sexta-feira, novembro 08, 2013

Não estou criando meus filhos para este mundo

Pais: missão intransferível
Ontem [4/11], no jantar, o assunto foi animado lá em casa (e por isso, também, é bom que as famílias tenham suas refeições com todos à mesa e com a TV e outros equipamentos desligados). Minha filha mais nova disse estar se sentindo meio “isolada” na escola – isso que ela tem apenas oito anos e estuda num colégio adventista. Disse-nos que algumas amiguinhas já falam em “ficar” (seja lá o que isso signifique para crianças nessa idade) e assistem a novelas e quase a qualquer tipo de filmes (por isso não estranho o comportamento dessas crianças). A mais velha também nos contou que recebeu convite para ir ao cinema com algumas amigas. Graças a Deus, elas têm força moral para dizer não a diversões que não são recomendadas para pessoas que estão se preparando para uma vida mais elevada e que não será contada em anos. Minha esposa e eu oramos todos os dias para que nossos filhos sejam capazes de equilibrar na balança da vida as amizades, a sociabilidade e a firmeza na prática dos princípios que procuramos ensinar para eles. Queremos que eles saibam que não os estamos criando para este mundo, e que os passatempos, as leituras, os filmes, os desenhos animados, as músicas somente devem ser consumidos se puderem edificar, de alguma forma, sempre sob o controle de qualidade de Filipenses 4:8. Com uma vida tão curta e que passa tão depressa, não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar um minuto sequer (e é essa a lição do Salmo 90, estudado exatamente hoje pelos que estão participando do projeto Reavivados por Sua Palavra). [Continue lendo.]

Sexo: quantos escolhem esperar

Discrepância entre crença e prática
“Qual a porcentagem da população que se casa virgem? Qual a religião que tem a maior parte da fatia? Tenho 22 anos, protestante, virgem até quando casar com minha amada noiva ano que vem” (Lázaro Gama, Currais Novos, RN).

Não há números da população geral desse Brasilzão, mas entre evangélicos 56% transaram com o cônjuge antes de casar, segundo uma pesquisa do Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã (Bepec). E o índice sobe para 77% entre os neopentencostais. Já nos Estados Unidos, uma pesquisa do instituto Guttmacher diz que 95% dos americanos fizeram sexo antes do casamento. Quanto às religiões, um estudo da Universidade de Nova York publicado em 2013 mostrou que os budistas são os que mais vão para a cama antes de casar.

Sexo antes do casamento:

Muçulmanos - 62%
Hindus - 66%
Sem religião - 72%
Cristãos - 72%
Judeus - 82%
Budistas - 84%


Nota: Essas pesquisas, ainda que aparentemente não muito precisas, revelam uma dicotomia entre o que os religiosos sabem e o que fazem (típicos destes tempos de relativismo que invadiu as igrejas). Todo cristão (pelo menos) sabe ou deveria saber que sexo antes do casamento (ou fora dele) é qualificado na Bíblia como fornicação e pecado. Sabe que esse presente de Deus deve ser reservado para o contexto matrimonial e, talvez, também saiba que é nesse contexto que o sexo provê maior satisfação. Na verdade, existem pesquisas segundo as quais os religiosos e os que decidiram esperar para ter vida sexual ativa depois de casados reportam maior satisfação com sua sexualidade. Por outro lado, há também pesquisas que comprovam maior incidência de depressão e baixa autoestima entre jovens que perderam a virgindade antes do casamento. Recomendo muito que você leia os três artigos abaixo, que mostram como a ciência vai ao encontro da Bíblia também quando o assunto é sexo. [MB]

Jornalismo da Novo Tempo dá exemplo de isonomia

Cobertura imparcial de TV criacionista
Com exceção da revista IstoÉ e do jornal Destak, de Campinas, a única emissora de TV que deu cobertura ao imbróglio ocorrido em função do cancelamento do fórum das origens na Unicamp foi a Novo Tempo (veja aqui o vídeo). E não só isso: a despeito de ser uma TV adventista e, portanto, confessional, ela deu exemplo de imparcialidade e isonomia. No último sábado, 26 de outubro, foi veiculada uma reportagem com duas entrevistas, uma com o físico ateu e professor da Unicamp Leandro Tessler, e outra com o arqueólogo adventista e professor do Unasp Rodrigo Silva (ambos tiveram cerca de 10 minutos para falar, sem cortes). O autor da reportagem e editor executivo da Novo Tempo Bruno Elmano Lemos disse: “Cumprimos nossos objetivos, tanto ao deixar nosso telespectador bem informado, quanto ao respeitar os entrevistados, tendo sempre por base a ética jornalística. Os dois entrevistados sabiam como seria feito o debate, aceitaram as condições, que inclusive foram estabelecidas pensando em manter exatamente a isonomia e outros preceitos básicos. O professor Tessler se mostrou satisfeito e ainda postou o link da reportagem em seu próprio blog, definindo o material como ‘equilibrado’.”

O gerente de jornalismo da emissora, Wagner Cantori, revela: “Conversamos bastante [sobre a pauta] para tentar ser o mais isentos possível no tratamento do assunto, e acredito que o resultado foi bastante positivo.” O coordenador do Núcleo de Jornalismo, André Leite, reforça: “Aqui no Jornalismo da Novo Tempo, estamos preocupados com a qualidade dos materiais e informações veiculadas, bem como com a pluralidade das opiniões. Ah, e claro, como qualquer bom jornalista, preocupados com a verificação da veracidade das informações antes de compartilhá-las.”

Quanto à cobertura da revista IstoÉ, a matéria em si também foi equilibrada e neutra (confira aqui). Mas o subtítulo traz a informação errada de que o evento seria “religioso”, e já expliquei aqui no blog que não se tratava disso. Outro detalhe me chamou a atenção: o posicionamento da matéria na revista. Exatamente antes dela, há uma reportagem investigativa de seis páginas sobre as falcatruas do “apóstolo” neopentecostal Valdemiro Santiago, egresso da Igreja Universal do Reino de Deus e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, envolvido até o pescoço em acusações de lavagem de dinheiro, calotes e enfrentando quadrilhas de pastores ladrões (aliás, infelizmente, esse foi o assunto de capa da edição). Duas páginas depois da matéria sobre o fórum da Unicamp, um anúncio de duas páginas diz: “Continue macaco”, e traz a clássica imagem da “escadinha” dos hominídeos “evoluindo”. O texto afirma: “Nós humanos também temos perdido algo muito importante que já existia em nós desde os tempos em que éramos macacos.”


Sei lá... Fiquei desconfiado. De alguma forma, parece que essa disposição de temas acaba reafirmando a teoria da evolução e passando a ideia de que as religiões não prestam. Mas pode ser coisa da minha cabeça...

De qualquer forma, parabéns à Novo Tempo pelo exemplo de jornalismo e à IstoÉ, pela tentativa.

Michelson Borges 

Em tempo: Vale a pena ler o artigo "O cancelamento do evento criacionista na Unicamp", de Marcio Campos, no site do jornal Gazeta do Povo.

quinta-feira, novembro 07, 2013

Encontrados fósseis de insetos em pleno ato sexual

Soterrados no ato
Cientistas descobriram na China fósseis de dois insetos durante o ato sexual, revelou um estudo publicado nesta semana na revista PLoS One. O fóssil com o macho e a fêmea de cigarrinhas-da-espuma (Philaenus spumarius), deitados um de frente para o outro, foi escavado no nordeste do país asiático. A peça pode ter 165 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], destacou a pesquisa publicada no periódico. “Ao acasalar, o aedeagus (órgão reprodutivo do inseto macho) é inserido dentro da bursa copulatrix da fêmea”, destacou o estudo chefiado por cientistas do Laboratório de Evolução dos Insetos e Mudanças Ambientais da Universidade Capital Normal em Pequim. O fóssil raro revela “o registro mais antigo até agora de insetos copulando” e “lança luz sobre a evolução do comportamento de acasalamento no grupo dos insetos”, acrescentou. Claramente, segundo os autores, mostra que a genitália e a posição de cópula das criaturas permaneceram as mesmas por mais de 165 milhões de anos.


Nota: Essa descoberta mostra, mais uma vez, que alguma catástrofe hídrica pegou os seres vivos desprevenidos, de surpresa. Além desse, há outros fósseis de peixes dando à luz, se alimentando, etc. Não morreram “normalmente” e depois foram soterrados, como se diz. Foram soterrados em vida e de modo instantâneo. Outras duas coisas chamam a atenção no texto acima: (1) a reprodução sexuada, com toda a complexidade envolvida nela (confira), já existia num “tempo evolutivo” bem antigo, exatamente como é hoje, o que significa que duas mutações casuais com toda a informação genética provinda do nada devem ter dado origem a dois tipos de órgãos diferentes, numa mesma época e localidade, em dois seres diferentes, mas que tinham que ser perfeitamente compatíveis a ponto de fundir suas células reprodutivas diferentes e gerar novas formas de vida (ufa!); (2) “a genitália e a posição de cópula das criaturas permaneceram as mesmas por mais de 165 milhões de anos”; é a mesma conversa de sempre: quando são analisados órgãos, genes ou comportamentos que não podem ser alterados sob o risco de extinguir a vida, a “desculpa” é que eles não evoluíram ao longo dos alegados milhões de anos (confira outro exemplo aqui). Por quê? Porque não poderiam “evoluir”, já que foram criados para funcionar exatamente assim; e se “evoluíssem”, a coisa desandaria. Então, quando se analisam seres diferentes que se supõe serem um ancestral do outro (como os dinos e as aves, por exemplo), diz-se que houve macroevolução (ainda que faltem muitos "elos"); quando não pode ter havido modificação drástica, diz-se que não houve macroevolução. Uma teoria assim "elástica" que se propõe explicar tudo não explica quase nada. [MB]

Leia também um paper sobre esse assunto (clique aqui) e um comentário publicado na Nature (aqui). 

quarta-feira, novembro 06, 2013

“Cientistas provam a existência de Deus”

Einstein e Gödel
Dois cientistas formalizaram um teorema sobre a existência de Deus, escrito pelo renomado matemático tcheco Kurt Gödel (1906-1978). O nome de Gödel pode não significar muito para alguns, mas entre os cientistas ele possui reputação semelhante à de Albert Einstein - de quem era um amigo próximo. Os cientistas da Universidade Livre de Berlim, Christoph Benzmüller e Bruno Woltzenlogel Paleo, realizaram um trabalho que teve como base o argumento ontológico (ciência do ser em geral) de Kurt Gödel, que propôs um teorema matemático para a existência de Deus. Por conta disso, a notícia foi veiculada, na última semana, pelo diário alemão Die Welt, sob a manchete “Cientistas provam a existência de Deus”.

Obviamente, uma ressalva significativa deve ser feita sobre a afirmação. Na verdade, o que os pesquisadores em questão dizem ter realmente comprovado não é a existência de um “Ser Supremo” em si, mas como o uso de uma “tecnologia superior” pode resultar em avanços em vários campos científicos.

Quando Gödel morreu, em 1978, ele deixou uma teoria tentadora baseada nos princípios da lógica modal - que um ser superior deve existir. Os detalhes da matemática envolvidos na prova ontológica de Gödel são complicados, mas, na essência, o matemático argumentou que, por definição, Deus é aquele para o qual não poderia ser concebido um ser maior. E, enquanto Deus existe conceitualmente falando, Ele poderia ser concebido como “o maior”, se Ele existisse na realidade. Portanto, para Gödel, Deus deveria existir.

Apesar de essa argumentação não ser exatamente nova na época que foi formulada pelo matemático, ele inovou ao escrever teoremas - pressupostos que não podem ser comprovados - como equações matemáticas sobre o assunto. E, a partir daí, isso poderia ser comprovado. 

Aí entram Christoph Benzmüller e Bruno Woltzenlogel Paleo. Com o uso de um MacBook comum, eles mostraram que a prova de Gödel está correta - pelo menos em um nível matemático - por meio da lógica modal superior. Sua apresentação inicial, na publicação científica arXiv.org, recebeu o título de “Formalização, mecanização e automação de prova da existência de Deus de Gödel”.

E, a partir do fato de que um teorema complicado foi comprovado com uso de um equipamento tecnológico de acesso ao público, isso abre “todos os tipos de possibilidades”, declarou Benzmüller ao jornal Spiegel. “É totalmente incrível que, a partir desse argumento liderado por Gödel, tudo isso pode ser provado automaticamente em poucos segundos, ou até menos em um notebook padrão”, disse ele.

Terrorista pode, criacionistas, não

Deu no site da Veja: “UFSC convida assassino comunista para palestrar.” E o Rodrigo Constantino emendou: “E tem gente que ainda questiona a tal doutrinação marxista nas universidades!” Faltou apenas acrescentar a doutrinação evolucionista/naturalista. Talvez seja o caso de convidar Cesare Battisti para palestrar também na Unicamp, só pra ver como se comportam os valentes que manobraram para cancelar o Fórum sobre as origens.

Lembro-me bem de quando estudei na UFSC, nos idos anos 1990, que volta e meia eram organizados programações, palestras, workshops, etc. sobre temas fortemente ligados à espiritualidade e até ao ocultismo e à Nova Era (ainda mais na “Ilha da Magia”). Sempre era possível ver cartazes espalhados pelo campus anunciando eventos relacionados com espiritualismo, medicina “alternativa” (com direito a cursos sobre homeopatia, acupuntura, iridologia e afins) e até palestras com monges tibetanos! Isso tudo era permitido, afinal, se trata de ideologias da moda e que não afetam o status quo naturalista. Já o criacionismo e o cristianismo bíblico sempre foram uma pedra no sapato dos naturalistas, dos marxistas, dos gayzistas, dos evolucionistas e dos libertinos. Estaria aí o verdadeiro motivo do “cale-se”? [MB]

O criacionismo deve ter espaço nas universidades?

segunda-feira, novembro 04, 2013

Evolucionistas teístas são a “turma do deixa disso”

Evolucionismo + Bíblia = ?
Em seu blog no site da editora Ultimato, Guilherme de Carvalho escreveu o artigo “Dez questões sobre o Teste da Fé: uma resposta inicial aos críticos”, no qual aborda algumas polêmicas relacionadas com o livro recém-lançado. Segundo ele, o propósito do projeto “Teste da Fé Brasil” é reabrir a conversação sobre a relação entre ciência moderna e fé evangélica. No segundo tópico de seu texto (“O Teste da Fé é uma defesa do Evolucionismo Teísta?”), Guilherme admite que o projeto tem uma atitude positiva em relação à evolução biológica. No tópico 3 (“Como o projeto ‘Teste da Fé Brasil’ interpreta a Bíblia?”), ele tenta estabelecer a diferença entre “literal” e “literalista”: “A interpretação ‘literal’ não é o mesmo que a interpretação ‘literalista’. Interpretar literalmente a Escritura é interpretar cada texto de acordo com a intenção do seu autor e à luz de toda a Escritura Sagrada. Isso significa que precisamos dar atenção ao gênero e à estrutura de cada texto, para determinar sua intenção. Se um texto é, por exemplo, uma prosa, seus elementos narrativos devem ser tomados literalmente (é o caso, por exemplo, do evangelho de Lucas); se é uma parábola, sua narrativa pode ser puramente fictícia (como as parábolas de Jesus). Literalismo é a prática de tratar toda a Escritura de um modo uniforme, mesmo quando o gênero nos sugere outra leitura.”

“No caso de Gênesis 1”, prossegue Guilherme, “temos uma mistura inusitada, descrita por muitos como ‘prosa exaltada’. Não é nem poesia nem prosa pura, mas uma combinação das duas. Gênesis 2 também apresenta esse traço, mas de um modo completamente diferente. Por isso, muitos exegetas evangélicos concordam, hoje, que o próprio texto não foi escrito para ser lido literalmente, em todos os seus detalhes [...]. Se isso estiver correto (e creio que está), a leitura literal de Gênesis 1 é a de um relato poetizado, ou uma ‘prosa metafórica’, e a leitura literalista seria tão não literal quanto uma leitura alegórica. (Quanto a essa questão, vale a pena ler o texto de Jacques Doukhan, “A response to a John H. Walton’s Lost World os Genesis 1” [clique aqui] e o artigo de Richard Averbeck [clique aqui].) 

Guilherme diz mais: “A outra questão em jogo é a leitura das Escrituras com a finalidade de construir teorias científicas a partir delas. Isso é o que chamamos, às vezes, de ‘presunção enciclopédica’. Há muitas evidências de que a Bíblia não apresenta um ponto de vista científico. Um exemplo comum é o emprego do ponto de vista pré-científico, como quando o livro de Josué nos diz que o Sol parou no céu em Gibeom (Js 10:12, 13). Cristãos geocentristas atacaram Galileu Galilei alegando que isso seria evidência de que o Sol gira em torno da Terra, e não o contrário; mas hoje todo cristão heliocentrista entende perfeitamente que não se tratava de uma afirmação científica abstrata. A verdade no relato não estava na explicação científica do fenômeno, mas, sim, unicamente na factualidade do fenômeno (que o Sol parou do ponto de vista do observador, o dia foi mais longo, e Josué venceu a batalha).”

Guilherme reproduz a história corrente de que teriam sido “cristãos geocentristas” os culpados pela condenação de Galileu. Nada mais falso, conforme já demonstrei aqui. E o relato de Josué é tão “anticientífico” quanto os cientistas que usam a expressão “pôr do sol” para se referir ao fenômeno em que a Terra gira ocultando o Sol da nossa visão. É apenas uma forma de se referir ao fenômeno do ponto de vista do observador. Cobrar linguagem científica no caso bíblico é tão injusto quanto dizer que astrônomos que falam “pôr do sol” são ignorantes. E mais injusto ainda é culpar a Bíblia pelo pensamento geocentrista de alguns (na verdade, opositores da religião é que têm se valido dessas falácias para desacreditar os criacionistas, conforme demonstrei aqui).  

É curioso como Guilherme defende a inerrância bíblica ao mesmo tempo em que afirma que ela pode conter imprecisões científicas pelo fato de refletir conceitos “científicos” da época em que foi escrita. A verdade é que, ao contrário do que defende Guilherme (embora ele tenha certa razão, em alguns aspectos), a Bíblia se antecipou em muitos séculos a certas descobertas científicas, conforme demonstro no vídeo abaixo: 



Guilherme chega a colocar em dúvida o fato de que a Bíblia possa ser uma fonte primária para uma teoria paleoantropológica. E diz mais: “Ela não implica, por exemplo, que a criação do homem foi necessariamente especial, nem nos diz se Deus fez o homem a partir de um ancestral, ou se havia pré-adamitas (entre os quais Caim foi habitar e se casou).”

É curioso ver um inerrante relativizando afirmações bíblicas categóricas. Como assim ancestral do homem? A Bíblia é muito clara em afirmar que Adão foi o primeiro homem criado, e ele era perfeito. Os escritores posteriores a Moisés volta e meia confirmam isso. O próprio Jesus Se referiu ao primeiro homem como real e histórico, não dando margem para qualquer alegorização do relato da criação. Se Adão e Eva tiveram ancestrais, seriam eles menos humanos, como sustentam os evolucionistas (embora nem eles saibam como explicar essa história)? A vida poderia, então, ter começado numa “sopa primordial” com um ser unicelular? Quando os evolucionistas teístas vão perceber que tentar fundir teoria da macroevolução com a Bíblia acaba criando um “ser epistemologicamente aberrante” (conforme demonstro aqui)? Como diz meu amigo químico Marcos Eberlin, evolucionismo teísta é uma mistura de má ciência com péssima teologia. E eu assino embaixo.

Voltemos ao texto do Guilherme: “Eu diria aos meus irmãos ‘criacionistas-da-terra-jovem’ que, na minha opinião, eles estão lendo a Bíblia de forma errada, e com isso estão forçando um conflito inexistente com a ciência moderna.” E eu diria ao Guilherme e aos meus irmãos evolucionistas teístas que sempre que a igreja tentou fazer concessões à pseudociência, teve que retroceder com o rabo entre as pernas, admitindo que errou ao se colocar ao lado de homens (e suas ideias mutáveis) e não ao lado da imutável e infalível Palavra de Deus (Atos 5:29). Não podemos fugir do conflito. O cristianismo sempre lidou bem com ele, uma vez que entende que o “mundo jaz no maligno” (1 João 5:19) e que há os que defendem uma “falsamente chamada ciência” (1 Timóteo 6:20). Adotar hipóteses que não se sustentam sob o escrutínio do método científico apenas para “ficar bem na fita” com os evolucionistas? Isso vale a pena? Claro que não. Devemos seguir a verdade (bíblica e científica) e os fatos, levem aonde levar, custe o que custar.

Mais adiante, Guilherme se define assim: “Como eu [...] acredito que uma singularidade (ou um ‘milagre’) seria necessário para produzir a primeira forma de vida, sou frequentemente considerado um ‘criacionista progressivo’. Mas eu mesmo me descrevo como criacionista evolucionário, [...] corretamente compreendida, a teoria da evolução é meramente uma teoria biológica, e não uma cosmovisão.”

Quem dera fosse assim... Ocorre que os evolucionistas não conseguem restringir sua visão de mundo a aspectos biológicos factuais. Fosse assim, eu mesmo seria um “evolucionista”. Explico: geralmente se apresentam como “provas” da evolução coisas como a aquisição de resistência a antibióticos por parte das bactérias ou as adaptações sofridas por animais como os tentilhões (variações de plumagem, tamanho, bico). São, na verdade, evidências de diversificação de baixo nível (que alguns chamam de “microevolução”) e não dão suporte (a menos que se “force a barra”) à ideia da macroevolução, uma extrapolação filosófica sem evidências sólidas (já discuti isso aqui). Outrossim, uma teoria que é utilizada para “explicar” o comportamento dos adúlteros e coisas assim, digamos, pitorescas só pode se tratar de cosmovisão, embora Guilherme tente negar.

Finalmente, Guilherme aponta o canhão para os criacionistas por excelência (afinal, esse povo insiste em guardar o sábado exatamente por ser ele o memorial da criação [Gênesis 2:2, 3; Êxodo 20:8-11; Apocalipse 14:6, 7]): “Foi em 1923 que o geólogo amador George McCready Price, membro da Igreja Adventista do Sétimo dia, escreveu um livro para defender a posição adventista sobre geologia, e essa obra acabou influenciando Henry Morris e John Withcomb, [não adventistas] fundadores do Criacionismo Científico após a Segunda Guerra Mundial. Poucos cristãos evangélicos sabem que as bases para o moderno Criacionismo Científico foram construídas por adventistas, cuja leitura do Antigo Testamento era notavelmente literalista não apenas quanto ao Gênesis, mas quanto à aplicação de ordenanças da Lei na Nova Aliança [você percebe que o quarto mandamento – o sábado – acaba se tornando por tabela ponto nevrálgico na discussão?]. A história toda foi contada em detalhes no livro de um ex-adventista que está hoje entre os maiores historiadores do mundo no campo da ciência e religião: Ronald Numbers (The Creationists: from Scientific Creationism to Intelligent Design, Harvard University Press). A vinculação do Criacionismo Científico com uma igreja heterodoxa, às margens da identidade evangélica, não é prova isolada contra essa posição, mas no mínimo deveria nos levar à reflexão.”

É lamentável ver um cristão – que deveria defender a Bíblia acima do pensamento humano e ser fiel aos mandamentos de Deus – pendendo mais para o lado dos naturalistas/evolucionistas do que para o lado daqueles que procuram seguir a Palavra de Deus. Os adventistas creem no Deus triúno; creem na salvação pela fé; creem na volta de Jesus; creem no batismo por imersão; creem nos dons espirituais; enfim, creem nas doutrinas bíblicas que são defendidas pela grande maioria da cristandade. Por que, então, estariam “às margens da identidade evangélica”? Por que, então, seriam “heterodoxos”? Simplesmente por que guardam o sábado? Por que procuram imitar a conduta do próprio Jesus também nesse aspecto (Lucas 4:16)? Por que procuram semanalmente celebrar o “aniversário da criação” reservando um dia para a adoração do Criador que descansou no sétimo dia e o abençoou e santificou? Por que procuram pautar a vida pelos dez mandamentos, lei eterna de Deus, escrita pelo próprio dedo dEle (Êxodo 31:18)?

Guilherme afirma ainda que “a Bíblia é a autoridade máxima em nossa vida e pensamento, mas não é a autoridade máxima em matemática, pois as propriedades associativas dos números são realidades objetivas, independentes da nossa interpretação da Bíblia. E na medida em que apreendemos as leis matemáticas, as empregamos na leitura da própria Bíblia. A Bíblia também não é a autoridade máxima em gramática da língua portuguesa. Pelo contrário, precisamos aprender gramática com outras pessoas e outros livros, e então conseguimos ler a Bíblia”.

Aqui ele erra ao tentar igualar matemática e gramática com filosofia evolucionista (que, infelizmente, ele confunde com aspectos biológicos realmente científicos).

A verdade é que, ou ficamos com a Bíblia, seus autores e o próprio Jesus (que afirmaram a literalidade/historicidade de relatos como a criação em seis dias e o dilúvio universal), ou abraçamos o revisionismo dos evolucionistas teístas que mais se parecem com a “turma do deixa disso”, dispostos a evitar a controvérsia e promover a boa convivência com a atitude de abaixar a guarda (e a cabeça). E se, para ser bíblico, passarei a ser visto como heterodoxo e à margem da identidade evangélica, que assim seja. Em Seu tempo, Jesus também foi visto como estando à margem da ortodoxia vigente.

A verdade é que cada vez mais fica clara a polarização entre aqueles que guardam os mandamentos de Deus (todos) e proclamam sua crença no Deus Criador (Apocalipse 14:6, 7) e aqueles que defendem qualquer coisa diferente disso, seja a descrença absoluta ou o relativismo travestido de religião.

Michelson Borges

Em tempo: Guilherme também parece concordar com a versão "clássica" e generalista do conceito de "criacionismo da Terra jovem", conforme explicada em certo blog ateu evolucionista: "Criacionismo da Terra Jovem, ou Bíblico, isto é, a visão de que o Universo, a Terra e todas as formas de vida nela, incluindo o ser humano, teriam sido criados há cerca de 6 mil anos mais ou menos como são hoje, ao longo de 6 dias de 24h, conforme descrito no livro Gênesis, da Bíblia." A verdade é que neste ponto não há consenso entre os criacionistas. Há os que creem que o Universo é muito mais antigo que a Terra (a maioria dos criacionistas, creio - entre os quais me incluo); os que creem que a Terra e a vida contida nela tenham cerca de seis mil anos; e os que creem que a Terra possa ser muito mais antiga do que a vida. O consenso está na crença de que a vida na Terra remonta há alguns milhares de anos. Caracterizar todos os criacionistas como defensores de um universo recente é generalização simplista e, talvez, uma tentativa de ridicularizar todos os criacionistas. Além disso, criacionistas bem informados não são fixistas, como tentam fazer parecer os evolucionistas. [MB]

Adão e Eva na Unicamp?!

O fórum não seria sobre religião
Depois de dar destaque ao cancelamento do fórum sobre as origens que seria realizado na Unicamp (confira aqui), o jornal Destak, de Campinas, voltou ao tema no editorial de Paulo Reda, agora com outras tintas, a começar pelo título bem “forçado”: “Adão e Eva na Unicamp”. Reda escreveu que “a Unicamp cancelou seminário sobre a origem da vida que seria um panegírico sobre o criacionismo, hoje rebatizado como ‘design inteligente’”, e escreveu mais: “Alguém propor um debate científico que leve em consideração teses como a criação do mundo em sete dias e Adão e Eva me parece tão absurdo quanto uma discussão sobre se o Sol gira em torno da Terra. É curioso o empenho de grupos religiosos em buscar o endosso acadêmico para a inconsistência do criacionismo.”

Conforme já disse (confira aqui), nenhum dos palestrantes iria falar sobre criacionismo, Adão e Eva ou religião de qualquer tipo. Estávamos bem cientes de que naquele ambiente acadêmico teríamos que abordar nossos respectivos temas de uma perspectiva científica e/ou filosófica. E foi o que nos propusemos fazer, até que a “censura” nos proibiu de falar. O que importavam nossas “subjetividades religiosas”, se nossa abordagem dos temas não seria religiosa? Quiséssemos fazer proselitismo e não aceitaríamos participar de um fórum; faríamos pregações por aí.

Curiosamente, universidades públicas costumam ser bem mais flexíveis quando não estão envolvidos palestrantes criacionistas. Um exemplo recente é o “Seminário Estado, Laicidade e Sexualidade”, com a atividade debate “Fronteiras da Liberdade Religiosa”. Será realizado onde? Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E, que eu saiba, ninguém lá se opôs. Outro exemplo mais antigo, que me ocorre agora, foi a realização de um simpósio sobre prática médica e espiritualidade. Onde? Na USP. Também não houve resistência.

Bem, voltando ao editorial do Paulo Reda, infelizmente, ele não reflete a verdade dos fatos e somente ajuda a promover o preconceito contra aqueles que ousam questionar uma hipótese científica que dominou os campi seculares e vem promovendo a inquisição sem fogueiras contra aqueles que se atrevem a pensar diferente. [MB] 
Leia abaixo a carta enviada pelo químico Marcos Eberlin (um dos palestrantes censurados) à redação do jornal Destak:

Prezados editores do Destak Campinas:

Senhores, sou campineiro, nascido aqui em 1959, cidadão emérito dessa cidade, cidade de que me orgulho ser um centro de erudição e cultura, como poucos no País. Ingressei em 1979, lá me formei em 1982 e sou professor da Unicamp desde 1982. Como cidadão campineiro, em uma cidade como Campinas é, quero acreditar que o jornal Destak pretenda informar seus leitores sobre a verdade dos fatos, e não sobre a opinião não substanciada de alguns.

O editorial de hoje, de Paulo Reda, editor executivo, sobre o Fórum Origens da Unicamp, ficou bastante aquém da verdade. Alias, fez ele alguns juízos de valor por demais equivocados. Fiquei pensando se ele leu o programa do Fórum? Se saberia fazer uma sinopse das palestras propostas? Ou se ele verificou o CV e a formação dos palestrantes? Será?

Eu seria um dos palestrantes do Fórum e o abriria com uma palestra intitulada “A Química do Universo e da Vida”. Nessa palestra, jamais imaginaria tocar em temas como Adão e Eva e o paraíso, ou a idade da Terra. Aliás, nenhum dos palestrantes o faria. Absolutamente não! Estaríamos todos lá para falar única e exclusivamente de Ciência, em sua essência máxima. Cada um de nós, em suas áreas de especialização, abordaria o tema do simpósio – Origens – em suas áreas específicas, de um ponto de vista estritamente científico. Não iríamos, naturalmente, repetir o já desgastado discurso da evolução naturalista, pois somos céticos sobre a evolução, e temos o direito cientifico e acadêmico de assim sermos, pois nossa ciência e nossos dados científicos assim nos permitem.

Eu falaria sobre a química do big bang, da água, do DNA, dos aminoácidos, da homoquiralidade dos seres vivos. E compararia a viabilidade das duas causas possíveis do Universo e da Vida – forças naturais ou ação inteligente – frente ao conhecimento químico e bioquímico que temos hoje sobre os dois. Pena que o Fórum foi cancelado, pois, senão, o que aqui afirmo poderia ter sido lá confirmado.

Imaginar, então, que estaríamos lá para discutir preceitos e conceitos religiosos é pura ilusão, puro delírio, coisa de quem não se informou adequadamente sobre o assunto. Ou expressou uma opinião após ouvir somente um lado do debate.

Concordar com o cancelamento do fórum é fazer coro com a estratégia de combate do naturalismo filosófico, que tenta evitar o debate de nossas origens, que queremos fazer dentro da Ciência e com dados científicos e preceitos científicos, com a estratégia difamatória dos “sem-argumentos” que apregoam e ecoam por aí o slogan naturalista: “Se não é a favor da evolução, então é... religião!” Desclassificando a tese e os que a defendem, ao invés de combatê-la com o bom combate do debate acadêmico de teses e teorias.

Sonhando com fadas e duendes, e Adão e Eva no paraíso, exclamou um deles: “Que façam o debate em suas igrejas...”, não na minha (concluo eu)!

O cancelamento do fórum Origens da Unicamp, onde acadêmicos e cientistas e profissionais gabaritados e conceituados iriam debater a Ciência de nossas origens, propondo uma alternativa ao modelo vigente, só deixou ainda mais clara uma coisa, que eu – junto com muitos por todos lados e de todas as áreas do conhecimento cientifico – estou afirmando: que a evolução faliu como teoria capaz de explicar a origem do Universo e da Vida, e que – por temerem as implicações científicas, teológicas e filosóficas desse fato, e a alternativa que agora se mostra viável – muitos na academia não encontram outra saída a não ser tentar desqualificar a alternativa como... fanatismo religioso, obscurantismo, medieval... E da mesma forma, com os mesmo adjetivos, rotulam os que a defendem.

Mas em Ciência essa estratégia funciona só por um tempo, pois nada em Ciência resiste à força dos dados. Nada em Ciência é melhor do que um dado, um após o outro. E os dados e evidências vencerão a batalha, como já vimos no passado, e mostrarão a todos o que hoje sabemos com muita clareza : de que foi sim uma mente inteligente que orquestrou a Vida e o Universo, para temor e tremor dos que afirmam o contrário. E quem viver, verá!

Quero entender, então, que o jornal Destak é sério e imparcial, como disse, e que estará sempre ao lado da Verdade. Peço, então, que publiquem minha réplica, para o bem do debate, do contraponto, e que cada um julgue quem está com a Verdade, ou mais próximo dela.

Ganharia o leitor, ganharia a Ciência, ganharia Campinas!

Sinceramente,

Marcos N. Eberlin

Descoberta espécie de piranha herbívora

Tometes camunani
O pesquisador Marcelo Andrade, da Universidade Federal do Pará em Belém, documentou um novo tipo de piranha que não come carne: ao contrário das variedades mais comuns do peixe, conhecidas pela voracidade nos rios, o animal descrito pelo engenheiro de pesca se alimenta apenas de ervas aquáticas. Batizada de Tometes camunani, a espécie não é a única piranha herbívora do mundo: existem outros quatro tipos, sendo três no Brasil e um entre Suriname e Guiana, que são vegetarianas. Outras piranhas também podem, por falta de alimento, completar sua dieta com plantas - mas isto não é um comportamento comum nos animais que são estritamente carnívoros. Por isso, a descoberta de Andrade, publicada em artigo da revista científica Neotropical Ichthyology em junho de 2013, é apontada pela ONG ambiental WWF como uma das mais relevantes do ecossistema amazônico nos últimos quatro anos.

O peixe foi identificado no rio Trombetas, oeste do Pará, em 2008. “A espécie foi encontrada durante as coletas realizadas no rio Trombetas num estudo destinado a catalogar as espécies de peixes do rio. Quando os exemplares foram identificados constatamos que uma em especial, uma piranha herbívora, não se enquadrava taxonomicamente com nenhuma já reconhecida pela ciência”, disse o engenheiro.

Porém, o processo de descrição da espécie, para confirmar que se trata de um animal novo, é demorado. Os cientistas precisam comparar amostras para se certificar que o animal ainda não havia sido catalogado. “A partir disso, esses exemplares foram comparados com exemplares de espécies de outras regiões da Amazônia, e pudemos então comprovar que se tratava de uma nova espécie do gênero Tometes.”

Segundo o engenheiro, apesar de ser novidade para os cientistas, o animal já era conhecido pelos índios Wai-Wai, que vivem na região do alto rio Trombetas. “Os indígenas conhecem a espécie como “camunani” mesmo, o chamam assim devido a capturar sob a árvore do camu-camu, planta típica de ambientes encachoeirados, assim com o peixe”, afirma. [...]


Nota: Seria uma nova espécie ou um “resquício” da condição original de todos os seres vivos? [MB]

domingo, novembro 03, 2013

Cinedocumentário conta história do adventismo no Brasil

Origens do adventismo brasileiro
Além dos livros e das pesquisas acadêmicas sobre a história do adventismo no Brasil, a trajetória dos pioneiros que lançaram as bases da denominação no País no fim do século 19 agora também pode ser conferida num documentário produzido pela sede da organização no Sul do Brasil. A produção, intitulada “Homens de Fé”, foi lançada na noite da última terça-feira, 29 de outubro, em Curitiba. A estreia reuniu integrantes da equipe técnica, elenco, administradores da Igreja e membros da denominação de várias regiões.

Acompanhada de mais 12 pessoas, Lúcia Fuckner percorreu cerca de 270 quilômetros, do município de Guabiruba (SC) até Curitiba, para conferir o lançamento. Além de fazer parte de uma família de pioneiros, ela teve também a oportunidade de colaborar com as gravações fazendo figuração. Diante da tela, o sentimento foi de emoção ao ver o resultado do trabalho e relembrar o que os primeiros adventistas enfrentaram para que a fé fosse mantida viva nas gerações seguintes.

Com duração de 37 minutos, o cinedocumentário reconstitui cenas do período com atores profissionais, intercaladas com declarações de pesquisadores do adventismo, historiadores e descendentes de pioneiros. Entre as fontes consultadas estão nomes como Floyd Greenleaf, autor da obra Terra de Esperança; Alberto Timm, doutor em História da Igreja; Renato Stencel, coordenador do Centro Nacional da Memória Adventista; o jornalista e escritor Michelson Borges; bem como o mestre em história adventista, Edegar Link, da Alemanha. Também foi entrevistado para o projeto o autor best-seller Laurentino Gomes, um dos historiadores mais populares do Brasil e autor da trilogia 1808, 1822 e 1889.

Resgate da memória adventista

Homens de Fé narra a chegada do adventismo ao Brasil, analisando como e por que a mensagem do advento se enraizou nas colônias alemãs do Sul do País, se espalhando também para outras regiões, como o interior do Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Nesses lugares, essa mensagem encontraria pessoas sinceras e ávidas pelas Escrituras. “Eu creio que Deus permitiu que a mensagem despontasse nesse meio porque ali encontraria corações preparados, sedentos e que depois dariam a vida por essa causa”, explica o escritor Michelson Borges no filme.

Para a diretora e roteirista do documentário, Fabiana Bertotti, esse enredo, marcado pelo exemplo de pessoas que fizeram tanto com tão pouco, precisa ser contado com mais frequência e de formas atrativas. “Ouvi essa história quando criança e por muito tempo não ouvi falar mais sobre o assunto. Foi o que me levou a sonhar com esse projeto, desejando que as pessoas se familiarizassem mais com essa trajetória tão inspiradora”, relata. “E dirigir ou escrever um projeto dessa envergadura é menos penoso quando você se dá conta de que o verdadeiro Roteirista e Diretor já encheu a todos os participantes do motivo certo para fazer o melhor: engrandecê-Lo”, acrescenta.

Para o ator Rodrigo de Oliveira, que interpretou Carlos Dreefke, personagem que recebeu as primeiras literaturas adventistas no armazém de Brusque – que existe até hoje e foi um dos cenários de gravações de Homens de Fé –, a história é rica, emocionante e poderia ser transformada até mesmo em um longa-metragem. “Há tantos valores importantes e quase extintos na sociedade atual contidos nessa história, que ela merece ser transformada em filme a fim de influenciar o grande público”, sugere.

Na avaliação do presidente da Igreja Adventista nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, pastor Marlinton Lopes, a narrativa deve “reforçar a identidade adventista e fortalecer o senso de missão” dos fiéis.

A produção será exibida em breve pela TV Novo Tempo e também será disponibilizada em DVD. Confira o trailer abaixo.



(Márcio Tonetti, ASN)

sexta-feira, novembro 01, 2013

Vaticano e EUA: convergência para ação comum

Francisco e o embaixador Hackett
O novo embaixador dos Estados Unidos no Vaticano, Ken Hackett, apresentou suas credenciais diplomáticas ao papa Francisco, agora que assumiu o cargo junto à Santa Sé. De acordo com a notícia publicada no American Catholic, Hackett proferiu algumas afirmações do maior interesse, principalmente tendo em conta as aparentemente reconhecidas divergências de opinião e posição que têm havido entre a administração Obama e o Vaticano, ao longo dos últimos anos. A notícia inclui alguns excertos que parecem bem importantes. Eis alguns exemplos, atribuídos ao novo representante norte-americano na Santa Sé: “O embaixador destacou a importância das relações diplomáticas entre os EUA e o Vaticano, e disse que o papa Francisco, no seu curto pontificado, já aumentou o prestígio e a influência da Santa Sé.”

“A popularidade mundial estratosférica do papa Francisco promete aumentar a influência internacional do Vaticano, tornando-o um parceiro diplomático dos Estados Unidos ainda mais valioso.”

“Com a sua ‘atenção para a simplicidade, a humildade e o foco no indivíduo’, o papa está oferecendo um ‘novo sentido do que significa ser um cristão’, que inspirou católicos e não católicos em todo o mundo e revestiu a igreja com melhor reconhecimento do que tinha beneficiado em pelo menos uma década.”

“‘Eu acredito que se nos movermos no ritmo atual e no estilo atual do papa Francisco, daqui a 24 meses ele vai representar uma força muito poderosa no mundo’, disse Hackett. ‘Ele estará de volta aos dias em que João Paulo II estava lidando com os problemas na Polônia. A União Europeia como um governo, provavelmente não será capaz de pensar sobre uma questão importante de paz ou de desenvolvimento humano sem perguntar ‘Qual a posição do Santo Pai sobre isso?’”

“Hackett disse [que o] seu papel é o de mostrar a Washington e ao Vaticano onde é que suas opiniões convergem como base para a ação comum, perguntando: ‘Onde é que vamos encontrar aqui o entrosamento, e como podemos seguir em frente?’”

Convergência, ação comum, entrosamento. Aguardemos para ver como isso vai se materializar...


IURD fará oração pela “alma dos mortos”

Folheto divulga heresia antibíblica
Sinceramente, quando penso que já havia visto de tudo, sou surpreendido por mais uma heresia “iurdiana”. Pois é, no blog de um dos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus é possível encontrar um convite à oração pelos mortos (veja aqui). 496 anos depois da Reforma Protestante, uma igreja dita “evangélica” comete a aberração de interceder pelos defuntos.

Prezado amigo, infelizmente, essa equivocada doutrina católica está ganhando adeptos entre os evangélicos, que por desconhecerem as doutrinas fundamentais das Escrituras comportam-se de forma absolutamente antagônica ao ensino bíblico.

A prática de orar pelos defuntos teve início por volta do 5º século d.C., quando a igreja passou a dedicar um dia específico do ano para rezar pelos seus mortos. No entanto, o culto de finados somente seria instituído na França, no século X, através de um abade beneditino de nome Cluny. Um século depois, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram aos fiéis a dedicar um dia inteiro aos mortos. Já no século XIII, o dia de rezar pelos finados finalmente começou a ser celebrado em 2 de novembro. Essa data foi definida por ser um dia depois da comemoração da Festa de Todos os Santos, em que se celebrava a morte de todos os que faleceram em estado de graça e que por algum motivo não foram canonizados.

Caro leitor, a Bíblia é absolutamente clara ao afirmar que após a morte só nos resta o juízo. Ensina, também, que toda e qualquer decisão por Cristo só pode ser tomada em vida, o que, por conseguinte, nos leva a entender que não existe fundamento teológico para interceder a favor dos mortos.

Para os católicos romanos, a referência bíblica que fundamenta essa prática encontra-se em 2 Macabeus 12:44. Entretanto, nós protestantes, não reconhecemos a canonicidade desse livro, nem tampouco a legitimidade dessa doutrina, uma vez que o Protestantismo não se submete às tradições católicas e, sim, às doutrinas das Sagradas Escrituras.

Segundo a interpretação protestante, a Bíblia nos diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus, e que essa fé seja declarada durante sua vida na Terra (Hebreus 7:24-27; Atos 4:12; 1 João 1:7-10), e que, após a morte, a pessoa passa diretamente [sic] pelo juízo (Hebreus 9:27). Vivos e mortos não podem se comunicar de maneira alguma [Eclesiastes 9:5, 6].

Ora, do ponto de vista bíblico, é inaceitável acreditar que os mortos estejam no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação. Em hipótese alguma, nós, como cristãos, devemos celebrar ou participar de culto aos mortos, antes, pelo contrário, fomos e somos chamados a anunciar aos vivos a vida que somente podemos experimentar em Cristo Jesus. Pense nisso!


Para saber mais o que acontece quando alguém morre, clique aqui.

Terremotos no Chile e no Rio Grande do Norte

Um terremoto de magnitude 6,6 atingiu a costa do Chile na noite desta quinta-feira (31), informou o serviço geológico dos EUA (USGS). O terremoto foi centrado 42 milhas (68 km) a sudoeste da cidade de Coquimbo e em uma profundidade de 6,2 milhas (10 km), de acordo com o USGS. Ainda não houve relatos iniciais de feridos ou danos, segundo autoridades.

E o município de Pedra Preta (RN), a 101 quilômetros da capital, Natal, voltou a registrar tremores de terra. De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Labsis-UFRN), na noite de quinta-feira ocorreram pelo menos sete abalos sísmicos com magnitude acima de 2 graus na escala Richter. 

Os tremores foram registrados entre 23h e meia-noite pelo horário de Brasília (20h e 21h na hora local) por causa de uma atividade sísmica em Pedra Preta que ainda está em processo de desenvolvimento. De acordo com o Labsis, um tremor de magnitude maior não está descartado. “Diante da situação é aconselhável que os moradores fiquem fora de suas residências”, alerta o órgão.

(Com informações do G1 e do Terra)


quinta-feira, outubro 31, 2013

A vida na Terra não surgiu por acaso

Máquinas moleculares complexas
A origem da vida na Terra ainda é um grande mistério. Os pesquisadores não sabem dizer como ocorreu seu surgimento a partir de conjuntos de produtos químicos inanimados. Isso porque é difícil saber quais produtos existiam há mais de três bilhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] – mas podemos estudar as biomoléculas que temos hoje para descobrir mais sobre o assunto. Máquinas moleculares presentes nas células, misturadas com produtos químicos gordurosos, formam uma versão primitiva de membranas celulares – o estudo dessas máquinas, por exemplo, pode ser uma descoberta fantástica que irá explicar como a vida se formou na Terra e como pode se formar em outros planetas [mesmo estudando máquinas moleculares os pesquisadores relutam em falar do Projetista dessas máquinas].

Em 1987, o Prêmio Nobel de Química foi dado a Donald J. Cram, que demonstrou como moléculas complexas podem executar funções muito precisas. Um dos comportamentos dessas moléculas é chamado de auto-organização, pois vários produtos químicos diferentes se juntam graças às muitas forças que atuam sobre eles, formando assim uma máquina molecular que permite a execução de tarefas complexas [complexidade e “software” de auto-organização. O que isso lhe sugere?]

Pasquale Stano e seus colegas da Universidade de Roma (Itália) estavam interessados em utilizar esse conhecimento para investigar as origens da vida. Para tornar as coisas simples, eles escolheram um conjunto que produz proteínas [se escolheram, se valeram de inteligência e organização, o que, de modo algum, sugere aleatoriedade e acaso, como desejam provar]. Esse conjunto é constituído de 83 diferentes moléculas de DNA, programadas [programação pressupõe um programador] para a produção de uma proteína fluorescente verde, que pode ser observada com um microscópio confocal. Esse conjunto só produz proteínas quando as moléculas estão próximas o suficiente a ponto de reagir uma com a outra. Porém, quando o conjunto é diluído com água, elas não podem mais reagir. É esse um dos motivos para o interior das células ser cheio.

Tentando recriar essa aglomeração molecular para entender a origem da vida, Stano adicionou um produto químico chamado POPC à solução diluída. Moléculas gordurosas, tais como a POPC, não se misturam com água, e quando colocadas no líquido, formam automaticamente os chamados lipossomas, que possuem uma estrutura parecida com a das membranas de células vivas, por isso são bastante utilizados para o estudo da evolução das células.

Com o estudo, Stano relatou que cinco em cada mil lipossomas tinham todas as 83 moléculas necessárias para a produção da proteína. Esses lipossomas produziram uma grande quantidade da proteína GFP e brilharam verde sob um microscópio.

Cálculos computacionais revelam que, mesmo por acaso, cinco lipossomas em mil não poderiam ter juntado todas as 83 moléculas do conjunto – a probabilidade calculada é essencialmente zero, o que significa que algo bastante singular está acontecendo.

Stano e os outros pesquisadores da sua equipe ainda não entenderam por que isso aconteceu. Pode ainda ser um processo aleatório que um modelo estatístico possa explicar [a esperança nunca morre...]. É possível que essas moléculas particulares estejam adequadas para esse tipo de automontagem por já estarem altamente evoluídas [o que piora a situação num cenário de moléculas mais simples, como propõe a teoria da evolução]. Um próximo passo importante é descobrir se moléculas semelhantes, mas menos complexas, são capazes de repetir o mesmo efeito.

Independentemente das limitações, o experimento de Stano demonstrou pela primeira vez que a automontagem em células simples pode ser um processo físico inevitável [sim, mas ainda permanece o enigma: Como teria surgido a primeira célula capaz de automontagem?]. Descobrir exatamente como isso acontece significa dar um grande passo para a compreensão de como a vida no planeta Terra se formou [não tem jeito: na cabeça deles a vida simplesmente “se formou”, e não consideram outra possibilidade mais lógica: a de que vida somente provém de vida, como demonstrou cientificamente Louis Pasteur].


Nota: Se a probabilidade de cinco em mil já é insuficiente, nem é preciso dizer sobre o resto que extrapola para mais de um em milhões/bilhões. Como diz o amigo físico Evandro Oliveira, “a fé cega no acaso é o paganismo deste século”. [MB]