terça-feira, novembro 08, 2011

Crianças nascem programadas para acreditar em Deus

O Dr. Justin Barret, pesquisador-chefe do Centre for Anthropology and Mind (Oxford), afirma que, devido à sua pressuposição de que tudo no mundo foi criado com um propósito, as crianças tem uma predisposição para acreditar num Ser Supremo [Deus]. O Dr. Barret afirma ainda que, mesmo que não tenham sido ensinadas nesse sentido (por familiares ou na escola), as crianças têm fé em Deus. Segundo o Dr. Barret, mesmo crianças que tivessem sido criadas sozinhas no deserto haveriam de acreditar em Deus. A preponderância das evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos tem mostrado que há muito mais coisas que parecem estar pré-programadas no desenvolvimento natural da mente infantil do que pensávamos anteriormente. Isso inclui uma predisposição para ver o mundo natural como um lugar com propósito e como o resultado de um ato criativo, e que um Ser Inteligente está por trás do propósito presente no mundo natural.

“Se puséssemos um grupo de crianças numa ilha deserta e elas crescessem sozinhas, penso que elas haveriam de acreditar em Deus”, disse o Dr. Barrett.

Numa apresentação no Faraday Institute (Cambridge), o Dr. Barrett citou experiências psicológicas feitas em crianças que, segundo ele, mostram como elas instintivamente acreditam que tudo foi criado com um propósito específico. [...] Barrett acrescentou ainda que as crianças são muito mais predispostas a acreditar no criacionismo do que na evolução – a despeito do que lhes tenha sido dito pelos pais ou pelos professores.

Segundo o pesquisador, antropólogos descobriram que em algumas culturas, as crianças acreditam em Deus mesmo que ensinamento religioso não lhes tenha sido disponibilizado. Em outras palavras, mesmo que as crianças não recebam ensinamento religioso nesse sentido, a predisposição natural delas é acreditar que o mundo natural tem uma Causa Inteligente.

A forma natural como o cérebro infantil se desenvolve torna as crianças mais susceptíveis a acreditar na criação divina ou no design inteligente. Em contraste, a evolução não só não é natural para a mente humana, como também é difícil de se acreditar nela. [...]

Fica difícil para os militantes ateus afirmar que “todas as crianças nascem ateístas”, quando, aparentemente, elas nascem com uma predisposição natural para atribuir a origem do mundo biológico a uma Causa Superior ao homem.

(Darwinismo)

segunda-feira, novembro 07, 2011

Criacionistas realizam ato público em Campinas

Fundado há pouco mais de um mês, o Clube Criacionista de Campinas, SP, realizou sua primeira manifestação pública no domingo, 6 de novembro, com a distribuição de mudas de plantas ornamentais e uma marcha ao redor da Lagoa do Taquaral, com mais de 165 mil metros quadrados de área. Com camisetas alusivas ao clube e carregando um globo gigante, os participantes chamaram a atenção de caminhantes e pessoas que se exercitavam nessa área de preservação ambiental da cidade. As pessoas eram abordadas e recebiam a muda de uma planta ornamental natural de regiões áridas, com grande capacidade de absorção de água. Junto com a muda, recebiam um folheto com orientações sobre como cuidar da planta e uma mensagem sobre a origem da vida a partir da criação divina.

“Esta foi a primeira atividade externa do clube, e pretendemos chamar a atenção da comunidade para uma reflexão sobre nossas origens”, disse Eliézer Militão, um dos coordenadores da mobilização. Para ele, apesar da pouca importância que a mídia dedica ao criacionismo, é possível abordar essa teoria de forma lúdica e levar as pessoas a considerar sobre a criação do Universo. “Assim como essas plantas, nós não viemos do acaso; fomos criados por um designer, e esse designer é Deus”, afirmou.

A bióloga Maiara Lustosa de Oliveira, 22 anos, foi uma das que mais se envolveram com a campanha. Cursando o mestrado em Biologia Celular Estrutural, ela defendeu uma popularização da discussão entre as teorias da evolução e da criação, que divergem sobre a origem da vida. “Infelizmente, esse tema não é muito debatido, sendo exclusivo de alguns acadêmicos e estudiosos; acredito que é preciso expandir as discussões a respeito. Por isso que envolvemos diversas pessoas, de diversas áreas, para realizar atividades que permitam uma maior interação sobre o assunto”, declarou.

Atualmente, cerca de 60 pessoas participam do Clube Criacionista de Campinas. Antes da primeira manifestação, os participantes realizaram discussões a partir de um estudo de dez lições, baseado no livro bíblico de Gênesis. “Pretendemos realizar outras atividades, como caminhadas e observações dos astros”, declarou Militão. O grupo também pretende fazer uso das mídias sociais e realizar outros atos em lugares públicos.

(Heron Santana, Associação Paulistana Central da IASD)


Leia também: “Christian group rebuts evolution for 30 years”

Aliens: cientistas da Nasa atropelam ciência experimental

“O contato com extraterrestres seria um benefício ou preocupação para a humanidade? Um cenário de análises” é um artigo publicado por cientistas da Nasa. No texto, eles defendem que a crescente emissão de gases do efeito estufa pode mostrar para os ETs que nós somos uma ameaça em expansão. Segundo eles, os aliens podem estar acompanhando as mudanças na atmosfera da Terra como um indício de que nossa civilização está crescendo sem limites e podem tomar ações drásticas para que não nos tornemos uma ameaça grave. Este é um dos diversos cenários descritos pelos cientistas, que apesar de acreditarem ser improvável, acham importante preparar a humanidade para o contato. Eles dividem as hipóteses em três categorias: benéficas, neutras e alarmantes.

As boas vão da mera detecção de inteligência extraterrestre, por exemplo, pela interceptação de comunicação alien, a contato com organismos cooperativos, que podem ajudar a avançar nossos conhecimentos e resolver problemas globais como a fome, pobreza e doenças.

Outro bom resultado seria vencer um grupo de ETs agressores ou até sermos salvos por outro grupo de aliens. Nesse caso, os humanos além de sair com a moral mais alta pela vitória, ainda poderiam conhecer a tecnologia extraterrestre.

Os resultados mais desagradáveis surgiriam se eles causassem danos à humanidade, mesmo que por acidente. Os ETs poderiam chegar para nos comer, escravizar ou atacar, mas as pessoas poderiam sofrer ainda doenças aliens. Eles poderiam ainda querer realizar experiências catastróficas que poderiam dizimar uma parte da galáxia.

Para reforçar as chances de sobrevivência da humanidade, os pesquisadores pedem cautela no envio de sinais para o espaço, e em particular, alertam contra difusão de informação sobre a nossa constituição biológica, o que poderia ser usado para fabricar armas. Em vez disso, qualquer contato com ETs deve ser limitado ao discurso matemático “até que tenhamos uma ideia melhor do tipo de ET com que estamos lidando”, disseram os autores. [Não acredito que eles acreditam nisso tudo! E eu é que sou o “crente”?! – MB]

Os extraterrestres podem ser cautelosos com civilizações que se expandem muito rapidamente, uma vez que estas podem estar propensas a destruir a vida de outros à medida que crescem, assim como os seres humanos levaram à extinção espécies na Terra. No cenário mais extremo, aliens podem optar por destruir a humanidade para proteger outras civilizações.

Por isso, eles alertam para a diminuição na emissão de gases do efeito estufa, que alteram a atmosfera da Terra, que pode ser vista do espaço, e indicaria para os extraterrestres que nossa civilização está em expansão. Se já temos motivos suficientes para evitar a emissão dos gases para preservar a vida no planeta, acabamos de ganhar mais um! [É impressionante notar as maneiras mais absurdas de promover a causa ECOmênica. Está aí mais uma: vamos parar com o aquecimento global antes que os ETs nos ataquem! – MB]

(UOL)

Nota: É inacreditável que cientistas estejam sendo pagos para escrever sobre o preparo da humanidade para algo improvável, ou seja, o contato com extraterrestres (na verdade, acho que eles estão é sendo pagos para assustar as pessoas a fim de que elas aceitem as propostas ambientalistas que envolvem muito mais coisas do que simplesmente salvar o planeta). Na verdade, esses cientistas só podem mesmo escrever, pois esse tipo de pesquisa não possui um objeto de estudo; nem chega perto da ciência experimental. Papai Noel e coelho da Páscoa teriam a mesma relevância. Curiosamente, esses mesmos cientistas (não todos, evidentemente) torcem o nariz quando se fala de sobrenatural. Outra coisa: Como seria a “interceptação de comunicação alien”? O que seria considerado sem sombra de dúvida “comunicação alien”? Uma mensagem? Um código? Informação complexa e específica? Por que, então, os cientistas darwinistas que creem nessa ficção alienígena não consideram o genoma um tipo de “comunicação alien” (de Deus)? Vai entender essa incoerência...[MB]

Leia também: "Nasa indica que vida na Terra pode ter origem espacial" e "Exageros da NASA e a festa da mídia"

Google homenageia primeira mulher a ganhar o Nobel


Primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel na história, Marie Curie é a homenageada do dia pelo Doodle. O tradicional método de se lembrar de eventos ou pessoas históricas na página inicial do Google, nesta segunda-feira, traz o nome da página desenhado em arte que simula um quadro, onde a cientista está realizando algum tipo de experiência. Neste dia 7 de novembro de 2011, Curie completaria 144 anos de seu nascimento, e por isso recebeu a menção honrosa na página. Este ano, aliás, também marca o centenário do segundo Nobel ganho pela cientista, que é parte de um seleto grupo de personalidades que conquistaram tal honraria mais de uma vez.

Nascida na Polônia com o nome de Maria Skłodowska, Curie fez diversas importantes descobertas na área da física e da química, especialmente em relação à radioatividade. Seus trabalhos abriram caminhos para a física nuclear. Além disso, ela descobriu dois novos elementos químicos, o rádio e o polônio, que auxiliam no tratamento do câncer.

O primeiro Nobel conquistado pela cientista foi de Física, em 1903, ao lado de seu marido, Pierre Curie, e de Henri Becquerel. Oito anos depois, ela repetiu o feito, mas dessa vez sozinha, faturando o troféu na categoria Química. Conquistas que premiaram uma vida de batalha pelos seus sonhos e direitos, já que ela foi extraditada de seu país por participar de movimentos políticos.

Doutora em ciências, professora de Física Geral em Sorbonne, membro da Academia de Medicina e fundadora do Instituto do Rádio, em Paris, e inovadora no tratamento de feridos da Primeira Guerra Mundial. Esta foi Marie Curie, que faleceu aos 66 anos, em 1934. Sua obra, no entanto, permanece viva até hoje.

Seu livro, Radioactivité, é considerado uma espécie de bíblia da radioatividade clássica. Além disso, depois de descobrir dois novos elementos químicos, a cientista foi homenageada na tabela periódica. O elemento 96, Cúrio, cujo símbolo é Cm, foi nomeado justamente em homenagem a Marie e seu marido, Pierre.

(Techtudo)

domingo, novembro 06, 2011

Dawkins rejeita evidências que contradigam sua crença

Não creio que a telepatia seja factual, mas sei que existem vários fenômenos relacionados com a mente humana para os quais a ciência não encontra respostas. Haveria o dedo do inimigo de Deus aí, tentando enganar as pessoas? A mente humana teria, de fato, capacidades, quem sabe atrofiadas depois do (e em decorrência do) pecado, e que poderão novamente ser desenvolvidas após a libertação dessas amarras? Não sei e não vem ao caso agora. O que quero destacar é a atitude nem um pouco científica de um fundamentalista darwinista que procura sempre colocar sua ideologia neoteísta acima das evidências: o biólogo Richard Dawkins, autor, entre outros, do livro Deus, um Delírio.

Veja o que relatou o biólogo Rupert Sheldrake em seu blog: “Richard Dawkins é um homem com uma missão – a erradicação da religião e da superstição e sua substituição pela ciência e a razão. A Channel 4 TV tem-lhe repetidamente providenciado um púlpito através do qual Dawkins pode pregar sua mensagem. A polêmica série de TV chamada ‘Inimigos da Razão’ (2 episódios) foi uma sequela de sua diatribe contra a religião, ‘A Raiz de Todo o Mal?’ (2006). Pouco antes de a série ‘Inimigos da Razão’ ser filmada, a IWC Media (companhia da produção) disse-me que Richard Dawkins queria me visitar para discutir minha pesquisa sobre habilidades inexplicáveis de pessoas e animais. Eu estava relutante em tomar parte nisso, mas a representante da companhia me garantiu que ‘esse documentário, após insistência da Channel 4, seria mais balanceado que ‘A Raiz de Todo o Mal’. Ela acrescentou ainda que ‘Estamos desejosos que isso seja uma discussão entre dois cientistas acerca de modos científicos de investigação’. Assim, concordei e agendei uma data.

“Eu ainda não sabia o que esperar. Será que Dawkins se comportaria de forma dogmática, com um firewall mental bloqueando qualquer tipo de evidência que contradissesse suas crenças? Ou será que ele seria mais mente aberta e divertido na conversa?

“O naturalista chegou. Foi-nos pedido que nos sentássemos frente a frente; fomos filmados com uma câmara manual. Richard começou por dizer que ele e eu concordaríamos em muitas coisas, ‘mas o que me preocupa é que você está preparado para acreditar em praticamente tudo. A ciência deveria ser baseada num número mínimo de crenças’.

“Eu concordei que nós tínhamos de fato muito em comum, ‘mas o que me preocupa é que você passa uma imagem dogmática de si, dando uma má impressão do que a ciência é’.

“Seguidamente, e num espírito romântico, ele afirmou que ‘gostaria de acreditar em telepatia’, mas não havia evidência alguma para isso. Ele ignorou todas as pesquisas em torno da questão. Ele comparou a falta de aceitação da telepatia por parte de cientistas como ele com a forma como o sistema de ecolocalização foi descoberto nos morcegos, seguido da sua rápida aceitação pela comunidade científica durante os anos 40 do século 20.

“Na realidade, como mais tarde descobri, Lazzaro Spallanzani tinha mostrado em 1793 que os morcegos dependem da audição para encontrar seu caminho, mas os oponentes céticos ignoraram as experiências dele e ajudaram a atrasar as pesquisas em mais de um século. [Ou seja, o consenso científico mais uma vez impediu o avanço da ciência.]

“No entanto, Richard reconheceu que a telepatia era uma mudança mais radical que a ecolocalização. Ele disse que se realmente ela ocorresse, isso haveria de ‘transtornar as leis da Física’, e acrescentou que ‘alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias’.

“‘Isso depende do que você considera como extraordinário’, respondi. ‘A maioria das pessoas afirma que elas já experimentaram a telepatia especialmente no que toca a chamadas telefônicas. Nesse sentido, a telepatia é bem ordinária. A alegação de que a maioria das pessoas está iludida em relação às suas próprias experiências é extraordinária. Onde está a evidência extraordinária para isso?’

“Ele não ofereceu nenhuma evidência para isao à parte de argumentos genéricos acerca da falibilidade do julgamento humano. Ele assumiu que as pessoas querem acreditar no ‘paranormal’ devido a pensamento desejoso.

“Concordamos então que mais experiências controladas eram necessárias. Eu disse que era por isso que eu vinha fazendo tais experiências, incluindo testes, de modo a verificar se as pessoas poderiam saber quem estava ligando para elas pelo telefone, quando a pessoa que estava ligando era escolhida aleatoriamente. Os resultados eram bem superiores ao que seria de esperar ao nível do acaso.

“Durante a semana anterior, de modo a que ele pudesse ver os dados, eu tinha enviado ao Richard cópias dos meus artigos publicados em jornais submetidos à revisão por pares.

“Richard pareceu um bocado incomodado e disse: ‘Não quero discutir as evidências.’ Eu perguntei: ‘Por que não?’ ‘Não há tempo. É demasiado complicado. Além disso, não é para isso que este programa está sendo feito.’

“A câmara parou. O diretor, Russel Barnes, afirmou que ele também não estava interessado nas evidências. O filme que ele estava fazendo era só mais uma polêmica ao estilo de Dawkins. Eu disse ao Russell: ‘Se você vai tratar a telepatia como uma crença irracional certamente que as evidências acerca da sua existência são essenciais para a discussão. Se a telepatia ocorre, então não é irracional acreditar nela. Pensei que era sobre isso que haveríamos de falar. Fui bem claro desde o princípio que não estava interessado em tomar parte em mais um exercício de falsificação de baixo nível.’

“Richard disse: ‘Isto não é um exercício de falsificação de baixo nível, mas, sim, um exercício de falsificação de alto nível.’

“‘Nesse caso’, disse eu, ‘houve um mau entendimento, porque fui levado a acreditar que isto seria uma discussão científica equilibrada acerca das evidências.’

“Russell pediu para ver os e-mails que eu tinha recebido de sua assistente. Ele leu-os com óbvia consternação e disse que as certezas que ela me tinha dado estavam erradas.

“A equipe de filmagem empacotou o equipamento e saiu.

“Richard Dawkins há muito proclamou que ‘o paranormal é uma fraude’. Todos aqueles que tentam vendê-lo são uns falsos e uns charlatães. A série ‘Inimigos da Razão’ tinha como propósito popularizar essa crença. Mas será que essa cruzada dele promove realmente um ‘entendimento público da ciência’, matéria que ele leciona em Oxford? Deveria a ciência ser um veículo de preconceito, uma variante de um sistema de crenças fundamentalistas? Ou deveria ser um método de investigação para dentro do desconhecido?”

Nota: Mais uma vez vemos o fundamentalismo neoateísta de Dawkins em ação. O homem que se recusa a debater com “gente grande” (não tem aceitado os convites para um debate com o Dr. William Lane Craig) e que doutrina crianças no ateísmo, enquanto admite não ter como provar que Deus não existe (embora afirme na capa de seu livro polêmico que Deus é um “delírio”) não manifesta uma atitude científica em todos os casos. A verdadeira atitude científica deveria seguir as evidências levassem aonde levassem. Dawkins diz que não tem interesse em discutir as evidências e isso me mostra por que ele tem tanta aversão ao criacionismo. Acredito que as premissas criacionistas contam com muito mais evidência empírica do que a telepatia, a homeopatia, o espiritualismo e outros. No entanto, por falta de conhecimento das pessoas (de Dawkins, inclusive), o criacionismo é frequentemente colocado no mesmo nível de certas concepções místicas infundadas (a menos que as olhemos com as lentes do sobrenatural). Ainda que não concordemos com o objeto de pesquisa de Sheldrake, uma coisa é certa: ele é um cientista interessado na pesquisa da telepatia e, como um verdadeiro cientista, gerou hipóteses, fez testes e chegou a algumas conclusões. E Dawkins, o que tem feito? Abraçou a filosofia naturalista e ignora vez após vez toda e qualquer evidência que contradiga sua crença. Quem é mais científico, nesse caso? A verdade é óbvia.[MB]

ONU adverte líderes sobre protestos de 7 bilhões

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu nesta segunda-feira os líderes mundiais de que poderão enfrentar protestos de um mundo formado por 7 bilhões de pessoas, a menos que resolvam o problema da desigualdade. Fome no leste da África, conflitos na Síria e protestos em Wall Street: segundo Ban Ki-moon, há um “descontentamento crescente” e uma “perda de confiança em que os governos e instituições públicas farão a coisa certa”. “Nosso mundo tem contradições terríveis”, disse Ban Ki-moon numa entrevista coletiva sobre o anúncio da ONU de que a população mundial chegou a 7 bilhões. “Há muita comida, mas 1 bilhão de pessoas passam fome. Esbanjamento para poucos e pobreza para muitos outros.” O secretário-geral da ONU disse que levará seu alerta para a reunião do G-20 nesta semana, em Cannes. “Em que tipo de mundo nasceu o bebê de número 7 bilhões? Que tipo de mundo queremos para nossas crianças?”

Ban Ki-moon dirá aos líderes das 20 maiores economias do mundo que, apesar da crise internacional, “não podemos abandonar aqueles que são os mais atingidos [...] Temos que dar poderes às mulheres e aos jovens. Em todo o mundo, eles foram às ruas exigindo seus direitos, novas oportunidades, e voz em seu futuro.” Segundo o secretário-geral da ONU, a reunião do G-20 em Cannes deve lidar com esses problemas “de modo direto”. “A população mundial quer respostas de seus líderes. Ela espera soluções, e não meias medidas ou desculpas.”

Ban Ki-moon e outros líderes fugiram das perguntas sobre onde o bebê de número 7 bilhões teria nascido, alegando que aquela era uma “declaração simbólica”, com o objetivo de chamar atenção para os desafios da explosão demográfica.

(Terra)

Nota: Que momento ideal para o surgimento de um líder mundial; o “salvador da pátria”...[MB]

sexta-feira, novembro 04, 2011

Leis da Física variam ao longo do Universo?

Um dos mais queridos princípios da ciência - a constância das leis da física - pode não ser verdadeiro. Um estudo publicado na mais conceituada revista de física, a Physical Review Letters, afirma que as leis da natureza podem variar ao longo do Universo. O estudo concluiu que uma das quatro forças fundamentais, o eletromagnetismo, parece variar de um lugar para outro. O eletromagnetismo é medido por meio da chamada constante de estrutura fina, simbolizada pela letra grega alfa (α). Essa constante é uma combinação de três outras constantes: a velocidade da luz (c), a carga do elétron (e) e a constante de Planck (h), onde α = e2/hc. O resultado é cerca de 1/137, um número sem dimensão, o que a torna ainda mais fundamental do que as outras constantes, como a gravidade, a velocidade da luz ou a carga do elétron. Em termos gerais, a constante alfa mede a magnitude da força eletromagnética - em outras palavras, a intensidade das interações entre a luz e a matéria.

Agora, John Webb e seus colegas das universidades de Nova Gales do Sul e Swinburne, na Austrália, e Cambridge, no Reino Unido, mediram o valor de alfa em cerca de 300 galáxias distantes, usando dados do Very Large Telescope do ESO, no Chile. “Os resultados nos deixaram estupefatos”, disse o professor Webb. “Em uma direção, a partir de nossa localização no Universo, a constante alfa vai ficando gradualmente mais fraca, e gradualmente mais forte na direção oposta.”

Isso mostra uma espécie de “eixo preferencial” para o Universo - chamado pelos cientistas de “dipolo australiano” - de certa forma coincidente com medições anteriores que deram origem à teoria do chamado Fluxo Escuro, que indica que uma parte da matéria do nosso Universo estaria vazando por uma espécie de “ralo cósmico”, sugada por alguma estrutura de um outro universo.

“A descoberta, se confirmada, terá profundas implicações para o nosso entendimento do espaço e do tempo, e viola um dos princípios fundamentais da teoria da Relatividade Geral de Einstein”, completou Webb, referindo-se ao princípio da equivalência de Einstein.

O resultado não é uma completa surpresa: as conclusões haviam sido anunciadas pela equipe em 2010. Naquele momento, porém, o estudo ainda não havia sido publicado em uma revista revisada pelos pares - tanta demora para que outros cientistas analisassem o estudo é uma indicação bem clara do impacto que os resultados podem ter sobre todo o edifício científico estabelecido.

O Dr. Webb e seus colegas vêm trabalhando no assunto há muito mais tempo. Seus primeiros resultados vieram em 1999, mas eram baseados em um número menor de galáxias, de uma região mais restrita do céu. Uma das implicações dessas “constantes inconstantes” é que o Universo pode ser infinito.

“Essas violações são de fato esperadas por algumas ‘teorias de tudo’, que tentam unificar todas as forças fundamentais. Uma alteração suave e contínua de alfa pode implicar que o Universo seja muito maior do que a parte dele que conseguimos observar, possivelmente infinito”, propõe o Dr. Victor Flambaum, coautor do estudo.

Outra possibilidade derivada dessa variação na constante alfa é a existência de multiversos, múltiplos universos que podem, de alguma forma, “tocar-se” uns aos outros.

O professor Webb afirma que essa descoberta também pode dar uma resposta muito natural para uma questão que tem intrigado os cientistas há décadas: Por que as leis da física parecem tão bem ajustadas para a existência da vida?

“A resposta pode ser que outras regiões do Universo não são tão favoráveis à vida como nós a conhecemos, e que as leis da física que medimos em nossa parte do Universo são meramente ‘regras locais’. Nesse caso, não seria uma surpresa encontrar a vida aqui”, afirma o cientista. Isso porque basta uma pequena variação nas leis da física para que, por exemplo, as estrelas deixem de produzir carbono, o elemento básico da “vida como a conhecemos”.

Para chegar às suas conclusões, os cientistas usaram a luz de quasares muito distantes como faróis. O espectro da luz que chega até nós, vinda de cada quasar, traz consigo sinais dos átomos nas nuvens de gás que a luz atravessou em seu caminho até a Terra. Isso porque uma parte da luz é absorvida por esses átomos, em comprimentos de onda específicos que revelam a identidade desses átomos - de quais elementos eles são. Essas “assinaturas espectrais”, chamadas linhas de absorção, são então comparadas com as mesmas assinaturas encontradas em laboratório aqui na Terra para ver se a constante alfa é mesmo constante. Os resultados mostraram que não, que alfa varia ao longo de um eixo que parece atravessar o Universo, assim como um eixo magnético atravessa a Terra.

Quanto ao espanto causado pelos resultados, o Dr. Webb afirma que as chamadas leis da física não estão “escritas na pedra”. “O que nós entendemos por ‘leis da natureza’? A frase evoca um conjunto de regras divinas e imutáveis que transcenderiam o ‘aqui e agora’ para se aplicar em todos os lugares e em todos os tempos no Universo. A realidade não é tão grandiosa.

“Quando nos referimos às leis da natureza, estamos na verdade falando de um determinado conjunto de ideias que são marcantes na sua simplicidade, que parecem ser universais e que têm sido verificadas por experimentos. Portanto, somos nós, seres humanos, que declaramos que uma teoria científica é uma lei da natureza. E os seres humanos frequentemente estão errados”, escreveu ele em um artigo na revista Physics World. [O que seria do darwinismo se essa mesma conclusão fosse aplicada a ele? Mas com Darwin ninguém mexe!]

Reação muito semelhante teve um dos pesquisadores responsáveis pelo recente experimento que teria identificado neutrinos viajando a velocidades superiores à da luz, outro achado que contraria as atuais leis da física. Ao falar sobre a controvérsia e as inúmeras tentativas de dar outras explicações para os resultados, o Dr. Sergio Bertolucci afirmou que “um experimentalista tem que provar que uma medição está certa ou está errada. Se você interpretar cada nova medição com as velhas teorias, você nunca terá uma nova teoria”.

E como os cientistas poderão ter certeza de que é hora de investir em uma nova teoria? Se há variação em uma das constantes, é de se esperar que as outras constantes fundamentais também variem. Tudo o que eles terão que fazer será projetar experimentos que possam verificar variações na gravidade, na carga do elétron ou na velocidade da luz.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Apenas uma pergunta, enquanto aguardamos novos dados e conclusões dos cientistas nessa área ainda tão nebulosa da física: Se as leis podem variar em setores diferentes do Universo, o que garante que estejam corretas nossas medições e observações da luz que vem de regiões tão distantes? Por que devo confiar na “assinatura espectral” de um quasar que pode estar numa região do cosmo regida por leis diferentes? Essas leis não poderiam alterar essa assinatura? Minhas perguntas podem não fazer sentido algum. Mesmo assim, prefiro aguardar mais pesquisas antes de abraçar a teoria do Universo eterno, que considero muito improvável e parece de molde a negar o teísmo bíblico. Enquanto isso, aproveitei para consultar uma fonte especializada, o Dr. Eduardo F. Lütz. Ele é astrofísico nuclear, lecionou Matemática, Física e Informática em várias instituições e atualmente ocupa a maior parte de seu tempo desenvolvendo tecnologias de software para a Hewlett-Packard (HP). Leia a resposta dele abaixo [MB].

“O artigo acima menciona dois bons exemplos de como conceitos filosóficos confusos estão prejudicando o entendimento que muitos físicos têm de coisas que lhes deveriam parecer até banais. Vejamos primeiro o problema dos neutrinos mais rápidos do que a luz. Segundo alguns, se confirmado, esse fenômeno violaria leis conhecidas (relatividade) e exigiria uma reformulação. Mas essa concepção é falsa. Nada há na Teoria da Relatividade que proíba partículas de viajarem mais rápido do que a luz. Tenho uma coletânea de artigos da década de 1970 mostrando isso matematicamente. De fato, a possível existência de táquions (partículas mais velozes do que a luz) foi prevista como possibilidade teórica a partir da Relatividade.

“Qual é, então, o motivo da confusão? Assim como ocorre entre biólogos, circulam entre os físicos algumas falácias que tendem a ser aceitas como verdade. Uma delas é um argumento falacioso que conclui que é impossível transmitir um sinal contendo informação que possa viajar mais rápido do que a luz. A ideia básica é a seguinte:

“1. Consideremos dois eventos A e B que ocorrem a certa distância um do outro e que ocorrem simultaneamente na perspectiva de algum observador. Pode-se demonstrar que existem observadores para os quais A ocorre antes de B e também observadores para os quais B ocorre antes de A. A simultaneidade não é absoluta (tudo isso é verdade).

“2. Se um sinal viaja do ponto P1 até o ponto P2 mais rápido do que a luz, então, para algum observador, o sinal chega a P2 antes de ter saído de P1 (verdade).

“3. Se o sinal for refletido em P2 e retornar a P1 mais rápido do que a luz, então, para algum observador, o sinal chegará a P1 antes de ter sido refletido em P2 (verdade).

“4. Portanto, para algum observador, o sinal refletido chega a P1 antes de haver sido emitido, de forma que o emissor, ao receber o sinal antes de emiti-lo, pode decidir não o fazer, o que geraria uma contradição (muitos erros neste item). Portanto, nenhuma partícula capaz de carregar informação pode viajar mais rápido do que a luz (falso).

“A argumentação falaciosa está em 4. O certo é que, segundo a Relatividade, todos os observadores concordarão que o sinal voltará a P1 depois de ter partido, mesmo viajando mais rápido do que a luz. A falácia consiste em imaginar que existe um observador que percebe tanto o fenômeno 2 quanto o 3, o que não é verdade.

“Essa falácia pode ser encontrada em livros-texto de Relatividade. Porém, basta ao estudante utilizar os métodos matemáticos descritos nesses mesmos livros para perceber a falácia. Essa é uma das boas razões para usarmos cuidadosamente métodos matemáticos para conferir a consistência de ideias. E é uma das razões pelas quais teorias que não apresentam uma estrutura matemática explícita jamais deveriam ser consideradas científicas, pois teorias não formais contêm um excesso de esconderijos possíveis para falácias. Teorias realmente científicas podem ser mais facilmente depuradas por qualquer pessoa com suficiente conhecimento.

“O que então precisa ser reformulado se for confirmado que os neutrinos realmente viajam mais rápido do que a luz? Somente o conhecimento (ou a falta dele) que alguns físicos possuem sobre conceitos básicos de Física.

“Vejamos o segundo problema. Encontraram-se evidências de que a ‘constante’ de estrutura fina não é constante, parecendo ter valores ligeiramente diferentes em diferentes pontos do Universo (ok). Portanto, as leis físicas não são as mesmas em toda parte (falso). Uma das cadeiras que lecionei foi Equações Diferenciais. Se algum dos meus alunos dissesse uma coisa dessas no fim do semestre, estaria correndo sério risco de reprovação, pois estaria confuso a respeito de conceitos elementares. Felizmente, não tive caso algum assim. Admira-me ver físicos ‘adultos’ com esse tipo de ideia.

“Vou tentar esclarecer com um exemplo. Imaginemos uma corda de violão. Queremos estudar a propagação de ondas nessa corda. Usamos dois conjuntos de informações para isso: (1) a lei de propagação de ondas (algo universal, independente da corda); (2) informações específicas sobre a corda: densidade, tensão...; e também condições de contorno e condições iniciais.

“Suponhamos que, para calcular a densidade, tenhamos medido a massa da corda e seu comprimento e calculado a razão dessas duas medidas. Usamos agora os dados para que a lei que rege as ondas nos forneça detalhes sobre o comportamento da corda a partir do instante inicial. Nesse momento, temos um modelo matemático do comportamento da corda. A lei que rege a propagação de ondas é representada por uma equação diferencial. Parâmetros como a densidade e a tensão da corda definem o valor de um coeficiente que aparece nessa equação.

“O que acontece se descobrirmos que a corda não é homogênea, mas que sua densidade varia ligeiramente ao longo do seu comprimento? Isso nos mostraria que o modelo que estávamos usando (lei + constantes) precisaria de uma reformulação para ficar mais preciso (era uma boa aproximação antes, mas pode melhorar).

“Por outro lado, se alguém disser que a lei que rege as ondas varia ao longo da corda, estará dizendo um disparate, pois a lei básica continua sendo exatamente a mesma (mesma equação diferencial), mas os detalhes sobre a corda precisam ser revistos. Em particular, um coeficiente que aparece na equação deixa de ser constante neste exemplo e passa a ser uma função da posição. O resultado pode ser entendido como uma nova equação diferencial regendo a corda, mas a equação básica que a gerou permanece a mesma.

“O mesmo se dá com variações de ‘constantes’. As leis básicas continuam exatamente as mesmas, porém, mais detalhes sobre a estrutura do Universo vão sendo descobertos aos poucos, o que afeta a forma como aplicamos as leis ao sistema para entendê-lo.

“Além disso, a humanidade ainda não conhece em profundidade todas as leis físicas, mas já teria condições de saber o suficiente sobre algumas delas para não confundir grandezas com leis.

“Dizendo isso de outra maneira, o conhecimento atual da humanidade em termos de Física ainda é bastante limitado, porém, é muito mais confiável do que parece diante da confusão filosófica que parece dominar a mente de muitos físicos.”

Fim do mundo previsto pelos maias: erro interpretativo

O prognóstico maia do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação, segundo revela o conteúdo da exposição “A Sociedade e o Tempo Maia” inaugurada recentemente no Museu do Ouro de Bogotá. O arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) e um dos curadores da mostra, Orlando Casares, explicou à Agência Efe que a base da medição do tempo dessa antiga cultura era a observação dos astros. Eles se baseavam, por exemplo, nos movimentos cíclicos do Sol, da Lua e de Vênus, e assim mediam suas eras, que tinham um princípio e um fim. “Para os maias não existia a concepção do fim do mundo, por sua visão cíclica”, explicou Casares, que esclareceu: “A era conta com 5.125 dias, quando esta acaba, começa outra nova, o que não significa que irão acontecer catástrofes; só os fatos cotidianos, que podem ser bons ou maus, voltam a se repetir.”

Para não deixar dúvidas, a exposição do Museu do Ouro explica o elaborado sistema de medição temporal dessa civilização. “Um ano dos maias se dividia em duas partes: um calendário chamado ‘Haab’ que falava das atividades cotidianas, agricultura, práticas cerimoniais e domésticas, de 365 dias; e outro menor, o ‘Tzolkin’, de 260 dias, que regia a vida ritualística”, acrescentou Casares.

A mistura de ambos os calendários permitia que os cidadãos se organizassem. Dessa forma, por exemplo, o agricultor podia semear, mas sabia que tinha que preparar outras festividades de suas deidades, ou seja, “não podiam separar o religioso do cotidiano”.

Ambos os calendários formavam a Roda Calendárica, cujo ciclo era de 52 anos, ou seja, o tempo que os dois demoravam a coincidir no mesmo dia. Para calcular períodos maiores utilizavam a Conta Longa, dividida em várias unidades de tempo, das quais a mais importante é o “baktun” (período de 144 mil dias); na maioria das cidades 13 “baktunes” constituíam uma era e, segundo seus cálculos, em 22 de dezembro de 2012 termina a presente.

Com essa explicação querem demonstrar que o rebuliço espalhado pelo mundo sobre a previsão dos maias não está baseado em descobertas arqueológicas, mas em erros, “propositais ou não”, de interpretação dos objetos achados dessa civilização.

De fato, uma das peças-chave da mostra é o hieróglifo 6 de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, neste dezembro, a qual se refere à vinda de Bolon Yocte (deidade maia), mas a imagem está deteriorada e não se sabe com que intenção.

A mostra exibida em Bogotá apresenta 96 peças vindas do Museu Regional Palácio Cantão de Mérida (México), onde se pode ver, além de calendários, vestimentas cerimoniais, animais do zodíaco e explicações sobre a escritura. [...]

(Yahoo Notícias)

Leia também: "Pedra maia fala da chegada do 'senhor dos céus'", "Calendário maia" e "Mundo não acaba em 2012"

Apresentação: A Chave de Gálatas

Clique aqui para fazer o download da apresentação em PowerPoint.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Thor: uma paródia do Filho de Deus

A encarnação de Jesus Cristo é a mais linda, profunda e significativa história de todos os tempos, afinal, trata-se da saga do Deus que Se fez homem para revelar o caráter da Divindade e para morrer em lugar da humanidade devedora, saldando definitivamente essa dívida chamada pecado - história anunciada séculos antes nas profecias messiânicas das Escrituras Hebraicas. O tema é tão vasto e maravilhoso que Ellen White afirma que por toda a eternidade ele será objeto do estudo dos remidos, dos anjos e das raças não caídas. E quanto mais for estudado, mais facetas serão reveladas dessa verdade tremenda. É curioso notar que muitas culturas antigas guardam resquícios dessa história, embora com alguns acréscimos, modificações e (muitas) distorções. Por vários motivos (históricos, arqueológicos, científicos, de fé, etc.), creio que a Bíblia preserva a história verdadeira, com cores vivas, porém, sem os elementos míticos e até absurdos típicos de outras culturas, nas quais há mistura de paganismo, misticismo, crendices e geralmente lendas passadas de pai para filho, segundo a tradição oral.

Uma dessas mitologias, que possivelmente reflita elementos do relato da redenção segundo a Bíblia, é a história do deus do trovão Thor e do reino de Asgard, encontrada na cultura nórdica e popularizada recentemente em filme adaptado dos quadrinhos da Marvel. Thor é filho do “pai de todos”, o deus Odin. O irmão de Thor se chama Loki (na mitologia, Loki é um personagem de origem obscura) e tem inveja do deus do trovão, já que este é que está sendo preparado para ocupar o trono do pai. Loki pode ser considerado um deus dos enganos, pois se vale de artimanhas e ilusionismo para alcançar seus objetivos.

Ocorre que Thor (pelo menos o do filme) se mostra despreparado para o trono. É arrogante e impetuoso. Quando quase envolve Asgard numa guerra sangrenta com os gigantes do gelo, Thor é banido por Odin, sendo enviado sem poderes para a Terra, onde aprende a se sacrificar pelos outros, adquirindo a dignidade necessária para voltar a empunhar seu martelo mágico Mjolnir e a receber de volta seus poderes de deus.

A despeito das divergências entre as histórias bíblica e nórdica, as semelhanças saltam à vista. Loki passa a odiar o irmão e inicia uma rebelião, traindo Odin. Thor é enviado à Terra sem poderes e volta para Asgard, depois de cumprir sua missão aqui. No fim dos tempos, Odin conduzirá os deuses e os homens contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarök. Durante essa batalha, Thor matará e será morto pela cria de Loki, Jörmungandr, uma serpente tão grande que envolve a Terra.

Segundo o filme, muito tempo atrás, os asgardianos vieram à Terra libertá-la dos ataques dos gigantes do gelo. Por isso os nórdicos passaram a considerar essa raça poderosa como deuses (numa sugestão de que, na verdade, o povo de Asgard seria extraterrestre, como tanto interesse a Hollywood atualmente).

Para mim, duas conclusões são possíveis, levando-se em conta as semelhanças e diferenças entre as histórias: (1) a história verdadeira da rebelião no Céu entre Lúcifer e o filho de Deus, Jesus (ou Miguel), encontra eco em diversas culturas, assim como ocorre também com os relatos da criação e do dilúvio; no entanto, à semelhança do que acontece na brincadeira do telefone sem fio, a transmissão desse relato de geração para geração e de povo para povo acabou promovendo distorções e incorporando acréscimos, processo típico da mitologização de histórias; (2) o inimigo de Deus tem grande interesse em disseminar mitologias que se assemelhem ao relato bíblico, pois, assim, leva as pessoas a considerar o relato escriturístico (preservado em papel e tinta numa língua sempre conhecida e inalterada) também um mito.

Thor: paródia ou resquício da história do Filho de Deus? Talvez ambas as coisas.

Michelson Borges

Leia também: "Jesus Cristo: um plágio?", "Que deus está vindo?" e "Deuses e super-heróis"

Curiosidade: Os anglo-saxões deram o nome de Thor ao quinto dia da semana, Thursday, ou Thor’s day; o mesmo aconteceu entre os escandinavos, que chamaram a quinta-feira de Torsdag, e no idioma alemão, em que a quinta-feira se chama Donnerstag (donner = trovão; tag = dia).

Depois dos bruxos, vampiros e anjos, vêm aí os zumbis

Durante o American Film Market, a Summit divulgou a primeira imagem de Sangue Quente (Warm Bodies), a adaptação ao cinema do livro de Isaac Marion que combina romance e zumbis. Veja foto ao lado, Teresa Palmer agarrada no “zumbi galã” vivido por Nicholas Hoult. A história se passa num cenário pós-apocalíptico e segue um zumbi chamado R (Hoult) em crise existencial, que faz uma amizade improvável com uma humana, a namorada (Palmer) de uma de suas vítimas. O envolvimento dos dois acaba despertando uma reação em cadeia que causa uma transformação nele e nos outros desmortos. [...] O livro Sangue Quente foi lançado no Brasil pela editora LeYa. O filme chega aos cinemas dos EUA em agosto de 2012.

(Omelete)

Nota: O leitor Thiago Souza Ravani destacou o seguinte: “O interessante é o comentário a seguir, que se encontra no site: ‘Newton (02/11/2011) - Não vejo a hora d lançarem um filme em que o Curupira se apaixona pela filha de um produtor de soja. Tendência do cinema: romantizar tds as criaturas malignas!’” Claro que há uma intencionalidade por trás dessas produções. Aos poucos, seres que causavam pavor em gerações passadas (quando eu era criança, morria de medo de ouvir palavras como “bruxa” e “vampiro”) vão se tornando “simpáticos” para a geração atual. Leitores, fãs e telespectadores estão torcendo por seres que anteriormente eram os vilões nas histórias. Talvez sem perceber (não sei...), autores e produtores estão contribuindo para o preparo do cenário de algo bem maior e para a aceitação do inaceitável.[MB]

Beber moderadamente aumenta risco de câncer de mama

As mulheres que bebem, mesmo moderadamente, têm maior risco de sofrer de câncer de mama que as demais, revela um estudo realizado nos Estados Unidos. Mulheres que consomem entre três e seis copos de bebida alcoólica por semana têm 15% mais risco de desenvolver câncer de mama que as abstêmias, afirma a pesquisa realizada pelas escolas de medicina de Brigham e de Harvard e pelo Women’s Hospital. As mulheres que consomem em média dois copos diários de álcool têm 51% mais risco de desenvolver câncer, revela o estudo, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA). A pesquisa envolveu 105.986 mulheres, que responderam a uma bateria de perguntas sobre sua saúde e consumo de álcool entre 1980 e 2008. O resultado apresenta um dilema para as pessoas que consomem pequenas doses diárias de álcool, como um copo de vinho, para cuidar do coração. Os autores do estudo destacam que a razão do aumento do risco de câncer de mama entre as mulheres que bebem permanece desconhecida, mas acreditam que há relação com o aumento dos hormônios sexuais nas que consomem bebidas alcóolicas.

(BOL Notícias)

Nota: Vale a pena, por causa dos benefícios ao coração, se expor a tantos outros malefícios? Infelizmente, é o que o marketing multimilionário das empresas produtoras de bebidas alcoólicas tenta nos fazer crer. Detalhe: o benefício para o coração atribuído ao vinho, na verdade, está presente na uva. Portanto, coma uvas e beba suco do uva. Esses não têm contraindicação.[MB]

quarta-feira, novembro 02, 2011

Abduções alienígenas são construções da mente

Pesquisadores americanos acreditam ter desenvolvido o primeiro experimento no mundo que prova que as experiências de abduções alienígenas e encontros com extraterrestres podem ser criadas pela mente, e não acontecimentos reais. Estudiosos do Centro de Pesquisa de Experiência Extracorpórea, em Los Angeles, recrutaram pessoas para um experimento. Os pesquisadores pediram a elas que, após acordarem ou se tornarem lúcidas durante a noite, fizessem uma série de tarefas mentais que poderiam levá-las a vivenciar experiências extracorpóreas – como encontros com alienígenas. Os participantes tinham que tentar separar eles mesmos dos seus corpos todas as vezes em que eles ficassem semidespertos ou lúcidos. Se eles conseguissem sonhar que estavam fora de seus corpos durante o sono, os participantes deviam então procurar por alienígenas presentes em suas casas.

Algumas pessoas conseguiram atingir esse estágio na primeira tentativa, enquanto outras levaram mais tempo. Alguns participantes conseguiram se separar dos seus corpos, mas tiveram medo demais para saírem em busca de extraterrestres.

Os resultados da análise do experimento mostraram que mais da metade dos participantes teve pelo menos uma experiência extracorpórea completa ou parcial. Sete dessas pessoas foram capazes de estabelecer contato com OVNIs (objetos voadores não identificados) e extraterrestres durante o sono.

“Quando as pessoas vivenciam abduções alienígenas durante a noite, elas normalmente não sabem que na verdade estão em sono REM e tendo uma experiência extracorpórea”, explica o pesquisador Michael Raduga. “É muito realista e as pessoas não conseguem entender como isso acontece. [Nosso estudo] mostra que não é sobre alienígenas, é sobre habilidades humanas, e isso pode acontecer com quase todo mundo.”

(Live Science, 26 de outubro de 2011)

Nota: “Habilidades humanas”... Bem, isso pode ser, sem dúvida, uma das causas/explicações. Ainda mais quando se sabe que cientistas já conseguiram até mesmo induzir a experiência “extracorpórea”. Mas existe perigo também em se considerar todos esses fenômenos como charlatanice ou pensar que todos podem ser cientificamente explicados. O inimigo de Deus certamente tem interesse em propagar, por meio dessas experiências, a ideia de que existe vida imediata após a morte e que o ser humano teria dentro de si uma alma ou espírito que poderia viver independentemente do corpo. Essa ideia é pagã, mas foi aos poucos assimilada pela cultura ocidental (especialmente graças ao espiritismo), com uma ajudinha das filosofias orientais. Extraterrestres existem? Sim (confira aqui), mas não são o que as pessoas geralmente pensam que são.[MB]

Leia também: “Ator confirma relação entre espiritismo e ufologia”

Mudanças climáticas e o aumento das catástrofes

Seca, inundações, ciclones e incêndios: os desastres climáticos estão mais frequentes e intensos com o aquecimento global provocado por atividades humanas [sic]. A tendência é que esta situação se agrave, alerta um relatório da ONU sobre o clima. Claro que o impacto do aquecimento climático sobre os eventos depende de sua natureza e de sua distribuição, muito desigual, entre as diferentes regiões do mundo. Além disso, o nível de certeza das previsões formuladas por especialistas varia com a quantidade e a qualidade dos dados disponíveis. Mas os centenas de cientistas que redigiram este relatório para o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) são contundentes: os eventos climáticos extremos serão, no geral, mais graves e mais frequentes nas próximas décadas, um risco a mais para a maior parte dos habitantes de nosso planeta.

“Este é o maior esforço já realizado para avaliar o modo como as catástrofes estão mudando”, afirmou Neville Nicholls, professor da Universidade Monash de Melbourne e coordenador de um dos capítulos desse relatório, que deve ser revisado pela ONU durante a reunião em Kampala, antes da publicação, programada para o dia 18 de novembro. Essa publicação coincide com uma série de catástrofes naturais devastadoras que suscitaram muitas interrogações e inquietações.

Em 2010, temperaturas recordes favoreceram incêndios que destruíram florestas da Sibéria, enquanto o Paquistão e a Índia sofreram com inundações sem precedentes. Neste ano, os Estados Unidos registraram um número recorde de desastres, desde o transbordamento do Mississippi e do Missouri até o furacão Irene, passando pela seca terrível que afeta atualmente o Texas. Na China, regiões inteiras sofrem com secas intensas, enquanto chuvas devastam a América Central e a Tailândia.

Trata-se apenas de anormalidades climáticas momentâneas ou são consequências, profundas e duráveis, do aquecimento global? A maior parte desses eventos é consequência do aquecimento climático produzido por ação humana [sic]: aumento das temperaturas, do teor de água na atmosfera e da temperatura dos oceanos, segundo o relatório. Todos eles são fatores propícios para agravar e provocar eventos climáticos extremos.

De acordo com o relatório, apoiado em centenas de estudos publicados nos últimos anos, é quase certo que, de 99% a 100%, a frequência e a magnitude dos recordes diários de calor vai aumentar em escala planetária neste século 21. E é também muito provável (90% a 100%) que a duração, a frequência e a intensidade das ondas de calor continuarão a aumentar em quase todas as regiões. Os picos de temperatura vão provavelmente (66% a 100% de certeza) aumentar em relação ao fim do século 20, até 3°C em 2050 e 5°C até 2100.

Muitas áreas, particularmente os trópicos e as latitudes elevadas, vão enfrentar chuvas e neves mais intensas. Paralelamente as secas vão se agravar em outros pontos do globo, em especial no Mediterrâneo, na Europa Central, na América do Norte, no nordeste do Brasil e na África austral.

O aumento do nível dos mares e da temperatura das águas vai provocar ciclones mais destrutivos, enquanto o derretimento das geleiras e do permafrost, combinada com mais precipitações, poderá provocar mais deslizamentos, diz o IPCC.

(Veja)

Nota: Ninguém nega que as catástrofes climáticas e geológicas estejam aumentado em anos recentes. O fator discutível é o papel humano nisso tudo. Sem dúvida que as atividades poluidoras do ser humano podem contribuir (e provavelmente estejam contribuindo) para o aquecimento, mas certamente não constituem o maior problema. Segundo pesquisas de astrônomos, a atividade solar se constitui no maior fator de aquecimento da Terra. A quem interessa colocar toda a culpa no ser humano? Que interesses estão por trás dessa engenharia social? Pesquise sobre ECOmenismo aqui no blog. De qualquer forma, independentemente de qual ou quais sejam as causas diretas dessas catástrofes, uma coisa é certa: elas cumprem as profecias. Confira: [MB]

“Antes que o Filho do homem apareça nas nuvens do céu, tudo na natureza estará em convulsão. Raios do céu unindo-se ao fogo na Terra farão com que as montanhas queimem como uma fornalha e lancem suas torrentes de lava sobre aldeias e cidades. Massas derretidas de rochas lançadas na água pela sublevação das coisas ocultas na Terra farão ferver a água e arremessarão pedras e terra. Haverá fortes terremotos e grande destruição de vidas humanas” (Ellen White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 946).

“Quão frequentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo” (Ellen White, Profetas e Reis, p. 277).

Leia também: "México faz apelo a EUA e China sobre acordo climático"

Como proteger seus filhos na internet

Você sabe por onde seus filhos navegam na internet? Você sabe como saber por onde seus filhos navegam na internet? E sabe como orientá-los para navegar na internet? Se sua resposta foi “não” a pelo menos uma das três perguntas, você não pode deixar de ler Como Proteger Seus Filhos na Internet (Editora Novo Conceito, 246 páginas). E mesmo que sua resposta tenha sido “sim”, ainda vale a pena ler. O autor, Gregory S. Smith, é vice-presidente e diretor executivo de informação do Departamento de TI da World Wildlife Fund, em Washington, DC, e professor-adjunto nos programas de pós-graduação em negócios e educação na School of Professional Studies, na Johns Hopkins University. Além disso, é especialista na área da tecnologia e pai de dois filhos adolescentes. Resumindo: ele é a pessoa certa para escrever o que escreveu.

Para Smith, deixar a criança diante de um computador com acesso à internet, sem qualquer tipo de monitoração, é a mesma coisa que colocá-la numa esquina e não ficar vendo o que acontece. Em seu livro, ele apresenta os riscos da internet, inclui detalhes de tragédias recentes do mundo real (inclusive um diálogo explícito mantido entre um predador sexual e uma adolescente, o que torna a leitura não recomendável para crianças) e revela alguns segredos das atividades on-line.

Smith começa chamando a atenção dos pais: “Não tenha medo de ser pai/mãe. Alguns pais com quem conversei estão mais interessados em ser o melhor amigo dos filhos. Às vezes, é importante desempenhar os dois papeis, mas os pais nunca deveriam se esquecer do fato de que têm a obrigação e a responsabilidade de agir como pais e de proteger seus filhos” (p. 22). Em alguns momentos, o livro se torna até técnico, mas o autor justifica essa necessidade pelo fato de que, “quando os jovens atingem a idade dos 14 ou 15 anos, já terão ultrapassado completamente seus pais no que diz respeito ao conhecimento de informática e internet. Se não forem monitoradas, essas crianças podem entrar em confusão, quer queiram, quer não. Os pais têm a obrigação e o direito de criar, educar e proteger seus filhos contra os riscos associados à internet” (p. 70). E para protegê-los, precisam estar bem informados.

Smith descreve programas de monitoração, dá dicas de utilização e afirma, sobretudo, que o melhor caminho é conversar abertamente com os filhos sobre os riscos associados à internet, firmando com eles, inclusive, um contrato de uso dos equipamentos com os quais navegam na rede (computadores, PDAs e celulares – aliás, segundo ele, nenhuma criança deveria ter celular com acesso à internet).

No último capítulo, o autor defende a ideia de que “ser pai ou mãe significa fazer a correta mescla de amor, aprendizado, instrução e firmeza”. Imagino que amor você já tenha de sobra. Mas se precisa de informação para aplicar os outros elementos da mescla, Como Proteger Seus Filhos na Internet certamente poderá ajudá-lo(a).

Michelson Borges

Leia também: “Pescadores ou pescados”

terça-feira, novembro 01, 2011

Dilúvio: águas de cima e de baixo

Cientistas encontraram embaixo da Ásia oriental uma reserva de água do tamanho do Oceano Ártico (clique aqui para conferir). Outras evidências de grandes massas de água subterrâneas já foram descobertas no passado (confira). A descoberta do sismólogo
Michael Wysession, da Washington University, em St. Louis, e de um aluno dele, Jesse Lawrence, será publicada em detalhes pela American Geophysical Union. O livro bíblico de Gênesis (7:11) afirma que “no ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram”. A descoberta de Wysession, Lawrence e outros parece explicar a água proveniente do “grande abismo”. Mas o que dizer das “janelas do céu”? Alguns criacionistas teorizam que havia um dossel atmosférico de vapor d’água que teria condensado e se precipitado sobre a Terra. Mas seria possível adicionar outro elemento a essa inundação que veio do alto: os meteoritos.

“Cometas podem carregar muita água e o impacto de um em nosso planeta pode ter trazido uma grande quantidade, mas não toda ela, dizem especialistas” (fonte). Assim, uma intensa chuva de meteoritos (e há muitas evidências desse grande bombardeamento aqui, na Lua e em outros planetas, como Marte) poderia adicionar grandes quantidades de água, aumentando a inundação que cobriu todos os montes “que havia debaixo de todo o céu” (Gênesis 7:19; e é bom lembrar que, antes da tectonia de placas e do vulcanismo, os montes não eram tão altos como hoje). Além disso, o impacto dos meteoritos poderia causar megatsunamis e mesmo romper a crosta terrestre, liberando imensas quantidades de lava (também há muitas evidências desses imensos derrames) e água sob pressão (as fontes do abismo).

Curiosamente, os cientistas (darwinistas/naturalistas) aceitam a possibilidade de ter havido um dilúvio em Marte (os meteoritos cheios d’água poderiam explicar isso lá também), embora a água pareça ter desparecido do planeta vermelho. Mas se negam a aceitar a ocorrência do dilúvio aqui na Terra. Por quê? Seria por que essa história é mais bem descrita num livro antigo chamado Bíblia, rejeitado como fonte de informações científicas? Seria bom que eles soubessem que a Bíblia não contradiz as observações geológicas.[MB]

Leia também: “Inner Earth May Hold More Water Than the Seas” e "A participação dos cometas na grande inundação"

Religião pode afetar a saúde das pessoas

Pesquisadores da Universidade de Rhode Island, nos EUA, deram uma volta pelo país e reuniram mais de 13 mil líderes religiosos, entre pastores, padres e rabinos. Mas não se tratava de nenhum congresso sobre fé ou espiritualidade, e sim de uma pesquisa sobre saúde. O objetivo: descobrir se a religião pode influenciar as pessoas a cuidar melhor do corpo. Cada um dos líderes religiosos respondeu a um questionário sobre os hábitos de vida dos fieis de sua região (tais como frequência de exercícios físicos, alimentação e preocupação com doenças). Em paralelo, todos os 13 mil voluntários tiveram medidos seu IMC (Índice de Massa Corporal) e outros indicadores de saúde. O resultado mostrou que existe, de fato, relação entre as duas coisas. Quanto mais saudável o guia religioso, em linhas gerais, mais saudável era a comunidade para quem ele ministrava a palavra. E isso está relacionado com vários fatores; desde a preocupação do templo em incentivar que a população frequente o médico até o tipo de comida servido em cerimônias e piqueniques das congregações.

Os pesquisadores explicaram que o estudo foi focado em templos religiosos devido a um fator sociológico: mais de 40% dos americanos frequentam alguma espécie de templo, no mínimo uma vez por semana. Dessa forma, como defendem os pesquisadores, não seria de se surpreender que os indicadores tivessem relação um com o outro.

O que faz diferença, conforme apuraram os pesquisadores, são as atividades sociais que a igreja promove. Os templos Luteranos e Metodistas, que foram considerados os mais saudáveis, chegam a promover atividades esportivas para os fieis. A qualidade de vida de cada religioso, em geral, foi proporcional à preocupação que os grupos religiosos dedicam à saúde.

(Hypescience)

Dom de línguas: até o Jô Soares entende