quarta-feira, maio 22, 2013

A culinária do papa Francisco

Carta publicada na revista Veja desta semana: “Em meio a um mundo absurdamente consumista como o nosso, é confortante saber que alguém com tanta proeminência no âmbito político-religioso, tal como o papa Francisco, adota conduta parcimoniosa no seu quotidiano e demonstra também ser possuidor de atributos cada vez mais em falta atualmente, como a humildade e a preocupação com os mais carentes. Mas algo me intriga desde a divulgação de seu nome como Francisco, em clara alusão a São Francisco de Assis. Na grande maioria das vezes, o atributo mais destacado e apresentado como justificativa para a escolha desse nome refere-se somente ao cuidado com os mais pobres. São Francisco de Assis foi também conhecido por seu amor e proteção aos animais. A despeito de preferências ou possibilidades alimentares, parece pouco provável que, conhecendo como funcionam os bastidores da indústria de animais para consumo atualmente, São Francisco de Assis aderisse à culinária carnívora do sumo pontífice Francisco.”

(Rosangela Mota Peixoto)

Chicago faz campanha com garotos “grávidos”

Na tentativa de diminuir o número de casos de gravidez em adolescentes, a Prefeitura de Chicago acaba de implementar uma campanha publicitária focada na conscientização de garotos. Com o uso do Photoshop, a secretaria de Saúde da cidade criou imagens em que meninos aparecem com barriga de grávida. As fotos são acompanhadas pelo slogan da campanha: “Inesperado? A maioria das gravidezes em adolescente é. Evite gravidezes não planejadas e DSTs. Use camisinha. Ou espere.” Nas redes sociais, a ideia de Chicago tem sido muito elogiada e recebido o apoio do público em geral. Alguns poucos usuários do Facebook criticaram as imagens por lembrarem transexuais. Antes de Chicago, Milwaukee também já havia feito campanha publicitária semelhante.


Nota: Também considero positiva essa campanha por dois motivos: (1) lembra os rapazes da responsabilidade deles numa gravidez indesejada ou inesperada e (2), além de promover o uso da camisinha (que, em minha opinião, às vezes apenas estimula o sexo precoce), adiciona o “ou espere”. Esperar, na verdade, é o único meio de se ter sexo seguro, sem sequelas físicas (gravidez indesejada e DSTs) e/ou emocionais (traumas, arrependimentos, depressão e baixa autoestima). Esperar pelo quê? Pelo momento e o contexto certos e pela pessoa certa. Deveria haver mais campanhas que focalizassem a abstinência e o sexo no casamento como respostas para o aumento da promiscuidade e do número de pessoas contagiadas por DSTs. Mas duvido que no país do carnaval alguém vá sugerir uma campanha com o “ou espere”...[MB]

Fé nos universos paralelos

O jornal O Globo publicou recentemente matéria sobre a teoria dos multiversos e entrevistou o cosmólogo sul-africano George Ellis, que esteve no Brasil como um dos convidados do 17º Ciclo de Cursos Especiais (CCE) do Observatório Nacional. Segundo o jornal, as teorias sobre a existência de muitos universos são variadas e foram classificadas em quatro tipos básicos pelo também cosmólogo Max Tegmark: multiversos de níveis um, dois, três e quatro, cada um deles abarcando aspectos do nível anterior. Segundo Ellis, o multiverso nível 1 é praticamente um consenso entre os cientistas: “Ele prevê que no nosso próprio Universo há uma parte que podemos ver e outras partes além do que podemos ver”, conta. “Só porque há um limite até onde podemos ver, um horizonte para nosso Universo observável, isso não impede o Universo de continuar existindo além dessa fronteira. É como estar na Terra e ver o horizonte: a Terra não acaba no horizonte.”

Já os multiversos de nível 2 têm que ver com a tal “inflação caótica”. Diz Ellis: “Há centenas de versões da inflação e algumas delas implicam o surgimento dos multiversos, que respondem a essa questão de por que as leis da física do nosso Universo são favoráveis para a vida existir. A única explicação que temos é que, se há suficientes variações das leis da física no multiverso, eventualmente, em algum lugar, as constantes terão os valores certos”. [Continue lendo.]

terça-feira, maio 21, 2013

Igreja Adventista do Sétimo Dia: 150 anos


Por que Deus fundou a Igreja Adventista do Sétimo Dia? Hoje, 150 anos após a organização da Associação Geral [sede mundial da Igreja], é um momento oportuno para relembrar nossa história a fim de refletir sobre o valor e a importância da missão profética confiada por Deus a cada um de nós. Ao longo dos séculos de trevas e perseguição, mártires e heróis da fé conduziram a lâmpada da verdade recebida das mãos de Cristo. A luz da Palavra de Deus iluminou os acontecimentos preditos pelos lábios do próprio Salvador como sinais de Sua segunda vinda e do desfecho da história mundial. Eventos como o Terremoto de Lisboa, o escurecimento do Sol e da Lua, a Revolução Francesa e a chuva de estrelas cumpriram profecias que inauguraram o início tempo do fim, marcando o período em que Deus estenderia ao mundo a última oportunidade de preparo para o encontro com Cristo.

Nessa época profética, estudiosos da Bíblia de todo o mundo foram usados pelo Espírito de Deus para interpretar os acontecimentos finais preditos nos escritos de Daniel e Apocalipse. Dentre eles, destaca-se Guilherme Miller, fazendeiro da Nova Inglaterra, EUA, que começou a pregar sobre a mais longa profecia de tempo de toda a Bíblia, os dois mil e trezentos anos de Daniel 8:14, ao final dos quais o santuário seria purificado.

A compreensão desse texto pelos estudiosos indicava que no dia 22 de outubro de 1844 a Terra (o “santuário”) seria purificada pela volta de Jesus. Uma mensagem tão empolgante atraiu a expectativa de multidões de pessoas em comunidades, igrejas, tendas e em grandes reuniões campais. Adeptos de diversas religiões uniram-se para anunciar o cumprimento da mais aguardada profecia bíblica: o retorno do nosso Senhor Jesus Cristo.

O dia marcado com tanta precisão nas páginas sagradas chegou. Sobre rochas, colinas e bosques, milhares de adventistas esperavam receber Jesus em glória. No entanto, o amargor da passagem do tempo lhes trouxe grande desapontamento e decepção espirituais. O tão aguardado evento não se cumpriu conforme a expectativa. Tal fato os levou de volta às Escrituras, e Deus então lhes mostrou que ainda era necessário profetizar a “muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11).

Na manhã seguinte, Hiram Edson, um dos crentes no advento, viu Jesus, o Sumo Sacerdote, adentrar o lugar santíssimo do Santuário Celestial. Ele compreendeu que, enquanto Cristo concluía o plano da redenção no Céu, Seu povo concluiria a pregação do evangelho em todo o Mundo.

E assim, inflamados pela necessidade de restaurar a pureza do evangelho e confirmar a mensagem da profecia bíblica, Deus escolheu um porta-voz para o tempo do fim que receberia a luz do Espírito Santo para iluminar cada vez mais as Sagradas Escrituras, única regra de fé e prática do povo remanescente. Sendo assim, Ellen White recebeu de Deus milhares de sonhos e visões proféticas que promoveram o estudo profundo da Bíblia e o testemunho da Sua mensagem ao mundo. Ela orientou que a verdade presente deveria ser anunciada da forma mais ampla, valendo-se da publicação de revistas, livros e folhetos. Assim, nasceu um sólido ministério de produção e distribuição de literatura para instruir pessoas no conhecimento da Bíblia e na prática de seus princípios. Tal ministério contribuiu de forma poderosa para a formação e desenvolvimento de um povo que deveria representar o amor e a vontade de Deus a toda humanidade.

Esse progresso gerou a necessidade de se arquitetar um plano de organização denominacional a fim de capacitar e qualificar esse povo para o cumprimento da missão evangélica em todo o Mundo. Sendo assim, em 21 de maio de 1863, foi estabelecida a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Nessa data, a Igreja recém-organizada possuía apenas 3.500 membros espalhados em 125 congregações locais. Com essa base lançada, o movimento se expandiu para abraçar todo o globo com a mensagem do advento na esperança gloriosa de Jesus Cristo.

Agregaram-se aos ministérios já existentes diversas novas maneiras de servir àqueles que precisam ser avisados sobre o iminente retorno de Cristo à Terra. Clínicas e hospitais cuidam de restaurar o corpo como um templo. Escolas preparam estudantes para a vida eterna. Os dedicados colportores apresentam orientações preciosas àqueles que, de outra maneira, jamais as conheceriam. Os jovens e desbravadores organizam-se para salvar e servir, tendo o alvo de levar a mensagem do advento ao mundo em sua geração. Abnegados missionários se despedem de sua pátria e cruzam os mares para ir tanto ao gélido polo quanto ao tórrido e escaldante deserto, levando até mesmo às ilhas perdidas em meio ao vasto oceano a cura do corpo e o refrigério da alma.

Cada membro da grande família desse movimento profético é chamado a dar a mão ao Senhor Jesus e erguer o estandarte da fé que uma vez foi entregue aos santos apóstolos e profetas.

Hoje, 150 anos depois de organizada em uma Associação Geral, a Igreja Adventista do Sétimo Dia cumpre sua missão anunciando Jesus em 209 países. Somos uma família de quase 25 milhões de membros participando do privilégio de ser portadores da notícia mais poderosa de todos os tempos: a breve volta de Jesus Cristo a este mundo.

Um aniversário de 150 anos é uma oportunidade para reconhecer que está mais próximo do que nunca o dia de vermos Jesus voltar nas nuvens do céu. Estamos vivendo o tempo propício para buscar de Deus o reavivamento, a reforma da vida e o batismo diário do Espírito Santo. É nosso dever dar ao mundo, num alto clamor, o último convite de Cristo antes de Sua vinda.
           
Ao concluirmos, é oportuno novamente perguntar: Por que Deus fundou a Igreja Adventista do Sétimo Dia? “Em sentido especial, foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incidiu a maravilhosa luz da Palavra de Deus [...] a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 19).

Que Deus derrame sobre nós Seu Divino Espírito, a fim de que, por Seu intermédio, possamos dedicar todos os nossos dons e talentos, nossas forças e energias, no cumprimento dessa sagrada missão.

(Fernando Dias de Souza e Renato Stencel)

Os seios de Angelina e a prevenção radical

[Leia com moderação e tire suas conclusões. Adaptado de Natural News.] Embora não tenha câncer de mama, a atriz Angelina Jolie decidiu remover cirurgicamente seus dois seios e citou números de risco como a base para a sua decisão. Ela disse que, segundo os médicos, seu risco de desenvolver câncer de mama era de 87%. Com os seios removidos, ela diz que seu risco de desenvolver câncer de mama agora está reduzido a apenas cinco por cento. A mesma lógica bizarra poderia ser aplicada a homens que decidissem extrair os testículos para “prevenir” câncer de testículo? E se tiver chance de desenvolver câncer no cérebro? Isso seria insano e ninguém faz isso porque um dos princípios básicos da medicina é que você não submete pacientes aos riscos consideráveis ​​e aos custos de uma cirurgia com anestesia para remover órgãos que não têm nenhuma doença! 

A própria ideia de que se tem tantos por cento de chances de desenvolver câncer de mama é uma mentira. Na realidade, todas as pessoas têm microtumores no corpo. O câncer não é uma doença que você “pega”, como se fosse atingido por um raio, aleatoriamente. É algo que você deve “gerenciar” ou “impedir” a cada dia, a cada refeição, pela escolha de um estilo de vida que envolve boa nutrição, consumo de vegetais e prevenção contra químicos e alimentos cancerígenos. Assim, quando um médico diz que você tem tantos por cento de “chance” de desenvolver câncer, o que ele está sugerindo é que você não tem nenhum controle sobre a doença, e isso é mentira. 

Mesmo Jolie, com seu gene BRCA1, que está ligado ao câncer de mama, pode facilmente seguir um plano de dieta e estilo de vida que suprimam a expressão desse gene. E isso pode ser feito com alimentos simples que custam alguns dólares por dia. Esses mesmos alimentos também ajudam a prevenir doenças cardíacas, diabetes, mal de Alzheimer e outras doenças crônicas. A propósito, um produto químico natural encontrado em vegetais como brócolis e repolho oferece prevenção eficaz contra a expressão do gene BRCA1. Mas você quase não ouve oncologistas dizendo para as mulheres comer mais couve, porque isso não movimenta “a indústria do câncer”. 

É espantoso que os médicos não acreditem em sorte ou vodu, por exemplo, sobre qualquer assunto que não seja o câncer. Mas, quando se trata de câncer, eles querem que todas as mulheres assumam mentalidade de vítima, de que o câncer é puramente uma questão de “sorte” e que, portanto, elas não têm controle sobre a própria saúde.

É surpreendente que a “indústria do câncer” não acredite em causa e efeito. Preferem assustar as mulheres com as estatísticas de “risco” segundo as quais as pessoas não têm controle sobre o câncer. Capacitar as mulheres com um senso de controle sobre sua própria saúde é a última coisa que a “indústria do câncer” quer fazer, porque isso iria levá-los a perder clientes e dinheiro. É muito mais rentável assustar todas as mulheres e deixá-las num estado de pânico irracional a ponto de elas concordarem com as coisas mais loucas que se possa imaginar, como “decepar” seios saudáveis. Essas mulheres são, então, convencidas de que eles literalmente lhes salvaram a vida, ao concordar em ser mutiladas por cirurgiões. 

A verdade é que existem muitas outras maneiras de prevenir o câncer e suprimir a expressão dos genes BRCA1. Mas Jolie e a “indústria do câncer” dão a entender que só existem a quimioterapia, a radioterapia ou a cirurgia. Apenas três opções. Na verdade, Angelina Jolie teve maior risco de morrer na mesa de operações do que morrer de câncer de mama, se ela simplesmente seguisse um estilo de vida anticâncer.

Nota: Ao publicar este texto, não quero de forma alguma minimizar a importância dos métodos diagnósticos e dos tratamentos convencionais, quando se detecta um câncer que precisa ser tratado. E, graças a Deus e aos pesquisadores, houve muitos avanços nessas áreas. Mas a atitude radical da atriz Angelina Jolie pode ter ajudado a reforçar certo tipo de mentalidade preventiva oposta àquela que realmente previne: um estilo de vida saudável. A matéria de capa da revista Veja desta semana, por exemplo (“A escolha de Angelina”), ocupa dez páginas, mas não traz uma linha sequer sobre estilo de vida anticâncer, alimentação, abstinência de álcool e controle de estresse.[MB]

Leia também: "Da vida das marionetes"

segunda-feira, maio 20, 2013

Visão criacionista da Pré-História

Contar a história que antecedeu a História sempre foi uma tarefa mais fácil para cineastas e ilustradores do que para cientistas, historiadores e teólogos. A falta de informações sobre esse período, força qualquer pesquisador ou curioso pelo assunto a recorrer, em algum momento, à especulação. Na ficção, o tema já rendeu bons sucessos na indústria cultural, como o filme a Era do Gelo, já na quarta produção; o desenho Os Flintstones, lançado na infância dos nossos pais e que ganhou versão para o cinema em 1994; e a série de TV Família Dinossauro, exibida nos anos 90 em três emissoras brasileiras. Mas quando se trata de investigar as evidências que ajudariam a reconstituir essa época ainda obscura da trajetória humana, sobram perguntas sem respostas. Do lado evolucionista, há um consenso dogmático, mais baseado em um paradigma filosófico construído nos dois últimos séculos do que em peças que se encaixam no grande quebra-cabeça fóssil. 

Para esse grupo, o homem tem origem comum com os símios e evoluiu ao longo de centenas de milhares de anos – tempo em que aprendeu a andar sobre dois pés, a se abrigar em cavernas, manipular acidentalmente o fogo, registrar seus hábitos e crenças nas paredes das grutas, e finalmente desenvolver ferramentas de pedra, bronze e ferro. 

Do lado dos criacionistas, as pistas também não são muitas, pelo menos no campo da ciência. Mas, por considerarem a Bíblia um documento confiável e histórico – e não um mito, como os céticos – os cristãos levam vantagem na busca por resgatar esse tempo perdido. Como afirma o professor de Pré-História da Universidade Estadual da Paraíba, Matusalém Alves Oliveira, “o historiador não pode desprezar nenhuma fonte”. Ainda que ela seja religiosa e contrária às suas hipóteses. 

É do fundo dessa caverna quase inexplorada que esta matéria pretende achar alguns vestígios dos primeiros passos do homem na História, ou melhor, na Pré-História. Quem nos ajudará nesta viagem no tempo são cientistas e teólogos criacionistas. Optamos pela interpretação deles como uma alternativa à teoria evolucionista, já bem divulgada e que até aqui moldou nossa imaginação. [Continue lendo.]

Um cientista pode crer em Deus?

Filho de judeus devotos, o físico norte-americano Richard Feynman era ateu. Mas nem por isso defendia uma incompatibilidade entre ciência e religião, ou achava irracional que um cientista tivesse fé religiosa. Na semana que vem, uma palestra que Feynman deu no California Institute of Technology (Caltech) faz 57 anos. Em “The relation of science and religion”, o físico se pergunta como um cientista pode acreditar em Deus, e explica em que bases isso é possível. Para defender essa possibilidade, Feynman parte de uma história familiar: a do jovem que, criado em uma família religiosa, começa a estudar ciência e passa a duvidar. E por que isso acontece?, pergunta-se o físico. Ele descarta duas hipóteses iniciais para afirmar que “uma terceira resposta que poderíamos ter é que esse jovem realmente não entende a ciência corretamente. Não creio que a ciência possa desmentir a existência de Deus. Acho que isso é impossível. E, se é impossível, a crença na ciência e em Deus – um Deus comum, das religiões – não seria uma possibilidade consistente? Sim, é consistente. Apesar de eu ter dito que mais da metade dos cientistas não crê em Deus, muitos outros cientistas creem tanto na ciência quanto em Deus de uma forma perfeitamente consistente. Mas essa consistência, embora possível, não é fácil de alcançar, e eu gostaria de tentar discutir dois pontos: por que não é fácil, e se vale a pena tentar alcançá-la”. O que chama a atenção nesse trecho é que Feynman discorda da noção de que a ciência conduz inevitavelmente ao ateísmo. [E isso é fato. O que conduz ao ateísmo é o naturalismo filosófico travestido de ciência empírica, o qual exclui a priori o sobrenatural. Mas isso, como o nome já diz, é filosofia. – MB]

A chave que abre espaço para a crença em Deus, explicará Feynman, é a incerteza. Ela é fundamental para a ciência, e é o que impulsiona a pesquisa científica. “Para progredir no conhecimento precisamos permanecer humildes e admitir que não sabemos. Nada está certo ou comprovado para além de qualquer dúvida. Você pesquisa por curiosidade, porque é desconhecido, não porque você já sabe a resposta.” Feynman defende que tenhamos isso em mente não apenas na ciência, mas em diversos outros aspectos da vida.

Como isso se aplica à crença em Deus? Feynman retorna ao caso do jovem cientista e afirma que, quando se incorpora a mentalidade da incerteza, a pergunta muda de “Deus existe?” para “Quão certo é que exista um Deus?”. Falando dos cientistas que têm fé, Feynman afirma: “Se eles são coerentes com sua ciência, acho que eles dizem a si mesmos algo como ‘Estou quase certo de que existe um Deus. A dúvida é mínima’. Isso é bem diferente de dizer ‘Eu sei que Deus existe’. Eu não acredito que um cientista seja capaz de chegar a esse ponto – essa compreensão realmente religiosa, esse conhecimento real de que existe um Deus –, a essa certeza absoluta que as pessoas religiosas têm.” [Feynman está “arranhando” o conceito de fé. É quase isso.]

Vale a pena ler todo o resto da palestra. Nele, Feynman trata da alegada irracionalidade da crença em Deus, do caráter anticientífico do socialismo, e da relação entre a ciência e os aspectos metafísico, moral e inspiracional da religião, entre outros temas. Mas eu queria ficar aqui na distinção que o físico traça entre a “maneira como o cientista crê” e a “maneira como o não cientista crê”.

Os dicionários (inclusive dicionários de Teologia) registram a expressão “fé do carvoeiro” como sinônimo de fé cega, inquestionável, sem fundamentos. Difícil saber quanta gente de fé hoje crê dessa maneira (mas, isso é minha opinião pessoal, tal fé também tem valor, especialmente entre quem não tem a possibilidade de se aprofundar naquilo em que crê). Mas, entre aqueles que têm a chance de estudar pelo menos um pouco sobre sua religião, acho que a dúvida é um fator que sempre faz parte do jogo, independentemente de a pessoa ser cientista ou não [às vezes, de fato, é preciso duvidar para crer]. Não sei se, ao falar de “certeza absoluta que as pessoas religiosas têm”, Feynman se referia à tal “fé do carvoeiro” ou de algum outro tipo de certeza mais fundamentada, como por exemplo a certeza filosófica (que um cientificista abominaria, como bem sabemos). Mas não me parece que haja tanta diferença assim entre a maneira como o cientista crê em Deus e a maneira como as demais pessoas o fazem. Eu agradeceria se os leitores que são crentes e cientistas pudessem contar um pouco sobre sua experiência pessoal.

Muito tempo atrás, li um ótimo texto sobre como a dúvida é parte integrante da fé. Pena que não guardei a referência. Até tentei uma busca enquanto escrevia este post, mas não achei o artigo que eu tinha lido. Mas, em vez disso, apareceram algumas contribuições interessantes, como as de Philip YanceyRay PritchardDoug Gibson e William Lane Craig.

Seleção natural está tornando mulheres mais altas?

Em muitos lugares ao redor do mundo, casais estão vivendo mais e tendo menos filhos. A mudança na reprodução e longevidade humana pode estar afetando o modo como a seleção natural age sobre o tamanho do corpo feminino. Uma nova pesquisa mostra que, graças a esse novo estilo de vida das pessoas, as mulheres tendem a ser mais altas e magras. Isso porque mulheres com esse biotipo tendem a ter mais filhos. O fenômeno foi observado em comunidades rurais na Gâmbia, mas estudiosos acreditam que pode ser observado no resto do mundo. Pesquisadores da Universidade de Durhan (Inglaterra) analisaram dados de duas comunidades femininas na Gâmbia, coletados pelo Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido entre 1956 e 2010. Essas informações forneceram o peso, altura e índice de massa corporal (IMC) das habitantes das aldeias durante quatro gerações.

Durante esse período, a vida das mulheres mudou consideravelmente, com o declínio acentuado de taxas de mortalidade e natalidade. Pesquisadores acreditam que isso está relacionado com a melhoria da nutrição e cuidados médicos nas comunidades, que receberam uma nova clínica de saúde em 1974.

O peso e a altura das mulheres também mudou ao longo dos anos. A análise feita no estudo mostrou que a seleção natural para a reprodução inicialmente favorecia as mulheres baixas e mais gordas, mas com o tempo passou a beneficiar as mulheres mais altas e magras, que passaram a ter mais filhos que a média.

Os pesquisadores afirmam que não é totalmente claro por que a seleção natural mudou a média do tamanho do corpo das mulheres ao longo dos anos. Em parte, isso pode ter acontecido porque a seleção começou a atuar menos na mortalidade – anteriormente elevada na região – e mais na fertilidade ao longo do tempo. Mas outras mudanças ambientais podem ter desempenhado um papel importante também.

Como as taxas de mortalidade e natalidade estão se alterando por todo o planeta, a seleção pode ser observada em ação por outras regiões do mundo, de acordo com pesquisadores.


Nota: Esse é um bom exemplo de “microevolução” (ou diversificação de baixo nível) em ação. Quando certa característica já presente na espécie se torna vantajosa, acaba predominando, sendo selecionada. Mas note que não há qualquer tipo de adição de informação genética aqui (o que ocorre, muitas vezes, é a perda de informação). Há apenas a seleção de uma informação já presente no patrimônio genético. A configuração do corpo feminino pode mudar ao longo do tempo, mas, por causa disso, as mulheres nunca deixarão de ser o que são para se tornar, digamos, girafas.[MB]

domingo, maio 19, 2013

Limites biológicos contradizem a teoria da evolução

Segundo a Teoria Geral da Evolução, durante os imaginários milhões de anos que alegadamente ocorreram na Terra (posição religiosamente defendidos pelos crentes evolucionistas, mas refutada pela ciência), os peixes evoluíram para anfíbios, que por sua vez evoluíram para répteis, que evoluíram para mamíferos, de onde surgiram os seres humanos. Supostamente, as alterações que ocorreram não foram de alguma forma limitadas: os invertebrados evoluíram espinha dorsal, os peixes evoluíram pernas, os répteis evoluíram cabelo, e os símios evoluíram a moralidade. Uma vez que, alegadamente, a evolução não tem limites, desde que haja tempo, tudo é possível. Infelizmente, para os evolucionistas, tudo aquilo que conseguimos observar à nossa volta testemunha para o fato de as alterações genéticas terem limites. Existe um ponto para lá do qual os tentilhões estudados por Darwin já não se podem modificar (ler), e depois de cem anos de experiências, de imensas mutações causadas em laboratório, e milhões de espécimes geradas, os evolucionistas finalmente aprenderam que a mosca da fruta comum (Drosophila melanogaster) nunca se modifica para nada mais que uma mosca de fruta (ler). Embora milhares de anos de reprodução seletiva nos tenham dado uma enorme variedade de tipos de cães, eles nunca deixaram de ser cães.

Recentemente, a proeminente publicação evolucionista New Scientist se debruçou sobre o tema dos limites das variações genéticas dos vários animais e dos seres humanos. No artigo com o título de “Where dogs have led, humans follow” [“Para onde os cães foram, os seres humanos seguiram”], é dito:

“O que os galgos, os cavalos e as mulheres velocistas têm em comum? Todos eles podem ter atingido o ponto mais alto das suas capacidades” (2008, 200[2685]:16).

Segundo Mark Denny, da Stanford University, na Califórnia, “as marcas recordistas estabelecidas por atletas, galgos e cavalos desde 1920 [...] revelaram limites na velocidade que os animais e os humanos podem atingir” (p. 16).

Os galgos e os cavalos vencedores foram-se tornando cada vez mais rápidos até os anos 70, quando eles começaram a estabilizar. Denny é de opinião de que isso ocorre porque esses animais atingiram o ponto mais alto da velocidade possível dentro da sua espécie, algo que pode ser consequência do fato de a reprodução seletiva ter criado o tipo de corpo ótimo.

As mulheres velocistas começaram a estabilizar suas marcas recordistas nos anos 70, com poucos e cada vez mais reduzidos avanços desde então. [...] Usando esses recordes, Denny criou um modelo que prevê que os homens irão eventualmente atingir o ponto mais alto da sua velocidade quando atingirem a marca dos 9,48 segundos para os 100 metros – 0,21 segundos mais rápido que o atual recorde mundial mantido por Usain Bolt (p. 16).

Embora a New Scientist abertamente aceite a Teoria Geral da Evolução, a publicação já admitiu a existência de limites biológicos para as mudanças. Independentemente da quantidade de vezes que os geneticistas levam a cabo a reprodução seletiva de animais, ou da quantidade de hormônios que são introduzidos no corpo humano e no corpo de animais, contrariamente ao que os evolucionistas defendem, existem limites para as modificações e mutações genéticas. Quer se fale de velocidade, tamanho ou força, existem limites além dos quais os humanos e os animais já não são biologicamente capazes de atravessar.

É possível que os cães se tornem mais rápidos, maiores ou mais fortes, mas eles nunca atravessarão os limites biológicos impostos pelo Criador, evoluindo para se tornar um gato, morcego ou rato (ou qualquer outra forma de vida). Isso é muito importante de se ter em consideração, uma vez que, contrariamente ao que imaginam os crentes evolucionistas, os limites existem e isso tem confirmação científica.

Tal como a Bíblia testemunha há mais de 3.500 anos, Deus criou todos tipos de animais de modo a que eles se reproduzissem “segundo o seu tipo” (Gênesis 1:21, 24, 25). Os evolucionistas, ao defenderem alterações ilimitadas nas formas de vida, não só não se encontram do lado da ciência, como fomentam uma ideologia religiosa que contradiz a Palavra dAquele que formou o que evolucionistas dizem ser o resultado de um processo natural.


Referências:
Butt, Kyle (2006), “What do the finches prove?
Butt, Kyle (2008), “Mutant fruit flies bug evolution
“Where dogs have led, humans follow” (2008), New Scientist, 200[2685]:16, December 6-12.

Ausência do pai e depressão em meninas

Um amplo estudo feito pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, mostrou que meninas que tiveram os pais ausentes no início da infância, ou seja, até os cinco anos de idade, apresentam chances maiores de manifestar sintomas depressivos na adolescência do que aquelas que foram separadas do pai entre os cinco e dez anos de idade. O risco apresentado por elas também é maior do que o dos meninos, nas duas faixas etárias. O estudo, publicado nesta terça-feira no periódico Psychological Medicine, foi realizado com informações de 5.631 crianças, colhidas para um grande estudo longitudinal da universidade, denominado Children of the 90s (Crianças dos anos 90). Com isso, foi possível estabelecer a relação entre a ausência paternal nos cinco primeiros anos de vida das meninas e o risco de depressão, mesmo levando-se em consideração outros fatores, como status social, problemas financeiros, tamanho da família e educação da mãe. [Continue lendo.]

sexta-feira, maio 17, 2013

O GPS de Deus

Ganhei um GPS, assinalei a direção e fiz 150 quilômetros, orientado por uma voz de alguém que nunca vi. A voz me dizia onde eu estava, para onde deveria me virar e até me prevenia quanto a elevações e buracos no caminho. Os sinais me lembravam que eu estava sendo filmado e visto de lá de cima. Por ele eu sabia que passaria por câmeras. Com isso controlava a velocidade.  Ouço dizer que há um GPS que alerta contra o excesso de velocidade. Os humanos são muito criativos. Por um lado, me orientam e por outro me vigiam. Sabem onde estou. Para me esconder daquele artefato no céu eu teria que me esconder num túnel. Sou vigiado 24 horas por dia nas ruas, nas avenidas, nos shoppings, nos aeroportos. Vivemos num imenso BBB. Apenas não nos damos conta disso nem somos tão exibidos quanto aqueles que lá se expõem por meses. Mas o Big Brother do famoso romancista inglês já chegou e já nos comanda.

Pensei comigo: Se os técnicos que não vejo podem me ver e me seguir, levando-me a endereços que eu não acharia sozinho e se aceito que os homens podem, por que eu negaria que Deus me vê, me guia e me orienta? Se aceito orientação de um aparelhinho com uma voz de alguém que não conheço, por que não aceitaria a orientação do Livro Santo, dos profetas e de Deus?

Ouço dizer que há aparelhos falsos que não levam aonde prometem. Também em questão de fé há pregadores falsos que garantem levar, mas não levam. Entregam aos seus fiéis um GPS estragado. No dizer de Padre Antônio Vieira no seu Sermão da Sexagésima, não pregam a Palavra de Deus, mas palavras sobre Deus, e não poucas vezes, palavras altamente elogiosas sobre si mesmos.

Isso não quer dizer que todos os que se dispõem a nos conduzir são gente falsa e interesseira. Há os bons e desapegados. Assim como há GPS confiável, também há pregadores confiáveis. GPS às vezes falham e pregadores também. Mas se me deixei guiar por 150 quilômetros com a precisão incrível do satélite, não vejo por que não aceitar minha Igreja, que em muitos casos é imprecisa tanto quanto aquele GPS e em outros é certeira. É aquilo mesmo, sem tirar nem por!

Acho que Deus tem o Seu modo de conduzir e nos dá a todos um GPS espiritual. Se quisermos deixá-lo desligado ou ignorá-lo, podemos. É só silenciar a voz de Deus como se silencia a de um GPS. Muitos o fazem. Desligam-se de Deus. Pensam que desligaram Deus, mas, na verdade, desligaram-se de Deus.

Na verdade, há muito tempo que somos controlados pelo céu e pela terra. E se quiserem saber quem mais nos espia e controla? O mundo! Deus é bem mais respeitoso de nossa liberdade. Experimente não pagar o aluguel, o empréstimo, os impostos ou o armazém... Deus vê mais, controla menos, vinga-Se menos e dá muito mais chance do que o mundo costuma dar. É que Deus é amor e o mundo, em geral, é guiado por interesses. Deus Se interessa, mas o mundo em geral é interesseiro. Entre o GPS de um e de outro, o de Deus é bem melhor!

Deus quer Se revelar a você

Desde que o pecado entrou no mundo, nossa maneira de conhecer a Deus foi afetada. Em 1 Coríntios 13:12, Paulo diz: “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente, então, veremos face a face. Agora, conheço em parte, então, conhecerei como também sou conhecido.” Muito da maneira como enxergamos a Deus foi formado lá na infância. E não só a imagem dEle sofreu influência de nossas experiências de criança, mas também nosso caráter e a maneira como nos relacionamos uns com os outros. Todos veem Deus de uma forma diferente e, consequentemente, se relacionam com Ele de forma também diferente. Alguns até rejeitam a imagem de Deus que lhes foi apresentada e preferem dizer que Ele não existe. Pode ser que não estejam rejeitando a Deus verdadeiramente como Ele é, mas a ideia errada que lhes passaram ou que construíram.

No livro A Ciência do Bom Viver, Ellen White escreveu: “As lições aprendidas, os hábitos formados durante os anos da infância, têm mais que ver com o caráter e a direção da vida do que todas as instruções e educação dos anos posteriores” (p. 380). Tudo começa com o vínculo afetivo entre a mãe e o filho. Embora sem entender cognitivamente o que é certo e errado, o amor, o carinho, o aconchego e ter as necessidades básicas atendidas, tudo isso forma a base para uma consciência saudável. O amor pelos pais é a primeira motivação para aprender as regras sociais (certo e errado) e transferirmos a imagem dos pais para Deus. (Pessoas que não tiveram vínculo afetivo apresentam distúrbios comportamentais, como os psicopatas.)

Deus nada tem que ver com relativismo. Pode ser que a influência de suas experiências tenha moldado uma imagem errada de Deus, mas Ele quer revelar a você como Ele realmente é. Pode ser que no início você até se decepcione e suas expectativas sejam frustradas, mas Deus sempre acaba nos surpreendendo com Seu amor.

O mais interessante, porém, é que Deus procura a melhor maneira de chegar ao nosso coração para ser compreendido. Deus é paciente e misericordioso. Em cada etapa da história humana, podemos perceber que Ele utilizava a melhor maneira de Se apresentar, levando em conta a cultura das pessoas. Jesus contou muitas parábolas envolvendo o cotidiano dos ouvintes e fez comparações com o reino do Céu.

Deus faz isso individualmente, também. Ele conhece sua história e sabe o que pode tocar seu coração. Mas você precisa querer ouvir.

Não há nada que cause mais impacto do que ouvir a voz de Deus falando com você. Saber que o Deus do Universo Se importa com você! Podemos ouvir um testemunho maravilhoso, saber que Ele curou ou ressuscitou alguém, mas ter um pequeno sinal de que Ele nos vê será mais importante para mudar em nossa vida o que parecia impossível.

Sem a Bíblia, tudo fica confuso. Cada um pode falar que Deus é de um jeito ou de outro. Eu vivi assim: confusa e insegura. No meu lar não havia Bíblia. Meu pai era evolucionista e cria no espiritismo. Minha mãe foi criada por freiras em um orfanato católico e acabou depois se distanciando da religião. Mas, graças ao bom Deus, fui alcançada por Ele e pude ajustar minha compreensão a respeito do amor do Criador. Continuo aprendendo sobre isso dia após dia, ano após ano. E cada vez me apaixono mais por Ele.

(Débora Borges é pedagoga)

Frango com níveis alarmantes de arsênico

Você sabia que graças ao uso excessivo de antibióticos na pecuária você está ingerindo arsênico cancerígeno? Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Johns Hopkins Center por um futuro habitável, da Escola Bloomberg de Saúde Pública, descobriu que galinhas criadas com medicamentos à base de arsênico acabam tendo arsênico tóxico, inorgânico em sua carne. Infelizmente, isso significa que inúmeros consumidores estão ingerindo essa substância cancerígena. Para o estudo, que foi publicado na revista científica Environmental Health Perspectives, os pesquisadores estudaram amostras de carne convencional, a carne sem antibiótico convencional, e frango orgânico de dez áreas diferentes. Especificamente, 116 amostras cruas e 145 amostras cozidas foram testadas para o arsênico total, enquanto 78 amostras foram submetidas à especiação. O prazo para o estudo foi de dezembro de 2010 a junho de 2011, dando tempo suficiente para o teste. [Continue lendo.]

Quantas células do corpo nascem por dia?

É muito difícil precisar o número de células que nascem e morrem em nosso organismo a cada dia, mas calcula-se que o corpo de um adulto produza em média 300 milhões de células por minuto ou 332 trilhões por dia – uma renovação que ocorre, principalmente, em tecidos epiteliais e conjuntivos, responsáveis pelos revestimentos e pela sustentação do corpo. Essa taxa pode variar em algumas situações, por exemplo, quando o corpo precisa reparar uma lesão. O aparecimento de novas células não acontece uniformemente. O tecido epitelial de revestimento do estômago, por exemplo, é renovado a cada 4 a 7 dias. Já a epiderme da pele (camada mais superficial) é completamente renovada a cada 15 a 30 dias, dependendo da idade do indivíduo.

Células musculares cardíacas e neurônios não possuem reposição natural. Uma vez que tais células são perdidas, não ocorre o aparecimento de novas células [há controvérsias]. Os tecidos possuem processos de renovação e reparação menores à medida que envelhecemos, até que o número de células que morrem ultrapassa o número de células que nascem.


Nota: A maravilha da renovação celular é algo tremendo! De certa forma, em poucos anos, somos biologicamente “outra pessoa”. Não fosse nosso programa genético que coordena essa multiplicação celular, poderíamos nos tornar uma aberração ou nos transformar num ser com características diferentes das originais. Pena que (ainda) existe o processo de envelhecimento e morte (resultado do pecado).[MB]

Sexting: a pornografia que não tem cara de pornografia

Você já ouviu falar em sexting? Caso não conheça, você não está sozinho, pois mais de 76% dos brasileiros também nunca ouviram essa palavra. A maioria das pessoas que estão diretamente envolvidas com sexting não o conhecem direito. O termo é fruto da contração entre as palavras em inglês sex (sexo) e texting (enviar mensagens de texto). O fenômeno consiste em enviar mensagens com conteúdo sexual (principalmente fotografias ou vídeos com nudez) produzidos, geralmente, pela própria pessoa remetente ou com seu consentimento e enviado para outras pessoas através do celular.

Em Sexting: uma ameaça desconhecida, a eCGlobal Solutions e a eCMetrics apresentam dados atualizados sobre a prática de sexting, os principais comportamentos envolvidos e as opiniões dos latinos sobre causas, riscos e prevenção do fenômeno. A pesquisa foi realizada em parceria com o PantallasAmigas/TelasAmigas, iniciativa pela promoção do uso seguro das novas tecnologias, e o CLIPS – Instituto do Pensamento, responsável por projetos educativos para garantir os direitos das crianças e adolescentes. Os resultados foram divididos em dois relatórios: um abordando apenas o sexting no Brasil e o outro analisando as respostas dos entrevistados de outros treze países da América Latina.

A maioria dos latinos considera que o fenômeno é um problema grave e que pode estar relacionado com crimes na internet – como o ciberbullying, chantagem para evitar que conteúdos íntimos caiam na rede e pornografia infantil. Para os entrevistados, o exibicionismo e a prática de sexting como um jogo erótico (que seria parte dos relacionamentos) são os principais motivos para a sua realização. No Brasil, aparece nessa lista também o envolvimento com álcool e outras drogas, enquanto que nos outros países da América Latina a troca de fotos e vídeos próprios com nudez está intimamente ligada à pressão de grupo de amigos.

Entre a maioria dos praticantes de sexting, o fenômeno não é considerado como um problema relevante ou sequer é visto como um problema. A pesquisa ainda revela que os homens latinos estão mais envolvidos com o sexting do que as mulheres e, consequentemente, também acabam tendo mais complicações devido a esse comportamento. Considerando apenas o Brasil, a maior parte dos entrevistados afirmou não ter total confiança ao enviar conteúdos com nudez para outras pessoas. Já para os outros países da América Latina, esse resultado aparece de forma inversa e quem pratica sexting afirma ter total confiança nas pessoas com quem compartilha suas intimidades.

A pesquisa foi realizada nos meses de junho e julho de 2012 no Brasil e em outros países da América Latina (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela) com um total de 5.494 pessoas maiores de 18 anos. Os questionários online foram aplicados através da eCGlobalNet, plataforma para geração de insights de consumo da eCGlobal Solutions.

Confira abaixo os infográficos e relatórios da pesquisa para Brasil e outros países da América Latina.

quarta-feira, maio 15, 2013

“Há ETs na Terra trabalhando com os EUA”

“Há ETs vivos na Terra neste momento, e pelo menos dois deles provavelmente trabalham com o governo dos Estados Unidos.” A declaração do ex-ministro da Defesa do Canadá Paul Hellyer, 89 anos, foi feita durante uma audiência pública sobre a existência de vida extraterrestre realizada em Washington, D.C. Diversos ex-senadores e membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ouviram depoimentos de especialistas e testemunhas entre os dias 29 de abril e 3 de maio. Paul Hellyer é um conhecido defensor da existência de extraterrestres. Em 2005, ele declarou abertamente que acredita em UFOs (objetos voadores não identificados), o que gerou grande repercussão no Canadá. Como ministro da Defesa Nacional canadense, em 1963, Hellyer foi responsável pela controversa integração entre o Comando Marítimo das Forças (Marinha), o Comando das Forças Terrestres Canadenses (Exército) e a Força Aérea Real do Canadá (Aeronáutica) em uma única organização: as Forças Armadas Canadenses. 

Hellyer é o mais antigo membro do Conselho Privado da Rainha para o Canadá - que funciona como uma espécie de gabinete ministerial na monarquia constitucional do país. Ele afirma que passou a acreditar em óvnis quando teve uma experiência com sua mulher e amigos durante uma noite. Apesar de não ter levado muito em consideração quando viu o UFO, segundo seu relato, ele disse que manteve a cabeça aberta e passou a tratar o assunto - pelo qual se interessou há cerca de dez anos - com seriedade.

“UFOs são tão reais quanto os aviões que voam sobre as nossas cabeças”, afirmou o político canadense no segundo dia de audiência (confira aqui o vídeo, em inglês). Ele fez parte de um grupo de 40 pesquisadores internacionais e testemunhas - entre militares e cientistas - que testemunharam suas experiências extraterrestres diante de seis ex-membros do Congresso americano na audiência pública não governamental encerrada na semana passada.

O ex-ministro da Defesa canadense afirmou ainda que investigações apontaram a existência de “pelo menos quatro espécies (extraterrestres) que têm visitado a Terra há milhares de anos” - com o que ele concorda. Houve também declarações sobre como diversos presidentes dos Estados Unidos demonstraram grande interesse sobre óvnis e, em alguns casos, tentaram sem sucesso obter informações específicas sobre a veracidade de casos extraterrestres.

(Terra)

Nota: A "brincadeira do inimigo" vai aos poucos assumindo tom sério, com gente importante revelando "segredos"... Quando os "extraterrestres" (que já estão por aqui há alguns milênios) se manifestarem, o povo estará preparado e esperando por eles.[MB]

Se virgindade é bobagem, por que querer de volta?

Himenoplastia é a cirurgia de reconstituição do hímen, criada na França. O trabalho consiste em unir as partes do hímen rompido que permanecem na vagina. O preço fica entre quatro e cinco mil reais e o procedimento é considerado simples. A operação, que torna as mulheres “virgens” novamente, se tornou popular entre as imigrantes muçulmanas pela Europa, como forma de garantir a “mancha de sangue” no lençol, no dia seguinte ao casamento – que costuma ser mostrada à comunidade, como sinal de pureza da noiva. Mas não é apenas por motivos religiosos que as mulheres estão recorrendo a essa cirurgia. Segundo matéria publicada no Diário da Manhã (confira aqui), há aquelas que também desejam “apagar o passado” (como se isso pudesse ser feito com a simples reconstrução de uma membrana).

O que mais me chama a atenção nisso tudo é esse desejo de voltar a ser virgem. As novelas, os filmes, os seriados, etc., não nos dizem que virgindade é uma “bobagem”? A sociedade não nos diz que isso é coisa do passado? Se é assim, pra que gastar dinheiro tentando recuperar o que não deveria fazer falta? Uma coisa é o que se diz, outra é o que se sente.[MB]

Zoofilia é inconstitucional? Pior que ele tem razão

O trabalhador agrícola Carlos Romero, de 32 anos, que foi preso ao ser flagrado em uma “posição comprometedora” com a jumenta chamada “Doodle”, disse que a lei da Flórida que proíbe sexo com animais é inconstitucional. Segundo o jornal Ocala-Star Banner, o advogado de Romero destacou que a legislação humilha o indivíduo, tornando sua conduta sexual privada um crime. Romero havia sido preso em setembro ao ser flagrado em um celeiro com as calças arriadas ao lado da jumenta. Na época, ele foi detido acusado de crueldade contra os animais. Durante o interrogatório na prisão, ele afirmou que faz sexo com cavalos desde os 18 anos, e que prefere os equinos devido a sua “forma feminina, comportamento e força bruta”.


Nota: Numa época de tanto relativismo, em que o casamento tradicional está sendo deturpado, digam-me os relativistas: Por que Romero está errado? Eu, que acredito em e procuro seguir um código de conduta (Lei Moral) estabelecido por Deus, creio que zoofilia é pecado, assim como o ato sexual entre pessoas do mesmo gênero. A continuar assim, logo os legisladores terão que liberar o incesto e a zoofilia, sob pena de incorrer na contradição aberta.[MB]

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