terça-feira, outubro 18, 2011

A sexualização da educação dos jovens

No mês de agosto de 2011, a senhora Zilma Costa Barreto, 30 anos, mãe de uma adolescente de 12 anos, denunciou à Polícia Civil e ao Conselho Tutelar de Campo Grande, MS, a existência de um clube formado por adolescentes – denominado Congresso do “Bulimento” – em que se reuniam jovens de 12 a 17 anos de uma escola daquela cidade. As reuniões ocorriam numa residência em que os participantes dançavam, bebiam, drogavam-se e faziam sexo. A mãe desconfiou do comportamento da filha nos dias anteriores à denuncia e passou a segui-la. Por duas vezes esteve na residência do “Bulimento”, sendo que na última visita entrou na casa e presenciou jovens em posse de bebida alcoólica, drogas, meninos e meninas apenas em trajes íntimos e, num dos quartos, um casal de adolescentes praticando sexo. A mãe ficou desesperada e solicitou ajuda dos vizinhos que chegaram a dizer que “aquilo era normal, era sempre assim na casa”. Indignada com a conivência dos moradores da rua, dona Zilma denunciou o “Bulimento”.

Além da falta de sensibilidade dos vizinhos, chamou atenção o depoimento dos jovens responsáveis pela algazarra. Os meninos não sabiam que há complicações sérias quando o sexo é praticado com menores de 14 anos. A prática sexual, segundo eles, era normal, pois na escola recebem “aulas de sexologia, são entregues camisinhas [...] então a gente achou que podia”. A filha de dona Zilma afirmou ter feito sexo uma vez na casa e que as meninas eram convidadas pelos meninos para participarem da festa.

Esse caso de Campo Grande nos leva a questionar o atual método de ensino aplicado na educação sexual de jovens nas escolas e em casa. É passível de questionamento se a metodologia da sexologia aplicada nas escolas é a mais adequada para a orientação dos jovens pré-adolescentes. O Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, vez por outra é envolvido em polêmicas quanto às propostas de novos métodos de ensino para temas direcionados à sexualidade, como são os casos da distribuição de preservativos nas escolas e o “kit gay”. Tais medidas, mais que solucionar problemas, deixam a população dividida quanto à adoção desses instrumentos que prometem o esclarecimento das dúvidas sobre sexo.

Os Ministérios, na verdade, tentam impor métodos educacionais baseados em ideias neoliberais que moldam o pensamento no sentido da desvalorização dos fundamentos tradicionais passados de geração em geração. O sexo, na perspectiva ministerial, é apenas um processo biológico no qual a proposta central para a educação em saúde é evitar a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis – DST/aids –, mas não discutir a sexualidade (também) como questão sociocultural. Não se discute, por exemplo, que, acima de qualquer tipo de prevenção, fazer sexo implica ter responsabilidade e estar ciente das possíveis consequências do ato reprodutivo (biologicamente falando). Um adolescente que usa preservativo pode estar preparado para se prevenir de doenças e de gravidez não planejada, mas caso aconteça imprevisto em algum desses aspectos, ele estará apto a assumir as consequências?

Segundo a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (2004), a taxa de fecundidade no grupo de mulheres de 15 a 19 anos tem aumentado. No início da década de 1990, em cada mil adolescentes, 80 tinham pelo menos um filho. Dez anos depois, essa taxa já havia aumentado para 90/1.000. Dentre as supostas causas estão o início precoce da puberdade e da atividade sexual. Essas suposições também sugerem explicação para o aumento da incidência das DST/aids no grupo das mulheres.

O uso do preservativo não pode ser banalizado. Como método anticoncepcional para o planejamento familiar, sua eficácia é comprovada. Porém, da forma que é apresentado aos jovens, atua mais como um instrumento incentivador da “prática sexual segura”. Quanto ao combate à disseminação das DST/aids, sabe-se que nem todas as doenças são preveníveis com esse método (que por definição é um anticoncepcional). Além disso, na sociedade contemporânea, parece ridículo conversar com os jovens a respeito da abstinência sexual, método anticoncepcional e anti-DST/aids 100% eficaz. É compreensível que, diante de tamanha pornografia nos meios de comunicação – por meio de novelas, seriados, reality shows e internet –, o jovem tenha contato cada vez mais cedo com a prática sexual. A ausência dos pais na regulação da programação televisiva/internet e na educação moral facilita o acesso aos conteúdos pornográficos.

Em propaganda de televisão atual, o locutor compara o “pré-conceito” na discussão e uso do preservativo com o uso do aparelho celular, fazendo uma analogia com os costumes de antigamente e aqueles dos dias presentes, afirmando que os tempos mudam e, portanto, as ideias a respeito da camisinha também devam evoluir. Desconsiderando o teor da propaganda que em nada discute o uso do preservativo e suas implicações sociais, compreende-se que os jovens do “Bulimento” entenderam a proposta da educação sexual que tiveram. Obviamente, conclui-se que se o preservativo é utilizado nas relações sexuais como anticoncepcional e anti-DST/aids, não há problemas ou questões a serem debatidas sobre a prática dessas relações. Nisso, os valores tradicionais (que por vezes são confundidos como antiquados e preconceituosos) são substituídos por outros que pregam a liberalidade das relações interpessoais, o desrespeito ao corpo e a ideia machista de “ser homem” ou “ser mulher” somente após conhecerem seus corpos.

Mais informações aqui, aqui e aqui.

(Eurípedes Gil de França, enfermeiro e mestre em Saúde Pública pela Universidade Estadual da Paraíba)

Leia também: “Consequências do sexo fora de contexto”

segunda-feira, outubro 17, 2011

Cientistas são mais religiosos do que se acreditava

Um estudo realizado na Universidade de Rice (EUA) mostra que apenas 15% dos cientistas das principais universidades daquele país veem a religião e a ciência como estando em conflito permanente. Apenas 15% dos entrevistados veem a religião e a ciência como sempre em conflito. Outros 15% dizem que os dois nunca estão em conflito. Mas 70% acreditam que a religião e a ciência apenas algumas vezes estão em conflito. O estudo mostrou que a maioria dos que acreditam em um conflito permanente tem um tipo particular de religião em mente (e de pessoas e de instituições religiosas). Grande parte dos entrevistados atribui a crença no conflito entre ciência e religião a problemas na esfera pública, sobretudo o ensino do criacionismo versus evolução e as pesquisas com células-tronco.

Ao longo da história, a ciência e a religião têm aparecido como estando em conflito perpétuo. Mas o novo estudo sugere que apenas uma minoria dos cientistas acredita que religião e ciência exigem fronteiras. “Quando se trata de questões como o que é a vida, formas de compreensão da realidade, as origens da Terra e como a vida se desenvolveu sobre ela, muitos veem a ciência e a religião como estando em desacordo e até mesmo em conflitos irreconciliáveis”, conta Elaine Howard Ecklund, coordenadora da pesquisa.

Mas, excluídos os fundamentalismos de ambas as partes, a maioria dos cientistas entrevistados por Ecklund e seus colegas acredita que tanto a religião quanto a ciência são “caminhos válidos de conhecimento” que podem trazer um entendimento mais amplo de questões importantes. Aproximadamente metade dos cientistas expressou alguma forma de identidade religiosa.

“Grande parte do público acredita que, conforme a ciência se torna mais proeminente, a secularização aumenta e a religião decresce”, disse Ecklund. “Descobertas como essa entre cientistas de elite, que muitos acreditam não serem religiosos, põem definitivamente em questão as ideias sobre a relação entre a secularização e a ciência.”

O estudo identificou três estratégias de ação utilizadas por esses cientistas de elite para gerenciar os limites entre a religião e a ciência e as circunstâncias em que os dois poderiam se sobrepor.

- Redefinição de categorias - os cientistas gerenciam o relacionamento ciência-religião alterando a definição de religião, ampliando-a para incluir formas não institucionalizadas de espiritualidade.

- Modelos de integração - os cientistas usam deliberadamente a visão de outros cientistas influentes que eles acreditam que integraram com êxito as suas crenças religiosas e científicas.

- Discussões - os cientistas se engajam ativamente em discussões sobre as fronteiras entre ciência e a religião.

Veja uma lista de outras conclusões do estudo:

68% dos cientistas entrevistados se consideram espirituais em algum grau.

Os cientistas que se veem como espirituais/religiosos são menos propensos a ver a religião e a ciência como sendo irreconciliáveis.

No geral, mesmo os cientistas mais religiosos foram descritos em termos muito positivos pelos seus pares não religiosos, o que sugere que a integração da religião e da ciência não é tão desagradável para todos os cientistas.

Os cientistas como um todo são substancialmente diferentes do público norte-americano na forma como veem o ensino do design inteligente nas escolas públicas.

Quase todos os cientistas - tanto religiosos quanto não religiosos - têm uma impressão negativa da teoria do design inteligente. [Aqui creio que o preconceito ainda fala alto e que questões políticas acabam atrapalhando a discussão franca e educada de ideias.]

(Diário da Saúde)

Nota: Gostei da admissão de que existe fundamentalismo de ambas as partes, porque sempre tenho dito que os ultradarwinistas são tão dogmáticos quanto aqueles que eles acusam de ser fundamentalistas, ou seja, os criacionistas. Se os cientistas tivessem real noção do que advogam os criacionistas bíblicos bem informados (que nada têm contra o método científico, muito pelo contrário), creio que os percentuais de cientistas que creem e não veem incoerência entre ciência e religião seriam ainda maiores. De qualquer forma, 50% e 70% já são números capazes de deixar Richard Dawkins e sua turma loucos de raiva. Pelo jeito, as campanhas neoateístas e a doutrinação de crianças não estão surtindo muito efeito – nem mesmo estre os cientistas, o que dirá entre a população geral.[MB]

Leia também: "Concepção de Deus altera níveis de preocupação e estresse" e "Religiosos são mais equilibrados"

Deus nos livrou da morte na Serra do Azeite

Ontem, minha família e eu sofremos um acidente (do qual praticamente renascemos) quando vínhamos de Joinville, SC, para casa, em Tatuí, SP. Na chamada Serra do Azeite, pouco antes de Registro, SP, nosso carro rodou numa curva, debaixo de chuva. Estamos bem, literalmente graças a Deus. Só com a ajuda dEle consegui manter a calma e raciocinar, mesmo enquanto o carro girava sem controle na pista molhada. Eu só pensava o seguinte: assim que o carro parar de rodopiar, preciso reassumir o controle. Ele rodou 180 graus e, quando alinhou novamente com a estrada, joguei-o para o acostamento e pisei no freio. Se não tivesse feito isso, um caminhão que vinha logo atrás teria nos colhido. Antes de completar o giro, nosso carro bateu com a traseira, de quina, na frente de outro veículo que havia rodado poucos minutos antes no mesmo local e estava parado no acostamento. Destruímos a frente desse veículo, mas isso fez com que nossa velocidade fosse reduzida e amorteceu o impacto. Se a pancada tivesse sido na guia, provavelmente teríamos capotado. Nosso carro não estragou muito, por incrível que pareça. Entortou o eixo traseiro e amassou o para-choque. Se a batida tivesse sido na lateral, poderia ter machucado minha filha mais velha, e se fosse na traseira ou dianteira, também seria grande o estrago. Mas o eixo absorveu todo o impacto.

Assim que meu carro parou, um rapaz (quase um anjo) veio até nós e nos orientou a sair do automóvel e irmos para a casinha de madeira dele, ali perto, numa roça. Deixei minha esposa e meus filhos lá, fizemos uma oração e voltei com o rapaz até meu carro, a fim de pegar algumas coisas de mais valor, enquanto o resgate não chegava. Nisso, outros dois carros rodaram no mesmíssimo lugar e ajudamos essas pessoas e se acalmarem. Desconfiamos de que havia óleo na rodovia. Ninguém estava correndo.

O resgate chegou e interditou uma das pistas. Escoltado por um dos carros deles, levei meu automóvel até o posto policial mais próximo (uns 15 km adiante), fiz o BO e liguei para a seguradora. A viagem iria demorar mais um pouco, mas chegaríamos em casa sãos e salvos.

Agradecemos muito a Deus esse livramento. Quando senti que perdia o controle da direção, só tive tempo de gritar “segura!”. Minha esposa envolveu nosso filho mais novo com o travesseiro e ele ficou bem. Minha filha do meio bateu a cabeça de leve no vidro da janela, mas não aconteceu nada de grave. Ficou apenas com um pequeno hematoma.

Acho que o inimigo estava com raiva do trabalho que fizemos pelos jovens do IAESC (internato adventista em que ficamos no fim de semana). Vários deles tomaram decisões depois das minhas pregações. Mas Deus limitou a ação do maligno e estamos bem, para a glória do Senhor. Creio que havia “airbags angelicais” em nosso carro!

Fica mais uma vez a lição: a vida é frágil e devemos sempre estar preparados para viver – ou morrer. O importante mesmo é a salvação e o cumprimento da missão. O resto é como aquela estrada molhada na Serra do Azeite: inseguro e perigoso.

Michelson

"Assim como os montes estão em derredor de Jerusalém, assim o Senhor em derredor dos Seus filhos" (Salmo 125:2).

Cristãos perseguidos

Imagine um país onde a filiação religiosa deva constar no documento de identidade de todos os cidadãos, onde sua crença implique restrições para ocupar postos de trabalho, ter acesso à educação e se casar. No Egito, predominantemente islâmico, isso acontece e as principais vítimas da intolerância religiosa são os cristãos, que representam 10% da população. Na semana passada, o mundo testemunhou um derramamento de sangue no país. Vinte e cinco pessoas – a maioria fiéis coptas, como são chamados os cristãos que não seguem o Alcorão – morreram no domingo 9, no Cairo, em confronto com outros civis e o Exército. Tanques passavam por cima dos manifestantes sem dó. Carregando cruzes e imagens de Jesus, milhares de pessoas estavam nas ruas em um protesto inédito contra a opressão histórica patrocinada pelos muçulmanos. Os representantes do cristianismo se revoltaram depois de mais um incêndio sofrido por uma igreja copta. “A primavera no mundo árabe parece que acordou muita gente, inclusive os coptas”, diz o sacerdote católico Celso Pedro da Silva, professor emérito da Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo.

Com o estado de insegurança que domina o Egito após a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, grupos muçulmanos tentam demarcar mais territórios em meio à indefinição do poder público. E os coptas, historicamente marginalizados pelo governo, estão levantando a voz. Há severas restrições – só para citar uma fonte de discriminação – para a construção e reformas de templos cristãos, patrulha que não ocorre entre os muçulmanos. Em solo egípcio há apenas duas mil igrejas perante as 93 mil mesquitas. Na quinta-feira 13, o papa Bento XVI manifestou-se no Vaticano: “Uno-me à dor das famílias das vítimas e de todo o povo egípcio, desgarrado pelas tentativas de sufocar a coexistência pacífica entre suas comunidades.” O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu proteção à minoria copta e afirmou estar profundamente preocupado com o Egito.

A intolerância religiosa contra os cristãos não ocorre só no Egito. Um levantamento feito, em maio, pela Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos mostra quanto a violência anticristã está disseminada mundo afora. Na China, segundo a comissão, pelo menos 40 bispos católicos estariam presos ou desaparecidos. Na Nigéria, cerca de 13 mil pessoas teriam morrido em conflitos violentos entre muçulmanos e cristãos desde 1999. Mais: na Arábia Saudita, lugares de cultos não muçulmanos são proibidos e livros escolares seguem pregando a intolerância a outras etnias. Irã e Iraque também são citados. No primeiro, mais de 250 cristãos teriam sido presos arbitrariamente desde meados de 2010. Já o país vizinho registra uma das maiores quedas no número de cristãos da sua história – em oito anos, esse grupo caiu pela metade e soma, hoje, 500 mil. “Os atos de violência têm como objetivo pressionar a população a abandonar suas terras”, explica Keith Roderick, secretário-geral da Coalizão para a Defesa dos Direitos Humanos.

Infelizmente tem funcionado. O Oriente Médio, berço do cristianismo, era constituído, no início do século XX, por cerca de 20% de seguidores de Jesus Cristo. Estimam os especialistas que o povo cristão atualmente não represente nem 2% dos habitantes daquela região. O papa Bento XVI chama a investida dos muçulmanos de “conquista à base da espada”. No ano passado, o Sumo Pontífice manifestou-se a favor da libertação de uma paquistanesa cristã condenada à forca por blasfêmia, no Paquistão, país onde mais de 30 pessoas foram assassinadas com essa justificativa. Asia Bibi, então com 45 anos, teria dito ao ser insultada por mulheres muçulmanas: “O que Maomé fez por vocês? Jesus, pelo menos, sacrificou-se por mim.” Graças à pressão internacional, a pena não foi cumprida, mas Asia aguarda novo julgamento. Ela é a primeira mulher na história a receber uma pena de morte por conta de perseguição religiosa. Um título que nenhum país deveria se orgulhar.
(IstoÉ)

Nota: A mesma liberdade religiosa que os muçulmanos pleiteiam nos países ocidentais deveriam promover em seus países de origem. A intolerância só intensifica o ódio e promove a violência. As Cruzadas católicas provaram isso e a atitude desses países islâmicos corrobora a barbaridade. Agindo à margem da verdadeira religião – que deve promover a paz e o amor entre as pessoas – esses “religiosos” apenas dão margem à argumentação neoateísta segundo a qual religião não presta. Esse tipo de religião, de fato, não presta.[MB]

Leia também: "Condenado no Irã por ser cristão" e "O testemunho do 'filho do Hamas'"

A ciência não consegue enterrar Deus"

O matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, defende com argumentos sólidos a possibilidade de coexistência entre o conhecimento científico e a religião em Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus. O objetivo do livro é fornecer um amparo fortemente embasado para os cientistas, ou qualquer leitor, que sintam necessidade de debater em favor de sua crença. Para o autor, alguns ateístas têm um “fervor religioso” tão grande, que chegam a perseguir homens da ciência que possuem algum tipo de fé. Em casos extremos, diz, eles não conseguem nem aceitar que pessoas com uma crença possam ser inteligentes e construir conhecimentos com base na realidade.

Ao longo dos capítulos, o autor usa linguagem simples e citações de outros autores para mostrar que as descobertas feitas pelo homem não excluem a existência de um Deus. Lennox também expõe o que considera as fraquezas da ciência e revela que a maior parte das respostas que ela oferece são especulações teóricas que precisam da fé da comunidade científica para existir. Ele ainda ressalta momentos em que os acadêmicos precisaram se desmentir e até voltar atrás com suas afirmações.

Entre os temas discutidos estão o embate entre as cosmovisões, a organização da natureza e do universo, a complexidade da biosfera, a origem da vida e do código genético e a proximidade com a religião mantida por grandes cientistas como Francis Bacon, Galileu Galilei, Isaac Newton e Clerk Maxwell.

Leia trecho inicial do capítulo “Deus - Uma Hipótese Desnecessária?”.

A ciência tem alcançado êxito impressionante na investigação do Universo físico e na elucidação de como ele funciona. A pesquisa científica também levou à erradicação de muitas doenças horríveis e nos deu esperanças de eliminar muitas outras. E a investigação científica alcançou outro efeito numa direção completamente diferente: ela serviu para libertar muita gente de medos supersticiosos. Por exemplo, ninguém precisa mais pensar que um eclipse da Lua é causado por algum demônio assustador, que necessita ser apaziguado. Por tudo isso e por inúmeras outras coisas devemos ser muito gratos.

Porém, em algumas áreas, o próprio sucesso da ciência tem também conduzido à ideia de que, por conseguirmos entender os mecanismos do Universo sem apelar para Deus, podemos concluir com segurança que nunca houve nenhum Deus que projetou e criou este Universo. Todavia, esse raciocínio segue uma falácia lógica comum, que podemos ilustrar como segue.

Tomemos um carro motorizado Ford. É concebível que alguém de uma parte remota do mundo que o visse pela primeira vez e nada soubesse sobre a engenharia moderna pudesse imaginar que existe um deus (o sr. Ford) dentro da máquina, fazendo-a funcionar. Essa pessoa também poderia imaginar que quando o motor funcionava suavemente o sr. Ford gostava dela, e quando ele se recusava a funcionar era porque o sr. Ford não gostava dela. É óbvio que, se em seguida a pessoa passasse a estudar engenharia e desmontasse o motor, ela descobriria que não existe nenhum sr. Ford dentro dele. Tampouco se exigiria muita inteligência da parte dela para ver que não é necessário introduzir o sr. Ford na explicação de funcionamento do motor. Sua compreensão dos princípios impessoais da combustão interna seria mais que suficiente para explicar como o motor funciona. Até aqui, tudo bem. Mas se a pessoa então decidisse que seu entendimento dos princípios do funcionamento do motor tornavam impossível sua crença na existência de um sr. Ford, que foi quem de fato projetou a máquina, isso seria evidentemente falso - na terminologia filosófica ela estaria cometendo um erro de categoria. Se nunca houvesse existido um sr. Ford para projetar os mecanismos, nenhum mecanismo existiria para que a pessoa entendesse.

(Folha de S. Paulo)

Nota: Já comprei o meu Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus. Está na minha “fila de leitura”, tentando-me a fazê-lo “furá-la”.[MB]

terça-feira, outubro 11, 2011

Aquecimento global é questionado. E o darwinismo?

Assim como fiz aqui no blog, o site Inovação Tecnológica repercutiu a conclusão da geógrafa Daniela de Souza Onça com respeito ao aquecimento global supostamente causado pelo ser humano (antropogênico). Na matéria, o site cita Daniela: “As hipóteses que afirmam a existência do aquecimento global e sua culpabilidade pelos eventos extremos não são teorias científicas solidamente estabelecidas, e sim saídas de modelos matemáticos do clima.” O texto diz mais: “A pesquisa Quando o Sol brilha, eles fogem para a sombra!: a ideologia do aquecimento global foi baseada na comparação entre as pesquisas produzidas pelas duas facções que se formaram, chamadas cética e aquecimentista, especialmente na leitura do quarto relatório do IPCC, de 2007. Daniela afirma que não foi encontrada, até hoje, nenhuma prova ou evidência de que o aquecimento do planeta esteja sendo provocado pelo homem. Para ela, tudo o que existe são resultados de modelos matemáticos do clima.”

“Muitas outras ‘provas’ são evocadas, como derretimento de geleiras, enchentes, furacões e secas. Mas tudo isso faz parte da variabilidade natural do sistema climático. Certamente, ocorreram eventos mais variáveis e intensos do que hoje ao longo de nossa história recente. A única ‘evidência’ são as saídas de modelos, mas quem disse que esses modelos representam adequadamente a realidade, ou que a representam suficientemente bem para sustentarmos o aquecimento global [antropogênico] com tanta segurança?”, questiona a doutora, e acrescenta: “Os modelos são baseados no conhecimento dos cientistas, que podem ser tanto insuficientes quanto incorretos.”

Segundo o Inovação Tecnológica, Daniela igualmente constatou que contrariar a hipótese do aquecimento global é, hoje, considerado um grave pecado contra o progresso da ciência e o futuro da humanidade. E o site recapitula os dias ruins para a ortodoxia que se criou em torno do tema: em meados de setembro, o Prêmio Nobel de Física Ivar Giaever desligou-se da Sociedade Americana de Física afirmando que os estudos do aquecimento global são pseudociência. Antes disso, a Sociedade já havia recusado uma revisão na posição sobre o assunto, solicitada por um grupo de 160 físicos, entre os quais o próprio Giaever.

E o texto termina assim: “Essa intromissão da política na ciência tem verdadeiramente impedido o prosseguimento da liberdade científica tão necessária para aumentar o conhecimento humano - a prova disso é que hoje é praticamente impossível conseguir publicar um artigo que não chegue às conclusões que a comunidade científica votou como consenso.”

Nota: Parabenizo mais uma vez o site Inovação Tecnológica por colocar o dedo na ferida e admitir algo que os “grandes” como a Folha de S. Paulo, por exemplo, nem sequer questionam: que o aquecimento global pode ter outra causa e não ser culpa do ser humano, e que há interesses políticos e religiosos por trás do assunto, embora ele seja apresentado como científico pela turma do Al Gore e os defensores do ECOmenismo. Essa matéria sobre a tese corajosa da Dra. Daniela me fez pensar em outra coisa: Se com dados atuais e relativamente mensuráveis os cientistas podem se deixar trair por ideologias pseudocientíficas, o que dizer de um modelo igualmente pseudocientífico que nem sequer pode contar com dados observacionais, já que seu objeto de estudo está ligado a um passado supostamente remotíssimo? Para tornar mais claro o que estou dizendo, vou parafrasear alguns trechos da reportagem acima.

Imagine que, em lugar de se referir ao aquecimento global antropogênico, Daniela estivesse tratando da macroevolução darwinista: “As hipóteses que afirmam a existência de ancestralidade comum entre todos os seres vivos e o surgimento da informação genética e da primeira célula por acaso não são teorias científicas solidamente estabelecidas, e sim saídas de filosofia naturalista e modelos matemáticos evolucionistas.” Daniela afirma que não foi encontrada, até hoje, nenhuma prova ou evidência de que mutações e seleção natural seriam responsáveis pelo acréscimo de informação genética ou mesmo o surgimento de novos órgãos funcionais e planos corporais. Para ela, tudo o que existe são resultados de modelos matemáticos e muita suposição baseada em evidências mínimas advindas da “microevolução” ou diversificação de baixo nível.

“Muitas outras ‘provas’ são evocadas, como a variedade morfológica e a resistência a antibióticos por parte das bactérias. Mas tudo isso faz parte da variabilidade natural dos seres vivos, cujas modificações ficam restritas a níveis taxonômicos baixos. A única ‘evidência’ são as saídas de modelos, mas quem disse que esses modelos representam adequadamente a realidade, ou que a representam suficientemente bem para sustentarmos a macroevolução com tanta segurança?”, questiona a doutora, e acrescenta: “Os modelos são baseados no conhecimento dos cientistas, que podem ser tanto insuficientes quanto incorretos.”

Segundo o Inovação Tecnológica, Daniela igualmente constatou que contrariar a hipótese darwinista é, hoje, considerado um grave pecado contra o progresso da ciência e o futuro da humanidade.

E o texto termina assim: “Essa intromissão da filosofia naturalista na ciência tem verdadeiramente impedido o prosseguimento da liberdade científica tão necessária para aumentar o conhecimento humano - a prova disso é que hoje é praticamente impossível conseguir publicar um artigo que não chegue às conclusões que a comunidade científica votou como consenso.”

A história e o padrão de comportamento de muitos se repetem, com sérios riscos para a democracia e o livre pensamento.[MB]


Leia mais: Nas páginas 32 e 33 de sua pesquisa sobre a visão editorial da Veja, o jornalista Ruben Dargã Holdorf, anos atrás, também contestava a posição dominante sobre a questão do aquecimento global. Confira aqui.

A participação dos cometas na grande inundação

Observações do cometa Hartley 2 pelo telescópio espacial Herschel deram novas pistas que reforçam a teoria de que os cometas abasteceram uma parcela significativa dos oceanos da Terra. Os cientistas acreditam que os oceanos da Terra se formaram cerca de 8 milhões de anos depois que o próprio planeta [segundo a cronologia evolucionista]. Não existe nenhuma teoria para explicar a origem da água, surgindo espontaneamente na Terra nascente. Por isso os cientistas têm estado mais confortáveis com a ideia de que a água dos oceanos tenha sido trazida de algum outro lugar, a bordo de cometas - embora ninguém nunca tenha sugerido a fonte dessa água ou mesmo tenha calculado quantos cometas tenham que ter caído aqui para trazer tanta água.

“A vida não existiria na Terra sem água em estado líquido, e assim as perguntas de como e quando os oceanos vieram parar aqui é uma questão fundamental”, disse Ted Bergin, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. “É um grande quebra-cabeças e essas novas descobertas são uma peça importante.”

Medições realizadas pelo instrumento HiFi a bordo do Herschel indicam que o gelo no cometa Hartley 2 tem a mesma composição química dos oceanos. Ambos têm uma taxa D/H semelhante - a relação D/H é a proporção de deutério, ou hidrogênio pesado, em relação ao hidrogênio comum. Um átomo de deutério é um hidrogênio com um nêutron extra em seu núcleo. Esta é a primeira vez que água similar à dos oceanos foi detectada em um cometa.

Outros seis cometas rastreados com o mesmo instrumento nos últimos anos apresentam uma relação D/H muito diferente dos nossos oceanos, o que significa que tais cometas não poderiam ter sido responsáveis por mais do que 10 por cento da água da Terra.

Os astrônomos supõem que o Hartley 2 tenha-se formado em uma parte diferente do Sistema Solar. Ele provavelmente se formou no Cinturão de Kuiper, que começa perto de Plutão, enquanto se acredita que os outros seis se formaram na Nuvem de Oort, uma nuvem hipotética que se acredita existir a cerca de um ano-luz do Sol.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Se partirmos do modelo diluviano proposto pelo geólogo Dr. Nahor Neves de Souza Jr., em seu livro Uma Breve História da Terra, a notícia acima ajuda a compor um cenário bastante plausível. Na explicação para a fragmentação da crosta terrestre, a liberação de água sob pressão abaixo da crosta (“fontes do abismo”, segundo o livro do Gênesis) e a inundação proveniente de cima (“janelas do céu”), a queda na Terra desses cometas ricos em água adiciona outro fator interessante. Existem muitas crateras de impacto (não apenas na Terra, mas também na Lua e mesmo em Marte, com indícios de erosão causada pela água também lá no planeta vermelho) datadas mais ou menos da mesma época, tanto que esse evento é chamado por muitos pesquisadores de o “grande bombardeamento”. Pelo visto, houve mesmo água suficiente para a grande inundação decorrente desse cataclismo global.[MB]

Leia também: "Encontrados sinais de água líquida em cometas"

Perdido dentro da Igreja

Pastor e conselheiro familiar fala sobre o que o levou a se afastar de Deus na juventude, a influência do rock e da televisão, e como ocorreu sua conversão

Marcos Faiock Bomfim nasceu em Taquara, RS, em 1963, como o mais velho de uma família de três irmãos. Viveu praticamente toda a infância e juventude em São Paulo, onde se formou em Teologia, em 1985, no então IAE, hoje Unasp. Concluiu o mestrado em Teologia em 1998, no Unasp, campus Engenheiro Coelho, e fez pós graduação em Terapia Familiar, em Porto Alegre. Ainda durante o bacharelado em Teologia, foi professor de Musicalização Infantil e maestro de corais em escolas adventistas de São Paulo. Enquanto estudava Trompa, na Escola Municipal de Música de São Paulo, participou em orquestras, bandas sinfônicas e conjuntos de câmara. Com o Coral Acasp e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, participou de cantatas, oratórios e outras peças.

Depois de formado em Teologia, trabalhou como pastor distrital durante nove anos, na Grande São Paulo. Por vários anos liderou os departamentos de Mordomia Cristã e Ministérios da Família em Associações da União Sul-Brasileira e na própria União, de onde, em 2011, foi chamado para liderar o mesmo departamento em nível sul-americano. Bomfim também é o apresentador do programa diário “Novo Tempo em Família”, da Rede Novo Tempo de Rádio.

Nesta entrevista, concedida a Michelson Borges, ele fala das lutas pelas quais passou na juventude e de como se converteu, após um período de afastamento de Deus. [Clique aqui para ler a entrevista.]

segunda-feira, outubro 10, 2011

Seis diferenças físicas entre o homem e a mulher

[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] “Dimorfismo sexual” é o termo científico para as diferenças físicas secundárias na reprodução entre os machos e fêmeas de uma espécie. Existem alguns exemplos extremos de dimorfismo, como o macho pavão, que tem caudas coloridas que são ausentes nas fêmeas – que por sua vez são atraídas pelas mais belas plumagens [O que teria evoluído primeiro, a plumagem diferenciada do macho ou a atração da fêmea pela plumagem diferenciada?]. Ao contrário desses animais completamente desiguais de acordo com o sexo, os homens e mulheres são fisicamente mais semelhantes do que diferentes. No entanto, existem algumas distinções fundamentais em nossos corpos. Algumas delas são projetadas [Se há um projeto, há por trás dele um .............. (complete)] para atender as necessidades de cada sexo no papel que desempenham na reprodução, enquanto outras servem para nos ajudar na atração mútua [Quando teria surgido essa atração mútua, levando-se em conta que todos os seres vivos teriam sido, inicialmente, assexuados?]. Descubra abaixo o motivo das principais diferenças entre o corpo dos homens e das mulheres.

1. Seio x peito. As mulheres são as únicas primatas [sic] que ficam “peitudas” o tempo todo, mesmo quando não estão amamentando. A maioria dos cientistas acredita que os seios são um truque evolucionário [!] para atrair os homens – embora eles estejam cheios de gordura, e não de leite, eles sinalizam a capacidade de uma mulher de alimentar seus filhos. Seios também ajudam os homens a descobrir com quem podem alcançar sucesso na reprodução. Meninas que ainda não passaram pela puberdade não desenvolveram os seios, e os seios das mulheres pós-menopausicas muitas vezes são encolhidos ou caídos. Seios fartos podem, portanto, demonstrar fertilidade.

Os homens não precisam tentar enganar as mulheres fazendo com que elas acreditem que eles vão amamentar seus filhos, por isso não têm mamas. Mas, então, por que é que eles têm mamilos? Isso acontece porque os genes que codificam o desenvolvimento dos mamilos no útero fazem isso em um estágio embrionário muito precoce – antes mesmo dos genes que nos transformam em homens ou mulheres entrarem em ação.

2. Vozes finas x grossas. Homens e mulheres têm cartilagem ao redor da laringe, mas como os homens têm a laringe maior (por isso tem a voz mais grossa), os pedaços de cartilagem se projetam mais. Com isso surge uma saliência no pescoço, conhecida como pomo-de-adão. Mas por que os homens têm a voz mais grossa? O tom de voz de um homem se relaciona com a quantidade do hormônio masculino testosterona que ele tem, e seu nível de testosterona por si só indica a sua qualidade genética e sua aptidão sexual.

Como as mulheres evoluíram [sic] para procurar homens com todos os indicadores de aptidão sexual e de saúde, para poder produzir filhos saudáveis, vários estudos demonstram que elas tendem a ser mais atraídas por homens que não têm voz fina.

3. Rostos de todas as formas. Os hormônios sexuais controlam as divergências de nossas características faciais. Quanto mais testosterona um homem tem, mais robusta é sua testa, maçãs do rosto e o queixo. Enquanto isso, quanto mais estrogênio uma mulher tem, maior é seu rosto, mais cheios são seus lábios e maior sua sobrancelha.

Níveis elevados de testosterona também são relacionados com força muscular e agressividade, assim como vigor energético. Talvez por isso estudos mostrem que as mulheres julgam os homens com rostos mais angulares mais dominantes do que os homens com rostos mais redondos e afeminados.

Elas também tendem a taxar homens com traços mais brutos como mais atraentes, especialmente quando estão ovulando e (inconscientemente pelo menos) procuram um parceiro sexual que vai produzir bons filhos.

Quando elas estão à procura de um parceiro de longo prazo, por outro lado, estudos mostram que as mulheres preferem homens com características mais efeminadas, que têm menos testosterona e são mais susceptíveis a ser parceiros leais e pais dedicados. [Ainda bem que o homem foi projetado para ter os níveis de testosterona reduzidos quando se torna pai. Assim, a mulher não precisa procurar outro homem (efeminado) para cuidar de sua prole. O Criador fez tudo perfeito.]

4. Questão cabeluda. Enquanto a maioria das mulheres odeia pelos em excesso pelo corpo e faz o máximo para acabar com eles, nos homens esse fator pode atrair parceiras e indicar masculinidade. A partir da puberdade, os pelos começam a aparecer no corpo dos meninos em uma quantidade realmente grande, ainda mais do que nas mulheres. Isso acontece porque o hormônio sexual chamado andrógeno, que estimula o crescimento dos cabelos, está presente em maior quantidade nos homens.

Mas quando o assunto é pelo e cabelos pelo corpo, o que mais diferencia os homens sem dúvida é a barba. A maioria dos evolucionistas acredita que a barba se tornou predominante porque, no passado, as mulheres achavam os homens com pelos faciais mais atraentes. Os barbudos tinham mais chances de se acasalar dos que os homens de rosto liso. [Por que essa característica ainda não foi perdida, com tanta valorização do rosto liso e tanto comercial de lâmina de barbear? Se a maior parte das mulheres prefere um homem barbeado (pelo menos imagino que assim seja), por que a seleção natural ainda não eliminou a barba?]

Essa atração pode surgir por dois fatores: primeiro porque barbas significam altos níveis de testosterona, e segundo porque elas significam maturidade sexual – da mesma forma que os seios nas mulheres. Barbas encorpadas também podem dar a impressão de que a mandíbula de um homem é maior.

Mas nem tudo são flores para os barbudos. A mesma testosterona que faz surgir cabelo e pelos por todo corpo também os leva a ficar careca um dia. [Maldita “evolução”!]

5. Eles preferem as loiras, elas os negros. Será? Já ouviu a história de que homens bonitos são negros e que o estereótipo de mulher perfeita é aquela loira de pele clara? Parece que esse é o gosto das culturas anglo-europeias, mas esses estereótipos não estão limitados a esses locais. Essas preferências podem refletir do fato que, a partir da puberdade, as mulheres tendem a ter a pele, cabelo e olhos mais claros que os homens. Assim, os ideais que surgem sobre como deveria ser cada gênero podem decorrer das pigmentações mais comuns em cada um deles.

A clareza da pele de uma mulher está relacionada também com a quantidade de estrogênio à qual ela foi exposta no útero. Estudos sugerem que esse hormônio também pode clarear o cabelo. [Ficou clara para você essa tentativa de darwinização de uma preferência altamente questionada que parece ser puramente cultural? Curiosidade: Sabia que pouco mais de 15% das mulheres nascem loiras e que há 33% de loiras? Seleção artificial?]

6. Músculos x curvas. Existem mulheres incrivelmente musculosas, mas, em geral, os homens são mais musculosos que as mulheres. As mulheres costumam ter apenas pouco mais da metade da força dos homens na parte superior do corpo, e cerca de dois terços de força nos membros inferiores. Enquanto o metabolismo masculino queima calorias mais rápido, o metabolismo feminino tende a converter mais alimento em gordura. Elas armazenam a gordura extra em seus seios, coxas, nádegas e na camada inferior da pele – dando à pele feminina uma sensação de maciez.

Os corpos de homens e mulheres representam bem o papel de cada sexo nas sociedades primitivas [quer dizer que na sociedade “moderna” essas diferenças acabarão desaparecendo? Que tal viver num mundo povoado por homens-mulheres e mulheres-homens? Tô fora!]. Mulheres têm o corpo preparado [Preparado por quem? E antes de estar preparado, como sobreviviam e garantiam a sobrevivência da prole? O que dizer da maravilha do projeto da gestação, que tinha que funcionar bem desde a primeira vez?] para transportar uma criança e para seu nascimento, e têm os quadris mais largos para manter gordura extra para a gravidez. Homens, livres das exigências do parto, têm o benefício de serem tão fortes e ágeis quanto possível, pois precisavam ir em busca de alimento e competir por ele com outros homens. [A teoria da evolução tenta nos explicar o porquê das diferenças, mas nunca consegue explicar adequadamente – sem se valer de hipóteses mirabolantes – o como. Como teria surgido a diferenciação entre os sexos?]

(Hypescience)

Nota: A despeito do viés darwinista que impregna o texto acima, uma coisa salta das entrelinhas: homem e mulher foram maravilhosamente projetados em suas diferenças plenamente compatíveis e desejadas. Tanto é assim que, uma vez unidos, tornam-se uma só carne, segundo o livro de Gênesis. Deus seja louvado por essas diferenças![MB]

Governo pretende distribuir camisinha nas escolas

O Ministério da Saúde quer retomar uma proposta que já provocou muita discussão: distribuir camisinhas de graça nas escolas públicas de Ensino Médio. A proposta do Governo Federal foi tão criticada que os Ministérios da Saúde e da Educação quase desistiram. Agora, decidiram insistir, mas para evitar um novo desgaste, o projeto vai começar apenas em duas escolas: uma em Brasília e outra em Florianópolis. Em Santa Catarina, a máquina de camisinhas já está pronta. Ela foi criada há três anos para que os adolescentes tenham acesso mais fácil aos preservativos no local onde passam boa parte do dia: a escola. Professores, alunos, pais e direção vão decidir, por exemplo, se a entrega das camisinhas vai ser de graça e se haverá uma quantidade limite por aluno. É certo que vai ter polêmica de novo. “Há muita reação, principalmente das igrejas, que acham que sexo é somente sexo reprodutivo, depois de casado, o que também não é realidade. Essas pessoas estão correndo risco. O HIV não acabou. Nós temos infecção, ela está presente, nós temos que cuidar dela”, defende Dirceu Greco, diretor do departamento Dstaids do Ministério da Saúde.

Uma pesquisa internacional sobre o comportamento dos adolescentes destacou o Brasil como um dos países em que a escola contribui pouco para a educação sexual. A maior parceira dos jovens acaba sendo a internet. Segundo a pesquisa, 36% dos jovens entre 15 e 19 anos estão fazendo sexo sem proteção. [...]

(Jornal Hoje)


Nota: Deve ser mais barato e conveniente distribuir preservativos do que fazer campanhas pelo verdadeiro sexo seguro (no casamento) que vão contra a maré libertina que toma conta do mundo. A camisinha protege apenas da gravidez precoce e das DST, mas o que dizer de outros problemas que podem acompanhar a pessoa por toda a vida? (Clique aqui para saber que problemas são esses.) E o preparo para esse tipo de comportamento começa mesmo cedo e por meios às vezes aparentemente insuspeitos. Quer um exemplo? Dia desses, minha filha de nove anos chegou em casa com uma caixinha de chicletes (Chicletes Evolution [!]). Havia ganhado de uma amiga na escola. No lado de dentro da embalagem há uma “pesquisa” com a pergunta “Quando está online, você costuma?”, e as opções: (a) Falar com a galera, (b) se atualizar e (c) se atualizar com a galera e descobrir quem ficou com quem na última balada. Detalhe: a opção “c” já está marcada com um “x”. Lamentável.[MB]

O predomínio dos dogmas católicos

É interessante notar como, mesmo num país de cultura predominantemente protestante, como os Estados Unidos, os dogmas católicos têm prevalência. Basta observar a capa da revista The New Yorker, acima. Nos portais do “Céu”, “São Pedro”, com um iPad nas mãos, recepciona Steve Jobs. Claro, é só uma brincadeira, mas revela a opinião dominante, quando o assunto é a vida após a morte (isso quando não se defende a reencarnação – se é que daqui a pouco não farão também piadas espíritas com Jobs). A capa da revista Veja desta semana vai na mesma onda, exibindo Jobs numa “nuvem celestial” na forma do logotipo da Apple. Biblicamente falando, os mortos não vão ao Céu ou ao inferno imediatamente após a morte. Se o fizessem, a recompensa deles já estaria sendo dada. A Bíblia afirma que a recompensa final de todo ser humano será dada por ocasião da volta de Jesus (no caso dos salvos) e mil anos depois (no caso dos perdidos). Até a volta de Jesus, todos os mortos permanecem inconscientes.

Saiba mais assistindo a este vídeo.

domingo, outubro 09, 2011

Religiosidade no trabalho, um teste para a diversidade

Diversidade na força de trabalho e flexibilidade no horário são dois temas que ganharam força na estratégia de grande parte das empresas no Brasil e no mundo. Nos últimos anos, os departamentos de recursos humanos passaram a fazer estudos sobre as diferenças de gêneros, idades e raças em seus quadros. Além disso, implementaram ferramentas para mensurar a produtividade de um funcionário independentemente do número de horas que ele passa dentro da companhia. Tudo com o objetivo de tentar oferecer um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Um bom teste para comprovar se toda a teoria e o discurso a respeito dessas políticas em uma organização estão realmente alinhados com a prática são os casos envolvendo a liberdade religiosa no mundo corporativo.

De acordo com os dados mais recentes sobre o tema levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha, em 2000, 1.209.842 adeptos da religião adventista do sétimo dia, 86.825 do judaísmo e 27.239 do islamismo. Em todas elas, seus seguidores têm obrigações religiosas rígidas que podem exigir, por exemplo, algumas horas de reza em plena tarde de sexta-feira ou o total recolhimento aos sábados.

No caso do economista Guilherme Suedekum, de 25 anos, o expediente da semana é encerrado, impreterivelmente, até o pôr do sol da sexta-feira. Cristão adventista do sétimo dia, ele trabalha como analista de pesquisa na Endeavor e se organiza para cumprir as tarefas da semana até esse horário – geralmente os colegas vão até mais tarde. “Tento me programar e não deixar acumular nada para esse dia, pois nenhuma atividade extra me tira do meu contato com Deus”, afirma.

Suedekum garante que nunca teve problemas em razão de sua crença religiosa e conta, inclusive, com a compreensão de seus superiores e de seus pares. “Desde quando procurava estágio, sempre falei sobre as minhas condições nas entrevistas de emprego para evitar problemas no futuro”, explica.

A advogada e doutora em direito do trabalho Sônia Mascaro, sócia da Amauri Mascaro Nascimento Advogados, ressalta que nenhuma empresa pode deixar de contratar uma pessoa por sua religião em si, pois essa seria uma conduta discriminatória. No entanto, um candidato pode ser dispensado quando não apresenta os requisitos para preencher a vaga. “Se a descrição do cargo envolve trabalho aos sábados e o profissional, independentemente do motivo, não tem essa disponibilidade, ele vai ser recusado. O mesmo vale para os concursos públicos, em que as regras são especificadas nos editais e é preciso estar de acordo com elas para concorrer.”

Sônia Mascaro afirma que qualquer combinação especial deve ser tratada ainda no momento da admissão e registrada no contrato de trabalho. Isso também serve para evitar acusações de favorecimento por parte de outros funcionários. A psicóloga Mariana Taliba Chalfon, especialista em diversidade cultural e religiosa, concorda que o fato de um colaborador sair duas horas antes do fim do expediente, por exemplo, pode gerar tensão no resto da equipe. “Nessa situação, a transparência e a comunicação eficiente do gestor são fundamentais”, diz.

Por saber que não está tão disponível para a empresa tanto quanto os outros funcionários, porém, Suedekum revela que não se sente privilegiado, mas até mais pressionado. “Existe uma cobrança maior, até mesmo de minha parte, para que o trabalho seja sempre muito bem-feito.” [...]

Na opinião do professor Marco Tulio Zanini, coordenador do mestrado executivo da Fundação Getulio Vargas no Rio e consultor da Symballein, as empresas já estão mais dispostas a fazer concessões para acomodar diferentes perfis profissionais. “Desde que não represente um grande prejuízo ou conflito no andamento da organização, é perfeitamente possível negociar essa flexibilidade e respeitar as necessidades de cada indivíduo”, diz.

Com o aumento da internacionalização das companhias e da complexidade dos negócios como consequência de uma economia mais global, é possível tirar vantagem dessa diversidade no ambiente de trabalho. Uma equipe que traz visões diferentes de mundo e que consegue trabalhar em harmonia, afinal, se torna mais madura e apta a enfrentar desafios e buscar inovação. “Um time diverso é formado por pessoas que pensam de forma diferente, mas têm objetivos comuns. Devemos sempre buscar unidade e não uniformidade”, afirma Zanini.

Mariana alerta que a religião pode impor regras de conduta, como restrições de vestuário e alimentação. Desse modo, além das crenças de determinado colaborador, os colegas precisam compreender o fato de, porventura, ele não sair para almoçar com o grupo ou se vestir de maneira peculiar. Ao mesmo tempo, espera-se uma contrapartida. “O ambiente de trabalho não é lugar para pregações religiosas ou orações públicas. A chave para um bom relacionamento é o respeito mútuo”, diz.

Suedekum afirma que existe uma curiosidade natural por parte dos colegas a respeito de suas crenças, o que abre espaço para esclarecimentos e conversas produtivas. [...]

A grande divergência legal hoje em torno da religião no ambiente de trabalho se concentra nos funcionários convertidos após a contratação. O conflito acontece, por exemplo, quando uma pessoa que foi recrutada para trabalhar de segunda a sábado de repente precisa se resguardar nos fins de semana por razões que antes não existiam. “É uma situação nova para o empregador, pois essa condição não foi combinada previamente”, explica a advogada e doutora em direito do trabalho Sônia Mascaro, sócia da Amauri Mascaro Nascimento.

Ela afirma que, em caso de dispensa, pós-conversão religiosa, o funcionário muitas vezes alega que foi discriminado. Cabe à empresa, desse modo, demonstrar que não se trata de preconceito, mas da perda da capacidade desse profissional de exercer plenamente suas funções.

Mesmo assim, segundo ela, não existe um direcionamento seguro em processos desse tipo – que estão se tornando cada vez mais comuns nas empresas. Alguns juízes decidem a favor do empregado, levando em conta a liberdade religiosa garantida na Constituição Federal. Outros dão razão às empresas, concluindo que o funcionário deve seguir o que foi acordado no contrato de trabalho.

Se a empresa achar que a conversão religiosa de um funcionário está resultando em prejuízo ou queda de produtividade, a recomendação da advogada Sônia Mascaro é que a demissão seja concretizada, mas sem a alegação de justa causa. “Caso contrário, a organização corre um grande risco de ter que se defender no tribunal”, alerta.

(Rafael Sigollo, Valor Econômico, via Fenacon)

Jovem blogueiro católico denuncia Malhação


A novela, chamada por alguns de “inacabável”, Malhação, nunca deu um bom exemplo para a sociedade, principalmente aos jovens, porém, agora, a Rede Globo lança algo “inaturável” aos cristãos, e muito mais que isso: estão tentando levá-los à perdição, mais do que já tentavam antes. Há muitos anos, Malhação lançou uma doutrina de adultério, onde “ninguém é de ninguém e todo mundo é de todo mundo”, assim como TODAS as novelas, não apenas as da Globo, mas de todas ou quase todas as emissoras, inclusive as da Rede Record, que já que é uma empresa de um pastor, deveria ser usada única e exclusivamente para a evangelização. Agora, além de tantos maus exemplos para a juventude, a Rede Globo lança uma “nova ideia” à mente dos jovens: o espiritismo.

Os verdadeiros cristãos já sabem que as práticas espíritas são abomináveis aos olhos de Deus. Veja um trecho relacionado, escrito no site da novela:

“Durante uma noite chuvosa, ela caminha por ruas estreitas e desertas. Alexia procura pelo número 1046, mas não consegue encontrar. Ouve um barulho de algo caindo e percebe que está sendo seguida. Ao se esconder em um beco, tenta fazer uma ligação, mas o celular está sem sinal. A garota tenta se acalmar e se aproxima da rua para olhar se ainda há alguém por ali. Nisso, Alexia dá de cara com um homem todo de preto. Ela foge, desesperada, e quando pensa que não vai mais aguentar continuar correndo, a garota sente alguém pegá-la pelo braço e puxá-la para trás de um muro. É Douglas, que sussurra: ‘Shhh, quieta, Alexia, pô!’ Alexia chora de saudade e tristeza. ‘Não é possível... não é possível, Douglas... Douglas, você morreu!’ A garota fica arrasada cada vez que tem um sonho com ele. No dia seguinte, seus olhos estão inchados de tanto chorar. O atual namorado, Moisés (Alejandro Claveux), presidente da ONG em que ela dá aula, fica intrigado com seu jeito estranho. Um sonho que se repete será um sinal do namorado morto?”

Jovens, fiquem espertos! Telespectadores, fiquem ligados! “Porque o demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12:12).

(Natan Moreira)

Nota: Deus tem pessoas sinceras e atentas em todas as denominações religiosas. Amém por isso! Em triste condição estão alguns cristãos que, embora devessem conhecer muito do que Deus revelou em Sua Palavra, gastam horas e horas (do “relógio” que se apressa para o fim) diante da TV para assistir produções que exaltam o vício, a degradação e o espiritismo. Acorda, povo de Deus![MB]

Milão faz domingo sem carros para combater poluição

A cidade de Milão, no norte da Itália, proibiu a circulação de veículos por dez horas neste domingo, como forma de combater a poluição. A medida foi imposta após os níveis de poluição na cidade terem excedido o nível máximo tolerado por 12 dias seguidos. Milão já havia banido a circulação de veículos em suas ruas em 2007, mas na ocasião tratou-se apenas de um teste. Imagens de satélite já provaram que a cidade italiana é atualmente uma das mais poluídas da Europa. Um total de 120 mil veículos serão afetados pela medida, de acordo com o jornal Corriere della Sera. Desde quinta-feira, os veículos considerados mais poluentes já foram impedidos de circular pela cidade, mas o veto à circulação de quaisquer veículos entrou em vigor às 8h deste domingo, no horário local, e seguirá em vigor até 18h.

Para que o veto entre em vigor é preciso que o nível de poluição exceda 50 microgramas de partículas por metro cúbico ao longo de 12 dias consecutivos. A última vez que o veto foi implementado por completo foi em fevereiro.

A medida não desfruta de grande popularidade entre todos os ambientalistas, que argumentam que o sistema de transporte público da cidade deveria ser melhorado, a fim de estimular os moradores de Milão a deixarem seus carros em casa.

O deputado do Partido Verde local Enrico Fedrighini defende, entre outras medidas, que carros transportando três ou quatro pessoas deveriam contar com estacionamento gratuito. “Apenas um ou dois domingos sem carros por mês não fará nada para reduzir a poluição”, afirmou Fedrighini, em entrevista ao Corriere della Sera.

O transporte público na cidade também será ampliado ao longo do dia, com mais trens de metrô e ônibus.

(MSN Notícias)

Nota: A proposta para que o domingo seja o dia de combate ao aquecimento global já existe (confira aqui). Essa iniciativa das autoridades de Milão é uma amostra do que pode ser feito em momentos de necessidade extrema e um ensaio em pequena escala dos argumentos que certamente serão usados para a promulgação do decreto dominical.[MB]

Leia também: "Parlamento croata limita compras aos domingos", "Primeiras pedaladas rumo ao ECOmenismo", "Bruxelas sedia conferência sobre lei dominical", "O domingo na Europa e a liberdade religiosa sob ameaça", "Arcebispo defende domingo em oposição ao sábado" e "Tutela do domingo e defesa dos direitos humanos"

sexta-feira, outubro 07, 2011

Chegou a vez dos indignados nos EUA?

Michael Bloomberg, o prefeito de Nova York, advertiu que se a crise do desemprego nos Estados Unidos não for resolvida logo, pode haver protestos nas ruas: “Temos muitos recém-formados que não conseguem encontrar emprego. Foi o que aconteceu no Cairo. Foi o que aconteceu em Madri. Não queremos esse tipo de revolta aqui.” Analistas de diferentes posições, de Thomas Kocham, do MIT, até Immanuel Wallerstein, da Universidade Yale, concordam. O primeiro se diz surpreso que ainda não tenham aparecido sinais mais visíveis de descontentamento. “Nosso povo é muito tolerante, não são inclinados à desordem civil. Mas com esta economia, o tempo está se esgotando.” Para Wallerstein, a incerteza e o caos estão por toda parte. Ele afirma que é a deterioração do dólar como moeda de reserva mundial é irreversível: era “o último poder real exercido pelos Estados Unidos”, disse Sally Burch. E acrescentou: “Os danos são reais, a situação dos EUA é séria e não é recuperável.”

No interior, cidades pequenas “estão indo à bancarrota e não conseguem pagar seus aposentados”, enquanto a situação da classe média se deteriora rapidamente. “Aqueles que perdem seus empregos, dificilmente encontram outro, especialmente na faixa entre 40 e 60 anos, chegando até mesmo a perder suas casas.”

Para Wallerstein, “a situação nos EUA vai piorar” por causa do freio aos gastos públicos imposto pelos republicanos. Ele prevê uma deterioração ainda maior. “A loucura do Tea Party – adverte – está levando os Estados Unidos, e, portanto, o mundo todo, para um crash”.

O desgaste social e econômico interno é evidente: por quarenta meses seguidos, o desemprego crônico se manteve acima de 9%, como revelado pelo BLS (Bureau of Labor Statistics), cuja metodologia, que considera “ajustes sazonais” e outras manipulações, maquia a realidade para que ela não pareça tão ruim. A manutenção de um desemprego nesses níveis por um período tão longo não é registrada desde o fim da Segunda Guerra Mundial e é comparável com a Grande Depressão.

Segundo John Williams, “a gravidade extraordinária e a duração dos choques econômicos dos EUA, durante os últimos três ou quatro anos, têm desestabilizado os ajustes sazonais usados nos cálculos do BLS, em algumas séries estatísticas.” Após 1994, houve ajustes na metodologia. Williams lembra que de acordo com o procedimento estatístico utilizado atualmente, depois que alguém está desempregado há mais de um ano, não está mais incluído nas contas do governo. Dessa forma, “se o desemprego fosse calculado como antes de 1994, então o verdadeiro número de desempregados seria de 22,2%”.

Entretanto, além do desemprego crônico e realmente elevado, um estudo realizado por Lawrence Mishel do EPI (Economic Policy Institute) mostra um declínio substancial no patrimônio da classe média e de outros grupos, como os negros, cujos principais bens são suas casas: “O valor da propriedade familiar agora é menor do que era em 1983, há uma geração, enquanto a riqueza dos setores de alta renda teve grande expansão”.

Note-se que essa é uma tendência de longo prazo, que mantém e intensifica a polarização social. Mishel mostra que os 5% de famílias mais ricas absorveram cerca de 82% do crescimento da riqueza total gerada entre 1983 e 2009, enquanto 60% dos domicílios tinham menos recursos do que em 1983. Pior ainda, outros estudos do EPI mostram que o crescimento dos salários está desacelerando de 3,8% até 2007, para 1,8% em maio de 2011.

Os dados dão respaldo ao prognóstico de Wallerstein: “Eu vejo guerras civis em muitos países do norte, especialmente nos EUA, onde a situação é muito pior do que na Europa Ocidental, embora lá também haja chance de guerra, porque há um limite até o qual as pessoas comuns aceitam a degradação de suas possibilidades.”

(OperaMundi)

Nota: Some-se à crise social e financeira as catástrofes “naturais” anunciadas (e já sentidas em várias partes do mundo, em anos e meses recentes) e poderemos ter uma noção do caos global que nos aguarda. São prenúncios de que este mundo agonizante se aproxima do fim e de que a solução para esses males não será humana.[MB]

Leia também: "Mistério Babilônia" (para saber que nos bastidores de todos os eventos aparentes há interesses maiores)

Radiação espacial deve aumentar nos próximos anos

Você que é viajante do ar, passageiro de companhias aéreas e astronauta, fique atento. Os níveis de radiação provavelmente vão aumentar nos próximos anos devido a mudanças na atividade solar. Raios cósmicos do espaço e partículas de alta energia do sol podem ser perigosos para os astronautas, podem expor tripulações e passageiros de linhas aéreas à radiação, bem como danificar aeronaves espaciais e satélites. Campos magnéticos protegem a Terra repelindo a entrada de raios cósmicos galácticos. Mas o período mais forte da atividade magnética solar, conhecido como máximo solar, parece estar chegando ao fim e os níveis de partículas solares podem começar a subir ao mesmo tempo. Raios cósmicos bombardeiam constantemente a Terra, mas a atividade solar depende do ciclo regular do sol. Atualmente, o sol está se aproximando do 11° ano do ciclo em curso, chamado ciclo solar 24. De acordo com a NASA, o pico ocorrerá em 2013.

Quando tempestades solares poderosas alcançam diretamente a Terra, elas podem representar uma séria ameaça para os astronautas em órbita, danos para naves espaciais, interferência nos sistemas de comunicações e outros impactos em geral. Suaves eventos espaciais climáticos – como uma tempestade geomagnética - também podem sobrecarregar a Terra.

Para ver o que os futuros níveis de radiação espacial podem causar, os pesquisadores analisaram um registro de 9.300 anos de raios cósmicos e atividades solares, na forma de gelo extraído da Groenlândia e da Antártida. Átomos podem ser transmutados de um elemento para outro através de raios cósmicos e partículas solares que batem neles – a partir das amostras de gelo, os cientistas podem detectar esses eventos. Os registros antigos são complementados com dados atuais de uma rede global de estações de monitoramento de nêutrons.

Com base nisso, os pesquisadores analisaram as possíveis futuras variações nos níveis de raios cósmicos galácticos, no campo magnético interplanetário próximo à Terra, no número de manchas solares e no tamanho das tempestades solares. Eles descobriram que o risco de clima espacial perigoso deverá aumentar consideravelmente durante o século que vem a partir do nível em décadas recentes. Mas calma, não precisa adiar suas viagens de avião.

No entanto, é bom estar ciente de que haverá mais exposição a partículas perigosas, particularmente nos voos transpolares. Para os realmente frequentes aviadores, que fazem várias viagens ao longo dos dias, pode ser bom tomar alguns cuidados como, por exemplo, os trabalhadores da indústria de radiação fazem, além de fazer exames mais aprofundados de saúde.

E para diminuir a exposição dos passageiros e tripulantes a doses mais elevadas de radiação durante os eventos solares, os voos podem ser desviados para latitutes e altitudes mais baixas, mesmo que com implicações em atrasos e custos.

Se o preço das passagens subirem demais nos próximos anos, não reclame muito. A culpa não é da companhia aérea, mas dos raios cósmicos galácticos.

(Hypescience)

Nota: Pesquisas indicam, também, que o aumento da radiação solar tem influência direta no aquecimento da Terra. Mas o que poderia estar levando o Sol a essa atividade intensa? Clique aqui e veja uma possibilidade.[MB]

Leia também: "Doutora denuncia farsa do aquecimento global"

Doutora denuncia farsa do aquecimento global

A pesquisa “A Ideologia do Aquecimento Global”, da doutora Daniela de Souza Onça, procura reunir provas e evidências científicas contrárias à hipótese do aquecimento global antropogênico e elucidar seu significado na atualidade. Ela argumenta que o clima está em permanente transformação, não podendo ser reduzido a um produto de variações das concentrações atmosféricas de dióxido de carbono e que a preocupação com mudanças climáticas não é uma novidade histórica, mas, apesar disso, nosso desconhecimento sobre o funcionamento do sistema climático é ainda desafiador. Daniela conclui que a hipótese do aquecimento global antropogênico não é consensual e exerce hoje a função de ideologia legitimadora do capitalismo tardio, perpetuando a exclusão social travestindo-se de compromisso com as gerações futuras.

Daniela defendeu sua tese neste ano, pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

Clique aqui para baixar a tese.

Leia também: “Estudo afunda mito do aquecimento global de origem humana” e “Não existe aquecimento global” (clique aqui para ler o artigo de Molion)

Para compreender as implicações proféticas deste assunto, clique no marcador ECOmenismo, abaixo.

quinta-feira, outubro 06, 2011

Energia misteriosa estaria expandindo o Universo

Os cientistas norte-americanos Saul Perlmutter, Adam Riess e Brian Schmidt receberam o Nobel de física de 2011 por pesquisas que mostraram como a expansão do Universo está acelerando. Os estudos se basearam na observação da luz de supernovas - explosões que marcam o fim da vida de estrelas com muita massa. O anúncio foi feito nesta terça-feira (4) no Instituto Karolinska em Estocolmo, na Suécia. O fato de que o Universo está se expandindo já era conhecido desde a década de 1920. O trio, no entanto, descobriu que essa expansão está acelerando - e não desacelerando, como era anteriormente esperado. “A partir de seus estudos, eles descobriram que a taxa de expansão do Universo está acelerando. Essa conclusão veio como uma enorme surpresa para os cientistas”, disseram os membros do comitê do Nobel.

Durante o anúncio, os apresentadores do prêmio mostraram que 95% da energia estimada no Universo não tem origem conhecida. “Consiste de objetos que nós não sabemos nada a respeito. Essa descoberta é um marco para os estudantes de cosmologia.”

Sobre a expansão, o comitê da premiação afirma que o Universo teria dobrado de tamanho nos últimos 5 bilhões de anos - mesma idade do nosso Sistema Solar. Para demonstrar a rapidez do “crescimento”, os premiados analisaram a luz de supernovas distantes e próximas.

Para o comitê, as pesquisas realizadas pelo trio também mostram como equações da teoria da relatividade geral, a principal teoria desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein em 1915, estão corretas. [...]

A história da expansão do Cosmos começou com o trabalho de cientistas como Edwin Hubble - que foi homenageado ao servir de nome para o telescópio. Eles conseguiram mostrar, por meio de observações, que o Universo estava aumentando de tamanho.

Para crescer, o Universo precisa ter energia [qual a fonte dessa energia?], que os astrônomos acreditavam vir somente de objetos como nós, as árvores, os planetas e as estrelas. Mas se isso fosse verdade, a gravidade desses materiais iria fazer o Universo ser “brecado”. Ainda iria crescer, mas não tão rápido.

Mas os três cientistas escolhidos para receber o Nobel de física de 2011 mostraram, por observações, que o crescimento do Universo não só existe como está sendo acelerado a cada momento.

(G1 Notícias)

Nota: A tal “energia escura” ainda não foi detectada, no entanto, os cientistas acreditam que até 75% do Universo podem ser formados por ela. Como chegaram a essa conclusão? Pelos efeitos indiretos dessa suposta energia misteriosa. Se o Universo está se expandindo de forma acelerada, algo ou alguma coisa deve estar anulado o efeito gravitacional que tenderia a causar o big crunch. Nos domínios da biologia, presença de informação complexa, máquinas moleculares e sistemas de complexidade irredutível não seriam também evidências indiretas da presença de um Designer inteligente? Ou os biólogos evolucionistas estariam tão “contaminados” pelo naturalismo filosófico que rejeitariam as evidências para salvar uma hipótese que nega o teísmo? Por que não seguem os passos dos físicos e admitem possibilidades calcadas em evidências, até que se possa provar o contrário?[MB]