domingo, dezembro 14, 2008
Taxa de divórcios cresce 200% em 23 anos
domingo, dezembro 14, 2008
comportamento, família
A taxa de divórcios no Brasil subiu 200% entre 1984 e 2007, segundo dados da pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2007”, divulgada [no dia 4] pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o índice passou de 0,46 divórcio para cada grupo de mil habitantes para 1,49 divórcio por mil habitantes. Em números absolutos, os divórcios concedidos passaram de 30.847, em 1984, para 179.342, em 2007. Ainda de acordo com o estudo, no ano passado, em 89% dos divórcios, a responsabilidade pela guarda dos filhos ficou com a mulher. A análise do IBGE aponta que a elevação da taxa no período considerado revela uma gradual mudança no comportamento da sociedade, que passou a aceitar o divórcio com maior naturalidade. Além disso, houve um aumento na procura pelos serviços de Justiça para formalizar a situação de dissolução do casamento. Considerando a soma de divórcios diretos sem recursos e as separações, o IBGE aponta que houve cerca de 231 mil dissoluções de união, o que significa, aproximadamente, a ocorrência de uma dissolução para cada quatro casamentos. Em 2007, os divórcios diretos, ou seja, os que não passaram por um processo de separação judicial anterior, representaram 70,9% do total. (...)
Do total de processos de separação, 10,5% delas foram não-consensuais resultantes de conduta desonrosa ou grave violação do casamento, requeridas pela mulher. Já os homens solicitaram 3,2% das separações com as mesmas alegações. (...)
O estudo do IBGE trouxe também dados sobre a constituição das famílias. As informações divulgadas sobre os casamentos mostram a idade média dos homens e das mulheres à época da formalização de suas uniões. Em 2007, em todo o país, observou-se que, para os homens, a idade média na data do primeiro casamento foi de 29 anos. As mulheres tiveram idade média ao casar de 26 anos.
(G1 Notícias)
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sexta-feira, dezembro 12, 2008
Benefícios da Expiação
sexta-feira, dezembro 12, 2008
teologia
(Escrevi este comentário da Lição da Escola Sabatina desta semana para o site Escola no Ar) O verso principal da lição da Escola Sabatina desta semana (Hebreus 7:25) afirma que Jesus “pode salvar “totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. A palavra traduzida do grego como “totalmente” em algumas versões significa “completamente”, “plenamente”, “cabalmente”, “para sempre”, “perpetuamente”. Segundo o Comentário Bíblico Adventista, os estudiosos estão divididos quanto ao significado mais apropriado, mas admitem que ambos são verdadeiros, pois Cristo salva completamente e também pelo tempo todo.
Certa vez, dei estudos bíblicos para um jovem que tinha “aprontado todas”. Sua vida anterior de pecados e futilidade lhe martelava a consciência. No dia em que lemos esse texto de Hebreus, ele estampou um sorriso e me perguntou:
– Então quer dizer que Jesus pode salvar qualquer um totalmente?
– É o que o texto inspirado diz.
– Até eu?
– Sim, se você quiser.
Então expliquei que o texto diz “pode” porque Jesus nunca força Sua vontade sobre a nossa e respeita nosso livre-arbítrio.
Perguntei ao jovem se ele queria aceitar a salvação oferecida por Jesus e o completo perdão dos pecados. Com lágrimas nos olhos, ele respondeu que sim. Nos ajoelhamos, oramos e mais uma vez o texto de Hebreus 7:25 se fez real na vida de um filho desgarrado.
Pense nisto: Quanto conforto você encontra ao ler Hebreus 7:25? Já fez a sua entrega hoje?
Domingo - Ressurreição e ascensão
Será que Jesus ressuscitou mesmo? Por incrível que pareça, há muita gente que acredita em horóscopo, no suposto poder das pirâmides e em duendes, mas não acredita nesse fato histórico (leia http://criacionista.blogspot.com/2008/05/ele-ressurgiu.html para conhecer alguns bons argumentos sobre a ressurreição de Jesus). Bem, mas isso importa realmente? Jesus foi um grande mestre, deixou ensinamentos maravilhosos. Isso não basta? Não.
O apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 15:16-18 que, se Cristo não ressuscitou, nossa fé é vã. A morte de Jesus não teria qualquer poder de expiação ou perdão se não tivesse sido seguida da ressurreição. Na verdade, ao ressurgir, Jesus deixou claro que tem poder para cumprir tudo o que prometeu, inclusive a promessa de nos perdoar e salvar completamente.
No ritual do santuário, depois de coletar o sangue do cordeiro numa bacia, o sacerdote entrava no tabernáculo e oferecia esse sangue ali. Tendo isso em mente, dá para entender por que Jesus, logo após Sua ressurreição, disse para Maria Madalena: “Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Meu Pai” (Jo 20:17). Ainda faltava um “detalhe”: Jesus precisava “oferecer Seu sangue” (ou seja, Seus méritos) no santuário celestial e ser aceito pelo Pai. Feito isso, Ele voltou à Terra e, aí sim, pôde ser tocado e abraçado por Seus discípulos e discípulas.
Cristo é a ponte entre a humanidade caída e Deus. Ele ressuscitou com um corpo glorificado, entrou com esse corpo humano no Céu e mantém em Si as marcas dos cravos nas mãos e nos pés. Sua identificação com a humanidade será para sempre. Como Deus-homem que ministra por nós no santuário celestial, Sua mensagem é clara: os humanos arrependidos e convertidos terão pleno acesso ao lar celestial. Ele mesmo é a garantia disso. Ele venceu a morte e o pecado. Ele nos promete essa vitória nEle. E Ele nunca mentiu.
Pense nisto: Que diferença a ressurreição de Cristo traz em relação a outras religiões como o budismo e o islamismo? Que diferença isso faz em sua vida?
Segunda-feira - A intercessão de Cristo e a expiação
Lembro-me de quando cometi um pecado logo após meu batismo. Fiquei desolado. Ao sair do tanque batismal da Igreja Adventista Central de Criciúma, me sentia leve, purificado, santo. Achava que aquela sensação duraria para sempre. Mas, infelizmente, não foi assim. Descobri amargamente que a vida cristã é uma sucessão de tropeços e reerguimentos. Jesus sabia e sabe que a vitória depende de comunhão constante e ininterrupta com Ele, mas que nem sempre fazemos isso e, às vezes, como filhos teimosos, soltamos a mão do Pai para descobrir que o chão é áspero e rala dolorosamente o joelho.
Bondoso como é, nosso Pai não nos deixa de amar porque somos obstinados. Note o que está escrito em 1 João 2:1: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo.”
Como é bom ouvir que sou “filhinho”, mesmo quando dou as costas ao Pai. Como é bom saber que tenho no Céu um Advogado interessado em minha causa – na verdade, Ele morreu por minha causa!
A cruz foi o ponto focal da redenção, mas a continuidade da obra de Cristo por nós é essencial. Hoje Ele continua aplicando os méritos de Sua justiça aos que crêem nEle. “Sem a intercessão de Cristo no santuário celestial, a eficácia da expiação e o poder da cruz não estariam disponíveis aos pecadores. ... Essa intercessão não é um suplemento ao Calvário mas é, de fato, o desdobramento do significado do poder perdoador de Deus”, diz a lição para hoje.
Pense nisto: Que tipo de pensamento sobre Deus lhe ocorre ao pensar que você tem no Céu um Advogado que morreu por você? Como o texto de 1 João 2:1 o ajuda a interpretar o caráter do Pai?
Terça-feira - Intercessão de Cristo no santuário celestial
Um dos textos bíblicos mais carregados de esperança é Hebreus 4:16, que diz: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”
Quando lemos a história de Ester, vemos o tipo de atitude que os reis arrogantes podiam ter naqueles tempos. Mesmo sendo esposa de Xerxes (ou Assuero), a rainha tinha que ter permissão para se aproximar dele! Com Deus é diferente. Podemos nos aproximar de Seu trono de justiça e misericórdia a qualquer momento, com respeito, mas com confiança, pois Ele é nosso Pai.
O texto de Hebreus apresenta a conjunção “portanto”, que significa logo, por conseguinte, conseqüentemente. Mas conseqüentemente ao quê? A resposta está no verso 15: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.”
Podemos nos achegar ao trono de Deus porque Ele Se identifica conosco. Jesus sofreu como nós sofremos (na verdade, sofreu muito mais). Jesus sentiu fome, sede, frio, abandono, rejeição, preconceito... Ele conhece nossas lutas e dores. Além de ter nos criado e amado até o fim, fez-Se humano, mantém esse corpo humano e quer que saibamos dessa identificação que mantém conosco justamente para que confiemos em Sua disposição de nos salvar.
Enquanto Ele não vem para nos buscar, aproveitemos este tempo de graça e nos acheguemos ao trono de Deus, confiando na intercessão daquele que nos ama como ninguém mais seria capaz de amar.
Pense nisto: O que você sente quando pensa que há Alguém no Céu que Se identifica com você e intercede em seu favor?
Quarta-feira - Intercessão de Cristo e a preservação da vida
Os deístas pensam que Deus criou o Universo como alguém que dá corda num relógio e depois se afasta. Os cristãos, ao contrário, crêem que Deus, como o bom Pai que é, criou o Universo e o mantém funcionando. Na verdade, somente existimos porque Deus pensa em nós. Já imaginou se a Terra parasse de girar por um instante? Se a distância Terra-Lua fosse alterada? Se a radiação solar fosse duplicada ou reduzida à metade? Na verdade, como disse um cientista, a vida no cosmos equilibra-se constantemente no fio de uma navalha. Sim, porque a manutenção da realidade depende de leis finamente ajustadas.
O que acontece com o Universo, acontece com o corpo humano: “O organismo físico do homem acha-se sob a supervisão de Deus, mas não é como um relógio, que é posto em movimento e deve continuar por si mesmo. O coração bate, pulsação sucede a pulsação, uma respiração segue a outra, mas o ser todo se acha sob a supervisão de Deus. ‘Vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus’ (1Co 3:9). Em Deus vivemos, e nos movemos e existimos. Cada batida do coração, cada respiração, é a inspiração dAquele que soprou nas narinas de Adão o fôlego de vida – a inspiração do Deus sempre presente, o grande EU SOU” (Ellen G. White, Medicina e Salvação, p. 9).
E sabe o que é ainda mais interessante, no contexto da graça divina? A bondade de Deus em promover a manutenção da vida não é limitada àqueles que O servem. Cada ser humano neste planeta deve a vida ao Criador, quer admita isso ou não.
Nota: Você já agradeceu a Deus pela vida? Que tal orar agora pedindo que Deus o(a) preserve das más influências deste mundo como preserva seu corpo em vida?
Quinta-feira - A intercessão de Cristo e a obra do Espírito
O Espírito Santo exerce papel fundamental no processo de expiação. Segundo João 16:8, é Ele quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Interessante essa ordem de convencimento. Primeiro, o Espírito trabalha com a nossa consciência a fim de despertá-la para a realidade do pecado e de nossa alienação de Deus. Uma vez conscientes disso, Ele nos apresenta da Justiça, e a Justiça é Cristo (Jr 23:6). Depois, nos sensibiliza para o juízo, a fim de que acordemos para o tempo solene em que estamos vivendo – o dia antitípico da expiação – e recorramos ao Cordeiro.
Sem essa obra do Espírito (o “outro Consolador” que sucedeu Jesus nessa tarefa e que, portanto, só pode se tratar de uma pessoa como o próprio Jesus), a cruz se torna ineficaz, porque de nada adianta haver um meio de salvação se a pessoa nem sequer sente sua necessidade dessa salvação. Como um Deus amoroso, o Espírito quer que nos enxerguemos como realmente somos e olhemos para Jesus como Ele realmente é.
Pense nisto: Você já se deu conta de sua condição desesperançada sem Jesus? Não se esqueça de que tudo é possível nAquele que nos fortalece (Fil 4:13). Inclusive a salvação e a santificação.
Sexta-Feira - Acionar escudos!
Na série clássica de ficção científica Jornada nas Estrelas, quando a nave espacial Enterprise estava sob ameaça de algum ataque ou em perigo de se chocar contra um asteróide, por exemplo, o capitão ordenava: “Acionar escudos defletores!” Uma barreira energética envolvia a espaçonave e tudo ficava bem. Na carta aos efésios, o apóstolo Paulo nos diz que existe também um escudo protetor para os cristãos. Analisando cada item dessa armadura (escudo da fé, cinto da verdade, espada da justiça, etc.), concluímos que ela é, na verdade, Jesus Cristo. Com esse “escudo”, nada temos a temer.
No livro A Ciência do Bom Viver, página 428, Ellen White afirma que, “devido ao pecado, nossa condição não é natural, e deve ser sobrenatural o poder que nos restaura, do contrário, não tem valor”. A única maneira de vencer as forças do mal e os atos pecaminosos consiste em manter comunhão constante com Jesus, nosso escudo. É Ele quem nos dá esse poder sobrenatural para vencer a tentação e manter a pureza num mundo corrupto. Quando soltamos as mãos dEle, iniciamos o caminho descendente que leva à ruína.
Não se esqueça de buscar diariamente na fonte esse poder para vencer. Acione os escudos!
Michelson Borges
Certa vez, dei estudos bíblicos para um jovem que tinha “aprontado todas”. Sua vida anterior de pecados e futilidade lhe martelava a consciência. No dia em que lemos esse texto de Hebreus, ele estampou um sorriso e me perguntou:
– Então quer dizer que Jesus pode salvar qualquer um totalmente?
– É o que o texto inspirado diz.
– Até eu?
– Sim, se você quiser.
Então expliquei que o texto diz “pode” porque Jesus nunca força Sua vontade sobre a nossa e respeita nosso livre-arbítrio.
Perguntei ao jovem se ele queria aceitar a salvação oferecida por Jesus e o completo perdão dos pecados. Com lágrimas nos olhos, ele respondeu que sim. Nos ajoelhamos, oramos e mais uma vez o texto de Hebreus 7:25 se fez real na vida de um filho desgarrado.
Pense nisto: Quanto conforto você encontra ao ler Hebreus 7:25? Já fez a sua entrega hoje?
Domingo - Ressurreição e ascensão
Será que Jesus ressuscitou mesmo? Por incrível que pareça, há muita gente que acredita em horóscopo, no suposto poder das pirâmides e em duendes, mas não acredita nesse fato histórico (leia http://criacionista.blogspot.com/2008/05/ele-ressurgiu.html para conhecer alguns bons argumentos sobre a ressurreição de Jesus). Bem, mas isso importa realmente? Jesus foi um grande mestre, deixou ensinamentos maravilhosos. Isso não basta? Não.
O apóstolo Paulo diz em 1 Coríntios 15:16-18 que, se Cristo não ressuscitou, nossa fé é vã. A morte de Jesus não teria qualquer poder de expiação ou perdão se não tivesse sido seguida da ressurreição. Na verdade, ao ressurgir, Jesus deixou claro que tem poder para cumprir tudo o que prometeu, inclusive a promessa de nos perdoar e salvar completamente.
No ritual do santuário, depois de coletar o sangue do cordeiro numa bacia, o sacerdote entrava no tabernáculo e oferecia esse sangue ali. Tendo isso em mente, dá para entender por que Jesus, logo após Sua ressurreição, disse para Maria Madalena: “Não Me detenhas, porque ainda não subi para o Meu Pai” (Jo 20:17). Ainda faltava um “detalhe”: Jesus precisava “oferecer Seu sangue” (ou seja, Seus méritos) no santuário celestial e ser aceito pelo Pai. Feito isso, Ele voltou à Terra e, aí sim, pôde ser tocado e abraçado por Seus discípulos e discípulas.
Cristo é a ponte entre a humanidade caída e Deus. Ele ressuscitou com um corpo glorificado, entrou com esse corpo humano no Céu e mantém em Si as marcas dos cravos nas mãos e nos pés. Sua identificação com a humanidade será para sempre. Como Deus-homem que ministra por nós no santuário celestial, Sua mensagem é clara: os humanos arrependidos e convertidos terão pleno acesso ao lar celestial. Ele mesmo é a garantia disso. Ele venceu a morte e o pecado. Ele nos promete essa vitória nEle. E Ele nunca mentiu.
Pense nisto: Que diferença a ressurreição de Cristo traz em relação a outras religiões como o budismo e o islamismo? Que diferença isso faz em sua vida?
Segunda-feira - A intercessão de Cristo e a expiação
Lembro-me de quando cometi um pecado logo após meu batismo. Fiquei desolado. Ao sair do tanque batismal da Igreja Adventista Central de Criciúma, me sentia leve, purificado, santo. Achava que aquela sensação duraria para sempre. Mas, infelizmente, não foi assim. Descobri amargamente que a vida cristã é uma sucessão de tropeços e reerguimentos. Jesus sabia e sabe que a vitória depende de comunhão constante e ininterrupta com Ele, mas que nem sempre fazemos isso e, às vezes, como filhos teimosos, soltamos a mão do Pai para descobrir que o chão é áspero e rala dolorosamente o joelho.
Bondoso como é, nosso Pai não nos deixa de amar porque somos obstinados. Note o que está escrito em 1 João 2:1: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo.”
Como é bom ouvir que sou “filhinho”, mesmo quando dou as costas ao Pai. Como é bom saber que tenho no Céu um Advogado interessado em minha causa – na verdade, Ele morreu por minha causa!
A cruz foi o ponto focal da redenção, mas a continuidade da obra de Cristo por nós é essencial. Hoje Ele continua aplicando os méritos de Sua justiça aos que crêem nEle. “Sem a intercessão de Cristo no santuário celestial, a eficácia da expiação e o poder da cruz não estariam disponíveis aos pecadores. ... Essa intercessão não é um suplemento ao Calvário mas é, de fato, o desdobramento do significado do poder perdoador de Deus”, diz a lição para hoje.
Pense nisto: Que tipo de pensamento sobre Deus lhe ocorre ao pensar que você tem no Céu um Advogado que morreu por você? Como o texto de 1 João 2:1 o ajuda a interpretar o caráter do Pai?
Terça-feira - Intercessão de Cristo no santuário celestial
Um dos textos bíblicos mais carregados de esperança é Hebreus 4:16, que diz: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”
Quando lemos a história de Ester, vemos o tipo de atitude que os reis arrogantes podiam ter naqueles tempos. Mesmo sendo esposa de Xerxes (ou Assuero), a rainha tinha que ter permissão para se aproximar dele! Com Deus é diferente. Podemos nos aproximar de Seu trono de justiça e misericórdia a qualquer momento, com respeito, mas com confiança, pois Ele é nosso Pai.
O texto de Hebreus apresenta a conjunção “portanto”, que significa logo, por conseguinte, conseqüentemente. Mas conseqüentemente ao quê? A resposta está no verso 15: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.”
Podemos nos achegar ao trono de Deus porque Ele Se identifica conosco. Jesus sofreu como nós sofremos (na verdade, sofreu muito mais). Jesus sentiu fome, sede, frio, abandono, rejeição, preconceito... Ele conhece nossas lutas e dores. Além de ter nos criado e amado até o fim, fez-Se humano, mantém esse corpo humano e quer que saibamos dessa identificação que mantém conosco justamente para que confiemos em Sua disposição de nos salvar.
Enquanto Ele não vem para nos buscar, aproveitemos este tempo de graça e nos acheguemos ao trono de Deus, confiando na intercessão daquele que nos ama como ninguém mais seria capaz de amar.
Pense nisto: O que você sente quando pensa que há Alguém no Céu que Se identifica com você e intercede em seu favor?
Quarta-feira - Intercessão de Cristo e a preservação da vida
Os deístas pensam que Deus criou o Universo como alguém que dá corda num relógio e depois se afasta. Os cristãos, ao contrário, crêem que Deus, como o bom Pai que é, criou o Universo e o mantém funcionando. Na verdade, somente existimos porque Deus pensa em nós. Já imaginou se a Terra parasse de girar por um instante? Se a distância Terra-Lua fosse alterada? Se a radiação solar fosse duplicada ou reduzida à metade? Na verdade, como disse um cientista, a vida no cosmos equilibra-se constantemente no fio de uma navalha. Sim, porque a manutenção da realidade depende de leis finamente ajustadas.
O que acontece com o Universo, acontece com o corpo humano: “O organismo físico do homem acha-se sob a supervisão de Deus, mas não é como um relógio, que é posto em movimento e deve continuar por si mesmo. O coração bate, pulsação sucede a pulsação, uma respiração segue a outra, mas o ser todo se acha sob a supervisão de Deus. ‘Vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus’ (1Co 3:9). Em Deus vivemos, e nos movemos e existimos. Cada batida do coração, cada respiração, é a inspiração dAquele que soprou nas narinas de Adão o fôlego de vida – a inspiração do Deus sempre presente, o grande EU SOU” (Ellen G. White, Medicina e Salvação, p. 9).
E sabe o que é ainda mais interessante, no contexto da graça divina? A bondade de Deus em promover a manutenção da vida não é limitada àqueles que O servem. Cada ser humano neste planeta deve a vida ao Criador, quer admita isso ou não.
Nota: Você já agradeceu a Deus pela vida? Que tal orar agora pedindo que Deus o(a) preserve das más influências deste mundo como preserva seu corpo em vida?
Quinta-feira - A intercessão de Cristo e a obra do Espírito
O Espírito Santo exerce papel fundamental no processo de expiação. Segundo João 16:8, é Ele quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Interessante essa ordem de convencimento. Primeiro, o Espírito trabalha com a nossa consciência a fim de despertá-la para a realidade do pecado e de nossa alienação de Deus. Uma vez conscientes disso, Ele nos apresenta da Justiça, e a Justiça é Cristo (Jr 23:6). Depois, nos sensibiliza para o juízo, a fim de que acordemos para o tempo solene em que estamos vivendo – o dia antitípico da expiação – e recorramos ao Cordeiro.
Sem essa obra do Espírito (o “outro Consolador” que sucedeu Jesus nessa tarefa e que, portanto, só pode se tratar de uma pessoa como o próprio Jesus), a cruz se torna ineficaz, porque de nada adianta haver um meio de salvação se a pessoa nem sequer sente sua necessidade dessa salvação. Como um Deus amoroso, o Espírito quer que nos enxerguemos como realmente somos e olhemos para Jesus como Ele realmente é.
Pense nisto: Você já se deu conta de sua condição desesperançada sem Jesus? Não se esqueça de que tudo é possível nAquele que nos fortalece (Fil 4:13). Inclusive a salvação e a santificação.
Sexta-Feira - Acionar escudos!
Na série clássica de ficção científica Jornada nas Estrelas, quando a nave espacial Enterprise estava sob ameaça de algum ataque ou em perigo de se chocar contra um asteróide, por exemplo, o capitão ordenava: “Acionar escudos defletores!” Uma barreira energética envolvia a espaçonave e tudo ficava bem. Na carta aos efésios, o apóstolo Paulo nos diz que existe também um escudo protetor para os cristãos. Analisando cada item dessa armadura (escudo da fé, cinto da verdade, espada da justiça, etc.), concluímos que ela é, na verdade, Jesus Cristo. Com esse “escudo”, nada temos a temer.
No livro A Ciência do Bom Viver, página 428, Ellen White afirma que, “devido ao pecado, nossa condição não é natural, e deve ser sobrenatural o poder que nos restaura, do contrário, não tem valor”. A única maneira de vencer as forças do mal e os atos pecaminosos consiste em manter comunhão constante com Jesus, nosso escudo. É Ele quem nos dá esse poder sobrenatural para vencer a tentação e manter a pureza num mundo corrupto. Quando soltamos as mãos dEle, iniciamos o caminho descendente que leva à ruína.
Não se esqueça de buscar diariamente na fonte esse poder para vencer. Acione os escudos!
Michelson Borges
Descobertos frascos de perfume da época de Cristo
sexta-feira, dezembro 12, 2008
arqueologia
Arqueólogos franciscanos que escavam na cidade bíblica de Madala (atual Israel) disseram ter encontrado frascos de perfume semelhantes aos que podem ter sido usados pelas mulheres que teriam lavado os pés de Jesus. Os ungüentos perfumados foram achados intactos, no fundo de uma piscina cheia de lama, junto com cabelos e objetos de maquiagem, segundo relato do diretor da escavação, promovida pela entidade Studium Biblicum Franciscanum, ao site Terrasanta.net. "Se as análises químicas confirmarem, esses podem ser perfumes e cremes semelhantes àqueles que Maria Madalena, ou a pecadora citada no Evangelho, usou para untar os pés de Cristo", disse o arqueólogo-chefe, padre Stefano de Luca. Maria Madalena é descrita na Bíblia como uma discípula de Jesus, para quem sete demônios se apresentaram. Habitualmente acredita-se que seja ela a pecadora que tenha lavado os pés de Jesus. "A descoberta dos ungüentos em Madala é por qualquer medida de grande importância. Mesmo que Maria Madalena não tenha sido a mulher que lavou os pés de Cristo, temos em nossas mãos 'cosméticos' da época de Cristo", disse De Luca.
Madala era o nome de uma antiga cidade perto da costa do mar da Galiléia, no atual norte de Israel. Perto dali existiu uma aldeia palestina até a guerra que criou o Estado judeu, em 1948. Uma cidade israelense chamada Migdal hoje ocupa a região.
"É muito provável que a mulher que untou os pés de Cristo tenha usado estes ungüentos, ou produtos que eram muito similares em composição e qualidade", disse o padre. A Studium Biblicum Franciscanum participa ativamente da escavação de locais vinculados ao Novo Testamento e aos primórdios do Cristianismo na Idade Média.
(O Globo)
Colaboração: Sérgio Santeli
Romênia retira teoria da evolução do currículo escolar
sexta-feira, dezembro 12, 2008
criacionismo, educação
A Romênia retirou o ensino da teoria da evolução das escolas, possível resultado do aumento de uma tendência de conservadorismo na educação. Educadores afirmam que retirar esse conteúdo do currículo irá distorcer o entendimento das crianças de como o mundo foi criado. Ao mesmo tempo, as escolas religiosas continuarão ensinando que foi Deus quem criou o mundo em sete dias. A disciplina de biologia foi também reduzida para duas horas por semana para os últimos dois anos da escola secundária. No lugar da teoria da evolução, os alunos aprendem sobre ecologia e meio ambiente, conteúdos que, segundo um professor de biologia Romeno, as crianças acham “enfadonho”.Em 2006, o ministro de Educação e de Investigação também retirou Voltaire, Camus e Nietzsche do currículo de filosofia. Esses três autores são conhecidos por serem críticos da religião.
Atualmente, crianças romenas têm aulas de religião dos sete aos dezoito anos. Essas mesmas crianças também são ensinadas a ir à igreja aos domingos de manhã.
Existem propostas para que aulas de religião sejam consideradas obrigatórias no sistema educativo, independentemente da opinião dos pais. Crianças que não assistem às aulas de Religião teriam que assistir aulas de Educação Religiosa e Moral.
(Macedônia Online)
Nota: Extremos para um lado ou para o outro são sempre objetáveis. Criacionistas conscientes e proponentes do design inteligente geralmente não são contra o ensino da teoria da evolução nas aulas de ciências/biologia (afinal, o darwinismo é uma das explicações para o “surgimento” da vida). O que se defende é o ensino crítico do darwinismo, que se apontem suas insuficiências epistêmicas e que se abordem as alternativas teóricas para a origem da vida.[MB]
Revista masculina desrespeita mãe de Jesus
sexta-feira, dezembro 12, 2008
A edição de dezembro da revista Playboy do México traz a modelo María Florencia Onori representada como Virgem Maria na capa da publicação. Ela posou coberta com uma manta branca em uma casa com vitrais, que lembra uma igreja. A foto vem acompanhada da chamada: “Te adoramos, María. Nesta edição, a modelo María Florencia Onori nos deixa apreciar sua beleza pungente.”A imagem deve causar controvérsias no país, de maioria cristã. Segundo um censo realizado no México em 2007, 89% da população – cerca de 97 milhões de pessoas – se declaram católicas romanas.
No Brasil, a Playboy gerou polêmica ao realizar uma foto da atriz Carol Castro com um terço nas mãos na edição de agosto deste ano. Organizações religiosas do País pediram a retirada da revista das bancas. A Justiça proibiu que a imagem circule em outras edições da publicação.
(Terra)
Colaboração: Eloína Novaes
Nota: Não há limites para a falta de respeito dos homens. Um dos sinais do fim do mundo é justamente a irreverência e o descaso para com as coisas de Deus. Muito embora Maria não deva ser venerada, deve ser respeitada como a mulher íntegra e santa que foi. Ser escolhida como a mãe de Jesus faz dela uma mulher especial.[MB]
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Leu Nos Bastidores da Mídia e tomou decisão
quinta-feira, dezembro 11, 2008
dica de leitura, mídia, testemunho
Recebi este e-mail ontem, o que me deixou muito feliz: "Olá, Michelson. Li seu livro Nos Bastidores da Mídia e fiquei impressionada com a sua pesquisa. Nasci na igreja e gostava de assistir televisão, filmes e desenhos quando era pequena. Ficava com raiva porque meus pais nunca compraram um aparelho de TV. Eu assistia na casa dos outros e dizia que quando crescesse eu teria uma TV em cada cômodo da casa (rsrs). Nunca fui de assistir filmes muito violentos ou de terror, e por isso achava que estava fazendo certo. Quando casei, comecei a ficar com raiva de televisão porque meu marido amava ficar assistindo, e quando eu queria conversar, às vezes ele dizia para eu esperar um pouquinho porque ele estava assistindo alguma coisa; às vezes era até propaganda. Isso foi motivo de muitas brigas entre a gente. E ele foi mudando. A gente de vez em quando saía, pra ir ao cinema, coisa que ninguém da igreja havia me convencido de que era errado (nem minha mãe, que sempre foi muito rigorosa quanto a isso). Aquele papo de que é pecado porque antigamente o pessoal tinha relações sexuais dentro do cinema, ou porque depende do filme, etc., nunca me convenceu. Depois que li seu livro, mudei completamente minha concepção sobre o cinema (e nunca mais fui), e nem assisti mais a filme algum. Por não conhecer, era melhor não arriscar. "Meu marido também leu o livro e nossas brigas por causa de televisão quase terminaram, porque ele não assiste mais a tanta TV e fica mais preocupado com algumas coisas também, quando assiste.
"A gente hoje tem um bebê de quase três anos e nunca o colocamos para assistir televisão. Ele só vê DVDs da igreja, musicais e desenhos bíblicos. Às vezes, acho que é exagero. Algumas pessoas falam que existem muitos desenhos bons na TV, educativos, etc. Mas como não tenho tempo de assistir antes para mostrar pra ele depois, e também não posso confiar nas propagandas dos intervalos, não coloco nenhum.
"De qualquer forma, hoje a gente está bem crítico (não com os outros, mas com a gente) em relação às coisas que a gente assiste. E o seu livro fez parte disso, com certeza.
"Bom, quero te agradecer mesmo pelo seu livro, e espero que muitas pessoas possam estar mais perto de Deus através dele. Que Deus te abençoe muito."
(Eliete Carvalho Coelho, enfermeira, 30 anos de idade, reside com o esposo em Lynn, perto de Boston, no estado de Massachussetts, EUA)
Reflexos da crise mundial
quinta-feira, dezembro 11, 2008
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Uma hora sem PC
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Talvez você não saiba, mas a internet polui, e muito! Ela já é responsável por 2% de todas as emissões globais de CO2 (mesma quantidade de poluição gerada pelos aviões). Isso acontece porque os computadores que sustentam a rede são movidos a energia elétrica. Quando essa energia é obtida pela queima de carvão ou outros combustíveis, polui. (Revista Superinteressante, out/2008.)Preocupados com o número de horas gastas pelos brasileiros em frente ao computador, um grupo de alunos do 3º ano de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) lançaram ontem uma campanha de uso consciente do computador. O objetivo é incentivar as pessoas a tirarem uma hora do dia para praticar atividades que não consumam os mesmos tipos de energia. Pode ser a prática de esportes, aulas de música, estudos individuais, conversa com amigos e inúmeras atividades que podem ser feitas sem o uso do computador.
Hoje, cerca de 17 milhões de pessoas morrem com problemas de coração. Se elas tirassem uma hora para exercícios físicos já seria suficiente para evitar esse problema. Falemos de outra área, relacionamentos. Pesquisas revelam que o fator principal para os divórcios é a falta de diálogo. Imagine o que uma hora de conversa por dia entre os casais não poderia evitar.
O slogan da campanha é “1h100PC Se liga! Desliga”. Já são mais de 200 cadastrados na comunidade do Orkut, com perspectivas de crescimento elevado. A meta é envolver um milhão de pessoas em menos de um ano. Também foram realizadas ações teasers no campus da faculdade. A principal delas foi a presença de monitores de computador pendurados pelo fio para fora da janela do quarto. Uma atitude totalmente radical, que chamou a atenção de todos que viram.
Michael Crichton: consenso perigoso
quarta-feira, dezembro 10, 2008
ciência
“Quero fazer uma pausa aqui e falar sobre essa noção de consenso, e a origem do que tem sido chamado de ciência consensual. Eu considero a ciência consensual como um desenvolvimento extremamente pernicioso que deve ser parado imediatamente no seu curso. Historicamente, a afirmação de consenso tem sido o refúgio de canalhas; é um modo de se evitar o debate afirmando que a questão já foi resolvida. Sempre que você ouvir que o consenso dos cientistas concorda em alguma coisa ou outra, procure a sua carteira, porque você está sendo roubado.“Sejamos claros: o trabalho da ciência não tem nada a ver com consenso. O consenso é assunto da política. A ciência, pelo contrário, requer apenas um pesquisador que por acaso está certo, o que significa dizer que ele ou ela tem os resultados que são verificáveis pela referência ao mundo real. Em ciência, o consenso é irrelevante. O que é relevante são os resultados reproduzíveis. Os maiores cientistas na história são grandes exatamente porque eles romperam com o consenso. Não existe essa coisa de ciência consensual. Se for consensual, não é ciência. Se for ciência, não é consensual. Ponto final...
“Repare onde a afirmação de consenso é invocada. O consenso somente é invocado em situações onde a ciência não é suficientemente sólida. Ninguém diz que o consenso dos cientistas concorda que E=mc2. Ninguém diz que o consenso é de que o Sol está a 93 milhões de milhas de distância. Jamais passou pela cabeça de alguém falar assim.”
(Michael Crichton, “Aliens Cause Global Warming”, reimpresso no Wall Street Journal, de 7 de novembro de 2008)
Nota: Michael Crichton escreveu obras famosas como Jurassic Park e Andromeda Strain. Ele era cético quanto ao aquecimento global ser provocado unicamente pelo ser humano. Embora aqui ele trate da questão ambiental, as palavras dele se encaixam perfeitamente no debate sobre a origem e evolução do universo e da vida. Os que são dissidentes da maioria darwinista são sempre intimidados pela afirmação de que todos os “verdadeiros cientistas” acreditam que a vida evoluiu unicamente pelos processos darwinistas quando poderia ser o contrário. (Com informações do blog Desafiando a Nomenklatura Científica)
Mônica não é mais a mesma (mais ou menos)
quarta-feira, dezembro 10, 2008
A turma da Mônica cresceu, mas certas temáticas continuam as mesmas. No site Turma da Mônica Jovem, o criador dos personagens, Maurício de Souza, justifica a iniciativa: “Há tempos eu tinha vontade de criar esse projeto. E muitos leitores pediam para ver a Turma mais ‘crescidinha’. Depois de estudar e pesquisar muito para unir o estilo mangá com o do nosso estúdio, fiquei bastante feliz com o resultado. Espero que os leitores também fiquem! As histórias serão em preto-e-branco, como nos mangás, cheias de ação, magia, aventura, humor (é claro) e até pitadas de romance. As principais características dos personagens foram mantidas, mas com algumas mudanças absolutamente necessárias para que Turma da Mônica Jovem repita o sucesso da Turminha. ... Além da Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão, aparecem o Franjinha, a Marina e até o Anjinho (espere pra ver como ele ficou). ... Durante um período, vamos sentir a receptividade dos leitores e, com o tempo, pretendemos abordar questões pertinentes à adolescência, como namoros, sexo e até drogas. ...”Além do visual sexy de alguns personagens, nota-se que a predileção por temas ocultistas e espiritualistas continua na nova revista. Coisa que Maurício já havia feito em edições antigas da turma ainda criança.


Obama promete ousadia contra mudança climática
quarta-feira, dezembro 10, 2008
ECOmenismo, meio ambiente, política
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira adotar medidas "drásticas e ousadas" contra a mudança climática, assim que chegar à Casa Branca, em 20 de janeiro. Obama e o vice-presidente eleito, Joe Biden, se reuniram hoje em Chicago - onde o futuro líder prepara-se para assumir o poder - com o ex-vice-presidente e prêmio Nobel da Paz Al Gore, para discutir como estimular a economia através da implementação de políticas ambientais e energéticas. Em breves declarações à imprensa após a reunião, Obama afirmou que o objetivo do encontro foi "escutar e aprender" com Gore e o trabalho desenvolvido em favor do meio ambiente.Em uma aparente crítica à Administração do presidente George W. Bush, que questionou a existência da mudança climática ou que fosse causada pelas atividades humanas, o futuro chefe da Casa Branca disse que "acabou o momento dos atrasos" e "de negar" o que é evidente.
"Nós três acreditamos no que os cientistas estão nos contando há anos, que se trata de uma questão urgente e de segurança nacional, e que deve ser tratada de maneira séria. Isso é o que pretendo que meu governo faça", afirmou.
Obama afirmou que, embora a mudança climática seja um problema sério, também representa uma "oportunidade". Dentro do plano idealizado para a recuperação econômica do país, que passa por uma grave crise, o governante eleito estuda fomentar a criação de empregos que estimulem um replanejamento de como se usa a energia.
Também procura "pensar como melhoraremos a eficiência, para fazer com que nossa economia seja mais forte, com que fiquemos mais seguros, reduzamos nossa dependência do petróleo estrangeiro e sejamos competitivos durante décadas, ao mesmo tempo em que salvamos o planeta", ressaltou. "Não vamos deixar passar esta oportunidade", afirmou Obama, que, para isso, se comprometeu a colaborar com republicanos, democratas, empresários e personalidades como Gore: "todo mundo que tiver algo em jogo neste assunto, e esses somos todos." (...)
"Quero iniciar medidas drásticas e ousadas que tornem o futuro melhor para nossos filhos", disse o presidente eleito, que afirmou que pensa em fazer isso durante os próximos dois anos. (...)
(Terra)
Nota: Que medidas "drásticas e ousadas" serão essas só o tempo dirá... Leia mais sobre o ECOmenismo clicando no marcador abaixo.
terça-feira, dezembro 09, 2008
Colunista de Veja defende ensino do criacionismo
terça-feira, dezembro 09, 2008
criacionismo, educação
Deu no Estadão: “Polêmicos nos Estados Unidos, onde são defendidos por movimentos religiosos como mais do que explicações baseadas na fé para a criação do mundo, o criacionismo e o design inteligente se espalham pelas escolas confessionais brasileiras – e não apenas no ensino religioso, mas nas aulas de ciências. Escolas tradicionais religiosas como Mackenzie, Colégio Batista e a rede de escolas adventistas do País adotam a atitude de não separar religião e ciência nas aulas, levando aos alunos a explicação cristã sobre a criação do mundo junto com os conceitos da teoria evolucionista. Algumas usam material próprio.“Outros trabalham com livros didáticos da lista do Ministério da Educação e acrescentam material extra. ‘Temos dificuldade em ver fé dissociada de ciência, por isso na nossa entidade, que é confessional, tratamos do evolucionismo com os estudantes nas aulas de ciências, mas entendemos que é preciso também espaço para o contraditório, que é o criacionismo’, defende Cleverson Pereira de Almeida, diretor de ensino e desenvolvimento do Mackenzie. (...)
“No Colégio Batista, em Perdizes (SP), o entendimento é semelhante. ‘Ensinamos as duas correntes nas aulas e deixamos claro que os cientistas acreditam na evolução, mas para nós o correto é a explicação criacionista. O importante é que não deixamos o aluno alienado da realidade’, afirma Selma Guedes, diretora de capelaria da instituição.
“A polêmica está no fato de os colégios ensinarem o criacionismo e o design inteligente não como explicações religiosas, mas como correntes científicas que se contrapõem ao evolucionismo.” (...)
Comentário do Reinaldo de Azevedo, da Veja: Qual o problema? Segundo entendi, as escolas estão ensinando as duas coisas: afirmam a verdade científica e dizem qual é o entendimento que, como religiosos, têm da questão. Ou será que as escolas cristãs são obrigadas a negar a sua natureza? Estão querendo criar contradições inelutáveis onde elas não existem. Espero que as minhas filhas sejam informadas sobre essas duas verdades: a científica e a religiosa – sim, existe uma “verdade religiosa”, que está num domínio que não disputa espaço com a ciência. Como elas vão equacionar essas coisas, bem, aí é com elas, com a família, com as múltiplas influências a que estão expostas.
Resta evidente que as escolas não estão fazendo opções radicais, excludentes. Ademais, ainda que estivessem, as famílias têm o direito de escolher que educação querem dar a seus filhos, segundo sua história, sua religião, suas tradições. Ou, agora, vamos proibir as escolas judaicas, por exemplo, de expor a sua visão de mundo aos estudantes? É incrível como o preconceito anticristão vem sempre vazado numa perspectiva supostamente iluminista e de combate ao preconceito, quando, de fato, o que se tem é o contrário.
A teologia vigente nas escolas, religiosas ou não, que precisa ser combatida é outra: a vigarice esquerdopata, o marxismo de fancaria.
Minha nota: Reinaldo de Azevedo é um colunista respeitável e talvez por isso Veja tenha permitido a publicação desse comentário num de seus blogs, o que não deixa de ser surpreendente, dada a linha editorial da semanal. Parabéns, Reinaldo, pela lucidez e alinhamento com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, segundo a qual os alunos devem criticar objetivamente as teorias científicas como constructos humanos de representação aproximada da realidade; e devem aprender que essas teorias estão sujeitas a revisões e até a descarte. Ainda segundo a LDB, O ensino médio tem entre suas finalidades habilitar o educando a ser capaz de continuar aprendendo, a ter autonomia intelectual e pensamento crítico.[MB]
Em tempo: O site Observatório da Imprensa publicou minha análise das matérias de capa das revistas Galileu e Superinteressante de dezembro. Confira aqui e, se possível deixe lá seu comentário.
Beijo faz chinesa perder audição
terça-feira, dezembro 09, 2008
comportamento
Uma mulher ficou quase surda após beijo apaixonado do namorado. O caso aconteceu na cidade de Zhuhai, no Sul da China. A chinesa teve ruptura de tímpano no ouvido direito durante o beijo francês caliente. De acordo com o jornal China Daily, o médico que atendeu a mulher afirmou que a paciente vai recuperar totalmente a audição em até três meses. Mas ela vai precisar tomar cuidado com os beijos. Ele explicou o que ocorreu: “O beijo demorado reduziu a pressão na boca, forçando fortemente o tímpano, até que ele se rompeu.” E o mais sensacional na história: “Beijar é normalmente seguro, mas os médicos orientam que as pessoas devem agir com cautela” (dica do jornal chinês).
(Do blog Page Not Found)
Nota: Ao ler esta nota inusitada, não pude deixar de pensar que muitas vezes os jovens se tornam surdos quando arrebatados pela paixão. Os adultos e mesmo amigos mais “centrados” aconselham, dizem que é bom tomar decisões com sabedoria e oração, não agir por impulso, namorar a pessoa certa, que tenha princípios e seja respeitadora; que certos tipos de conduta são próprias de pessoas casadas e que, uma vez ultrapassados certos limites, as consequências (não estranhe a falta do trema; estou treinando a reforma ortográfica) são desagradáveis. E por aí vai. No caso da chinesa, a surdez poderá ser revertida. No caso de algumas pessoas obstinadas, também há tempo de voltar atrás e recomeçar. O problema é quando a pessoa tapa os ouvidos deliberadamente e escolhe a surdez voluntária. Aí, o jeito é aprender “quebrando a cara”. “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe” (Provérbios 1:8). “Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, para que se multipliquem os anos da tua vida” (Provérbios 4:10).[MB]
domingo, dezembro 07, 2008
Nostalgia em quadros (1)
domingo, dezembro 07, 2008
humor, quadrinhos
Detonam a Bíblia e exaltam o espiritismo
domingo, dezembro 07, 2008
bíblia, espiritualismo, mídia, religião
As capas das duas revistas mais populares de divulgação científica do Brasil – Superinteressante e Gallileu – deste mês são emblemáticas e reveladoras de uma tendência midiática que vem se confirmando e ampliando nos últimos anos: a crítica da Bíblia e seus seguidores e a simpatia pelo espiritualismo. A matéria da Galileu tem como título “A nova era do espiritismo”, e é assinada por Pablo Nogueira (que tem posição claramente contrária ao criacionismo). O texto é respeitoso e informativo. O foco são as novas influências que “estão reinventando a doutrina [espírita] no Brasil”. Em seguida, vem a reportagem “O homem de Abadiânia”, sobre o médium João de Deus. Nogueira tenta ser neutro, de início, usando palavras como “supostamente”, mas logo deixa evidente que ficou impressionado com tudo. “João não sabe dizer quantas entidades incorpora. Estima-se que sejam de 20 a 30. Os voluntários não sabem sequer os nomes de muitas, já que elas nem sempre se identificam. ... Para um olhar destreinado como o meu, com pouco tempo de observação, fica difícil enxergar personalidades diferentes”, escreve Pablo, que ainda testemunha: “Assisti a cinco dessas intervenções [cirúrgicas] em três dias e pude observar que, embora houvesse pequenos sangramentos em alguns casos, ninguém se queixou de dor, mesmo quando a entidade passou a faca sobre o olho de um homem sem o uso de anestésicos.” Note que o repórter assume que se trata de uma “entidade” e em momento algum põe em dúvida as tais “cirurgias visíveis” espirituais. As 16 páginas ocupadas pelas duas matérias não questionam, apenas exaltam o espiritismo e as novas influências que lutam para ganhar espaço e aceitação do kardecismo tradicional.
Mas o posicionamento favorável ao espiritismo por parte da Galileu fica mesmo evidente no artigo “A sabedoria da fé”, na página 90. Ali o repórter Arthur Veríssimo também conta sua experiência de encontro com João de Deus. “Quando entrei na primeira sala de atendimento, vi mais de 80 médiuns auxiliares sentados, de olhos fechados, em completa sintonia com os trabalhos da entidade [Veríssimo também assume que se trata de uma “entidade”]. ... Um hálito cósmico-espiritual permeava o lugar. ... Espalhados por três salas interligadas, 280 médiuns formam uma corrente energética que auxilia os trabalhos da entidade.”
No parágrafo seguinte, a linguagem do repórter se torna quase a de um seguidor: “Minha vez se aproxima, e um turbilhão de idéias e pensamentos absorve minhas entranhas. O véu de trevas que cobre minha consciência é dissipado. Um perfume divino paira no ar. Estava conectado, e a entidade me chamou. Olhou para mim e disse que eu era bem-vindo na casa e tinha a autorização de fotografar e conhecer todas as dependências. Rapidamente afirmou que eu deveria trabalhar e entrar na corrente. Numa completa unidade, comigo mesmo e com o grupo.”
Mais para o fim, Veríssimo arremata com palavras que são puro marketing gratuito: “É impressionante observar um homem simples e sem nenhuma formação médica como João Teixeira executar tantas cirurgias com sucesso e sem anestesia. Minhas dúvidas foram esmagadas pela sabedoria da fé. ... O médium João é um instrumento de Deus.”
Agora só falta a Galileu começar a publicar matérias psicografadas.
SuperconfusãoNa sua já tradicional matéria religiosa de dezembro, idealizada para alavancar as vendas, a Superinteressante se sai com esta, já na capa: “A religião diz que ela [a Bíblia] veio de Deus. Mas novas evidências revelam como os textos sagrados foram escritos – e manipulados – pelos homens. Conheça os verdadeiros autores da Bíblia. E o real significado do que eles disseram.”
Não é necessário que “novas evidências” nos digam o que o apóstolo Pedro já havia deixado claro há muito tempo: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1:21). A Bíblia jamais esconde o fato de ter sido escrita por seres humanos, mas deixa claro que eles foram inspirados pelo Espírito Santo (a palavra traduzida por “inspirado” no Novo Testamento vem do grego theopneustos, que significa literalmente “soprado por Deus”).
Como sempre ocorre nas reportagens desse tipo publicadas na Superinteressante, o tom jocoso e contestatório e a superficialidade estão presentes do começo ao fim. Prova disso são as seções “Top 5 pragas”, “Top 5 matanças” e “Top 5 sacanagens” (!). Sobre as pragas e matanças, trata-se do velho desconhecimento do contexto histórico em que essas atitudes extremas de Deus foram tomadas (leia “Por que Deus mandou matar”). Mas o que dizer das tais “sacanagens”? Super considera “sacanagem” a linguagem sensualmente pura e franca de Cantares (leia “Sensualidade pura”). Comete o erro crasso de afirmar, como o fazem certas seitas, que Gênesis 6:2 menciona anjos tendo relações sexuais com mulheres. Segundo o Comentário Bíblico Adventista, “deve-se rejeitar esse ponto de vista porque o castigo que cedo sobreviria se deveu aos pecados de seres humanos (v. 3) e não de anjos. Ademais, os anjos não se casam (Mt 22:30). Os ‘filhos de Deus’ não foram outros senão os descendentes de Set, e as ‘filhas dos homens’ as descendentes dos cainitas ímpios (PP 67)”.
Noutra evidência de má-fé e desconhecimento bíblico, Super desconsidera a linguagem profética de Ezequiel 23:20 e se diverte com a afirmação de os egípcios serem “bem-dotados” e “ejacularem como cavalos”. As duas prostitutas desse capítulo representam Israel e Judá, designadas com os nomes das suas respectivas capitais: Samaria e Jerusalém. Ambas se corromperam e apostataram, atitude comparada ao adultério espiritual (esse paralelismo entre a apostasia e a quebra dos votos matrimoniais foi herdado de Oséias 2:2-10 e Jeremias 3:6-13).
A matéria afirma ainda que Davi “teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1000 a.C.” Bastaria ao repórter da revista ter ido à exposição Tesouros da Terra Santa, no Masp, para conhecer a “pedra da vitória”, entalhada por um rei de Aram, contendo uma inscrição que menciona a “Casa de Davi”, referência direta à dinastia fundada pelo Rei Davi. (Leia também “A Cidade de Davi”).
Depois, a reportagem enviezada diz que o Pentateuco não pode ter sido escrito por Moisés pelo fato de o livro narrar a morte do profeta. Chamam de “fundamentalistas” (eles adoram essa palavra) os que defendem a autoria mosaica sem saber (ou sem querer saber) que existe explicação para a redação desse trecho do livro bíblico. Confira aqui.
Super ignora fatos e evidências que corroboram o relato bíblico e, no entanto, faz afirmações sem qualquer base factual, como esta: “Tempos mais tarde, os dois relatos [javista e eloísta] foram misturados por editores anônimos.” Prova que é bom, nada.
Papagueando um velho argumento contra a autenticidade escriturística, a revista afirma que “as raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios” e que “o monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas”. O especialista em Arqueologia e autor do livro Escavando a Verdade, Dr. Rodrigo Silva, sugere que essas semelhanças nas culturas antigas (semelhanças que dizem respeito inclusive aos relatos da Criação e do Dilúvio) apontam para uma matriz histórica comum. No entanto, o relato bíblico é mais “enxuto” e desprovido dos elementos míticos das outras narrativas.
Mais adiante, a matéria da Super(ficial) diz que “gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja de propósito”, mas não dedicam uma linha sequer para falar dos Manuscritos do Mar Morto, que confirmaram a confiabilidade do texto do Antigo Testamento, com manuscritos que datavam de até 250 a.C.
Não falam dos Manuscritos do Mar Morto, mas trazem novamente à tona os duvidosos e polêmicos apócrifos encontrados no Egito em 1886, um dos quais assinado por “Maria Madalena”. Dão mais importância ao duvidoso do que ao certo. Em agosto, a Galileu publicou uma matéria sobre Jesus na qual diz que “para especialistas, esses escritos perdem importância quando se constata que eles tiveram como base os Evangelhos canônicos e seguiram o gnosticismo. ... Há pesquisadores que vasculham esses livros, muitos dos quais em estado fragmentário, em busca de informações valiosas que não teriam sido preservadas (ou teriam sido deliberadamente varridas para debaixo do tapete) pelos evangelistas oficiais. O esforço vale a pena? O mais provável é que não. ... é praticamente impossível demonstrar que os evangelhos apócrifos mais populares entre os historiadores, como o de Tomás e o de Pedro, não tenham, na verdade, usado como base os Evangelhos canônicos, os bons e velhos Mateus, Marcos, Lucas e João. Estruturas literárias básicas, como a ordem dos ditos de Jesus, parecem seguir de perto os textos canônicos. Além disso, a datação dos apócrifos aponta para uma composição décadas ou até séculos depois dos Evangelhos oficiais. E há alguns detalhes teológicos suspeitos nas narrativas apócrifas: muitos deles seguem o chamado gnosticismo, uma vertente esotérica do cristianismo primitivo que considerava o mundo material uma esfera corrompida e naturalmente ruim da existência e pregava o acesso a um conhecimento secreto para se libertar dele. A importância do apóstolo Tomé ou de Maria Madalena nos textos gnósticos provavelmente não tem a ver com o papel histórico desses personagens, mas com o uso deles como contraponto aos sucessores de apóstolos como Pedro e Paulo, principais líderes das comunidades cristãs após a morte de Jesus”.
A despeito de tudo isso, para a Super(tendenciosa) os apócrifos gnósticos são mais importantes e confiáveis que os Evangelhos e os Manuscritos do Mar Morto. Dá pra confiar numa reportagem dessas? Dá pra levar a sério uma revista dessas?
E numa atitude totalmente fora de contexto (mas previsível), a reportagem arremata: “Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja [não dizem que é a Católica] aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950."
Se os cristãos bíblicos são fundamentalistas (pois têm a Bíblia como seu fundamento), a Super é superfundamentalista. Qual o fundamento? O materialismo filosófico.
Michelson Borges
Leia também:
“Espiritismo ta com tudo na mídia”
Série “A Bíblia e o espiritismo”
“O ceticismo da Super”
“Galileu distorce fatos sobre a Bíblia”
"Quem escreveu [com tanta impropriedade] sobre a Bíblia?"
Blog da Gi: A história de uma princesa
domingo, dezembro 07, 2008
crianças
Era uma vez uma princesa chamada Mayara e ela morava numa cidade que era muito estranha. Todos os adultos andavam de mal humor e as crianças só davam apelidos nos outros por exemplo aquele é o gorducho e aquele outro é o vareta e Mayara sempre que saia do castelo ela procurava se esconder. E um dia uma dessas crianças a encontrou e ela disse “venham achei outra para dar apelido” e a outra criança disse “mas ela é uma princesa ela pode contar para o rei e o rei pode prender a gente”, “é verdade” disse outra criança e foram embora. Mayara impediu que eles fossem embora ela gritou “Ei vocês parem voltem” e elas voltaram. [Leia mais]A Virgem sob suspeita
domingo, dezembro 07, 2008
religião
Deu na Veja desta semana: o maior fenômeno de devoção católica surgido nos últimos trinta anos teve início em junho de 1981, quando os adolescentes Vicka, Ivan, Ivanka, Mirjana, Jakov e Marija afirmaram ter visto Nossa Senhora no céu de Medjugorje, vilarejo no sul da Bósnia-Herzegovina. Desde então, as aparições nunca mais cessaram, segundo eles. Por causa disso, a cidadezinha recebe peregrinos vindos de diversas partes do mundo. Calcula-se que 2 milhões de pessoas viajem anualmente ao vilarejo, em busca do conforto espiritual e das graças de Nossa Senhora de Medjugorje. No Brasil, a fé na Virgem da Bósnia é compartilhada por 1 milhão de pessoas. Elas se reúnem em grupos de oração, rezam o terço e fazem jejuns semanais. Tamanha devoção, no entanto, sofreu recentemente um golpe duro – e aplicado pela própria Igreja. O papa Bento XVI ordenou, no início do ano, o confinamento do padre franciscano Tomislav Vlasic, o líder espiritual dos videntes, em um monastério da Ligúria, na Itália. O religioso é apontado como "manipulador de consciências", "herege" e acusado de "doutrina dúbia e imoralidade sexual", entre outros crimes previstos pelo código canônico. Até que o processo seja concluído, o padre Vlasic permanecerá proibido de exercer suas funções eclesiásticas. Para muitos especialistas em Vaticano, no instante em que a Santa Sé colocou sob suspeita a idoneidade de Vlasic, ela passou a questionar com mais força a veracidade das aparições em Medjugorje. As autoridades da Igreja mantêm uma posição de reserva sobre o assunto. "Por enquanto, o Vaticano não aprova nem desaprova o fenômeno Medjugorje", diz Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé. Os malfeitos de Vlasic datam de antes do início das visões em Medjugorje. Em 1976, seis anos depois de se tornar padre, ele engravidou uma freira chamada Rufina. Para evitar o escândalo, convenceu-a a partir para a Alemanha, sob o argumento de que, tão logo abandonasse o hábito, ele se juntaria a ela. Os meses passavam e nada de Vlasic cumprir a promessa. Inconformada, Rufina cobrou a palavra do padre por meio de cartas. Em resposta, ele desconversava, chegando a pedir à freira grávida para "seguir o exemplo de Nossa Senhora e aceitar seu destino em terras estrangeiras, comportando-se com discrição". História mantida em sigilo, Vlasic foi transferido da cidadezinha de Capljina para Medjugorje em setembro de 1981, quase em seguida à primeira aparição da Virgem, em junho. Orador hábil, pertencente à Renovação Carismática, movimento católico caracterizado por grupos de oração animados, missas coreografadas e cenas de transe místico, Vlasic transformou-se em conselheiro espiritual dos seis jovens videntes, também de famílias carismáticas. Coincidência ou não, foi a partir dessa aproximação que as visões adquiriram teatralidade. "Um exemplo: no momento em que afirmam falar com Maria, movem a boca como se falassem por ela", diz Cecília Mariz, professora de sociologia da religião da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
O sucesso de Vlasic em Medjugorje durou relativamente pouco. De acordo com uma reportagem assinada por Simon Caldwell na revista inglesa The Spectator, em 1984, algumas das cartas enviadas pelo padre à freira Rufina foram lidas pela locatária do apartamento onde ela vivia. Indignada, a mulher enviou a correspondência a Pavao Zanic, bispo da diocese de Mostar, na Bósnia, em cuja jurisdição está Medjugorje. Zanic, por sua vez, remeteu-a a um prelado alemão no Vaticano – ninguém menos do que o cardeal Joseph Ratzinger, que viria a se tornar o atual papa Bento XVI e então presidia a Congregação para a Doutrina da Fé. Em seu notório estilo blitzkrieg, Ratzinger mandou transferir Vlasic para a cidade italiana de Parma. Apesar de mais perto dos olhos de Roma, o padre continuou a divulgar as mensagens de Nossa Senhora de Medjugorje. No fim dos anos 80, ele criou a comunidade Rainha da Paz, Completamente Vosso. Sob sua liderança, integrantes do grupo passaram a relatar visões. Não só da Virgem, como de Jesus e até de extraterrestres.
Para além do comportamento suspeito de Vlasic, há outro motivo para a desconfiança da Igreja em relação ao fenômeno de Medjugorje. As aparições tiveram início um ano depois da morte de Josip Broz Tito, o ditador comunista que mantinha com mão-de-ferro a unidade da então Iugoslávia. Seu desaparecimento alimentou ainda mais as ambições de independência das repúblicas que compunham o país, entre elas a Bósnia. O que Nossa Senhora tem a ver com as confusões nos Bálcãs? Talvez não fosse essa a intenção da santa, mas o fato é que as visões no começo da década de 80 foram oportuníssimas do ponto de vista político: serviram para fortalecer os franciscanos locais, naquele momento fonte de apoio de grupos nacionalistas croatas de extrema direita que desejavam ampliar sua influência na Bósnia. Ou seja, num primeiro instante, as aparições levaram a que todo o esforço do Vaticano para enfraquecer os franciscanos na região fosse por água abaixo. "A notícia das aparições ajudou os integrantes da ordem a ganhar prestígio junto à população. Isso tornou tudo mais delicado para a Igreja", diz Carlos Steil, antropólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Como se não bastassem as estripulias do padre Vlasic e a oportunidade política das visões, Nossa Senhora de Medjugorje contraria a tradição que cerca a Virgem – o que redobra a desconfiança da Igreja em relação ao fenômeno. Em primeiro lugar, a Nossa Senhora de Medjugorje aparece (e fala) demais. A levar a sério os relatos dos seis videntes, ela já teria dado o ar de sua graça mais de 40 mil vezes nos últimos 27 anos – e em vários lugares, não só no vilarejo bósnio. "Maria, no Evangelho, é um exemplo de discrição e acolhimento", diz o vaticanista italiano Giancarlo Zizola. "Essas aparições em Medjugorje são um imbróglio." Discrição não é força de expressão: para se ter uma idéia, no Novo Testamento inteiro, há apenas seis frases atribuídas à mãe de Jesus, mais uma saudação a Santa Isabel.
Há outro elemento estranho: boa parte das mensagens de Nossa Senhora de Medjugorje está em desacordo com a imagem de Maria talhada por séculos de história. A santa bósnia pede que os videntes rezem pela paz, como as de Fátima e Lourdes, mas freqüentemente menciona um nome estranho ao universo da mãe de Jesus: Satanás. E de maneira bastante amedrontadora. Em 1917, por exemplo, quando Nossa Senhora de Fátima apresentou o inferno – um mar de fogo sobre o qual flutuavam e gemiam formas humanas –, as três crianças que descreveram a visão não ficaram aterrorizadas. Sentiram-se protegidas pela santa. No caso de Medjugorje, quando o mal é o tema das aparições, ele invariavelmente causa medo. Num dos relatos mais célebres, a vidente Mirjana mostrou-se horrorizada com as feições de Nossa Senhora. De acordo com ela, por alguns segundos, os olhos da Virgem permaneceram vazios de expressão. A explicação é que ela queria que Mirjana percebesse a diferença entre o mal e o bem. "A participação de Maria no Evangelho é sempre uma manifestação de amor e agradecimento, nunca de medo", diz Afonso Murad, professor de teologia do Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte.
Hoje, Vicka, Ivan, Ivanka, Mirjana, Jakov e Marija estão na faixa dos 40 anos. Quatro deles permaneceram na Bósnia. Marija vive em Monza, na Itália, e Ivan, em Boston, nos Estados Unidos. Todos se casaram (Ivan com uma ex-miss Massachusetts), tiveram filhos e engordam a renda familiar com palestras sobre a Nossa Senhora de Medjugorje. Como algumas visões acontecem com hora marcada, é possível promover espetáculos em torno delas – que rendem a videntes e organizadores um bom dinheiro. Em 1997, durante uma visão na Califórnia, Ivan conseguiu arrecadar 70 mil dólares sob a forma de doações voluntárias.
Há três anos, formou-se um grupo de estudos, cujo núcleo é composto de trinta pessoas, entre leigos e religiosos, para analisar a veracidade do fenômeno. Conduzidos pela Pontifícia Academia Mariana Internacional (Pami), instituição ligada ao Vaticano, os trabalhos correm em segredo e estão previstos para acabar até o fim de 2009. (...)
Nota: É estranho que com tantas evidências contrárias, a Igreja Católica não se tenha manifestado oficialmente contra a Virgem de Medjugorje. Seria receio de desapontar tantos devotos da "santa"? Além do mais, se o Vaticano se pautasse pela Bíblia, esse problema não existiria. A Palavra de Deus ensina que os mortos aguardam a volta de Jesus na sepultura, em estado de inconsciência (confira aqui). O dogma da assunção de Nossa Senhora foi definido apenas em 1950 pela Constituição Apostólica do Papa Pio XII; não está na Bíblia. Maria foi uma mulher especial, sem dúvida, ou não teria sido escolhida para ser a mãe do Jesus encarnado. Mas, biblicamente falando, o único Intercessor entre Deus e os homens é o próprio Jesus e nenhum outro. Só ele nasceu sem pecado, morreu pelos pecadores e vive para rogar e interceder por eles no santuário celestial.[MB]


























