segunda-feira, março 16, 2009

Linha editorial do blog Criacionismo

Certa vez, recebi e-mail de um amigo me perguntando sobre a linha editorial do meu blog. Se é sobre criacionismo, por que abordar temas como religião e comportamento? A definição de criacionismo bíblico dada por um dos membros da Sociedade Criacionista Brasileira (da qual também faço parte) me ajuda na resposta: criacionismo é uma tentativa de associação coerente entre o conhecimento científico e o conhecimento bíblico, desde que o primeiro não seja confundido com alguns pontos de vista que não são sustentáveis epistemologicamente dentro do próprio evolucionismo. Está aí a resposta. Como o criacionismo bíblico transita nessa interface entre ciência experimental e religião bíblica (e bebe de ambas as fontes), o escopo deste blog acaba sendo ampliado além das margens da ciência pura e simples. Se o assunto tem a ver com profecias bíblicas, comportamentos que reforçam ou contrariam princípios escriturísticos, ou mesmo com temas que promovam debates e/ou diálogo sobre fé ou ausência dela, está dentro da proposta original deste blog.

Aproveito para explicar outra questão recorrente: Por que não publico comentários aqui? Com uma média diária de três a quatro mil acessos, tornou-se inviável moderar tantos comentários e responder a outros tantos deles (neste blog que mantenho voluntariamente, sou uma "equipe" de um só). Alguns leitores apresentavam questionamentos ou ideias divergentes que exigiam e mereciam respostas à altura. Mas eu não estava dando conta dessa demanda. Tenho outras atividades que requerem muito de meu tempo. Também sou esposo e pai de família. Além disso, preciso dormir de vez em quando (rs). Encaro o blog com seriedade, mas como minha segunda (ou terceira) milha, para usar uma expressão bíblica. Por isso, ele se torna secundário diante dos meus compromissos prioritários (e a prioridade acima de todas, como sempre tenho dito, é meu relacionamento com o Criador). Assim, por mais que agredisse meu “espírito democrático” e de defesa da liberdade de expressão, tive que optar por desabilitar a opção de comentários, contando com a compreensão dos meus leitores e dos assíduos comentadores a quem tenho uma dívida de gratidão.

Falando em gratidão... Aproveito para agradecer aos muitos leitores e colaboradores que ajudaram e ajudam a promover este projeto que começou há quase uma década como uma simples experiência despretensiosa. Agradeço igualmente às muitas pessoas que me enviam links e sugestões de matérias e temas, o que facilita muito meu trabalho de "garimpar" informações.

A todos vocês meu muito obrigado. E sejam sempre bem-vindos aqui!

Michelson Borges, jornalista e mestre em teologia

Blog da Gi: Os piratas que acharam um tesouro

Oi, lá vem mais uma história, como você já viu no título é a história dos piratas que acharam um tesouro. Os piratas não eram felizes. Um dia eles ouviram falar que tinha um navio naufragado e foram procurar. Depois de muitos mergulhos eles finalmente acharam o navio. Dentro do navio tinha um baú bem grandão. O baú estava trancado. Com muita dificuldade tiraram o baú de dentro do navio naufragado e também com muita dificuldade abriram o baú e dentro daquele baú tinha uma caixa e dentro daquela caixa tinha outra caixa e dentro daquela caixa mais uma caixa e o pirata ficou bravo. Ele falou: “Mas não é possível, fizeram a gente vir aqui por causa de uma brincadeira.” [Leia mais]

sexta-feira, março 13, 2009

Boataria internética

Já perdi a conta de quantos e-mails recebi e recebo com boatos e "lendas urbanas" (hoaxes) que sempre encontram alguém crédulo o bastante para acreditar nelas e as espalhar aos quatro ventos. São mensagens como aquela segundo a qual os computadores da Nasa teriam descoberto o "dia longo" relatado no livro bíblico de Josué. Ou, então, uma das mais "novas": teriam sido descobertas as rodas das carruagens do faraó que perseguiu os hebreus quando da fuga do Egito em sua passagem pelo Mar Vermelho. Essa e outras "descobertas" são atribuídas a um enfermeiro anestesista e arqueólogo amador chamado Ron Wyatt, falecido em 1999. Infelizmente, falsas evidências acabam por lançar descrédito sobre a Bíblia em lugar de autenticá-la. Evidências arqueológicas seguras há aos montões, por isso, aqueles que creem no Livro Sagrado não precisam (e não devem) se valer de boatos infundados para tentar atrair a atenção das pessoas.

A Revista Adventista deste mês traz um artigo do especialista em Arqueologia Bíblica Dr. Rodrigo Silva. No texto, intitulado "O êxodo que não existiu", ele analisa as tais evidências falsas de Wyatt. Eis aqui alguns trechos da matéria:

"Por mais de uma vez tive [diz Rodrigo] a oportunidade de visitar, com a equipe arqueológica da Universidade Andrews, os locais a que Wyatt faz referência. Coletamos dados, fizemos análises, entrevistas, etc. e, depois de tudo isso, posso afirmar, sem temor de erro, que essas descobertas são completamente falsas."

Segundo o Dr. Rodrigo, Wyatt também dizia saber o local onde fora escondida a Arca da Aliança. Depois de sua morte, seu substituto e principal aliado, Richard Rives, conseguiu autorização especial para escavar no local onde Wyatt disse ter visto e até fotografado a Arca. Porém, nada foi encontrado.

"[Wyatt] sustentava que o Golfo de Áqaba, perto de Nuweiba, seria o local da travessia dos hebreus. Ali, num trabalho arqueológico submarino, Wyatt disse ter encontrado ossos humanos e rodas das carruagens de faraó cobertas de corais..." Numa foto publicada na internet e disseminada num PowerPoint via e-mail, aparece uma roda de "ouro" (como ele foi preservado depois de 3.400 anos submerso em água salgada, Wyatt não explica) com quatro raios (aro quádruplo), mostrando semelhança com algumas rodas de carruagens antigas expostas em museus. "O que Wyatt não contou", diz Rodrigo, "é que os egípcios tinham dois tipos de carruagem: uma para a guerra, com aro sêxtuplo (...) e uma para passeios ocasionais, a quádrupla, que ele disse ter encontrado. Se a dita roda fotografada por Wyatt fosse mesmo autêntica, teríamos de perguntar por que faraó teria usado carruagens de passeio para perseguir o povo hebreu e deixado em casa as carruagens de guerra?"

As peças fotografadas por Wyatt provavelmente provieram de navios cargueiros que afundaram na região entre 1869 e 1981. A cidade de Hurghada, no norte do Mar Morto, chega a abrigar um sítio turístico para mergulhadores que desejam ver destroços de navios naufragados ali.

E Rodrigo conclui: "Não acreditemos apressadamente em tudo o que se diz na internet, nem propaguemos o boato através de e-mails do tipo FWD. A descoberta de uma fraude pode colocar em descrétido a verdadeira mensagem que devemos anunciar."

Mestre em química fala sobre criacionismo

Apesar de a matéria da revista Veja sobre o evolucionismo ter sido publicada há um mês (11/2), as questões que ela levanta não "esfriam", pois são recorrentes. Ainda mais quando estamos em um ano de festa para os darwinistas. Prova disso, foi o debate promovido pela Globo News, no dia 24 de fevereiro, entre o zoólogo evolucionista Dr. Mário Pinna e o geólogo criacionista Dr. Nahor Neves de Souza Jr. No entanto, o canal por assinatura parece ter sido mais feliz, pelo simples fato de dar espaço para os dois modelos. Com a proposta de também aprofundar a questão, o jornalista Wendel Lima entrevistou a professora Juciane França, que é bacharel e mestre em Química pela UFPR e docente do Ensino Médio da Rede Adventista de Educação em Curitiba, PR. [Leia mais]

Vislumbres de outro mundo

Para muitos, uma insanidade. Para Kevin Richardson, um prazer. O zoológo costuma se refrescar em um rio na África do Sul ao lado de uma leoa - a Meg. Os dois são bons amigos, garante Kevin. Estudioso do comportamento animal, ele brinca e interage com um dos animais mais temidos do planeta. Kevin costuma ser visto brincando, nadando e dormindo com vários animais no parque de Magaliesburg. Meg, com seus 185 quilos, é a preferida. "As pessoas ficam maravilhadas com o fato de ela não me reduzir a pedacinhos com as suas garras", contou o zoólogo ao Daily Mail. Segundo Kevin, Meg se sente no rio como um cachorro na janela de um carro em movimento: prazer total.

(Page Not Found)


Nota: Um dia, esse tipo de coisa não mais nos surpreenderá, pois "o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará" (Isaías 11:6".

quinta-feira, março 12, 2009

Testemunho da jornalista Betina Pinto

Uma ironia da Arqueologia Bíblica


Uma das maiores ironias no mundo acadêmico é saber que os piores inimigos da Bíblia não são ateus, evolucionistas ou agnósticos, mas sim teólogos bíblicos que lecionam Antigo e Novo Testamento em universidades nos Estados Unidos e Europa. Esse é caso de Philip Davies, da Universidade Sheffield, na Inglaterra. Para ele, Davi não é mais histórico do que o Rei Artur e os cavaleiros da távola redonda; em outras palavras, folclore britânico. Essa é a opinião dele na obra In the Search of 'Ancient' Israel (Em busca do 'antigo' Israel), publicada em 1992. Seu argumento, porém, era baseado no silêncio de fontes históricas fora da Bíblia que mencionassem o famoso rei israelita. Um argumento, diga-se de passagem, muito perigoso para qualquer acadêmico. [Leia mais]

A luta do homem e da mulher

A revista IstoÉ desta semana destaca um estudo realizado por dois teólogos renomados do Vaticano. A conclusão da pesquisa é reveladora. Sessenta por cento dos homens são dominados pela luxúria. Quarenta por cento das mulheres, pela vaidade. Enquanto elas querem ser admiradas, belas, irresistíveis, autossuficientes e poderosas, os homens perdem a razão diante do objeto de atração sexual. A pesquisadora brasileira Sandra Dias, coordenadora do curso de Psicanálise da PUC de São Paulo, explica esses índices. Segundo ela, "a mulher erotiza sua aparência física para capturar o desejo do homem. Já os homens erotizam o ato sexual em si". [Leia mais]

Poucas mulheres assumem que a vaidade é uma erotização da imagem delas. Poucas admitem que o investimento na aparência tem a intenção de chamar a atenção do homem e vencer uma disputa entre elas mesmas.

Elas precisam estar com “tudo em cima” para chamar a atenção dos homens. Querem se sentir cobiçadas. Mas querem também causar inveja nas outras mulheres. [Leia mais]

Leia também: “Sensualidade pura” e “Homem que é Homem, lê”

Dicas de insucesso

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder, também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios, etc.

6. Não se dê ao luxo de desjejum ou uma refeição tranquila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e antiácidos. Eles vão lhe deixar “tinindo”.

11. Se tiver dificuldades para dormir, não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isso é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

(Sou Vegetariano, e Agora?)

Num certo portal... o editor dormiu no ponto

quarta-feira, março 11, 2009

O dilúvio foi copiado de lendas de outros povos?

Os fatos apresentados nesse tipo de explicação podem ser vistos de dois ângulos. Você pode, por exemplo, dizer que o dilúvio foi copiado de antigas lendas pagãs (há muitas sobre o dilúvio), ou acreditar que não eram lendas, mas um conhecimento do dilúvio que acabou misturado com sua cultura. O mesmo sobre o Sol e a menção que a Bíblia faz dele em relação a Cristo, como o “Sol da Justiça”, por exemplo. Será que o cristianismo copiou do paganismo a noção de Jesus/Sol ou esse era um conhecimento real e dado por Deus que acabou se mesclando com sua cultura?

O mesmo você pode dizer da ressurreição, do sacrifício vicário, da santa ceia e de tantos outros aspectos do cristianismo que possuem um correspondente no paganismo. O fato de algo ter um correspondente no paganismo não quer dizer necessariamente que o correspondente pagão tenha sido o que surgiu primeiro. Como no caso do dilúvio, primeiro veio o conhecimento divino dado a Noé, e depois as lendas pagãs. O mesmo se pode dizer do monoteísmo. Há religiões pagãs monoteístas, como uma que dominou o Egito em um determinado tempo, ou outra instituída por um rei Inca em sua época. Teria o judaísmo ou cristianismo monoteísta ido buscar a ideia nesses povos ou seria o contrário?

Vários povos antigos tinham a noção de um salvador que viria do céu, e alguns alegam que os Maias tenham se deixado dominar pelos espanhóis por considerarem aqueles homens enormes (nos primeiros encontros eles não entendiam que o cavalo não fazia parte do homem) como o salvador anunciado. Será que o messianismo judaico-cristão emprestou desses povos antigos a ideia de um Messias ou foi o contrário, isto é, esses povos em algum momento do passado tiveram contato com a revelação divina de um Messias e acabaram incorporando isso em suas culturas?

Um excelente livro sobre o assunto é O Fator Melquisedeque, de Don Richardson, missionário que encontrou vários exemplos de paralelos cristãos em povos indígenas de todo o mundo. Sua tese é que Deus preparou os homens para as Suas verdades e que esse preparo acabou incorporado às suas culturas, de forma que não achassem estranho quando alguém lhes falasse de um dilúvio universal, de um Messias, um Salvador, um sacrifício substitutivo, etc.

O próprio Don Richardson viveu em uma tribo da Nova Guiné onde a porta para a aceitação do evangelho foi o conceito que tinham do “Totem da Paz”, ou seja, quando uma tribo queria ter paz com outra, entregava um de seus filhos, uma criança, que precisava ser criada pela outra tribo. Enquanto a criança vivesse, elas não poderiam guerrear. Quando o missionário disse aos indígenas que Deus entregou Seu filho para fazer a paz conosco, e como o Filho está hoje ressuscitado e não morre mais é possível ter paz com Deus eternamente, tiveram início as conversões.

Leia um trecho da apresentação do livro:

“Deus preparou o mundo para o Evangelho

“Uma vez por ano, os artesãos de uma tribo da Indonésia constroem um barco de madeira em miniatura e o levam à beira do rio. O chefe religioso da tribo amarra uma galinha num lado do barquinho e coloca uma lanterna acesa no outro lado. Logo em seguida, cada membro da tribo passa perto do barquinho e coloca um objeto invisível entre a galinha e a lanterna.

“Quando se pergunta às pessoas o que deixaram no barquinho, elas respondem: meu pecado. Depois, o chefe deixa o barquinho ser levado pela correnteza do rio, enquanto os expectadores gritam: ‘Estamos salvos!’ Embora essa cerimônia religiosa não salve ninguém do seu pecado, Don Richardson a vê como exemplo de uma ponte para o conhecimento do Evangelho.

“Neste livro, Richadson conta mais 25 histórias fascinantes, que mostram a semente do Evangelho deixada por Deus em cada cultura do mundo. Ele chama esse tipo de revelação geral de Deus o Fator Melquisedeque, usando o nome do sacerdote a quem Abraão prestou homenagem no Livro de Gênesis.

“Este livro mudará as ideias de muitos cristãos sobre os povos pagãos e sobre a soberania de Deus.”

(O Que Respondi)

terça-feira, março 10, 2009

Super-heróis querem mesmo substituir Deus

No dia 6, escrevi que os super-heróis vireram para substituir os deuses mitológicos e estão até mesmo querendo ocupar o lugar do Deus bíblico. Pois bem, Watchmen é o novo sucesso transportado das histórias em quadrinhos (HQs) para os cinema. O filme é baseado numa graphic novel (ou "romance visual") de Alan Moore e Dave Gibbons que foi publicada em meados da década de 1980 e marcou época, sendo considerada um clássico dos quadrinhos adultos, tanto que também é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time desde 1923. A história se passa nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados combatem o crime ao mesmo tempo em que vivem seus dramas pessoais. O país estaria vivendo um momendo delicado no contexto da Guerra Fria e em vias de dar início a uma guerra nuclear contra a União Soviética (eu vivi toda essa paranóia durante minha adolescência). A mesma trama envolve os episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Resumidamente, é isso.

De modo geral, segundo a crítica, o filme segue de perto a história em quadrinhos. Mas foi necessária uma alteração no fim da produção em relação à HQ. Sobre isso, o diretor Zack Snyder comenta: "Permanece a ideia do inimigo em comum das duas superpotências que estão na iminência de uma guerra nuclear que acabará com o planeta. E esse inimigo sendo Deus me pareceu uma ideia boa demais pra ignorar. 'Deus nos traiu', adoro isso. E também dá um encerramento tão bom para a história do Dr. Manhattan... ele é meu personagem favorito, então minha tendência foi me preocupar um pouco além do que deveria com ele."

O Dr. Manhattan, que é comparado a Deus por Snyder, é um dos watchmen e se trata de um ser praticamente onipotente.

Pra que sutilezas e subliminaridades? Hoje em dia, as intenções dos diretores e produtores não precisam mais ser mascaradas.[MB]

Cientistas identificam áreas do cérebro ligadas à fé

A ciência provavelmente não é capaz de provar se Deus existe ou não existe, mas a fé religiosa, pelo visto, é bem real – ao menos em seus efeitos sobre o cérebro. Pesquisadores americanos estudaram o órgão em ação e conseguiram mapear as regiões cerebrais que entram em atividade quando alguém pensa em Deus, no conteúdo de uma determinada doutrina religiosa ou nas cerimônias ligadas à sua fé. A pesquisa, coordenada por Jordan Grafman, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, está na edição desta semana da revista científica PNAS. A primeira conclusão da equipe é que não existe nenhum “órgão divino” especializado no cérebro. Para processar informações, sensações e emoções ligadas à religião e à crença em Deus, as pessoas utilizam regiões do cérebro que também servem para outras funções do dia-a-dia mental.

Isso vale, por exemplo, para quando os voluntários tinham de imaginar Deus relativamente distante do mundo e das pessoas, sem se envolver com os assuntos terrenos; Deus enraivecido e Deus amoroso. Em todas essas situações, as áreas do cérebro que ficaram ativas, de acordo com exames de ressonância magnética, tinham a ver com a chamada Teoria da Mente. A Teoria da Mente é uma propriedade mental humana que tem a ver com a detecção de emoções e intenções em outras pessoas ou seres. É a capacidade que você usa para imaginar por que um amigo ou um parente ficou bravo com você por algum motivo, por exemplo. Nesse caso, os voluntários estão pensando num agente sobrenatural (Deus) como se ele tivesse uma mente como a de outros seres humanos.

Da mesma forma, áreas cerebrais tipicamente associadas com o raciocínio abstrato, a memória e a fala “acenderam” quando as pessoas tinham de pensar em dogmas de sua religião, enquanto regiões associadas com o processamento sensorial ficavam ativas quando a pessoa tinha de pensar em rituais religiosos. Assim, para o cérebro, decorar informações sobre a Santíssima Trindade não seria muito diferente de aprender uma equação matemática, e assistir a uma missa seria parecido com ir ao teatro, por exemplo.

Os pesquisadores ressaltam que a pesquisa foi feita exclusivamente com cristãos ocidentais. A religiosidade de pessoas de outras partes do mundo pode envolver aspectos cognitivos diferentes.

(G1 Notícias)

Nota: Na verdade, não existe mesmo um “órgão divino” dentro do cérebro. O próprio cérebro pode ser considerado uma “antena parabólica” capaz de sintonizar Deus (por isso mesmo deve ser mantido nas melhores condições possíveis). Diferentemente dos animais, o ser humano tem noção de transcendência e inclinação natural para a fé (os estudos do psicanalista fundador da logoterapia, Viktor Frankl, são bem interessantes a esse respeito). O fato é que fomos programados para crer, criados para outro mundo, conforme disse C.S. Lewis.[MB]

Harry Potter nas escolas públicas

A Secretaria da Educação de São Paulo irá disponibilizar, a partir do segundo semestre, livros de séries famosas para incentivar crianças e adolescentes a lerem. Com isso, os estudantes poderão ter acesso a exemplares da série Harry Potter e de “Crepúsculo”, por exemplo. O governo estadual promete comprar dois milhões de livros, com investimento estimado de R$ 19,3 milhões.

De acordo com a secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, os sucessos têm a função de “convocar” os alunos para a leitura. Além dos livros direcionados a esse fim, a secretaria diz que comprará obras para complementar o que foi ensinado em sala de aula e clássicos considerados indispensáveis da literatura mundial.

Os títulos foram selecionados por educadores da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp), órgão da secretaria. As 356 escolas que atendem apenas alunos de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental irão receber juntas cerca de 80 mil exemplares. As 205 de Ensino Médio ganharão 56 mil livros. As escolas que atendem alunos de 5ª a 8ª e do Ensino Médio terão cerca de 1,8 milhão de livros. O que sobrou irá para as 91 diretorias de ensino. (...) Os 220 novos títulos estarão disponíveis nas salas de leitura das 4.200 escolas da rede pública. (...)

(G1 Notícias)

Nota: Curioso... O mesmo governo que é contra o ensino do criacionismo em escolas públicas compra e oferece aos alunos livros recheados de bruxaria e magia negra. Dois pesos, duas medidas...[MB]

segunda-feira, março 09, 2009

Testemunho da menina Vitória


"Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?" (Mateus 21:16).

Bento XVI: "Roma deve reencontrar sua alma"

O Papa Bento XVI se dirigiu hoje às autoridades civis da cidade de Roma, e as animou a voltar a "encontrar a alma desta cidade, berço da civilização", de seu passado imperial e cristão, para poder responder aos desafios atuais. "Na época pós-moderna, Roma deve voltar a apropriar-se de sua alma mais profunda, de suas raízes civis e cristãs, se quiser tornar-se promotora de um novo humanismo que coloque no centro a questão do homem reconhecido em sua realidade plena", afirmou. O Papa foi recebido nesta manhã pelas autoridades civis da Urbe no Campidoglio, sede da prefeitura hoje governada por Gianni Alemanno, e em cuja praça milhares de romanos se reuniram para dar-lhe as boas-vindas.

Em seu discurso, na Sala Giulio Cesare, em presença dos vereadores e demais autoridades civis, Bento XVI afirmou a importância de redescobrir, especialmente as novas gerações, os "valores perenes" do homem, especialmente a referência a Deus. "Os episódios de violência, deplorados por todos, manifestam um mal-estar mais profundo; são sinal de uma verdadeira pobreza espiritual que aflige o coração do homem contemporâneo."

"A eliminação de Deus e de sua lei, como condição da realização da felicidade do homem, não alcançou de fato seu objetivo; ao contrário, priva o homem das certezas espirituais e da esperança necessárias para enfrentar as dificuldades e os desafios cotidianos", acrescentou.

Diante do "enfraquecimento preocupante dos ideais humanos e espirituais" que fizeram de Roma o "modelo" de civilização para o mundo inteiro, o Papa propôs a colaboração da Igreja, através das paróquias e instâncias educativas. (...)

O Papa mostrou seu conhecimento de que, "extraindo nova seiva das raízes de sua história, plasmada pelo direito antigo e pela fé cristã, Roma saberá encontrar a força para exigir de todos o respeito às normas da convivência civil e rejeitar toda forma de intolerância e discriminação". (...) [Grifos acrescentados.]

(Zenit)

Colaboração: Fernando Machado

Nota: O grande problema da igreja cristã primitiva foi justamente sua romanização. Enquanto os discípulos e seus seguidores diretos puderam preservar a doutrina pura deixada por Jesus e registrada nos evangelhos, a força da igreja residia no poder do Espírito Santo e no testemunho poderoso dos cristãos. Com o tempo, esse poder foi substituído pelos compromissos com o Estado. O poder espiritual foi eclipsado pela influência política. Ao mesmo tempo, doutrinas pagãs como a observância do dia do Sol (sunday), o domingo, e a veneração aos mortos, além do culto às imagens, passaram a invadir a igreja sob a influência do Império Romano, agora cristianizado (mas com um pé no paganismo). É essa a "alma de Roma" que o papa quer resgatar? Quando fala em "lei de Deus", Bento XVI pensa em Êxodo 20 ou no Catecismo, com seu mandamento que ordena a guarda do domingo em lugar do sábado, o memorial da Criação? A solução para o mundo dependeria, então, de um sistema político-religioso? Se, para responder aos desafios modernos, é necessário voltar ao "passado imperial e cristão" da igreja, os perigos de uma religião opressora que conta com o apoio do Estado podem estar mais uma vez rondando a humanidade. O passado está cada vez mais próximo...[MB]

Romance de cinema

Deu na IstoÉ desta semana: “Nas comédias românticas, quando o cosmos entra em ação, não é necessário esforço, apenas a sorte de estar no lugar certo, na hora certa. Basta não discutir com os deuses e deixar que os olhares e a sintonia de pensamentos fluam. Essas produções atraem milhões de espectadores ao cinema, que saem das salas de projeção enlevados, certos de que é possível viver histórias de amor como a que acabaram de assistir. Pesquisadores escoceses comprovaram que tais devaneios só prejudicam os relacionamentos do outro lado da tela.

“[Essas] produções são mais populares entre as mulheres. Para elas, reforçam crenças do relacionamento predestinado – a tal outra metade da laranja – e a ideia de que o amor prescinde de conversa, pois um apaixonado pode ler o pensamento do outro. (...) Já os homens pensam ter encontrado a cara-metade quando a química sexual é intensa.
O estudo também mostra que 90% dos entrevistados recorrem ao cinema e 94% à televisão para aprender a lidar com relações amorosas na vida real. É certo que o reforço dos estereótipos dos ideais românticos é alavancado pela força da indústria cinematográfica. (...)”

Tanto homens quanto mulheres imaginam a relação ideal com base em pressupostos inadequados. A tom meloso e a promessa do “felizes para sempre” distorce a verdadeira relação que deve haver entre os casais. O romantismo é fundamental, sem dúvida, mas haverá problemas ao longo da vida de casados, e esses problemas devem ser resolvidos com maturidade, diálogo, compreensão e amor. Não um amor baseado apenas em sentimentos, mas um amor comprometido, fruto também da razão e da decisão diária de se amar a pessoa escolhida. Esse é o amor princípio. Um amor sereno, nem sempre arrebatador como o das produções hollywoodianas, mas eterno, posto que não é chama. E que deve ser alimentado diariamente. Como? Com ambos indo à fonte do verdadeiro amor: Deus (1 João 4:8).

Países não “ecomênicos” correm risco de isolamento

O alerta foi feito pelo ministro do Meio Ambiente britânico, Ed Milliband. Ele acredita que o isolamento internacional seria resultado dos compromissos assumidos por Barack Obama em prol do meio ambiente. Tais compromissos estariam aumentando significativamente as perspectivas de se chegar a um acordo global na conferência sobre o clima da ONU, que será realizada em dezembro, em Copenhague. Em sua campanha, Barack Obama se comprometeu a criar “empregos verdes” e a buscar um acordo global de combate às alterações climáticas. O ex-presidente George Bush rejeitou o protocolo de Kyoto, argumentando que prejudicaria os interesses comerciais dos EUA.

(Opinião e Notícia)

Nota: Aos poucos, os métodos para forçar uma coalizão mundial liderada pelos EUA em torno do ECOmenismo vão ficando mais evidentes.[MB]

Leia também: “ECOmenismo: você também está sendo envolvido!”