quarta-feira, março 23, 2011

Que deus está vindo?

Vem aí mais um filme baseado em personagens de histórias em quadrinhos. Desta vez, quem vai para as telas é o deus do trovão, Thor. Ele é o famoso deus nórdico que empunha um martelo mágico (Mjornir) o qual somente pessoas dignas seriam capazes de erguer. Com ele, Thor manipula os elementos e luta contra inimigos mitológicos. A imagem acima me chamou atenção pela chamada “A god is coming” (Um deus está chegando). Que deus? Nesse caso, Thor. Seria mais uma tentativa de mitologizar um evento futuro real, a volta de Jesus? A verdade é que Jesus is coming, mas o inimigo de Deus não quer que as pessoas creiam nisso e se preparem para esse grande dia que marcará o fim da história do pecado neste mundo. Por isso ele espalha distrações e distorções. E não é de hoje que os quadrinhos vêm misturando temas bíblicos em suas histórias, o que deverá influenciar seus leitores (justamente aqueles que são os mais influenciáveis) com a ideia de que a Bíblia seria uma mitologia a mais.[MB]

Leia também: "Deuses e super-heróis", "História em quadrinhos distorce as profecias" e "Batman é Deus, cara!"

terça-feira, março 22, 2011

Igreja Católica entra com tudo no ECOmenismo

Os últimos 20 anos de loucura no mundo e no planeta Terra estão cobrando seu preço. Basta citar a tragédia no início do ano no Rio de Janeiro, os alagamentos crescentes em São Paulo capital, a tragédia em São Lourenço, Rio Grande do Sul, o tsunami e o terremoto no Japão com a desestabilização das usinas nucleares. Milhares de desabrigados, mortes, prejuízos materiais, dor, tristeza, sofrimento. E dúvidas e perguntas sobre o futuro do planeta e da humanidade. Parece que os terremotos e a água começaram a entrar nas nossas casas e mentes. Todo dia e o dia todo, na televisão, jornais, internet, nas casas, escolas, ambiente de trabalho, a preocupação cresce. É preciso, porém, olhar mais longe e fundo, ir às causas e à raiz dos problemas e acontecimentos, para poder ver futuro e esperança. É o que faz a Campanha da Fraternidade/2011 [da Igreja Católica], com o tema “Fraternidade e a vida no planeta” e o lema “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).

O texto-base da Campanha da Fraternidade alerta para “a vida e suas dores no contexto do aquecimento global”. Em “da ética e do egotismo à ética do cuidado”, reflete: “A publicação do 4º relatório do IPCC contribuiu para a tomada de consciência de que o atual aquecimento global e as mudanças climáticas em curso não são apenas ‘um desastre natural, foram causados por homens’, ao desenvolverem um sistema econômico que agride a vida no e do planeta, e ‘já sacrificou muitas vidas, espécies e ecossistemas. O caminho tende à catástrofe planetária, e podemos ir ao encontro do destino dos dinossauros’. Dessa maneira, a atual crise ecológica coloca os propositores e mantenedores deste sistema em xeque. Trata-se de um sistema que exilou a ética da responsabilidade e do cuidado do âmbito de várias dimensões da vida, e fez que a estruturação e justificação de tudo que constitui o arcabouço de civilização atual tenha como âncora o imperativo do lucro e coloque as ciências e a própria vida a seu serviço.”

Os recentes acontecimentos alertaram todos, todas e o mundo. Há urgência de ações, em nível micro e macro, individuais e coletivas, governos e sociedade. O objetivo geral da Campanha da Fraternidade é: “Contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”. E lembra São Francisco: “Resgatar São Francisco neste contexto de nossas relações com as criaturas da natureza significa valorizar suas atitudes. Primeiramente, a pobreza, que neste santo significou a não posse, reverteu-se em redenção para as criaturas, e lhe possibilitou pelo olhar contemplativo alcançar o que eram realmente, a ponto de as chamar de irmãs e irmãos. A razão é simples. Em última análise, este olhar purificado de poder e lucro revela que as criaturas são dom de Deus e também portam sinais do Criador.”

O tempo chegou, e é urgente. É como a criança que, depois de nove meses, não pode mais esperar para ver a luz do sol e partilhar a alegria de viver. As dores da mãe são muitas e fortes. Mas a esperança no ventre é maior que qualquer sofrimento. É preciso nascer, é preciso dar à luz. Assim como ele ou ela enfeitam a manhã e a vida do pai e da mãe, dão-lhe novo sentido, fazem crescer a partilha e o amor, um novo projeto de desenvolvimento, um novo modelo de sociedade, baseados numa economia solidária e em valores diferentes dos valores do capitalismo neoliberal, são necessários, imprescindíveis. Não há mais como esperar, diz a Campanha da Fraternidade. É preciso engajamento, vontade política, mobilização social, conscientização para construir o amanhã baseado no bem viver e na solidariedade. Senão as tragédias continuarão caindo sobre nossas cabeças, tirando vidas, ameaçando a humanidade e destruindo o futuro.

As dores de parto não permitem mais esperar e adiar uma nova vida que teima em nascer.

(Selvino Heck, assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República, Jornal do Brasil)

Nota: Faz tempo que os líderes católicos apregoam um futuro construído pela solidariedade (desde os meus tempos de católico eu ouço isso). O discurso é bonito e empolga, mas é falho. Infelizmente, este mundo caminha inexoravelmente para a destruição. Podemos apenas amenizar o problema com nosso cristianismo responsável e prático, com nosso conceito de “mordomia cristã”, mas a solução final e definitiva virá de Deus por ocasião da volta de Jesus. Volte ao texto acima, escrito por um representante do governo (o que indica o apoio do Estado à igreja, numa união já prevista e que se aprofundará), e releia os trechos que grifei. Depois clique aqui e analise a lógica e as propostas dos defensores do ECOmenismo para “salvar o planeta”. Todos querem a mesma coisa. E querem com a urgência que surge do medo insuflado nas massas. É como diz Ellen White: os últimos acontecimentos serão rápidos.[MB]

Livros e filmes afetam dinâmica do cérebro adolescente

Segundo os cientistas, a literatura afeta o cérebro dos jovens, mas eles ainda não sabem exatamente como. O que eles sabem é que, definitivamente, as mentes dos adolescentes são mais suscetíveis a influências do que a dos adultos – tanto a partir de outras pessoas e experiências, como a partir de livros, filmes e músicas. Por exemplo, a nova febre entre os adolescentes, a saga “Crepúsculo”, exibida tanto em forma de livros como filmes, poderia estar afetando o funcionamento dinâmico do cérebro adolescente em formas que os cientistas ainda não entendem. Segundo eles, algumas novas descobertas identificaram manchas no cérebro que respondem à literatura e à arte. Educadores, cientistas e autores estão se reunindo na Inglaterra justamente para discutir de que forma esses livros e filmes estão afetando as mentes dos adolescentes. Ao longo da última década, os pesquisadores descobriram que o cérebro adolescente processa as informações diferentemente do cérebro mais maduro. Ele é mais propenso a responder a situações emocionalmente, e menos propenso a considerar as consequências por antecipação racional.

Isso porque na adolescência o córtex pré-frontal, a parte do cérebro responsável pelo raciocínio e avaliação de risco, passa por um surto de crescimento pouco antes da puberdade, seguido por um período de organização e de supressão das vias neurais.

Os pesquisadores também debateram o impacto das obras nos adolescentes, psicologicamente falando. A série “Crepúsculo” tem como protagonistas o casal Bella e Edward. A história é de uma adolescente que se apaixona por um vampiro “muito mais velho”. Alguns críticos alegam que a passividade de Bella, e a mensagem de abstinência até o casamento, são anti-feministas. A argumentação é de que a história propaga valores muito conservadores que de modo algum endossam o pensamento independente, o desenvolvimento pessoal ou a posição da mulher como uma criatura independente.

Os pesquisadores estão interessados em entender o apelo dessas obras obscuras nas mentes dos jovens, e porque eles são especialmente cativados por histórias com vampiros, zumbis e temas pós-apocalípticos. [Olha o (des)preparo das últimas gerações aí!]

Os críticos também alegam que os autores de livros destinados a adolescentes devem ter uma responsabilidade moral de incluir positividade e esperança em suas obras. Segundo eles, o mundo precisa estar ciente do quanto os jovens são influenciados por aquilo que leem ou assistem, e se eles leem livros onde não há esperança em nada, isso pode ser prejudicial. [E o oferecimento de falsas esperanças, não é prejudicial?]

O encontro e a discussão dos pesquisadores é apenas um marco desses estudos inicias da mente jovem e sua interação com a literatura.

(Hypescience)

Nota: Esse é mais um sinal de alerta para os pais que se preocupam com a formação do caráter dos filhos. Crianças e adolescentes são mais influenciáveis e as memórias emocionais adquiridas nessa fase da vida frequentemente nos acompanham pelo resto de nossos dias. Por isso, é preciso ter critérios bem estabelecidos na seleção dos livros, revistas e filmes que penetram nosso lar e nossa mente. Curiosamente, o que preocupa em “Crepúsculo” (pelo menos na ótica dos pesquisadores) é o anti-feminismo. Isso é “boi de piranha”; desvio de atenção. O inimigo de Deus coloca esses elementos de distração para que ninguém se dê conta do mal maior, no caso, o satanismo da obra. O que dizer do anti-cristianismo e do pró-vampirismo? Isso não surpreende os pesquisadores? Ponto para Satanás, infelizmente.[MB]

Esperma age como antidepressivo natural

Publicado na revista Scientific American um artigo sobre o estudo que conclui que o esperma age como um remédio natural para depressão. Sim, fazer sexo faz bem para o corpo e a mente, mas o caso aqui não se trata de uma questão emocional, mas, sim, fisiológica. Segundo o estudo, feito pela Gallup and Rebecca Burch, em conjunto com o psicólogo Steven Platek, da Universidade de Liverpool, é possível que o esperma atue sobre as mulheres como um antidepressivo natural. Aparentemente, logo que o esperma é absorvido pela vagina, ele age sobre os hormônios femininos. O sêmen masculino é rico em componentes químicos como neurotransmissores, hormônios, endorfinas e imunossupressores, entre eles a serotonina, um dos mais famosos e conhecidos antidepressivos, e oxytocic, conhecido como o hormônio da confiança e do amor. Boa notícia, mas nem por isso devemos esquecer a camisinha. Sexo seguro é sempre a melhor escolha. [...]

(M de Mulher)

Nota: Cada vez as pesquisas surpreendem mais os estudantes da sexualidade humana. A interação perfeita entre os sexos é algo impressionante e aponta para o design inteligente. Como explicar de outra maneira a fina interação química entre o sêmen e os hormônios femininos? Já é difícil (senão impossível) do ponto de vista darwinista explicar a diferenciação anatômica e fisiológica compatível entre macho e fêmea (uma dupla mutação que deveria ter ocorrido numa mesma época e num mesmo espaço geográfico), agora imagine explicar na base da tentativa e erro esses requintes emocionais relacionados com neurotransmissores, hormônios, endorfinas e imunossupressores. Essa pesquisa sugere também que os órgãos sexuais anatômica e bioquimicamente projetados para o sexo são o pênis e a vagina. A notícia apenas escorrega no fim, quando recomenda o uso da camisinha (o que obviamente bloqueia a capacidade antidepressiva do sêmen) para a prática do “sexo seguro”. O verdadeiro sexo seguro é aquele praticado com a pessoa certa, no momento certo e no contexto certo. Ou seja, nos limites do casamento.[MB]

Leia também: "Sexo é bom – no contexto certo" e "Beijar o mesmo homem protege contra doença"

segunda-feira, março 21, 2011

Por que sentimos saudade?

Saudade de pessoas, lugares, épocas, sabores, cheiros... Dias atrás, viajei juntamente com minha família para a Europa a fim de realizar um sonho antigo. Ao avistar de dentro de um barco no Rio Sena a Torre Eiffel iluminada, me emocionei ao lembrar de um episódio da minha infância: minha mãe tinha um perfume num frasco em forma de Torre Eiffel e eu, por vezes, o admirava e sonhava um dia conhecer aquela torre pessoalmente. Chorei. Chorei por estar realizando aquele sonho de criança e chorei por me lembrar daquela época que não voltará jamais. Hoje, de volta à realidade, na minha cidade, sinto saudade de Paris e da Suíça e uma vontade imensa de voltar àqueles lugares que me fizeram extremamente feliz por alguns dias.

Domingo, dia 13 de março, por chegarem ao fim as férias escolares da minha filha mais velha, a levamos para Florianópolis, já que suas aulas começariam na segunda, dia 14. Mais uma vez choramos muito ao nos despedirmos e sinto muita saudade, sentimento que chega ao ponto de causar dor física (uma dor forte no peito).

Meus irmãos moram longe – no estado de São Paulo – e sinto muita saudade deles e dos meus sobrinhos e cunhados, e essa saudade, com certeza, também me causa dor.

Meu irmão Michelson às vezes me diz que sente saudade de comer polenta com fortaia no restaurante de Nova Veneza, SC, cidade vizinha à minha. Ele vive em Tatuí, SP, o que o impossibilita de saborear nossos pratos italianos preferidos em tal restaurante, frequentemente.

Não fomos criados para sofrer, envelhecer ou nos separarmos das pessoas que amamos. Temos saudade da infância por ser o período da vida com menos problemas e tribulações. É a época em que nos é permitido viver da forma mais simples e pura. E é quando estamos sempre juntos dos que amamos, todos os dias.

Temos saudade do passado, pois nele sempre somos mais jovens, sem tantas obrigações, preocupações, dores ou doenças. Claro que os momentos tristes e difíceis que passaram não nos causam saudade e são postos de lado em nossa memória, no setor do esquecimento.

Creio que meu irmão sinta saudade do sabor daquela comida italiana porque quando íamos àquele restaurante aos domingos, íamos felizes, num típico passeio de família, todos juntos.

Temos saudade dos lugares bonitos que conhecemos, porque tínhamos sido criados para desfrutar deste mundo que deveria ser sempre belo e perfeito, e não teria fronteiras. Também porque quando estamos viajando, o fazemos com as pessoas que amamos e passamos momentos perfeitos, que nos fazem esquecer as obrigações e problemas do dia a dia.

Temos saudade das pessoas que amamos e vivem ou passam momentos longe de nós, porque fomos criados para ficar juntos, sempre, sem despedidas.

Jamais nos acostumaremos com esses dilemas desta vida, porque eles não fazem parte da nossa essência. Se tivéssemos evoluído e ainda em constante evolução, poderíamos aceitar um dia essas separações, esses rompimentos cotidianos, por serem “normais” e fazerem parte da roda da vida. Mas nunca aceitaremos isso e a saudade continuará a trazer dor, lágrimas, sofrimento ou nostalgia para os que a encontram no caminho.

Neste momento, só nos resta confiar nAquele que nos dá força para seguir em nosso caminho, e a certeza de que um dia não diremos mais adeus ou um simples até logo aos que amamos. Não mais precisaremos sentir saudade dos momentos felizes, das épocas boas, pois todo o momento, toda a época, todo o instante será feliz e será bom, como tudo aquilo que Ele criou e viu.

(Michela Borges Nunes é advogada e mora em Criciúma, SC, com seu esposo Dilamar e a filha mais nova)

Nota: Pra mim essas são as “sementinhas de saudade” que Deus deixa em nosso coração para nos lembrar de que nosso lar não é aqui. Acho que é mais ou menos o que sinto quando penso em Nova Veneza, por exemplo. Quando Jesus voltar, a saudade deixará de existir. Quero muito ter minha família toda comigo naquele grande dia.[MB]

“O ateísmo é anormalidade”, diz Chesterton

Gilbert Keith Chesterton (1874-1936), escritor londrino, foi um dos maiores defensores do cristianismo em uma época que o ateísmo era uma tendência entre intelectuais. O progresso técnico e o desenvolvimento científico - principalmente após a Revolução Industrial, no século 18 - despertaram no homem um sentimento de controle da natureza e de independência. As críticas à doutrina e aos mistérios do cristianismo não era novidade entre os filósofos. O pensamento estava presente em iluministas como Voltaire (1694-1778). O mundo se deparava com ideias de Friedrich Nietzsche (1844-1900), Sigmund Freud (1856-1939) e Charles Darwin (1809-1882), um período de afirmações polêmicas e chocantes. Foi nesse cenário que Chesterton defendeu a fé e a existência de Deus. O autor exerceu grande influência e chegou a debater o assunto com Bertrand Russell (1872-1970), o ateu mais famoso e ativo da filosofia contemporânea.

Em O Homem Eterno (Mundo Cristão, 2010) reconta, com o seu característico humor britânico, a história da humanidade apontando a ação de Deus no mundo. Ao argumentar contra os céticos, diz no livro: “o ateísmo é anormalidade”.

Conta-se que o volume foi o responsável pela conversão de C. S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, ao cristianismo. Leia, abaixo, um trecho do exemplar.

“Aquela mitologia e aquela filosofia, à luz das quais o paganismo já foi analisado, ambas haviam sido bebidas literalmente até as fezes. Se com a multiplicação da magia o terceiro departamento, que denominamos demônios, estava cada vez mais ativo, ele nunca significou outra coisa que não fosse destruição. Resta apenas o quarto elemento, ou melhor, o primeiro; aquele que em certo sentido fora esquecido por ser o primeiro. Refiro-me àquela primeira, dominante e mesmo assim imperceptível impressão de que o universo no fim das contas tem uma única origem e um único objetivo; e por ter um objetivo deve ter um autor. O que aconteceu nessa época com essa grande verdade no fundo da mente humana talvez seja mais difícil determinar. Alguns dos estoicos sem dúvida viram isso cada vez mais claro à medida que as nuvens da mitologia se abriram e desfizeram; e dentre eles grandes homens fizeram muito lutando até o fim para lançar os fundamentos de um conceito da unidade moral do mundo. Os judeus ainda tinham sua secreta certeza disso ciosamente guardada atrás de altas cercas de exclusividade; no entanto, uma forte característica da sociedade nessa situação é o fato de que algumas figuras em voga, especialmente senhoras, realmente abraçaram o judaísmo. Mas no caso de muitas outras pessoas imagino que nesse ponto surgiu uma nova negação. O ateísmo tornou-se realmente possível nesse tempo anormal, pois o ateísmo é anormalidade. Não é simplesmente a negação de um dogma. É a inversão de um pressuposto subconsciente da alma; a sensação de que existe um significado e uma direção no mundo que ela enxerga. Lucrécio, o primeiro evolucionista que se esforçou para substituir Deus pela evolução, já havia exposto aos olhos dos homens sua dança de cintilantes átomos, com a qual ele concebeu o cosmo sendo criado do caos. Mas não foi sua forte poesia ou sua triste filosofia, imagino eu, que possibilitaram aos homens acalentar essa visão. Foi algo no sentido de uma impotência e um desespero, e com isso os homens ergueram em vão os punhos contra as estrelas, quando viram as mais belas obras da humanidade afundando lenta e fatalmente num lodaçal. Eles poderiam facilmente acreditar que até a própria criação não era uma criação, mas uma perpétua queda, quando viram que as mais sólidas e dignas obras de toda a humanidade estavam caindo devido a seu próprio peso. Poderiam imaginar que todas as estrelas eram estrelas cadentes; e que os próprios pilares de seus solenes pórticos estavam se curvando sob uma espécie de crescente Dilúvio. Para gente naquele estado de espírito havia um motivo para o ateísmo, que em certo sentido é racional. A mitologia poderia desaparecer e a filosofia poderia fossilizar-se; mas, se por trás dessas coisas havia uma realidade, com certeza essa realidade poderia ter sustentado as coisas que iam caindo. Não existia nenhum Deus; se existisse um Deus, com certeza esse era o momento exato para ele agir e salvar o mundo.”

(Folha.com)

Nota: Na Folha... Quem diria...

Leia também: "Homem das cavernas: história mal contada" e "Evolução é explicação?"

Namoro sério faz bem para a saúde

O namoro tranquilo protege de problemas mentais e obesidade, e induz a manter um estilo de vida com menores condutas de risco e consumo abusivo de álcool e tabaco, conclui um recente estudo. Muitos casais, com anos de convivência em uma relação estável e sólida, mas, às vezes cheias de problemas práticos como fazer compras, pagar contas e cumprir tarefas domésticas, costumam lembrar com saudade da época do namoro, quando viviam um para o outro sob o quente e doce abraço do amor. "Por um lado tínhamos menos dinheiro. Por outro, mais tempo do que agora, mas éramos mais felizes e a vida parecia uma aventura", afirmam Javier e Elena, um veterano casal que, confessa, gostaria de sentir os suspiros do início, "quando eram apenas namorados e curtiam cada instante como se fosse o último". Agora os cientistas acabam de descobrir uma razão adicional, mais relacionada aos problemas de saúde do que aos afãs do amor, para sentir saudades da doce etapa inicial de toda relação, na qual parece que tudo é possível e está prestes a ser descoberto, em que os relacionamentos parecem destinados a durar para sempre. [Leia mais]

Programa especial "Sinais do Fim"

sábado, março 19, 2011

Um Deus que Se cala?

Pense nas coisas mais desastrosas e terríveis que aconteceram no mundo ou na sua vida recentemente. Dizer que o mal existe e que nós sofremos no planeta terra é como chamar um cavalo de cachorrinho. Não é exagero dizer que o tópico que une toda a humanidade e nos caracteriza como moradores deste mundo é o mal e o sofrimento que nos sobrevém. Esse tema tem sido o assunto de milhares de livros, entrevistas, jornais e revistas ao longo de décadas. Porém, qual o problema disso quando estamos falando sobre a defesa da existência de Deus? Qual o problema do mal? O problema é que os teístas (pessoas que acreditam em Deus) creem que Deus é: Bom e ama a todos os seres humanos, portanto, Ele deseja livrar as criaturas que ama do mal e do sofrimento. Onisciente, portanto, Ele sabe como livrar Suas criaturas do mal e do sofrimento. Onipotente, portanto, Ele é capaz de livrar Suas criaturas do mal e do sofrimento.

Com essas informações, entendemos que Deus quer acabar com o sofrimento, Ele sabe como e pode fazer isso. Porém, se o que vemos no mundo com mais abundância é o mal e o sofrimento, logo, Deus não pode existir, ou Ele não é como nós cremos que Ele seja.

Vamos a um exemplo simples disso. Eu tenho um cachorro. Um animal de que gosto muito; tenho um carinho muito grande por ele. Para esse cachorro, sou a doadora do alimento, todas as manhãs e noites. Eu quero que ele viva, sei quando ele está com fome e tenho o poder em minhas mãos para levar o alimento até ele. Porém, vamos dizer que passo uma semana sem dar ração para o meu cachorro. O que isso significa? Ou eu não me importo com ele tanto quanto digo, ou não sei quando meu cachorro está com fome, ou não tenho o poder para lhe dar alimento. Estranho, não? Se primeiramente afirmei que tinha todas essas características, como isso não é verdade agora?

Muitas pessoas, observando esta realidade, desistem do teísmo cristão como uma crença viável e se tornam ateias e naturalistas. Os naturalistas creem que nada existe fora do nosso mundo natural, material e mecânico. Tudo é sem propósito e não há um criador e mantenedor de todas as coisas. A dificuldade de utilizar o problema do mal para transferir sua crença ao naturalismo foi vista no artigo anterior. Vamos relembrar. Com o argumento do mal, a pessoa está afirmando claramente que existe o mal no mundo. Se alguém acredita que existe o mal, também está pressupondo que exista o bem. Mas se diz que existem o bem e o mal, está implicitamente afirmando que existe uma lei moral que diferencia o bem do mal. E se existe uma lei moral, existe um doador da lei moral. Se esse doador da lei moral não existe, a lei moral também não existe. Se a lei moral não existe, não existe uma forma de distinguir o bem do mal. Se não existe uma forma de saber, então o bem e o mal na realidade não existem e o argumento é destruído em si mesmo! Portanto, um argumento que era primariamente para ir contra a existência de Deus, na realidade, é um argumento a favor dEle.

De alguma forma, portanto, precisamos de um meio para mostrar que a existência do mal e do sofrimento no mundo é coerente com a crença em Deus. Vamos fazer isso em seguida.

Primeiramente, você pode concluir de forma lógica que as informações que demos sobre o problema do mal não são contraditórias, de forma alguma. Como? Quando uma informação é contraditória em relação à outra, aquela tem que ser o exato oposto desta. Isso é lógica. Portanto, o cristianismo só seria contraditório se dissesse que: (1) Deus é todo bondoso; (2) Deus é onipotente; (3) Existe mal no mundo; (4) Não existe mal no mundo.

Obviamente não é isso que estamos querendo dizer. Por isso, quando alguém afirma que as três primeiras premissas são contraditórias, isso não é verdade. Como diria o filósofo William Rowe, professor emérito de Filosofia na Purdue University, em Indiana, nos EUA, e crítico do teísmo cristão: “Alguns filósofos sustentam que a existência do mal é logicamente incoerente com a existência do Deus teísta. Ninguém, creio eu, tem obtido sucesso em estabelecer essa extravagante afirmação. De fato, há um razoável argumento para a visão de que a existência do mal é logicamente coerente com a existência do Deus teísta.”[1]

Em segundo lugar, precisamos ter certeza de que as duas premissas de Deus ser todo poderoso e bondoso sejam cuidadosamente definidas. Por isso, se colocarmos a lógica de forma diferente, podemos ver o problema do mal de outra forma:

1. Deus existe, é onipotente, onisciente, onibenevolente e criou o mundo.

2. Deus criou um mundo que agora contém o mal e tem uma boa razão para isso.

3. Portanto, o mundo contém o mal.

Agora sim, temos uma formulação lógica e não contraditória. Só resta saber se a proposição 2 é verdadeira e se tem base para existir na lógica que construímos. Para isso, entra a pergunta “Por que então Deus permite o mal?”. A realidade é que, se cremos em um Deus infinito em sabedoria e onisciente comparado a nós que temos mente finita e extremamente limitada, não precisamos necessariamente saber a resposta. Saber as respostas para perguntas a respeito das intenções e dos planos de Deus é como a história do menino à beira do mar levando e trazendo um baldinho cheio de água até o buraco que havia feito na areia. Um homem que estava passando lhe perguntou: “O que você está tentando fazer, menino?”, e ele respondeu: “Estou trazendo toda a água do mar para dentro deste buraco na areia.” Tentar entender as intenções de Deus não raramente é como tentar colocar o infinito dentro do nosso pequeno “buraco na areia”. Porém, faremos aqui uma pequena tentativa de explicação com as experiências que percebemos no mundo.

Primeiramente, precisamos estabelecer uma diferenciação entre dois tipos de “mal”. A maioria das pessoas concordaria que existe (1) o mal que é causado pela ação ou a falta de ação do ser humano, ou seja, um sofrimento que é consequência das escolhas feitas por outras pessoas, como alguém que morreu por levar um tiro de um bandido, e (2) o mal natural, que não é resultado das escolhas humanas, como terremotos, tornados e doenças. Vamos verificar os argumentos para esses tipos de mal.

Liberdade e livre-arbítrio

Lembro-me de ter tido uma conversa com um ateu amigo meu que havia visitado o território de Ruanda fazia pouco tempo. Relembrando os lugares por onde ele havia passado, contou-me sobre o momento em que o guia contou uma história terrível. O próprio guia havia sido um dos capturados no tempo do genocídio que ocorreu em 1994, em Ruanda, por ser tutsi, o grupo étnico que estava sendo perseguido e morto, na ocasião. Ele descreveu que num momento estava em uma fila de tutsis que seriam executados no local exato em que meu amigo estava pisando, e o homem do lado dele estava orando fervorosamente a Deus para que fosse salvo daquele momento, só para logo em seguida receber um tiro na cabeça. Meu amigo concluiu perguntando-me: “Como você pode acreditar em um Deus que permite que esse tipo de coisa aconteça?”

Deus quer apenas o bem do ser humano, por ser Sua criatura e por amá-lo tanto. Por que, então, Deus não destrói o mal? Por que Ele não impediu que aquelas 500 mil pessoas fossem mortas no genocídio de Ruanda ou em tantas outras situações?

Se cremos que Deus fez o ser humano à Sua imagem e semelhança, cremos que Deus nos fez com a habilidade de escolher entre o certo e o errado: tomar decisões morais. Isso quer dizer que podemos decidir fazer, falar ou pensar tanto coisas ruins quanto coisas boas, sem que Deus interfira nessas decisões. Para que Deus destruísse o mal, Ele teria que ignorar e retirar completamente a habilidade de suas criaturas de introduzir o mal neste mundo. Assim fazendo, também retiraria a habilidade do ser humano de fazer o bem, e, portanto, sua habilidade de amar. Dessa forma, retirando a habilidade de fazer o mal e o bem, Deus retiraria do mundo a habilidade de amarmos a Ele próprio. Acreditar que Deus nos concede livre-arbítrio e ao mesmo tempo acreditar que Ele deveria intervir sempre que acontece o mal é negar essencialmente nossa liberdade. Deus nos criou como seres livres, e acreditar que essa liberdade deve ser controlada fica muito aquém da coerência.

Como bem disse C. S. Lewis, em seu livro O Problema do Sofrimento: “Tente excluir a possibilidade do sofrimento que a ordem da natureza e a existência do livre-arbítrio envolvem, e descobrirá que excluiu a própria vida.”

Isso nos leva a outro elemento. Muitos então se perguntam: “Por que Deus não criou o ser humano já possuindo a habilidade de escolher apenas o certo?” Perguntar por que Deus não nos criou apenas para escolher o certo é pedir que Deus seja contraditório. Que Ele não siga as regras que Ele próprio criou: a do livre-arbítrio e a da liberdade de Sua criação. Um amor que é compelido ou persuadido não é amor. Portanto, grande parte da maldade que vemos no mundo é causada única e exclusivamente pelas escolhas e decisões do ser humano. Certa vez, G. K. Chesterton, importantíssimo poeta e pensador do século passado, respondeu da seguinte forma a um artigo publicado no jornal The Times que perguntava “O que há de errado no mundo?”: “Querido senhor, em resposta ao seu artigo ‘O que há de errado no mundo?’ – Eu sou. Com carinho, G. K. Chesterton.”[2]

O objetivo de Deus

Precisamos, também, tentar entender um pouco daquilo que parece ser mostrado na Bíblia como o objetivo maior de Deus para o ser humano. Costumamos pensar que, já que Deus nos ama e quer o nosso bem, o objetivo maior seria a felicidade. Frequentemente dizemos: “Deus quer me ver feliz, portanto, vou fazer aquilo que me faz sentir bem!” Essa afirmação é contraditória em relação àquela que vemos na Bíblia. Como?

Realmente, Deus quer que tenhamos felicidade completa, já que Ele é onibenevolente, como a Bíblia diz. Porém, a felicidade que Ele deseja para nós não é passageira e finita como aquela que podemos ter em nossos 70-90 anos de vida aqui neste mundo. A Bíblia é muito explícita em seu direcionamento fundamental para a vida eterna oferecida por meio da salvação. Uma das formas que Deus aparentemente tem de levar o ser humano a reconhecê-Lo e a Sua vontade é por meio do sofrimento, assim levando-o eminentemente à vida eterna, onde, aí sim, ele será completamente feliz. Se crêssemos que Deus deseja nosso conforto e felicidade suprema aqui nesta vida, sim, teríamos problemas com a existência do mal, porém, por esse não ser o caso, a existência do mal não é um problema.

Você já se perguntou por que a crença e a adoração a Deus são mais notáveis nos países em que há maior sofrimento e dor? Muitos ateus utilizam esse fato para dizer que são os países mais pobres e, portanto, menos educados que creem mais em Deus e seguem mais a religião. Porém, a professora de filosofia da Universidade de Saint Louis, Dra. Eleonore Stump, faz uma importante afirmação a respeito dessa informação: é a maldade no mundo que nos leva cada vez mais a admirar e nos sentir atraídos à enorme bondade de Deus. Ao contrário do que se pensa, de que o sofrimento nos distancia de Deus, ele nos leva para mais perto dEle.[3]

Crescimento na adversidade

Pensemos no sofrimento que pode ser visto num hospital. Se pararmos para pensar em todos os procedimentos dolorosos e assustadores que são feitos num ser humano lá, concluiríamos que não seria bom levar aqueles que amamos para aquele lugar. Mas, mesmo assim, os levamos sabendo que haverá alguma coisa para minimizar ou mesmo eliminar o sofrimento. O tratamento no hospital faz com que as pessoas vivam mais tempo e com mais qualidade de vida. Na doutrina cristã é a mesma coisa. O que redime, muitas vezes, nosso sofrimento aqui na Terra é um relacionamento melhor com Deus, uma vida de acordo com a vontade dEle e, consequentemente, uma vida eterna com Ele.

Existem estudos em psicologia clínica que avaliam as consequências da bruta maldade na vida de pacientes. O que se encontrou foi uma regeneração em suas vidas, chamada de “crescimento da adversidade” ou “crescimento pós-traumático”. Muitos relatam que, depois de um terrível acontecimento como câncer de mama e ataques sexuais, paradoxalmente, sua vida se torna muito melhor. Numere pelo menos um aprendizado para sua vida que você tirou do prazer. Consegue pensar em um? Agora pense em um aprendizado que você tirou do sofrimento. Já fez uma lista em sua cabeça, não é? Não desenvolvemos coragem sem medo; não sabemos o que é perseverança sem obstáculos; não sabemos como ser humildes sem ter que servir; e não existiria compaixão se ninguém tivesse dor ou alguma necessidade. As dificuldades e obstáculos em nossa vida são a fonte número um das nossas virtudes e dos nossos aprendizados. Assim, vemos que Deus usa poderosamente o sofrimento para o nosso maior bem.

E o que dizer dos sofrimentos para os quais não vemos resultado ou objetivo imediato? Por que Deus os permite? De forma simplória, o ser humano não tem o conhecimento exaustivo de tudo o que acontece no Universo, e, portanto, não pode determinar quanto mal é necessário para revelar o bem final.

O Deus que entende

Há aqueles que dizem que Deus parece ser um Ser extremamente distante, que, se existe, não Se interessa de qualquer forma pela vida e o sofrimento humano. O que esses se negam a enxergar é que a visão cristã do mundo diz exatamente o contrário. O sofrimento de Jesus mostra que Deus não está desinteressado ou omisso em relação ao nosso sofrimento. Pelo contrário, Ele justamente quis participar das mesmas dores e sofrimentos e quis dar a solução para eles.

Aqueles que analisarem as diferentes religiões e filosofias perceberão que a cosmovisão cristã é a única que aceita a existência do mal e do sofrimento, e oferece tanto a causa como o propósito desse sofrimento, ao mesmo tempo em que dá a força divina para suportar e passar por ele.

Ainda assim, sempre teremos a tentação de querer entender o mal no mundo, e muitas vezes é fácil falar teoricamente a respeito da dor, mas no momento em que ela bate à nossa porta, se torna muito mais difícil lidar com o problema. Por que perdi meu pai para um câncer? Por que minha família não tem o que comer? Por que meu filho teve que morrer sem nenhum motivo aparente?

Jó foi um personagem bíblico que ficou perturbado por muitos meses com questionamentos como esses. Perdeu tudo o que tinha; perdeu todos os filhos e perdeu a saúde – tudo em questão de alguns dias. Enquanto ele passou todo o livro tentando entender o porquê, no fim, em vez de Deus responder da forma como ele queria, Deus o confronta com perguntas que ele não sabia responder. Vejamos a incrível conclusão do livro de Jó, no capítulo 42:

“Então Jó respondeu ao Senhor: Agora eu compreendo que o Senhor pode fazer tudo que quiser e que ninguém pode impedir o Senhor de realizar Seus planos. O Senhor perguntou quem foi o ignorante que tentou negar a Sua sabedoria e justiça; fui eu, Senhor. Falei de coisas que eu não entendia, coisas que eu não conhecia, pois eram maravilhosas demais para mim. O Senhor me disse: Escute-me e Eu lhe farei algumas perguntas que você deve responder. Agora eu respondo: Somente agora eu conheço o Senhor de verdade! Antes eu só O conhecia de ouvir falar. Por isso, eu me arrependo de meu orgulho e me cubro de terra e de cinza para mostrar minha tristeza” (Jó 42:1-6, BV).

É como se Deus dissesse a Jó: “Filho, você nem mesmo entende como Eu controlo o mundo físico que você consegue ver, então como vai entender o mundo moral extremamente mais complexo que você não consegue enxergar – um mundo onde o resultado de bilhões de livre-escolhas feitas por seres humanos todos os dias interagem umas com as outras?”

Se fosse perguntado a respeito, ninguém iria querer passar por sofrimento, mas quando vemos o que esse terrível sentimento pode fazer por nós e pelo nosso caráter, reconhecemos que talvez realmente exista um plano maior, que não conseguimos ver nem entender. E, por incrível que pareça, houve uma pessoa que escolheu sofrer. Uma dor muito maior que qualquer situação pela qual tenhamos passado. E essa pessoa é o seu Deus. Quem melhor para entender o que este mundo enfrenta?

(Marina Garner Assis)

1. William Rowe, The Problem of Evil and Some Varieties of Atheism, p.335
2. Citado em Philip Yancey, Soul Survivor, p. 58
3. Eleonor Stump, The Mirror of Evil, p. 240, 242

Perda de penas também é “evolução”?

A galinha-da-Transilvânia, um tipo de ave com pescoço pelado como o de um peru, deve sua aparência peculiar a uma mutação genética complexa, segundo pesquisadores do Instituto Roslin, da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Os cientistas descobriram que os efeitos da mutação genética são exacerbados por uma substância derivada da vitamina A, que é produzida em volta do pescoço do animal, e que, em ação com a proteína BMP-12 da pele, suprime o crescimento de penas. O resultado dessa combinação é uma galinha com o pescoço pelado. A equipe de pesquisadores diz que a descoberta pode ajudar na produção de frango em países quentes. A “vantagem” é que aves com pescoço pelado são mais bem equipadas para aguentar o calor. O estudo também ajuda a explicar como pássaros, como os abutres, por exemplo, evoluíram para sua aparência atual devido ao metabolismo diferenciado da vitamina A na pele de seus pescoços.

Os cientistas da Universidade de Edimburgo analisaram amostras de DNA de aves do México, França e Hungria para encontrar a mutação genética. Amostras de pele de embriões de galinhas também foram analisadas usando modelos matemáticos complexos.

As galinhas-da-Transilvânia existem há centenas de anos e seriam originárias do norte da Romênia. O estudo, publicado pela PLos (Public Library of Science), foi financiado pelo Conselho de Pesquisa em Biotecnologia e Ciências Biológicas.

(Folha.com)

Nota: Note como os darwinistas insistem em afirmar que diversificações de baixo nível (“microevolução”) equivalem à “evolução” (que eles entendem por “macroevolução”). A mutação nessa galinha a fez perder uma característica. Nenhuma mutação adiciona informação genética necessária para a criação de novos planos corporais e/ou novos órgãos funcionais. Uma coisa é explicar a perda de penas no pescoço, outra é demonstrar que tipo de mutação teria transformado escamas em penas.[MB]

A espiritualidade nas grandes universidades

Não estranhe essas teses de egressos ou professores de Harvard ou Oxford. A ideia que temos de Harvard (ranqueada como a melhor universidade do mundo), MIT e Oxford é que são instituições com pesquisadores racionalistas, cientificistas e iluministas. A verdade não é bem assim. Harvard foi fundada por puritanos, sim puritanos da Nova Inglaterra, religiosos ortodoxos, o mesmo para MIT e Oxford, esta última por anglicanos e católicos. São instituições abertas para o espiritual. Harvard tem a faculdade de teologia; é a faculdade mais antiga dessa universidade e não há ninguém que torça o nariz para ela, nem se cogita tirar da Harvard Divinity School o nome Harvard. Oxford, da mesma forma, tem sua faculdade de teologia e também como ocorre em Harvard sempre tem uma meia dúzia de asshole que torce o nariz para essa faculdade. O MIT é talvez o melhor para evidenciar esse caso, é o laboratório tecnológico mais importante do mundo e, no entanto, tem uma igreja, capela, ou seja, eles levam a sério a espiritualidade lá http://arrumario.blogspot.com/2009/03/capela-mit-eero-saarinen.html (observe ao centro da capela na abertura do alto as cascatas de espelhos que tentam revelar que existe algo mais). E mais que isso, o MIT tem uma capelã, uma teóloga alemã, e o serviço dela é muito admirado. Bom talvez você pergunte o que esse pessoal está fazendo ali? Bem, estão fazendo ciência com a mente aberta.

(Rogerio Marques, no blog do jornalista Luis Nassif)

quinta-feira, março 17, 2011

Quando os seres humanos tremem

A revista Veja desta semana (que destacou o maior terremoto ocorrido na história do Japão) traz um artigo de Mario Sabino intitulado “Quando Deus tremeu”. Logo abaixo do título, há o seguinte olho: “Em 1755, o terremoto de Lisboa propiciou aos iluministas a oportunidade de demonstrar a irracionalidade religiosa. Passados dois séculos e meio, já não se acredita tanto que vivemos no melhor dos mundos. Mas é grande a crença de que um dia sobrepujaremos a natureza por meio da ciência e da tecnologia. Trocamos apenas de religião.” No fundo, é um texto depressivo que procura mostrar a “inutilidade” da religião e a pretensão inalcançável da ciência de salvar a espécie humana dos caprichos da natureza – aliás, como sustenta reportagem publicada na Veja da semana passada, nosso Sol vai torrar a Terra daqui a cinco bilhões de anos. O que nos resta, então? Você estranha que, para os naturalistas, a máxima seja mesmo “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”? Que sentido há em se discutir ética, segurança, direitos humanos, fraternidade num mundo regido pelas inexoráveis leis da biologia darwinista? Que sentido há em perder tempo com esse papo humanista, se, no fim das contas, vamos todos desaparecer? Queremos adiar (ou não pensar) no inevitável, ou apenas garantir uma vida mais confortável enquanto aguardamos o fim?

O que Sabino escreveu ilustra a típica reação traumática que acomete alguns pensadores depois de ver ou viver um evento catastrófico. É o tipo de vazio que implode a alma, causa desconforto e faz com que alguns forçosamente parem para pensar em algo mais do que as preocupações do dia a dia.

Sabino relembra a tragédia que foi o terremoto de Lisboa. O sismo (considerado por alguns estudantes das profecias bíblicas como um dos marcos do começo do tempo do fim) alcançou estimados 9 pontos na escala Richter, gerou tsunamis e levou à morte mais de 50 mil pessoas em Portugal e outras 10 mil na África. A ironia, para muitos, é que o tremor aconteceu justamente no feriado católico do Dia de Todos os Santos, quando as igrejas estavam lotadas de fieis.

Após o terremoto, o iluminista Voltaire escreveu o romance satírico Cândido, ou o Otimismo, no qual se sobressai o personagem Dr. Pangloss, personificação caricatural do pensamento do filósofo Gottfried Leibniz. Segundo Sabino, “esse alemão [Leibniz] poderia ter passado à história somente como um dos maiores matemáticos de todos os tempos, mas caiu nas presas de Voltaire ao concluir, depois de analisar uma série de relações de causa e efeito, que ‘vivemos no melhor dos universos possíveis criados por um Deus’”.

Erraram Leibniz e Voltaire. Leibniz errou porque não entendeu que este não é o melhor dos mundos justamente porque não é o mundo que Deus criou – ou pelo menos não o criou para ser deste jeito. Segundo o livro bíblico de Gênesis (que o diabo insiste em desacreditar comparando-a a uma fábula justamente para atribuir a Deus todo o mal derivado do pecado que ele, Satanás, originou), no mundo que Deus criou para a humanidade eram inexistentes a morte, a dor, a tristeza, a solidão, a incompreensão e todas as coisas ruins que caracterizam este mundo pós-pecado. Deus jamais planejou que terremotos, nevascas, secas, tornados e injustiças ceifassem vidas humanas, assim como não planejou que Adão e Eva fizessem uma escolha errada motivados pelos enganos de um anjo que tomou, ele também, a terrível decisão de se rebelar contra o Criador.

Por sua vez, Voltaire errou ao bater num espantalho (erro típico de muitos críticos da religião atuais). Assim como fazem os neoateus fundamentalistas Richard Dawkins, Sam Harris, Christopher Hitchens e outros, Voltaire atacou um arremedo de religião baseado em crendices e dogmas humanos. Se Leibniz e Voltaire tivessem entendido corretamente as doutrinas bíblicas da criação, da queda e da redenção, haveriam poupado o mundo de seus comentários infelizes que ainda hoje influenciam a muitos que incorrem no mesmo erro: desconhecem a Bíblia e julgam o cristianismo pelos disparates de algumas correntes religiosas que posam de cristãs.

As promessas do racionalismo iluminista falharam, dando origem à desilusão pós-moderna, ao relativismo e ao desprezo das grandes metanarrativas. A religião, de certa forma, abraçou o relativismo ao defender a teologia liberal que reinterpreta a Bíblia e lhe minimiza o aspecto sobrenatural. As pessoas estão sem rumo, sem esperança, e se dão conta disso de modo muito claro quando as tragédias lhes arrancam de sob os pés o chão que antes lhes parecia tão firme. Sabino resume bem esse mal-estar na conclusão de seu texto que mais parece um desabafo:

“Dois séculos e meio depois do terremoto na Europa, diante de catástrofes como a que nocauteou o Japão, a maioria das pessoas talvez já não acredite que vivemos no melhor dos mundos ou universos. Mas é grande a crença de que um dia poderemos sobrepujar a natureza, por meio da ciência e tecnologia, em que pesem as evidências de que suas adversidades são apenas mitigáveis. Trocou-se o Deus de Leibniz pela Razão iluminista. Voltaire adquiriu algumas feições de Pangloss.”

Mas quer saber de uma coisa? É bom mesmo que a maioria das pessoas não mais acredite que vivemos no melhor dos mundos. Por quê? Porque de fato não vivemos. Na verdade – a triste verdade –, este é o pior dos mundos para se viver. Aqui desgraçadamente o pecado criou raízes, virou metástase num planeta agonizante. Antes que esse câncer seja finalmente extirpado, este mundo jamais será o melhor. Continuará, sim, sendo a maçã podre do Universo.

Infelizmente, muita gente como Sabino entende que aqui não é um bom lugar, mas conclui que “está tudo bem”, porque só temos este lugar para morar e esta vida para viver. Passado o trauma do terremoto; sepultados os mortos; reconstruídas as cidades, tudo volta ao “normal”. Cada um retoma sua vidinha e pronto. E os prazeres da carne e as ilusões da mídia estão aí para anestesiar quem prefere viver na caverna, na Matrix (lembra-se do filme?).

Por meio de Seu profetas, Deus anunciou que o aumento das convulsões deste mundo doente que “suporta angústias até agora” (Rm 8:22) seriam sinais de que a solução definitiva – a volta de Jesus – estaria mais próxima. Note bem: Deus previu, mas não determinou, assim como previu o pecado e tomou providências redentivas antes mesmo de o mal se manifestar no Universo.

Alguns dizem: “Tudo bem. Deus não causa as tragédias. Mas por que Ele tem que se valer delas para chamar a atenção das pessoas? Ele não poderia usar meios mais pacíficos, como um arco-íris ou algo assim?”

Não só poderia como o fez. Que meio seria mais pacífico do que entregar a própria vida e morrer a mais humilhante das mortes para mostrar que ama a todos? Jesus, o “Príncipe da paz”, o “servo sofredor” é a suprema expressão do amor de Deus. Mas o que tem feito a humanidade a esse respeito, haja vista que existem tantas evidências da existência, morte e ressurreição do Deus-homem Jesus Cristo? Transformaram-nO num personagem meramente histórico, num grande profeta, num sábio judeu – como se fosse possível considerar profeta e sábio quem se dissesse Deus... Ou Ele era e é Deus, ou foi o maior impostor da história. Não existe meio-termo. E se Ele foi mesmo Deus, essa é a maior revelação com a qual todo ser humano poderá se deparar. Só que, infelizmente, muitos a ignoram e levam a vida como se nada de especial houvesse acontecido lá no monte Calvário.

Por esse e outros motivos que evidenciam a indiferença humana, Deus Se vale das tragédias como Seu “megafone”. É assim que o ex-ateu C. S. Lewis define a dor em seu livro O Problema do Sofrimento. Veja o que ele escreveu: “Enquanto o homem mau não toma, na forma de sofrimento, consciência do mal inequivocamente presente em sua existência, ele está preso na ilusão. Uma vez despertado pelo sofrimento, ele sabe que, de uma forma ou de outra, está ‘face a face’ com o Universo real. Assim, ou se rebela (com a possibilidade de uma vazão mais evidente e de um arrependimento mais profundo em algum estágio posterior) ou faz alguma tentativa de adaptação, a qual se for buscada, haverá de leva-lo à religião. [...] Não resta dúvida de que o sofrimento, na forma de megafone de Deus, é um instrumento terrível, pois pode levar à rebelião definitiva e sem arrependimento. Ele propicia, contudo, a única oportunidade que o homem mau pode ter para se emendar. Ele retira o véu ou finca a bandeira da verdade na fortaleza da alma rebelde” (p. 108, 109).

Muitas vezes, os pais têm que permitir que os filhos passem por situações difíceis a fim de que eles adquiram experiência e formem bom caráter. E não raro esses pais permitem isso com lágrimas nos olhos, acompanhando tudo de perto, ansiosos por abraçar o filho em processo de aprendizado. O Pai celestial também está “desesperadamente” interessado em nosso bem maior; em nossa segurança e felicidade eternas. E Ele sabe que isso somente será possível quando estivermos do outro lado da eternidade. Esse dia está próximo, mas, por enquanto, o processo de aprendizado prossegue. Deus sente nossa dor (e sentiu muito mais na Cruz...); caminha ao nosso lado com lágrimas nos olhos e corre até mesmo o risco de ser mal interpretado. Tudo para nos ajudar a fazer a mais importante das escolhas: aceitar a salvação que Ele oferece de graça. Se as lágrimas de dor hoje dificultam sua visão, aguarde o dia em que todas as perguntas serão respondidas – no colo do Pai.

(Michelson Borges, jornalista e mestre em teologia)

Nota 1: No livro Apologética Para Questões Difíceis da Vida, o filósofo e teólogo William Lane Craig faz uma boa e sintética exposição, em dois capítulos, do problema da dor e do sofrimento num mundo criado por um Deus de amor. Qualquer hora vou escrever um comentário aqui no blog.[MB]

Nota 2: “Lembrar que se vai morrer em breve é a mais importante ferramenta que já encontrei para fazer grandes escolhas na vida” (Steve Jobs). Deus quer que pensemos mais na vida que virá, pois é eterna, e menos nesta, transitória. A maior escolha que qualquer ser humano pode fazer é aceitar a salvação oferecida pelo Criador.[MB]

Cérebro prefere música clássica

Dizer “Esta música é muito boa” ou “Nossa! Que música horrível” é muito comum. Todos têm seus gostos particulares e rejeitam artistas e bandas que fogem das preferências pessoais. Mas uma pesquisa publicada no periódico científico BMC Research Notes revela que talvez haja um padrão. Segundo o artigo, as pessoas tendem a gostar das músicas que soam “complexas” aos ouvidos, mas que são “decifráveis e armazenadas” pelo cérebro, como as composições eruditas. O autor do estudo, Nicholas Hudson, biólogo da Australian Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, disse que o cérebro comprime a informação musical como um software de computador faz com um arquivo de áudio: ele identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes. A música clássica, por exemplo, pode parecer complexa para quem ouve, mas o cérebro consegue encontrar padrões para o trabalho de compressão. Pouca coisa é descartada. Hudson usou programas de compressão de músicas para imitar como o cérebro age e usou músicas que já haviam sido analisadas em um estudo de 2009 que mediu como 26 voluntários curtiam músicas de diferentes gêneros musicais como clássico, jazz, pop, folk, eletrônica, rock, punk, techno e tango.

Entre as músicas que o biólogo escolheu, “I should be so Lucky”, da Kylie Minogue, foi comprimida a 69,5% de seu tamanho original; “White Wedding”, do Billy Idol, foi diminuída a 68,5%; e a Terceira Sinfonia do Beethoven foi reduzida a 40,6% do seu tamanho inicial. O cérebro, como o software encontraram mais padrões na música do compositor alemão. Com as outras músicas, ele teve pouco trabalho de compressão, pois o resto foi “jogado fora”. Fazendo uma comparação, as músicas mais “comprimíveis” foram aquelas escolhidas como as mais agradáveis no estudo de 2009.

Mas por que nosso cérebro gosta mais das músicas que o fazem trabalhar mais para comprimi-las? “É da nossa natureza sentir mais satisfação ao atingir uma meta quando a tarefa é mais difícil. As coisas fáceis trazem um prazer superficial. As músicas mais simples, com poucos padrões de compressão, rapidamente ficam irritantes e deixam de ser estimulantes”, disse Hudson. Essa é uma explicação para aquela sensação de enjoar rapidamente de uma música. O teste também incluía barulhos aleatórios que só puderam ser comprimidos a 86%. O resultado foi que esses sons causaram indiferença e tédio nas pessoas.

Já foi dito que música clássica ajuda a memória, ajuda o foco nos estudos e pode até deixar as pessoas mais inteligentes. Este é mais um estudo que comprova a qualidade da música clássica, mas, como diz o ditado: gosto não se discute. [No entanto, no que diz respeito à música sacra, princípios se discutem e estão acima dos gostos pessoais. – MB]

(Hypescience)

Nota: Certa vez, eu conversava com uma conhecida cantora adventista e ela me disse que havia se convencido de que o ideal era não usar forte percussão nos acompanhamentos. Perguntei-lhe como ela havia chegado a essa conclusão e ela respondeu: “O responsável pela produção do meu CD perguntou-me se eu queria bateria nos playbacks. Eu estava estudando o assunto e disse que não queria bateria. A resposta dele confirmou minha decisão. Ele disse que a bateria ajuda a vender e a tornar a música mais simples, além disso, barateia a produção. Sem bateria, ele teria que melhorar a investir na orquestração. Mas não é justamente isto o que temos que fazer, oferecer o melhor para Deus?” Infelizmente, no meio cristão também há aqueles que produzem músicas descartáveis, repetitivas (quase hipnotizantes) e carregadas de dissonância, melismas (shows vocais) e forte percussão. Lembre-se de que, como mostra a pesquisa acima, o cérebro “identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes”. Há músicas no Hinário Adventista, por exemplo, que têm sido cantadas há séculos e ainda falam ao coração do adorador moderno. Por outro lado, há músicas “sacras” criadas recentemente e que rapidamente se tornam “irritantes” e estão fadadas ao esquecimento. O músico, assim como qualquer outro profissional cristão, deve sempre se perguntar: Isto é o melhor que posso oferecer a Deus ou se trata apenas de algo para agradar o meu gosto e gosto dos meus ‘fãs’?”[MB]

Leia também: "A música que agrada ao Céu"

E-mails que nos alegram (27)

“Michelson, tenho acompanhado o blog www.criacionismo.com.br já há looooongos tempos. Apesar de não termos pontos de vista muito uniformes (sou evangélico e, apesar de frequentar a Assembleia de Deus, não agreguei toda a doutrina assembleiana), gosto muito de teus textos e comentários. Estudo Física na UFRGS e conheço os processos de ‘formação’ da dita ‘ciência’. E por isso questiono essas coisas como as colocadas no teu blog. Mas eu não tinha muitos argumentos consistentes para propor numa discussão sobre ‘evolucionismo e criacionismo’. Aprendi muito no teu blog. Sinceramente, não sei exatamente qual o motivo de enviar este e-mail, mas me senti à vontade ao fazê-lo. Entenda como uma maneira de expressar gratidão/consideração pelo teu trabalho no blog. Grande abraço.”

(Jean Gamboa)

quarta-feira, março 16, 2011

Sinais do fim – todos de uma vez

Quando são mencionados os sinais da volta de Jesus, algumas pessoas respondem mais ou menos assim: “Terremotos, fome e violência sempre existiram.” É verdade, muitas dessas mazelas sempre existiram, desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso após desobedecerem a Deus. Ao que tudo indica, terremotos são efeitos secundários do dilúvio, que causou a fragmentação da crosta terrestre em grandes placas mais ou menos instáveis. O que muitos não estão se dando conta é da intensidade e ocorrência simultânea de todos os sinais numa mesma época. É como as dores do parto que vão se tornando mais intensas e sentidas a intervalos cada vez menores à medida que vai chegando o momento de dar à luz. Jesus breve voltará para dar fim à história de pecado e para enxugar dos olhos toda a lágrima (Ap 21:4).

A Revista do Ancião (CPB) de abril-junho de 2011 traz um esboço de sermão interessante preparado por Frank Breaden, da Austrália. O título é “Dez Grandes Sinais da Volta de Jesus”. Confira a lista:

1. O sinal dos “escarnecedores” (2Pe 3:3, 4). Pedro anunciou que as condições prevalecentes nos “últimos dias” seriam de descrença a respeito dos sinais da vinda de Cristo. Sem dúvida, isso é verdade hoje. Cada escarnecedor moderno é um sinal que fala e se move. O cristão pode dizer ao escarnecedor: “Amigo, Pedro fez uma predição a seu respeito. Você é um dos últimos sinais que estou vendo!”

2. O sinal da “guerra” (Mt 24:6, 7). O século 20 testemunhou as duas maiores guerras da história (1914-1918; 1939-1945). No total, mais de 70 milhões de pessoas morreram, ficaram feridas ou desapareceram). O século 20 foi o mais sangrento já registrado. [E as guerras continuam...]

3. O sinal da “fome” (Mt 24:7). Os últimos cem anos testemunharam quatro das maiores fomes de toda a história (Rússia 1921, 1933; China 1928-1930; Bangladesh 1943-1944. Estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas morreram). [Leia mais aqui.]

4. O sinal da “pestilência” (Mt 24:7). O século passado testemunhou também uma das maiores pestilências de toda a sua história (“Gripe Espanhola” de 1918. Estima-se 21 milhões de vítimas). [Isso sem contar o iminente risco da superbactéria.]

5. O sinal dos “terremotos” (Mt 24:7). O último século ainda testemunhou dois dos maiores terremotos da história (China, 1920, 180 mil mortos; Japão, 1923. Total de feridos 1,5 milhão, dos quais 200 mil morreram). O terremoto no Japão foi descrito na ocasião como a “maior catástrofe desde o dilúvio”. [Faltou mencionar os terríveis terremotos do Haiti, no ano passado, e o quarto maior terremoto da história, ocorrido neste mês, no Japão, com intensidade máxima de 9 graus na escala Richter.]

6. O sinal dos “tempos difíceis” (2Tm 3:1-3). A despeito dos equipamentos mais engenhosos e caros para combater o crime, a violência, assassinato, roubo e estupro, estes estão aumentando em proporções alarmantes. Os governos podem restringir, mas não eliminar esses problemas.

7. O sinal do “temor” (Lc 21:25-26). Desde o advento da bomba nuclear, nosso sonho de paz e segurança se transformou em terrível pesadelo, quando o grande conhecimento que os seres humanos adquiriram deveria lhes garantir segurança. [O terrorismo crescente também gera medo.]

8. Sinal dos “Dias de Noé” (Mt 24:37-39). Nos dias de Noé, o avanço e grande conhecimento da civilização foram ofuscados pela violência desenfreada e pela escandalosa imoralidade. O mesmo ocorre hoje. [Mundo torto.]

9. O sinal do “evangelho” (Mt 24:14). Durante os últimos anos, por meio da página impressa, da internet, rádio e televisão, a pregação do evangelho em escala mundial se tornou uma possibilidade real. Um único homem pode atingir uma audiência de dezenas e mesmo centenas de milhões de pessoas! A Bíblia está traduzida em mais de 1.300 línguas e é distribuída a uma média de 100 milhões de cópias por ano.

10. O sinal “estas coisas” (Lc 21:28-32). Quando confrontadas com a impressiva relação de sinais, algumas pessoas argumentam: “Mas crimes, guerras, terremotos e pestilências sempre ocorreram. Não há nada de anormal nisso; portanto, como tratá-las como sinais? Além do mais, pessoas sinceras no passado esperaram a volta do Senhor em seus dias e foram desapontadas. Elas interpretaram mal os sinais. Não poderíamos estar cometendo o mesmo equívoco?” Aqueles que levantam essa objeção deixam de considerar uma diferença muitíssimo significativa entre a nossa geração e as gerações passadas: hoje, pela primeira vez, desde que Jesus ascendeu ao Céu, todos os principais sinais preditos para o tempo do fim estão sincronizados! Um ou mais desses sinais podem ter ocorrido nas gerações passadas, mas nunca todos eles ocorreram simultaneamente, como vemos hoje!

Conclusão

1. Jesus nunca nos pediu que crêssemos na proximidade de Sua vinda com base apenas em um sinal. Um floco de neve não provoca uma avalanche. Mas quando todos os sinais rapidamente se multiplicam, dando assim seu testemunho acumulado, se transformam em uma avalanche de irresistível poder. Portanto, inequivocamente esses sinais da vinda de Cristo não deixam margem para que pessoas inteligentes deixem de reconhecê-los. São tão claros como se Deus estivesse falando por intermédio dos trovões ou se estivesse escrevendo em letras gigantescas no céu!

2. Por que você imagina que Deus nos deu a oportunidade de ouvir essas maravilhosas boas-novas? Para que pudéssemos “discernir os sinais dos tempos” e estar prontos para receber Jesus com avidez e alegria.

3. Lucas 21:28: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça; porque a vossa redenção está próxima.”

Japão vive cenário de guerra

Entre as tragédias que se sucedem – terremoto, tsunami, vazamento radioativo – o Japão vê outro problema crescer: o desabastecimento. Nos mercados, as prateleiras estão cada vez mais vazias, e quase já não há produtos como comida pronta, arroz, macarrão instantâneo, enlatados, carnes e biscoitos. A maioria dos restaurantes do país está fechada, e muitos hotéis deixaram de servir o café da manhã. Lanchonetes de rua servem apenas café, por falta de suprimentos. Os postos de gasolina estão abastecendo apenas os veículos envolvidos nas operações de emergência. Enquanto suprimentos começam a ser destinados às áreas mais afetadas, sobreviventes e equipes de resgate estão tendo de enfrentar neve e frio abaixo de zero.

Alimentos e bens de primeira necessidade chegarão aos abrigos por helicópteros do Exército. Os desabrigados vivem em escolas, ginásios e casas que resistiram aos tremores e ao tsunami.

O número oficial de mortos na tragédia é de 3,5 mil pessoas, o que deve subir bastante, já que muitos corpos foram encontrados no litoral e ainda não foram identificados.

A autoridade nuclear francesa classifica a catástrofe no Japão como sendo de nível seis, em uma escala que vai até sete. Já o Japão classifica o incidente como sendo de nível quatro.

(Opinião e Notícia)

Em tempo: “Terremoto de magnitude 5,3 atinge República Dominicana” e “Japão: União Europeia fala em ‘apocalipse’”

O futuro da UE já estava escrito em Daniel 2

A chanceler alemã, Angela Merkel, tem o futuro da Europa nas mãos. Como maior credor do continente, a Alemanha tem o poder de resolver da crise de dívida governamental na zona do euro. Como gigante econômico da Europa, é ela quem determina as direções da União Europeia [UE]. E no momento, a Europa ruma em um caminho que pode desviar a união do liberalismo econômico, correndo risco de separação, e até mesmo de uma saída do Reino Unido. Merkel parece seguir rumo ao perigo como uma sonâmbula. Apesar de seus celebrados instintos e habilidades como política, ela parece não ter uma visão para a UE. Ela demorou uma eternidade para tomar as rédeas dos problemas da zona do euro, em boa parte porque os eleitores alemães não querem resgatar países mais fracos como a Grécia, a Irlanda e, talvez, Portugal. E, em seus esforços para assegurar a seus conterrâneos de que está impondo a disciplina teutônica aos países periféricos, ela está permitindo que o papel da zona do euro na formação das políticas econômicas da UE tenha um aumento significativo.

Dois encontros nessa semana ilustram esse preocupante desenvolvimento. Uma reunião de 27 chefes de governo da UE será seguido de um encontro da zona do euro que deixará dez deles de fora. Isso pode parecer um procedimento um tanto misterioso por parte de Bruxelas, e de fato, os britânicos, normalmente os mais desconfiados quanto à integração europeia, estão fingindo que os encontros não fazem diferença. Mas outros países que não compõe a zona do euro estão preocupados. Os historiadores podem, no futuro, enxergar esse momento como o momento em que a UE se dividiu em uma área dominante e corporativa (a zona do euro), e uma região menor e mais liberal. Merkel é esperta o suficiente para perceber isso, e certamente não está contente com a ideia, mas não foi suficientemente corajosa para impedir esse processo. [...]

Por que uma Europa seguindo em duas velocidades distintas seria um problema? [Olha o barro e o ferro aí!] Os britânicos defendem sua passividade afirmando que muitas políticas e instituições da UE somente funcionam por não incluir todos os membros – a zona de livres fronteiras, a cooperação defensiva, a ainda embrionária patente da EU. Eles afirmam ainda que a Comissão Europeia e o Tribunal de Justiça Europeu irão deter qualquer aventura do grupo da zona do euro com o mercado único, e se os “de dentro” tentarem alguma ousadia, os “de fora” ainda mantêm poder de veto em questões como impostos e regras de benefícios. Se a zona do euro quer um governo econômico, diz David Cameron, deixe que ela crie um: não nos afetará. [...]

O projeto europeu sempre teve em seu coração uma tensão entre o liberalismo econômico que favorece a abertura para o mundo e um nacionalismo econômico que prefere a criação de fortalezas. Merkel sempre esteve do primeiro lado da disputa. Como política mais poderosa da Europa, ela deve deixar claro que o encontro exclusivo para países da zona do euro neste mês é um encontro especial de emergência, e não o início de algo mais permanente – e mais perigoso.

(Opinião e Notícia)

Para compreender a relação dessa matéria com a profecia de Daniel 2, clique aqui.

Uso de dispositivos digitais pode causar fadiga cerebral

Um estudo da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), mostrou que o uso constante ou excessivo de dispositivos digitais pode causar fadiga cerebral. No entendimento dos pesquisadores, os dispositivos móveis ocupam espaços de ociosidade importantes para a fixação, compreensão e criação de novas ideias. Observando o comportamento de ratos expostos a estímulos constantes, os pesquisadores perceberam que, quando os roedores passam por uma experiência nova, como explorar uma área desconhecida, seus cérebros mostram novos padrões de atividade. No entanto, o processamento das informações só ocorre quando há uma pausa para assimilação. “Quase com certeza, o tempo de inatividade deixa o cérebro repassar as experiências, solidificá-las e transformá-las em memórias permanentes em longo prazo”, diz Loren Frank, professor-assistente do departamento de fisiologia da universidade, onde se especializa em aprendizado e memória, segundo informa o New York Times.

Frank acredita que, exposto à constante estímulo, o cérebro “interrompe o processo de aprendizado”. Outro estudo, da Universidade de Michigan, descobriu que as pessoas aprendiam expressivamente melhor após uma caminhada na natureza do que em um ambiente urbano, o que sugeria que o bombardeio de informações deixa as pessoas em estado de fadiga.

(Portal Imprensa)

Nota: Conforme tenho dito em minhas palestras sobre a influência da mídia e sustento em meu livro Nos Bastidores da Mídia, não tenho dúvidas de que é plano do inimigo de Deus manter nossa mente constantemente sobrecarregada de estímulos a fim de que percamos a tão necessária capacidade de reflexão. Cada vez se torna mais difícil para as pessoas das novas gerações se concentrar em atividades que exijam profundidade de pensamento (como o estudo das profecias bíblicas, por exemplo). É a Síndrome do Pensamento Acelerado, como definiu o psicoterapeuta Augusto Cury. Assim, as palavras de Paulo em Romanos 12:2 não encontram aplicação na vida das pessoas superestimuladas. Há mais de um século, a escritora Ellen White já defendia o poder de uma boa caminhada e do contato com a natureza. Precisamos mais do que nunca – nestes tempos solenes – de uma mente vigorosa, capaz de discernir entre o certo e o errado. Precisamos tomar tempo para nos aquietar e saber que o Senhor é Deus (cf. Salmo 46:10).[MB]