segunda-feira, agosto 08, 2011

Multiversos: dados não confirmam nem descartam

Se você observar o modelo do Big Bang, que procura explicar o surgimento do Universo, vai se deparar com a questão da “fronteira do Universo”, onde estariam os resquícios que primeiro se afastaram da explosão inicial. Muitos físicos lidam com a questão falando não “do Universo”, mas do “nosso universo”. Para eles, existem inúmeros outros universos, cada um existindo dentro de sua própria “bolha cósmica”. Cada um desses universos poderá ter físicas distintas, ou seja, diferentes constantes fundamentais e diferentes leis da física. Uma decorrência imediata dessa teoria é que as bolhas necessariamente tocam umas nas outras. E, se tocam, deve haver alguma forma de detectar sinais dessas “colisões universais”. Agora, pela primeira vez, uma equipe de cientistas está tentando testar experimentalmente essa teoria. Dois artigos publicados nas principais revistas de física do mundo detalharam propostas de como procurar assinaturas de outros universos, diferentes da ainda controversa teoria do fluxo escuro.

Os pesquisadores estão procurando padrões em formato de disco, que se formariam pelo contato entre duas bolhas. Para eles, esses padrões deveriam aparecer na radiação cósmica de fundo, uma radiação na faixa de micro-ondas que permeia todo o Universo, e que os cientistas acreditam ser o eco do Big Bang.

Além da dificuldade de rastrear todo o céu, é necessário identificar padrões em formato de disco e demonstrar que eles não são apenas padrões aleatórios, do tipo “você vê o quer ver se olhar tempo suficiente” para alguma coisa - lembre-se das figuras que se formam nas nuvens ou do “rosto” na superfície de Marte.

Uma equipe britânica acredita ter encontrado uma solução segura para fazer isso. “Procurar por marcas de colisão, de todos os raios possíveis, em qualquer lugar do céu, é um problema estatístico e computacional muito difícil”, comenta a Dra. Hiranya Peiris, da Universidade College London. “Mas foi isso que capturou minha curiosidade.”

Em vez de confiar nos facilmente enganáveis olhos humanos, eles desenvolveram um algoritmo com regras muito estritas, que procura padrões em uma imagem, eliminando aqueles que se devem ao mero acaso. A imagem analisada é a da radiação cósmica de fundo, feita pela sonda espacial WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe), que fez o primeiro mapa do Universo primitivo.

Os resultados não foram conclusivos: eles encontraram quatro possíveis sinais de colisão com outros universos, quatro formações esféricas no céu que, segundo seus modelos matemáticos, não podem ser atribuídos ao acaso. Estatisticamente, os resultados não são consistentes o suficiente nem para confirmar a teoria dos multiversos e nem para descartá-la.

Mas, segundo eles, a sonda WMAP da NASA não é a última palavra em termos de radiação cósmica de fundo. O telescópio espacial Planck, da agência espacial europeia, já está rastreando o céu, e deverá gerar um mapa muito mais preciso. Os cientistas planejam esperar por esse mapa e então rodar seus programas sobre seus dados. Só então, afirmam eles, algo “definitivo” poderá ser dito sobre a teoria dos outros universos.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Lendo matérias como essa, acho que entendo o físico César Lattes, quando disse que não leva os astrônomos a sério. Os pesquisadores partem de uma hipótese altamente questionável e, a fim de tentar provar o que imaginam existir, elaboram técnicas que, no meu ponto de vista de leigo, são bem limitadas. O que garante que esses padrões em formato de disco se devem ao suposto contato com outros supostos universos? E o maior paradoxo: Por que, ao olhar para distâncias gigantescas no Universo e detectar certos padrões, os cientistas julgam que isso não se deva ao acaso, mas, quando olham bem embaixo de seu nariz, aqui na Terra mesmo, padrões que indicam design inteligente, negam-lhes a origem? Culpa da cosmovisão naturalista filosófica assumida a priori e que os faz ver o que querem. Ademais, tenho a impressão de que a ideia do multiverso é uma tentativa desesperada de fugir do Big Bang e da conclusão óbvia de que, se o Universo teve um começo, deve ter uma causa – tremendamente poderosa e inteligente, já que o Universo não apenas foi trazido à existência: ele funciona como um relógio![MB]

Pornografia pode causar disfunção erétil – e coisas piores

Há algum tempo, existe nos Estados Unidos uma acalorada discussão sobre o quanto a pornografia está modificando as relações sexuais. Com a internet, os jovens têm livre acesso à pornografia cada vez mais cedo. Com isso, estariam encarando o sexo de forma diferente – e, às vezes, prejudicial aos relacionamentos “reais”. [...] Será que o consumo extremo de pornografia por parte de adolescentes e jovens adultos – o que costuma acontecer mais com os meninos – não constroi em suas mentes um cenário diferente da realidade? Há algum tempo, li no site Salon o artigo de uma psicóloga que dizia o seguinte: “Mulheres não costumam gritar nem gemer tanto numa relação sexual e, na maioria das vezes, não têm orgasmos escandalosos como nos filmes. Será que quando começarem a transar com suas namoradas [sic], esses meninos não vão achar que há alguma coisa estranha? Talvez sintam até que suas performances não estão boas e desenvolvam algum tipo de insegurança. […] A grande maioria das mulheres também não aprecia ser tratada como um objeto, nem ser humilhada ou destratada, como ocorre em alguns roteiros de filmes pornográficos. Será que esses meninos vão achar o sexo com suas namoradas [sic] sem graça?”

Agora a discussão tomou o seguinte rumo: a pornografia pode causa disfunção erétil? Um grande número de jovens consumidores de pornografia na internet está sofrendo de ejaculação precoce, ereções poucos consistentes e dificuldades de sentir desejo com parceiras reais, diz uma das matérias mais lidas do mês de julho na revista Psychology Today.

Segundo a reportagem, uma pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, indicou que 70% dos homens jovens que procuravam neurologistas por ter uma performance sexual ruim admitiam o consumo frequente de pornografia na internet.

Outros estudos de comportamento sugerem que a perda da libido acontece porque esses grandes consumidores de pornografia estão abafando a reposta natural do cérebro ao prazer. Anos substituindo os limites naturais da libido por uma intensa estimulação acabariam prejudicando a resposta desse homem à dopamina, um neurotransmissor. A dopamina está por trás do desejo, da motivação – e dos vícios. Ela rege nossa busca por recompensas. Uma vez que o prazer está fortemente ligado à pornografia, o sexo real parece não oferecer recompensa. Então essa seria a causa do não desejo, da não ereção, para muitos homens.

A carta de um leitor é um exemplo interessante do problema: “Muitos homens jovens, e eu me incluo nesse grupo, estão vivendo um círculo vicioso: entre um relacionamento e outro, nos voltamos para a pornografia. Ficamos nisso por longos períodos, até ficarmos viciados e começarmos a falhar esporadicamente. Quando me aparece uma garota legal, não consigo ficar bem com ela, não ‘funciono’ bem longe da forma com que as coisas são feitas na pornografia que costumo ver. Pra mim, sexo é aquilo. Então, o relacionamento sofre, não vai a lugar algum – e acaba. E volto à pornografia, por consolação. E o ciclo continua, com relacionamentos cada vez mais curtos e fases de pornografia mais longas. Tenho medo de onde isso vai me levar. Tenho medo de nunca conseguir me relacionar de verdade com uma mulher. Conheço muitos caras que gostam de suas mulheres, mas não conseguem se sentir atraídos por elas por muito tempo. Às vezes, elas não ajudam mesmo. Mas muitas vezes são eles que não conseguem se dar bem com mulheres ‘normais’. Homens são seres que precisam de experiências sexuais intensas. […] A pornografia é artificial como uma droga poderosa, que nos dá esse pico sexual alto e o alívio rápido. Infelizmente, como toda droga, o custo é alto. E a verdade é que nunca teremos tudo que queremos num relacionamento quando interagimos apenas com mulheres em 2D.”

(Época)

Nota: De vez em quando, recebo e-mails de jovens desesperados por não conseguirem se libertar do vício da pornografia. São rapazes infelizes que procuram viver com Deus e na igreja, mas, aos poucos, vão perdendo a vontade de orar e ler a Bíblia. Quando escrevo para essas pessoas e oro por elas, não tenho dúvidas de que foi Satanás quem inventou a pornografia para destruir seres humanos – homens e mulheres. Geralmente, aconselho os viciados em material pornográfico a tomar providências sérias como devem fazer os viciados em drogas, por exemplo. Um alcoólico não deve passar perto de um bar e deve se livrar das bebidas que tem em casa. Um viciado em pornografia deve, também, ficar o mais distante possível daquilo que o tenta – deve manter o computador e a TV em locais públicos da casa e não navegar/assistir sozinho. Além disso, deve fortalecer sua comunhão com Deus por meio da leitura da Bíblia e da oração. Quando imagens impuras lhe invadirem a mente, deve pensar em Deus e elevar uma prece a Ele em busca de poder. É curioso notar que mesmo o “mundo”, com todo o seu discurso liberal, acaba, mais cedo ou mais tarde, percebendo que a perversão do que Deus criou sempre traz tristeza e degradação. O sexo foi criado para ser praticado entre um homem e uma mulher, no contexto do casamento, com a pessoa certa, da forma certa e no momento certo. Assim é uma bênção. Diferente disso torna-se maldição. Como escreveu Robert Forst: “Nunca derrube uma cerca até você saber por que ela foi colocada.” O “mundo” está acordando (espantado) para isso. E os jovens cristãos, o que vão fazer a respeito?[MB]

Leia também: "Ex-atriz pornô dá recado sério aos homens", "O alto preço da pornografia", "Sequestrando o cérebro – como a pornografia funciona", "O poder viciante dos romances e da pornografia" e "Romances e pornografia prejudicam vida amorosa"

Vídeo: Daniel 2 - A História do Mundo em 49 Versos

sábado, agosto 06, 2011

Esvaziando as provas sintéticas do mundo RNA

Em junho de 2005, o biofísico David Deamer e colegas visitaram uma pequena poça de água aquecida por atividade vulcânica na penísula de Kamchatka, na Rússia. Os cientistas estavam convencidos de que a água era estéril e que as atividades vulcânicas teriam apagado todos os sinais de vida. “Darwin propôs que a vida começou em ‘uma pequena poça morna’... Nós estamos testando sua teoria em ‘uma pequena poça’”, Demer relatou em uma reunião da Royal Society em Londres, em fevereiro de 2006. O grupo colocou uma “sopa primordial” de proteínas, DNA, membranas de células dentro da poça e esperou para ver o que aconteceria. “Quando os cientistas verificaram a amostra de água após algumas horas, eles ficaram surpresos em descobrir que a maioria do material adicionado tinha desaparecido. Os testes revelaram que os ingredientes em falta estavam vinculados à argila que forrava a pequena poça. As moléculas “estão presas de modo que elas não podem interagir”, disse Deamer. E, como resultado, “as poças vulcânicas quentes não podem ser provavelmente os pontos para a primeira montagem dos pequenos pedaços de vida”, disse Deamer (fonte aqui).

Com essa anedota, Robert Shapiro começa sua resenha do mais recente livro de Deamer: First Life: Discovering the Connections Between Stars, Cells, and How Life Began [Primeira vida: descobrindo as conexões entre as estrelas, células e como começou a vida]. Na verdade, Deamer também menciona o incidente no livro e o descreve como um “teste da realidade”. Isso o ensinou que os sistemas naturais são bem diferentes do laboratório, e embora numerosos artigos tenham sido publicados sobre a abiogênese no laboratório, os autores têm falhado em lidar com o princípio de que “não podemos traduzir os resultados dos laboratórios aos ambientes naturais”.

“Porque podemos obter as reações para funcionarem em condições controladas de um laboratório”, ele adverte, “isso não quer dizer que reações semelhantes ocorreram na Terra pré-biótica. Podemos nem ter notado algo que se torna aparente quando tentamos reproduzir as reações em um ambiente natural. Esse insight provocador explica por que a área da origem da vida tem tido pouco progresso ao longo da metade do século passado, enquanto a biologia molecular tem florescido.”

A abordagem teórica contemporânea dominante da abiogênese é conhecida como “mundo RNA”. A ideia básica é que um filamento de RNA apareceu espontaneamente na era Arqueana da Terra primitiva. Essa molécula de RNA teria a capacidade de replicar a si mesma. Shapiro disse: “A vantagem dessa ideia é que apenas a formação de um polímero seria tudo necessário para que a vida iniciasse. A desvantagem é que tal evento seria incrivelmente improvável.” Há problemas químicos só na obtenção do filamento de RNA, mas, além disso, há os problemas na obtenção da replicação. É por isso que alguns cientistas escolheram deixar o paradigma do mundo RNA para tentar desenvolver uma abordagem bem diferente.

“Nucleotídeos, por exemplo, não são encontrados na natureza além dos organismos ou em síntese de laboratório. Para se construir o RNA, altas concentrações de quatro nucleotídeos seletos seriam necessárias no mesmo local, com outros sendo excluídos. Se isso é o pré-requisito para a vida, então é um fenômeno incomum, raro no Universo. Como alternativa, outros cientistas (eu inclusive) têm sugerido que a vida começou sem a presença de polímeros; que, em vez disso, a hereditariedade e a catálise começaram com monômeros.”

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: Por que a evolução química ainda aparece nos livros didáticos de Biologia do ensino médio, quando a Academia sabe que NADA SABE sobre a origem da vida? Quer dizer, então, que especulação agora é ciência? Nem errado não é! É projeção da mente... Os evolucionistas dizem em debates que a origem da vida (evolução química) não é importante para o estabelecimento da evolução biológica. Ora, se não é importante, então por que aparece nos livros didáticos aprovados pelo MEC/SEMTEC/PNLEM? Se a ciência NADA SABE sobre a origem da vida, o que temos naqueles livros não é ciência, mas IDEOLOGIA MATERIALISTA posando como se fosse CIÊNCIA. Fui, nem sei por que, pensando que nesta área os cientistas estão correndo atrás de vento... E o vento levou a sopa pré-biótica...

Leia também: "Cientista questiona origem da vida segundo Darwin"

Missão impossível: a borboleta monarca

A borboleta monarca (Danaus plexippus) é comum na América do Norte. Ela é famosa devido a sua migração de e para as áreas invernais do México e da Califórnia. A monarca começa a vida como um ovo colocado por uma borboleta adulta nas plantas de uma serralha comum, a Asclepias syriaca. Inicialmente, ela é do tamanho da cabeça de um alfinete. Quando 3 a 12 dias depois o ovo eclode, a pequena borboleta (ainda na forma de uma mini minhoca) possui oito pares de pernas (de forma a movimentar-se na planta hospedeira) e uma boca arquitetada para mastigar pétalas (o que ela o faz de forma voraz). Mas só as plantas da serralha servem; nenhuma outra planta serve. A serralha possui uma seiva branca e pegajosa que, embora altamente tóxica para os outros animais, não afeta a larva de borboleta de forma alguma. À medida que a lagarta de borboleta vai comendo, ela vai crescendo. Passado algum tempo, ela fica demasiado grande para sua pele, então ela se divide e de dentro sai a lagarta com uma nova e mais espaçosa pele pronta a ser preenchida.

Durante cerca de duas semanas, isto é tudo o que a lagarta faz: come plantas, cresce, muda de pele, come mais plantas, cresce um pouco mais, muda de pele outra vez. Esse processo se repete cinco vezes. Finalmente, ela para de comer. Em seguida, ela encontra um lugar protegido, pendura-se de pernas para o ar, tece uma ligação em seda e muda de pele mais uma vez. No entanto, dessa vez o que sai de dentro dessa nova pele não é uma larva maior, mas sim uma “embalagem” compacta, sem pernas, sem olhos e sem partes corporais visíveis, chamada de “pupa”, encapsulada numa crisálida. Não é multicolorida como a lagarta; é verde-vivo contendo manchas amarelo-dourado.

Embora do exterior não se perceba movimento algum, no seu interior há muita agitação biológica. O coração ainda bate, mas o restante dos órgãos corporais assemelha-se a gelatina verde (enquanto toda a massa se reforma a ela mesma, até se transformar numa criatura completamente diferente). A cor verde escurece até se transformar em castanho. Gradualmente, a cor muda enquanto a crisália vai clareando. A certa altura, as cores laranja e preto podem ser vistas. São as cores da borboleta adulta.

Finalmente, após cerca de duas semanas, a crisália se abre e uma borboleta adulta emerge. Ela possui seis pernas longas, uma boca probóscide (usada para atingir o interior das flores de modo a ingerir o néctar delas) e dois pares de asas enrugadas que rapidamente se expandem à medida que fluído é injetado em suas veias. Enquanto elas se expandem, a borboleta lentamente as agita para frente e para trás (com seus recentemente adquiridos músculos para o voo), até que as asas se encontrem secas, de modo a que elas, estendidas, fiquem rijas e prontas para voar.

Eis aqui sua missão, caro evolucionista, caso a aceite: explique como essa transformação descrita acima pôde ocorrer aleatoriamente, como resultado de erros genéticos (filtrados pela seleção natural), sem propósito, sem inteligência envolvida, guiada apenas pela sobrevivência do mais apto, à medida que uma criatura primitiva sem asas gradualmente evoluiu até se transformar numa borboleta voadora.

Que fase do processo descrito acima (chamado de metamorfose completa) você pode suspender na suposta evolução gradual? Se apenas uma enzima está em falta, como é que a transformação ovo-larva-pupa-borboleta acontece? Tudo tem que estar presente, funcional, no momento certo, senão a criatura morre. Ou tudo funciona ou nada funciona.

Mas não nos conte “estórias” da carochinha. Ofereça uma explicação científica que não seja descartada por um geneticista como ridícula. Não chames a isso um “milagre da natureza” – a menos que estejas disposto a aceitar a existência de design inteligente e criativo no seu deus a quem você dá o nome de Natureza.

Não nos mostre como é que outras metamorfoses acontecem como forma de explicar esta metamorfose. Lembre-se: funcionamento não explica origem. O fato de você explicar como um sistema funciona não serve de evidência para a forma como você “pensa” que ela veio a existir.

Mostre de forma lógica e coerente como esta metamorfose veio a existir de forma gradual, sem inteligência envolvida em nenhuma parte do processo.

Este texto não se vai autodestruir!

“Não temas, ó terra: regozija-te e alegra-te; porque o Senhor fez grandes coisas” (Joel 2:21).

(Darwinismo)

Leia também: "Matemáticos por natureza"

quinta-feira, agosto 04, 2011

Mais sugestões para o tuitaço #digitaisdocriador


Lembre-se: além de poder copiar e colar no Twitter as sugestões abaixo, você também pode escolher algumas frases aqui ou mesmo postagens deste blog, sob o marcador “design inteligente” (clique aqui), sempre usando a tag #digitaisdocriador

As cores do camaleão http://bit.ly/phIvHH | #digitaisdocriador

O GPS das aves migratórias http://bit.ly/ntcHQB | #digitaisdocriador

A coluna curvada das mulheres http://bit.ly/nqBbhq | #digitaisdocriador

Arquitetura divina http://bit.ly/pwD6w0 | #digitaisdocriador

A luz dos vaga-lumes http://bit.ly/pAzgOZ | #digitaisdocriador

A complexidade do cérebro – design admitido http://bit.ly/qdgVWx | #digitaisdocriador

Proteção auditiva http://bit.ly/qcicDb | #digitaisdocriador

Superteia http://bit.ly/ntm22V | #digitaisdocriador

Sobre morcegos e insetos http://bit.ly/qWiTRF | #digitaisdocriador

Toque de amor http://bit.ly/r5y4Jw | #digitaisdocriador

Na ponta da língua http://bit.ly/qkn7Xr | #digitaisdocriador

Lagartixa inspira criação de supercurativo http://bit.ly/opJO51 | #digitaisdocriador

Soluções que vêm da natureza http://bit.ly/qTBR8e | #digitaisdocriador

Cientistas imitam fotossíntese http://bit.ly/oeIv8G | #digitaisdocriador

Cientistas criam câmera que imita formato do olho http://bit.ly/oOUJtM | #digitaisdocriador

Inseto usa sensor infravermelho http://bit.ly/q2YfTq | #digitaisdocriador

Lesmas inspiram novo sistema de propulsão para robôs http://bit.ly/pTCtKF | #digitaisdocriador

Flor de lótus inspira material que não molha http://bit.ly/p6w2Sf | #digitaisdocriador

Nadadeiras de baleias e golfinhos inspiram turbina http://bit.ly/oPz7wc | #digitaisdocriador

Um coquetel chamado colostro http://bit.ly/qDDrMy | #digitaisdocriador

Computador e cérebro de rato http://bit.ly/q22i11 | #digitaisdocriador

Gel reproduz movimento biológico http://bit.ly/nQWTVS | #digitaisdocriador

Matemáticos por natureza http://bit.ly/oUyDEK | #digitaisdocriador

Por que piscamos? http://bit.ly/o7qveO | #digitaisdocriador

Quem inventou a espiral? http://bit.ly/pQqVF3 | #digitaisdocriador

Formigas usam sistema de GPS http://bit.ly/rlooKT | #digitaisdocriador

Água na boca http://bit.ly/quqGXa | #digitaisdocriador

O radiador do tucano http://bit.ly/qFpXW1 | #digitaisdocriador

A força dos dentes http://bit.ly/nTYM2P | #digitaisdocriador

Célula inspira robô minúsculo http://bit.ly/qyUfdz | #digitaisdocriador

Papo de bactérias http://bit.ly/oY7Clr | #digitaisdocriador

Atriz diz que pretende fazer sexo só depois do casamento

No ar como a Rosa da novela “Cordel Encantado”, a atriz Isabelle Drummond, de 17 anos, conta em entrevista à revista Quem desta semana que pretende fazer sexo só depois do casamento. “Isso é uma coisa que eu quero. É um princípio meu, um princípio bíblico, da igreja”, diz a adolescente, que é evangélica. Com 11 anos de carreira, Isabelle – que ficou famosa interpretando a Emília no “Sítio do Picapau Amarelo” – revela que nunca teve um namorado. “Eu sou muito tímida e sei que, quando for para acontecer, vai acontecer. Tenho outros focos agora. Estou trabalhando e estudando muito”, afirma.

(UOL Entretenimento)

Nota: A atitude é tão rara nestes dias que acaba virando notícia. Parabéns à Isabelle por não ter vergonha de ir na contramão do mundo nesse aspecto e pela coragem de manifestar sua decisão.[MB]

Leia também: "Adolescentes querem virgindade de volta", "Perda da virgindade na adolescência = mais divórcio" e "Sexo: vantagens de esperar"

Sugestões para o tuitaço #digitaisdocriador

Amanhã, a partir das 18h, teremos o tuitaço (disseminação de conteúdos em massa no Twitter) com a tag #digitaisdocriador. O objetivo é óbvio: queremos racional, educada e amorosamente mostrar as evidências de planejamento inteligente na natureza e, por extensão, o amor e o cuidado de Deus. Convido-o a participar desse evento online tuitando e retuitando conteúdos (frases, links, etc.) que se enquadrem na descrição acima. Para facilitar, preparei algumas sugestões de tuítes abaixo, com links encurtados e com a tag, bastando copiá-los e colá-los no Twitter. Você também pode escolher algumas frases aqui ou mesmo postagens deste blog, sob o marcador “design inteligente” (clique aqui), sempre usando a tag #digitaisdocriador (não se esqueça). Muito obrigado, e oremos por essa iniciativa.[MB]

Água da vida http://bit.ly/oUZWH8 | #digitaisdocriador

Programados para viver http://bit.ly/pOSGv0 | #digitaisdocriador

Examinando a Criação http://bit.ly/pay6x8 | #digitaisdocriador

Impressões microscópicas http://bit.ly/raJRJJ | #digitaisdocriador

A máquina mais complexa do Universo http://bit.ly/pUfBk9 | #digitaisdocriador

As leis do Universo http://bit.ly/oDVyBO | #digitaisdocriador

O espetáculo da luz http://bit.ly/nrVYt6 | #digitaisdocriador

O milagre da vida http://bit.ly/p5KBFD | #digitaisdocriador

Feitos para voar http://bit.ly/n0rLVf | #digitaisdocriador

Amor escrito nas estrelas http://bit.ly/qbCTvI | #digitaisdocriador

Sobre as águas http://bit.ly/qu3Xn1 | #digitaisdocriador

Estratégia de vôo http://bit.ly/mXutup | #digitaisdocriador

Uma casa perfeita http://bit.ly/nPWtN2 | #digitaisdocriador

Sensor auditivo http://bit.ly/qug6Ss | #digitaisdocriador

Moscas com “piloto automático” http://bit.ly/n0hgeM | #digitaisdocriador

Um universo na cabeça http://bit.ly/ro1m3O | #digitaisdocriador

Espermatozóides de laboratório http://bit.ly/qnUl6L | #digitaisdocriador

Barriga perfeita http://bit.ly/p0roXz | #digitaisdocriador

Máquinas maravilhosas http://bit.ly/rdYbxI | #digitaisdocriador

O pescoço da girafa http://bit.ly/o1ruQD | #digitaisdocriador

Nosso maior órgão http://bit.ly/qR9Cxr | #digitaisdocriador

O vôo do beija-flor http://bit.ly/pA3ly1 | #digitaisdocriador

Pronto para nascer http://bit.ly/mPDPho | #digitaisdocriador

Motores do corpo http://bit.ly/q3jkdu | #digitaisdocriador

Alimento perfeito http://bit.ly/pCSSX5 | #digitaisdocriador

Bóson de Higgs e as outras “não descobertas” do LHC

O bóson de Higgs ainda não foi encontrado. Tudo o que apareceu até agora foram “flutuações” nos gráficos que os milhares de cientistas que monitoram os grandes detectores do LHC olham com avidez. Flutuações já surgiram antes, e já foram devidamente aplainadas quando uma quantidade maior de dados foi coletada. Mas talvez devêssemos começar a nos preocupar mais com outras coisas que o Grande Colisor de Hádrons ainda não encontrou. Esta foi a principal mensagem ao fim da esperada conferência do LHC, em Grenoble, na França, onde os físicos se reuniram para ruminar e, eventualmente, digerir os primeiros resultados do maior laboratório científico do mundo. Encontrar o Bóson de Higgs, também chamada de Partícula de Deus, poderá completar o “modelo padrão”, que contém os nossos melhores palpites sobre como explicar as partículas fundamentais e as forças da natureza. Mas já sabemos que algumas outras questões de muito peso permanecem fora do alcance do modelo padrão - ou, talvez devêssemos dizer, questões de muito mais massa do que o Bóson de Higgs.

Entre elas está a relação entre a intensidade das diferentes forças no Universo e a natureza da matéria escura, que se acredita formar nada menos do que três quartos da sua massa. Para responder a essas questões, os físicos estão de olho em uma outra grandiosa construção teórica, conhecida como supersimetria. A supersimetria propõe que cada partícula prevista pelo modelo padrão tem um parente “bombado”, que aparece apenas em energias extremamente altas.

“Squarks” e “gluínos”, os primos fortes dos quarks e glúons do modelo padrão, foram descartados a energias de até 1 tera eléctron-volt (TeV), de acordo com uma análise do primeiro ano de colisões do LHC. Essa é exatamente a faixa de energia na qual a família mais simples de modelos supersimétricos prevê que essas partículas deveriam ser encontradas.

Energias mais altas e modelos mais complexos ainda precisam ser explorados, mas “o ar está ficando rarefeito para a supersimetria”, disse Guido Tonelli, da colaboração CMS, um dos grandes detectores do LHC.

Ao mesmo tempo, abaixo de uma energia de 2 TeV, não há ainda nenhum sinal dos grávitons - partículas que “transmitiriam” a gravidade e que são essenciais para uma teoria quântica dessa força.

Tantas partículas “faltantes” estão fazendo físicos se perguntarem se eles estão fazendo as perguntas certas. Mas Rolf-Dieter Heuer, diretor-geral do CERN, aconselha a evitar conclusões precipitadas. Com a máquina ainda acelerando rumo à sua potência total, o LHC produziu apenas um milésimo dos dados que, eventualmente, ele deverá gerar. “Alguma coisa virá”, profetizou ele. “Nós apenas temos que ser pacientes.” No caso do Bóson de Higgs, pelo menos, ele está confiante de que algo virá mais cedo ou mais tarde.

O LHC já encontrou alguns vislumbres do que poderia vir a ser essa partícula elusiva - as tais flutuações nos gráficos - mas os resultados ainda são frágeis demais para confirmar ou para negar sua existência.

Heuer preferiu transferir a expectativa para a reunião do ano que vem, afirmando que a questão shakesperiana do Bóson de Higgs - ser ou não ser – “deverá ser respondida até o final do ano que vem”.

Mas o que é preciso considerar bem é que tantas “não descobertas” talvez sejam a melhor notícia do LHC até agora: afinal, quem iria querer gastar quase dez bilhões de dólares apenas para, no final, dizer “Eu já sabia”?

(Inovação Tecnológica)

Nota: Mesmo com a nota esperançosa que encerra o texto acima, uma coisa é certa: essa notícia é um verdadeiro balde de água fria sobre todo o estardalhaço midiático promovido quando da inauguração do LHC. Parece que alguns ainda não aprenderam a ser humildes diante da magnitude da criação divina.[MB]

Leia também: "Raciocínio circular na experiência do LHC", "Big Bang recriado: alarde falso" e "Show grafotécnico e pouca novidade"

quarta-feira, agosto 03, 2011

O jornalismo oculto da Superinteressante

A revista Superinteressante do mês passado uniu na matéria de capa (mais uma vez) dois temas que vendem muito: vida de Jesus e mistério. Como já ocorreu em situações semelhantes nessa publicação, a matéria peca pela parcialidade das fontes: via de regra, a Super recorre a teólogos liberais e a arqueólogos agnósticos e/ou ateus. Na matéria “Os anos ocultos de Jesus”, a fonte principal é John Dominique Crossan, co-fundador do controverso Jesus Seminar. Logo de cara, Crossan, com o tom polêmico de sempre, “informa” aos repórteres da Super que “os autores de Mateus e Lucas [!], que se basearam em Marcos, parecem ter ficado constrangidos com a baixa formação de Jesus. E deram um jeito de melhorar a coisa. Mateus (13:55) diz que o pai de Jesus é que era tekton [“pedreiro”, não necessariamente “carpinteiro”, segundo a matéria]. E Lucas omitiu todo o versículo”. Assim, somos “informados” categoricamente pela revista sobre o “fato” de Jesus ter sido pedreiro e não carpinteiro, conforme a Bíblia. Bem, aí está o tom que perpassa a matéria.

A reportagem de um ângulo só também nos avisa de que Jesus teria sido discípulo de João Batista, muito embora reconheça que “os evangelhos não falam de João como mestre de Jesus”. E precisam? Pra que Bíblia, se temos a Superinteressante para nos dizer o que realmente aconteceu e nos ajudar a fazer a verdadeira interpretação dos ensinos escriturísticos?

Que evidências a revista apresenta para sustentar essa suposta relação discípulo-mestre entre Jesus e João? Ei-las: “Tal como João Batista, Jesus via o mundo dividido entre forças do bem e do mal. E anunciava que Deus logo interviria para acabar com o sofrimento e inaugurar uma era de bondade. Em suma: tanto um como o outro eram o que os pesquisadores chamam de ‘profetas apocalípticos’. E se os Evangelhos jogam tanta luz sobre João Batista (Lucas fala inclusive sobre o nascimento do profeta, assim como faz com Jesus), a possibilidade de que a relação deles tenha sido mais profunda é real.”

Não ocorre aos autores do texto que Jesus e João foram ambos enviados de Deus e que, portanto, tinham mesmo uma mesma mensagem para dar ao mundo? Se João recebe destaque em Lucas, isso se deve ao fato de ter sido ele um profeta de destaque justamente por ter servido de arauto do Messias. E se a pregação deles fosse diferente, aí a Super afirmaria que Jesus contradisse João, como já sugeriu que Paulo teria feito em relação à mensagem de Jesus.

Além de considerar a ressurreição e os milagres de Jesus “mitologia cristã” (embora haja boas evidências para a ressurreição) e logo em seguida afirmar o que inicialmente supôs (ou seja, que Jesus seria filho de pedreiro), Super menciona pelo menos uma diferença entre a mensagem de João e a de Jesus: como João anunciou a vinda do reino e acabou morrendo, Jesus teria ficado tão “abalado” com a não intervenção divina nesse caso que teria mudado sua visão/definição de reino. “João Batista havia imaginado uma intervenção unilateral de Deus. Jesus imaginou uma cooperação bilateral: as pessoas deveriam agir em combinação com Deus para que o novo reino chegasse”, diz Crossan.

Nada a ver! Jesus pregou a respeito do reino da graça e do reino da glória; um presente entre os humanos (no coração deles) e outro que ainda virá. Crossan bagunça tudo! Seria essa compreensão equivocada resultante dos resquícios teológicos de seu tempo de religioso (sevita) católico, misturada a sua visão cética adotada depois? Sei lá. Melhor pensar assim do que imaginar que Crossan estaria agindo com desonestidade intelectual abraçada e aplaudida pela Super. Ler os evangelhos com a mente aberta, sem preconceitos, não dói, pessoal! Ah, e jornalistas também podem ler a Bíblia por si mesmos, sem depender da interpretação desse ou daquele estudioso.

Confesso que, daqui em diante, tive que fazer muito esforço para ler o restante do artigo, afinal, para que perder tempo com ficção travestida de reportagem? Mas fui adiante e confirmei minha suspeita de enviesamento ideológico quando li outra declaração, desta vez do famoso agnóstico Bart D. Ehrman, autor o livro Quem Foi Jesus? Quem Jesus Não Foi?: “Não há nenhum relato, em qualquer fonte antiga, sobre o rei Herodes massacrar crianças em Belém, ou em seus arredores, ou em qualquer outro lugar”, diz ele. Ok. Então é assim que funciona: quando a Bíblia não diz nada, eles inventam; quando diz alguma coisa, não aceitam. Difícil, né?

A matéria ainda lança suspeitas sobre a autoria dos evangelhos, cita outra liberal – Karen Armstrong – para defender a tese de que os autores (mesmo João e Mateus) não teriam sido testemunhas oculares, e termina afirmando que mesmo “os anos considerados como os mais conhecidos da vida de Jesus também são cheios de episódios misteriosos”. [Leia também “Bíblia teria autores falsos?”]

Ah, sim, mais um detalhe: Jesus pode não ter sido exatamente crucificado, mas “arvorificado”. É a teoria (controversa, é verdade, mas e daí) do arqueólogo Joe Zias, da Universidade Hebraica de Jerusalém.

O artigo termina assim (consegui chegar ao último parágrafo): “Só no século 2, quase 100 anos após a morte de Jesus, começam a aparecer relatos sobre ele no centro do Império. Um deles é uma carta do político romano Plínio ao imperador Trajano. Plínio cita pessoas conhecidas como ‘cristãs’ que veneravam ‘Cristo como Deus’. Outra fonte é o historiador romano Tácito, que menciona os ‘cristãos (...), conhecidos assim por causa de Cristo (...), executado pelo procurador Pôncio Pilatos’. Suetônio, que escreveu pouco depois de Tácito, informa sobre uma perseguição de cristãos, ‘gente que havia abraçado uma nova e perniciosa superstição’. Uma ‘superstição’ cuja mensagem convenceria cada vez mais gente, a ponto de, no século 4, o imperador romano em pessoa (Constantino, no caso) converter-se a ela. E o resto é história. Uma história que chega ao seu segundo milênio. Com 2 bilhões de seguidores.”

Ainda bem que historiadores romanos (e um judeu: a revista se esqueceu de Josefo) citam Jesus em seus escritos, caso contrário, Superinteressante diria que Jesus nem sequer teria existido.

Tenho certeza de que, com essa matéria com sabor de teoria da conspiração, a edição de julho da Super deve ter vendido bastante, afinal, sempre há os incautos que dão crédito a esse tipo de conteúdo – especialmente o público preferencial da revista: adolescentes que ainda mal tiveram tempo de formar uma visão crítica da mídia e sequer leram bons livros de apologética cristã que respondem satisfatoriamente as questões levantadas pelo artigo. Com todo o respeito aos adolescentes.

Michelson Borges

Leia também: "Superinteressante nº 1: as sementes do que viria" e "Superinteressante deveria perguntar mais"

terça-feira, agosto 02, 2011

Formas misteriosas em campos de agricultura

Segundo um novo estudo, os padrões aparentemente perfeitos que aparecem misteriosamente em campos de agricultura podem ser o resultado da física aplicada por humanos (OVNIs e forças sobrenaturais não são uma opção). O pesquisador Richard Taylor analisou os círculos e sugeriu que lasers, micro-ondas e sistemas de posicionamento global (GPS) desempenham um papel na façanha. Tais círculos apareceram pela primeira vez na década de 1970. Porém, foi só em 1991 que dois homens se apresentaram dizendo que haviam criado os padrões como uma brincadeira (sugerindo OVNIs), embora eles não assumissem que fizeram todos os círculos. Mesmo assim, essa ação iniciou o fenômeno das “culturas-círculos” que, ao longo do tempo, se tornaram mais complexas. Hoje, as colheitas caracterizam até duas mil formas diferentes.

Um pesquisador relatou que tinha encontrado um dos teoremas mais belos e elegantes da matemática – Identidade de Euler – em um padrão vasto de círculos em um campo da Inglaterra. Um grande artista deve ter criado o padrão, mas como exatamente isso foi possível permanece uma questão em aberto.

Agora, Taylor sugere que micro-ondas poderiam ser usadas para fazer as culturas “caírem” e se estabelecerem na posição horizontal – uma técnica que poderia explicar a rapidez e a eficiência dos artistas e os incríveis detalhes que algumas culturas apresentam.

Outra equipe de pesquisadores também afirma ser capaz de reproduzir os danos infligidos a culturas usando um magnetrão, uma válvula bastante disponível a partir de fornos de micro-ondas, e uma bateria de 120 volts.

“Os artistas não vão contar facilmente os seus segredos”, Taylor acredita. “Muitos vão continuar a realizar seu ofício, seguro no conhecimento de que continuam o legado do movimento de arte mais orientado pela ciência da história”, finaliza.

(Hypescience)

Nota: Por que ninguém considera o acaso, pura e simplesmente? Ou a ação de forças naturais sobre as plantações? Por que a conclusão é a de que “um grande artista deve ter criado o padrão”, embora não se saiba exatamente como isso foi possível? Simples: porque há informação e ordem nos padrões, inclusive revelando um teorema matemático. Mas o que dizer da informação complexa e específica que supera em muito a organização encontrada nos misteriosos círculos? O que dizer da elegância das leis da física que regem a realidade? O que dizer da quantidade absurda de informação contida no núcleo de uma “simples célula”, que contém filamentos de DNA de cerca de dois metros enovelados em glóbulos fractais capazes de se desenrolar e (via de regra) duplicar precisamente toda a informação? Tudo isso é fruto de causas naturais – mas os círculos nas plantações, esses não! Dois detalhes interessantes na matéria acima chamam a atenção para a postura dos cientistas que adotam o naturalismo filosófico como cosmovisão: (1) o sobrenatural sempre é descartado a priori porque “não [é] uma opção”, e (2) se há um padrão inteligente, deve haver uma inteligência por trás dele, mas isso não se aplica ao Universo e à vida. Por que a origem sobrenatural não é uma opção? Por que extrapola nossa capacidade (nossas ferramentas) de aferição? Quem disse que o método científico é capaz de abarcar toda a realidade? Medir estrelas com fita métrica é uma opção válida? Tentar enxergar a realidade com um monóculo dá nisso.[MB]

Palestra: Mitos e fatos sobre a Trindade na IASD


Clique aqui para fazer o download gratuito. O artigo correspondente a esta palestra em PowerPoint foi publicado na edição deste mês da Revista Adventista. Aproveite e baixe também a palestra "Os adventistas e a Trindade".

A árvore da vida de Darwin cai por terra

A revista Ciência Hoje de julho publicou o interessante artigo “A árvore da vida”, escrito por Francisco Ângelo Coutinho, da Faculdade de Educação da UFMG; Rogério Parentoni Martins, do Departamento de Biologia da UFC; e Gabriel Menezes Viana, também da Faculdade de Educação da UFMG. Eles abrem o artigo assim: “O diagrama conhecido como ‘árvore da vida’ é uma representação gráfica da ascendência vertical de organismos a partir de uma suposta [isso mesmo, suposta] origem comum (raiz), contendo bifurcações (ramos) com extremidades que representam a diferenciação resultante do processo de especiação por meio da evolução. É uma figura poderosa, que organiza a forma pela qual compreendemos um dos aspectos importantes do processo evolutivo: o da formação de novas espécies. No entanto, pesquisas recentes lançam dúvidas sobre a adequação dessa imagem como a melhor representação para a dinâmica e a complexidade do processo evolutivo.”

Depois de traçar o histórico da figura/gráfico de Darwin, os autores explicam que “os estudos de Hennig e o aprimoramento, por outros biólogos, da sistemática filogenética levaram à consolidação da cladística, ramo da biologia que estuda o parentesco entre as espécies com base em suas [aqui também caberia um supostas] relações evolutivas. Com isso, a concepção da árvore da vida se modificou, e sua versão mais atual é representada pelos esquemas de clados (cladogramas) encontrados hoje nos livros didáticos de biologia”.

O artigo menciona também o legado de Ernst Mayr: “Nascido alemão e naturalizado norte-americano, o biólogo Ernst Mayr (1904-2005) exerceu forte influência sobre o desenvolvimento da filosofia da biologia moderna e proporcionou uma perspectiva particular sobre evolução e filogenia. Uma de suas grandes influências foi a formulação do ‘conceito biológico de espécie’: ‘espécies biológicas são grupos de populações real ou potencialmente intercruzantes que estão isoladas reprodutivamente de outros grupos semelhantes.’” [Leia também: “Biologia também é ciência histórica”.]

Ciência Hoje destaca o fato de que, para Mayr, a árvore da vida é uma árvore de espécies, representando um processo de herança vertical no qual não haveria troca de informações genéticas entre os “galhos”. Segundo o biólogo, “somente organismos sexualmente reprodutivos se qualificam como espécies”, criando o discutido conceito de paraespécies.

Os autores do texto realçam algo que os criacionistas dizem há muito tempo: parece haver intensa transferência lateral de genes entre bactérias e fungos, entre diferentes fungos e entre estes e outros organismo multicelulares. Há também hibridização, como fonte de variações limitadas que facilitam a adaptação a novos ambientes.

Transferência lateral tem que ver com informação já existente. Assim, a tal árvore da vida de Darwin, como os criacionistas sempre têm dito, estaria mais para “gramado da vida”, com a criação original dos tipos básicos de seres vivos (com seu amplo e versátil patrimônio genético) que sofreram limitadas diversificações de baixo nível. Assim, as espécies atuais seriam descendentes mais ou menos modificados das espécies originais.

Embora critiquem a validade do diagrama de Darwin, como não poderiam deixar de fazer, os autores do texto tentam, no último parágrafo, amenizar as coisas para o naturalista: “É importante, entretanto, lembrarmos da advertência do biólogo norte-americano Edward O. Wiley: ‘A hipótese da árvore, como todas as hipóteses científicas, é apenas conjectura e não fato.” Admitir isso e usar as palavras “hipótese” e “conjectura” já é um bom começo...

O blog Desafiando a Nomenklatura Científica também comentou o assunto: “À medida que os evolucionistas elaboraram mais sobre a ideia de Darwin no século 20, o conceito de uma árvore evolucionária se tornou cada vez mais fundamental para a teoria. Esta figura abaixo, de um livro-texto importante [George Johnson, Jonathan Losos, The Living World, Fifth Edition, McGraw Hill, 2008.] é típica:

“Como é explicado no livro didático: ‘Hoje os cientistas podem decifrar cada um dos milhares de genes (o genoma) de um organismo. Ao compararem os genomas de organismos diferentes, os pesquisadores podem, literalmente, reconstruir a árvore da vida. Os organismos na base da árvore são as formas mais antigas de vida, tendo evoluído bem antes na história da vida na Terra. Os galhos superiores indicam outros organismos que evoluíram mais tarde.’ [...]

“E à medida que mais dados de genomas se tornaram cada vez mais disponíveis os evolucionistas pensaram naturalmente que seria possível deduzir uma árvore evolucionária completa. [...]

“[Mas a coisa não é tão simples.] Como um evolucionista escreveu: ‘Incongruências filogenéticas podem ser vistas em toda a árvore universal, desde a sua raiz até às principais ramificações dentro e entre os variados táxons até à elaboração dos próprios agrupamentos primários.’

“Outro artigo admite que ‘quanto mais os dados moleculares são analisados, mais difícil é interpretar exatamente as histórias evolucionárias daquelas moléculas.’ Ou, ainda, como outro evolucionista propôs sucintamente, ‘a vida não é uma árvore’.”

E os livros didáticos, continuarão falando da tal árvore?[MB]

Leia também: “Por que é necessária uma nova teoria da evolução” e “‘Árvore da Vida’ de Darwin sofre ataque na base”

segunda-feira, agosto 01, 2011

Tuitaço #digitaisdocriador

Na próxima sexta-feira, a partir das 18h, o blog www.criacionismo.com.br vai promover um novo tuitaço (ampla divulgação de mensagens no Twitter), à semelhança do que já fez com sucesso em ocasiões anteriores (confira aqui, aqui, aqui e aqui). Desta vez, a intenção é levar os internautas a refletir no poder do Deus Criador e nas evidências de design inteligente deixadas na natureza (cf. Romanos 1:20). Como aconteceu nos outros tuitaços, as mensagens devem ser caracterizadas pelo respeito e desejo sincero de levar o conhecimento de Deus às pessoas. Nos próximos dias, postarei aqui sugestões de conteúdo (pensamentos e indicação de postagens com links encurtados) para ser utilizado durante o tuitaço, sempre com a tag #digitaisdocriador. Participe!

Satélites contradizem estudos sobre aquecimento global

Segundo um estudo publicado no jornal científico Remote Sensing, dados de satélites da NASA coletados entre 2000 e 2011 mostram que a atmosfera terrestre permite que muito mais calor seja liberado para o espaço do que os modelos de computador das Nações Unidas haviam previsto. O estudo indica que o aquecimento global será menor que o previsto pela ONU, e reafirma estudos anteriores que indicam que aumentos de dióxido de carbono na atmosfera absorvem bem menos calor do que o anunciado. “As observações do satélite sugerem que muito mais energia se perde no espaço durante e após as ondas de calor do que mostram os modelos climáticos”, afirma o Dr. Roy Spencer, co-autor do estudo. “Há uma enorme discrepância entre os dados e as previsões que é particularmente grande sobre os oceanos.” As novas descobertas são extremamente importantes e devem alterar dramaticamente o debate sobre o aquecimento global.

Cientistas em ambos os lados do debate concordam quanto à quantidade de calor diretamente concentrada por emissões de dióxido carbono (a resposta é “pouca”). No entanto, a questão mais importante no debate é se as emissões de dióxido de carbono irão indiretamente fazer com que a atmosfera retenha mais calor, criando grandes aumentos na umidade atmosférica e nuvens cirrus. Os modelos de computador acreditam que essa premissa é verdadeira, mas dados do satélite mostram que o dióxido de carbono não tem alterado o número de nuvens e os aumentos na umidade como os modelos previam.

Quando dados objetivos de um satélite da NASA, apresentados em um respeitado jornal científico, mostram “uma grande discrepância” entre os modelos computadorizados e fatos do mundo real, a mídia e os governantes eleitos deveriam prestar atenção. Se prestarão ou não, ajudará a esclarecer o quão honestos são os alarmistas do aquecimento global.

(Opinião e Notícia)

Nota: À semelhança do que ocorre com os ultradarwinistas, será que os defensores do aquecimento global supostamente causado pelos ser humano continuarão salvando sua teoria dos fatos? Continuarão hostilizando os céticos desse aquecimento forjado, como os evolucionistas fanáticos fazem com os criacionistas? O que fazer quando os fatos/dados falam mais alto? E agora, Al Gore, Vaticano, políticos e ECOmenistas? (Algo semelhante aconteceu recentemente: pesquisa confirmou opinião mantida por criacionistas por muitos anos.)[MB]

Leia mais: "Folha vê relação entre criacionismo e aquecimento"

Astrônomos descobrem moléculas de oxigênio no espaço

Astrônomos confirmaram, pela primeira vez, a existência de moléculas de oxigênio no espaço profundo. Elas se encontram na área da nebulosa Órion, a aproximadamente 1.500 anos-luz da Terra. Átomos individuais de oxigênio são comuns no espaço, principalmente em torno de conglomerados de estrelas. O ineditismo da descoberta atual, de autoria do Observatório Espacial Herschel, é ter detectado moléculas de oxigênio que são praticamente 20% semelhantes às existentes na Terra. Os cientistas estimam que o oxigênio estaria dentro de gelo e, ao ser aquecido pelas estrelas, liberou água que se converteu, depois, em moléculas de oxigênio. “O Universo ainda guarda muitas surpresas”, comentou o cientista Paul Goldsmith, do Jet (Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na sigla em inglês), que publicou os resultados do estudo na revista especializada Astrophysical Journal. “O gás de oxigênio foi descoberto por volta de 1770, mas levamos mais de 230 anos para finalmente afirmar, com certeza, que essa simples molécula existe no espaço”, disse Goldsmith.

Com o achado, os pesquisadores vão dar seguimento à procura de moléculas de oxigênio em outras regiões de formação de estrelas como é a Órion.

(Folha.com)

Palestra: O poder das mensagens subliminares

Clique aqui para fazer o download gratuito da apresentação em PowerPoint. Os vídeos linkados podem ser baixados aqui.

Os tempos mudam, a moça também mudou


Quando era mais novo, colecionei rótulos de embalagens (além de moedas). Dia desses, limpando e reorganizando minha biblioteca, encontrei dentro de um livro o antigo rótulo da lata de Leite Moça. Então fui comparar com o rótulo atual. Que diferença... Os tempos mudam, e a moça também mudou.[MB]