sexta-feira, maio 20, 2011

E-mails que nos alegram (32)

“Boa noite, Michelson. Meu nome é Flávia, moro em Jundiaí, interior de São Paulo. Hoje fiz uma pesquisa no Google com a seguinte frase: ‘Hora de guardar dinheiro para comprar um apartamento’ e encontrei seu e-book na internet (www.deusnosuniu.com) e comecei a ler sua historia e da sua esposa. Li apenas dois capítulos, 20 e 21. Obrigada por compartilhar comigo um pedaço da sua vida. Estou em uma fase muito difícil da minha vida, mas não perco a esperança (estou tentando não perder) de que tudo vai dar certo. Confesso que hoje estou me sentido muito triste, sem esperança, e pensando como posso suportar tantas coisas. Mas seus textos, as aflições que vocês passaram e a devoção a Deus que vocês tiveram me ajudaram a animar um pouco... Nunca escrevo para as pessoas que não conheço, mas algo dentro do meu coração pediu para escrever. Obrigada por proporcionar a mim uma leitura tão agradável. Boa noite e um abraço, meu amigo!”

(Flávia Pierobon)

quinta-feira, maio 19, 2011

DNA tem mais dados que todos os HDs do mundo

A morte do vinil e o surgimento dos HDs pessoais multiplicaram a quantidade de informação gravada no mundo, mas tudo que já foi produzido pela humanidade ainda apanha feio de uma única célula humana. Bem feio: há cerca de cem vezes mais informação codificada no DNA humano do que em todos os livros, CDs, computadores, negativos de fotos e todo tipo de lugar onde se armazenam dados, digitais ou analógicos. A reportagem é de Giuliana Miranda, Ricardo Mioto e Luiz Gustavo Cristino, e foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, no dia 11 de fevereiro deste ano.

Isso não significa que não exista muita coisa arquivada por aí. Em números absolutos, podíamos armazenar, em 2007, ano analisado agora pelos cientistas, 295 exabytes. Isso equivale a cerca de 295 bilhões de gigabytes (um HD doméstico tem uns 300 gigabytes). É o suficiente para encher 404 bilhões de CDs comuns que, empilhados, cobririam um pouco mais do que a distância da Terra à Lua.

Os números são de uma pesquisa americana publicada na revista Science, que analisou os dados produzidos e armazenados pela humanidade entre 1986 e 2007. Ela mostra que os meios analógicos dominaram a lista até 2002, quando foram superados pelos digitais. Em 2007, essa já era a forma de armazenamento de 97% da informação.

Os dados guardados em papel, que em 1986 já representavam apenas 0,33% do total, em 2007 passaram a representar 0,007% – qualquer vídeo de dez minutos no YouTube tem mais informação (“é mais pesado”, como se diz na internet) do que uma enciclopédia inteira. “É o primeiro trabalho a quantificar como os seres humanos lidam com a informação”, diz Martin Hilbert, da Universidade da Carolina do Sul, que liderou o estudo.

Em 1986, a quantidade de informação por pessoa poderia ser guardada em um CD-ROM de 730 MB, e ainda sobraria espaço. Em 1993, o número aumentou para quatro desses CDs. No ano 2000, eram 12 por pessoa. A mudança mais perceptível foi em 2007: 61 CDs por pessoa.

Os pesquisadores chegaram a esses números utilizando informações de várias origens. No que se refere aos dados armazenados digitalmente, usaram as informações industriais relativas à produção global histórica de dispositivos de memória. Dados analógicos foram obtidos a partir de relatórios sobre a quantidade de livros, revistas e jornais existentes no mundo, utilizando pesquisas anteriores sobre o tema como referência.

Nesse ritmo, a quantidade de informação armazenada pela humanidade só ultrapassará a que está “gravada” no DNA humano por volta do ano de 2039. [...]

(Darwinismo)

Cometa está vindo em direção à Terra

Um cometa descoberto há apenas seis meses fará uma visita ao interior do sistema solar em breve. Mas não precisa ficar com medo, nem esperar nada de trágico ou de deslumbrante. De acordo com a NASA, o cometa é um “covarde”. Embora a “bola suja e gelada de dimensões modestas” chamada de Elenin não vá prejudicar a Terra, vale a pena dar uma olhada nela. O cometa, também conhecido pelo seu nome astronômico C/2010 X1, foi detectado pela primeira vez em 10 de dezembro de 2010 por Leonid Elenin, um observador em Lyubertsy, Rússia. Na época, o cometa estava a cerca de 645 milhões de quilômetros da Terra. Nos últimos quatro meses e meio, o corpo celeste diminuiu essa distância, uma vez que continuou trilhando seu caminho cada vez mais próximo do periélio (o ponto mais perto do Sol). No dia 4 de maio, a distância do cometa Elenin já era de “apenas” cerca de 270 milhões de quilômetros. “Cometas que vêm de longe e entram em nosso sistema planetário costumam proporcionar um grande show ao fazer essa entrada. Mas não Elenin. Esse cometa parece meio tímido”, conta Don Yeomans, do Escritório de Observação de Objetos Próximos da NASA em Pasadena, Califórnia.

O objeto não oferece uma visão muito boa porque ele é muito escuro a olho nu. “Estou falando sobre a forma como o cometa se parece quando ele voa para nós”, esclarece Yeomans. “Alguns visitantes chegam iluminando o céu à noite e você pode vê-los tranquilamente a olho nu onde quer que esteja. Para enxergar o Elenin, por outro lado, você provavelmente precisará de um bom par de binóculos, céu claro e de um local escuro e isolado para vê-lo mesmo em seu momento mais brilhante”, diz. Esse momento deve acontecer pouco antes da sua aproximação máxima da Terra, no dia 16 de outubro deste ano. No seu ponto mais próximo, o cometa estará a 35 milhões de quilômetros de nós. Essa distância não será capaz de mudar as marés ou mover placas tectônicas aqui na Terra, como sugerem alguns boatos da Internet. Mas alguns se perguntam se o cometa não pode acabar chegando ainda mais perto da Terra do que o calculado.

“Elenin não encontrará nenhum obstáculo que perturbe sua órbita, por isso não vai chegar perto o suficiente de nosso planeta para nos influenciar de alguma forma”, garante Yeomans. “O carro que você dirige todo dia exerce maior influência sobre as marés do oceano do que o cometa Elenin jamais exercerá”, compara.

Apesar do fato de que o cometa não vai mudar muita coisa aqui na Terra, isso não significa que o corpo celeste seja de todo inútil. “Esse viajante intrépido vai oferecer aos astrônomos a oportunidade de estudar um cometa relativamente jovem, que veio de uma região além do nosso sistema solar”, comenta Yeomans. “Depois de uma aparição relativamente curta, o Elenin vai voltar para o lugar de onde veio e nós não vamos mais vê-lo ou provavelmente sequer ouvir falar dele durante milhares de anos. Isso é muito interessante.”

(Hypescience)

Nota: Espero que Yeomans tenha razão e não esteja apenas “acalmando” a população...

Leia também: "Cientistas investigam planeta gigante no Sistema Solar"

A soberba de Hawking e a humildade de Pascal

É frustrante (pra não dizer irritante) ver gênios da ciência e do pensamento querendo dar respostas para questões que são claramente “irrespondíveis” pela ciência. Do alto de sua brilhante carreira científica (que sempre admirei), o físico britânico Stephen Hawking parece estar se esquecendo de outra virtude importante para os pensadores: a humildade. O grande Isaac Newton se referia aos “ombros de gigantes” sobre os quais se apoiou para poder ver mais longe e admitiu que somos como crianças diante de um mar de conhecimento. Mas e Hawking, o que faz diante de perguntas fundamentais que apontam para os limites no natural (portanto, para o sobrenatural)? Tenta engambelar seu público e a si mesmo com palavras vazias como estas, extraídas de seu novo livro O Grande Projeto (E esse título, hein? É pra provocar?): “Cada universo tem muitas histórias possíveis e muitos estados possíveis em instantes posteriores, isto é, em instantes como o presente, muito tempo após sua criação. A maioria desses estados será muito diferente do universo que observamos e será inadequado à existência de qualquer forma de vida. Só pouquíssimos deles permitiriam a existência de criaturas como nós. Assim, nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência. Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação.”

Pra começo de conversa, não existem evidências conclusivas da existência de outros universos, o que Hawking e seus seguidores assumem como certo. E se não podemos provar que esses universos paralelos existem, de que vale teorizar sobre eles? A frase “nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência” é, para mim, o verdadeiro conto de fadas; é falar ao vento. Note bem: Hawking considera a vida após a morte um conto de fadas, mas se refere a multiversos improváveis e os descreve como se fossem reais! Há muito mais evidências históricas da ressurreição de Jesus Cristo (que é a garantia da nossa própria ressurreição) do que desses tais universos. Mas Hawking insiste em negar essas evidências para acreditar em fábulas metafísicas...

“Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação”, diz Hawking. Acho que esse é o ponto. O ser humano, sem Deus, deseja sempre ocupar o trono da existência. Por mais que seja consciente de sua pequenez de habitante de um “pálido ponto azul” num universo incomensurável, quer ser “senhor da criação”. Aqui fazem falta os pensamentos de outro gigante intelectual que dizia entrar em pânico todas as vezes que via a cegueira e a miséria do “homem sem luz, abandonado a si mesmo, perdido neste canto do Universo, sem saber quem aqui o colocou, o que vai fazer e o que acontecerá quando morrer”. Blaise Pascal nasceu em 1628 e teve um encontro com o Criador em 1654, aos 31 anos de idade.

Você já leu Pensamentos, de Pascal? O livro é um verdadeiro alento nesta época de relativismo e “verdades” humanas sem substância. Quando pessoas como Hawking (cujo espirro vira notícia na mídia) me cansam com seu palavrório sem lastro, volto-me para a verdade absoluta da Palavra e para homens e mulheres que edificaram sobre esse firme fundamento. Pascal é um deles. Note por que:

“A encarnação de Jesus mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que ele precisa.”

“Hoje o homem se tornou semelhante aos animais, num tal afastamento de Deus que apenas lhe resta uma luz confusa de seu Criador.”

“É perigoso conhecer Deus sem conhecer a própria miséria e conhecer a própria miséria sem conhecer Deus.”

“A negligência dos que passam a vida sem pensar no fim derradeiro da existência irrita-me mais do que me comove e me espanta mais do que me aterroriza.”

“Não tendo conseguido curar a morte, a miséria e a ignorância, os homens procuram não pensar nisso tudo para serem felizes.”

“Entre nós e o inferno ou o céu, há apenas uma vida, assim mesmo extremamente frágil.”

“Todos os que procuram Deus fora de Jesus Cristo caem no ateísmo ou no deísmo, duas coisas que a religião cristã abomina quase de igual forma.”

“O conhecimento de Deus sem o da própria miséria produz orgulho. O conhecimento da própria miséria sem o de Deus produz desespero. O conhecimento de Jesus Cristo gera o meio-termo, pois nEle encontramos Deus e nossa miséria.”

“A religião cristã é sábia e louca. Sábia não só por ser a que mais sabe, mas também por ser a mais fundada em milagres, profecias, etc. Louca, porque não é isso tudo o que faz com que pertençamos a ela. O que nos faz crer é a cruz.”

“É preciso saber duvidar quando necessário, afirmar quando necessário e submeter-se quando necessário. Quem não faz assim não entende a força da razão.”

“Por serem bastante infelizes, devemos mostrar piedade para com os que não querem ou não conseguem crer.”

“Submissão e uso da razão – eis em que consiste o verdadeiro cristianismo. O último passo da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a supera. Se a razão não reconhece isso, ela é fraca. Se as coisas naturais a superam, o que se dirá das sobrenaturais?”

“Se o homem não foi feito para Deus por que só é feliz em Deus? Se o homem é feito para Deus, por que é tão contrário a Deus?”

“Não tenho palavras para qualificar aquele que duvida e não corre atrás da certeza, aquele que, ao mesmo tempo, é sumamente infeliz e injusto, e ainda se sente tranquilo e satisfeito e se vangloria disso tudo.”

“É uma estranha inversão a sensibilidade do homem às pequenas coisas e a insensibilidade dele às grandes coisas.”

Espero e oro para que Stephen Hawking tenha um encontro com o Criador, como aconteceu com Pascal, Newton e tantos outros. Caso contrário, as décadas de “prisão” naquela cadeira de rodas poderão se transformar numa eternidade perdida. E que desperdício seria esse.

Michelson Borges

Leia também: "Não se pode explicar o universo sem Deus"

quarta-feira, maio 18, 2011

Pesquisa comprova: fé em Deus é inerente ao ser humano

Uma pesquisa conduzida por dois acadêmicos da Universidade de Oxford, Inglaterra, intitulada “Projeto de Cognição, Religião e Teologia” teve o custo recorde de 1,9 milhão de libras esterlinas. Sua conclusão final é que o pensamento humano está “enraizado” em conceitos religiosos. O projeto envolveu ao todo 57 eruditos, oriundos de 20 países, que lecionam disciplinas como Antropologia, Psicologia e Filosofia. A investigação se propunha a descobrir se a crença em divindades e na vida depois da morte são conceitos aprendidos ao longo da vida ou são inerentes ao ser humano. Segundo o professor Roger Trigg, um dos diretores do projeto, nossa tendência natural é “ver um propósito neste mundo… nós procuramos um sentido. Pensamos que existe algo mais, mesmo que não consigamos vê-lo… Tudo isso tende a gerar em nós uma forma religiosa de pensar”. Para ele, a pesquisa mostrou que religião “não é apenas algo que algumas poucas pessoas fazem no domingo em vez de ir jogar golfe… Reunimos várias evidências que sugerem que a religião é um aspecto comum da natureza humana, presente em diferentes sociedades. Isso sugere que as tentativas de suprimir a religião tendem a ter vida curta, uma vez que o pensamento humano parece estar enraizado em conceitos religiosos, como a existência de deuses ou agentes sobrenaturais, a possibilidade de vida após a morte, e de algo anterior a essa”.

O doutor Trigg destaca ainda que, curiosamente, as pessoas que vivem nas cidades de países mais desenvolvidos são menos propensas a serem religiosas do que as que vivem no campo ou em áreas economicamente menos desenvolvidas.

Realizado em Oxford, um dos estudos conduzidos pela equipe concluiu que crianças com menos de cinco anos de idade são mais propensas a crer em situações “sobrenaturais” do que a entender as limitações dos seres humanos. Nesse experimento, perguntava-se às crianças se as mães delas sabiam que objeto estava guardado em uma caixa fechada. Crianças de três anos de idade acreditavam que suas mães e Deus sempre sabiam qual era o conteúdo, mas a partir dos quatro as crianças começavam a entender que suas mães não eram oniscientes.

Outro estudo feito na China mostrou que pessoas de diferentes culturas creem instintivamente que alguma parte de sua mente, alma ou espírito sobrevive de alguma forma após a morte.

O diretor do projeto, Dr. Justin Barret, do Centro de Antropologia e Mente da Universidade de Oxford, afirma que a fé é um fenômeno que subsiste nas diversas culturas do mundo porque as pessoas que compartilham os laços da religião “são mais propensas a cooperar com a sociedade”.

Ele faz questão de enfatizar que “o projeto não se dispôs a provar que Deus ou deuses existem”. O doutor Trigg entende ainda que “tanto ateus quanto as pessoas religiosas podem utilizar o estudo para defender seu ponto de vista”. “Richard Dawkins aceitaria nossas conclusões e diria que temos de evoluir para sair disso. Mas as pessoas de fé podem argumentar que a universalidade do sentimento religioso serve ao propósito de Deus. Se existe um Deus, então Ele teria nos dado inclinações para procurá-Lo”, conclui.

Os eruditos de Oxford acreditam fortemente que a religião não vai se enfraquecer, como muitos especulam.

(Pavablog)

Segredos digitais de Osama: e-mails e pornografia

Mais de duas semanas após seu assassinato, Osama bin Laden ainda está dando o que falar. A última descoberta diz respeito a informações contidas em pendrives encontrados na última morada do terrorista. Lá havia e-mails trocados com membros da Al Qaeda, assim como pornografia – muita pornografia. Os serviços de inteligência dos EUA e a mídia de todo mundo continuam muito interessados em saber como Osama passou seus últimos anos de vida, desde o ataque de 11 setembro de 2001 até a sua morte no dia 1º de maio deste ano. Na busca por comprovação jurídica do envolvimento ainda ativo de Osama bin Laden com a organização Al Qaeda e seus demais membros, forças de inteligência dos Estados Unidos conseguiram acessar milhares de e-mails armazenados em cerca de cem pendrives diferentes encontrados no refúgio paquistanês do terrorista. Dean Takahashi, do The Wall Street Journal, descreve como funcionava o esquema de transmissão de informação entre Osama e seus companheiros: “Osama bin Laden escrevia uma mensagem e a guardava em um pendrive. Um mensageiro de confiança o levava a um cybercafé distante”, explica. “Isso praticamente garantia que Osama não fosse localizado nem por seu endereço de e-mail nem por sua conexão de internet”, completa. [...]

A agência de notícias Reuters relata que os investigadores encontraram outro tipo de coisa nos vários pendrives: (muita) pornografia. Existem registros de Osama assistindo TV e usando um computador. Ou seja, mesmo com a falta de uma conexão de internet local, ele provavelmente era capaz de ver seu entretenimento adulto enquanto descansava em seu complexo, que também era a casa de pelo menos duas de suas cinco esposas.

A pornografia foi encontrada junto com alguns produtos farmacêuticos como aspirina e diversos tubos de vaselina. Não está claro de onde a pornografia veio ou que tipo de pornografia era, mas é provável que Osama a tenha conseguido através dos mesmos cybercafés utilizados para mandar os e-mails aos demais membros da Al Qaeda.

Essa é mais uma infração para a coleção de Osama bin Laden. Em alguns países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, ver materiais pornôs acarreta punição física grave. O livro sagrado do Islã, o Alcorão, contém passagens que são interpretadas como mensagens de que ver pornografia é pecado. Por isso, a maioria dos islâmicos é proibida de se renderem aos prazeres da pornografia. Mas Osama deu um jeito de contornar isso.

(Hypescince)

Nota: O problema de muitos líderes (políticos e religiosos) é se achar acima de todos e até mesmo dos princípios éticos defendidos por sua religião. Bin Laden condenou três mil inocentes à morte por considerá-los infiéis e por demonizar o Ocidente cristão. Mas que moral ele tinha para pensar assim? Que moral têm pessoas que acham que, ao se explodir matando transeuntes, irão para um “céu” cheio de virgens à disposição deles? Mas Osama não é o único desse tipo. Ao longo dos anos, tenho notado que muitos líderes fanáticos, que defendem bandeiras e ideias extremistas e posam de reformadores e “salvadores da pátria”, são, na verdade, pessoas desequilibradas e frequentemente envolvidas em desvios de conduta. Acusam a igreja de que fazem ou fizeram parte para encobrir seus próprios erros. São como os fariseus hipócritas que pareciam interessados em defender os princípios do judaísmo enquanto, por baixo dos panos, tramavam a morte de um inocente, Jesus Cristo. Osama já se foi, mas muitos outros da mesma laia permanecerão por aí até Deus dar um basta.[MB]

terça-feira, maio 17, 2011

Átomos individuais podem nunca ter sido vistos

[As observações entre colchetes são minhas, bem como os grifos em bold – MB.] Microscópios capazes de fazer imagens de átomos, e até imagens de átomos neutros, não são nenhuma novidade, e podem ser comprados no comércio. O público também já se acostumou com imagens como as do lado, geradas pela varredura dos materiais pelas finíssimas pontas desses microscópios eletrônicos. Mas agora um grupo de cientistas da Espanha e da República Checa afirma que o que se vê nessas imagens não são os átomos - os pontos brilhantes seriam na verdade o espaço entre os átomos, que sequer aparecem na foto. O nascimento da nanotecnologia está intimamente vinculado ao surgimento dos microscópios capazes de gerar imagens em escala atômica. Os chamados microscópios eletrônicos de varredura por tunelamento (STM - Scanning Tunnelling Microscope) foram os primeiros a atingir uma resolução suficiente para detectar os átomos. Ora, se há até microscópios no mercado que prometem fazer imagens de átomos, como se pode agora dizer que o que eles enxergam não são os átomos?

Neste ponto, entra em cena um assunto delicado, daqueles sobre os quais dificilmente se fala em público: a “certeza” sobre as observações científicas. É um assunto sobre o qual a maioria dos cientistas concorda, mas apenas tacitamente - qualquer referência a ele costuma colocar alguns acadêmicos na defensiva, gerando reações muito tenazes.

Dessa forma, é melhor não tocar muito no assunto, que passa ainda mais ao largo das “preocupações” do público, que recebe uma visão mais dogmática do que seria a ciência, suas conclusões, suas provas e suas certezas. Por exemplo, é comum que os cientistas usem termos como “evidências científicas” - coisas que falariam por si sós, independentemente de qualquer interpretação -, ou “comprovação científica”, como algo que encerraria de vez um debate qualquer.

Na verdade, tudo o que a ciência coleta são indícios, e todas as conclusões dos cientistas são interpretações de determinados experimentos, nunca palavras finais. É por isso que você vê tantas vezes a palavra “pode” nas manchetes aqui do Site Inovação Tecnológica – “pode ser” é bastante diferente de “é”, por mais que os indícios sugiram que seja. Felizmente é assim, senão, como já temos teorias para quase tudo, chegaríamos à insensata conclusão de que sabemos tudo - o que seria a morte da própria Ciência enquanto instituição.

Que não se vá ao extremo oposto, propondo que nada do que a Ciência propõe seja válido ou substancial - por observação direta podemos ver o contrário. Mas não é razoável permanecer em um extremo só pelo risco de cair no outro - destacando mais uma vez que estamos levantando peculiaridades do processo de “comunicação da ciência”, não do método científico.

Senão, vejamos: os experimentos permitem a elaboração de teorias, e as teorias levam à construção de modelos, que são geralmente usados para descrever comportamentos e propriedades ou para prever eventos. A teoria nunca equivale à realidade, é apenas uma interpretação dela. E o modelo quase nunca consegue abarcar toda a teoria.

Por exemplo, a Teoria da Relatividade, adequadamente restringida por várias simplificações úteis, levou ao modelo do Big Bang. Embora a maioria dos cientistas e a imprensa em peso fale do Big Bang como se ele fosse um “fato histórico”, sua conexão com a realidade é muito tênue - essa conexão é mediada por uma série de pressupostos, conjecturas e simplificações.

Obviamente, modelos e teorias não sobrevivem muito se não tiverem um bom poder explicativo - uma capacidade de explicar os fenômenos observados. Assim, modelos que sobrevivem são muito bons, provavelmente fundamentados em teorias excelentes - é o que acontece com o modelo do Big Bang e com a Teoria da Relatividade [cadê a Teoria da Evolução?]. Mas isso não quer dizer que tais explicações durarão para sempre - de fato, pode-se dizer, com altíssimo índice de probabilidade de acerto, que elas não durarão por muito tempo da forma como estão hoje.

No mundo da física clássica, onde maçãs caem, ímãs atraem ferro e combustíveis queimam, a leitura do indício coletado no experimento se aproxima dos sentidos humanos - as leis da termodinâmica estão aí para exemplificar isso. Então, nesse nível, as teorias são propostas com maior nível de “aderência” ao real. Talvez esteja aí a origem da mitologia das observações inquestionáveis, das conclusões definitivas e, finalmente, da ciência conclusiva e infalível.

Se, nesse nível, tais mitos já são questionáveis, tudo se complica quando o fenômeno a ser estudado se afasta dos sentidos humanos, seja em dimensões, seja em velocidade ou em qualquer outro aspecto [o tempo, por exemplo, na escala de milhões e bilhões de anos]. Nesse caso, o cientista precisa construir equipamentos para fazer os experimentos. Esses equipamentos, contudo, são feitos segundo interpretações da realidade - só se constrói um microscópio para ver átomos depois que se aceita que átomos existem, e só se constrói os sensores capazes de detectar os átomos depois que se elaboraram teorias sobre o que se pode detectar em um átomo, e assim por diante. [A experiência falida de Urey-Miller é outro bom exemplo de equipamento baseado numa premissa impossível de ser provada/observada. Quiseram provar a origem abiótica da vida segundo a hipótese que eles defendiam e planejaram o experimento para obter o resultado desejado.]

Logo, qualquer que seja o resultado do experimento, e as conclusões que se tira dele, esse experimento tem, em sua sequência de execução, uma equivalente sequência de “intermediários”, eivados de interpretações. Nos complicados laboratórios modernos, com seus sensores e medidores ultrassofisticados, existem várias “camadas” de interpretação, embutidas nas inúmeras peças que compõem esses equipamentos cada vez mais complexos. É por isso que a usual referência a evidências, provas e certezas, como comumente se lê e se ouve, é algo tão distante da realidade daquilo que os cientistas realmente fazem.

É isso o que agora é ilustrado pelo caso dos microscópios eletrônicos e das imagens que eles geram dos átomos. Na verdade, mesmo antes do questionamento agora publicado, os cientistas já sabiam que essas imagens não são realmente imagens dos átomos, no sentido que se fala da fotografia de uma bola de gude, por exemplo. Um microscópio de tunelamento por varredura usa uma minúscula ponta eletrificada, eventualmente com apenas um átomo em sua extremidade, que é passada, a uma pequena distância, sobre toda a extensão da amostra a ser observada. A imagem é gerada medindo a corrente dos elétrons que tunelam entre a ponta do microscópio e a superfície da amostra. Assim, o que a imagem mostra seriam, na verdade, variações espaciais na densidade do estado de elétrons da superfície da amostra próximas ao nível de Fermi - o nível de energia dos elétrons mais fracamente mantidos em um sólido.

Contudo, como a densidade dos estados nem sempre é o mais alto quando a ponta está diretamente acima dos átomos, não é possível saber com absoluta certeza se aqueles pontos brilhantes que aparecem nas imagens geradas pelo STM correspondem aos átomos ou ao espaço entre eles. Nesse caso, pode-se argumentar que seria simplesmente uma questão se saber se estamos vendo uma imagem dos átomos ou um negativo da imagem dos átomos.

Ocorre que as imagens geradas são totalmente diferentes dependendo da estrutura e da composição da ponta do microscópio - no sentido discutido acima, a ponta individualmente representa uma “camada” de interpretação embutida na interpretação mais geral do resultado do experimento, ou seja, da imagem. Assim, os cientistas precisam conhecer com detalhes e com precisão as forças químicas e físicas presentes e atuantes entre a ponta e a superfície - e lá vai outra camada de interpretação, melindrando quaisquer pretensões de certeza.

O que os cientistas fizeram agora foi tentar partir da situação mais simples possível, realizando os chamados cálculos de primeiros princípios, quando se parte de propriedades mais fundamentais e que podem ser certificadas com maior acurácia - sem nenhuma “certeza”, obviamente.

Usando nanotubos de carbono e grafite, e uma ponta específica de microscópio, os pesquisadores concluíram que os pontos brilhantes que aparecem nas imagens geradas pelo microscópio de varredura por tunelamento correspondem aos espaços vazios entre os átomos, e não aos próprios átomos. A diferença não é pequena, e pode impactar resultados de inúmeras pesquisas. [...]

A pergunta que se coloca então é: Os átomos individuais já foram de fato “vistos”? Se essa nova interpretação estiver correta, a resposta é não: os átomos estariam nos espaços vazios entre os pontos brilhantes. Como eles aparecerão numa futura imagem irá depender da avaliação dos diversos tipos de pontas usadas nos microscópios e dos softwares que traduzem as leituras do sensor em imagens mostradas na tela do computador - pontas que terão que ser refeitas com exigências mais estritas e softwares que terão de ser atualizados.

Outra pergunta a ser respondida é por que os espaços vazios aparecem como pontos. Ou, outra possibilidade plausível, esperamos até que outra equipe de cientistas encontre falhas na demonstração agora publicada e diga para esquecermos este episódio e que, sim, já estávamos vendo os átomos individuais desde o início.

(Inovação Tecnológica)

Nota: O texto é muito bom e revela as limitações da frequentemente endeusada ciência. Sem dúvida nenhuma, o método científico é uma grande invenção humana, mas, como tudo que é humano, é limitado e eivado de preconceitos e filosofias. Pena que o texto não tenha aberto mais a discussão para outros campos, como a biologia evolutiva, e tenha se limitado mais à física. Frequentemente, os cientistas utilizam modelos computacionais alimentados por dados oriundos de suposições. Depois publicam os resultados e fazem a população crer que se trata de “descoberta científica”. Esse tipo de assunto – as limitações da ciência – deveria ser mais abordado pela grande imprensa. Parabéns ao Inovação Tecnológica.[MB]

Quem surgiu primeiro, buracos negros ou galáxias?

O que surgiu primeiro, os buracos negros ou as galáxias? Essa é a pergunta que João Evangelista Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) procurou responder na palestra “Buracos negros: sementes ou cemitérios de galáxias?” No encontro, o coordenador do Instituto Nacional Avançado de Astrofísica destacou os avanços nos últimos dez anos na área, como a confirmação da existência de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, a medida do momento angular dos buracos negros estelares e supermassivos e o paradigma da coevolução entre galáxias e buracos negros. De modo geral, buracos negros são objetos espaciais compactados cuja superfície possui aceleração infinita, tornando-a irresistível. Devido a esse fenômeno, toda matéria próxima a um buraco negro é capturada. “Até mesmo a luz próxima é capturada. O espectador não enxerga nada, pois a matéria (gás) ou qualquer outro tipo de informação produzida dentro dele não consegue escapar à superfície de singularidade de aceleração. Para quem o vê de fora, o objeto é um buraco negro, onde tudo entra e nada sai”, exemplificou Steiner.

Atualmente, os buracos negros são divididos em duas categorias: estelares e supermassivos. Os primeiros são alimentados por uma estrela vizinha. “Como esses fenômenos galácticos não emitem qualquer tipo de luz, a medição do espectro só é possível quando se encontra em um sistema binário, isto é, quando há uma estrela companheira. Nesse caso, o buraco negro suga a matéria dela”, disse.

O primeiro objeto encontrado na Via Láctea com essa característica foi uma fonte, confirmada em 1973, de raios X denominada Cygnus X-1. “Ela se mostrou tão densa que ou poderia ser um uma estrela de nêutrons - aquelas cuja densidade pode chegar a 10 trilhões de vezes a da água [que tem 1g/cm3] e estão associadas a explosões de supernovas - ou um buraco negro. Mas, ao medir sua massa, os cientistas observaram que era algo muito maior do que uma estrela de nêutrons”, contou.

Os buracos negros estelares têm entre 5 e 20 vezes a massa do Sol e são originados pela explosão de uma estrela. Estima-se que sua temperatura atinja em torno de 100 milhões a 1 bilhão Kelvin, devido ao processo de transformação de energia potencial gravitacional em térmica e, finalmente, luminosa.

Dos bilhões de estrelas na Via Láctea, calcula-se que existam cerca de 10 milhões de buracos negros estelares. Até agora, os cientistas conseguiram identificar apenas 20. “Se eles não estiverem em sistema binário, não teremos nem como observá-los”, disse Steiner.

Evidências da outra categoria, os supermassivos, surgiram na mesma época dos estelares. Os buracos negros supermassivos podem chegar a 4 bilhões de vezes a massa do Sol e estão sempre localizados no centro de galáxias devido à gravidade. “A ideia dos supermassivos surgiu com a descoberta dos quasares, objetos extremamente luminosos e compactos, capazes de brilhar mais que uma galáxia inteira, mas com o volume de um sistema solar”, pontuou Steiner. Já foram identificadas e calculadas as massas de 50 buracos negros desse tipo. [...]

De acordo com o professor do IAG-USP, há anos se especulava sobre a existência de um buraco negro supermassivo desativado no centro da Via Láctea. “Se ela tivesse um buraco negro capturando gás, seria facilmente visível, pois ele estaria produzindo uma grande quantidade de energia que poderia ser observada. Mas isso não ocorre”, destacou. Para Steiner, essa característica física se configura num quasar morto e que justifica o motivo pelo qual outros buracos negros supermassivos ainda não foram identificados.

A confirmação desse objeto desativado veio em 2002 com a publicação de um estudo da órbita de uma estrela vizinha. O objeto escuro, que possui 4 milhões de massas solares, foi observado por um grupo de cientistas durante 15 anos. “Cedo ou tarde, uma das estrelas que giram em torno desse objeto irá colidir e liberar gás suficiente para libertar o quasar”, disse.

Outra descoberta recente da astrofísica dos buracos negros é o paradigma sobre a evolução desses fenômenos, que explica por que todas as galáxias têm um buraco negro em seu centro. Steiner explicou que existe uma correlação entre a massa do buraco negro e a massa da galáxia que o hospeda. A galáxia sempre tem 500 vezes mais massa do que seu buraco negro. “Essa é a regra. O buraco negro determina a evolução da galáxia e vice-versa. Ambos coevoluíram desde o Big Bang”, disse.

O astrofísico destacou que se não existissem os buracos negros as galáxias não existiriam ou elas não teriam as configurações que conhecemos hoje. “Para compreender o Universo, temos que levar em consideração o fator buraco negro. Ele tem um papel fundamental e é esse o paradigma da coevolução”, disse.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Coevolução, interdependência entre buracos negros e galáxias... Assim como ocorre na biologia, se essa teoria astrofísica estiver correta, isso me parece outra evidência de design inteligente (cósmico) e, guardadas as proporções, complexidade irredutível. Sem dúvida nenhuma, para que as galáxias existam, é necessária uma fonte de atração que mantenha todos os seus componentes girando em torno desse centro gravitacional, sem, no entanto, ser engolidos por ele. Talvez a pergunta mais importante que os cosmólogos devessem fazer fosse esta: Quem surgiu primeiro, a matéria ou as leis da física? As leis que gerem a matéria dependem dela para existir, e a matéria não existe sem essas leis. A matéria e as leis físicas seriam eternas? Isso é resposta? E se passaram a existir em algum momento, de onde vieram? Quem ou o quê as criou? Isso continua dando “pano pra manga”.[MB]

Música + volante = perigo constante?

Os adeptos do cooper sabem bem que não há nada como uma música agitada explodindo nos ouvidos para aumentar o pique da corrida. Não dá para ouvir canções calminhas ou você vai é querer voltar para a cama. Agora, essa mesma lógica, quando aplicada a um motorista, pode ser perigosa. É isso que mostra uma pesquisa realizada pela empresa fabricante de peças de automóveis Halfords, que entrevistou condutores para saber se o comportamento deles é afetado pela música que ouvem enquanto estão atrás do volante. 60% dos participantes responderam que sim. A análise continuou para saber quais faixas afetavam esse comportamento e o resultado foi o seguinte: Beastie Boys e The Prodigy são um perigo! No topo das faixas que mais dão vontade de acelerar além da conta e causar no trânsito estão “Sabotage” e “Firestarter”.

Se você é uma daquelas pessoas que amam dirigir ouvindo um som, mas não quer estar propenso a causar um acidente, foi feita também uma lista de músicas tranquilas, encabeçada por “As Quatro Estações”, de Vivaldi. Veja abaixo os dois top 5:

As mais perigosas: 1. Beastie Boys (“Sabotage”); 2. The Prodigy (“Firestarter”); 3. Papa Roach (“To Be Loved”); 4. Kanye West (“Stronger”); 5. Rachmaninoff (“Prelude In C Sharp Minor”).

As mais calmas: 1. Vivaldi (“As Quatro Estações”); 2. Jack Johnson (“Breakdown”); 3. Adele (“Someone Like You”); 4. Coldplay (“Yellow”); 5. Fleetwood Mac (“Landslide”).

(Rolling Stone)

Nota: Agora aplique esse conceito ao culto a Deus e entenda por que músicas agitadas, fortemente percussivas e muito ritmadas não combinam com a adoração.[MB]

Leia também: “A música que agrada ao Céu”

Vida após a morte é conto de fadas, diz Hawking

A crença no paraíso ou na vida após a morte é um “conto de fadas”, disse o renomado físico Stephen Hawking, 69, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, na edição do último domingo (15). “Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falharem. Não há paraíso ou vida após a morte para computadores que quebram. Isso é um conto de fadas para pessoas que têm medo do escuro”, opinou. O tema já foi abordado em um de seus últimos livros, The Grand Design (2010), no qual ele desenvolve a ideia de que não há necessidade de um grande criador para explicar a existência do Universo. As galáxias, estrelas e a vida humana teriam emergido a partir de “sementes” – pequenas flutuações quânticas – encontradas no Universo milhares de anos atrás. Para ele, que rejeita pessoalmente as crenças religiosas, as pessoas em geral deveriam preencher seu potencial na Terra fazendo bom uso de suas vidas.

Segundo Hawking, diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica desde os 21 anos, ainda sem cura, a doença faz com que ele aproveite mais a vida. “Tenho vivido com a perspectiva de uma morte precoce pelos últimos 49 anos. Não tenho medo da morte, mas não tenho pressa em morrer. Tenho muitas coisas que quero fazer primeiro”, contou.

(Folha.com)

Nota: É bastante arriscado (e, por que não dizer, leviano) fazer afirmações desse tipo, para as quais não se podem apresentar evidências comprobatórias, mesmo quando quem diz isso é o incensado e quase mítico físico britânico Stephen Hawking. Como Hawking pode provar que não existe vida após a morte ou que não exista Deus? Para justificar a existência do Universo, ele fala em “sementes” e “flutuação quântica”. De onde teriam vindo essas tais “sementes”? Mesmo quando alguns cientistas dizem que a matéria pode vir à existência a partir do “nada”, estão se referindo a matéria e antimatéria, portanto, não estão tratando do nada absoluto. O que eles conseguiram fazer foi rasgar o vácuo com um intenso pulso de laser, liberando componentes fundamentais de matéria e antimatéria. Em 2008, o site Inovação Tecnológica publicou um texto no qual aborda essa ideia de que toda a matéria do Universo teria se originado de flutuações de energia. Igor Sokolov, um dos autores do estudo, disse à revista Science que “agora nós pudemos calcular como, a partir de um único elétron, podem ser produzidas várias centenas de partículas. Acreditamos que isso acontece na natureza, perto de pulsares e estrelas de nêutrons”. Mesmo assim, alguns naturalistas mais empedernidos (como Hawking) ainda acham que se trata de “conto de fadas” ligar o surgimento da matéria e da energia à ideia de um Criador. Bem, permanece a pergunta: De onde veio esse “único elétron” primordial? Flutuações de energia? Qual a fonte delas? E mais complicado: Qual a explicação para a organização da matéria? O Universo não “apenas” existe, ele funciona. Qual a explicação para o surgimento das leis finamente ajustadas que regem o Cosmos? E como “surgiram” as constantes sem as quais o tecido da realidade se desintegraria? Se já é complicado explicar o tudo a partir do nada absoluto, como explicar a ordem a partir do caos? Curiosamente, no livro Uma Breve História do Tempo, página 28, Hawking diz que “no tempo real, o Universo tem um início” (e todo mundo sabe que o que tem um início precisa de uma causa). Além disso, no livro O Universo Numa Casca de Nós (p. 161), Hawking admite não saber como a vida “se originou” em nosso planeta, mas quer que agora creiamos que ele sabe que não existe vida após a morte... Acompanho a produção desse cientista brilhante há mais de duas décadas; li os livros dele. Tenho a impressão de que, com o passar do tempo, ele parece cada vez mais amargurado com a religião e a vida, embora queira negar isso. Sei lá... Não sou psicólogo. Para concluir, quero lembrar que o grande filósofo e matemático Blaise Pascal propôs que há 50% de chances de haver vida após a morte e, naturalmente, 50% de chances de não haver. Vale a pena arriscar tudo quando estão envolvidos percentuais tão grandes?[MB]

segunda-feira, maio 16, 2011

Igrejas e sindicatos defendem descanso dominical

Em 20 de junho será lançada em Bruxelas a Aliança Europeia para o domingo. Pela primeira vez, sindicatos e igrejas da Europa estão na mesma linha. É o que garante a Comissão dos Bispos da União Europeia (Comece), que adverte que as razões da aliança são tanto religiosas como sócio-políticas. A proteção do domingo, cujo desaparecimento, na prática, como um dia festivo “poria em cheque um benefício social milenar” conduz à denúncia de uma nova escravidão: enquanto muitos podem usar esse dia para desfrutar de sua família e amigos, cada vez são mais aqueles que têm que trabalhar em grandes centros comerciais e de entretenimento. Além da Igreja Católica, várias instituições evangélicas aderiram à iniciativa. E da Espanha aderiu a Irmandade Obreira de Ação Católica (em espanhol, HOAC).

(InfoCatólica)

Nota do blog Minuto Profético: "Desde o ano passado, o movimento pela guarda do domingo tem se intensificado na União Europeia, pretendendo mesmo até buscar assinaturas para levar ao Parlamento Europeu. Como pode ser visto, a Santa Sé nunca desistiu de suas pretensões de governar todas as nações e todas as consciências individuais, alcançando novamente a supremacia mundial. Sua grande marca é o domingo, e é por aí que todos deverão se curvar. Vale lembrar que isso representa um erro duplo: o verdadeiro dia de guarda na Bíblia é o sábado (sétimo dia), e nenhum dia de guarda deveria ser imposto por lei civil, uma vez que isso fere o princípio de separação entre Igreja e Estado."

Casal de negros dá à luz filho branco

Uma possível mutação genética fez com que o filho de um casal negro nascesse com a pele branca e cabelos loiros no Reino Unido. De acordo com os médicos do hospital Leicester Royal Infirmary, o bebê não é albino, talvez tenha ocorrido apenas uma ligeira mutação. As informações são do jornal inglês Daily Mail. Em entrevista ao jornal, Francis Tsibangu relatou que no momento que viu seu filho, o primeiro pensamento foi, “Uau, é realmente meu?”. Até os médicos do hospital ficaram chocados com a criança loira, filha de dois negros. Segundo Francis, que é do Congo, as dúvidas acabaram quando ele olhou para sua esposa e ao abaixar para beijar o bebê pôde ver que ele tem os lábios de sua mulher e o nariz igual ao dele. “Pude ver que ele se parecia comigo e Arlette”, relatou Francis. Arlette confessou que no momento que Daniel nasceu a reação na sala de operações foi chocante, todos ficaram em silêncio. “Os olhares nos rostos dos médicos e das enfermeiras diziam tudo. Todo mundo estava se perguntando por que eu tinha um bebê branco”, contou.

Francis concluiu relatando que nunca houve problemas de infidelidade entre os dois e que sobre as suspeitas que irão acontecer ele não se importa. “Eu sei que vai existir quem diga que minha mulher teve um caso, mas eu confio nela completamente e sei que isso não aconteceu. Mesmo se ela tivesse se envolvido com um homem branco, o bebê nasceria mestiço, com os cabelos pretos, por exemplo, e não lisos e loiros como os de Daniel”, frisou.

O casal já tem um menino de dois anos, Seth, cujas características refletem a ascendência africana. Nenhum teste foi feito em Daniel para comprovar que ele seja realmente filho de Francis.

(O Dia Online)

Nota: Digna de nota a reação dos pais. O amor e a fidelidade deles sobrepuja a desconfiança alheia. Se for confirmada a mutação (e que outra explicação haveria, nesse caso?), possivelmente isso ajudará a entender como pode ocorrer diversificação étnica em pouquíssimo tempo. Bastaria que algum (ou alguns) descendentes de Noé sofresse uma “ligeira mutação” como a do filho de Francis e Arlette, que esse gene modificado fosse legado aos descendentes e houvesse algum tipo de isolamento geográfico que preservasse a característica, para termos uma nova população humana com suas peculiaridades. Na verdade, é até possível que a família de Noé (filhos e noras) já tivesse algum tipo de variação como a cor da pele e/ou do cabelo.[MB]

Leia também: "A origem das línguas e das etnias" e "Mistérios da genética: casal negro tem filha loira"

E-mails que nos alegram (31)

“Olá, Michelson, meu nome é Daniel e tenho 18 anos. Há mais ou menos um ano e meio, eu estava fazendo estudos sobre o Apocalipse na igreja neopentecostal que eu frequentava. O assunto me despertou varias dúvidas a respeito de profecias e períodos proféticos. Uma das grandes dúvidas era se o livro de Gênesis seria literal ou não. Eu achava um absurdo Deus ter criado a terra em seis dias literais de 24 horas, mas acreditava que Deus havia criado tudo em milhões de anos, usando a evolução, que eu aprendi desde sempre na escola. Pesquisando na internet sobre temas bíblicos, principalmente no site YouTube, deparei-me com alguns vídeos de criacionismo do seu canal e de canais recomendados ali. Através do seu blog www.criacionismo.com.br, Jesus me mostrou a verdade de Sua Palavra e me fez compreender o verdadeiro sentido do Apocalipse e das três mensagens angélicas de Apocalipse 14. Em maio de 2010, depois de muito estudos e de discutir sobre doutrinas bíblicas com pessoas da igreja que eu frequentava, resolvi visitar pela primeira vez a Igreja Adventista Central de São Bernardo do Campo, já guardando o verdadeiro dia de adoração do verdadeiro Criador, o santo sábado. Claro que minha família e amigos acharam que eu estava louco... Fui batizado no dia 9 de outubro de 2010, e na mesma semana Deus me tocou grandemente para usar a mesma ferramenta (internet) com a qual Ele havia me tirado das trevas. Deus queria que eu também usasse a web para trazer pessoas para Sua maravilhosa luz. Criei então o canal A Voz de Cristo e muitas pessoas têm conhecido a verdade eterna por meio dele. Se Deus me permitir, no ano que vem estarei cursando Teologia no Unasp. Agradeço a Jesus por seu blog e a você pelo maravilhoso trabalho. Grande abraço, e que estejamos um dia juntos com Cristo nas mansões celestiais.”

(Daniel de Oliveira, São Bernardo do Campo, SP)

Nota: E-mails emocionantes como esse do Daniel (e outros) me fazem ver que todo esforço e as horas empregadas neste ministério criacionista voluntário valem a pena. A Deus, o nosso Criador, sejam dadas toda a honra e toda a glória![MB]

Ateu de Oxford chama Dawkins de covarde

Gente, o Dawkins, o papa do neoateísmo chique e perfumado, tem se recusado a debater com pessoas de pensamento diferenciado, mas eu nunca esperava que ele fosse ser chamado de covarde por se recusar a debater com pessoas assim. Sabe quem chamou Dawkins de covarde? Os criacionistas? Não! A turma perversa do Design Inteligente? Nem está quente! Os agnósticos? Ficou meio quente! Não se assuste. Galera de meninos e meninas de Darwin, vocês são varonis e vão poder suportar este duro golpe: nenhuma pessoa dos grupos acima mencionados chamou o Dawkins de covarde. Quem chamou foi Daniel Came, um filósofo de Oxford e, pasme, ateu como Dawkins: “[...] por se recusar a debater com William Lane Craig, que já debateu com muitos ‘neoateus.”

O prof. Dawkins afirma que o prof. Craig não é uma figura digna de sua atenção, e tem sido citado como tendo afirmado que tal debate iria “parecer legal” no currículo vitae do seu oponente, mas não no dele.

“O prof. Craig é um pesquisador e professor de Filosofia no Talbot School of Theology, na Califórnia, e autor de 30 livros e centenas de artigos sobre o cristianismo. Ele debateu com pensadores importantes incluindo Daniel Dennett, A. C. Grayling, Christopher Hitchens, Lewis Wolpert e Sam Harris.”

Em uma carta ao prof. Dawkins, o Dr. Came afirmou: “A ausência de um debate com o maior apologeta do teísmo cristão é uma omissão evidente em seu CV, e, é claro, passível de ser interpretado como covardia de sua parte. Eu reparo, por contraste, que você se sente bem em discutir assuntos teológicos com apresentadores de televisão e rádio e outros intelectuais pesos-pesados…”

(Tim Ross, “Richard Dawkins accused of cowardice for refusing to debate existence of God”, The Telegraph, 14 de maio de 2011)

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Traduzindo em miúdos: depois de ser chamado de covarde por um ateu, Dawkins, o queridinho dos neoateus, da grande mídia e da Companhia das Letras ($) não vai mais poder se desculpar de que os outros com quem ele se recusa a debater são pessoas academicamente desqualificadas. Dawkins só tem duas opções: enfiar a viola no saco e continuar com a pecha de covarde, ou aceitar e debater o prof. Dr. Craig.”

A posição de Dawkins em 2003: “The question of who would ‘win’ such a debate is not at issue. Winning is not what these people realistically aspire to. The coup they seek is simply the recognition of being allowed to share a platform with a real scientist in the first place. This will suggest to innocent bystanders that there must be material here that is genuinely worth debating, on something like equal terms” (Richard Dawkins, “Creating such a fuss about nothing”, Times 2, 28 janeiro de 2003).

domingo, maio 15, 2011

A cultura da decadência

Quando me perguntam o que acho de As Crônicas de Nárnia, deixando de lado a tremenda capacidade narrativa de C. S. Lewis e sua criatividade invejável, digo que a intenção do autor foi boa, já que ele quis transmitir a mensagem bíblica por meio de parábolas. Ocorre que a aventura e as mitologias entremeadas na história são tão empolgantes e destacadas que acabam por se sobrepor demais à intenção por trás da trama. As crônicas viram puro entretenimento – com batalhas épicas e muita magia – misturado com detalhes preocupantes. O livro é bom, bem escrito, mas biblicamente “diluído”, se posso dizer assim.

E o que dizer do ainda mais conhecido O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien? Lewis deixou de ser ateu e se tornou anglicano em grande parte devido à influência de pessoas como o católico Tolkien, amigo pessoal do professor de Oxford. O romance de Tolkien é bastante maniqueísta, com clara demarcação entre o bem e o mal. Mas, diferentemente do que ocorre em As Crônicas de Nárnia, não há intenção “evangelística” alguma na obra de Tolkien. Trata-se de uma aventura que mistura elementos das mitologias nórdica e germânica, num mundo imaginário (Terra Média) povoado de seres míticos como elfos, hobbits e magos.

O épico do momento é A Guerra dos Tronos, primeiro volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo, escrito por George R. R. Martin. Chamou-me a atenção a matéria “Dez razões pelas quais A Guerra dos Tronos é (muito) melhor do que O Senhor dos Anéis”, publicada no site da revista Veja. Pelo tom bombástico do título, pensei: “Deve ser um romance muito, mas muito bem escrito; algo realmente grandioso para ser considerado tão melhor do que a obra de Tolkien.” Então fui conferir as tais dez razões pelas quais Veja considera A Guerra dos Tronos (muito) melhor do que O Senhor dos Anéis. Destaco três delas:

1. Os personagens transam, escarram, defecam e ficam de ressaca. “Enquanto Tolkien parece viver um platonismo cego, Martin leva o realismo às últimas consequências. As páginas transbordam de descrições vívidas de sexo e violência. Nas batalhas, há estupros e infanticídios. Nos castelos, prostitutas luxuriosas e banquetes cheios de gula. ‘Já era tempo de a fantasia crescer e se tornar adulta’, declarou o autor em entrevista a Veja.”

4. Martin não tem nenhum princípio. “O autor de Crônicas não está preocupado com leitores de estômago fraco. Tudo que é sujo e já existiu na humanidade está presente na trama: traição, incesto, prostituição, roubo, estupro, violência, crueldade, infanticídio, eutanásia, aborto. Pode pensar no que quiser de sórdido e moralmente questionável, estará lá.”

9. Há personagens para todos os gostos. “Os personagens vivem todo tipo de drama: da deficiência física à paixão incestuosa entre irmãos. Enquanto as criaturas de O Senhor dos Anéis são movidas por honra ou ódio, os moradores de Westeros respondem à chantagem, rancor, paixão, amor, luxúria, fidelidade, ambição e confusão – motivações muito mais próximas da realidade.”

Se As Crônicas de Gelo e Fogo é o melhor que temos em termos de literatura popular nesta primeira década do século 21, podemos considerar ótimo O Senhor dos Anéis e maravilhoso As Crônicas de Nárnia. Os valores morais estão em franca decadência, em todas as áreas. Isso me faz lembrar as palavras de um amigo que disse: “Você não concorda com o ‘ficar’, não é? Mas, se seu filho estiver ‘ficando’ com uma garota, considere-se feliz: é com uma garota...”

Chegamos a um tempo em que a opção ficou entre o péssimo e o menos pior. Preocupa pensar que dias piores virão.

Michelson Borges

Conheça a cosmovisão teísta/criacionista (parte 3)

Nancy Pearcey e Charles Thaxton, A Alma da Ciência (Cultura Cristã) – Pearcey (que também é autora de A Verdade Absoluta, entre outros livros) é editora colaboradora do Pascal Centre for Advance Studies in Faith and Science; Charles Thaxton é Ph.D em química e pós-doutorado em História da Ciência pela Harvard. No livro, eles sustentam as bases cristãs da ciência moderna. “O tipo de pensamento conhecido hoje em dia como científico, com sua ênfase na experimentação e formulação matemática surgiu numa cultura específica – a da Europa Ocidental – e em nenhuma outra”, afirmam. E completam: “Os mais diversos estudiosos reconhecem que o cristianismo forneceu tanto os pressupostos intelectuais quanto a sanção moral para o desenvolvimento da ciência moderna.” Pearcey e Thaxton provam, com boa documentação histórica, que o conflito ciência versus religião é equivocado e tem origem recente. Segundo eles, durante cerca de três séculos, a relação entre a ciência e a religião pode ser mais bem descrita como uma aliança. “Os cientistas que viveram do século 16 até o final do século 19 viveram num universo muito diferente daquele no qual vive o cientista de hoje. É bem provável que o primeiro cientista tenha sido um indivíduo temente a Deus que não considerava a investigação científica e a devoção religiosa incompatíveis. Pelo contrário, sua motivação para estudar as maravilhas da natureza era o ímpeto religioso de glorificar o Deus que as havia criado.”

Ariel A. Roth, A Ciência Descobre Deus (CPB) – Em seu livro A Ciência Descobre Deus, o zoólogo adventista Dr. Ariel Roth menciona a ocasião em que visitou a famosa Abadia de Westminster, na Inglaterra. Ali estão sepultados Newton e Darwin. Roth relembra: “Quando visitei os túmulos desses dois ícones do mundo científico, não pude deixar de meditar sobre o legado contrastante sobre Deus que ambos deixaram à humanidade. [...] A vida de Newton ilustra claramente como a excelência científica e uma firme fé em Deus podem andar de mãos dadas.” Roth lida de forma competente com perguntas como estas: Será que um Designer criou nosso universo, ou ele evoluiu de maneira espontânea? Pode a ciência ser objetiva e, ao mesmo tempo, admitir a possibilidade de que Deus existe? Isso faz diferença? Em face de tanta evidência que parece exigir um Deus para explicar o que vemos na natureza, por que a comunidade científica permanece em silêncio sobre o Criador? Deus existe? Segundo Roth, a própria ciência está oferecendo as respostas.

Michelson Borges, A História da Vida - De onde viemos, para onde vamos (CPB) – Depois de dez anos da publicação de A História da Vida, o livro passou por uma atualização e esta nova edição revista reúne o que há de mais atual com respeito à controvérsia entre criacionismo e evolucionismo – sem perder a característica que identifica a obra desde o início: a linguagem é simples e o conteúdo, acessível. O autor é jornalista e mestre em teologia, e procura responder perguntas como estas: Deus existe? Qual a origem do Universo e da vida? A teoria da evolução é coerente? O criacionismo é científico? Podemos confiar na Bíblia? O dilúvio de Gênesis é lenda ou fato histórico? De onde vieram e para onde foram os dinossauros? O que dizer dos métodos de datação? Os leitores que quiserem se aprofundar no assunto têm à disposição, no fim de cada capítulo, inúmeras referências com dicas sobre os melhores livros e sites para leitura adicional.

Phillip E. Johnson, Darwin no Banco dos Réus (Cultura Cristã) – O polêmico livro de Johnson mexeu com os fundamentos científicos, pois demonstra que a teoria da evolução não tem sua base em fatos, mas na fé – fé no naturalismo filosófico. Johnson argumenta corajosamente que simplesmente não há um vasto corpo de dados que deem suporte à teoria. Com o clima intrigante de um mistério e detalhes que nos prendem como quando assistimos a um julgamento, Johnson conduz o leitor pelas evidências com a perícia de um advogado, a qual ele adquiriu como professor de Direito em Berkeley, especializando-se na lógica dos argumentos. O autor é graduado em Harvard e na Universidade de Chicago. Ele foi oficial de direito do presidente do Superior Tribunal Earl Warren e ensinou por mais de trinta anos na Universidade da Califórnia, Berkeley, onde é professor emérito de Direito.

Ariel Roth, Origens – Relacionando a ciência com a Bíblia (CPB) – É possível harmonizar a ciência e a Bíblia? A ciência moderna, por meio da teoria da evolução conseguiu refutar a narrativa bíblica da origem da vida? Quem aceita a teoria criacionista precisa, necessariamente, rejeitar a ciência? O cientista adventista Ariel Roth procura demonstrar que a harmonia entre a ciência e a religião bíblica nos traz uma compreensão mais completa do mundo que nos cerca e do significado da existência humana. Roth é doutor em Zoologia pela Universidade de Michigan, Estados Unidos.

Michelson Borges, Por Que Creio - Doze pesquisadores falam sobre ciência e religião (CPB) – O livro reúne 12 entrevistas com pesquisadores de áreas diversas, como física, bioquímica, matemática, biologia, arqueologia e teologia. Onze deles contam por que são criacionistas e apresentam fortes argumentos a favor do modelo. O 12º entrevistado é o bioquímico Michael Behe, autor do livro A Caixa Preta de Darwin. Behe também expõe argumentos que demonstram a insuficiência epistêmica do darwinismo.

Adauto Lourenço, Como Tudo Começou (Editora Fiel) – Será que realmente somos resultado de um caldo primordial, que poderia ter existido há bilhões de anos? Será que o Universo, que possui mais estrelas do que todos os grãos de areia de todas as praias e de todos os desertos do nosso planeta Terra, com toda a sua beleza exuberante e leis precisas, teria sido fruto de um acidente cósmico conhecido como Big Bang, há 13,7 bilhões de anos? Ao nos depararmos com a complexidade do código genético, contendo mais de três bilhões de letras perfeitamente organizadas, altamente codificado e eficientemente armazenado, capaz de criar sistemas com tamanha complexidade e design como o corpo humano, seria concebível aceitar que tal codificação teria sido fruto do acaso? O físico cristão Adauto Lourenço oferece respostas coerentes para essas questões.

Leonard Brand, Fé, Razão e História da Terra (Unaspress) – Segundo resenha do Dr. Nahor Neves de Souza Jr., a obra de Brand é caracterizada pela abrangência dos temas, pela qualidade das informações, bem como pelo espírito despretensioso e verdadeiramente imparcial, o que a coloca como uma das melhores contribuições àqueles que, sinceramente, se interessam pela associação coerente e sustentável entre os conhecimentos científico, filosófico e religioso. O autor, biólogo adventista, elaborou esse excelente livro fundamentado em pesquisas científicas pessoais (meticulosamente desenvolvidas), em sua experiência como docente e na utilização de informações pertinentes, oriundas de textos criteriosamente selecionados. A utilização de boa didática e ilustrações apropriadas favorecem uma leitura agradável, elucidativa e acessível.

Leia também: "Conheça a cosmovisão teísta/criacionista (parte 4)"

Bispo diz que evangélico instruído se torna católico

O novo presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), d. Raymundo Damasceno Assis, disse ontem que a ascensão social de quase 30 milhões de pessoas nos últimos anos as tornou mais “críticas”. Por conta disso, disse, a presença evangélica na população do país teria caído. “Elas começam a ler mais, a estudar mais, e por isso são mais críticas em relação a muitas posturas hoje na sociedade”, afirmou, após o encerramento da 49ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP). D. Raymundo Damasceno Assis não soube precisar a fonte das informações, mas afirmou que a nova classe média, ao mesmo tempo em que se afastou das igrejas evangélicas, se aproximou da Igreja Católica. Segundo o Datafolha, a população católica perdeu fieis na última década, enquanto a população evangélica cresceu. Ontem, ao tomar posse como presidente da CNBB pelos próximos quatro anos, ele assumiu como principal desafio fortalecer o papel missionário da Igreja Católica no país. D. Raymundo Damasceno Assis disse que as paróquias precisam sair do “comodismo” e buscar fieis.

Atualmente, o principal alvo da Igreja Católica são os jovens. Uma das estratégias para conquistá-los é o uso da internet e das redes sociais, como defendeu o cardeal d. Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, em entrevista durante a assembleia. Já d. Raymundo Damasceno aposta fichas também na escolha do Brasil para sediar a jornada mundial da juventude em 2013, que terá a presença do Papa Bento 16.

Segundo bispos ouvidos pela reportagem, a escolha de d. Raymundo Dasmasceno como presidente da CNBB se deu principalmente por seu perfil conciliador. Questionado pela Folha sobre o governo Dilma Rousseff, ele afirmou que avalia positivamente a gestão dela e a caracterizou como uma pessoa “discreta”, que só aparece “nos momentos mais importantes”. “São personalidades diferentes”, disse, ao ser questionado se a afirmação era uma crítica ao ex-presidente Lula.

O presidente da CNBB não quis comentar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que equiparou a união civil homoafetiva à heterossexual, na semana passada. D. Raymundo Damasceno Assis afirmou que sua opinião era a mesma que a explicitada pela CNBB em nota. A entidade disse que o Supremo ultrapassou “os limites de sua competência” e que a decisão cabia ao Congresso

(Folha.com)

Nota: Com todo respeito aos amigos católicos, em meu caso e de muitas outras pessoas, quando me tornei mais crítico e instruído, abandonei as fileiras da igreja de Bento 16. Damasceno faz uma afirmação leviana, baseada apenas na opinião dele e sem fontes que lhe respaldem. Vindo de uma figura com a importância do presidente da CNBB, essa opinião não tem nada de “conciliadora”. Na verdade, é lamentável que ele associe ignorância e pobreza ao evangelicalismo. Talvez Damasceno não saiba, mas o mercado literário evangélico no Brasil movimenta bilhões de reais por ano. Evangélicos leem 7,1 livros por ano, enquanto os brasileiros em geral leem apenas um (e a maioria dos brasileiros é católica...). Os adventistas do sétimo dia, por exemplo, são estimulados a ler desde a tenra infância, pois têm guias de estudo bíblico e assinam revistas para crianças e com temáticas sobre saúde e família. Além disso, a editora adventista no Brasil vive batendo recordes de vendas de livros e revistas, com tiragens que alcançam a casa dos milhões. Como se pode ver, o “conciliador” Damasceno precisa rever seus conceitos baseados no desespero pelo êxodo católico em nosso país.[MB]

Leia também: "Paróquia de Brasília exibe relíquia com sangue de João Paulo II" (se a Bíblia fosse devidamente estudada, essa idolatria não seria permitida) e "Vaticano pede que fiéis não se oponham à autoridade do Papa" (isso é ter senso crítico?)

sexta-feira, maio 13, 2011

Daniel 2 - A história do mundo em 49 versos

Quando estava estudando a Bíblia para receber o batismo na Igreja Adventista do Sétimo Dia (em 1991), um dos capítulos que mais me impressionaram foi justamente Daniel 2. Como era possível que alguém vivendo cerca de 600 anos antes de Cristo* pudesse prever com tanta precisão e riqueza de detalhes a história da humanidade em apenas 49 versos? Ao mesmo tempo em que estudava as Escrituras, eu me preparava para o vestibular com o objetivo de cursar Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina. Naquela época, eu já sabia que para ser um bom redator era necessário saber escrever com clareza, concisão e dar o máximo de informação no menor espaço possível. Daniel fez exatamente isso!

Nesse capítulo, o profeta fala sobre o sonho que deixou Nabucodonosor intrigado. O monarca, sabendo que os astrólogos e adivinhos poderiam inventar algum tipo de interpretação (qualquer semelhança com as “revelações” vagas dos horóscopos de hoje não é mera coincidência), exigiu que eles lhe dissessem do que se tratava o sonho. Missão impossível, claro. Quando o rei disse que mataria todos os sábios, caso não lhe dessem a resposta, o desespero foi geral. Mesmo Daniel e seus amigos seriam punidos com a morte. Você acha que os hebreus se desesperaram também? Nada disso.

Daniel, Misael, Hananias e Azarias pediram tempo ao rei e foram para casa. Para quê? Simples: para orar pedindo a resposta a Deus. É em tempo de provação que o caráter se revela e aqueles moços conheciam suficientemente ao Senhor para saber que Ele não os deixaria na mão naquela situação. “Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite, pelo que Daniel louvou o Deus do céu” (Dn 2:19).

É bom lembrar que para receber a revelação de Deus Daniel havia se preparado adequadamente. Além de ser um jovem de oração, ele cuidava da saúde física, lembra? Naquele tempo, ele não tinha como saber disto, mas o fato é que o cérebro funciona como uma espécie de “antena parabólica” que Deus usa para Se comunicar conosco. Bebidas e alimentos impróprios acabam danificando essa “antena” e ofuscando os sinais. Se quisermos ouvir claramente a voz de Deus e ter discernimento claro, devemos imitar Daniel e seus amigos e manter nossa “antena” limpa.

Depois de receber a revelação, Daniel procurou o chefe dos eunucos e lhe pediu algo que deixa sua bondade ainda mais evidente: “Não mates os sábios de Babilônia” (v. 24). Inacreditável! Aquela era a chance de o profeta se livrar de uma vez por todas de seus invejosos concorrentes: os astrólogos, os magos e os feiticeiros. Mas não. Naquele momento, Daniel revelou o amor incondicional de Deus que ama até mesmo o maior dos pecadores (embora não aceite seus pecados).

Na presença do rei, o chefe dos eunucos tentou levar vantagem. Disse que havia achado alguém que tinha a resposta do enigma. Mentira. Fora Daniel quem se dirigira até ele. O profeta hebreu deixou esse detalhe de lado e atribuiu a verdadeira honra a quem de direito: “O mistério que o rei requer nem sábios, nem encantadores, nem magos, nem adivinhos o podem descobrir ao rei, mas há um Deus nos céus, o qual revela mistérios; Ele fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias” (v. 27, 28). No verso 11, os astrólogos haviam se saído com esta: “Só os deuses podem dar a resposta que o rei quer, mas eles não habitam com os homens.” Bela desculpa! Daniel contradiz os pretensos adivinhos e afirma que há, sim, um Deus no Céu que Se interessa pelo ser humano e interage com ele revelando Sua vontade.

Séculos depois, o grande cientista Isaac Newton expressaria essa mesma verdade nas seguintes palavras: “A autoridade dos imperadores, reis e príncipes é humana; a autoridade dos concílios, sínodos, bispos e presbíteros é humana. Mas a autoridade dos profetas é divina” (As Profecias do Apocalipse e o Livro de Daniel, p. 26).

Daniel aproveitava toda oportunidade para falar de Deus, pois sabia que Ele é o único que pode dar sentido à vida das pessoas e cuja palavra é confiável e autorizada. Não procurava chamar atenção para si, mas apontava sempre ao Senhor a quem servia.

Ao revelar exatamente o que o rei havia sonhado, Daniel conquistou-lhe o respeito e a confiança de que certamente também poderia interpretar o sonho. É interessante notar que os pensamentos do rei antes de ter o sonho diziam respeito ao que “há de ser depois disto” (v. 29), ou seja, tinham a ver com o futuro. E Deus lhe concedeu um vislumbre dos séculos seguintes por meio de uma metáfora em forma de estátua. Aparentemente, se tratava de uma simples figura humana composta por vários metais: cabeça de outro, braços e peito de prata, ventre de cobre, pernas de ferro e pés de ferro misturado com barro. Não fosse a interpretação de Daniel, dada nos versos 37 a 45, aquele seria mais um sonho sem pé, nem cabeça – melhor dizendo, esse teria pé e cabeça... mas não teria sentido algum.

Segundo o profeta, cada metal da estátua representa um reino que sucederia Babilônia, e é aí que a precisão histórica da profecia surpreende, porque foram exatamente três grandes reinos (Medo-Pérsia, Grécia e Roma) que surgiram no cenário mundial depois da Babilônia (o ouro), representados, respectivamente, pela prata, o cobre e o ferro. E depois de Roma? Na sequência de metais surge uma mistura estranha: ferro com barro. E todo mundo sabe que eles não se misturam. Perfeito de novo! Com a fragmentação do Império Romano (as pernas de ferro), os povos bárbaros que o invadiram formaram dez reinos (o mesmo número de dedos dos dois pés da estátua), em parte fortes (ferro), em parte fracos (barro), segundo o verso 42.

Os governantes desses reinos tentaram a unificação por meio de casamentos (v. 43), mas não deu certo. Na profecia, nunca mais surgiria um reino mundial depois de Roma. Carlos Magno, Napoleão Bonaparte, Kaiser Guilherme e Adolf Hitler bem que tentaram, mas contra a profecia não tem jeito. E é assim que a Europa permanece até hoje: fragmentada em Estados independentes. Mas como termina o sonho?

No verso 44, Daniel diz que “nos dias desses reis”, ou seja, na época da Europa, uma pedra (símbolo inequívoco de Jesus e Seu reino, conforme Ef 2:20; 1Co 10:4; Lc 20:17, 18), cortada sem auxílio de mãos humanas, atingirá a estátua nos pés, fazendo-a desabar. Essa pedra encherá toda a Terra (v. 35). Dessa forma, Daniel não apenas descreve a sucessão dos impérios, mas também localiza a volta de Jesus numa época específica: a da Europa, que existe desde 476 d.C.

Esse sonho relatado no capítulo 2 de Daniel fornece uma espécie de base sobre a qual as profecias seguintes e mais complexas do livro (e mesmo do Apocalipse) serão construídas. Conforme escreveu Newton, “entre os velhos profetas, Daniel é o mais específico na questão de datas e o mais fácil de ser entendido. Por isso, no que diz respeito aos últimos tempos, deve ser tomado como a chave para os demais” (ibidem, p. 26).

O grande cientista inglês disse ainda que “a realização de coisas preditas com grande antecedência será um argumento convincente de que o mundo é governado pela Providência” (ibidem, p. 180).

Nabucodonosor percebeu isso e o impacto da revelação do sonho foi tão grande sobre o rei que ele disse: “Certamente o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios” (v. 47).

Esse mesmo Deus que guia a história quer dirigir a sua vida. Você aceita?

(Michelson Borges, jornalista e mestre em teologia)

Pense e discuta:

1. Qual a sua reação quando as coisas dão errado?
2. O que você pode fazer para melhorar sua vida de oração?
3. O que você sente ao perceber que Deus tem a história nas mãos?
4. O que a precisão histórica da Bíblia lhe diz sobre a confiança que podemos ter na Palavra de Deus?

(*) Daniel é de fato uma obra do sexto século? Para muitos estudiosos modernos, não. As profecias referentes a persas, gregos e romanos são “prova”, de acordo com esses autores, de que Daniel era uma espécie de “repórter”, falando do que acontecia em seus dias. Portanto, as profecias de Daniel teriam surgido mais tarde, uns cem anos antes de Cristo. É claro que esse entendimento é válido para aqueles que não acreditam que os profetas sejam realmente capazes de prever o futuro, como a Bíblia mesma ensina. Por outro lado, Gleason Archer, conhecido estudioso do Antigo Testamento, argumenta que somente um autor tão antigo poderia falar com tanta exatidão do sexto século (cf. Merece Confiança o Antigo Testamento?, p. 345). Ou seja, Daniel conhece o século 6 a.C. pela mesma razão que você e eu conhecemos tão bem o século 21 – porque ele viveu naquele período. E ainda que o livro fosse mais recente, continuam impressionantes as profecias acerca do Império Romano e da atuação da “ponta pequena”. Leia mais sobre isso no Apêndice.

Deus e deuses

O que faz o Deus cristão diferente de outros deuses, nos quais os povos acreditaram ao longo da História? Francis Schaeffer dizia que os deuses poderiam ser de dois tipos: pessoais ou infinitos. Para ele, o Deus da Bíblia era o único a reunir as duas características.

Note, por exemplo, um texto típico sobre isto: “Pois assim diz o Alto e Sublime, que vive para sempre, e cujo nome é santo: ‘Habito num lugar alto e santo [Deus é infinito], mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito [Deus é pessoal]’” (Isaías 57:15).

Na narrativa de Daniel, é patente essa diferença entre Yahweh e os deuses babilônicos. Instados por Nabucodonosor a descrever seu sonho e a expor sua interpretação, os sábios retrucaram (Dn 2:11): apenas os deuses poderiam atender o rei, mas os tais “não habitam com os homens” [deuses infinitos, impessoais]. Em contraste, na presença do rei, Daniel expressou haver “um Deus no céu” [infinito], o qual revela os mistérios [pessoal, pois Se comunica, revelando-Se e à Sua vontade aos homens]” (v.28).

Deus é único e o único que pode nos salvar (Is 45:22).

Clique aqui para fazer o download da palestra em PowerPoint.

Leia também: "Daniel 1 - O campo que leva ao Céu"