quinta-feira, dezembro 08, 2011

Superpredador primitivo [?] tinha olho de alta precisão [!]

Fósseis recém-descobertos revelam que o primeiro superpredador da história da Terra contava com olhos à frente de seu tempo [!] para localizar presas no oceano. Com pelo menos 16 mil lentes de formato hexagonal (provavelmente eram bem mais), os olhos do Anomalocaris eram mais poderosos do que os da maioria de seus parentes vivos hoje [!], embora ele tenha vivido há 515 milhões de anos [segundo a esticada cronologia evolucionista], quando ainda nem havia animais terrestres. Embora o bicho (cujo nome científico quer dizer “camarão anômalo”) seja conhecido dos paleontólogos há tempos, versões bem preservadas de seus olhos nunca tinham sido achadas. Isso mudou graças aos fósseis vindos da ilha Kangaroo, na Austrália, e analisados pela equipe de John Paterson, da Universidade da Nova Inglaterra. O material é tão bom que permite a visualização individual dos omatídios, as pequenas lentes que, juntas, perfazem o olho composto.

Se você pensou numa mosca, acertou: é o mesmo tipo de visão hoje empregada pelos insetos e por outros membros do grupo dos artrópodes, como os camarões. A descoberta desse tipo de visão no Anomalocaris ajuda justamente a reforçar a ideia de que a criatura é aparentada aos ancestrais dos artrópodes, afirmam os cientistas responsáveis pelo achado.

A visão aguçada reforça outros elementos da anatomia da criatura - cauda e nadadeiras poderosas, corpo hidrodinâmico e apêndices bucais - que sugerem um predador ágil e feroz. Para os paleontólogos australianos, ele devia nadar em águas rasas e claras, nas quais sua visão seria útil.

A revista científica Nature, na qual a descrição dos olhos do Anomalocaris está saindo, colocou o invertebrado extinto na sua capa e ainda fez piada na manchete. Citando a célebre resposta do Lobo Mau à pergunta de Chapeuzinho Vermelho, a publicação diz que os olhos grandes do Anomalocaris “são para te ver melhor”.

(Folha.com)

Nota: Tem horas em que não acredito nas coisas que leio! Como os darwinistas têm coragem de chamar “primitivo” um ser vivo cuja complexidade supera a dos seus “parentes” atuais? E mais: Como, num tempo evolutivamente tão recuado, pode ter existido um tipo de olho tão extremamente complexo? (É bom lembrar que o Anomalocaris faz parte da enigmática explosão cambriana.) É mais uma evidência de que complexidade específica pode ser observada de alto a baixo na coluna geológica, deitando por terra a ideia de “ancestrais primitivos” que teriam dado origem a seres mais complexos à medida que se avança pelo tempo (um dos “deuses” da evolução). Tudo o que os darwinistas conseguem ver é a semelhança entre o olho do Anomalocaris e o das moscas, por exemplo, como se isso indicasse ancestralidade e não a assinatura do Designer. O mesmo ocorre com lulas e seres humanos, mas ninguém sugere ancestralidade direta entre ambos. Quando se avança tanto assim no passado (levando em conta a escala de tempo evolucionista), fica a pergunta: Como pode ter havido tempo suficiente para a evolução de seres tão complexos? Eles simplesmente surgem de repente no registro fóssil? O mesmo ocorre com a água viva (confira) e com o trilobita (confira). Os olhos grandes do Anomalocaris deveriam abrir os olhos de quem faz vista grossa para as evidências.[MB]

Leia também: “Encontrado animal marinho com olhos de cristal” e “O pior cego é o que não quer ver”

Robôs vão construir torre de 6 m de altura sozinhos

Robôs voadores, também chamados de quadricópteros, vão usar 1,5 mil blocos/módulos de isopor para erguer uma edificação de 6 m de altura e 3,5 m de diâmetro. Autômatos, ele têm sensores eletrônicos para garantir movimento preciso e permitir a intercomunicação, além de mecanismo para evitar colisões entre si. Os quadricópteros automáticos são controlados por uma central, que os monitora a uma taxa de 370 frames por segundo dentro de uma arena especial de 10 m.

(Terra)

Comentário do leitor Valter Baiecijo: “Esses robôs constroem, na verdade, empilham blocos, formando a torre, e isso é uma maravilha! Tudo bem, mas o que falar das capacidades dos animais (cupins, abelhas, joão-de-barro, pássaro tecelão) que realmente constroem, com sistemas muito mais complexos?”

Clique aqui, aqui e aqui para conferir as obras dos arquitetos da natureza.

Coreia do Norte constrói míssil capaz de alcançar EUA

A Coreia do Norte construiu seu primeiro míssil balístico intercontinental capaz de alcançar o território dos Estados Unidos, apontou nesta terça-feira o jornal The Washington Times, que cita informantes do governo do presidente Barack Obama. O artigo indica que cinco legisladores republicanos na Câmara de Representantes revelaram a informação em carta que enviaram ao chefe do Pentágono, Leon Panetta, na qual o questionam sobre os dados levantados pelos serviços de inteligência. Segundo os funcionários do governo que falaram com o Times, e que o jornal não identifica, os analistas e serviços de inteligência acreditam que o míssil pode ser um variante do projétil Musudan, de alcance médio, cuja existência foi revelada publicamente em outubro de 2010.

“Outros dados dos serviços de inteligência apontam que o novo míssil balístico intercontinental pode estar sendo desenvolvido em uma instalação de testes no litoral oeste da Coreia do Norte”, acrescentou.

Até agora, os mísseis de longo alcance conhecidos do arsenal norte-coreano são o protótipo Taepodong-1, lançado de uma rampa, e o Taeopodong-2, que também pode ser lançado do espaço e que foi testado em abril de 2009.

Os mísseis móveis, como os que supostamente estão sendo desenvolvidos na Coreia do Norte, são mais difíceis de localizar e mais fáceis de serem ocultados, além de apresentarem facilidades no lançamento.

(Terra)

Nota: Notícias de um mundo cada vez mais perigoso e instável.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Semente de dois mil anos ainda produz vida

A árvore, agora com 2,5 metros de altura, foi cultivada a partir de uma semente de dois mil anos de idade, que arqueólogos encontraram em uma escavação em Masada, na década de 1960, e foi plantada quinta-feira, em Kibbutz Ketura. Uma equipe de pesquisadores inicialmente plantou a semente em um local secreto a fim de que não fosse roubada. Agora, espera-se que a planta, que é de uma espécie rara, produza frutos que possam ser usados para fins medicinais e como alimento. Alguns anos atrás, o Dr. Sarah Sallon, especialista em medicina natural na Organização Médica Hadassah, ficou sabendo que a Bar-Ilan University tinha as sementes encontradas durante a escavação arqueológica. Ele recebeu algumas e as transferiu para a Dra. Elaine Solway, do Instituto de Estudos Ambientais Arava, em Ketura. A árvore plantada na quinta-feira foi a primeiro que brotou. O experimento foi publicado na prestigiosa revista Science. Testes com carbono-14 foram feitos na Universidade de Zurique e os resultados mostraram que a semente é do período do cerco romano de Masada, ou seja, dois milênios atrás.

(Informações do The Jerusalem Post)

Nota: Como comentou um amigo, o que é fantástico aqui é que aquilo que o ser humano produz não dura tanto assim a ponto de ser recuperado um dia e voltar a funcionar a contento. No caso da semente, a transmissão de informação genética foi preservada por uma latência até então desconhecida! Já pensou um notebook que fosse encontrado daqui a dois mil anos, plenamente funcional?[MB]

Leia também: "As sequóias poderiam indicar a data do Dilúvio?"

Igreja luterana realiza “missas tecno” para atrair jovens

O reverendo de uma igreja luterana de Estocolmo, na Suécia, criou um tipo de missa diferente na tentativa de atrair os jovens para as reuniões religiosas. Olle Idestrom, líder da Igreja de Todos os Santos (que, apesar do nome similar, não tem ligação com a fé mórmon), começou a realizar “missas tecno” nas noites de sexta-feira.

(G1 Notícias)

Nota: Guardadas as proporções, quando outras igrejas se utilizam de músicas populares (com estilo contemporâneo, porém “mundano”) no afã de agradar e atrair os jovens, não estariam indo pelo mesmo caminho equivocado? O correto não é convidar as pessoas para conhecer Jesus e ter seus gostos e preferências mudados por Ele? Ellen White diz que, quando a igreja se aproxima do “mundo” com o objetivo de ganhar o “mundo”, acaba perdendo seus membros para o “mundo”.[MB]

Governos fazem espionagem em massa

O site Wikileaks divulgou nesta quinta-feira (1) um sistema de espionagem em massa realizado por governos de diversos países em telefones celulares, computadores e também nos perfis de redes sociais de seus cidadãos. A prática, diz o documento, é adotada por ao menos 25 nações (entre elas o Brasil) por intermédio de 160 empresas de inteligência. “Na prática, essa indústria [de espionagem] não é regulamentada. Agências de inteligência, forças militares e autoridades policiais podem, de forma silenciosa, em massa e secretamente, interceptar ligações e controlar computadores sem a ajuda ou conhecimento de empresas de telecomunicações. A localização física do usuário pode ser traçada se ele tiver um telefone celular, mesmo que o aparelho esteja em stand by”, afirma o documento do Wikileaks.

Esse vazamento foi chamado de projeto Spy Files (arquivos espiões) e, segundo o Wikileaks, mais informações serão publicadas sobre esse tipo de espionagem ainda nesta semana e também no próximo ano. O projeto fala ainda sobre a existência de muitas empresas que vendem equipamentos de espionagem em massa para agências de inteligência.

“Nos últimos dez anos, sistemas para espionagem indiscriminada em massa tornaram-se a regra. Empresas de inteligência como a VasTech vendem secretamente equipamentos que registram de forma permanente chamadas telefônicas de nações inteiras. Outras gravam a localização de cada telefone celular em uma cidade [...]. Sistemas para infectar cada usuário do Facebook ou de smartphone de um grupo inteiro de pessoas estão no mercado de inteligência”, diz o documento do Wikileaks. [...]

(UOL)

terça-feira, dezembro 06, 2011

Luz é gerada pelo vácuo – mas vácuo não é “nada”

Cientistas conseguiram produzir luz a partir do vácuo. A realização do experimento, previsto há mais de 40 anos, coube a Christopher Wilson e seus colegas da Universidade Chalmers, na Suécia. O grupo conseguiu capturar fótons que pululam do vácuo quântico, aparecendo e desaparecendo continuamente. O experimento é baseado em um dos mais estranhos, mas mais importantes princípios da mecânica quântica: o princípio de que o vácuo pode ser tudo, menos um vazio “repleto de nada”. Na verdade, o vácuo está repleto de partículas que estão flutuando continuamente entre a existência e a inexistência: elas surgem do nada - ou melhor, do vácuo quântico - têm uma vida efêmera e desaparecem novamente. Seu tempo de vida é tão curto que esses fótons são mais comumente conhecidos como partículas virtuais.

O que os pesquisadores fizeram foi pescar alguns desses fótons e dar-lhes a eternidade em termos quânticos, ou seja, transformá-los em fótons reais, luz que pode ser detectada por um sensor e medida. Para capturar os fótons virtuais, os pesquisadores simularam um espelho movendo-se a uma fração significativa da velocidade da luz. O fenômeno, conhecido como efeito de Casimir dinâmico, foi observado experimentalmente pela primeira vez.

“Como não é possível fazer um espelho mover-se rápido o suficiente, nós desenvolvemos outra técnica para obter o mesmo efeito”, explica o professor Per Delsing, coordenador da equipe. “Em vez de variar a distância física até um espelho, nós variamos a distância elétrica de um circuito elétrico que funciona como um espelho para micro-ondas.”

O “espelho” consiste em um sensor quântico conhecido como SQUID (Superconducting Quantum Interference Device), que é extremamente sensível a campos magnéticos. Alterando a direção do campo magnético vários bilhões de vezes por segundo, os cientistas fizeram o “espelho” vibrar a uma velocidade equivalente a 25% da velocidade da luz. Isso é cinco vezes mais do que a tentativa anterior, quando os cientistas afirmaram pela primeira vez ter produzido luz a partir do nada - aquele artigo, contudo, ainda não havia sido aceito para publicação em uma revista científica, o que significa que outros cientistas não haviam avaliado o experimento.

“O resultado foi que os fótons apareceram em pares do vácuo, e nós pudemos medi-los na forma de radiação de micro-ondas”, disse Delsing, ou seja, exatamente como a teoria previa.

O que acontece durante o experimento é que o “espelho” transfere uma parte de sua energia cinética para os fótons virtuais, o que os ajuda a se “materializarem”. Segundo a mecânica quântica, vários tipos de partículas pululam no vácuo quântico. Os cientistas acreditam que foram capazes de detectar os fótons porque eles não têm massa.

“É necessário relativamente pouca energia para excitá-los e tirá-los do estado virtual. Em princípio, podem-se criar outras partículas do vácuo, como elétrons e prótons, mas isso vai exigir um bocado mais de energia”, disse Delsing.

Agora os cientistas querem estudar em detalhes esses fótons emergentes: como eles surgem aos pares, os cientistas acreditam que eles possam ser úteis para o desenvolvimento de computadores quânticos, com seus qubits de partículas entrelaçadas.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Quando essa pesquisa começou a ser desenvolvida, alguns naturalistas (que creem que o Universo surgiu do nada – ou sempre existiu! – sem a necessidade de um poder sobrenatural) se precipitaram e me disseram: “Tá vendo? É possível criar algo do nada.” Imprudentes, ainda não aprenderam que, nessas horas, é preciso paciência para aguardar novas pesquisas. E as pesquisas vieram e os termos foram aclarados. Resumindo: o vácuo quântico não tem nada a ver com o “nada”. Conforme escreveu William Lane Craig, em seu livro Em Guarda, “para a física moderna, o vácuo não é o que o leigo entende como ‘vácuo’, ou seja, como nada. Antes, para a física o vácuo é um mar de energia flutuante regido pelas leis da física e que tem uma estrutura física. Dizer a um leigo que com base nessas teorias podemos dizer que algo veio do nada significa distorcê-las. Se devidamente entendido, o ‘nada’ não significa apenas o espaço vazio. O nada é a total ausência do que quer que seja, até mesmo do próprio espaço. Como tal, a condição de nada não possui literalmente falando nenhuma propriedade, uma vez que não existe nada para ter propriedades! É uma tolice, portanto, o que esses popularizantes da física argumentam quando dizem ‘O nada é instável’ ou ‘O universo encapsulou e passou a existir a partir do nada’!” (p. 83).[MB]

Exploradora de petróleo acha fóssil de dinossauro

Funcionária da Syncrude descobriu fóssil de dinossauro marinho no Canadá enquanto operava uma das escavadeiras da empresa. Maggy Horvath desenterrou o que parece ser um fóssil quase completo de plesiosauro, um réptil gigante marinho que foi extinto há 65 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. A descoberta foi feita em 14 de novembro, mas somente há três dias a empresa divulgou o achado. No momento, o fóssil está sendo examinado por cientistas e técnicos do Museu de Paleontologia Royal Tyrrell. Uma vez que outros nove fósseis já foram encontrados pela Syncrude, a operadora possuía um protocolo a seguir quando se deparou com o animal: ela parou de cavar e chamou o geólogo que trabalha em parceria com o museu. Graças a isso, nenhuma parte da ossada parece ter sido danificada, e ela será removida até o fim da semana.

Embora detalhes sobre a dimensão do fóssil não tenham sido divulgados, sabe-se que os plesiosauros eram animais de pescoço longo, cabeça pequena e tronco curto que viviam na água. Considerados um dos maiores predadores marinhos que já existiram, eles mediam entre dois e 15 metros, dependendo da espécie. O animal é frequentemente ligado às lendas sobre a existência de um monstro no Lago Ness, na Escócia.

O local de exploração em que o fóssil foi encontrado, em Alberta, já foi, no passado, mar. Diversos fósseis de répteis marinhos foram encontrados lá pela Syncrude. O último, escavado no ano 2000, tinha [supostos] 110 milhões de anos.

(Exame)

Leia também: "Descoberto fóssil de monstro marinho gigante" e "Fóssil de réptil marinho é o maior já encontrado"

Rede Globo não admite existência do mal

No livro A Filosofia como Medicina da Alma, o professor Paulo Ghiraldelli Jr. argumenta que a Globo apresenta uma visão simplória da maldade em suas novelas e “não consegue admitir a existência do mal”. Lançado pela editora Manole, o livro é o último de uma trilogia sobre filosofia voltada para o cotidiano. Como a Filosofia Pode Explicar o Amor e Filosofia, Amores & Companhia são os outros dois títulos da série. Com dezenas livros publicados, Ghiraldelli divulga estudos de filosofia e pedagogia em seu blog e disponibiliza textos e e-books gratuitamente. O acadêmico também é o editor responsável pela coleção “Filosofia em Pílulas”.

Leia o trecho que reflete sobre a posição da emissora. O texto foi extraído do exemplar:

“A Rede Globo de TV não consegue admitir a existência do mal. Não se pode dizer se é ou não uma maneira de autodissimulação. O que se constata é que, em suas novelas, que são bem representativas da visão de mundo daquele aparato midiático, é claro que há a apresentação de personagens maldosos, mas, ao fim e ao cabo, quase sempre, eles são apresentados como psicopatas. ‘Falta-lhes um parafuso’, por isso cometem crimes bárbaros. O prazer que sentem com o mal de outros pode até ter lá, no meio da história, uma gênese mais ou menos cabível em termos literários. Mas, ao final, o destino do malfeitor é se apresentar maluco. A cadeia ou a morte do personagem maldoso não valem se este não se mostrar, em algum aspecto, como um exemplar de alguma patologia.

“Essa visão simplória tanto da loucura quanto do mal serve para produzir algum efeito tranquilizador ao final. Que não se preocupem os telespectadores, o mal - o demônio em pessoa - não está aí a solta, dando sopa. O que vemos como sua obra é, na verdade, não algo do mundo normal, do próprio mundo, mas o que foge da normalidade e, escapando da razão, livra-se esporadicamente de toda e qualquer forma de organização social no seu cotidiano. Trata-se da desrazão tomada como algo bem pontual. A inteligência e o mal se unem para que exista a trama da telenovela, pois sem essa união, um escritor de novelas sabe que história alguma é possível. No entanto, ao final, é necessário castrar a ideia desestabilizadora, subversiva porque filosófica: como o mal ziguezagueia por aí? Não! Não pode. O mal não é mau, é louco.”

(Folha.com)

Nota: Não bastasse essa visão distorcida do mal, veja os “valores” comportamentais que as novelas da Globo ajudam a transmitir. Depois, a mesma emissora hipocritamente divulga campanhas de prevenção ao HIV e se espanta com o aumento do número de adolescentes grávidas.[MB]

O processo migratório da borboleta-monarca

Todo inverno milhões de borboletas-monarca (Danaus plexippus) norte-americanas voam cerca de 4.000 km, migrando em busca de áreas menos geladas. O que impressiona mais que a distância, no entanto, é o fato de esses animais nunca terem feito essa rota antes e não terem nenhum outro grupo para seguir. Como elas não se perdem? Essa é a questão que muitos pesquisadores como o neurobiólogo Stephen Reppert, da University of Massachusetts Medical School, tentam desvendar. Em busca dessa resposta, Reppert e sua equipe elaboraram o projeto genoma da monarca, publicado online pela Cell. O estudo mostra que esses insetos têm aproximadamente 273 milhões de pares de bases – número mais baixo que o do bicho-da-seda (Bombyx mori), que tem 432 milhões de pares de bases –, o que sugere uma rápida evolução [sic] na ordem Lepidoptera, que inclui borboletas e mariposas. A comparação com o sequenciamento de outros insetos mostrou ainda que as borboletas têm diferentes padrões genéticos em áreas visuais, o que poderia ajudá-las a usar orientações solares como guia. Outra descoberta refere-se ao relógio circadiano muito específico das monarcas, que pode ajudar nesses voos por responder de forma diferente à luz.

A sequência do genoma fornece também pistas sobre por que algumas monarcas migram e outras não. Apesar de serem da mesma espécie, algumas não fazem longas viagens. Segundo os pesquisadores, as borboletas que estão destinadas a partir têm um aumento notável de depósito de gordura abdominal – uma forma de se proteger do frio – e apresentam tendências a voar para o sul. Além disso, os pesquisadores descobriram que um subconjunto de moléculas regulatórias (microRNAs) marcadas em um mapa genético são expressas de forma diferente nas viajantes.

Apesar de ainda serem necessários muitos outros estudos, Reppert acredita no sucesso da pesquisa: “Decifrar a base genética da migração da monarca pode nos ajudar a entender esses mecanismos nas borboletas e em outros animais migratórios como aves e tartarugas”, reforça o neurobiólogo.

(Scientific American Brasil)
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/borboletas-monarcas.html

Nota: Realmente interessante a pesquisa. Mas algumas perguntas ficam no ar: Como as primeiras borboletas dotadas da capacidade de migração teriam realizado o feito? Será que todas as “modificações” necessárias (diferentes padrões genéticos em áreas visuais, relógio circadiano muito específico e depósito de gordura abdominal) “apareceram” de repente? E se não (o mais lógico), como as primeiras migradoras teriam sobrevivido à aventura para contar a história depois (passar esses genes para os descendentes)? Na verdade, como o próprio texto lembra, outros animais dependem desse complexo mecanismo migratório para sobreviver. E tudo conspiraria contra eles para que a empreitada não desse certo. Um erro de cálculo e o voo pode levá-los à morte. É mais um tipo de sistema desenhado para funcionar perfeitamente bem desde o princípio, sem tempo para “ajustes evolutivos”.[MB]

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Existem sondas alienígenas no sistema solar?

Se os discos voadores não existem - ou, pelo menos, se escondem muito bem – por que é que nunca encontramos nem mesmo sinais de sondas alienígenas não-tripuladas? De um ponto de vista estritamente matemático, a razão é que ainda não procuramos em um número suficiente de lugares. Essa é a resposta dada por Jacob Haqq-Misra e Ravi Kumar Kopparapu, da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. “A vastidão do espaço, combinada com nossas buscas limitadas até o momento, implica que qualquer sonda exploratória não tripulada de origem extraterrestre ainda não foi notada”, escrevem eles. As sondas espaciais alienígenas, tais como as nossas, devem ser pequenas, e podem estar escondidas em inúmeros lugares. “Artefatos extraterrestres podem existir no Sistema Solar sem que saibamos simplesmente porque nós ainda não procuramos o bastante”, afirmam eles, exemplificando que dificilmente um instrumento construído pelo homem até hoje seria capaz de detectar uma sonda espacial entre 1 e 10 metros.

Em seu método probabilístico, os dois pesquisadores estabeleceram o sistema solar como um volume fixo e calcularam o percentual desse volume onde seria necessário procurar, considerando que essas sondas não estejam se camuflando intencionalmente.

Eles concluíram que não procuramos em lugares suficientes para encontrá-las, não sendo possível, por decorrência, afirmar que elas não existam - eles levaram em conta vários pressupostos diferentes, tais como “O Universo tem vida por todos os lados” e “A vida é extremamente rara”.

O resultado do trabalho é uma equação que pode ser aplicada a qualquer volume determinado do sistema solar. O resultado mostra se já foi feita busca suficiente naquele local para que se possa dizer com confiabilidade que naquele espaço não existe nenhum objeto extraterrestre.

“A superfície da Terra é um dos poucos lugares no sistema solar que já foi quase completamente examinado com uma resolução espacial menor do que um metro”, afirmam os pesquisadores. Esse é apenas um cálculo estatístico: a Terra possui desertos, florestas e cavernas que nunca foram rastreadas - sem contar os oceanos.

Mas, mesmo levando tudo isso em conta, afirmam eles, a equação responde que se pode afirmar com um alto índice de confiabilidade que não existem artefatos extraterrestres na superfície terrestre.

A Lua também já está sendo mapeada. A sonda LRO, da NASA, está fazendo um mapeamento do nosso satélite com resolução espacial de cerca de meio metro por pixel. Contudo, os dois autores afirmam que seria difícil distinguir entre uma rocha e uma sonda alienígena com as imagens da sonda.

(Inovação Tecnológica)

Leia o comentário de Alexsander Silva, no blog Em Defesa da Verdade.

O argumento de Deus

Onde está Deus? Pergunta o cientista./ Ninguém O viu jamais. Deus Ele é?/ Responde às pressas, o materialista:/ Deus é somente uma invenção da fé!

Em 2007, uma grande editora de livros brasileira trouxe à baila uma obra extremamente hostil ao mundo religioso, que já circulava pelas livrarias de outros países. Chegava às mãos dos leitores ávidos por polêmicas envolvendo a religião Deus, um delírio, do controvertido zoólogo britânico Richard Dawkins – o principal expoente da nova geração de ateus militantes que veem na religião um mal a ser extirpado e a crença na existência de Deus, uma ideia “refutada” pela lógica científica e racionalista. O livro pode ser resumido no seguinte: Deus é um tipo de loucura, um sonho, impressão psicológica, ilusão da mente humana. Em termos mais fortes, constitui uma mentira propagada pelos religiosos, mas desmascarada pelo pensamento racional, devendo, portanto, ser substituída pelo ateísmo, visão de mundo considerada por Dawkins intelectualmente satisfatória e mais condizente com a realidade.

Deus, um delírio causou certo frenesi em ambos os lados da polêmica. Os religiosos afoitos o demonizaram; os céticos mais radicais comemoraram a “pancada” sobre a fé e os fiéis. Por outro lado, mentes mais sensatas deixaram a passionalidade de lado para analisarem os argumentos retóricos de Dawkins contra a religião, a fim de verificar se a razão e os fatos lhe assistiam. Intelectuais cristãos (sobretudo teólogos e filósofos) reagiram com poderosa e convincente argumentação. Houve um reavivamento sobre o tema. Debates escritos e orais foram (e ainda estão sendo) travados em universidades do mundo inteiro, na internet e nos mais diversos meios de comunicação. E o resultado aí está: um assunto relegado aos círculos acadêmicos passou a ocupar a atenção de muita gente que se voltou mais uma vez para a questão: Deus existe ou é um delírio? Quem tem razão, os ateus ou os religiosos?

Goethe, famoso poeta alemão, disse que “a história é o combate entre a fé e a incredulidade”. Temos visto, na passagem dos séculos, essa batalha sendo travada de diferentes formas e em todos os campos do conhecimento. Desde a famosa frase de Nietzsche “Deus está morto”, aliada às investidas dos outros “mestres da suspeita” (Freud e Marx), a guerra vem se intensificando ainda mais, levando as pessoas a se decidirem contra ou a favor de Deus. E à medida que nos aproximamos do fim do grande conflito, quando se proclama a mensagem “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7), crer ou não em Deus (com todas as implicações práticas) tornar-se-á o assunto central da humanidade.

Norman Geisler e Frank Turek, apologetas cristãos, escreveram o interessante livro Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu. Numa de suas páginas, eles fazem a razoável declaração: “Com o objetivo de assegurar que a nossa escolha é totalmente livre, Ele [Deus] nos colocou num ambiente repleto de provas de Sua existência, mas sem a Sua presença direta – uma presença tão poderosa que poderia sobrepujar nossa liberdade e, assim, negar nossa possibilidade de rejeitá-la. Em outras palavras, Deus forneceu provas suficientes nesta vida para convencer qualquer um que esteja disposto a acreditar, mas Ele também deixou alguma ambiguidade, de modo a não compelir aquele que não estiver disposto.”

Ellen G. White, de modo parecido, se expressou: “Ao mesmo tempo em que Deus deu prova ampla para a fé, nunca removeu toda desculpa para a descrença. Todos os que buscam ganchos em que pendurar suas dúvidas, encontrá-los-ão. E todos os que se recusam a aceitar a Palavra de Deus e lhe obedecer antes que toda objeção tenha sido removida, e não mais haja lugar para a dúvida, jamais virão à luz” (O Grande Conflito, p. 527).

Não nos cabe aqui discutir os argumentos clássicos da existência do Ser Supremo (argumentos cosmológico, teleológico, ontológico e outros tantos); tampouco analisar as objeções dos céticos para tais argumentos. Essa é uma tarefa árida, e há livros e livros empenhados nisso. A própria Bíblia não tenta provar a existência de Deus; ela O assume como um fato, apresentando-O logo “de cara”: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1). Os homens podem apresentar defesas para fortalecer a fé no Ser divino; mas será que Deus precisa ou deseja ser provado por nós, tomando-se como base o significado de “prova” dado pelo racionalismo e pelo empirismo? Cremos que não.

Além de um empreendimento com escopo inatingível, constitui uma impossibilidade epistemológica, ou seja, fora de qualquer viabilidade no campo do conhecimento humano. Muitos, porém, acham que só creriam em Deus se a prova factual esmagadora pudesse ser levantada. Morrerão ateus, se Deus depender dessa exigência infrutífera. Aliás, de acordo com Lord Tennyson, poeta britânico do século 19, “nada digno de prova pode ser provado, nem refutado; então seja sábio, apegue-se sempre ao lado mais ensolarado da dúvida”. A bem da verdade, argumentar não converte ninguém; quando muito, convence intelectualmente uma pessoa mediante proposições persuasivas. No sábio pensamento da já mencionada Ellen G. White: “Em alguns casos, num debate público, pode ser necessário enfrentar um homem orgulhoso e que se jacta contra a verdade de Deus, mas geralmente essas discussões, quer orais quer escritas, produzem mais mal que bem. As discussões nem sempre podem ser evitadas. [...] As pessoas que gostam de ver oponentes combaterem-se, podem clamar pela discussão. Outros, que desejam ouvir as provas de ambos os lados, podem incitar a discussão com toda a honestidade de intenção; mas sempre que possam ser evitadas as discussões, deveriam sê-lo. [...] Raramente Deus é glorificado ou favorecida a verdade nessas lutas” (Evangelismo, p. 162).

Destarte, crer ou não crer está mais na esfera da vontade do que do intelecto. Há aqueles “de boa vontade”, inclinados a crer, que fortalecem sua fé com evidências positivas; estes agradam a Deus, de acordo com a Bíblia (Hb 11:6). Outros preferem não acreditar e sustentam-se em suas cavilações e dúvidas. O primeiro caso pode ser visto na história do discípulo Tomé; o segundo, na vida do faraó do Êxodo. Ambos são protótipos, respectivamente, do ceticismo sincero e da incredulidade indesculpável.

Tomé

Dentre as doutrinas cristãs mais atacadas pelos ateístas encontra-se a da ressurreição literal de Jesus. Ao lado dos milagres efetuados por Ele, esse ensinamento é fortemente negado pela corrente racionalista de filósofos, cientistas e teólogos liberais. “Um morto ressurgir! Isso vai de encontro às leis da natureza!” – clamam os descrentes. De fato, as leis da natureza conhecidas são os modos normais de Deus operar no mundo; contudo, Ele não é escravo delas. Sendo Seu Autor, possui plena liberdade de interferir na regularidade das coisas, de acordo com Seus propósitos eternos. Tomé compreendeu e aceitou o controle divino sobre as leis da vida e da morte quando se rendeu ao poder de Deus.

A história de Tomé, também chamado Dídimo, retrata muito bem a experiência do cético honesto. Convicto de suas razões e guiado pelos “fatos naturais”, o apóstolo sinceramente duvidou da ressurreição de Cristo. Aparentemente, ele não nutria a disposição mental de “crer para ver”; para Tomé era fundamental “ver para crer”. E o Senhor, repreendendo-o brandamente, não lhe negou as evidências – neste caso, as provas concretas de que havia ressurgido da morte. Pelo contrário, disponibilizou a Si mesmo ao discípulo para que ele visse e acreditasse. Tocando-O, Tomé examinou detidamente os fatos, chegando à sublime conclusão: “Senhor meu, e Deus meu!” (Jo 20:28).

Há no mundo muitos Tomés à espera de um sinal que lhes faça crer. Deus os entende, atendendo ao requisito da “prova”, porque lê o coração daqueles que desejam encontrá-Lo não motivados por curiosidade, mas para amá-Lo e reconhecê-Lo como Senhor da vida. Essas pessoas sabem o risco e a grandeza da crença para a vida pessoal. Por isso, desejam ter certeza de onde estão depositando sua confiança. À semelhança de Tomé, almejam “tocar” no Senhor Jesus, “apalpá-Lo”, senti-Lo convictamente, para depois se lançarem inteiramente nos braços de Deus. Tais “aspirantes à fé” saem de suas dúvidas para uma profunda experiência espiritual, saltando do ceticismo para a crença, à maneira do escritor americano Sheldon Vanauken, que confessou:

“Há um abismo entre o provável e o provado. Como atravessá-lo? Se era para eu apostar toda a minha vida no Cristo ressurreto, eu queria provas, queria certeza. Desejava vê-Lo comer um pedaço de peixe, esperava que letras de fogo cruzassem o céu. Não recebi nada disso... Foi uma questão de aceitar – ou rejeitar. Meu Deus! Havia outro abismo atrás de mim! Talvez o salto para a aceitação fosse uma aposta aterrorizante – mas, e quanto ao salto para a rejeição? Poderia não haver a certeza de que Cristo era Deus, mas – por Deus! – não havia certeza de que Ele não o fosse. Não dava para suportar. Eu não podia rejeitar Jesus. Depois que vi o abismo atrás de mim, só havia uma coisa a fazer. Virei as costas para ele e me atirei sobre o abismo que levava a Jesus”.

Infelizmente, existem outros, aqueles a quem denominamos “Tomés ao avesso”, que, numa atitude de desafio à soberania divina, saltam no “abismo da rejeição”, apesar dos irrecusáveis apelos ao coração e à mente para pularem em sentido contrário. A esses, a recomendação divina é: “Não sejas incrédulo, mas crente” (Jo 20:27).

O caso de Faraó

“A desconfiança em Deus é produto natural do coração não renovado, que está em inimizade com Ele. A fé, porém, é inspirada pelo Espírito Santo, e unicamente florescerá à medida que for acalentada” (O Grande Conflito, p. 527). O ateísmo vem de longa data. Basicamente constitui um produto da rebelião (suave ou agressiva) do coração à autoridade do Ser supremo. A versão “light” desse posicionamento chama-se agnosticismo – a postura de que é impossível saber se Ele existe ou não.

Há uma psicologia do ateísmo que precisa ser reconhecida, se se quiser compreender tal fenômeno. As pessoas não nascem ateias; elas se tornam incrédulas por motivos não vinculados à reflexão cuidadosa ou à lógica científica. Vasculhe a vida de qualquer ateu e você verificará sua experiência negativa com a religião. A maioria dos casos é dessa espécie; poucos são motivados por outras razões. Podemos seguramente afirmar que ser ateu é uma questão pessoal, assim como ser crente também o é. Não significa somente duvidar; é permitir que a dúvida transforme o indivíduo num rebelde declarado que combate todas as evidências disponibilizadas por Deus para alimentar a fé. As Escrituras exemplificam essa espécie de ateísmo, proveniente do orgulho e da rebelião de um coração duro, não disposto a crer.

Os egípcios, curiosamente, foram considerados por Heródoto, historiador antigo, “os homens mais religiosos do mundo”. Eram politeístas supersticiosos adoradores de inúmeras divindades. Mas foi nesse povo, “religiosamente ateu”, que o ceticismo rebelde desafiou abertamente o Ser Supremo. Na história do faraó do Êxodo, vislumbramos o primeiro caso de “ateísmo” declarado, registrado na Bíblia. Como se deu isso?

A Bíblia narra a história do cativeiro israelita no Egito. Nesse período, a fé ficou submetida à descrença. Diante da opressão sofrida, muitos hebreus talvez já não acreditassem mais na promessa divina, feita a seus pais, de que Deus os libertaria da mão impiedosa de seus algozes. Durante quatro séculos, o povo de Israel permaneceu escravizado, sob o jugo de uma nação que não conhecia o Senhor.

Esse fato está bem expresso no seguinte verso: “E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José” (Êx 1:8). José havia levado ao Egito o conhecimento de Deus. O jovem tinha sido ali um argumento poderoso e irrefutável em favor do teísmo; e enquanto permaneceu entre os egípcios, José jamais deixou de testemunhar favoravelmente acerca da visão de mundo religiosa verdadeira. Mas, assim como Nínive perdera de vista o testemunho do profeta Jonas, o Egito desprezou finalmente o conhecimento de Deus dado por José. Após a morte dele, uma nova geração se levantou; e mesmo conhecendo a história dos atos de Deus por intermédio do Seu servo, possivelmente o Egito racionalizou esse fato, considerando-o mito ou algo para se questionar. A expressão máxima disso se concretizou na atitude do novo faraó “que não conhecera José”.

Com Moisés veio então a “prova” final. Deus encheria o Egito de argumentos suficientes, capazes de extinguir qualquer dúvida sobre Sua existência e Seus planos. Moisés foi comissionado a descer ao Egito no “papel” de Deus (Êx 4:16), para falar do EU SOU mediante atos concretos e memoráveis.

Inicialmente, o servo de Deus começou com a palavra, utilizando argumentos orais persuasivos, com o objetivo de incentivar a fé. Diante de Faraó, Moisés argumentou: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o Meu povo, para que Me celebre uma festa no deserto” (Êx 5:1). A resposta ousada veio na hora: “Quem é o Senhor para que Lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel” (Êx 5:2).

O néscio diz no seu coração que não há Deus (Sl 14:1). Mas pior do que assumir essa negação interiormente é enfrentar e desafiar abertamente o Todo-Poderoso. O ceticismo de Faraó teve resultados terríveis. Deus utilizou argumentos cada vez mais fortes, chegando às últimas consequências para dissuadi-lo da sua teimosia. Ele usou o “megafone” da dor.

O sofrimento

É quase unânime o pensamento de que o maior obstáculo à crença em Deus tem a ver com a presença do mal e do sofrimento no mundo. Como entender as tragédias diante da existência de um Ser onipotente e amoroso? Talvez seja esse o ponto principal levantado pelos ateus. A teologia, já de longa época, vem aperfeiçoando a chamada teodiceia, ou a coexistência do Deus bondoso e todo-poderoso com o mal. Devemos deixar bem claro que Deus não é um masoquista cósmico, o autor das tragédias e sofrimentos no mundo. Sabemos muito bem que o pecado, mediante a atuação de Satanás, é o responsável por todo o pesar no Universo. Na Terra, vivemos no meio do grande conflito em que as forças do bem e do mal se digladiam. Na dinâmica do grande conflito, revela-se o caráter de Deus e de Seus seguidores e o de Seu arqui-inimigo e seguidores.

“O mesmo sol que derrete a cera endurece o barro.” Por meio das aflições, certas pessoas se voltam ainda mais para Deus; outras, infelizmente, acentuam sua revolta e rebelião. Se houve um homem com boas razões para se tornar ateu revoltado, este seria o patriarca Jó. Ele enfrentou dores físicas e psicológicas injustificáveis e inexplicáveis; manteve-se, contudo, firme na sua confiança em Deus (Jó 13:15). Escolheu derreter-se como cera diante do sofrimento, saindo de sua deplorável situação com uma compreensão bem mais ampliada do caráter divino. Seus amigos “consoladores” lhe apresentaram muitos argumentos teóricos. Nenhum deles serviu naquela hora. Jó estava mesmo era salvaguardado na experiência pessoal que mantivera com Deus ao longo da vida, sendo sua fé recompensada com a presença do próprio Senhor.

Deus também Se revelou a Faraó. Este, no entanto, resolveu ter comportamento contrário ao de Jó, o qual não merecia sofrer, mas reteve sua confiança e submissão a Deus. Já Faraó, sendo culpado, atreveu-se a desafiar o Criador, desprezando a oportunidade de perdão concedida. As pragas vieram, então, como consequência do endurecimento voluntário do coração desse líder egípcio. À medida que as desgraças sucediam umas às outras, ele se tornou barro duro e seco, cada vez mais resistente. Nem mesmo os milagres operados por intermédio de Moisés conseguiram abrandar a natureza desse rei.

Diante dos prodígios divinos, Faraó, por escolha, resolveu não crer no Senhor, trazendo males sobre a nação inteira. Os fantásticos argumentos não conseguiram fazê-lo mudar de caminho. Mistério de um duro coração! Não estaria o cético pertinaz do século 21 adotando idêntico “espírito egípcio”? Para a moderna geração incrédula, teria o Senhor uma tática mais eficaz?

O principal argumento de Deus

Todas as exposições utilizadas na defesa de Deus ainda são válidas, apesar de serem fortemente contestadas pela filosofia secular. A natureza argumenta com suas leis maravilhosamente estabelecidas, ao demonstrar o desígnio inteligente do Criador (Sl 19:1-4); mas Deus não declarou ser a natureza Sua testemunha. O Universo, mediante o ajuste fino, parece evidenciar, convincentemente, que há um Supervisor do Cosmos a manter tudo sob controle; porém Deus nunca chegou a afirmar em Sua Palavra que o Universo é a Sua testemunha. O sofrimento, por vezes, amolece alguns corações revoltados; entretanto, as provações também têm efeito contrário noutros indivíduos, tornando-os mais endurecidos.

Existe, contudo, uma “prova” da qual Deus deseja Se valer de forma mais ampla, que nenhuma pessoa verdadeiramente inteligente e sensata deveria refutar. Dessa forma, quando nos confrontarem com a negação de Deus, rejeitando os motivos intelectuais para se acreditar nEle, tomemos em nossos lábios as palavras de Eliú, o amigo de Jó: “Mais um pouco de paciência, e te mostrarei que ainda há argumentos a favor de Deus. De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça” (Jó 36:2, 3).

Num dado momento histórico, Deus mostrou da maneira mais clara Sua presença no mundo. O autor de Hebreus concorda: “Havendo Deus antigamente falado [argumentado] muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a Quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hb 1:1, 2). Por tais versículos, constatamos que a própria Divindade, na forma de ser humano, desceu à Terra como testemunha de Si mesma. Assim, em Jesus Cristo, Deus apelou aos homens, nesses “últimos dias”, fazendo uso do “argumento pessoal”. Jesus foi a defesa mais convincente de Deus. No breve período de Sua vida na Terra, Cristo prestou os mais fortes esclarecimentos acerca do Eterno, desfazendo a escura concepção em torno do caráter divino: “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo” (Jo 1:9). Realizando obras
miraculosas, Ele viveu e pregou a verdade e o amor de maneira tão profunda que ninguém era capaz de refutá-Lo. Por Jesus, o reino de Deus chegou à Terra, trazendo à humanidade as bênçãos celestiais.

Entretanto, Cristo não está mais entre nós visivelmente. Ascendeu aos Céus, onde agora desempenha a função de Intercessor. Contudo, não deixou a humanidade sem Suas testemunhas visíveis, especialmente comissionadas: os “cristos” humanos. Deus falou claramente em Sua Palavra: “Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor” (Is 43:10). Em outra parte, Ele pronunciou: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5:14). Traduzindo: “Vocês, que creem em Mim, que são Meus seguidores, constituem o Meu argumento vivo. O mundo não tem lido a Bíblia, mas ‘lê’ a vida de vocês. Nestes últimos dias, Eu os envio com a mensagem da salvação. Vocês são Meus braços, mãos, pés e voz. Pelo Meu poder, podem chamar a atenção do mundo, fazendo obras bem maiores que as Minhas” (Jo 14:12).

“Quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18:8). O presente século nos oprime com a descrença, afligindo-nos com “cargas” cada vez maiores (Êx 1:11). Mas quanto mais nos açoitam e oprimem, precisamos nos multiplicar como os hebreus e testemunhar no Egito simbólico, refutando a negação de Deus com a afirmação de Seu amor. Somos uma espécie de carta viva, “conhecida e lida por todos os homens” (2Co 3:2). Se nossa voz se calar ou nossa fé morrer (ou se a “leitura” que fazem de nós for mal interpretada), Deus ficará sem Suas testemunhas humanas. Se nos comportarmos como “ateus cristãos”, pela prática de uma vida incoerente, o Senhor será negado cada vez mais e o mundo continuará no cativeiro do pecado e da descrença.

Assim, somos enviados a uma geração incrédula, tal qual Moisés o foi, para falar em nome do grande EU SOU. Nossa missão é anunciar o êxodo final que conduzirá os fiéis à “Terra Prometida” – a Nova Jerusalém. Se necessário, o Senhor fará prodígios por nosso intermédio, “abrindo o mar Vermelho”, “afogando” a incredulidade e “destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus...” (2Co 10:5).

Qualquer filosofia, seja ateísta ou não, produz sérias implicações para a vida de cada ser humano, afetando-o por inteiro. Acreditar no Ser Supremo, antes de mera teoria, constitui um compromisso prático fundamental para o sentido da existência e o modus vivendi pessoal. Destarte, para os verdadeiramente crentes Deus não é um delírio ou invenção da fé. Se os ateus apressadamente sustentam opinião oposta, precisamos contrafazê-la por meio de todos os argumentos possíveis, especialmente mediante o convincente testemunho cristão. Neste particular, não permita ser um argumento surrado ou refutado pela incredulidade. Torne-se hoje a principal defesa de Deus. Ele conta com você. Que privilégio e responsabilidade ser o argumento vivo de Deus! Diga ao mundo: “De longe trarei o meu conhecimento; e ao meu Criador atribuirei a justiça” (Jó 36:2, 3).

Proclame: “Vou testemunhar!”

(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)

Vida após o parto

No ventre de uma mulher grávida, dois gêmeos dialogam:

– Você acredita em vida após o parto?

– Claro! Deve haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

– Bobagem, não há vida após o nascimento! Afinal, como seria essa vida?

– Não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que há aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comamos com a nossa boca.

– Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido, pois o cordão umbilical é muito curto.

– Sinto que há algo mais. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

– Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

– Bem, não sei exatamente como será depois do nascimento, mas, com certeza, veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

– Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela existe, onde está?

– Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.

– Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que ela não existe.

– Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou senti-la afagando nosso mundo. Penso que após o parto a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para ela.

(Autor desconhecido)

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Comprometido com Cristo

Juiz fala de sua conversão e de como utiliza sua influência para falar da verdadeira liberdade

Vanderlei de Oliveira Silva, 40 anos, é juiz de Direito do Juizado Especial de Belém, PA. Casado com Wanderly de Oliveira Alencar, tem dois filhos, Mayara e Matheus. Depois de convertido, ele estabeleceu o firme propósito de usar sua influência para evangelizar e levar a mensagem de salvação aos detentos, ajudando-os a ser reintegrados ao convívio social. O Dr. Vanderley começou atuando no município de Chaves, na Ilha de Marajó. Depois foi transferido para Itaituba, no extremo sul do Pará. Em seguida, foi para Itupiranga, de onde foi chamado para Viseu, a 350 km de Belém, permanecendo lá por nove anos. Agora ele reside e atua na capital do Pará, onde foi promovido a juiz de terceira entrância, cargo final na magistratura. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, durante um congresso de jovens em Belém, o Dr. Vanderley partilha um pouco de sua experiência e suas lutas. [Leia a entrevista aqui.]

Cientistas desvendam “profecia maia”

Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012. A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país. O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokté, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.

Até então, as mensagens gravadas em “estelas” - monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias - eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo. Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokté.

“(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012”, disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam). “Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias.”

Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o pesquisador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero. Para eles, os hieróglifos inscritos na estela se referem à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos.

“A medição do tempo dos maias era muito completa”, explica Gronemeyer. “Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro”, afirma.

Para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro 2012, Las Profecias del Fin del Mundo, o sucesso da teoria apocalíptica junto à cultura ocidental se deve a uma “onda milenarista” que, segundo ela, “antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos”.

Para Castellanos, esse tipo de efeméride é reforçada por uma “crise ideológica, religiosa e social”. Ela observa que as profecias sobre 2012 não têm somente uma “vertente catastrófica”, mas também uma linha que “prognostica o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa”.

A asséptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com seu próprio cultivo de alimentos em caso de uma catástrofe mundial. Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkers subterrâneos, com todas as comodidades.

Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias. Muitos governos dos Estados onde existem ruínas da antiga civilização maia já estão registrando aumento na chegada de turistas.

(G1 Notícias)

Nota: Quem dera um grupo de cientistas também se debruçasse com interesse e seriedade sobre as profecias bíblicas... Não deixa de ser interessante notar que na “profecia” maia há a previsão do regresso de um deus. De onde os maias teriam tirado essa ideia (comum a outros povos)? Na verdade, é bíblica a crença de que a volta de Jesus trará um novo reino de paz, ainda que também traga destruição (seguida de recriação, mil anos depois) para este mundo corroído pelo pecado. Segundo Liendo, “essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias”. Ele está certo, em parte. Ocidentais que conhecem devidamente as profecias bíblicas sabem que o Apocalipse representa esperança e uma nova realidade de justiça, paz e eternidade. O lado “apocalítico” (como sinônimo de destruição, apenas) é explorado pelas produções hollywoodianas. Tanto é assim, que só se fala em “fim do mundo” e não da Nova Terra.[MB]

Leia também: "Pedra maia fala da chegada do 'senhor dos céus'" e "Fim do mundo previsto pelos maias: erro interpretativo"

Erupção de vulcão na Islândia pode ter impacto global

Centenas de metros abaixo de uma das maiores geleiras da Islândia, há sinais de uma iminente erupção vulcânica que pode ser a mais devastadora no país em quase um século. O vulcão Katla, com sua cratera de 10 quilômetros, tem potencial de causar enchentes catastróficas, derretendo a superfície congelada de sua caldeira e varrendo a costa leste da Islândia com bilhões de litros de água escorrendo em direção ao Oceano Atlântico. “Tem havido grande atividade sísmica”, disse Ford Cochran, especialista em Islândia da National Geographic. “Só no mês passado, houve mais de 500 tremores ao redor e na caldeira do Katla, o que indica a movimentação de magma. E isso certamente indica que uma erupção pode ser iminente.”

O Katla faz parte de um sistema vulcânico que inclui as crateras de Laki. Em 1783, a cadeia ficou em erupção continuamente por oito meses, gerando tantas cinzas e gases como fluoreto de hidrogênio e dióxido de enxofre que um em cada cinco habitantes da Islândia morreram, além de metade dos rebanhos e gado do país. “Na verdade, isso alterou o clima da Terra”, diz Cochran. “Fala-se de um inverno nuclear - essa erupção gerou gotículas de ácido sulfúrico suficientes para tornar a atmosfera reflectiva, resfriar o planeta por um ano ou mais e gerou fome em muitos lugares ao redordo planeta. Certamente esperamos que a erupção do Katla não seja nada parecida com isso!”

Cientistas na Islândia vêm monitorando a região de perto desde o dia 9 de julho, quando parece ter havido algum tipo de atividade que pode ter sido uma pequena erupção. Esse evento já causou uma inundação significativa, que destruiu uma importante ponte, isolando várias partes da ilha por muitos dias. “O evento do dia 9 de julho parece marcar o começo de um novo período de efervescência do Katla, o quarto conhecido nos últimos 50 anos”, diz o especialista Pall Einarsson, do Instituto de Ciências Terrestres da Universidade da Islândia. “A possibilidade de que haja uma erupção maior não pode ser excluída. O Katla é um vulcão muito ativo e versátil. Ele tem uma longa história de grandes erupções, algumas das quais causaram destruição considerável.”

A última grande erupção do Katla ocorreu em 1918, quando icebergs acabaram sendo levados para o oceano pelas águas derretidas das geleiras. Em 1755, o volume de água produzido após uma única erupção foi equivalente àquele dos maiores rios do mundo combinados. [...]

Cientistas dizem que é muito difícil prever como será a erupção do Katla e quais serão as consequências, já que isso depende de diversos fatores. “Essa dificuldade fica muito aparente quando você compara as duas últimas erupções na Islândia, a do Eyjafjallajokul em 2010 e a do Grimsvotn em 2011”, diz Einarsson. “A do Eyjafjallajokull, que paralisou o tráfego aéreo na Europa, foi uma erupção relativamente pequena, mas a química incomum do magma, a longa duração e a variação do clima durante a erupção fez com que ela gerasse problemas. Já a erupção do Grimsvotn, em 2011, foi muito maior em termos de volume. Ela durou apenas uma semana e as cinzas baixaram com relativa rapidez, então os efeitos não foram muito notados, a não ser pelos fazendeiros do Sudeste da Islândia, que ainda lidam com as consequências.” [...]

(Folha.com)

Leia também: "Vulcão equatoriano libera material incandescente" e "Buraco gigante surge em fazenda nos EUA e intriga moradores"

quinta-feira, dezembro 01, 2011

O universo não precisa de deus, diz ateu

[Meus comentário seguem entre colchetes. – MB] É deus! É assim mesmo como se lê no título: em letras minúsculas. Por que eu deveria escrever o substantivo “deus” com um dê maiúsculo, se para mim tal entidade não existe? Por que diferenciar o “deus” único com a sagração de uma maiúscula se, para mim, ele em nada se diferencia dos deuses do panteão greco-romano, dos santos da umbanda e do candomblé, das divindades animistas adoradas pelos antigos egípcios ou por tribos amazônicas e africanas nossas contemporâneas? Sou ateu. Sou agnóstico. Escolha o nome que preferir. Não sou chato. Nunca procurei vender o meu peixe e convencer ninguém a abandonar as suas crenças e a sua fé. É por isso que me incomoda a gana evangelizadora dos tementes a deus [tementes esses que não têm acesso à grande imprensa, como este pregador ateu/agnóstico]. Quantas vezes eu fui obrigado a atender o interfone em pleno sábado à tarde para ouvir a voz de alguma senhora no portão de casa dizendo trazer uma mensagem de conforto ou uma palavra de fé? “Não, obrigado. Não estamos interessados. Nesta casa somos todos ateus”, costumo responder. [Pronto, é só fazer isso. Por que se irritar?]

Intolerante, eu? Sim, eu sei, não precisaria ser grosso. Mas por acaso sou eu quem toca a campainha alheia com o firme propósito de mudar as convicções íntimas do outro? Ser grosso é um atenuante eficaz para afugentar missionários do meu portão, evitando que comecem com a sua arenga evangelizadora. Se eles creem num mundo assombrado pelo demônio, por que eu não deveria fazer uso da sua crença no tinhoso para enxotá-los da minha soleira? [E se esse ateu cresse (com o perdão do trocadilho) possuir informações que poderiam beneficiar as pessoas no que diz respeito à saúde, aos relacionamentos, etc., e guardasse isso para si, não seria egoísta? Não seria mesquinhez crer possuir algo de bom e não querer partilhar isso com os outros? Por que esse articulista ateu julga tão mal as intenções dos crentes, sendo que, sabidamente são justamente os crentes que mais abandonam sua “zona de conforto” para realizar obras assistenciais? Infelizmente, essa rusga dele com os cristãos não é de hoje, como você lerá na nota logo abaixo.]

Argumentar significaria prolongar a conversa e a perda de tempo. E o tempo é o bem mais escasso da vida [para um ateu, de fato, o tempo é o bem mais escasso. Para um cristão, é a vida humana, especialmente a eterna. Por isso o cristão “perde tempo” se preocupando com pessoas como Moon]. Começa-se a perdê-lo no instante em que se nasce. A morte, seguida pelo esquecimento, é o denominador comum da vida. Por que esta é uma ideia tão desconfortável? A vida precisa de um sentido? [Sinceramente, não sei como gente como Moon consegue viver sem um sentido para a existência. Vive pelo prazer e só? Se não há um sentido, nem um referencial moral, “matar ou amar alguém são coisas moralmente equivalentes. Pois em um universo sem Deus, não há bem nem mal – há apenas ‘a realidade nua e crua, a realidade sem valor da existência’ (Sartre), e não há ninguém para dizer se você está certo ou errado” (Em Guarda, p. 39).]

O universo tem 13,7 bilhões de anos. A Via Láctea tem 13 bilhões de anos. O Sol e a Terra têm 4,6 bilhões de anos. Logo depois disso, tão logo a Terra teve condições de abrigar vida, esta evoluiu e prosperou. As evidências mais antigas de vida têm 3,8 bilhões de anos. Por quatro quintos de sua história, a vida na Terra se manteve invisível. Limitou-se ao plano bacteriano, unicelular. Seres complexos, pluricelulares, os ancestrais dos animais e das plantas, evoluíram há, talvez, 800 milhões de anos. [Aqui o ateu manifesta fé cega no naturalismo filosófico (que não pode ser submetido ao crivo do naturalismo metodológico) e no darwinismo hipotético. E critica os crentes...] [...]

Há 70 mil anos o cérebro humano deve ter assumido a sua capacidade plena, armando-nos com a melhor das ferramentas e a pior arma que qualquer predador desejaria: a consciência. Com ela brotaram nossos sonhos, nossas angústias, nossos desejos, nossa inconformidade com a condição humana e nossa busca por um sentido para a vida. [Não tenho fé suficiente para crer nessa narrativa lunática! Se o cérebro humano é o ajuntamento ao acaso de matéria, um amontoado de moléculas que milagrosamente se organizou no quilo e meio de matéria mais complexa do Universo; se o cérebro é apenas isso, por que devo confiar no julgamento que o cérebro de Moon faz da realidade? Por que devo confiar no julgamento de qualquer cérebro? E que vantagem evolutiva a busca por um sentido para a vida nos conferiria? Seria pura perda de tempo e energia! Mas eu sabia que Moon ia escrever o que escreveu a seguir:]

A fé pode ter surgido como uma invenção intelectual que fornecia sentido à vida num mundo infestado por feras e açoitado por desastres naturais. Na luta pela sobrevivência, a evolução da fé e do seu subproduto, a religião, podem ter servido para amalgamar o tecido social, congregando bandos de caçadores indefesos em aldeias e em tribos. [Claro, se não pode vencer o inimigo, encontre uma explicação para ele segundo sua cosmovisão. A fé é inerente ao ser humano, então, como os darwinistas e ateus não podem negá-la, precisam explica-la do ponto de vista naturalista. Vão para a “pré-história” (e sempre coloco “pré-história” entre aspas, pois história somente existe a partir do momento em que há registros escritos dela) com todos os contos-de-fada inerentes a ela, e inventam uma explicação para a emergência da fé: é um subproduto da evolução! Ah, francamente... A evolução explica tudo, desde o adultério, passando pela diminuição do cérebro (e não seu esperado aumento) até o surgimento da religião. Dá-lhe teoria-explica-tudo!]

Pertencer a uma tribo era uma vantagem adaptativa considerável. Os homens caçavam e guerreavam em grupo. As mulheres, também em grupo, colhiam frutas e raízes, cozinhavam, teciam, pariam e cuidavam dos filhos. [...] [E a lengalenga cavernosa de Moon prossegue. Prefiro a prosa humorada do Chesterton.]

Até o século XVI, as explicações para os mistérios da natureza e as respostas para as nossas dúvidas existenciais eram fornecidas com exclusividade pelas diversas religiões, seus dogmas e mitos. Aí, há 400 anos, veio Copérnico. Este foi seguido por Galileo, e depois por Kepler, e então por Newton. A obra destes gigantes tomou das mãos do divino o poder de explicar a natureza. [Caramba! Como Moon consegue ser tão parcial?! Por que omite o fato de que essa tríade de cientistas fundadores do método científico fazia ciência justamente para entender como o Universo foi CRIADO? Copérnico, Galileu, Newton, Leibniz, Pascal e muitos outros eram cientistas cristãos e crentes na Bíblia. Newton foi tremendo teólogo. Com todo respeito, Moon precisa sair do mundo da Lua.]

Hoje sabemos como e quando o universo surgiu [Verdade? Não é o que dizem os cosmólogos]. Desvendamos os segredos da vida [Verdade? Não é o que dizem os biólogos que têm os pés no chão]. Fomos à Lua. Dividimos o átomo. Sabemos que lá longe, o espaço escuro está coalhado por centenas de bilhões de galáxias, cada uma com bilhões de estrelas, em torno das quais há bilhões de planetas.

Se a brevidade com que a vida fincou raízes na Terra é um parâmetro que pode ser generalizado, então o universo está infestado de vida – não necessariamente de vida inteligente [mais uma prova de fé ou de tendências lunáticas; probabilidades sem evidências não provam nada]. Novamente, se as evidências terrestres podem servir de parâmetro, a vida inteligente não seria a norma, mas uma exceção à regra. Por que a inteligência evoluiu na espécie humana há 200 mil anos e não em alguma salamandra que viveu há 270 milhões de anos, no período Permiano, quando a biosfera era tão complexa quanto a atual? [Não ocorre a Moon que a inteligência é inerente aos humanos, posto que são imagem e semelhança do Criador inteligente.]

Na história da vida na Terra, a evolução da consciência é um acidente de percurso. Neste sentido, nós somos privilegiados e vivemos num momento mais do que especial. Não vivemos mais num mundo assombrado pelo demônio. Graças à ciência, o bicho homem descobriu enfim qual é o seu lugar no cosmo [e qual é?]. Se em algum momento nos 4,5 bilhões de anos deste planeta existiram deuses, então eles somos nós. [E Moon chega ao ponto! O ápice do pensamento darwinista que reflete o engano primordial daquele que adora ser tido como inexistente. Lá no Éden, Satanás, usando como médium uma serpente, disse para a primeira mulher: “Sereis como Deus” (Gn 3:5). Hoje ainda o inimigo de Deus se vale de subterfúgios para enganar os incautos. O “médium” dele, agora, são teorias e filosofias que ensinam a mesma coisa: “Sereis como Deus”, com uma variante: “Deus não existe; vocês serão deuses.” Como escreveu William Craig, “se Deus não existir, isso significa que o ser humano e o Universo existem sem um propósito – uma vez que o fim de tudo é a morte – e que vieram a existir sem propósito algum, uma vez que são meras obras do acaso. Em síntese, a vida é algo completamente sem razão. [...] ‘Se Deus está morto, o homem também está’” (Em Guarda, p. 41).]

Ainda assim, entra ano e sai ano, em qualquer região do planeta, em sociedades ricas e também nas menos desenvolvidas, toda a vez que se faz uma pesquisa para tentar aferir o grau de religiosidade de determinado país ou extrato da sociedade, o resultado é sempre o mesmo. Repetidamente, 99% dos entrevistados dizem ter alguma forma de fé ou de espiritualidade, afirmam pertencer a uma religião formal, crer num deus ou em uma entidade criadora. Eles creem na vida eterna, na vida após a morte, em reencarnações, no sobrenatural, em anjos e em demônios.

Consistentemente, só 1% dos entrevistados afirma não ter fé nem religião. São os ateus, os agnósticos, dê o nome que preferir. Muito prazer. [E viva Moon, no alto de sua lua de marfim, considerando-se parte do grupo de 1% das únicas pessoas que, para ele, podem ser chamadas de “consistentes”! E todo o resto da humanidade é composto por gente inconsistente, burra, iludida e boba, termo que Moon omitiu aqui, mas que já usou no passado. Leia a nota abaixo.]

(Peter Moon, Época)

Nota: Moon pode pregar o que quiser, mesmo usando a tribuna do site de uma revista supostamente laica como a Época. O que ele não pode é ser desrespeitoso, como quando chamou de “bobos” os 40% dos norte-americanos que acreditam na historicidade do relato de Gênesis – na verdade, xingou, por extensão, todos os criacionistas bíblicos (confira aqui). Nunca me esqueci desse exemplo de mau jornalismo – sim, porque o que ele escreveu naquela ocasião (1999) foi uma reportagem e não um panfleto ateísta, como é o caso do texto acima. Termino com mais um pensamento de Craig: “Para aqueles que negam que a vida tenha um propósito, a única forma de ser feliz é criando algum propósito para a vida. [...] Esse é o tenebroso veredicto proferido contra o homem moderno. Para sobreviver, ele tem que viver se enganando” (Em Guarda, p. 48, 51). Isso é o que significa viver no mundo da Lua e ter coragem de olhar de cima para baixo para 99% da humanidade.[MB]

Como disse Einstein: “O homem que considera sua vida sem sentido, não é simplesmente um infeliz, mas alguém que dificilmente se adapta à vida.”

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Justiça dá a estudante adventista direito de faltar a aulas

Uma estudante adventista matriculada numa universidade católica do interior de São Paulo conseguiu na Justiça, na semana passada, o direito de não ir às aulas às sextas à noite e aos sábados de manhã. Quielze Apolinario Miranda, 19, é da igreja Adventista do Sétimo Dia, que prega o recolhimento da hora em que anoitece nas sextas-feiras até o fim do dia dos sábados. Aluna do 1º ano do curso de relações internacionais da USC (Universidade Sagrado Coração), instituição fundada por freiras católicas em Bauru na década de 1950, Quielze nunca foi às aulas noturnas às sextas e aos sábados e corria o risco de ser reprovada por faltas. Ela diz ter tentado negociar com a reitoria para apresentar trabalhos alternativos. A USC, de acordo com a estudante, negou em várias instâncias o pedido. “Geralmente, em outras faculdades é mais fácil. O pastor entrega uma cartinha falando sobre liberdade religiosa e o aluno consegue a dispensa”, afirma. “Aqui, não consegui.”

No último dia 16, o advogado da aluna, Alex Ramos Fernandez, entrou com mandado de segurança na Justiça Federal de Bauru. Solicitou a substituição das atividades das 18h das sextas às 18h dos sábados por “prestações alternativas”, como trabalhos extraclasse. “O que ela estava buscando era uma igualdade para preservar o sentimento e a intimidade religiosa dela”, diz. “Nesses casos o aluno até estuda mais, pois os professores dão trabalhos mais elaborados do que assistir a uma aula. Não há uma quebra de isonomia entre os alunos.”

O juiz da 3ª Vara Federal de Bauru, Marcelo Zandavali, concedeu uma liminar que obriga a USC a oferecer atividades alternativas. De acordo com o texto, a USC alegou que faltava ao requerimento da aluna “amparo legal”. O magistrado discordou da instituição e baseou sua decisão nos artigos 5º e 9º da Constituição e na lei paulista nº 12.142, de 2005, que assegura ao aluno esse direito em respeito à sua religião.

A USC informou que só vai se manifestar depois de ser oficialmente notificada.

Segundo o advogado de Quielze, que é adventista e se especializou em casos como o dela, a Justiça vem atendendo, nos últimos anos, aos pedidos de alunos adventistas e judeus, que também guardam os sábados.

A igreja Adventista do Sétimo Dia, religião cristã que surgiu nos anos 1840 nos Estados Unidos, tem como doutrina a crença de que Jesus voltará - o advento - e que os mortos dormem, inconscientes, até a ressurreição. Existe no Brasil desde 1894.

(Folha.com)

Nota: Quielze percorreu o caminho correto: primeiro tentou negociar com professores e com a reitoria, dispondo-se a realizar trabalhos alternativos a fim de não violar sua consciência de guardadora do sábado. O aluno adventista, além de se esforçar para ser exemplar, deve sempre buscar a alternativa mais diplomática em casos como esse em que a instituição de ensino (ou o empregador) se recusa a conceder o sábado livre. O mandado de segurança (um direito do cidadão) deve ser a última alternativa. E foi o que Quielze fez, a fim de ter salvaguardados seus direitos constitucionais. Apenas um detalhe: a Igreja Adventista do Sétimo Dia não “prega” exatamente o “recolhimento” nas horas do sábado (do pôr do sol de sexta ao pôr do sol do dia seguinte). A igreja ensina que o sábado deve ser guardado como orienta a Bíblia, em textos como Êxodo 20:8-11 e Isaías 58:13 e 14. O sétimo dia da semana deve ser reservado para atividades religiosas, assistenciais e para estreitar a relação com o Criador do Universo, que estabeleceu o sábado como memorial da criação (cf. Gênesis 2:1-3). Parabéns, Quielze, por sua determinação em obedecer antes a Deus do que aos seres humanos (Atos 5:29).[MB]

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