quinta-feira, outubro 27, 2011

A China não vai dominar o mundo

A China, segundo alguns especialistas, não dominará o cenário econômico, pelo contrário, chegou ao seu ápice e deverá decair nos próximos anos, o que manterá a hegemonia dos Estados Unidos da América no cenário econômico e político, dando cumprimento, portanto, às profecias de Apocalipse e Daniel. Vejamos a posição de especialistas no assunto:

Notícia de ontem do jornal Valor Econômico: “Mas uma das oportunidades na futura mudança de foco para o Oriente é a chance de os líderes políticos – e candidatos - americanos explicarem aos cidadãos do país que na verdade a China não é tão assustadora assim. A China enfrenta seus próprios problemas econômicos consideráveis, uma constatação que pode pelo menos suavizar a atmosfera de ansiedade e medo econômico que tomou conta dos EUA.

“Na verdade, está emergindo um grupo totalmente novo de céticos quanto à China, que acham que o potencial econômico do país está sendo exagerado e os problemas do país, minimizados. Num comentário distribuído semana passada, Jerry Jasinowski, um economista e ex-presidente da Associação Nacional da Indústria dos EUA, declarou que ‘há evidências cada vez maiores de que a concorrência chinesa à indústria americana atingiu o auge e sua vantagem competitiva está em declínio.’

“Jasinowski citou especialmente um relatório recente do Boston Consulting Group afirmando que o custo de produzir na China está crescendo devido à escalada local nos salários, do preço das matérias-primas e do combustível. Ao mesmo tempo, escreveu Jasinowski, os fabricantes americanos ficaram mais competitivos por conta do doloroso ajuste econômico em curso atualmente. Com o tempo, argumentou ele, quando levado em conta o custo de transportar produtos da China, produzir e comprar nos EUA voltará a ser mais atraente.

“Se o cenário competitivo está ficando mais equilibrado, uma meta que os líderes americanos devem adotar é pressionar mais a China a respeitar todas as regras econômicas internacionais. Isso significa especialmente uma pressão contínua para encerrar a manipulação do valor de sua moeda e proteger mais as patentes da pirataria. A verdadeira meta da diplomacia americana é convencer a China de que um sistema internacional justo é do seu interesse no longo prazo. ‘Se um país grande como a China não obedece às regras, o sistema mundial fica prejudicado e, no fim das contas, a China também, já que depende muito dele’, diz o subsecretário de Estado dos EUA, Robert Hormats.

“E isso insere a questão na campanha presidencial nascente nos EUA. Já ocorreu bastante demonização da China nesse campo, em boa parte graças ao candidato de oposição Mitt Romney, que promete adotar uma linha mais dura contra aquele país. Ele propôs impor tarifas de importação à China em retaliação direta à manipulação cambial e à pirataria de propriedade intelectual, e foi até aplaudido num debate na semana passada quando sugeriu que a China deveria ser pressionada de alguma maneira a assumir o custo da ajuda internacional que os EUA fornecem atualmente a países pobres.

“Mas existem outros meios de fazer valer os interesses americanos, como se unir aos países asiáticos e latino-americanos que se sentem amedrontados pelos chineses. Na realidade, o melhor debate mesmo pode ser descobrir como concorrer melhor com a China, e não como puni-la.”

(Colaboração: Yuri Almeida Belchior Tisi, acadêmico de Direito no UniCEUB, Brasília, DF)

Leia também: “Por que a China não será o próximo império?”

Série: Pedras que Clamam

1. O escaravelho do Egito

29.08.11 - "O Escaravelho do Egito" from Igreja Adventista do UNASP-SP on Vimeo.


2. Moisés: chamado para libertar

30.08.11 - "Moisés, Chamado para Libertar" from Igreja Adventista do UNASP-SP on Vimeo.


3. A Porta Dourada de Jerusalém

31.08.11 - "A Porta dourada de Jerusalém" from Igreja Adventista do UNASP-SP on Vimeo.


4. Um pão sobre as águas, um odre de fumaça



5. Que queres que Eu faça?

02.09.11 - "Que Queres que Eu Faça?" from Igreja Adventista do UNASP-SP on Vimeo.

quarta-feira, outubro 26, 2011

Ser adventista é fator de longevidade

O estilo de vida dos adventistas do sétimo dia tem sido tema de pesquisas, estudos e de admiração nos meios científicos e na mídia, nos últimos tempos. A Newsweek, respeitada revista internacional, publicou o resumo de uma importante pesquisa cientifica sobre longevidade. A pesquisa foi feita por Lauren Streib e a matéria, de uma página, foi organizada por Robert De Ieso Jr., com o título “Como viver para sempre”. A reportagem, que leva em conta as mulheres, diz o seguinte: “Extraído da ciência, aqui está o que o leva a prolongar seus dias.” O autor relaciona 16 princípios responsáveis pela longevidade. O segundo recomenda: “Seja um adventista do sétimo dia.” Veja o que ciência descobriu e que pode ser fator de vida longa e saudável (principalmente para as mulheres, que vivem em média cinco anos a mais do que os homens): [Leia mais]

População mundial chega a 7 bilhões de pessoas

A população mundial vai atingir a marca de 7 bilhões de pessoas na próxima segunda-feira (31), de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), que usou estimativas de demografia e selecionou a data de forma simbólica para debater o tema e discutir ideias de crescimento e sustentabilidade. O número será alcançado apenas 12 anos depois de um bebê nascido em Sarajevo ter sido nomeado pela ONU como o 6ª bilionésima pessoa a nascer, e 24 anos depois de o 5º bilionésimo ter nascido na Bósnia. Segundo o Departamento do Censo dos Estados Unidos, entretanto, o dado das Nações Unidas é precoce, e a população mundial é de “apenas” 6,97 bilhões no fim de outubro. A marca de 7 bilhões, segundo o dado dos demógrafos americanos, chegaria apenas em abril do próximo ano.

(G1 Notícias)
Nota: Tantas pessoas para serem alcançadas com a mensagem do evangelho... Precisamos, como igreja, mais do que nunca, da capacitação (leia-se reavivamento e reforma) do Espírito Santo para levar avante obra tão grandiosa e sobre-humana. Se Jesus ordenou que a fizéssemos, é porque é possível. Mas, sem Ele, nada podemos fazer. (Detalhe: sempre me chama a atenção o relativo equilíbrio entre a quantidade de homens e de mulheres. Quem ou o que regula isso?) [MB]

União civil entre homossexuais e adoções

Todos têm o direito de viver como bem entendem (desde que, no exercício dessa liberdade, não prejudiquem a outros). Mas não têm o direito de distorcer conceitos/instituições para encaixá-los em sua visão de mundo e estilo de vida. É o caso do “casamento” entre homossexuais. Ninguém (ainda que discorde disso) pode impedir homossexuais de se unirem civilmente. É um direito deles/delas. União civil, vá lá. Mas casamento? Segundo a Bíblia e a Constituição do nosso País, casamento é a união entre um homem e uma mulher, união esta que possibilita a perpetuação da espécie por meio da reprodução. Nem mesmo a poligamia islâmica pode ser considerada casamento, pelo menos não do ponto de vista bíblico, segundo o qual um homem foi criado para uma mulher a fim de que os dois pudessem se tornar, depois de unidos (casados), uma só carne (relação sexual). Os casos de poligamia relatados na Bíblia sempre foram contrários à vontade de Deus.

Os homossexuais têm direito de se unir, ok. Mas têm o direito de fazer o que estas duas lésbicas estão fazendo? (leia aqui)

Que direito têm elas de determinar o futuro desse menino dessa maneira? Onde estão os defensores dos direitos humanos numa hora dessas? Ou o medo de ser considerados homofóbicos se sobrepõe à defesa até mesmo dos direitos das crianças e dos adolescentes? Ateus como Richard Dawkins (que doutrinam crianças) esbravejam contra o ensino religioso de crianças, o que consideram uma agressão contra elas, por privarem-nas (na concepção deles) da liberdade de escolha. Por que não levantam a voz contra casos como esses das lésbicas da Califórnia? Seria pelo fato de que bater em cristãos pacíficos é mais fácil do que se indispor com a militância gay?[MB]

terça-feira, outubro 25, 2011

O coelho gigante de Menorca

Nuralagus rex viveu no Neógeno tardio, que terminou cerca de 2,5 milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. Ele tinha dez vezes o tamanho dos coelhos atuais e pesava em média 12 kg. [...] O Nuralagus viveu em Menorca. O fóssil foi descrito e nomeado por Meike Köhler e Salvador Moyà-Solà do Instituto Catalão de Paleontologia, em Barcelona, Espanha. (The Guardian)

Nota: De quando em quando, são descobertos fósseis de animais e plantas gigantes que atestam a afirmação bíblica de que antes do dilúvio e pouco depois dele, de fato, existiram organismos de grande porte, incluindo aí o ser humano (dificilmente encontrado porque, segundo a Bíblia, os humanos que morreram afogados tiveram os cadáveres deslocados por um forte vento que certamente os sepultou em encostas de montanhas – mais informações no livro A História da Vida). Anos atrás, apresentei algumas palestras em Petrolina, PE, durante um fim de semana criacionista. No auditório, estava um colecionador de fósseis da região, o Sr. Lopes. No fim do evento, no sábado à noite, ele veio conversar comigo. Disse-me que era darwinista, mas que iria considerar todos os argumentos que eu havia exposto naquele dia. Então me convidou para visitar a casa dele, pois queria me mostrar algo. Quando cheguei ao local, fiquei surpreso: ele tinha uma verdadeira coleção de fósseis que ocupava boa parte da garagem. Um em especial me chamou a atenção: o fóssil quase completo de um preguiça gigante (que teria cerca de quatro metros de altura). Ao pegar uma das vértebras petrificadas do animal, mal pude acreditar que pudesse ser de um preguiça. De um elefante, talvez, mas não de um preguiça. Mas ali estava a prova incontestável: o fóssil completo que o próprio senhor Lopes havia recolhido nas redondezas e que pesquisadores franceses e da Universidade Federal de Pernambuco haviam analisado (esses pesquisadores estavam em contato com o Sr. Lopes, na época, para ver o que fariam com o “acervo” dele). Depois de uma animada conversa, dei de presente ao Sr. Lopes dois livros da CPB (Origens e o meu) e nos despedimos. Os gigantes “estão de volta”, por todas as partes, e atestam o passado descrito pela cosmovisão criacionista.[MB]

Rede capitalista que domina o mundo

Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos. Uma análise das relações entre 43 mil empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global. “A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado”, afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. “Nossa análise é baseada na realidade.”

A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente. O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.

Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo. O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.

A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.

Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas. Mais do que isso, embora esse núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações. Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo. E isso não é tudo.

Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma “superentidade” de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas. “Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira”, diz Glattfelder. E a maioria delas são bancos.

Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.

Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.

Eles ponderam, contudo, que essa superentidade pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer. A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.

Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede. [...]

(Inovação Tecnológica)

Nota: Além de a Bíblia apontar a desigualdade social como um dos sinais do fim e que certamente farão Deus colocar um ponto final nesta história de sofrimentos e injustiças, há um século, Ellen White afirmou que no fim dos tempos também haveria grandes conglomerados comerciais: “Os ímpios estão sendo atados em feixes, atados em conglomerados comerciais” (Eventos Finais, p. 116). Essa é mais uma realidade que estamos vivendo em nossos dias. Em seu blog, o Pr. Sérgio Santeli compara esse mecanismo de conglomerados (e a estratégia de infiltração) às bonecas russas Matrioshka – aquelas que têm sempre mais uma menor dentro delas. “Traduzindo: dentro de uma sociedade secreta pode existir outro núcleo mais restrito e secreto, dentro do qual pode existir ainda outro, e mais outro até chegar ao topo da pirâmide de poder. A complexidade dessa estratégia somente será revelada quando os registros do Céu forem abertos na eternidade, mas algumas evidências desse mecanismo de controle podem ser rastreadas por alguns dedicados pesquisadores.”

Além dessa profecia quanto aos conglomerados comerciais, é bom lembrar também o cumprimento da profecia relativa à atuação do Vaticano (veja citação abaixo e este texto publicado num site oficial católico). Igualmente, não podemos perder de vista os muitos sinais no mundo natural: mais um terremoto (já contou quantos houve neste ano?), desta vez na Turquia, ceifou a vida de mais de 300 pessoas.[MB]

“A Igreja Católica Romana, com todas as suas ramificações pelo mundo inteiro [e a despeito das muitas pessoas sinceras que estão nela], forma vasta organização, dirigida da sé papal, e destinada a servir aos interesses desta. Seus milhões de adeptos, em todos os países do globo, são instruídos a se manterem sob obrigação de obedecer ao papa. Qualquer que seja a sua nacionalidade ou governo, devem considerar a autoridade da igreja acima de qualquer outra autoridade. Ainda que façam juramento prometendo lealdade ao Estado, por trás disto, todavia, jaz o voto de obediência a Roma, absolvendo-os de toda obrigação contrária aos interesses dela. A História testifica de seus esforços, astutos e persistentes, no sentido de insinuar-se nos negócios das nações; e, havendo conseguido pé firme, nada mais faz que favorecer seus próprios interesses, mesmo com a ruína de príncipes e povo” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 580). Você precisa ler esse livro!

segunda-feira, outubro 24, 2011

Qual a origem dos tipos sanguíneos?

Minha duvida é a seguinte: Como explicar os tipos sanguíneos existentes, se todos descendemos de Adão e Eva? Eva teria que ter o mesmo sangue de Adão, pois foi retirada da costela dele. Então como explicar os outros tipos de sangue? De onde eles surgiram? – T.

No ponto de vista darwinista, a principal causa evolucionária dos variados grupos sanguíneos parece ser as doenças. Por exemplo, a malária parece ser a principal força seletiva por trás do tipo O. Esse tipo sanguíneo é mais prevalente na África do que em outras partes do mundo, e se acredita que esse sangue carrega algum tipo de “vantagem evolutiva”. A vantagem parece surgir no sentido de que as células infectadas com malária não aderem bem aos tipos sanguíneos O ou B. Células sanguíneas infectadas com malária são mais propensas a ficar nas células com o açúcar A, formando aglomerados conhecidos como “rosetas”, que podem ser fatais quando se originam em órgãos vitais, como o cérebro. Por outro lado, as pessoas com sangue tipo O podem ser mais propensas a outras doenças. Por exemplo, essas pessoas são conhecidas por serem mais suscetíveis a serem atingidas pela bactéria Helicobacter pylori, que provoca úlceras. Entretanto, os cientistas ainda não sabem se algum tipo de doença em específico provocou os diferentes tipos de sangue dos humanos. (Informações do site Hypescience.) [Leia mais]

Havia pessoas suficientes para construir as pirâmides?

Uma vez que o Egito foi estabelecido pouco depois da Torre de Babel (Gênesis 11), e uma vez que os egípcios construíram algumas das mais espantosas estruturas que o ser humano já viu, como foi possível eles terem pessoas suficientes para levar a cabo tais empreendimentos? Não seriam necessários milhares de operários para construir obras de tal magnitude? Quando as pessoas pensam nas pirâmides egípcias, usualmente pensam na Grande Pirâmide de Gizé, que foi construída pelo rei Khufu, na 4ª Dinastia. No entanto, segundo a cronologia revista proposta pelo arqueólogo David Down (ver este link), a primeira pirâmide de pedra (pirâmide de degraus de Saqqara) foi provavelmente construída durante a 3ª Dinastia, entre 2100 e 2000 antes de Cristo. [Leia mais]

“Caixa de correio” para abandonar bebês

As “babyklappe”, “caixas de correio” para entregar bebês em condições seguras, completam dez anos de existência na Áustria como um dos instrumentos, junto ao parto anônimo, para evitar o abandono descontrolado e inclusive o homicídio de recém-nascidos. Essas caixas de correio permitem abandonar crianças, mas com mais garantias médicas para os bebês e jurídica para as mães. Em 2001, uma modificação legal descriminalizou o abandono de crianças nesses “ninhos” e permitiu que as mulheres dessem à luz sem revelar sua identidade e entregar seus filhos. Desde então, 15 hospitais austríacos iniciaram esses “babynest”, e na maioria das grandes clínicas é oferecida assessoria e atendimento médico para um parto anônimo. No total, 29 crianças, delas 21 em Viena, foram deixadas nestes “babynest” desde 2001. Quanto ao número de partos anônimos, as estatísticas nacionais registraram 249 casos até 2008.

Para o doutor Andreas Lischka, primeiro autor do projeto de “babyklappe” austríaco e chefe de pediatria do Wilhelminenspital, o único hospital de Viena com esse serviço, “a ideia é que a mãe, após o parto, em seu desespero total pelo motivo que for, possa contar com uma possibilidade legal para não abandonar a criança em uma lata de lixo a cinco graus abaixo de zero”, resume o médico.

A “babyklappe” de Viena é um pequeno quarto que conta com um berço climatizado e vigiado por uma câmera. Ao abrir a janela do cômodo, soa um alarme na unidade de terapia intensiva da pediatria para avisar a equipe médica, que em poucos minutos retira acriança. A pessoa que entrega o bebê, cujo rosto fica sempre oculto, encontra uma carta em oito idiomas que explica como entrar em contato com o hospital e um selo de tinta para tirar a impressão digital do recém-nascido, um “documento” útil caso a criança seja adotada.

Uma vez fechada a janela, uma tranca eletrônica impede que possa ser aberta novamente até a equipe médica chegar.

Lischka considera este serviço como “o último passo de uma rede de proteção” cujos primeiros níveis seriam a educação sexual, para evitar uma gravidez não desejada, e o parto anônimo. [...] Segundo o especialista, o número de homicídios de recém-nascidos caiu 50% entre 2002 e 2005 com o parto anônimo e o “babynest” já funcionando, de acordo com um relatório realizado pela psiquiatra Claudia Klier em 2009.

Pletz também destaca a necessidade de se entender que o parto anônimo pode ser uma demonstração do amor, quando uma mãe, consciente de que não pode cuidar do bebê, decide entregá-lo à adoção. [...]

(UOL)

Comentário do leitor Valter Baiecijo: “Da maneira que anda o mundo, imagino o slogan de uma campanha: ‘Seu filho merece ser desprezado com cuidado; use os quartos do abandono.’ Sexo sem compromisso fora do casamento, jovens sem orientação familiar e incentivo da mídia fazem que com a situação se torne cada vez mais difícil. A ideia da ‘babyklappe’ tem seu mérito no sentido de salvar vidas inocentes, mas creio que estão evitando o problema, não tratando dele.”

sexta-feira, outubro 21, 2011

Vaticano elabora plano de reforma econômica mundial

O Vaticano anunciou [na] quarta-feira ter preparado um documento para a reforma do sistema financeiro internacional no qual convoca a criação de uma “autoridade pública com competência universal”. O documento será apresentado na segunda-feira à imprensa e foi elaborado pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, liderado pelo cardeal africano Peter Kodwo Appiah Turkson. “A reforma do sistema financeiro internacional na perspectiva de uma autoridade pública de competência universal” é o título do documento, que ainda não teve seu conteúdo divulgado. O Vaticano apresenta assim propostas concretas perante a crise econômica e social que afeta o mundo desde 2008.

Bento XVI se pronunciou em diversas ocasiões a favor de uma “intervenção pública” e denunciou o sistema econômico atual e suas consequências sobre os setores mais pobres da população, em particular os camponeses. “A crise financeira mundial demonstrou a fragilidade do sistema econômico atual e das instituições a elas conectadas”, declarou o Papa em abril.

Para o chefe da igreja, é “um erro considerar que o mercado é capaz de se autorregular, sem a necessidade de uma intervenção pública e sem referências morais internacionais”, escreveu. [...]

Em julho, o Papa condenou firmemente a “especulação financeira” com alimentos. “O quadro internacional e as frequentes preocupações causadas pela instabilidade, junto com o aumento dos preços dos alimentos, requerem propostas concretas e necessariamente unitárias para obter os resultados que os Estados não podem garantir individualmente”, ressaltou na época.

(Terra)

Nota: Escreva aí (ou melhor, nem precisa escrever, pois já está escrito há quase dois mil anos): os governos do mundo, em especial o dos Estados Unidos, ainda vão bater à porta do Vaticano em busca de ajuda. As crises e descontentamentos populares estão deixando claro que as pessoas já não mais aguentam as injustiças e desigualdades dos sistemas políticos que deveriam lhes garantir uma vida boa e tranquila. Quando tudo parece falhar (e adicionem-se ao “caldo” as tragédias “naturais”), o jeito é se voltar para a religião. Mas que religião? E quem seria essa “autoridade pública com competência universal”? E quem, por motivo de consciência, não puder obedecer aos ditames dessa autoridade que aparentemente virá para salvar o planeta? O cenário apocalíptico vai sendo montando, enquanto o povo faz chacota sobre o tema do fim do mundo, graças a um pastor maluco que anunciou o fim do mundo para maio e não se contentou em ficar quieto: anunciou-o novamente para hoje. Essas são apenas distrações satânicas para evitar que as pessoas se deem conta do que realmente está acontecendo nos bastidores do conflito entre o bem e o mal, cujo desfecho se aproxima rapidamente, afinal, crises têm o poder de acelerar medidas que, de outra maneira, levariam anos para ser implementadas.[MB]

Leia também: "A marcação de datas produz efeitos negativos"

Assim não dá! Até o DI favorece a evolução?

Ao testar uma pequena barata-robô, pesquisadores acreditam ter lançado alguma luz sobre a evolução das asas e a origem do voo das aves. Entre os muitos elos perdidos [boa admissão essa] na história da evolução animal, uma dos mais instigantes é aquele que se acredita [note o fator crença aqui] existir entre os dinossauros e as aves - sim, a teoria atual afirma que as aves são descendentes diretas dos dinossauros. A pergunta básica que os biólogos se fazem é: Qual seria a função inicial das asas, uma vez que, em seus primórdios, o animal não saberia usá-las para voar, e elas nem mesmo seriam suficientes para isso? [Boa pergunta, não?] Em outras palavras, mesmo sabendo que há fósseis de sauros com penas, por que a cega e insensível evolução teria começado a colocar asas em dinossauros? [O simples fato de alguns répteis terem penas os colocam na posição de ancestrais das aves? Lulas têm olhos muito semelhantes aos dos humanos, mas não temos parentesco próximo, muito menos descendemos deles.] A resposta pode ser: para ajudá-los a manter o equilíbrio e se moverem de forma mais eficiente.

Essa é a conclusão de Kevin Peterson e seu professor Ron Fearing, da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. Eles estavam estudando um pequeno robô com mobilidade similar à de um inseto - o DASH (Dynamic Autonomous Sprawled Hexapod) foi inspirado em uma barata. Como o andar do robô deixava a desejar, eles resolveram instalar asas para ver se isso o ajudaria e ser tão esperto quanto seu modelo inspirador. E as conclusões foram mais interessantes do que os pesquisadores imaginavam.

Embora as asas tenham melhorado significativamente o desempenho do DASH na corrida - acelerando-o de 0,68 metro por segundo (m/s) para 1,29 m/s - isso não seria suficiente para que ele decolasse. Mas, como o bater as asas melhorou ainda mais o desempenho, os cientistas acreditam que isso seja um reforço para a hipótese de que o voo começou com animais que saltavam de árvores e abriam suas proto-asas para planar.

Além de permitir o planeio, as asas permitem que o robô suba em superfícies bem mais íngremes, passando de uma inclinação máxima de 5,6 graus para 16,9 graus, também condizente com o comportamento de um animal que precise chegar o mais alto possível para saltar.

O biólogo Robert Dudley, também de Berkeley, afirmou que a barata robótica não é o melhor modelo para estudar o voo dos pássaros porque ela tem seis pernas, e não duas, e suas asas são de plástico inteiriço, muito diferente de penas. Por isso, esse experimento não é suficientemente preciso para ser incorporado no estudo da evolução.

Mas ele gostou do uso de robôs para estudar a biologia evolutiva [claro que iria gostar!]: “O que os experimentos conseguiram foi demonstrar a viabilidade de usar modelos robóticos para testar a hipótese das origens do voo.”

Então, agora é só construir modelos mais similares aos dinossauros, cujos fósseis preservaram as primeiras penas.

(Inovação Tecnológica)

Nota: A ânsia darwinista por evidências que corroborem suas hipóteses macroevolutivas é tanta que os faz deixar de ver certas incoerências. Lembre-se de que robôs revelam (muito) design inteligente. Pessoas tiveram que usar a cabeça, fazer cálculos, gastar dinheiro e tempo para projetar esses mecanismos relativamente simples, se comparados aos organismos que os inspiram. Os chips e programas que os fazem se mover e executar outras tarefas dependem de informação específica provida pelos projetistas inteligentes. Depois vêm uns espertinhos e dizem que esse mecanismo oriundo de design inteligente pode ajudar a entender outro mecanismo muito mais complexo (no caso, o voo), só que este fruto de mutações fortuitas, acaso e seleção natural. Assim não dá! Enquanto os hipotéticos “elos perdidos” permanecem perdidos, tudo pode ser usado para “explicar” a evolução! Até o design inteligente (DI)! Além disso, usar modelos matemáticos baseados em premissas filosóficas (no caso, o naturalismo e a macroevolução) para tentar provar algo que não se pode observar empiricamente (a origem da vida e os “saltos” evolutivos) não me parece pesquisa muito sólida.

Em seu blog no New York Times, Alex Rosenberg analisa o espantoso fato de que a evolução foi capaz de “criar” seres conscientes que, em algum momento, se aperceberam de que eles teriam evoluído. Ele escreveu: “O livro A Origem das Espécies revelou como os processos físicos por si só produzem a ilusão de design. Variações aleatórias e seleção natural são as fontes estritamente físicas da economia meios/fins da natureza que nos enganam e fazem-nos procurar um designer. Os naturalistas aplicaram esse discernimento para revelar a natureza biológica das emoções humanas, percepção e cognição, linguagem, valores morais, laços sociais e instituições políticas. A filosofia naturalista, por sua vez, retribuiu o favor ajudando a psicologia, a antropologia evolutiva e a biologia a resolverem seus problemas por meio de maior clareza conceitual em torno da função, adaptação, aptidão darwiniana e seleção individual versus seleção de grupo.”

Para Rosenberg, ele e os demais seres humanos são o resultado de um processo físico que, mais tarde, lhes dotou de consciência e razão, e quer que aceitemos o fato de que essa aleatoriedade foi capaz de lhe dar um cérebro (um amontoado de moléculas capaz de gerar pensamentos) no qual podemos confiar!

Mas garanto que, se alguém visse a baratinha robótica na Universidade de Berkeley e não conhecesse seus criadores, jamais concluiria que ela poderia ser fruto de “variações aleatórias que nos enganam e fazem-nos procurar um designer”.[MB]

“Quase que invariavelmente as pessoas formam suas crenças não baseadas nas provas, mas naquilo que elas acham atraente” (Blaise Pascal).

Leia também: "Dúvidas sobre a evolução dinossauros-aves" e "Aves e dinossauros foram contemporâneos"

quinta-feira, outubro 20, 2011

“Deus e pátria” guiam visão de candidatos republicanos

Desde sua independência em 1776, os Estados Unidos estiveram marcados por valores judaico-cristãos, mas, com a proximidade das eleições de 2012, o ideal de “Deus e pátria” parece guiar a visão de governo dos candidatos presidenciais republicanos. A ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, e o governador do Texas, Rick Perry, deixaram claro que acreditam que seus passos estão guiados, principalmente, pela força divina. Desde 2008, Sarah flerta com a ideia de se lançar na disputa das eleições presidenciais, mas essa hipótese foi descartada no último dia 6 de outubro. A ex-governadora do Alasca anunciou que, após “estudar seriamente a proposta e fazer muitas orações”, não disputará as eleições de 2012.

Sarah, que era a vice de John McCain na última campanha presidencial, perdeu a oportunidade de chegar à Casa Branca, porém, permanece no cenário público, onde faz constantes referências à Bíblia e ao lema “Deus e pátria”. Aliás, esse é o principal lema do movimento conservador Tea Party.

Durante o primeiro discurso sobre sua política externa, Romney afirmou que “Deus não criou este país para ser uma nação de seguidores”. Segundo Romney, o destino dos EUA é “liderar o mundo”. Falar de Deus e de sua fé é algo praticamente natural para qualquer líder político no país. Desde os discursos do presidente Barack Obama até o de um aspirante a vereador, a conclusão é uma só: “Que Deus abençoe América.”

Afinal de contas, embora a Constituição separe a Igreja e o Estado, a própria Declaração de Independência, de 1776, faz referência ao “Criador”. Segundo algumas pesquisas, mais de 90% dos americanos afirmam acreditar em Deus e, como eleitores, esperam que seus líderes políticos sejam homens e mulheres “de fé”. [...]

Na semana passada, o senador independente Joseph Lieberman, um dos 31 judeus no Congresso, lembrou em um fórum de Nova York que o governo foi formado para “resguardar os direitos outorgados por Deus”. O senador de Connecticut celebra a relação “sublime e séria” da religião e a democracia nos EUA porque, segundo sua opinião, foi uma força catalisadora “para o bem” da vida nacional.

“Alguns dos grandes movimentos de consciência nos EUA surgiram das convicções de religiosos, e utilizam a linguagem e a liturgia da fé” para mobilizar suas bases, assinalou. Se a aparente religiosidade dos americanos já foi retratada no século 19 na obra prima do célebre historiador francês Alexis de Tocqueville, A Democracia na América, no século 21, a fé é uma constante na política republicana.

A situação pode ser comprovada com a chamada “Cúpula dos Eleitores com Valores”, realizada na semana passada para reunir em Washington os grupos da direita religiosa do país. Em 2008, durante um programa da emissora Fox News, Sarah Palin disse que se deixaria guiar por Deus para decidir sobre sua eventual candidatura presidencial. Aparentemente, Palin deve ter escutado o sussurro de Deus: “não concorra”.

(Terra)

Nota: Caso um candidato republicano desses chegue à presidência dos Estados Unidos, poderemos ver mais uma vez fortalecido o espírito messiânico da superpotência e um fortalecimento das discussões em torno de temas religiosos. A julgar pelo descontentamento popular com os rumos da economia e com a política nacional, não será muito difícil para os republicanos elegerem o próximo presidente norte-americano.[MB]

Leia também: “Mitt Romney diz que Deus quer que EUA comandem o mundo”

Crianças de até dois anos não devem ver TV

Desde que a televisão virou o protagonista das salas de estar do mundo inteiro, há crianças pequenas que deixam de fazer brincadeiras à moda antiga para passar horas em frente à tela. Um grupo de pediatras americanos alerta: isso pode ser muito nocivo para os pequenos. O foco da pesquisa é em crianças abaixo de dois anos, ou seja, a primeira infância. Nos Estados Unidos, isso tem se mostrado um problema alarmante. Dentre as crianças americanas de até dois anos de idade, 90% já têm o hábito de assistir alguma mídia, dentre as quais a televisão ainda reina. Um terço das crianças de até três anos já dispõem de uma TV no próprio quarto. Quem fez essa pesquisa foi a Academia de Pediatria dos EUA. Logo de início, a instituição já declara algo para fazer os pais pensarem: existe a ideia de que os programas de TV infantis auxiliam no aprendizado das crianças, mesmo tão jovens, mas eles garantem que isso jamais foi comprovado totalmente. [Leia mais]

quarta-feira, outubro 19, 2011

Sinais dos tempos na Veja desta semana

Quem conhece as profecias bíblicas e está atento aos sinais dos tempos, em praticamente cada noticiário – televisivo, radiofônico, internético e/ou impresso – pode perceber evidências da proximidade da volta de Jesus e da precisão das previsões proféticas. Na revista Veja desta semana há vários desses “sinais” que saltam aos olhos do observador atento, a começar pela entrevista (“O grande teste ainda virá”) com o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Lá pelas tantas, ao falar sobre a crise mundial e suas repercussões no Brasil, ele analisa: “A Europa tem se mostrado incapaz de reagir. Nos EUA, não há ambiente político para reformas. Os grandes blocos econômicos vivem dias dificílimos. É um quadro assustador. Há muito risco no ar.”

Mais adiante, nas páginas 90 a 92, a revista traz a matéria “Não é religião. Mas é fé”, sobre o movimento Ocupe Wall Street, que vem se espalhando pelos Estados Unidos e revelando o descontentamento de parcela significativa da população com os rumos políticos e econômicos daquele país. Segundo a reportagem, “na origem, o esquerdista Ocupe Wall Street é irmão gêmeo do direitista Tea Party. Os dois movimentos nasceram da costela da maior crise americana desde a Depressão dos anos 30. Ambos surgiram espontaneamente, sem uma organização prévia, sem líderes e sem vínculos partidários. [...] Nos dois casos está implícita uma denúncia de que os Estados Unidos foram sequestrados por uma elite indiferente à maioria da sociedade. [...] O governo americano é um gastador voraz, a farra fiscal tem sido ilimitada e a desigualdade no país se agrava tanto que a próxima geração corre o risco, pela primeira vez na história americana, de viver em condições menos favoráveis que a geração anterior.”

Imaginem-se as mudanças que podem resultar dessa insatisfação generalizada...

Outro texto (“Laico e religioso”) que me chamou a atenção está na coluna de Roberto Pompeu de Toledo, na última página da revista. Pompeu analisa a incoerência do Estado laico brasileiro que tem feriados religiosos (leia-se católicos) oficiais, como o 12 de outubro, em homenagem a Nossa Senhora de Aparecida. Pompeu constata (o que todos já sabem) que “só a religião católica mantém sobre o calendário do país controle suficiente para impor feriados nacionais”, embora a Constituição assegure a liberdade de consciência e de crença (art. 5º, VI), donde decorre que o Estado se manterá neutro diante das várias religiões. No papel é assim...

Mais: “Outro sintoma da predominância católica”, diz Pompeu, “é a presença de símbolos dessa religião em recintos públicos, a começar pelos mais importantes deles, os plenários da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, todos eles decorados com crucifixos na mais vistosa das respectivas paredes”.

Enfim, é a laicidade brasileira impregnada de religião, fenômeno que pode também se intensificar, a seu modo, nos Estados Unidos, com sua direita cristã.

Finalmente, outros dois detalhes/sinais nessa edição de Veja não poderiam deixar de ser mencionados. Primeiro detalhe: uma das fotos das páginas 86 e 87, que estampam a matéria “O verão da Turquia”, sobre a abertura do país muçulmano para os valores democráticos e à secularização. A imagem em questão mostra o mal dos extremos e, talvez por um detalhe, o mau testemunho do cristianismo nominal, de fachada: um grupo de jovens moças sorridentes fuma e bebe num bar. No peito de duas há crucifixos pendurados com correntinhas que parecem ser de ouro. Seriam elas cristãs? É esse tipo de liberdade – de acabar com a saúde e os bons costumes – que países como a Turquia desejam? Claro que há muito mais envolvido nessa desejável abertura política, mas não deixa de ser lamentável o reforço diante dos muçulmanos desse estereótipo de pagãos intemperantes ostentado por cristãos secularizados.

Segundo detalhe: a capa da revista (veja a imagem que abre esta postagem). Diante de tantos temas sérios, os editores escolheram puxar uma matéria de gaveta e tratar do batido tema do “corpo ideal para mostrar no verão” (sem rosto, coberto por uma tarja, porque o que importa mesmo é somente o corpão).

Se os sinais dos tempos não forem suficientes para chamar a atenção dos leitores, quem sabe – devem ter pensado os editores – a mulher em trajes mínimos na capa o faça.[MB]

Supercomputador simula origens do Universo

O supercomputador Pleiades rastreou as origens da evolução do universo e criou a simulação mais precisa e completa da nossa história desde o big bang. O projeto Bolshoi mostra como se distribuiu a matéria escura que, embora invisível, compõe mais de 80% do cosmos. A simulação levou o equivalente a seis milhões de horas de CPU e foi liderada pelo departamento de astronomia da Universidade Estadual do Novo México, nos Estados Unidos. Até agora, os resultados obtidos apenas se mostraram de acordo com os modelos teóricos elaborados. No futuro, no entanto, uma simulação tão precisa servirá de base para importantes novos estudos sobre a origem do universo.

Antes do Bolshoi, o modelo utilizado para simulações cosmológicas era o Millennium Run, mas, há algum tempo, sua base de dados está desatualizada. Ele usava parâmetros dos primeiros dados da sonda Wilkinson Microwave Anisotropy (WMAP), que fornecia um mapa detalhado de variações de radiação cósmica de fundo (a radiação primordial, resultante do big bang).

O primeiro WMAP1 já teve seus parâmetros superados por duas novas divulgações de dados – e é em uma delas que o Bolshoi de baseia, a WMAP5. Dezenas de pesquisadores utilizam o modelo para suas pesquisas e, recentemente, dois trabalhos baseados nos dados obtidos pelo Bolshoi foram aceitos para publicação na Astrophysical Journal – um da Universidade Estadual do Novo México e outro da Universidade da Califórnia, ambas nos Estados Unidos.

(Info Exame)

Nota: Com todo respeito aos pesquisadores, mas simular a “origem” do Universo com base em modelos teóricos e dados não comprovamos empiricamente (como a polêmica possível existência da matéria escura) não pode levar a resultados que se considerem conclusivos. Isso porque todo o “experimento” (virtual) parte de pressupostos não tão seguros assim (lembre-se de que muitos cientistas questionam o modelo padrão e o big bang) e o computador precisa ser alimentado por dados providos por pesquisadores que creem serem esses dados corretos. O resto é simulação computacional e ninguém pode garantir que a realidade foi assim. No entanto, a despeito de tanta incerteza, os cientistas se valem dos resultados obtidos com a simulação como se equivalessem à realidade. Me desculpem, mas assim é fácil “provar” quase qualquer hipótese.[MB]

Cientistas fazem projeto para coleta de energia solar

A energia solar pode ser capturada de forma eficiente, e transportada por longas distâncias, usando minúsculos circuitos moleculares. É o que propõe o Dr. Gregory Scholes e seus colegas da Universidade de Toronto, no Canadá. A equipe descobriu como projetar esses circuitos moleculares, que são dez vezes menores do que os mais finos fios existentes no interior dos processadores de computador. A ideia não é nova, mas é radicalmente promissora: imitar a fotossíntese das plantas, criando uma fotossíntese artificial com potencial para ser a fonte definitiva de energia limpa.

O trabalho de vários grupos ao redor do mundo no campo da fotossíntese artificial tem gerado conhecimentos novos na forma como as plantas, algas e bactérias usam a mecânica quântica para otimizar a captura de energia do Sol. Agora os cientistas juntaram o quebra-cabeças desse conhecimento, mapeando as diversas estruturas moleculares e suas funções - um passo essencial para a sua reprodução de forma artificial, criando “células solares biomiméticas”.

Nas plantas, a luz do Sol é capturada por uma espécie de “antena” biológica, formada por moléculas “coloridas” - corantes ou pigmentos - que direcionam a energia para proteínas especiais, que a utilizam para produzir oxigênio e açúcares. É isso o que os cientistas estão tentando imitar.

“A produção de combustível solar normalmente começa com a energia da luz sendo absorvida por uma estrutura de moléculas. A energia é armazenada por um breve momento na forma de elétrons em vibração, sendo então transferida para um reator adequado”, explica o professor Scholes, citando um esquema artificial.

O grande gargalo está na velocidade com que as moléculas-antena das plantas mantêm a energia - apenas alguns bilionésimos de segundo. Se a energia não for transferida rapidamente, ela pode fritar as estruturas biológicas, matando a planta. O segredo está nas propriedades quânticas dessas antenas, que são feitas de apenas algumas dezenas de pigmentos. Foi nesse conhecimento que os pesquisadores conseguiram avançar, idealizando meios para replicar o processo de forma artificial usando simulações computadorizadas.

Segundo eles, serão necessários quatro elementos básicos para garantir a captura e a distribuição da energia solar com as antenas nanoscópicas. O primeiro e mais óbvio é o desenvolvimento dos componentes básicos da antena, que devem ser moléculas com alta capacidade de absorção de energia. Esses fotoabsorvedores deverão ser bem distribuídos para aumentar a probabilidade de conversão dos fótons em elétrons em toda a antena.

O segundo elemento é um adequado agrupamento das moléculas absorvedoras de luz, de forma que elas possam: (a) absorver diferentes comprimentos de onda; (b) criar gradientes de energia para que a energia flua sempre em um determinado sentido; e (c) explorar várias rotas para a transferência da energia captada, explorando o fenômeno da coerência quântica.

Também deverá ser garantido que as escalas de energia envolvidas no processo de transferência da energia sejam mais ou menos ressonantes. Isso deverá garantir que os mecanismos de transferência quântica e clássica se combinem para que a energia seja transmitida tanto por distâncias curtas quanto longas - quando várias antenas estiverem conectadas.

O quarto e último elemento é que a transferência de energia não deve ser tão rápida quanto possível, mas tão rápida quanto necessário. Isso significa a necessidade da incorporação de mecanismos regulatórios nas próprias antenas, por exemplo, “peles” que sejam capazes de dissipar qualquer excesso danoso de energia.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Mais uma vez, apenas para imitar a eficiência de sistemas naturais presentes na criação os cientistas têm que gastar muito dinheiro, tempo e usar grande inteligência. O que esses pesquisadores fazem (biomimética) pode ser chamado de projeto. E o original no qual eles se inspiram? Fruto do acaso?[MB]

terça-feira, outubro 18, 2011

Algo de diferente está acontecendo no mundo

Com tantos protestos sociais espontâneos irrompendo por toda parte, desde a Tunísia até Tel Aviv e Wall Street, é evidente que existe algo ocorrendo globalmente que necessita de definição. Estão em circulação duas teorias unificadoras que me intrigam. Uma delas diz que isso é o início da “Grande Ruptura”. A outra afirma que tudo o que está ocorrendo faz parte da “Grande Mudança”. Você decide. Paul Gilding, ambientalista australiano e autor do livro The Great Disruption (A Grande Ruptura), argumenta que essas manifestações se constituem em um sinal de que o atual sistema capitalista obcecado com o crescimento está atingindo seus limites financeiros e ecológicos. “Eu vejo o mundo como um sistema integrado, de forma que não enxergo esses protestos, a crise da dívida, a desigualdade, a economia ou a mudança climática de forma isolada. O nosso sistema está passando por um processo doloroso de ruptura”, afirma Gilding. E é isso o que ele quer dizer com o termo Great Disruption.

“O nosso sistema de crescimento econômico, de democracia inefetiva, de sobrecarga do planeta Terra – o nosso sistema – está devorando a si próprio vivo. O movimento Occupy Wall Street (Ocupar Wall Street) é como aquela criança da história dizendo aquilo que todos sabem, mas têm medo de dizer: o imperador está nu. O sistema está falido. Pensem sobre a promessa do capitalismo global de mercado. Se deixarmos o sistema funcionar, se permitirmos os ricos ficarem mais ricos, se deixarmos que as corporações se concentrem nos lucros e que a poluição continue ocorrendo sem taxação e contestação, todos teremos uma vida melhor. Pode ser que a riqueza não seja igualmente distribuída, mas os pobres ficarão menos pobres, aqueles que trabalharem mais arduamente conseguirão empregos, os que estudarem mais obterão empregos melhores e nós contaremos com riqueza suficiente para consertar o meio ambiente.

“Mas o que estamos presenciando agora – de forma mais extrema nos Estados Unidos, mas basicamente no mundo inteiro – é a maior de todas as quebras de promessas”, acrescenta Gilding. “Sim, os ricos estão ficando mais ricos e as corporações estão lucrando – e os executivos delas são regiamente recompensados. Mas, enquanto isso, a situação do povo está piorando – a população está se afogando em dívidas referentes à casa própria ou à educação –; muita gente que trabalhou duro está desempregada; muitos que estudaram bastante não conseguem obter um bom emprego; o meio ambiente está sendo cada vez mais danificado; e as pessoas estão percebendo que os seus filhos ver-se-ão em uma situação ainda mais difícil do que os pais.”

“Esta onda particular de protestos poderá crescer ou não, mas o que não desaparecerá é a ampla coalizão daqueles indivíduos para os quais o sistema mentiu e que agora acordaram. Não são apenas os ambientalistas, os pobres, ou os desempregados. É a maioria das pessoas, incluindo aquelas da classe média com alto nível educacional, que estão sentindo na pele os resultados de um sistema que fez com que todo o crescimento econômico registrado nas últimas três décadas fosse parar no bolso da parcela de 1% da população que ocupa o topo da pirâmide de distribuição da riqueza.” [...]

(UOL)

Nota: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (previsão do apóstolo Paulo na segunda carta a Timóteo 3:1-5). O livro de Tiago também já anunciava a luta entre o capital e o trabalho e as injustiças sociais (Tg 5). E o Apocalipse prevê que Jesus voltará quando o ser humano estiver destruindo a Terra (Ap 11:18). Para quem conhece as profecias bíblicas, esse “algo diferente” que está acontecendo com o mundo não causa espanto. Algo maravilhoso virá depois do “diferente”.[MB]

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