quarta-feira, setembro 14, 2016

Afinal, quem é Jesus Cristo?

Homem, deus ou Deus?
UMA RESPOSTA AOS ANTITRINITARIANOS

Em parte, posso dizer que devo minha conversão a um colega de classe testemunha de Jeová. Quando fazia o curso de química no ensino médio, lá em Criciúma, SC, num intervalo entre as aulas, no ano de 1991, entrei num debate com esse amigo que tentava me provar que Jesus havia sido criado por Deus, sendo, portanto, um deus – assim, com letra minúscula. Apesar de ser católico praticante, na época, eu não conhecia o suficiente da Bíblia para provar para aquele colega que ele estava equivocado. No entanto, a própria lógica me dizia isso. Argumentei que eu jamais aceitaria o amor de um Deus que, em lugar de morrer por Suas criaturas caídas, criasse um deus substituto para vir aqui morrer pelos pecadores. Isso não faz sentido. Isso não é amor. Cria e creio em um Deus que “tabernaculou” com os seres humanos. Fez aqui Sua morada, o “Deus conosco”, encarnado para mostrar Sua identificação completa com a humanidade que Ele criou e redimiu. O meu Deus veio até aqui e morreu por mim! Não enviou outro para fazer isso. Exatamente como eu faria, caso um de meus filhos estivesse em perigo. Eu não mandaria outro em meu lugar e ficaria assistindo sentado.

Enquanto conversávamos, outro colega de classe se aproximou e começou a participar da conversa. Ele conhecia bem a Bíblia e usou diversos textos para apoiar “meu” ponto de vista. Isso me deixou muito feliz! Depois de algum tempo, a testemunha de Jeová pediu licença e se afastou de nós. O Vanderlei e eu continuamos conversando por mais algum tempo e eu acabei descobrindo que ele era adventista do sétimo dia. Nos tornamos amigos e passamos a estudar a Bíblia juntos, por vários meses. O desfecho dessa história você pode ver neste vídeo e nesta entrevista. Mas permanece minha gratidão ao colega testemunha de Jeová. Ele foi uma peça-chave para que eu conhecesse a verdade bíblica.

Então, vamos falar um pouco mais sobre esse Jesus divino-humano que me cativou e a quem sigo do fundo do meu coração. Seria bom você ter uma Bíblia à mão para conferir os textos que serão citados.

O evangelho de João foi escrito em uma época em que a igreja cristã estava começando a ter problemas com heresias. O Docetismo negava a humanidade de Cristo. Os Ebionitas diziam que Jesus era um grande profeta, um homem extraordinário. O Monarquianismo sustentava que Jesus era simplesmente um homem que recebeu poder do Pai por ocasião do batismo. O Arianismo negava a divindade de Cristo e do Espírito Santo. O Monofisismo defendia uma só natureza. João escreve seu evangelho e suas epístolas nesse contexto, para exaltar a legítima divindade e eternidade de Cristo.
 
Em João 8:24, Jesus diz: “Por isso, Eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados.” O texto claramente demonstra a importância fundamental de se crer na divindade de Jesus, além da Sua humanidade. “Eu Sou” é a expressão utilizada para o Deus Eterno no Antigo Testamento. O texto não está dizendo que Jesus é o Pai, mas que é divino e eterno tanto quanto o Pai. O grego “ego eimi” na Septuaginta vem do hebraico “ani hu”, usado em Deuteronômio 32:39: “Vede, agora, que Eu Sou, eu somente, e mais nenhum deus além de mim.”
  
Em Isaías 43:10 lemos: “Vos sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor, o Meu servo a quem escolhi para que o saibais, e Me creiais, e entendais que Sou Eu mesmo, e que antes de Mim deus nenhum se formou, e depois de Mim nenhum haverá.”
 
Esses textos são muito claros. Jesus não é um deus com d minúsculo, pois no texto fica evidente que nem antes nem depois deus algum surgiu. Deuteronômio 32:39 diz que não existe nenhum outro deus além do verdadeiro e único Deus. Jesus não é uma divindade menor que o Pai. Mas um ser, uma pessoa divina igual ao Pai.

“Vós sois as Minhas testemunhas, o Meu servo a quem escolhi.” Portanto, esse verso não se aplica a quem não reconhece Jesus como o Eu Sou. “Morrereis em vossos pecados”, diz a Bíblia Sagrada. O texto é claro. A salvação só seria possível se alguém fizesse a ligação entre o céu e a humanidade, unidos em uma pessoa, Jesus. Isso, para o judeu, é difícil de entender. Deuteronômio 6:4 diz: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus, é o único Senhor.” Um texto que aparentemente mostra a unicidade Divina. O único Senhor. Só que esse “único” aqui, no hebraico, é echad, uma unidade composta. Echad aparece inicialmente no relato da criação: “Houve tarde e manhã, o primeiro dia” (Gênesis 1:5). Tarde e manhã formam um único dia. Depois, em Gênesis 2:24: “Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma [echad] só carne.” Duas pessoas distintas formando uma echad, uma só carne.
  
“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único [echad] Senhor.” Moisés, inspirado por Deus, usou echad. Uma unidade composta, e não uma palavra que representasse uma unidade absoluta. Se Deus desejasse ser retratado como uma unidade absoluta, Moisés teria utilizado yachid, como aparece em Gênesis 22:2, referindo-se a Isaque. Moisés, inspirado por Deus, usou a palavra que melhor poderia retratar a Divindade. Uma divindade formada por mais de um ser pessoal. Uma unidade em natureza, propósito e cooperação, não uma unidade de um único ser.
  
Gênesis 1:1 diz: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” Nesse verso Deus (Elohim) aparece no plural. O singular é Eloah. O plural é Elohim.

Gênesis 1:26: “Façamos o homem à nossa imagem e à nossa semelhança.”
  
Gênesis 3:22: “Se tornou como um de nós...”
  
Moisés poderia ter usado Yhwh ou Eloah, em Gênesis 1:1, mas não usou. E sabe por que não? Porque ele escreveu inspirado por Deus.
  
Salomão, também inspirado por Deus, escreveu em Eclesiastes 12:1: “Lembra-te dos teus Criadores [Bore ka] nos dias da tua mocidade.” Por que será que Deus inspirou Salomão a escrever “teus Criadores”? Para que no futuro, quando aparecesse o Messias dizendo que também era e é o “Eu Sou”, começasse a abrir a mente das pessoas para essa nova compreensão.

Em João 8:24, 28 Jesus disse três vezes “Eu Sou”. Em João 8:54, Jesus Se apresenta como o “Eu Sou”, o Eterno. Isso porque a pergunta dos judeus tinha a ver com a idade de Jesus, e Ele respondeu à pergunta dizendo: “Eu Sou”, “Eu sempre existi”, “Sou o Eterno”. E essa resposta de Jesus, apontando para a Sua eternidade, deixou os judeus furiosos. Se a resposta de Jesus não retratasse Sua divindade eterna, os judeus não iriam querer matá-Lo. Para a mente dos judeus, que nem pronunciavam o nome de Deus, Jesus dizer que era o Eterno foi demais. Se Jesus só tivesse dito que já existia antes de Abraão, os judeus iriam morrer – morrer de rir. Mas não, Jesus respondeu à pergunta deles Se apresentando como o Eterno, o Eu Sou. Cinquenta anos, quinhentos anos, cinco mil anos não são nada para o Eterno.
  
Tem que se fazer uma tradução muito “criativa” para ofuscar a divindade de Jesus Cristo. Por isso as testemunhas de Jeová têm que ter uma Bíblia só para elas (clique aqui e leia sobre a Tradução do Novo Mundo). Além do malabarismo criativo, há as inverdades incluídas nas explicações dos textos. Mesmo que alguma testemunha de Jeová entendida em grego diga que a Septuaginta em Êxodo 3:14 é diferente de João 8:58, é simples: isso não é verdade. Trata-se de má-fé. Se não for entendida em grego, trata-se apenas de ignorância. Menos mal.
  
Na Septuaginta, a expressão “Eu Sou”, de Êxodo 3:14, está traduzida para “Ego Eimi”, exatamente a mesma expressão usada em João 8:58, provando de maneira insofismável a divindade de Cristo. (Clique aqui e confira Êxodo 3:14 na Septuaginta online.)

Veja só: o que é dito ser o argumento mais forte contra o Eu Sou é, na verdade, uma mentira. Resumindo, os dois argumentos contra o Eu Sou são muito fracos, e, como eu já disse neste vídeo, atendem ao interesse de Lúcifer de rebaixar Jesus. O primeiro argumento é uma mentira, o segundo é só falta de percepção. Jesus é o grande Eu Sou. Está, sim, na Septuaginta; e Jesus retratou Sua existência eterna quando Lhe perguntaram se conhecia Abraão.
  
As testemunhas de Jeová ainda afirmam que a frase “Eu Sou”, de João 8:58, pode ser empregada no chamado “presente histórico”. Embora exista o “presente histórico”, aplicá-lo a essa passagem é um verdadeiro absurdo, pois a gramática nos ensina que seu uso é para relatar fatos passados, como se fossem presentes, para tornar mais vívida a narração.

Mas a prova final de que Jesus Se declarou o Deus Eterno é que os judeus tomaram pedras para apedrejá-Lo. As leis judaicas permitiam o apedrejamento apenas em cinco casos: espíritos adivinhadores (Lv 20:27); blasfêmia (Lv 24:27); filhos obstinados (Dt 21:18-21); falsos profetas que levavam o povo à idolatria (Dt 13:5-10); adultério e estupro (Dt 22:21-24; Lv 20:10).
  
Cristo emprega o Eu Sou porque denota uma existência contínua, que o tempo não pode medir. Por esse motivo a expressão pareceu blasfêmia aos judeus.
  
Ainda em João 5:58, lemos: “Antes que Abraão tivesse nascido [genesthai], Eu Sou [Ego Eimi].” Para Abraão foi utilizado genesthai, que indica nascimento, geração. Para Jesus foi utilizado eimi, que significa “ser existente”. Se Jesus tivesse sido em algum momento no passado gerado por Deus, deveria ser utilizado o termo genesthai, jamais eimi, “ser existente”. O grego jamais admitiria o uso de “Eu tenho sido”. Fazer isso é uma violência ao texto bíblico. A única tradução possível é “Eu Sou”. A Tradução do Novo Mundo violenta as Escrituras Sagradas na tentativa de depreciar Jesus. Ele mesmo disse ser o EU SOU.
  
O mesmo termo “Eu Sou”, utilizado para Jeová no Antigo Testamento, se aplica a Jesus no Novo Testamento. Segue-se que Jeová e Jesus são “um” em substância, poder e eternidade.
  
Em João 1:18, lemos: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” Se ninguém viu a Deus, e as pessoas viram Jesus, então Jesus não é Deus? Será que é isso mesmo? João 1:18 apresenta o clímax do prólogo do livro de João. O verbo que é Deus Se fez carne para habitar conosco. A encarnação é retratada em João 1:14 e explica o verso 18. A encarnação cobriu a divindade de Cristo, permitindo que Ele pudesse ser visto pelas pessoas sem que elas morressem. Dessa forma, Jesus revelou a divindade sem que os que O viram tivessem que morrer.
  
A encarnação, portando, tem muito a ver com a divindade. A encarnação é o Verbo Se fazendo carne para podermos vê-Lo sem ser destruídos. É o se esvaziar do esplendor da divindade ao assumir a humanidade. É o revestir a divindade com a humanidade. É Se humilhar ao cobrir Sua divindade com a humanidade. 
  
Quando João escreve sua primeira epístola, no capítulo 4, a Divindade encarnada é o contexto do que ele está falando. Veja 1 João 4:1. Devemos provar os espíritos porque existem muitos falsos profetas. Como identificar os falsos profetas? Os versos 2 e 3 respondem: se essa pessoa não reconhecer a encarnação de Jesus, é um falso profeta. Jesus, sendo Deus, Se fez carne para que pudesse revelar a Divindade para a humanidade. Por isso os falsos profetas não aceitam a encarnação de Jesus. Não aceitam que uma das pessoas da Divindade Se humilhou, Se esvaziou ao assumiu a humanidade.
   
1 João 4 complementa esse assunto da encarnação, dizendo: “Deus é amor” (v. 8). Essas palavras – “Deus é amor” – não possuem significado real a menos que Deus seja pelo menos a união de duas pessoas. Amor é algo que uma pessoa tem por outra pessoa. Se Deus fosse uma pessoa singular, então, antes que o Universo e os anjos fossem criados, Ele não teria sido amor. Pois se o amor é a própria essência da natureza de Deus, Ele precisa haver amado sempre, e, sendo eterno, deve ter possuído um eterno objeto de amor. Alguém para amar. Além disso, o perfeito amor somente é possível entre iguais. Adão, na criação, num ambiente perfeito, só se tornou completamente feliz quando foi criada uma pessoa igual para ele poder amar. Nós somos assim, porque somos a imagem e semelhança de Deus. Deus é amor. Sempre foi amor. Por toda a eternidade. E exatamente por isso decidiu vir aqui em pessoa, na pessoa do divino Jesus, para morrer por nós, como tentei provar para meu amigo testemunha, lá nos anos 1990.

João, inspirado por Deus, não perdeu as oportunidades de salientar a divindade de Cristo. Em João 20:28, apresenta Tomé reconhecendo a divindade de Cristo. As testemunhas de Jeová acabaram, por assim dizer, inventando um panteão de deuses verdadeiros ao afirmar que Jeová é o Deus eterno e Jesus, um deus também verdadeiro, mas inferior. Tipo na mitologia grega e em tantas outras. Mas não existe nenhum Deus (maiúsculo) ou deus (minúsculo) além do verdadeiro (Isaías 45:21-23; 37:16-20; 44:6-8).
   
Em João 20:28, Tomé chama Jesus de Senhor meu e Deus meu. E aqui há o artigo antes de Deus, indo contra a interpretação jeovista que procura desmerecer outros textos que não têm o artigo. Só que aqui tem. Refere-se a Deus mesmo. E Jesus é esse Deus que Tomé reconheceu. Jesus repreendeu Tomé? Não, não repreendeu. Jesus confirmou o que ele falou, ao dizer: “Porque Me viste, creste?” “Você acreditou que Eu sou o Senhor e que sou Deus por que você Me viu? Bem-aventurado quem não viu, mas creu.”
    
Uma vez uma testemunha disse que Tomé tinha ficado tão surpreso, que disse: “Meu Deus!” Quando se tenta forçar o texto bíblico para se harmonizar com crenças particulares, dá nisso. Chega a ser uma afirmação absurda. Imagine se um judeu iria tomar o nome de Deus em vão. Sem contar que Jesus o repreenderia naquele exato momento. Mas isso não aconteceu. Vamos analisar o texto.
    
A expressão de Tomé: “Ho theos moy” só pode ser traduzida por “Deus meu”. Aqui o artigo definido ho aparece junto de Kyrios (Senhor) e de Theos (Deus). O próprio Diaglótico Enfático traduz como “o Deus de mim” ou “meu Deus”. E é Deus maiúsculo, o eterno, referindo-se a Jesus. E Jesus não contestou, não repreendeu, mas concordou com Tomé. Você creu porque viu. Tomé agora estava pronto para servir Jesus como Senhor e adorá-Lo como Deus, o Eterno.
    
Outro ponto importante a destacar é a sintaxe da conjunção aditiva kai = e. “Senhor meu e [kai] Deus meu.” Para explicar kai vamos para outro texto: Tito 2:13. Esse verso, obviamente, é adulterado na Tradução do Novo Mundo. Mas vejamos o que o texto diz na Bíblia Sagrada: “Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do grande Deus e Salvador Cristo Jesus.” “Grande Deus e nosso Salvador Cristo Jesus.” Essa é a forma correta de traduzir esse texto. A Tradução do Novo Mundo traz equivocadamente assim: “...do grande Deus e de nosso salvador, Cristo Jesus.” Será que as regras gramaticais permitem essa tradução? Vejamos.
     
As excelentes gramáticas gregas de Moulton, Blass e Robertson são unanimes ao afirmar que Tito 2:13 apresenta referência a apenas uma pessoa e, portanto, só pode ser traduzido desta forma: “Nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo.”
 
Dana e Mantey, em sua gramática do grego do Novo Testamento, na página 147, apresentam a seguinte regra de Granville Sharp, sobre a sintaxe do artigo: “Quando a partícula copulativa kai está unida a dois nomes do mesmo gênero, se o artigo preceder o primeiro dos ditos nomes ou particípios, e não estiver repetido antes do segundo nome ou particípio, o último sempre se refere à mesma pessoa expressa ou descrita pelo primeiro nome ou particípio, isto é, denota uma mais ampla descrição da primeira pessoa citada.”
 
Isso tudo quer dizer: quando a conjunção aditiva kai (e) ligar dois nomes do mesmo caso, se o artigo vem antes do primeiro nome e não é repetido antes do segundo nome, essa última sempre se refere à mesma pessoa descrita pelo primeiro nome.
 
Resumindo, a melhor tradução, sem dúvida, é: “...grande Deus e Salvador Cristo Jesus.”

Viu só como é importante conhecer a língua original quando o assunto é tradução? O problema é quando a preocupação não é com a tradução, mas com a “tradução” que seja adequada a uma interpretação doutrinária particular.

Veja também 2 Pedro 1:1: “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo.” Simão Pedro é o servo e Jesus Cristo é o apóstolo? Claro que não. Servo e apóstolo se referem apenas a Simão Pedro. No mesmo verso, na parte final de 2 Pedro 1:1, lemos: “...justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.” O texto é claro, não né? Mas, para que a clareza seja mascarada, é necessário modificar uma letrinha aqui, acrescentar uma preposição ali e modificar outro detalhe acolá. Se a forma de traduzir o grego da Tradução do Novo Mundo fosse correta, encontraríamos respaldo unânime nos grandes eruditos da língua.

Vamos a João 1:1 agora. Esse texto é de uma clareza espetacular. Mas é claro que as testemunhas tinham que colocar a mão e traduzir de modo particular. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Assim está na Bíblia Sagrada. No verso 14 é dito que o Verbo é Jesus, o Deus encarnado, para que os humanos consigam ver a Deus sem morrer. Jesus teve que Se revestir da humanidade. “O Verbo era Deus.” Significa dizer que Jesus sempre foi Deus. Sempre. Nunca houve um tempo em que Ele não existisse como Deus. O Verbo era Deus. Afinal, o verso 3 diz que nada pôde ser feito sem Ele. Nada. “O Verbo estava com Deus.” União íntima dos seres que formam a Divindade. Lembra de Echad, o único de Deuteronômio 6:4? E do “uma só carne” de Adão e Eva, lembra? União íntima, profunda. “O Verbo estava com Deus.” Apesar de uma íntima união, Jesus, o verbo, não é Deus Pai. São pessoas divinas diferentes. Mas “o Verbo”, agora, na parte final do texto, “era Deus”. Deus maiúsculo. Ele era, sempre foi Deus em toda a eternidade.
 
Querem torcer a tradução desse verso? Então vamos para o grego. A gramática grega esclarece o caso. A regra de Corwell, descoberta em 1930: “Predicados nominais definidos que precedem o verbo normalmente não trazem o artigo definido. Um predicado nominal que precede o verbo não pode ser traduzido como substantivo indefinido ou ‘qualitativo’ tão-somente em virtude da ausência do artigo; se o contexto sugere que o predicado é definido, deve ser traduzido como definido.”
 
A frase transliterada do grego para o português é assim: “Kaí Theos en ho logos.” Kai (“e”, conjunção); Theos (“Deus”, predicado nominal sem artigo definido vindo antes do verbo); en (“era”, o verbo intransitivo que conecta o sujeito, ho logos, ou “o Verbo”, o nome, ao predicado nominal, Theos, ou “Deus”); ho logos (“o Verbo”, o sujeito ou nome da sentença).

A opção mais coerente é a “qualitativa”. Essa opção destaca que, embora a pessoa de Cristo não seja a pessoa do Pai, Sua essência é idêntica. A ideia de um Theos qualitativo é de que o Verbo possui todos os atributos e qualidades que o Pai possui. Jesus compartilha a essência do Pai, embora sejam pessoas distintas. A construção que o evangelista escolheu para expressar a ideia foi a forma mais concisa pela qual ele poderia haver dito que o Verbo era Deus e ainda assim distinto do Pai. Obviamente, João não está dizendo que Jesus, que possui a divindade, era simplesmente “um deus”, tampouco sugere que podemos igualar Jesus à pessoa de Deus o Pai. Ao contrário, João emprega aqui uma gramática cuidadosamente escolhida a fim de expressar sua convicção de que os cristãos, junto com o discípulo Tomé, podem verdadeiramente confessar Jesus como “meu Senhor e meu Deus” (João 20:28).

João está declarando do modo mais direto possível que “Deus” pode ser usado como um predicado nominal “qualitativo” para descrever Jesus como alguém que compartilha da essência plena da natureza divina de Deus o Pai. Amém! Glória a Deus! João, inspirado pelo Espírito Santo, foi cuidadoso com a gramática, assim como deveriam ser os tradutores bíblicos. Além de reverência e respeito pelo texto bíblico, tradutores devem ter muito conhecimento da língua que estão traduzindo e da língua para a qual estão traduzindo. Isso evita uma série de distorções e até heresias.

E por que não usar “o verbo era um deus”? Porque o argumento gramatical é fraco, com pouca ou nenhuma evidência para apoiá-lo. O Novo Testamento apresenta Theos sem o artigo definido em 282 lugares. E dessas 282 ocorrências, apenas 16 são traduzidas na Tradução do Novo Mundo como “um deus”, “deuses” ou “divino”. Isso demonstra claramente um padrão de tradução arbitrário, incoerente e sem lógica alguma. Além da tentativa de harmonizar suas doutrinas à revelia do texto bíblico, usar a expressão “um deus” conduziria a uma versão de panteísmo. A heresia sempre leva a conclusões absurdas. Um erro leva a outro.

Em textos como Marcos 12:26, 27 e Lucas 20:37, 38 não há o artigo e ninguém questiona que se referem a Jeová, ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. E no caso de Mateus 1:23, “Emanuel, Deus conosco”, a palavra “Deus” é antecedida pelo artigo grego ho. E a mesma coisa acontece em João 20:28, na declaração de Tomé. Texto claríssimo. Esse texto da declaração de Tomé nem a Tradução do Novo Mundo conseguiu modificar. Deus ali é maiúsculo. (Leia também: “Como usar um guardanapo para provar que uma testemunha de Jeová está errada”)

Talvez seja por isso que A Sentinela de 15 de setembro de 1910, na página 298, recomenda: “Ademais, nós não apenas achamos que as pessoas não podem ver o plano divino estudando a Bíblia por si só, mas também que se alguém coloca os Estudos das Escrituras [livro deles] à parte e se concentra apenas na Bíblia, ainda que tenha se inteirado da Bíblia por dez anos, nossa experiência mostra que dentro de dois anos ela andará em trevas. Por outro lado, se tivesse lido simplesmente os Estudos das Escrituras [livro deles] com suas referências, e não tivesse lido nenhuma página da Bíblia, estaria na luz ao final dos dois anos.”

E mais: A Sentinela, de 1o de dezembro de 1981, na página 27 (edição norte-americana), diz o seguinte: “A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando [a organização das testemunhas], nós não alcançaremos progresso na estrada para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia.”

Esses são conselhos para não serem seguidos. Quer um infinitamente melhor? Leia 2 Timóteo 3:16 e 17 e estude a Bíblia Sagrada por si mesmo, com a ajuda do Espírito Santo. Tenho certeza de que, se fizer isso com sinceridade, permitindo que o texto fale por si mesmo, você encontrará Jesus, o verdadeiro Jesus Cristo.

Para encerrar, leia Apocalipse 22:12 e 13: “Eis que venho sem demora... sou o alfa e o ômega.” O primeiro e o último. O princípio e o fim. Quem é esse que disse que vem sem demora? Apocalipse 22:20: “Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” Apocalipse 1:17 e 18: “Eu sou o primeiro e o último e aquele que vive, estive morto, mas eis que estou vivo.” Quem é o primeiro e o último? Aquele que esteve morto, mas agora vive: Jesus. Apocalipse 2:8: “Estas coisas diz o primeiro e o último, que estava morto e tornou a viver.” São títulos aplicados a Deus o Pai e a Jesus, também. Isaías os aplica ao Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e Eu sou o último, e além de Mim não há Deus” (44:6); “Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; Eu sou o mesmo, sou o primeiro e também o último” (48:12).

Em breve teremos a oportunidade de conhecer pessoalmente o nosso “grande Deus e Salvador”. A volta de Cristo, pessoal e visível, está muito próxima. Eu quero muito que esse dia chegue! E você?

(Michelson Borges é jornalista e mestre em Teologia; Vanderlei Ricken é formado em Biblioteconomia)

Uma família transformada e unida por Jesus

Casal Berti: vidas transformadas
Meu nome é Lucinei Bongiolo Berti, tenho 43 anos, sou casado com Joselina Pegoretti Berti há praticamente 25 anos, e temos dois filhos lindos e amorosos: Bárbara (23 anos) e Mateus (18 anos). Moramos em Indaial, SC, cidade próxima a Blumenau. Queremos partilhar com você as mudanças ocorridas em nossa vida, a fim de motivar outras pessoas para que conheçam a verdade e, por meio da Bíblia e seguindo as orientações de Deus e os exemplos deixados por Jesus Cristo, encontrem a verdadeira felicidade. Sempre fomos católicos praticantes e atuantes em nossa comunidade. Viemos de uma família tradicional católica. Eu, em particular, com 11 anos, me apaixonei pela vida e os caminhos de Jesus e resolvi segui-los. Mas ocorreram alguns fatos e, anos depois, a história começou a mudar.

Eu era o coordenador da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, e também da minha comunidade Sagrado Coração de Jesus. Também era ministro da Palavra, além de desempenhar outras funções. Queria me preparar para fazer um bom trabalho. Sentia o chamado forte de Deus. Mas a fé sem obras é vã. Queria primeiro fazer algumas “obras”, e depois me dedicar ao Diaconato.

Tínhamos uma atividade intensa na comunidade e na Paróquia. Toda a família: minha esposa era tesoureira, ajudava na liturgia, fazíamos parte do grupo de canto, coordenávamos as instruções e os encontros de coroinhas em nível de Paróquia e Diocese. Participávamos dos grupos de reflexão, enfim, se havia uma função pastoral, estávamos participando.

Nossos filhos nos acompanhavam em tudo. A Bárbara era catequista e o Mateus, coroinha. E ambos participavam de teatros (Páscoa e Natal) e dos grupos de Infância Missionária.

Somos uma família de classe média, mas temos origem humilde. Com muito esforço, minha esposa e eu estudamos e nos formamos. Procuramos sempre ser um diferencial dentro das empresas nas quais trabalhamos. Sou técnico em eletrônica e minha esposa é técnica de segurança do trabalho, e posteriormente concluiu o ensino superior em Sistemas de Informação (Informática). Sempre fomos muito dedicados à família e aos filhos. Sempre fizemos atividades juntos: férias, lazer, etc. Para nós a família é muito, mas muito importante.

Assim, minha esposa e eu vencemos pelo conhecimento profissional, almejamos o mesmo para nossos filhos e sempre pensamos em colocá-los em um colégio particular. Como não tínhamos renda suficiente, fomos adiando isso até o ano de 2007, quando procuramos o melhor colégio da cidade, o Colégio Adventista de Indaial (Cadi), e matriculamos nossa filha Bárbara na 8º série. Posteriormente, em 2010, matriculamos o Mateus, na 7º série. Começaram aí, sem querer, sem planejar, as mudanças em nossa vida.

Nossos filhos, como sempre foram envolvidos e gostavam de participar em tudo o que tinha ligação com Jesus Cristo e a Bíblia, passaram a fazer estudos bíblicos, se envolveram nas atividades do colégio, conversavam com os pastores, com o capelão, etc. Não percebemos o que estava por vir. As mudanças incríveis que experimentaríamos! Deus começava a colocar em prática o projeto dEle.

Pouco depois, aconteceu um fato marcante para nós. Assumiu um novo pároco na comunidade e as coisas começaram a mudar. Muitas pessoas reclamavam de certas atitudes dele. Infelizmente, ele espalhou muitas ovelhas que estão perdidas até hoje. Mas ninguém tinha coragem de falar com o bispo. Quem ia reclamar com o pároco, ele afastava do cargo ou da função.

Depois de refletir muito, redigi uma carta e enviei-a ao bispo. Das onze comunidades, coletei assinaturas de oito, e entreguei a carta ao bispo da Diocese de Blumenau. Após receber a carta, ele marcou uma reunião geral com as lideranças de todas as comunidades, sem a presença do pároco. Essa reunião deu o maior “bafafá”. O bispo veio e o salão paroquial ficou lotado. Ele ouviu a todos.

Alguns dias depois dessa reunião, o pároco marcou outra reunião em nossa comunidade, para tratar de algumas mudanças que ele queria promover. Toda a liderança da comunidade rejeitou as propostas e houve até discussão. Foi uma confusão tremenda, com muitas ofensas de ambas as partes.

Depois disso, o padre me afastou da comunidade, juntamente com minha família e outros membros, ministros, etc. Afastou todo o pessoal e formou uma nova coordenação. Decidimos parar e refletir sobre qual era a mensagem que Deus tinha para nós; o que Deus queria de nós. Eu estava perplexo. Foi um momento muito difícil. Mas nunca nos afastamos da Fonte: Deus. Começamos a frequentar as missas na comunidade do centro da cidade, com outro padre. Mas isso era pouco para a Josi e, principalmente, para mim. Sempre quis estar bem perto de Cristo, seguir o caminho dEle. Mas faltava algo... Eu me colocava à disposição e ninguém me acolhia. Achei isso tudo muito estranho.

Certa vez, eu disse em minhas orações: “Deus, ou Tu me dizes logo o que queres, ou... olha... olha. Sei que a messe é grande e poucos são os operários, e eu aqui, ‘dando sopa’, querendo ajudar, e nada.” Foi um momento de grande reflexão. Dizia para minha esposa: “Se me chamarem para limpar o banheiro, eu vou correndo. Gosto muito de ajudar. Faço leituras, comentários, canto, etc., etc. E nada.”

No meio dessa turbulência, aconteceu algo que na época chamei de “punhalada”, mas que hoje chamo de bênção. Nossa filha se converteu à Igreja Adventista do Sétimo Dia, e meu mundo caiu. Até ameacei de me matar. Ela disse que eu estava cego e que não tinha volta. Disse que havia conhecido a Verdade. Revoltei-me tanto, tanto, tanto! A revolta não cabia dentro de mim. Mas a minha fé e as orações continuavam, e também sei que muita gente orava por mim.

Minha “carta de suicídio” estava pronta. Sério! Queria dar um fim a tudo aquilo. Nessa carta eu pedia perdão apenas para meus pais e para minha esposa. Eu não aguentava mais tanta desilusão. Acusava o mundo e, sobretudo, a Igreja Adventista. Tudo porque matriculei meus filhos no Colégio Adventista. Só que ainda vinha mais uma dor pela frente: percebemos que o Mateus estava seguindo o mesmo caminho da Bárbara. O menino estudava a Bíblia quase todos os dias. “Ah”, eu disse, “tem algo errado aí!” Não paravam de chegar estudos bíblicos gratuitos pelo correio. Era um para a Bárbara e um para o Mateus. A Josi e eu colocamos o Mateus na parede: “Tu não vais fazer que nem a Bárbara e mudar de religião! Tu tens um pai e uma mãe. Temos uma tradição. Olha a vergonha que vamos passar.”

Ele disse palavras duras, na época: “Vergonha por que conheço mais do que vocês a Bíblia e a vida de Jesus?”

Mas ele fez um propósito: “Pai, mãe, vocês confiam no poder da oração? Vocês confiam em Deus?” “Mas é claro. É claro que sim”, respondemos.

Então ele pegou a Bíblia dele, abriu-a, nos demos as mãos e ele orou: “Pai, ilumina minha decisão, ilumina minha vida, dá-nos o dom do discernimento para entender a Tua Palavra. Dá-nos a coragem de estudar a Tua Palavra, e que meu pai e minha mãe estudem comigo e tirem as suas dúvidas. Te pedimos em nome de Jesus, amém.”

Nós três colocamos a mão em cima da Bíblia e dissemos “Amém”. Um amém sincero, um olhando nos olhos do outro. Talvez um “amém” que eu nunca tivesse dito antes. Parece que Jesus, o próprio Deus estava ali entre nós. E estava.

Percebemos a cada dia que passava que o Mateus estava se envolvendo nas atividades da Igreja Adventista, e a cada dia ele estava mais decidido a ser batizado. Mas não me dei por vencido. Pensei assim: “Vou pegar o ponto fraco desses adventistas, puxar o tapete, dar uma rasteira, e tudo voltará ao normal.” E minha esposa e eu começamos a estudar.

Em novembro de 2015, comecei a pesquisar sobre a Igreja Adventista do Sétimo dia – como funciona, como começou, o que pregam, qual a doutrina, quando se reúnem, por que não comem carne de porco, por que respeitam o sábado, por que não consomem bebidas alcoólicas, etc., etc. Mas, ao mesmo tempo, foi um momento de reclusão, e perguntávamos: “O que Deus quer de nós? Demos tanto amor para nossos filhos. O que deu errado na educação que demos a eles?”

Incentivados por nossos filhos, começamos a ler e a conhecer a “cultura adventista” por meio de DVDs, artigos e da TV Novo Tempo. Certo dia, assistimos ao DVD “Respostas”, do pastor Ivan Saraiva, e as coisas começaram a ficar mais claras. Em seguida, ouvimos o CD do Cid Moreira, “Verdades Bíblicas”. E começamos a ter um desejo ardente de conhecer mais e mais a Bíblia. Então eu disse para a Josi: “Não tem jeito. Temos que ouvir nossos filhos. Vamos estudar a Bíblia e ver quem está certo e quem está errado.”

Em dezembro de 2015, fomos visitar meus pais em Criciúma, e como era fim do ano, estaria pregando na Igreja Adventista Central o meu amigo e hoje pastor Michelson Borges. Somos amigos de longa data, estudamos juntos na 5º e na 6º séries do ensino fundamental, e na juventude participamos de um grupo de jovens católico, do qual o Michelson foi convidado a se retirar por ter se convertido ao adventismo. Decidimos manter um contato mais intenso com ele, e como o Michelson é uma pessoa a quem admiro muito, pedimos algumas orientações e começamos a fazer nosso primeiro estudo bíblico, por e-mail.

Resolvemos amar ainda mais nossos filhos e nos aproximar deles. Eles nos convidavam para ir aos cultos e nós aceitávamos. Começamos a nos sentir muito bem, pois entramos em uma igreja sem estátuas, sem imagens, que só fala de Jesus e que abre a Bíblia para que todos a leiam. O Mateus foi batizado em março deste ano.

Quem nos ajudou a conhecer a Palavra de Deus e nos convencer da verdade, primeiramente, foram nossos filhos Bárbara e Mateus, e, em seguida, foram importantes os pastores Ivan Saraiva, Luís Gonçalves, Leandro Quadros e Michelson Borges.

Minha esposa e eu estamos a cada dia procurando respostas e nos aprofundando no conhecimento bíblico para estar cada vez mais preparados para a segunda vinda de Jesus Cristo. Infelizmente, a Igreja Católica segue as tradições e as leis dos homens, não a Lei de Deus. Em fevereiro deste ano, deixamos de consumir bebidas alcoólicas e de comer carnes imundas, e iniciamos as mudanças necessárias para que a restauração seja total: física, mental e espiritual. Mudamos completamente nossos hábitos alimentares e começamos a fazer atividades físicas. Já estamos colhendo os frutos disso: exames médicos revelaram que estamos com a saúde praticamente perfeita, diferentemente de antes!

Por meio do estudo da Palavra de Deus, decidimos seguir as orientações do Senhor e ser batizados por imersão, na Igreja Adventista do Sétimo dia. Nosso batismo está marcado para o dia 17 de setembro, em Indaial, SC. E seremos batizados pelo nosso amigo, o pastor Michelson.

Versos bíblicos muito significativos para nós: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). “Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no Meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, então te deleitarás no Senhor” (Isaías 58:13).

Estamos muito felizes; uma felicidade jamais sentida antes! Nossa comunhão com Deus tem aumentado; lemos diariamente a Bíblia e passamos com isso a ter intimidade com Deus. Nesse novo proposito de vida estamos cada dia mais prontos para servir ao Senhor e cumprir os planos que Ele tem para cada filho. Queremos assumir nossa missão! Queremos mostrar ao mundo que somos seguidores de Jesus, indo na contramão da sociedade, se preciso for.

(Lucinei Bongiolo Berti, Indaial, 26 de agosto de 2016)

terça-feira, setembro 13, 2016

Movimento luta contra sexo antes do casamento

Stefania e Giuseppe
Beijos, abraços, apertos de mão, é tudo o que se pode fazer até o casamento. São essas as diretrizes de um movimento que nasceu na Itália e que se transformou em uma ideologia seguida por milhares de jovens, por meio das redes sociais e das palestras que são dadas em todo o país pelos fundadores do Purex. Os líderes desse movimento, Stefania Spezzacatena, de 31 anos, e o marido Giuseppe Punto, de 32, decidiram iniciar uma cruzada contra o sexo e convencer milhares de jovens a não se masturbarem e a manterem a virgindade até ao casamento. O Purex (nome que se contrapõe à marca de preservativos Durex) defende a virgindade até ao casamento, para que só então possam existir relações sexuais entre o casal. “A Durex protege contra a gravidez indesejada e as doenças sexualmente transmissíveis. Mas não preserva a vergonha da infidelidade ou as feridas do coração”, afirma Giuseppe, em uma sessão de esclarecimento para jovens na cidade de Nápoles. “Não somos contra o sexo, mas o ponto central é a fé. Para nós, é importante trazer a sexualidade à sua forma mais pura, ensinar o valor do corpo”, afirma Stefania Spezzacatena, ao jornal italiano Corriere della Sera.

O casal conta que depois de ter colocado um vídeo explicando sua ideologia na internet foi convidado por muitos pastores evangélicos, e até por padres católicos, a participar em sessões de esclarecimento sobre sexualidade.

Os criadores do Purex dizem que tinham uma vida de “sexo, drogas e rock’n’roll” até conhecerem “a luz divina” e perceberem que o caminho deveria ser o da pureza. “Viver de forma pura vai mudar o sistema atual”, defende Giuseppe.

(Jornal de Notícias)

Nota: Enquanto isso, entre os mais ousados em Barcelona, na Espanha, está virando moda participar de orgias sexuais em que ninguém usa camisinha e uma pessoa HIV positiva é convidada sem que sua identidade seja revelada. A tendência vem sendo mais forte entre homens gays, e os médicos advertem que a prática está se tornando cada vez mais disseminada na cidade. Os participantes são atraídos pelo “suspense” de não saber quem será ou não contaminado pelo participante HIV positivo. Tem de tudo: festas de roleta sexual e até orgias sexuais de que só participa quem já for contaminado por HIV. (Page Not Found)

Seminário criacionista reunirá 12 cientistas no Paraná

Já estão abertas as inscrições para o 23º Seminário “A Filosofia das Origens”, que será realizado em Ivatuba, PR, entre os dias 12 a 15 de outubro de 2016, que terá como tema “As Origens”. O evento está direcionado a professores, estudantes, pesquisadores, teólogos, profissionais liberais e demais interessados. O seminário será realizado pela Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) em parceria com o Núcleo Maringaense da SCB (Numar–SCB). O evento conta com o apoio do Departamento de Educação da União Sul-Brasileira (USB), Associação Norte Paranaense (ANP), da Comunidade Nova Morada de Maringá, e está sendo patrocinado pelo Consórcio Criacionista Adventista e pelo Instituto Adventista Paranaense (IAP).

Na relação de palestrantes, estão nomes como Rodrigo Meneghetti Pontes, doutor em Físico-Química pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e vice-presidente do Numar–SCB; Marcus Vinicius da Silva Coimbra, doutor em Microbiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Medical College of Virginia, EUA, e ex-membro titular da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBIO); Eduardo Lütz, mestre em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Wellington dos Santos Silva, biólogo e pós-doutor em Genética Humana pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); Márcio Fraiberg Machado, biólogo e doutor em Educação pela PUCRS, e professor da Faculdade Adventista Paranaense; Marcos Natal de Souza Costa, doutor em Geologia pela UNESP; Nahor Neves de Souza Júnior, doutor em Geologia pela USP e coordenador do Geoscience Research Institute no Brasil; Christie Goulart Chadwick, doutora em Arqueologia do Antigo Testamento pela Andrews University, EUA; Tarcísio da Silva Vieira, mestre em Química Orgânica pela Universidade de Brasília (UnB) e professor no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Tocantins; Marco Antônio Baumgratz Ribeiro, mestre em Teologia Pastoral pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper; Edilson Constantino, historiador e mestre em Teologia pela Faculdade Adventista da Bahia (FADBA); e Gilson Patrick Gomes, biólogo e ex-gestor técnico do Museu de Geociências da FADBA.

O evento contará com palestras em que serão explorados eixos temáticos como “A origem da vida”, “Criação e recriação”, “Modelos das Origens”, “Animais antediluvianos”, “Processos de fossilização”, “Epigenética, criação e evolução”, “Microbiologia e a fronteira do evolucionismo”, “Fósseis e a evolução humana”, entre outros, além de diversos minicursos com temáticas variadas. Ao longo do seminário também serão lançadas publicações da SCB sobre assuntos afins e será feita a entrega de certificados de participação.

Além disso, haverá uma excursão agendada para o dia 11 de outubro a um minimuseu paleontológico localizado em Cruzeiro do Oeste, PR, local onde foram encontradas e identificadas duas espécies fósseis de répteis datados em supostos 80 milhões de anos.

As vagas são limitadas. As inscrições para o Seminário devem ser feitas pela internet, no site www.scb.org.br ou na página www.filosofiadasorigens.com.br. A programação será realizada no anfiteatro do Instituto Adventista Paranaense, situado na PR-317, Km 119, s/n, zona rural, Ivatuba, PR.

Conheça o Núcleo Maringaense da SCB (NUMAR-SCB).

segunda-feira, setembro 12, 2016

Qual a melhor tradução da Bíblia?

A Palavra de Deus
Quando era adolescente, minhas leituras se resumiam basicamente a histórias em quadrinhos de super-heróis e livros de ficção científica. Você imagina como foi difícil gostar de ler a Bíblia? Mas, quando tinha 18 anos, passei por uma experiência de conversão, passei a amar Jesus, meu Salvador e Senhor, e me tornei adventista do sétimo dia. Descobri o tesouro que é a Palavra de Deus e passei a lê-la todos os dias, um hábito que mantenho há mais de 20 anos. Na verdade, hoje não consigo passar um dia sem ler um pouco da Bíblia Sagrada. Essa leitura me alimenta, me enche de esperança, me aproxima de Deus. E foi Ele quem mudou meus gostos, nessa e em outras áreas. Passei a considerar palha as leituras que me encantavam no passado. Meu conselho é que você experimente conhecer a Bíblia. Antes de lê-la, faça uma oração sincera pedindo a Deus que o mesmo Espírito Santo que inspirou os autores sagrados o ajude a compreender a mensagem que você está lendo. Tenho certeza de que isso fará grande diferença em sua vida, como fez e tem feito na minha.

Quando as pessoas despertam para a leitura e o estudo da Bíblia, entre as perguntas que surgem, uma é esta: Qual a melhor tradução? Sim, porque os livros da Bíblia foram originalmente escritos em hebraico, aramaico e grego. Segundo o professor de teologia Emilson Reis, as primeiras porções da Bíblia em português surgiram por volta de 1280. A história mostra que alguns reis de Portugal e seus familiares se empenharam para que pelo menos alguns livros bíblicos fossem traduzidos e divulgados. Quase todas essas traduções se basearam na Vulgata Latina e eram livros do Novo Testamento. Então quais são as principais traduções completas da Bíblia na língua portuguesa? Vamos lá.

Versão Almeida – João Ferreira de Almeida nasceu em Portugal, em 1628. Quando tinha doze anos de idade, a família se mudou para o sudoeste da Ásia. Com quatorze anos, leu um folheto em espanhol sobre as diferenças da cristandade e converteu-se do catolicismo à fé evangélica. Um ano depois, já era pregador. Com dezesseis anos, começou a tradução do Novo Testamento do espanhol para o português e a concluiu no ano seguinte. Almeida estudou Teologia e tornou-se pastor. Com vinte anos de idade, recomeçou a tradução. Conhecia o grego e o hebraico e, portanto, se valeu dos manuscritos dessas línguas, baseando-se no Textus Receptus, do grupo bizantino, mas também influenciado pela edição de Beza, que pertence aos “manuscritos ocidentais”. Além disso, consultou diversas outras traduções europeias. Em 1681, foi publicado o Novo Testamento completo. Logo após, ele começou a traduzir o Antigo Testamento, mas não conseguiu concluir, falecendo em 1691. Anos depois, em 1694, um pastor holandês Jacobus Op Den Akker, completou o trabalho, mas apenas em 1751 foi publicada a Bíblia completa, em dois volumes, na Batávia. Ao longo do tempo, a tradução de Almeida passou por revisões e atualizações, feitas por grupos de sábios e especialistas, mas as Bíblias protestantes ainda conservam o nome de João Ferreira de Almeida como uma homenagem à importante obra de tradução que ele realizou.

Edição Revista e Corrigida – Próximo ao final do século 19, surgiu o anseio de abrasileirar, pelo menos um pouco, o português lusitano da Bíblia de Almeida, atualizando a grafia e algumas expressões arcaicas. Feito esse trabalho, pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, foi lançada em 1898 a Edição Revista e Corrigida. Essa tradução conservou o estilo e muito do vocabulário empregados originalmente por Almeida e foi revisada de modo mais significativo em duas ocasiões, 1969 e 1995.

Edição Revista e Atualizada – Devido ao rápido avanço da cultura nos campos da geografia, arqueologia, história e linguística, o que lançava novas luzes sobre a Bíblia – que incluía a descoberta de manuscritos bíblicos melhores do que aqueles que estiveram à disposição de Almeida – e às modificações pelas quais passava a língua portuguesa, surgiu a necessidade de uma nova tradução, mais condizente com a realidade dos cristãos brasileiros que viviam em meados do século 20. Por isso, em 1943, as Sociedades Bíblicas Unidas (organização que foi posteriormente substituída pela Sociedade Bíblica do Brasil) criaram uma Comissão Revisora, composta por cerca de 30 especialistas provenientes das várias confissões evangélicas que atuavam no país, a qual trabalhou intensamente durante treze anos (1946-1959), após os quais ofereceu ao povo brasileiro a Edição Revista e Atualizada. Em 1992 surgiu o que se convencionou chamar de 2ª edição, em decorrência de uma revisão mais profunda – que incluiu um acurado aperfeiçoamento de pontuação e de concordância, e até uma nova tradução em pouquíssimos casos.

Versão Figueiredo – Feita pelo padre Antônio Pereira de Figueiredo, natural de Portugal. Gastou dezoito anos para prepará-la e baseou-se na Vulgata Latina. Por ser mais culto que Almeida, a linguagem que empregou era superior. A primeira edição do Novo Testamento foi impressa em 1778, e em 1790, o mesmo ano em que concluiu a tradução do Antigo Testamento, foi publicada a Bíblia inteira, em 23 volumes. Essa foi a primeira tradução católica de toda a Bíblia para a língua portuguesa. Posteriormente, foi, também, a primeira Bíblia completa impressa no Brasil, o que ocorreu em 1864. Essa tradução foi bem recebida tanto por católicos quanto por protestantes e por leitores portugueses e brasileiros.

Versão Matos Soares – Essa versão, realizada pelo padre Matos Soares, tem o texto vertido a partir da Vulgata Latina, o qual é acompanhado por notas explicativas. Tendo sido editada originalmente em Portugal, em 1930, foi várias vezes reimpressa no Brasil – até os anos de 1990 – e, por várias décadas, foi a Bíblia mais popular entre os católicos.

A Bíblia de Jerusalém – Em 1956, a Escola Bíblica de Jerusalém, dirigida pelos padres dominicanos, publicou a primeira edição francesa dessa obra que, com o passar do tempo, foi reeditada e traduzida para várias línguas. Essa primeira edição contou com a participação de 33 sábios que traduziram diretamente das línguas bíblicas originais para o francês. Em 1973 foi publicada uma nova edição francesa com aperfeiçoamento das notas explicativas. Foi a partir dessa nova edição francesa que surgiu a edição brasileira, completa, em 1981. Dezesseis tradutores e outro tanto de revisores, católicos e protestantes, foram responsáveis pela tradução dos livros bíblicos (incluindo os apócrifos) a partir dos textos das línguas originais. A Bíblia de Jerusalém tem sido considerada por um grande número de linguistas e teólogos como uma das melhores Bíblias de estudo.

Bíblia na Linguagem de Hoje – Desde sua fundação, em 1948, a Sociedade Bíblica do Brasil só havia trabalhado em revisões da Bíblia. Por ocasião de seu 40º aniversário, em 1988, surgiu a primeira tradução da Bíblia completa feita totalmente por iniciativa da SBB: A Bíblia na Linguagem de Hoje, traduzida a partir das línguas originais. O objetivo foi produzir uma tradução adequada ao nível educacional médio da população, visando à evangelização. Embora tenha contribuído para que o povo em geral pudesse entender melhor a mensagem de Deus, a tradução de várias passagens deixou a desejar. Assim, depois de ouvir as críticas e sugestões de eruditos, pastores e igrejas – e por causa da própria evolução da língua portuguesa – a SBB preparou uma revisão que, devido a profundidade e abrangência, pode ser considerada como uma nova tradução, que começou a ser distribuída no final do ano 2000 e está sendo chamada de Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Nova Versão Internacional – Publicada em 2001 pela Editora Vida, surgiu em decorrência da necessidade de uma nova tradução das Escrituras em português devido à dinâmica de transformação constante da linguagem (vocabulário e sintaxe) e o aperfeiçoamento científico (nos campos da arqueologia bíblica, do estudo das línguas originais e cognatas, da crítica textual e da ciência linguística). A comissão responsável por seu preparo foi composta por quase vinte estudiosos de diferentes especialidades teológicas e linguísticas, brasileiros e estrangeiros, representando diversos segmentos denominacionais evangélicos. Tendo como propósito oferecer um texto novo que se defina pela precisão, beleza de estilo, clareza e dignidade, evita os extremos do popular e do erudito.

Existem várias outras versões, traduções e até paráfrases, com suas qualidades e deficiências, afinal, toda tradução, por melhor que seja, nunca será equivalente à leitura do texto original. Mas quero concluir com uma tradução que não é recomendada por nenhum erudito bíblico nem pode ser comparada a todas as demais traduções da Bíblia.

Tradução do Novo Mundo – Você já se perguntou por que as testemunhas de Jeová usam uma Bíblia diferente das demais religiões? Será que todos os inúmeros estudiosos das línguas hebraica, aramaica e grega, todos são desqualificados e tendenciosos ao usar seus conhecimentos nas mais diversas traduções feitas? Será que as únicas traduções autênticas são produzidas pela organização Torre de Vigia? Curiosamente, os tradutores da Bíblia do Novo Mundo não são conhecidos; suas credenciais não são divulgadas, como exige o contexto acadêmico.[1]

O mais impressionante é que os textos que tratam de assuntos doutrinários estão mutilados. São sempre mudanças encomendadas para servir de apoio a um determinado corpo doutrinário. Nessa mesma linha aparecem as “versões amigas”, como a de Benjamim Wilson – o famoso Diaglotão. Essa grande autoridade das testemunhas de Jeová nem sequer é citada pelos estudiosos das línguas bíblicas, devido aos problemas de tradução e de crítica textual. A Tradução do Novo Mundo não é reconhecida pelos eruditos da crítica textual, por atentar contra regras fundamentais da gramática grega.

Vejamos alguns exemplos práticos:

Gênesis 1:2 traz V’ruach Elohim A Tradução do Novo Mundo verte para “força ativa de Deus”. A Bíblia Sagrada traz o “Espírito de Deus”. O texto na língua original não permite de maneira alguma a tradução “força ativa de Deus”. Mas essa “tradução” atende a uma crença da Torre de Vigia.

Colossenses 1:16 – Tradução do Novo Mundo: “Porque mediante ele foram criadas todas as [outras] coisas. [...] todas as [outras] coisas foram criadas por intermédio dele e para ele.” Bíblia Sagrada: “Porque nele foram criadas todas as coisas [...] tudo foi criado por ele e para ele.” Percebe a diferença?[2]

Tito 2:13 – Tradução do Novo Mundo: “...do grande Deus e [do] salvador de nós, Cristo Jesus.” Bíblia Sagrada: “...do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo.” Os acréscimos encontrados na Tradução do Novo Mundo não existem no original. Mas existem na concepção doutrinária da Torre de Vigia. São mudanças aparentemente pequenas, mas trazem conclusões equivocadas em relação ao original bíblico. Existem muitos textos assim adulterados e que falam de Jesus. Mas isso veremos em outro post.

Hebreus 1:8 – Tradução do Novo Mundo: “...Deus é o teu trono...” Bíblia Sagrada: “Mas do Filho diz: ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos.” Esse texto é uma citação do Salmo 45:6, 7, que menciona o Deus de Israel, o Deus Elohim. O escritor de Hebreus afirma que o Deus do salmo é Jesus.[3] Mas os “tradutores” da Tradução do Novo Mundo deram um novo sentido ao texto. Na versão adulterada, aparece Deus como o trono de Jesus. Isso é até uma blasfêmia.

Atos 20:28 – Tradução do Novo Mundo: “Congregação de Deus que Ele comprou com o sangue do seu próprio (filho).” Bíblia Sagrada: “Igreja de Deus que Ele resgatou com seu próprio sangue.” Nesse texto, mais uma vez se percebe como a manipulação é tendenciosa.

Se cada igreja agisse de forma semelhante, o que seria da Palavra de Deus? A Bíblia nos alerta a não fazer exatamente esse tipo de mudanças. Fala isso no início (Dt 4:2), no meio (Ec 3:14; Pv 30:5, 6) e no fim (Ap 22:18, 19). Mas, mesmo assim, esses “tradutores” se sentem empossados de uma autoridade divina para manipular a Bíblia Sagrada.

Outro exemplo de distorção é encontrado na tradução de João 1:1. Mas esse será tema de outro post.

A verdade é que nenhum dos membros da comissão de tradução da Tradução do Novo Mundo era perito em hebraico, grego ou aramaico, por isso sempre tentam esconder a identidade deles. Mas a maior aberração ainda não é essa.

Por muitos anos, as testemunhas de Jeová utilizaram a tradução do Novo Testamento de Johannes Greber, de 1937, pelo fato de ele ter traduzido João 1:1 como “a palavra era um deus” (cf. Aid to Bible Understanding, p. 1.134 e 1.669). Porém, eles mesmos declararam na edição norte-americana de A Sentinela, de 1o de abril de 1983, página 31, que Greber era espírita e declarava que os espíritos lhe mostravam que palavras usar em suas traduções. Como eu já disse em outro vídeo, é de interesse de Satanás rebaixar Jesus. Johannes Greber recorria ao “mundo espiritual de Deus” para esclarecer sobre como deveria traduzir as passagens difíceis e utilizava a esposa, que era médium, para trazer “luz”. E a Sociedade Torre de Vigia já sabia das práticas espíritas de Greber desde 1956.

A revista Sentinela (edição norte-americana), de 15 de fevereiro de 1956, contém quase uma página inteira escrita para alertar os leitores contra Johannes Greber e sua tradução. Na página 111, diz: “Obviamente os espíritos nos quais o ex-pastor Greber acreditava o ajudaram em suas traduções.” Porém, para apoiar sua Tradução do Novo Mundo, a tradução de João 1:1, do espírita Greber, é utilizada como fundamento. Confira em: Make Sure of all Things, de 1965, p. 489. The Lord. Who is His?, de 1962, p. 5. A Sentinela, de 15 de setembro de 1962, p. 554. A Sentinela, de 15 de outubro de 1975, p. 640. A Sentinela, de 15 de abril de 1976, p. 231. [Confira aqui vídeos sobre a Tradução do Novo Mundo e assuntos afins.]

Espero que este conteúdo o tenha estimulado a conhecer a Palavra de Deus e suas verdades que restauram vidas e nos aproximam do verdadeiro Senhor. Que o estudo da Bíblia o ajude a encontrar e a permanecer no caminho da salvação, deixando de lado as heresias cujo propósito não é outro senão afastar as pessoas do verdadeiro Pastor, o grande Eu Sou, o alfa e o ômega, Deus conosco, Jesus Cristo – o personagem central das Escrituras Sagradas.

(Michelson Borges, com informações de Emilson Reis e Vanderlei Ricken)

Notas:

[1] Evidentemente que se espera sinceridade e amor à Palavra de Deus por parte daqueles que se propõem traduzir a Bíblia a partir das línguas originais. Mas isso não basta. Para fazer uma tradução fidedigna e o mais livre de distorções possível, o tradutor precisa ter sólidos conhecimentos pelo menos das duas línguas com que está lidando: aquela que está sendo traduzida e a língua para a qual se deseja traduzir. Nas traduções, se houver um viés religioso acima da erudição, os textos serão desvirtuados de acordo com a crença e não com o que realmente está escrito. No caso da Tradução do Novo Mundo, Frederick W. Franz, presidente da Torre de Vigia de 1977 a 1992, alegou que a não revelação dos nomes dos tradutores tinha como intenção evitar a vanglória. No entanto, William Cetnar, que trabalhava na sede mundial das testemunhas de Jeová, revelou que a razão do anonimato tinha que ver com a falta de treino e de conhecimentos nas línguas bíblicas por parte dos tradutores, entre os quais estavam N. H. Knorr, F. W. Franz, A. D. Schroeder, G. D. Gangas e M. Henschel (Homer Dunkan, As Testemunhas de Jeová e a Divindade de Cristo, p. 25). Dificilmente alguém aceitaria ser operado por um médico que ocultasse suas credenciais...

[2] Comentando essa tradução equivocada, o Dr. Bruce Metzger diz: “Nessa passagem, a palavra ‘outras’ foi inserida quatro vezes, sem nenhuma justificativa. Não se encontra no original grego, e foi obviamente usada pelos tradutores para fazer com que a passagem se referisse a Jesus como igual às outras coisas criadas. A verdade é que a antiga heresia colossense, que Paulo teve de combater, assemelha-se à opinião das modernas testemunhas de Jeová, visto que alguns dos colossenses defendiam a noção de que Jesus era a primeira de muitas outras criaturas intermediárias entre Deus e o homem. Para se dar o verdadeiro sentido à exaltada descrição que Paulo faz do Filho de Deus, nessa passagem, é necessário que se leia a aludida tradução sem o quádruplo acréscimo da palavra ‘outras’.” Tentando justificar o disparate, a Tradução do Novo Mundo coloca após a palavra “outras” um sinal remetendo o leitor para a nota de rodapé, onde se pede que seja lido o texto de Lucas 13:2 e 4. Qualquer estudante de grego percebe a falta de ilógica de se comparar a palavra “outros” de Lucas com a afirmativa de Paulo em Colossenses 1:15-17. Compreende-se no evangelho que Jesus estava apresentando um contraste entre certos galileus e seus conterrâneos. Mas por que essa afirmativa do Mestre autorizaria a inserção do termo “outras” em Colossenses 1 para provar um ponto doutrinário antibíblico? Visando a reduzir o Filho de Deus de Criador a criatura, os “tradutores” da TNM mais uma vez desrespeitam a gramática e as técnicas de tradução. Todo o contexto de Colossenses 1:15-22 está repleto de ideias sobre Cristo como o Criador de todas as coisas, assim como se pode ver em João 1:3 e 14 e Hebreus 1:3, por exemplo. A TNM traz palavras apócrifas [outras] repetidas nesses versos (em edições anteriores da TNM nem sequer aparecia entre colchetes, como se pode ver em Certificai-vos, ed. De 1970, p. 266). Contudo, em João 1:3, contraditoriamente, não acrescentaram “outras” antes de “coisas”, como foi feito em Colossenses (ver também Hebreus 1:3). [Clique na imagem a seguir pra vê-la ampliada.]




[3] O Salmo 45 é um hino de casamento que celebra a união de um rei com uma princesa, mas partes do salmo são messiânicas, ou seja, apontam para o Messias, Jesus Cristo, como ocorre em vários outros salmos. Os versos 6 e 7 são citados em Hebreus 1:8 e 9 como as palavras que Deus, o Pai, dirigiu ao Filho. Profecias messiânicas com frequência se mesclam com descrições de natureza local, e isso não ocorre apenas com o Messias, tampouco apenas nos Salmos. Um exemplo disso é encontrado em Ezequiel 28, capítulo que fala do rei de Tiro, mas que, depois, focaliza a rebelião de Lúcifer. Negar o aspecto messiânico do Salmo 45 levaria, forçosamente, à negação da revelação feita em Ezequiel 28, que toma como ponto de partida a simples figura de um rei terrestre. 

Bruna Marquezine não come carne há nove meses

Contra a crueldade com os animais
Bruna Marquezine já devorou uma costelinha de porco durante participação no “Encontro”, no entanto, a ingestão de carne vermelha não faz mais parte do cardápio da atriz. Ela, que seguiu uma dieta vegetariana incentivada por Yasmin Brunet em julho passado, mudou de vez sua alimentação e concretizou o sonho de se tornar vegetariana. A decisão foi motivada após assistir a alguns documentários. “Virei vegetariana há nove meses. Nunca fui uma pessoa de comer muita carne vermelha, não sentia muita falta. Tinha essa vontade de me tornar vegetariana e aí foi indo... Até o momento em que parei de comer e não senti mais falta”, conta ela ao Purepeople. Dona de um corpo sequinho, conquistado com aulas de dança e pilates, A atriz quer ir além e pretende virar vegana, que exclui todas as formas de exploração e crueldade contra animais seja alimentação, vestuário ou qualquer outra finalidade. [...]


Nota: É interessante notar como no mundo artístico as bandeiras do vegetarianismo e até a extrema do veganismo vêm sendo adotadas e defendidas cada vez mais. Nem sempre pelo motivo que consideramos o mais correto (ou seja, a manutenção de uma mente clara para adorar a Deus), mas, pelo menos, estão buscando mudanças no estilo de vida. Paradoxalmente, entre os que se consideram cristãos tem havido muita indiferença tanto para com a saúde quanto para com o sofrimento dos animais na indústria da carne. Alguns cristãos chegam ao extremo do absurdo de defender sua intemperança usando textos como “não é o que entra pela boca que contamina o homem”. Enquanto isso, pessoas que têm outros valores morais e outras crenças (ou descrença) seguem avante na defesa tanto dos animais quanto do estilo de vida saudável... Triste inversão. [MB]


Expedição Galápagos: diário de viagem

Tartaruga gigante de Galápagos
No mês de julho, durante pouco mais de uma semana, um grupo de cem pesquisadores criacionistas de colégios e instituições adventistas na América do Sul se reuniu na ilha de Santa Cruz, no arquipélago de Galápagos, a mil quilômetros da costa do Equador. Nos meses anteriores, eles foram incumbidos de produzir artigos científicos, que foram apresentados durante as reuniões na ilha. Além de apresentações, palestras e discussões, os participantes puderam fazer expedições a lugares específicos do arquipélago, nos quais realizaram pesquisas de campo com a ajuda de especialistas em áreas como biologia, geologia e paleontologia. Assim que pousaram no aeroporto da pequena e desértica ilha de Baltra, os pesquisadores se dirigiram de ônibus até o canal que separa Baltra da ilha de Santa Cruz, a mais povoada do arquipélago, que tem ao todo 40 mil habitantes. Atravessaram o canal de barco e tomaram um táxi num percurso que durou 40 minutos e os levou até Porto Ayora, onde ficaram hospedados.

Em Porto Ayora fica a célebre avenida Charles Darwin, que leva ao centro de pesquisas que também tem o nome do naturalista inglês, autor do clássico A Origem das Espécies, publicado em 1859. No ano de 1835, Darwin esteve em quatro ilhas de Galápagos, o que ajudou a tornar famoso o arquipélago equatoriano. Curiosamente, Santa Cruz não foi visitada pelo inglês, mas, por ser a que mais recebe turistas, foi escolhida para acolher a Estação Científica Charles Darwin e para homenageá-lo com o nome da avenida.

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domingo, setembro 11, 2016

Massachusetts: igrejas forçadas a aceitar agenda LGBT

Ideologias e doutrinas em conflito
Em 1o de outubro de 2016, leis mais rigorosas de não discriminação LGBT [nos EUA] vão entrar em vigor em Massachusetts. De acordo com o “Guia Identidade de Gênero”, lançado pela Comissão de Massachusetts Contra a Discriminação (MCAD, na sigla em inglês), na semana passada, até mesmo as igrejas devem se referir a pessoas transexuais pela sua “identidade de gênero” escolhida, ignorando o sexo biológico. Isso efetivamente significa que as igrejas devem reconhecer a ideologia transgênero ou praticar sua doutrina sobre a sexualidade humana em segredo – colocando o cristianismo no armário. As restrições são enormes. Deve haver permissão, por exemplo, para que as pessoas usem banheiros e vestiários de acordo com sua identidade de gênero. Esses locais também devem usar nomes, pronomes e termos relacionados com o gênero adequados à identidade de gênero. Isso será complicado para igrejas, escolas cristãs e outras organizações que operam sob princípios cristãos.

Gênesis 1 afirma explicitamente que Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem, “homem e mulher os criou”. Jesus Cristo, em Marcos 10:6, responde aos fariseus sobre o divórcio, dizendo que “desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea”. Em Mateus 19:4, Ele diz o mesmo: “...os fez macho e fêmea.”

Na teologia cristã, sexo biológico é um dom de Deus, e o casamento é um símbolo do amor entre Cristo e Sua igreja (Efésios 5:31). A sexualidade humana não é um erro a ser corrigido, e quando Deus criou homem e mulher, declarou que a criação era “muito boa” (Gênesis 1:31). A ideologia transgênero categoricamente nega tudo isso. Ao contrário do que muitos estudos científicos afirmam, argumentam que as pessoas que se identificam com o sexo oposto ao sexo biológico devem ser encorajadas a aceitar isso, até mesmo a ponto de se submeter à cirurgia de mudança de sexo, nome fantasia para a mutilação do corpo que causa ainda mais confusão do que antes.

Agora essa ideologia está enraizada na lei de Massachusetts, que consagra a identidade de gênero com um status de proteção e estende a proteção para todas os locais públicos, incluindo igrejas.

(Tyler O’neil, PJ Media)

Nota: Aos poucos, as conquistas da militância LGBT vão sendo estendidas, em detrimento dos diretos de outras pessoas. Cada vez mais, ou as igrejas cedem a essas ideologias, ou serão forçadas a entrar no armário, como diz o texto acima. [MB]

Leia mais sobre ideologia de sem gênero aqui.

sábado, setembro 10, 2016

Reportagem sobre a Expedição Galápagos

sexta-feira, setembro 09, 2016

Ciência não é pesquisa comum

Distinção mais do que necessária
O conceito de ciência usado atualmente é de origem humanista e não reflete de forma alguma os métodos que se têm demonstrado mais eficientes para investigar a natureza. Existem paradigmas na academia, não na ciência. Ciência não é um protocolo, não é uma visão de mundo, não é pesquisa, não são resultados, não é uma comunidade acadêmica, não é opinião nem interpretação de pesquisadores. Também não consiste em dados. Todas essas coisas existem e é importante levá-las em conta, mas nada disso é ciência, a rigor. Não se faz ciência. Faz-se pesquisa. A ciência não muda com o tempo. O que muda são os paradigmas, o conhecimento e até os métodos de trabalho, mas nem isso é ciência. Áreas do conhecimento não são ciência. Física, Química, Biologia, Geologia não são ciências. São apenas áreas do conhecimento. Ciência não deve ser confundida com naturalismo, ainda que metodológico. Ciência é um conjunto infinito de métodos matemáticos, a maioria dos quais ainda desconhecidos da humanidade, que, quando usados de maneira coerente com eles próprios, causam um pico de eficiência no estudo de tal magnitude que permite rapidamente ultrapassar os limites da intuição e das filosofias humanas.

Pode-se usar ciência para estudar qualquer assunto, até mesmo a Bíblia. Aliás, isso seria altamente recomendável, pois as regras da exegese fazem parte da ciência quando expressas em uma forma que explicite sua essência. A ciência fornece maneiras de aproveitar ao máximo qualquer fonte de informação.                        

Muitas vezes confundem-se modelos com interpretações de modelos. Darwin não tinha formação para fazer modelos ou teorias científicas. O que ele fez foi uma interpretação de dados sob uma ótica que gerou um framework que inspira pesquisadores até hoje. Mas o que ele propôs não se encaixa nos critérios mínimos de uma teoria científica.

Um dos princípios que temos usado nos últimos séculos com relação a teorias realmente científicas é o da correspondência. As teorias realmente científicas são tão confiáveis que novas teorias são julgadas (entre outras coisas) pelo seguinte critério: se contradisserem as antigas nos seus domínios de validade, então as novas estão erradas. Por exemplo, a mecânica quântica precisa ser capaz de reproduzir a teoria de Newton. A relatividade precisa ser capaz de reproduzir a teoria de Newton. A teoria das cordas precisa ser capaz de reproduzir a relatividade geral, e assim por diante.

Obviamente, isso não se aplica a qualquer especulação ou tentativa de entender a realidade. Mas são muitas coisas desse tipo que distinguem a verdadeira ciência da pesquisa comum.                        

Uma teoria científica possui a seguinte estrutura: um conjunto de leis (postulados) expressos em linguagem que permita o raciocínio formal; suas consequências, isto é, teoremas demonstrados matematicamente. As leis consistem em regularidades observadas na natureza, e servem como fundamentos para teorias científicas. A exatidão da expressão dessas leis bem como a seleção do conjunto de leis determina os domínios da teoria. É a forma mais profunda e exata de conhecimento possível. Uma teoria científica é muito mais do que uma simples lei. A expressão “apenas uma teoria científica” faz pouco sentido.

A mente humana tende a generalizar coisas indevidamente e a ser tendenciosa. O raciocínio formal é uma das salvaguardas contra isso. Nos ajuda a expressar de forma eficiente as regularidades observadas e a deduzir suas consequências usando explicitamente as regras dessas regularidades passo a passo, deixando o mínimo espaço possível (nada, se o processo for bem feito) para especulações dos pesquisadores.

O surpreendente é que esse procedimento leva não só a mais objetividade, mas consegue demonstrar a existência e os detalhes finos de fenômenos novos, nunca imaginados por alguém, os quais podem ser confirmados observacionalmente mais tarde.

As principais descobertas na Física têm ocorrido dessa maneira. Matemática primeiro, testes para ver se aquilo existe depois. Assim foi com fenômenos quânticos, antimatéria, quarks, carga de cor, buracos negros, buracos de verme, e muitas outras coisas.

Frequentemente, essas previsões são contrárias às crenças dos próprios pesquisadores que descobriram as teorias. Einstein não acreditava que o Universo teve um início, mesmo depois que outros pesquisadores provaram que isso decorria da equação da relatividade geral, que o próprio Einstein descobriu. Isso mostra o quão independente de paradigmas são as teorias realmente científicas. Mas isso é impossível com teorias filosóficas ou paradigmas.

É claro que existem também modelos especulativos, tentativas de modelar a realidade, e isso faz parte do processo de descobrir novas teorias científicas. Mas é importante colocar cada uma dessas coisas no seu devido lugar.

(Eduardo Lütz é físico e engenheiro de software)