primeira SlutWalk, em Toronto, no mês passado. O site do movimento diz que pretende “se reapropriar” da palavra slut (vagabunda), usada pelo policial em seus comentários. “Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, independentemente se fazemos sexo por prazer ou trabalho”, diz o site.

Com a repercussão dos primeiros protestos, o movimento já se espalhou para outras cidades do Canadá e para cidades dos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Grã-Bretanha, Holanda, Suécia e até mesmo da Argentina.

No último sábado, cerca de 2 mil pessoas participaram de uma SlutWalk em Boston, nos Estados Unidos, sob gritos de guerra como “Nós amamos as vagabundas” e “Jesus ama as vagabundas”.

Uma marcha semelhante já foi convocada para o dia 4 de junho no centro de Londres. O site do evento já conta com 4 mil confirmações de presença na passeata. Outros eventos semelhantes estão sendo programados para o mesmo dia em outras cidades da Inglaterra, da Escócia e do País de Gales.

O policial Michael Sanguinetti fez seus comentários durante uma palestra sobre segurança na Escola de Direito Osgode Hall, em Toronto. “Vocês sabem, eu acho que nós estamos fazendo rodeios aqui”, ele teria dito aos estudantes. “Disseram-me que eu não deveria dizer isso, mas as mulheres devem evitar se vestir como vagabundas, para não se tornarem vítimas (de ataques)”, afirmou na ocasião.

Após seus comentários serem postados na internet e ganharem repercussão, Sanguinetti se desculpou e foi advertido pela polícia de Toronto.

(Terra)

Nota: É claro que não se pode justificar crimes sexuais colocando-se a responsabilidade sobre a vítima. O agressor sempre será culpado. É claro que Jesus ama as “vagabundas”, mas isso não quer dizer que Ele queira que elas continuem sendo “vagabundas”; que se desvalorizem exibindo o corpo de maneira inapropriada. Que tipo de olhares as mulheres querem atrair com o vestuário que usam? Pesquisa demonstrou que homens (lamentavelmente) veem mulheres seminuas como objetos (confira aqui). Os homens são, sim, responsáveis pela maneira como olham para uma mulher, mas elas têm parcela de culpa nisso tudo, uma vez que, conscientes do poder de atração que têm, condescendem com roupas que as coisificam aos olhos masculinos. O policial pode ter exagerado, mas vai saber se a intenção não foi boa...[MB]

Leia também: "Homens olham primeiro o rosto ou o corpo das mulheres?"

quarta-feira, maio 11, 2011

Terremoto de Lorca: o mais grave da Espanha desde 1956

O terremoto registrado nesta quarta-feira na cidade de Lorca, no sudeste da Espanha, e que provocou a morte de pelo menos dez pessoas e deixou várias feridas, é o mais grave registrado no país nos últimos 50 anos. O sismo que provocou o maior número de vítimas na Espanha desde a década de 1950 foi o registrado em 20 de abril de 1956. Esse terremoto causou a morte de 12 pessoas, deixou mais de 70 feridas e levou ao desabamento de 500 edifícios em Granada. O último terremoto com vítimas foi o de 28 de fevereiro de 1969, no litoral da também província de Huelva, que atingiu 7,5 graus na escala Richter e deixou quatro mortos por ataques cardíacos. Os dois terremotos registrados nesta quarta-feira na região de Múrcia, com epicentros localizados em Lorca, foram ocasionados por um “deslizamento horizontal da falha” dessa região, informaram fontes da unidade de registro sísmico da Universidade de Alicante. Um dos responsáveis da unidade explicou que a falha de Lorca tem uma superfície de entre 40 e 50 km e está situada em “um nível praticamente superficial”. Na Espanha, são registrados cerca de 2,5 mil terremotos por ano, dos quais apenas dois, em média, são sentidos pela população por mês, segundo a rede sísmica do Instituto Geográfico Nacional.

(Terra)

Nota: Curiosamente, há 30 anos o astrônomo Raffaele Bendandi previu um terremoto na Itália relacionado com o alinhamento de alguns planetas. Teria errado apenas o local? A propósito, o vulcão Etna está em atividade neste momento. Confira aqui.[MB]

Leia também: "Quatro planetas estarão alinhados e visíveis a olho nu hoje a noite"

Lagarto “evoluiu”: perdeu patas e ficou cego

Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de lagarto, sem olhos e sem patas, no Camboja, país do sudeste da Ásia. O zoólogo Neang Thy, do Ministério do Meio Ambiente cambojano, e a organização de defesa ambiental FFI (Fauna & Flora International) encontraram a criatura, parecida com um verme ou uma cobra, na região das montanhas Cardamomo. O zoólogo notou a presença do lagarto quando revirou um pedaço de madeira no chão da mata e capturou a criatura. “Primeiro pensei que era uma espécie comum”, disse o zoólogo, que estuda répteis e anfíbios há quase dez anos no Camboja. Mas logo percebeu que se tratava de uma nova espécie. O réptil evoluiu [sic] para viver embaixo da terra, perdendo as patas para conseguir passar pelo solo ao retorcer o corpo. Thy e seus colegas confirmaram que esta é uma nova espécie e publicaram a conclusão na revista especializada Zootaxa. O novo lagarto foi chamado de lagarto cego da Montanha Dalai (Dibamus dalaiensis), devido à montanha onde foi encontrado.

A bióloga Jenny Daltry, também da FFI, comentou que foi necessário quase um ano para ter certeza de que se tratava realmente de uma nova espécie. “Eles tiveram que analisar todas as descrições científicas de todas as outras espécies (...) e analisar as espécies em museus”, disse Daltry à BBC. “O que é realmente animador sobre isso é que essa foi a primeira vez que um cidadão cambojano descobriu uma nova espécie, juntou todas as provas científicas e publicou a descoberta.”

Daltry afirma ainda que existem vários outros lagartos sem patas na natureza, como uma espécie do Reino Unido. Diferentemente das cobras, os lagartos sem patas não tem a língua bifurcada. Além disso, a maioria das cobras tem apenas um pulmão, enquanto os lagartos têm dois, explica a cientista. “A maioria dos lagartos também consegue piscar, algo que as cobras não conseguem. Mas esse novo lagarto não tem olhos.”

(Folha.com)

Nota: Nessas horas, posso me considerar “evolucionista”. Explico: se se considera “evolução” a perda de informação genética que acarreta a perda de órgãos e funções, os criacionistas estão plenamente de acordo com isso. Algo semelhante ocorreu com uma população de moscas numa ilha do pacífico. Os pesquisadores perceberam que as moscas ali não tinham asas e viviam bem. O que aconteceu? Aquela é uma região varrida por furacões. As moscas ancestrais, quando se viam ameaçadas pelos ventos, instintivamente voavam e acabavam arrastadas para o mar, onde morriam. Eventualmente, algumas moscas nasceram com uma anomalia: não tinham asas. Com a chegada do furacão, tudo o que elas podiam fazer era se esconder debaixo de alguma coisa. Com o tempo, essas moscas se multiplicaram a as que tinham asas se extinguiram. É um exemplo de perda que acabou favorecendo a população de um dado ambiente. Se você também quiser chamar a isso de “evolução”, sinta-se à vontade. O fato é que não existem evidências da evolução que seria esperada para tentar explicar o aperfeiçoamento dos seres a partir de supostos ancestrais mais simples. Onde estão as moscas sem asas que teriam dado origem às moscas aladas? Onde estão os lagartos cegos e sem patas que teriam dado origem aos lagartos dotados de patas e visão? E sabe por que esse tipo de evolução não ocorre? Porque, para que novos planos corporais e novas funções “apareçam”, é necessário um aporte de informação genética complexa e específica. E todo mundo sabe (ou deveria saber) que informação simplesmente não surge do nada. Portanto, o lagarto cambojano, na verdade, não “evoluiu” (na real acepção do termo); ele perdeu características que, nas circunstâncias em que vive, não lhe fazem falta.[MB]

Polo Norte: deslocamento causa problemas em aeroportos

Aeroportos como Tampa e West Palm Beach recentemente tiveram as pistas fechadas por causa da mudança que está ocorrendo, e não é a pista que está se movendo. Peter Burns, Ph.D e professor da Notre Dame, disse: “A questão, claro, é o campo magnético não se alinhar com os polos de rotação da Terra, e dependendo de onde você está sobre a Terra, o vaguear da polos magnéticos é mais ou menos significativo.” Burns também diz que o norte magnético está localizado no norte do Canadá, e está caminhando para a Rússia. Isso pode causar alguns problemas aos pilotos, e as leituras da bússola também “passearão”. Dee Davis, do Clube de Pilotos de Mishawaka, diz: “Mais e mais a navegação é baseada em GPS, o que é uma coisa maravilhosa. Mas o Norte magnético da bússola ainda funciona muito bem, é barato, e não requer pilhas. Auxilia na navegação e desempenha um papel importante na pista de numeração.” [...]

Se o Norte magnético continuar a vaguear, alguns números da pista [do aeroporto] já não vão condizer com sua verdadeira posição, um problema que poderia ser muito perigoso para os pilotos decolando. “Uma das coisas mais importantes que um piloto faz antes de decolar é orientar seu giroscópio direcional, seu DG, para o rumo da pista, quando ele está alinhado com a pista”, diz Davis. “Se ele definir o rumo da pista ao que ele espera olhando a pista, isso não estrará correto e poderá colocá-lo em rota de colisão com um obstáculo após a decolagem.” [...] [Para trocar os sinais de orientação do aeroporto serão necessários 40 mil dólares.]

Se o movimento do Polo Norte magnético continuar ao ritmo atual, passará a partir de sua localização atual no norte do Canadá para a Sibéria em 50 anos.

(WNDU)

Leia também: “Mudanças no núcleo da Terra altera campo magnético” e “Corpo atinge o Sol e causa explosão”

Da ilusão do glamour à morte trágica

Sexta, 8 de abril de 2011, o corpo de uma linda jovem brasileira, de apenas 17 anos de idade, é encontrado por volta das 7h30 na Torre de São Rafael, prédio de luxo na região do Parque das Nações, em Lisboa, Portugal. Tratava-se de Jeniffer Corneau Viturino que, segundo as reportagens dos jornais, na véspera, tinha passado a noite no apartamento do seu “namorado”, o empresário português Miguel Alves da Silva. Ao olhar para o rosto dessa jovem e belíssima modelo, bastante produzido para as fotografias e campanhas publicitárias, eu me lembro daquela criança bela, pura e ingênua que, quando trabalhei como pastor no distrito de Mucuri, Cariacica, ES, eu visitei várias vezes (fui pastor dos seus pais: Giurlei e Solange) e, também, a batizei – com o uniforme do Clube de Desbravadores – na Escola Adventista de Campo Grande.

Jeniffer iniciou a carreira de modelo aos 14 anos, assim que chegou a Portugal com a mãe, Solange, e o irmão, Jhonatan (a quem também batizei juntamente com a Jeniffer). O pai, Giurlei, ficou sozinho em Cariacica. Jeniffer foi com a mãe para as terras lusitanas em busca de dinheiro, fama e conforto... Infelizmente, afastou-se de Deus e acabou encontrando a morte – dessa forma trágica e envolta em mistérios.

Olho para a bela foto estampada no jornal e, por trás da produção publicitária de “mulher fatal”, o que vejo é aquela garotinha simples, meiga e ingênua que brincava com os coelhinhos – que criava num cercadinho em sua casa. Vejo a menina que, junto com o irmão, formava o par mais bonito de desbravadores que já contemplei nestes 25 anos de ministério. Vejo além: o futuro glorioso que Deus tinha para a Jennifer que, infelizmente, de forma violenta, foi interrompido. Que pena! Esta, e não a interrupção da brilhante carreira de modelo, é a maior de todas as tragédias!

(Elizeu C. Lira, pastor adventista do sétimo dia)

Leia também: "Luana Piovani: adventista?"

terça-feira, maio 10, 2011

Mariposa inspira nanotecnologia

Imitando a estrutura das antenas da mariposa da seda, pesquisadores desenvolveram um nanoporo que ajudará a lidar com uma classe de doenças neurodegenerativas que inclui o Mal de Alzheimer. A minúscula ferramenta em forma de túnel - tecnicamente chamada de nanoporo - foi desenvolvida por uma equipe coordenada por cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Os nanoporos são essencialmente furos muito pequenos e muito precisos, feitos em uma pastilha de silício. Eles funcionam como minúsculos dispositivos de medição, que permitem o estudo de moléculas individuais e proteínas conforme estas passam através deles. Mesmo os melhores nanoporos construídos hoje entopem facilmente, o que tem impedido que a tecnologia cumpra todo o seu potencial - os cientistas esperam que os nanoporos permitam a construção de uma nova geração de equipamentos de sequenciamento de DNA mais rápidos e mais baratos, apenas para citar um exemplo.

A equipe foi buscar na natureza [sic] a inspiração para resolver essas limitações. A solução veio na forma de uma cobertura oleosa que reveste o nanoporo. O revestimento captura e conduz a molécula de interesse suavemente através do nanoporo, sem causar entupimento. O revestimento também permite que os pesquisadores ajustem a espessura do nanoporo com uma precisão próxima ao nível atômico. “Isso nos dá uma ferramenta muito melhor para a caracterização das biomoléculas”, disse Michael Mayer, coautor do estudo. “O nanoporo nos permite obter dados sobre o seu tamanho, carga, forma, concentração e a velocidade com que se montam. Isso poderá nos ajudar a entender, e possivelmente diagnosticar, o que sai errado em uma categoria de doenças neurodegenerativas que inclui Parkinson, Huntington e Alzheimer”, explica o cientista.

A “bicamada lipídica fluida” foi inspirada em um revestimento que recobre as antenas da mariposa da seda do sexo masculino, que ajuda o animal a detectar o cheiro das mariposas fêmeas que se encontram nas proximidades.

O revestimento captura as moléculas de feromônio no ar e as transporta através de nanocanais no exoesqueleto até as células nervosas, que enviam uma mensagem ao cérebro do inseto. “Esses feromônios são lipofílicos. Eles tendem a se ligar a lipídios, materiais semelhantes à gordura. Assim, eles ficam presos e se concentram na superfície dessa camada lipídica da mariposa da seda. A camada lubrifica o movimento dos feromônios para que eles cheguem onde são necessários. Nosso novo revestimento tem a mesma finalidade”, explica Mayer.

Uma das principais linhas de pesquisa do grupo é o estudo de proteínas chamadas peptídeos beta-amiloide, que os cientistas acreditam se coagule em fibras que afetam o cérebro no Mal de Alzheimer. Eles estão interessados em estudar o tamanho e a forma dessas fibras, e como exatamente elas se formam.

Para usar os nanoporos em experimentos, os pesquisadores colocam a pastilha perfurada entre duas câmaras de água salgada, uma das quais contém as moléculas a serem estudadas. A seguir, uma corrente elétrica é aplicada entre as câmaras, criando um movimento iônico que força as moléculas a passarem através dos nanoporos. Conforme a molécula ou proteína atravessa o nanoporo, ela altera a resistência elétrica do poro. A mudança observada dá aos pesquisadores informações valiosas sobre o tamanho da molécula, sua carga elétrica e sua forma.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Por que os feromônios teriam “surgido” se não houvesse maneira de detectá-los? E por que teria surgido um mecanismo complexo para detectá-los, caso eles ainda não existissem? Mais uma vez nos deparamos com estruturas e sistemas irredutivelmente complexos que tiveram de ser criados simultaneamente em sexos diferentes, a fim de que o funcionamento ocorresse perfeitamente e favorecesse a sobrevivência e multiplicação da espécie. O sistema é tão perfeito que os cientistas têm empregado muita inteligência e investido muito dinheiro para imitá-lo. Mas querem que acreditemos que o sistema original que eles estão copiando inteligentemente surgiu na natureza, aleatoriamente... Vai entender.[MB]

Cristãos são perseguidos e mortos no Egito “democrático”

Um grupo de muçulmanos cercou, na noite de sábado, uma igreja cristã no bairro de Imbaba, no Cairo. A ação deu início a um conflito que resultou na morte de 12 pessoas; há pelo menos 220 pessoas feridas. Dois templos foram incendiados. A imprensa “islamicamente correta” – o “politicamente correto” de turbante – tem tratado a questão como “confronto entre cristãos e muçulmanos”. Errado! Desde a chamada “revolução democrática”, a minoria cristã copta, 10% da população, tem sido implacavelmente perseguida pelas mais variadas correntes muçulmanas. Invasão e destruição de igrejas e casas de cristãos mereceram senão pequenas notas na imprensa, como se fossem casos isolados. Não são. A ocorrência do sábado teria sido provocada por um grupo de militantes salafistas, corrente extremista do Islã que tem ganhado vulto depois da queda de Mubarak. A intolerância religiosa é crescente. Esses eventos expõem o caráter da chamada “revolução democrática” no Egito.

No fim de maio, Duda Teixeira, da Veja, entrevistou Esam El-Eriam, porta-voz da Irmandade Muçulmana no Egito. Leia quatro perguntas e quatro respostas:

Que opinião o senhor tem a respeito das brigas recentes entre muçulmanos e cristãos coptas?

Isso é a contrarrevolução.

Eu e meu fotógrafo viajamos até Soul, onde uma igreja e casas de cristãos foram incendiadas. Os moradores muçulmanos nos impediram de entrar na vila, acusaram-nos de ser espiões estrangeiros e nos ameaçaram… Parece-me improvável que estivessem a serviço de americanos e israelenses.

Se quiser, posso dar o telefone de uma pessoa na vila de Soul para acompanhá-los em segurança.

Quem está ateando fogo às igrejas?

O pessoal do Partido Nacional Democrático (de Mubarak), os agentes da segurança de estado e os criminosos. Estou triste porque bispos e o papa Shenouda III (da Igreja Ortodoxa Copta) apareceram em público para reclamar dos ataques apresentando-se como cristãos. Isso não é bom.

Eles não podem declarar abertamente sua fé?

Os cristãos devem se defender como civis, não em nome de um setor da sociedade. Somos todos egípcios.

Voltei. O representante da Irmandade “oferece” segurança aos repórteres. Para ele, a minoria cristã é composta de provocadores contrarrevolucionários, a turma de Mubarak é que põe fogo nas igrejas, e os cristãos não podem falar como cristãos – embora ele próprio seja porta-voz da “Irmandade Muçulmana”.

O estopim do conflito de sábado foi o boato de que uma ex-cristã, convertida ao Islã, estaria sendo mantida prisioneira numa igreja. Era, obviamente, uma mentira. Não importa! Tudo serve de pretexto. O tal Esam El-Eriam acredita que os cristãos não têm nem mesmo o direito de reclamar. Na entrevista, ele previu que o Egito terá um governo religioso em cinco anos. Anotem aí: há apenas duas religiões perseguidas hoje no mundo: a Fé Bahá’i, no Irã, e o cristianismo, que enfrenta a fúria de correntes muçulmanas em vários países da África e da Ásia. A quase totalidade dos mortos em decorrência da intolerância religiosa, no mundo, é cristã.

O evento de sábado expõe uma das faces da “revolução egípcia”: a perseguição religiosa aumentou brutalmente no país. A “democracia”, como está sendo entendida por lá, não sabe conviver com a pluralidade. É apenas o começo!

(Reinaldo Azevedo, Veja)

Leia também: “Congregações da Igreja Adventista são invadidas durante o culto”

Sêmen funciona mesmo como antidepressivo

O buchicho que de tempos em tempos vem à tona voltou a circular na internet: “Você sabia que o sêmen tem propriedades antidepressivas?” Segundo uma pesquisa do psicólogo Gordon G. Jr. Gallup, publicada na revista Archieves of Sexual Behavior (Arquivos do Comportamento Sexual), tem sim. O professor da Universidade Estadual de Nova York em Albany acompanhou 293 estudantes americanas em 2002 e concluiu que aquelas que faziam sexo sem camisinha apresentavam menores níveis de depressão do que aquelas que usavam o preservativo sempre ou geralmente e também daquelas que não faziam sexo. Como a diferença entre quem não fazia sexo e aquelas que usavam proteção não foi significativa, atribuir a felicidade ao sexo estava excluído.

Gordon Gallup conta em entrevista à Jennifer Abbasi do Popsci veiculada [na] quinta-feira (5) que “o plasma seminal deve controlar e manipular o sistema reprodutivo feminino para trabalhar de acordo com o melhor interesse do doador, o homem”. É possível encontrar no plasma hormônios como estrogênio, prostaglandinas e ocitocina. Os dois primeiros têm sido associados a menores níveis de depressão, enquanto a ocitocina é conhecida por hormônio do amor, por favorecer o contato social.

Ele conta ainda que em um recente estudo, não publicado, descobriu que as mulheres podem sofrer quando ficam sem sêmen. De acordo com o pesquisador, as mulheres em relacionamentos estáveis que tinham relações sexuais desprotegidas foram muito mais devastadas e negativamente afetadas depois de um rompimento do que aquelas que faziam uso de preservativos.

(UOL Ciência e Saúde)

Nota: É sempre interessante notar a inter-relação existente entre os diferentes, mas complementares organismos da mulher e do homem, uma vez que foram projetados para essa complementaridade que os torna, na expressão bíblica, “uma só carne”. Ao ler o último parágrafo da matéria acima, me lembrei do conselho do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 7:5: “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência.” E poderímos adicionar: “Para que a esposa não fique deprimida.”

É bom lembrar, também, que outra pesquisa mostrou que o sexo, quando praticado sem romantismo e compromisso, leva à depressão, à baixa autoestima e até à anorexia. Assim, os verdadeiros benefícios do sexo (do verdadeiro sexo seguro vaginal) são encontrados no contexto matrimonial entre um homem e uma mulher.

Mais: em tempos de apoio à união homoafetiva, é bom notar que cada vez mais pesquisas motram que o sexo normal é aquele praticado entre casais heterossexuais; e o sexo seguro e verdadeiramente satisfatório é o que se pratica no contexto de um casamento romântico.

Para encerrar: estranha-me o fato de evangélicos maniferarem desaprovação à união dos “casais” gays alegando que isso é uma agressão à instituição da família criada por Deus (no Éden), ao passo que muitos desses mesmos evangélicos pisoteiam a outra instituição criada por Deus (também no Éden), o sábado do quarto mandamento. É, no mínimo, contraditório.[MB]

Leia também: “Esperma age como antidepressivo natural”

EUA, paladino dos direitos humanos?

Os americanos, por natureza democráticos, amantes da justiça e da imprensa livre, não mentem. Que bom! Por isso, não seria justo reclamar que Bin Laden morreu, embora até o momento não tenha aparecido nenhum corpo (foi jogado ao mar) e o democrata Obama tenha proibido a publicação das fotos. Não coloquemos cabelo em sapo nem proclamemos conspirações fantasiosas. Admitamos que se livrar do corpo para evitar que sua sepultura se transformasse em local de peregrinação foi coerente. Afinal, os americanos sempre e zelosamente pensam um passo à frente em relação à paz mundial, sempre estão dispostos a mobilizar exércitos para libertar povos pelo mundo. Se Bin Laden foi o monstro que dizem que foi, e tudo indica que foi, já foi tarde. A morte de pessoas que levam inocentes à morte não deve ser lamentada. Mas... e sempre tem de ter um “mas”: é aceitável que um país com ideais tão democráticos agrida de forma tão abominável os direitos humanos, na medida em que reconhece ter obtido o paradeiro do terrorista mediante tortura?

Toda moeda tem duas faces, mas só uma nos foi apresentada, e, pelo poder bélico que os EUA detêm, a exibição da outra nem foi questionada. Ou o torturado não era integrante do gênero humano, daqueles que, pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, tinha direito a um julgamento justo? Basta querer ler nas entrelinhas e ver que os EUA dizem ao mundo: “Em nome de nossas opiniões sobre justiça, nós podemos tudo, inclusive torturar. Vocês, outros, o resto do mundo não têm esse direito.”

Lamento sinceramente pelos 3.000 mortos das torres gêmeas. Eram inocentes. Morreram pelo ideal doentio de um monstro, mas localizado pela confissão sob tortura, como admitiu Obama.

Há menos de 150 anos, americanos mataram quase um milhão de americanos em sua guerra civil, sob a égide da mesma constituição a que ainda hoje cada um se subordina... ou deveria subordinar-se. Ambos os lados perseguiam um ideal. Uma constituição tão decantada e uma declaração universal de direitos tão idealista deveriam ser reescritas, ou se admita de vez que nem todos precisam obedecê-las, principalmente os mais fortes, formosos amantes da paz e da liberdade, guardiões do mundo, inimigos da tortura.

(Roberto Curt Dopheide é advogado. Texto publicado no Jornal de Santa Catarina, 9/5/11)

Leia também: "Império americano pode torturar e assassinar inimigos"

À sombra de Suas asas


Leia também o comentário escrito. Clique aqui.

segunda-feira, maio 09, 2011

Cientistas investigam planeta gigante no Sistema Solar

Em 1999, uma dupla de pesquisadores constatou que diversos cometas observados apresentavam fortes desvios em relação às órbitas calculadas. Segundo eles, isso seria provocado pela atração gravitacional de um planeta quatro vezes maior que Júpiter, escondido dentro do Sistema Solar. Eles batizaram esse grande objeto de Tyche. Na ocasião, John Matese e Daniel Whitmire, ligados à Universidade de Lousiana-Lafayette, publicaram um artigo propondo que somente a presença de um objeto de grande massa no interior da nuvem de Oort - uma hipotética região circular localizada a quase um ano-luz do Sol - poderia explicar as anomalias observadas no caminho dos cometas provenientes daquele local. Segundo os cientistas, devido ao brilho muito tênue e temperatura muito baixa, a existência de Tyche só poderia ser comprovada através de imagens no espectro infravermelho que registrassem aquela região específica e apostaram suas fichas nas imagens que seriam geradas pelo telescópio espacial WISE, a ser lançado em 2009.

Recentemente, devido à divulgação de parte de dados do telescópio WISE, a teoria de Matese e Whitmire voltou a ser alvo de especulações, já que a agência espacial americana, NASA, confirmou que a primeira parte dos dados coletados será divulgada em abril de 2011 e a segunda etapa em março de 2012. “Existem fortes evidências de que existe um grande objeto naquela região”, disse Mantese. “O padrão de desvio na órbita de alguns cometas persiste. É possível que seja apenas uma casualidade estatística, mas essa probabilidade diminuiu à medida que temos mais dados acumulados nos últimos 10 anos”, disse o cientista.

Mantese explica que a quantidade de dados gerados pelo telescópio é imensa e que “garimpar” o banco de dados pode levar bastante tempo. “Não temos uma previsão ao certo. Talvez dois ou três anos até encontrarmos alguma coisa, mas se o objeto realmente estiver ali, vamos achá-lo.”

Caso Tyche realmente exista, de acordo com a dupla de astrofísicos, ele se localizaria a 2,25 trilhões de quilômetros de distância. Seria um objeto gasoso e teria um período de translação ao redor de 1,7 milhão de anos.

Apesar de Matese e Whitmire estarem bastante confiantes na localização do hipotético planeta, nem todos os astrofísicos concordam com a teoria. “Entendo que o novo trabalho esteja sustentado em muito mais dados que antigamente, mas baseado no trabalho anterior acredito que as estatísticas estão incorretas”, disse Hal Levison, cientista planetário ligado ao Instituto de Pesquisas do Sudoeste, no Colorado e autor de recente estudo publicado sobre a nuvem de Oort.

No entender de Levison, o que Matese e Whitmire estão vendo é um sinal muito sutil. “Não tenho certeza de que esse desvio nas estatísticas seja significativo e provocado por um planeta com quatro vezes a massa de Júpiter. Não tenho nada contra a ideia, mas acredito que as estatísticas não estão sendo feitas corretamente”, disse o astrofísico.

Outro cientista que se contrapõe aos argumentos a favor da existência de Tyche é Matthew Holman, pesquisador do Instituo Harvard Smithsonian de Astrofísica, que estuda há muitos anos os cometas vindos da nuvem de Oort. “Já encontrei várias assinaturas de perturbações orbitais naquela região, mas isso não é suficiente para afirmar que existe um objeto de grandes dimensões capaz de afetar a órbita dos cometas na nuvem de Oort”, disse Holman.

Em 1980, pesquisadores estadunidenses passaram a especular sobre a possibilidade de o Sol ter uma companheira, o que tornaria o Sistema Solar um sistema binário de estrelas. Essa hipotética companheira foi batizada de Nêmesis. De acordo com a hipótese, Nêmesis seria uma estrela anã marrom, pequena e escura, com órbita centenas ou milhares de vezes mais distante que a de Plutão e levaria pelo menos 26 milhões de anos para completar uma revolução ao redor do Sol. No entanto, a ausência de um campo gravitacional que marcasse sua presença fez com que sua possibilidade permanecesse apenas teórica.

Em novembro de 2003, a descoberta do planeta-anão Sedna fez a hipótese da existência de Nêmesis ganhar fôlego. Segundo Mike Brown, descobridor do planeta-anão, Sedna está onde não deveria e não há como explicar sua órbita. No entender de Brown, Sedna nunca está próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol e também nunca está longe o bastante para ser influenciado por outras estrelas.

Esses fatos reforçaram ainda mais a hipótese da existência de Nêmesis, que teria entre 3 e 5 massas jupterianas. Com esse tamanho, Nêmesis também não seria observável no espectro visível, mas brilharia intensamente no comprimento de onda do infravermelho e seria possivelmente detectável pelo telescópio espacial Wise.

Lançado em dezembro de 2009 com o objetivo de mapear 99% do céu no espectro infravermelho, o telescópio já fez inúmeras descobertas de objetos celestes, entre eles 20 novos cometas.

Durante a missão, o telescópio produziu nada menos que 1,5 milhão de imagens que agora serão estudadas minuciosamente. Se a hipótese de Matese e Whitmire estiver correta, Júpiter perderá seu posto de maior planeta do Sistema Solar e o Sol poderá não ser mais uma estrela solitária.

(Apollo 11)

Nota 1: Li no site da NASA que os cientistas de fato admitem a existência de Nêmesis, mas que preferiram usar o nome Tyche, já que essa é uma deusa benevolente da mitologia grega, enquanto Nêmesis é a deusa da vingança. Pra que assustar o povo, né? Há quem chame Tyche de Nibiru, Planeta X, Elenin ou Hercólubus. Há também quem acredite que esse planeta supermassivo (ou estrela anã marrom) poderia ter algum efeito sobre as mudanças climáticas (não somente aqui, mas também em outros planetas do sistema solar; confira aqui e aqui) e mesmo alguma relação com o aumento da incidência de terremotos. (Detalhe: Plutão é o planeta mais distante do Sol e parece ser o que está sofrendo maior aquecimento. Por quê? Qual a fonte dessa energia?) Resta-nos esperar para ver que tipo de dados os cientistas “oficiais” estarão dispostos a liberar. Se eles trabalharem como os pesquisadores que defendem o aquecimento global antropogenicamente causado, podemos esperar mais sonegação e distorção de informações.[MB]

Leia também: “NASA reconoce que el cinturón de asteroides puede haberse formado muy lejos del Sol”

Nota 2: É interessante notar como a citação da NASA no texto do link acima reforça a teoria do grande bombardeamento que, segundo alguns estudiosos criacionistas, poderia ser uma das causas do dilúvio de Gênesis. Deixando de lado os supostos e especulativos milhões de anos mencionados na matéria, podemos imaginar um evento ocorrido há (por que não?) uns quatro mil anos. A descoberta de Tyche teria alguma relação com esse cataclismo passado? Teria alguma relação com eventos futuros? Teria alguma interligação com ambos os eventos?[MB]

Fóssil de formiga gigante é encontrado nos EUA

Quase 50 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista], formigas do tamanho de beija-flores percorriam a área onde hoje se encontra o estado do Wyoming. Uma nova descoberta de fósseis revela que esses insetos gigantes podem ter atravessado uma ponte de terra do Ártico entre a Europa e a América do Norte durante um período particularmente quente na história da Terra. Com cerca de cinco centímetros de comprimento, o modelo é uma “formiga monstruosamente grande”, avalia Bruce Archibald, paleontólogo da Universidade Simon Fraser, da província da Colúmbia Britânica, no Canadá. A descoberta foi relatada [no] dia 3 de maio, na revista Procedimentos da Sociedade Real B. Apesar de fósseis de pedaços soltos de formigas gigantes com asas já terem sido encontrados antes nos Estados Unidos, este é o primeiro espécime conhecido de corpo inteiro.

O fóssil da formiga vem de um local bem conhecido em Wyoming, chamado de Formação do Rio Verde. Porém, o objeto estava guardado em uma gaveta do Museu de Natureza e Ciência de Denver, relata Archibald. Quando um curador mostrou-lhe o fóssil, diz Archibald, ele sabia que estava olhando para algo emocionante.

As formigas são insetos resistentes – algumas podem até mesmo se transformar em uma espécie de jangadas para sobreviver a inundações. Mas, após um olhar moderno para as formigas-monstro, Archibald e seus colegas chegaram à conclusão de que as Titanomyra lubei precisavam muito provavelmente de um clima ameno para viver, semelhante ao das formigas gigantes (que não são tão gigantes assim) modernas. [...]

Alguns fósseis preservam pedaços de órgãos, incluindo os ferrões, genitália e estômagos.

(Hypescience)

Nota: Deixando de lado as inúmeras especulações sobre habitat e hábitos imaginadas a partir unicamente dos fósseis, é bom lembrar que complexidade desde a origem, gigantismo pré-diluviano e fossilização em massa no passado são elementos previstos pelo modelo criacionista.[MB]

Cientistas ateus rejeitam evidências com “sabor teísta”

Alguns comentadores tem o hábito de dizer que se a Criação fosse assim tão óbvia, então os “cientistas” haveriam de subscrevê-la. Isso assume tantas coisas erradas que nem sei por onde começar. Primeiro, a veracidade de uma teoria não é medida pelo número de cientistas que a subscrevem. Segundo, a história da ciência está repleta de casos em que o consenso estava errado. O cientista católico Galileu era minoria contra o consenso científico da época, mas ele estava certo e o consenso errado. Terceiro, há um clima de censura em relação às teorias que possam colocar o Naturalismo em questão. Será que a calibração perfeita do Universo exige a crença em Deus? Ou será que a teoria dos multiversos permite um universo autoperpetuante, eterno, e sem Deus?

Numa entrevista publicada na Discovery Magazine, Tim Folger explorou esse tópico com Andrei Linde (cosmólogo da Stanford). O início da entrevista resume de forma sucinta a controvérsia: “Nosso Universo está perfeitamente arquitetado para a vida. Isso pode ter sido causado por Deus, ou pode ser que nosso Universo seja um de muitos.”

Folger e Linde repetiram enfaticamente que nosso Universo parece ter sido criado. Linde afirma: “Estamos frente a um número elevado de coincidências, e todas essas coincidências estão de tal forma que elas permitem que a vida seja possível.”

Folger afirmou que os físicos não gostam de coincidências. Para evitá-las, alguns cosmólogos foram forçados a postular que nosso Universo pode ser um de muitos.

A pergunta que surge na mente é: O que os forçou a postular essa hipótese? De certo que não foi nenhuma observação científica, uma vez que, até hoje, não há evidência nenhuma da existência de outros universos materiais para além do nosso. Provavelmente, eles foram “forçados” a postular uma hipótese não científica por motivos ideológicos, os mesmos motivos que levam homens inteligentes a acreditar que dinossauros evoluíram para pássaros.

Segundo a teoria dos multiversos, supostamente o que acontece é que habitamos um dos muitos universos que, por acaso, tem as constantes da Física perfeitamente ajustadas para a existência da vida. O todo-poderoso “acaso”. Sim, se Deus não existe, então o “acaso” tem que ser nosso “criador”. Impressionante é que pessoas inteligentes atribuam poderes criativos às forças da natureza. Mas se levarmos em conta Romanos 1, talvez não seja tão impressionante. A ginástica mental que as pessoas fazem para rejeitar o óbvio (Deus Criador) é perfeitamente manifesto na teoria dos “multiversos”.

Chamem-no de um golpe de sorte, um mistério, um milagre. Ou chamem-no de o maior problema para a Física. Como é que a ordem do Universo é um problema para a Física? A ordem existente no Universo não é um problema para a Física, mas sim para o Naturalismo. Como é hábito dos cientistas seculares, eles [consideram equivocadamente] o Naturalismo com a ciência.

Em vez de se invocar um Criador benevolente, muitos físicos veem apenas uma explicação possível: nosso Universo pode ser um de um numero infinito de universos. Tradução: muitos físicos veem apenas uma explicação naturalista possível: tudo isto foi coincidência!

Em outras palavras, em lugar de aceitar as evidências, postulam uma teoria que não tem evidência nenhuma, como forma de manter Deus Afastado.

Os críticos dizem que a teoria dos multiversos não é uma teoria científica uma vez que ela não pode ser confirmada nem refutada. Obviamente! Esse é mais um exemplo de como a ciência está sendo destruída devido ao Naturalismo.

Os proponentes da teoria afirmam que, quer se goste ou não, essa hipótese pode muito bem ser a única alternativa não religiosa para o que é chamado de “o problema da calibração afinada” – a observação de que as leis do Universo aparentam ter sido feitas sob medida para o aparecimento da vida.

Em outras palavras, “vamos aceitar o que é totalmente não científico, não observável, não refutável porque não gostamos de Deus.”

Linde afirma: “Para mim, a realidade da existência de muitos universos é uma possibilidade lógica.” Não, não é uma “possibilidade lógica”, mas sim uma necessidade ideológica. Pode ser dito como resposta: “Talvez isso seja uma coincidência misteriosa. Talvez Deus tenha criado o Universo para o nosso benefício.”

Escolha difícil: (1) coincidência ou (2) design. Hmmm...

“Well, I don’t know about God, but the Universe itself might reproduce itself eternally in all its possible manifestations.” Nem me dei ao trabalho de traduzir isso para que as pessoas leiam e vejam um dos pontos mais baixos do pensamento humano – se é que se pode chamar isso de “pensamento”.

O artigo diz ainda: “If you don’t want God, you’d better have a multiverse.” Portanto, segundo o artigo, a razão que leva esses “cientistas” a postular a teoria dos multiversos é puramente ideológica. Não gostam de interpretações que estejam de acordo com a crença em Deus, e, como tal, preferem acreditar naquilo que não tem evidências a seu favor. Isso é o ateísmo suprimindo a conclusão mais óbvia.

Conclusão: se mais evidências fossem necessárias para se ver que as crenças pessoais têm um peso enorme na forma como interpretamos as evidências, esse artigo dissipa todas as dúvidas. Esses cientistas, sabendo que a explicação mais lógica para a ordem existente no Universo é a ação criadora de Deus, preferem imaginar “fábulas enganosas” como forma de manter sua fé nos poderes mágicos da natureza. Coisas como essa acontecem não só na Astronomia, mas principalmente na Biologia.

Sabendo a verdade, os naturalistas preferem aceitar a fábula do darwinismo para manter sua fé em Darwin.

Apocalipse 4:11 diz: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua Vontade são e foram criadas.” [...]

(Darwinismo)

Leia também: "Por que a vida surgiu no Universo?"

Odeio prepotência

O texto a seguir foi publicado na quinta-feira no Facebook de Paloma Jorge Amado e reproduzido no blog de Cláudia Wasilewski:

“Era 1998, estávamos em Paris, papai já bem doente participara da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz. De repente, uma imensa crise de saúde se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o avião da Varig (que saudades) para Salvador.

“Mamãe juntou tudo que mais gostavam no apartamento onde não mais voltaria e colocou em malas. Empurrando a cadeira de rodas de papai, ela o levou para uma sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fila da primeira classe. Em seguida chegou um casal que eu logo reconheci, era um politico do Sul (não lembro se na época era senador ou governador, já foi tantas vezes os dois, que fica difícil lembrar). A mulher parecia uma arvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouros e berloques (Calá, com sua graça, diria: o jegue da festa do Bonfim). É claro que eu estava de jeans e tênis, absolutamente exausta. De repente, a senhora bate no meu ombro e diz: ‘Moça, esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo.’ Me armei de paciência e respondi: ‘Sim, senhora, eu sei.’ Queria ter dito que eu pagara minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas não disse. Ficou por isso. De repente, o senhor disse à mulher, bem alto para que eu escutasse: ‘Até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos.’ Eu só sorri. Terminei o check in e fui encontrar meus pais.

“Pouco depois bateram à porta, era o casal querendo cumprimentar o escritor. Não mandei a p[...], apesar de desejar fazê-lo, educadamente disse não. Hoje, quando vi na TV o Senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou seu chip, eteceteraetal, fiquei muito retada, me deu uma crise de mariasampaísmo e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei. Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas desse episódio, meus pais nunca souberam de nada…”

(Paloma Jorge Amado é psicóloga, republicado por Augusto Nunes no site da Veja)

domingo, maio 08, 2011

O mito do DNA lixo

A descoberta na década de 1970 de que apenas uma pequena porcentagem de nossos códigos de DNA para proteínas levou alguns biólogos proeminentes na época a sugerir que a maior parte do nosso DNA se tratava de lixo sem função. Embora outros biólogos tenham previsto que a proteína não codificante do DNA viria a ser funcional, a ideia de que a maior parte de nosso DNA era lixo se tornou a visão dominante entre os biólogos. Essa visão tornou-se espetacularmente errada. Desde 1990 - e, especialmente, após a conclusão do Projeto Genoma Humano, em 2003 - muitas centenas de artigos foram publicados na literatura científica documentando as diversas funções da proteína não codificante do DNA, e mais estão sendo publicados a cada semana. O livro The Mith of Junk DNA, de Jonathan Wells, documenta essa reviravolta. Resta saber se alguma editora secular brasileira terá coragem de publicar esse livro ou se apenas obras de Richard Dawkins e sua turma continuarão a ter espaço por estas bandas. O segundo livro de Michael Behe, The Edge of Evolution, e o Signature in The Cell, de Stephen Meyer (para citar apenas dois exemplos) continuam inacessíveis para os leitores da língua portuguesa.[MB]