domingo, setembro 22, 2013
sexta-feira, setembro 20, 2013
As jovens beijoqueiras, o “culto” e mais uma ideia
sexta-feira, setembro 20, 2013
comportamento, religião
![]() |
| Teriam elas se sentido em "casa"? |
Muito
já se falou sobre as lésbicas que protagonizaram um beijo escandaloso durante culto
em que o pregador foi o polêmico deputado e pastor Marco Feliciano. Até postei
aqui um texto do Luciano Ayan analisando as ações nem um pouco inocentes dos
chamados “gayzistas” (confira). Mas há ainda uma
faceta em tudo isso que eu gostaria de destacar neste post. Antes, porém, leia
alguns trechos da matéria publicada no site G1, da Globo, claramente favorável à atitude das moças: “Após acionar a
segurança, Feliciano afirmou que elas ‘não têm respeito ao pai, à mãe e à
mulher’. ‘A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas
que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não
adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe Joana, é a casa de Deus’, disse
Feliciano para o fiéis presentes. [...]
“De
acordo com a estudante Yunka Mihura, de 20 anos, também havia casais heterossexuais se beijando no local sem problema
algum. [...] O advogado das jovens, Daniel Galani, disse que vai abrir uma
ação para apurar os responsáveis pela agressão. ‘A gente vê que foi uma
situação que fugiu completamente ao controle. A gente sabe que existiam dois direitos em conflito: um é a
liberdade de expressão e o outro a liberdade do ato religioso. Os dois
direitos são constitucionais e estão previstos para que as pessoas possam
fazê-los’, disse.
“Marco
Feliciano disse que a atitude das jovens é um desrespeito ao culto religioso,
ministrado por ele. ‘Aquilo é desrespeito. Com isso eles me fortalecem e
se enfraquecem, porque qualquer pessoa de bem sabe que em um ambiente religioso não é lugar de fazer o
que aquelas pessoas fizeram. [...]”
Deixando
de lado a polêmica dos dois direitos constitucionais em conflito (qual deles
prevalecerá no futuro?), quero chamar atenção para um detalhe apenas: Aquilo
era culto ou show? Assisti ao vídeo
postado na internet e fiquei, como direi?, estarrecido com a “música”
apresentada antes da entrada de Feliciano no palco. Um cantor (não o conheço) vociferava ao microfone (se quiser ver o vídeo, clique aqui. Note como o portal Terra também se posiciona ao chamar de "meninas" as mulheres de 18 e 20 anos). Com a voz estridente, o cantor animava a plateia a
gritar, erguer as mãos e aplaudir. Exatamente como num culto pagão, as
emoções sobrepujavam a razão. Era um clima de balada, de rave, de sei-lá-o-que.
Tava mais para adoração ao bezerro de ouro do que para culto a Deus. Leia a
Bíblia de capa a capa e você não vai encontrar entre o povo de Deus (quando estava com Ele) esse tipo
de algazarra. Há, sim, menção de alegria, júbilo e música no louvor, mas não de gritaria e explosão descontrolada de emoções sem um pingo de reverência.
![]() |
| Uma das "meninas" é retirada do culto-show pela polícia |
Aquilo
podia não ser a casa da mãe Joana, mas que parecia um show de rock, parecia. As pessoas pulavam, erguiam os braços, gritavam e
dançavam. Naquele contexto, sinceramente, beijos nem pareciam algo tão
estranho... Fosse um culto ordeiro, racional e decente (como orienta o apóstolo
Paulo em Romanos 12:1 e em 1 Coríntios 14:40), a atitude das moças (e de
outros) ficaria em gritante contraste. Fosse outro o ambiente, talvez elas nem
tivessem coragem de fazer o que fizeram. Talvez até fossem “tocadas” pela
pregação da Palavra, pela música apropriada, com mensagem. Mas, com aquele barulho, a gritaria e a agitação toda, sem
a solenidade que deve caracterizar o culto, as duas se sentiram motivadas – não
a entregar a vida a Jesus. E deu no que deu.
Com
todo o respeito aos irmãos sinceros que tomam parte nesse tipo de culto, não
posso deixar de falar sobre essa incoerência que vem ganhando força nos últimos
anos no mundo gospel. As igrejas
estão imitando estilos profanos de música com o intuito de “ganhar” os jovens,
mas o que conseguem com isso? Perdem o respeito. São alvo de chacota e mantêm em seus rebanhos uma
juventude que está ali mais pelo show,
pelo entretenimento do que pelo comprometimento com a Palavra de Deus. Exatamente como os baladeiros, recebem doses de adrenalina e dopamina. Ficam viciados nesses cultos-show. E para por aí.
As
duas consequências de acontecimentos como esse protagonizado pelo pastor, pela polícia e pelas "meninas" lésbicas, são, de qualquer modo,
negativas: (1) os evangélicos são perseguidos, criticados e debochados pelo
motivo errado (não pela fidelidade a Deus) e (2) os gayzistas ganham força ao
demonizar e desumanizar o opositor e posar de vítimas dos “fundamentalistas”
fanáticos. Basta notar como a Globo e o Terra, por exemplo, já escolheram seu lado na
história.
E
que Deus nos livre dos dois lados!
Michelson Borges
Meu texto no OI: a saída pela tangente da Super
sexta-feira, setembro 20, 2013
mídia
Na
seção de cartas da revista Superinteressante deste
mês foi publicada a opinião do leitor Walmir: “Sou assinante e gostaria muito
de manifestar minha insatisfação com a posição desta revista em defender a
ideia (sem nenhuma prova) de que o homem tenha vindo do macaco. Na seção Ideia
Visual (agosto), o texto diz que ‘um chimpanzé macho, nosso parente mais
próximo, não olharia duas vezes para a mulher’. Acredito que uma revista tão
conceituada não deve manifestar sua posição pessoal sobre um fato não
comprovado.” E a revista respondeu: “Walmir, nós nunca dissemos que o homem
‘veio’ do macaco, mas que o chimpanzé é o seu parente mais próximo – somos
descendentes de um ancestral comum, como fica claro pela teoria da evolução,
que é um modelo científico sólido. Agora, se a sua religião não permite que
você acredite na teoria da evolução, não tem problema algum, temos pleno
respeito por todas as religiões. Achamos que a Bíblia é um documento histórico
belíssimo, mas, na hora de falar de ciência, ficamos mesmo com A Origem das Espécies.” [Continue lendo
e deixe seu comentário lá.]
quinta-feira, setembro 19, 2013
Ciência confirma: ateísmo é antinatural
![]() |
| Crianças veem o propósito das coisas |
O
Dr. Justin Barrett, um pesquisador sênior do Centre for Anthropology and Mind,
da Universidade de Oxford, alega que os jovens possuem uma predisposição para
acreditar num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi
criado com um propósito. Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não
foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também que, se as
crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, acabariam por acreditar em
Deus. Falando para a BBC Radio 4, Barrett afirmou: “A preponderância de
evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos mostrou que há
muito mais coisas embutidas no desenvolvimento natural das mentes infantis do
que pensávamos – incluindo uma predisposição para ver o mundo natural como algo
criado e com um propósito, e para ver algum tipo de Inteligência por trás desse
propósito. Se colocássemos um grupo de crianças numa ilha e elas crescessem
isoladas do resto do mundo, e sozinhas, acho que elas acabariam por acreditar
em Deus.”
Numa
palestra a ser dada no Instituto Faraday da Universidade de Cambridge, [...] o
Dr Barrett citará experiências psicológicas levadas a cabo com crianças que ele
afirma demonstrarem que elas instintivamente acreditam que quase tudo foi
criado com um propósito. Num dos estudos, foi perguntado a crianças com seis e sete
anos o porquê da existência do primeiro pássaro, ao que elas responderam: “Para
fazer música bonita”, e “Porque serve para tornar o mundo mais agradável”.
Outra
experiência levada a cabo com bebês de 12 meses sugeriu que eles ficaram
surpreendidos por ver um filme em que uma bola rolante aparentemente criou uma
pilha de blocos organizada a partir de uma pilha de blocos desorganizada.
O
Dr. Barrett afirmou que existem evidências de que aos quatro anos as crianças
entendem que, embora alguns objetos possam ser feitos pelos seres humanos, o
mundo natural é diferente. Ele acrescentou que isso significa que as crianças
são mais suscetíveis de acreditar no criacionismo do que na teoria da evolução,
apesar do que lhes possa ser dito pelos pais ou professores.
O
Dr. Barrett disse ainda que alguns antropólogos apuraram que em algumas
culturas as crianças acreditam em Deus mesmo quando o ensino religioso lhes foi
barrado.
O
desenvolvimento normal e natural das mentes infantis faz com que elas sejam
mais suscetíveis à criação divina e ao design
inteligente. Em contraste, a teoria da evolução é antinatural e relativamente
difícil de acreditar.
Nota do blog
Darwinismo: "Aparentemente, o cérebro humano está construído para ver propósito e
ordem no mundo natural – algo que rapidamente nos leva para outra dimensão de
existência, uma vez que essa ordem e esse propósito nunca poderiam ser autoimpostos.
Portanto, sempre que um militante ateu alega que ‘todos nós nascemos ateus’,
ele está a fazer uma declaração que contradiz as evidências. Obviamente que se
pode dizer que essas experiências foram feitas com crianças com seis ou sete
anos, ou com as de 12 meses (e não com recém-nascidos), mas é difícil aceitar
que essa inclinação natural do cérebro humano seja algo ensinado ou instalado
pela sociedade. Aliás, o próprio Dr. Barrett sugere que isso é algo inato e
imutável. O que o ateísmo e a teoria da evolução fazem no cérebro humano é
rejeitar a natural tendência humana de ver um propósito e uma causa nos efeitos
naturais, e acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa – um sistema
sem um Engenheiro –, algo que é, usando a palavra do texto acima, antinatural. Convém
ressalvar que só porque uma coisa é ‘difícil de acreditar’ isso não a torna
falsa. O que o texto acima mostra é que o argumento ‘todos nascemos ateus’ é
cientificamente falso."
Ateísmo “paz e amor” e o enfraquecimento da apologética
quinta-feira, setembro 19, 2013
ateísmo
![]() |
| Fim dos confrontos ou das discussões? |
Um
dos biólogos mais brilhantes e influentes da atualidade trocou a ciência pelas
discussões religiosas. A maior parte de seu tempo é dedicada a escrever e a
falar sobre Deus. Seria apenas mais um caso de fanatismo religioso, não fosse
um fato: Richard Dawkins não tem religião. Britânico de 72 anos, autor de Deus, um Delírio,
ele é um dos mais célebres militantes do ateísmo. Seu estilo aguerrido e suas
críticas impiedosas a diversas religiões, ocidentais e orientais, deram
visibilidade aos ateus nos últimos anos – e renderam um sem-número de críticas
a sua intolerância [e ele pode ter motivos psicológicos para isso]. Em agosto, uma frase sua sobre a pequena quantidade de
muçulmanos vencedores do Prêmio Nobel despertou indignação nos jornais e nas
redes sociais. Em resposta, o escritor Reza Aslan, muçulmano, afirmou que
Dawkins era “o pior tipo de fanático”. “Ele diz que nunca leu o Alcorão, mas
tem certeza de que o islã é a maior força do mal no mundo.”
A postura agressiva e muitas vezes preconceituosa de Dawkins e de seus asseclas, como o neurocientista americano Sam Harris ou o filósofo americano Daniel Dennett, começa aos poucos a ceder espaço a um ateísmo de postura mais tolerante. O filósofo britânico A. C. Grayling é um representante dessa transição. Grayling está longe de ser um fã da religião. “O mundo seria bem melhor se não acreditássemos em conto de fadas”, disse ele a Época. “A religião é simplesmente inconsistente com a modernidade.” Mas suas obras são bem menos cáusticas que as de Dawkins.
Em
março, Grayling lançou The God Argument
(O argumento divino, em tradução livre). O livro apresenta argumentos
filosóficos contra a existência de Deus. Trata-se basicamente de um manifesto
humanista. Mesmo acreditando que a religião é prejudicial à humanidade,
Grayling não gasta muita energia em debates com religiosos. Em 2011, ele
publicou The Good Book (O livro bom),
uma espécie de guia de vida para ateus. Em 608 páginas, apresenta citações e
conceitos de grandes pensadores, como Aristóteles, Confúcio, Cícero, Isaac
Newton e Charles Darwin, em capítulos e versículos. Não bastasse isso, Grayling
imita a estrutura bíblica. O primeiro capítulo, sobre a origem do Universo de acordo
com a ciência, é o Gênesis – então seguido de Lamentações e Provérbios, e assim
por diante. Em vez de apenas criticar as religiões, os livros de Grayling
tentam construir alternativas a elas.
Um passo além de Grayling estão os ateus que desejam dialogar com religiosos. Um defensor da ideia é o americano Chris Stedman. Autor de blogs de religião no jornal Washington Post, no site da emissora CNN e no site Huffington Post, ele lançou em novembro do ano passado o livro Faitheist (trocadilho com as palavras “ateu” e “fé”, em inglês). Organizador da comunidade de ateus e agnósticos da Universidade Harvard, Stedman afirma que a diversidade de opiniões deve ser celebrada. “As pessoas fazem coisas boas ou ruins com ou sem religião”, afirma. Para ele, os ateus devem se organizar em comunidades para debater em pé de igualdade o privilégio religioso em sociedades como a americana. Mas sem incitar qualquer tipo de rixa. “Uma verdadeira sociedade secular precisa de pluralismo”, afirma.
Para
Stedman, os ateus e religiosos devem se engajar em diálogos construtivos e
pacientes. “É preciso identificar valores em comum, porque a religião dificilmente
sairá do mapa. A cooperação é extremamente necessária num mundo em que as vozes
extremistas costumam afogar as outras”, diz. Stedman fala com conhecimento de
causa. Em suas próprias palavras, ele era um “católico fundamentalista” antes
de virar ateu.
O filósofo suíço Alain de Botton é ainda mais conciliador que Stedman. “Tenho um respeito profundo pela religião, apesar de não acreditar em seus aspectos sobrenaturais”, disse Botton a Época. “As grandes religiões são enormes máquinas capazes de transmitir ideias sobre a bondade, a morte, a família e a comunidade. Não há nada parecido com isso no mundo laico, e isso é uma pena.” Em seu livro Religião Para Ateus (editora Intrínseca), Botton se propõe a “roubar” das religiões ideias sobre como viver. Uma de suas sugestões mais polêmicas é a construção de um templo para ateus, no centro de Londres. Dawkins, é claro, detestou a ideia. “Ateus não precisam de templos para buscar o sentido da vida”, disse ele ao jornal britânico The Guardian. Botton, em resposta, afirmou que a ideia era uma reação a Dawkins. “Por causa de Richard Dawkins, o ateísmo tornou-se conhecido como uma força destrutiva”, diz. “Escrevo para pessoas que não acreditam em Deus, mas, mesmo assim, reconhecem o lado positivo da religião: os rituais, a arquitetura, a música e a conexão com o passado.”
Nem todos os ateus aderiram à postura mais tolerante defendida por Botton e Stedman. Um exemplo é a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea). Ela tem 10 mil membros e arrecada R$ 2 mil por mês [o “dízimo” ateu]. Apesar dos números modestos, ganhou destaque ao organizar a primeira campanha publicitária ateísta do país em Porto Alegre. Em julho, voltou às manchetes graças a um protesto contra os gastos públicos relacionados à chegada do papa Francisco ao Brasil [protesto que juntou uns poucos “gatos pingados”]. “É preciso ser enérgico. Quem não é engajado ignora os males causados pela religião, como a ascensão da bancada evangélica no Brasil”, diz Daniel Sottomaior, um dos fundadores da Atea. “Até porque criar ativismo para depois ficar sentado não faz muito sentido.” [É a guerra dos extremos: dos ateus fundamentalistas contra os evangélicos políticos pretensamente fundamentalistas.]
Nesse debate, uma das vozes mais sensatas é de Peter Steinberger, professor de ciência política do Reed College, em Portland, nos Estados Unidos. Steinberger lançou em julho o livro The Problem With God: Why atheists, true believers, and even agnostics must all be wrong (O problema com Deus: por que ateus, crentes e até agnósticos devem todos estar errados). O livro defende uma tese antiga, mas esquecida no meio do debate religioso iniciado por Dawkins: qualquer discussão relacionada à existência divina é uma perda de tempo. “As religiões são incoerentes, mas Dawkins também é incoerente por não ter uma prova definitiva da inexistência de Deus”, diz. “Os novos ateus acham que a ciência atual é suficiente para explicar o mundo, mas isso não é possível.”
Se
as discussões entre religiosos e ateus se esvaziarem por falta de provas, como
Steinberger sugere, os ateus moderados estarão um passo à frente dos
militantes: terão sido os primeiros a abandonar um confronto inútil e a buscar
maneiras de coexistir com os religiosos. “Ser ateu é como não colecionar
selos”, diz Grayling. “É possível ser um ‘não colecionador de selos’ militante?
Basta não colecionar selos.”
(Época)
Nota:
Parece que alguns ateus estão se cansando da cantilena ácida e sem sentido dos
ateus fundamentalistas capitaneados por Dawkins. Essa tendência pode ter um
efeito positivo e um negativo (pelo menos): o lado bom é a promoção de um
diálogo amistoso em busca de evidências (mas tudo pode ficar apenas no blábláblá
mesmo, já que o zeitgeist do momento
é o relativismo pós-moderno), e o lado ruim é que esse recuo da militância ateia
pode ajudar a afrouxar as defesas argumentativas dos cristãos, já bastante
fragilizadas pelo secularismo e pela teologia liberal. Sem ateus aguerridos
para enfrentar, a apologética cristã poderá se tornar uma voz suave ecoando em
ouvidos moucos. Poderemos chegar àquela situação clássica e pouco producente: “Você
é feliz com sua crença? Que bom. Sou feliz não crendo.” E papo encerrado. [MB]
quarta-feira, setembro 18, 2013
O que causa o cérebro liso?
quarta-feira, setembro 18, 2013
genética
Sim,
a foto [ao lado] é de um cérebro humano adulto. A diferença é que ele é
totalmente liso, sem os sulcos e as dobras tão característicos do órgão mais
complexo da nossa espécie. Podemos apenas imaginar como era a vida para essa
pessoa. Ele ou ela era um residente do que hoje é o North Texas State Hospital,
um centro de saúde mental americano, e lá morreu em 1970. Isso é tudo que
sabemos. Enquanto o frasco que contém seu cérebro está rotulado com um número
de referência, o microfilme contendo os registros médicos do paciente foi
perdido. Algumas pessoas, incluindo o fotógrafo Adam Voorhes, tentaram rastrear
mais informações sobre esse e outros cerca de 100 cérebros humanos detidos em
uma coleção na Universidade do Texas, Austin (EUA), sem sucesso.
O
rótulo no frasco desse cérebro bizarro indica que o paciente tinha agiria – uma
falta de giros e sulcos formados pelo córtex cerebral normalmente enrugado. Essa
condição rara, também conhecida como lissencefalia, muitas vezes leva à morte
antes dos 10 anos. Também pode causar espasmos musculares, convulsões e, uma
vez que reduz drasticamente a área da superfície dessa parte fundamental do
cérebro, uma série de dificuldades de aprendizagem.
Lisencefalia
significa literalmente “cérebro liso”, e é um distúrbio raro causado por
defeito de migração neuronal durante a 12ª e 24ª semanas de gestação,
resultando em uma falta de desenvolvimento de dobras cerebrais (giros) e
sulcos. As causas de lisencefalia podem incluir infecções virais do útero ou do
feto durante o primeiro trimestre, ou fornecimento insuficiente de sangue ao
cérebro fetal no início da gravidez. Há também uma série de causas genéticas,
como a mutação do gene reelin no
cromossomo 7, bem como outros genes no cromossomo X e no cromossomo 17.
David
Dexter, do Imperial College Londres (Reino Unido), diz que nunca viu nada
parecido com isso antes. “Nós já recebemos indivíduos com certos sulcos
faltando, mas nada como este cérebro”, comentou. Segundo Dexter, não é uma
surpresa que a pessoa tenha sobrevivido até a idade adulta, uma vez que o
cérebro é tão adaptável, embora ele acredite que tenha havido alguns efeitos
deletérios.
Nota:
Você já deve ter lido aqui no blog sobre outras doenças graves causadas por uma
única mutação. E esse tipo de coisa nos leva a pensar que são muitos os motivos
que poderiam levar a “fórmula da vida a desandar”. Bastam mínimas mutações em
nosso patrimônio genético para que a vida se torne inviável. Tudo tem quem
estar em seu lugar correto, desempenhando a função específica no tempo exato.
Então, a pergunta de sempre é: Como pode ter havido um processo evolutivo
gradual, se uma simples mutação num único gene pode levar o indivíduo à morte?
Nossa espécie (e outras tantas) estaria extinta muito tempo antes de que os
genes “se ajustassem” e adquirissem a capacidade de fazer o que precisam fazer.
[MB]
terça-feira, setembro 17, 2013
A hipocrisia dos evolucionistas
terça-feira, setembro 17, 2013
evolucionismo
Os
evolucionistas são um grupo ideológico incoerente, e essa incoerência não
é algo marginal e periférico, mas algo que é consequência da sua visão do
mundo. Comparemos a questão da liberdade acadêmica de dois países: num deles,
quando a sua hegemonia se encontra ameaçada, os evolucionistas apelam para a
liberdade acadêmica. Noutro país, eles negam essa mesma liberdade àqueles que
querem debater os méritos do evolucionismo. A Turquia, com os seus governos
razoavelmente seculares, mas com uma população largamente islâmica, tem dúvidas
em relação a Darwin. Segundo a Science Now,
os líderes desse país encontram-se relutantes em promover a teoria da evolução,
que eles consideram controversa, como a “cola de todas as
ciências biológicas”. Além disso, o governo bloqueia (ocasionalmente)
certos sites educacionais de teor evolucionista, e dificulta o acesso a
conferências evolucionistas alegando que “uma vez que a teoria da evolução
ainda seja tópico em debate, a forma como os organizadores representam a
comunidade/o país é bastante questionável”.
Isso
deixou alguns acadêmicos darwinistas furiosos, visto que eles esperavam que o
governo Turco financiasse uma recente conferência pró-evolução feita para os
estudantes. No seu protesto, eles apelaram à liberdade de expressão e à
liberdade de investigação (semelhante à liberdade acadêmica): “Isso abre um
precedente perigoso”, afirmou Akçay. “Hoje, pode ser uma escola de verão, mas
amanhã pode ser um jovem pesquisador em busca de uma docência (inglês: ‘tenure’).”
E isso se encontra dentro de uma preocupante e cada vez mais grave tendência
nos círculos acadêmicos e na sociedade em geral rumo a uma limitação da
liberdade de expressão e liberdade de investigação. Mas nos EUA os darwinistas
ficam encantados com o fato de a liberdade acadêmica ser negada a todos aqueles
que lançam críticas à teoria da evolução.
A
Nature, juntamente com a NCSE,
suspirou de alívio quando cinco estados americanos adotaram padrões científicos
que irão ensinar a ciência climática e a teoria da evolução de um modo
dogmático, proibindo as iniciativas que visavam a conferir liberdade acadêmica
a quem quer que levantasse críticas a essas teorias. As novas diretrizes
científicas, apoiadas pelos evolucionistas, dão início à doutrinação unilateral,
“muito antes da escola secundária”. Eles “recomendam o ensino da teoria da
evolução muito antes de os alunos começarem a receber aulas de biologia no
ensino secundário, fase em que muitos estados abordam conceitos como a seleção
natural e a adaptação”.
Nos
últimos dois meses, os oficiais educacionais de Rhode Island, Kentucky, Kansas,
Maryland e Vermont aprovaram esses padrões escolares pró-evolução após votação
vencida com grande margem. Pelo menos mais cinco estados – Califórnia, Florida, Maine,
Michigan e Washington – podem adotar os mesmos padrões durante os próximos
meses.
“Whew”, diz Minda Berbeco, directora da
National Center for Science Education de Oakland, Califórnia. “Por enquanto,
tudo corre bem.” A adoção rápida das diretrizes tem sido surpreendente, mas bem
vinda para muitos apoiadores. A teoria da evolução tem sido um tópico
controverso já há algumas décadas, esticando até 1925, ano do “julgamento do
macaco” em Tennessee, onde o estado processou o professor secundário John
Scopes por violar a lei que proibia o ensino da teoria da evolução. Na última
década, aqueles que se colocam contra a teoria da evolução tentaram instalar leis
em favor da “liberdade acadêmica” que permitiriam o ensino do criacionismo lado
a lado com a teoria da evolução.
A
referência ao criacionismo é uma “mentira careca”, uma vez que nenhuma das
propostas de lei em favor da liberdade acadêmica prescreve o ensino do
criacionismo. O que essas medidas tencionam é um ensino honesto da teoria da
evolução, incluindo os pontos fortes e os pontos fracos, ou a proibição da
penalização aos educadores que resolvem fazer isso mesmo [...]. De qualquer
modo, a teoria da evolução é a única teoria permitida no currículo. Nem mesmo o
Discovery Institute recomenda propostas de lei que requeiram o ensino do design inteligente.
Conclusão:
Os
evolucionistas são hipócritas, como se pode ler por essa notícia. De certo
modo, os evolucionistas são como os marxistas, que lutam pela “liberdade” até
eles obterem o poder total. Mas, quando eles o obtêm, negam a liberdade aos
outros. Mais engraçado ainda é que os evolucionistas nem são bons darwinistas,
uma vez que sua forma de censura se encontra em oposição direta aos conselhos
de Charles Darwin: só se pode obter um resultado justo após a declaração e a
ponderação dos fatos e argumentos dos dois lados de cada questão. Ou seja,
sempre que os evolucionistas usam a censura como forma de defender sua frágil
fé na teoria da evolução, eles estão agindo de um modo que nem Darwin
aprovaria.
Lançado game sobre heróis da Bíblia Sagrada
terça-feira, setembro 17, 2013
mídia
Acabou de ser lançada, em português
e inglês, a versão do game Heroes, the Game,
desenvolvido pela empresa Movinpixel, com supervisão e coordenação do pastor
adventista Samuel Neves, da congregação de Wimbledon, em Londres, na
Inglaterra. O aplicativo foi desenvolvido para o sistema IOS dos produtos da
Apple como iPhone e iPad. O usuário tem até 60 segundos para responder a cada
pergunta formulada sobre a vida de alguns heróis retratados na Bíblia, como
Abraão, Ester, Rute, Davi, Daniel, Pedro, João e Jesus. O anúncio do game foi feio durante o GAIN
Sul-Americano 2013 (Global Adventist Internet Networking), em junho deste ano,
em São Paulo, na sede da Rede Novo Tempo de Comunicação.
Conforme o pastor Samuel Neves, o game faz parte de uma estratégia
evangelística mais ampla. Na congregação que administra, na Inglaterra, foi
idealizada uma programação de mensagens durante sete sábados sobre heróis
bíblicos, unida a um esforço na direção do discipulado para os membros
adventistas convidarem amigos para irem à igreja. Os convidados especiais são
animados a fazer parte da Academia dos Heróis, uma classe bíblica diferente em
que a temática de heróis dá uma leveza à mensagem e atrai muitos, inclusive
jovens.
A primeira edição, realizada de 6
de abril a 18 de maio deste ano, levou à congregação 135 visitantes que
passaram a ser acompanhados por amigos adventistas na capital da Inglaterra. E
o plus disso tudo é justamente o game.
A versão em espanhol deve estar
pronta logo. “Nosso sonho é um só: que milhares de pessoas se conectem com a
Bíblia profundamente e conheçam o grande herói Jesus Cristo”, comenta o pastor
adventista.
Saiba mais sobre o projeto aqui.
Download para iPhone/iPad
disponível neste link.
segunda-feira, setembro 16, 2013
Galáxias antigas já tinham forma atual
segunda-feira, setembro 16, 2013
astronomia, cosmologia
Se
você ouvir um saudosista dizer que já não se fazem mais galáxias como
antigamente, saiba que é mentira. Um estudo acaba de mostrar que desde 11,5
bilhões de anos atrás o Universo já tinha galáxias nas mesmas formas que elas
têm hoje. Sabe-se que as galáxias se formaram relativamente cedo na história do
cosmos. A Via Láctea, por exemplo, tem cerca de 13 bilhões de anos, nascida
apenas 800 milhões de anos após o Big Bang. Contudo, os cientistas imaginavam
que as galáxias, quando bebês, deviam ser bem diferentes - menos evoluídas -
que as atuais. Era o que sugeriam modelos sobre a formação dessas estruturas. Novos
resultados, obtidos com o Telescópio Espacial Hubble, contestam essa ideia.
Eles mostram que cerca de 2,3 bilhões de anos depois do Big Bang as galáxias já
tinham mais ou menos a forma atual. “Isso significa que as galáxias amadurecem
de forma mais rápida do que se acreditava”, diz Gastão Lima Neto, astrônomo da
USP que não participou do estudo.
O
uso do telescópio espacial não poderia ser mais adequado. Foi o astrônomo
americano Edwin Hubble (1889-1953) quem fez o primeiro estudo consistente da
evolução das galáxias. O chamado diagrama de diapasão de Hubble cobre todos os
tipos galácticos vistos no cosmos, entre eles as espirais (como a nossa Via
Láctea).
Vasculhando
as profundezas do espaço, os astrônomos conseguem observar como as galáxias
eram. (Como elas estão muito longe, a luz delas demora a chegar à Terra, o que
explica por que o estudo dos objetos mais distantes equivale a enxergar o
passado cósmico.)
Estudos
anteriores já haviam sondado galáxias de até oito bilhões de anos atrás e viam
que o esquema de Hubble se sustentava. O novo trabalho, feito com dados de um
projeto chamado Candels somado a imagens colhidas em dois instrumentos do
telescópio espacial, empurra mais 2,5 bilhões de anos na direção do passado e
mostra que, naquela época, as galáxias já tinham o padrão das atuais.
No
total, os pesquisadores observaram 1.671 galáxias espalhadas pelo Universo. E a
ideia é não parar por aí. “Continuaremos a sondar épocas cada vez mais remotas
para tentar identificar em que momento as galáxias evoluídas começam a aparecer
pela primeira vez”, disse à Folha Mauro Giavalisco, pesquisador da
Universidade de Massachusetts, nos EUA, e um dos autores do trabalho, publicado
no periódico The Astrophysical Journal.
“Isso irá nos ajudar a entender qual é o processo físico responsável por fazer
as galáxias pararem de formar estrelas e envelhecerem.”
Nota:
Isso me lembra das pesquisas feitas nas áreas da paleontologia e da biologia,
as quais estão descobrindo que a complexidade já existia muito antes de os cientistas suporem que fosse possível, porque,
“contaminados” pela filosofia evolucionista, imaginam que tudo deva ter tido
uma origem rudimentar e ganhado complexidade posteriormente, ao longo de
bilhões de anos (nem preciso dizer que esse tipo de pensamento é
anticientífico, pois vai contra as leis da termodinâmica e da informática,
segundo as quais sistemas fechados tentem à desordem se deixados por si sós e a
origem da informação [ainda mais do tipo complexa e específica] depende de uma
fonte informante). Parece que esse padrão biológico de complexidade existente
desde sempre se repete em âmbito cósmico. Se o pensamento evolucionista for
aplicado ao cosmos, de fato as galáxias deviam ser rudimentares lá nos
primórdios do Universo, mas não é o que se tem constatado. Só que, em lugar de
concluir por uma criação relativamente rápida, com complexidade e ordem
originadas por uma Causa superior, os evolucionistas concluem que,
diferentemente do que supunham, a evolução (cósmica e biológica) deve ter ocorrido de modo rápido. É o
naturalismo filosófico entranhado na mente que não permite aos seus aderentes
enxergar as coisas como elas são. [MB]
Leia também: "Galáxias velhas num universo jovem"
Líderes religiosos devem promover o ECOmenismo
segunda-feira, setembro 16, 2013
ECOmenismo, profecia
Os
líderes religiosos espalhados pelo planeta podem ajudar muito na preservação da
natureza. Pesquisadores da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas (SLU), na
Suécia, defendem que líderes religiosos podem ter um papel determinante se influenciarem seus seguidores a cuidarem do
meio ambiente. Um novo estudo mostra que sempre que os líderes religiosos
desejavam alguma mudança ao longo da história, eles estavam em uma posição ideal para influenciar as pessoas
– e podem fazer o mesmo em relação à preservação do meio ambiente. Os
pesquisadores analisaram quais são as áreas com maior biodiversidade no mundo e
quais são as religiões mais seguidas em cada uma dessas regiões. “Nossa análise
indica que a maioria das áreas mais importantes se encontra em países dominados
pelo cristianismo, especialmente pelo catolicismo romano”, conta Grzegorz
Mikusinski, pesquisador da SLU que coordena o estudo.
Além
da religião católica romana, que influencia amplamente países
latino-americanos, outras religiões de grande influência em locais importantes
para a biodiversidade são o budismo (sudoeste asiático), hinduísmo (Índia) e
islamismo (Ásia menor, nordeste e centro da África).
Os
pesquisadores acreditam que membros de
grupos religiosos podem começar a se preocupar mais em conservar a natureza se
forem guiados por discursos morais de preservação dos recursos naturais para as
próximas gerações.
A
maioria das religiões sempre pregou atitudes moralmente boas, e durante séculos
mostram para as pessoas o que seria certo e errado de acordo com valores morais. Mikusinski acredita que
os líderes religiosos têm o potencial de fazer “milagres” nos locais de grande
biodiversidade a partir de seus discursos.
Os
resultados do estudo mostram que os católicos romanos são os que têm o maior
potencial de preservar a diversidade biológica onde vivem. A Igreja Católica acaba de eleger o papa Franscico, que tem um nome
associado ao “santo verde” do catolicismo, Francisco de Assis – o santo
padroeiro da ecologia. Os pesquisadores esperam que o papa e outros líderes
religiosos se envolvam ativamente no debate sobre a conservação da natureza.
Embora a ciência e a religião vivam em conflitos, a união entre as duas áreas
pode ser muito importante para o futuro do planeta.
Nota:
Texto bastante revelador esse aí. Quando o assunto é preservação da Terra, a
ciência naturalista e a religião podem e devem dar-se as mãos. Note que o apelo
dos pesquisadores é para que os líderes religiosos usem seu poder de influência
para convencer seus seguidores a se engajar na luta pela preservação do meio
ambiente, e para que façam isso mostrando que essa luta tem que ver com valores
morais. Então citam o papa Francisco como peça-chave nessa campanha, até porque
ele adotou o nome do “santo verde”. Não nos esqueçamos de que uma das propostas ECOmênicas da Igreja Católica consiste na observância do domingo como dia santo
e de descanso (para as pessoas, as famílias e a natureza). Portanto, o domingo
se reveste de um valor moral para as pessoas que o consideram sagrado. Aqui os
interesses convergem, pois mesmo quem não atribui caráter moral/sagrado ao
primeiro dia da semana aceita a proposta de que ele seja dedicado à família e
ao baixo consumo de carbono. E qualquer um que discordar disso (da observância
do domingo como dia “santo”), ainda que seja plenamente a favor da preservação
do meio ambiente, será visto como inimigo do bem. [MB]
Rato em garrafa de Coca-Cola deixa homem inválido
segunda-feira, setembro 16, 2013
saúde
Nota: O que mais falta para o povo concluir que esse tipo de bebida é um veneno? (E nem precisava de ratos e corante para sê-lo.)
sábado, setembro 14, 2013
Inseto tem mecanismo parecido com engrenagem
sábado, setembro 14, 2013
design inteligente
Engrenagens
são estruturas vastamente utilizadas pelo homem. Desde relógios até motores de
carros contam com as rodas denteadas para ajudar no seu funcionamento. No
entanto, estudos recentes realizados com um inseto indicam que talvez a
natureza [!] tenha sido a verdadeira responsável por criar o mecanismo. Um novo
estudo descobriu que os insetos da espécie Issus coleoptratus são as primeiras criaturas vivas a possuir
engrenagens funcionais. As estruturas foram encontradas nas patas traseiras do
inseto e servem para sincronizar seus movimentos na hora do pulo. “Pelo meu
conhecimento, essa é a primeira demonstração de engrenagens funcionais em um
animal”, declarou Malcolm Burrows, professor emérito de Neurobiologia na Universidade
de Cambridge, na Inglaterra.
Para
registrar o funcionamento das engrenagens no corpo do inseto, o pesquisador
conseguiu capturar imagens em um vídeo. Conforme o animal se prepara para
saltar, é possível ver os dentes da engrenagem se encaixando. Em
seguida, o animal impulsiona as patas em um movimento rápido e certeiro, como
podemos ver no vídeo.
Os
pesquisadores notaram que cada uma das pernas do inseto apresenta entre 10 e 12
dentes que estão associados ao trocanter – estrutura que corresponde ao espaço
entre a coxa e o fêmur. Esse mecanismo já havia sido descoberto e descrito em
1957, mas ninguém provou que as engrenagens seriam estruturas funcionais,
afirma Burrows.
As
pernas traseiras dos insetos podem ser organizadas de duas maneiras. Os
gafanhotos e as pulgas, por exemplo, têm pernas que se movem em planos
diferentes nas laterais de seus corpos. Já outros insetos saltadores – como é o
caso do Issus – têm pernas que se movem abaixo do corpo em um mesmo
plano.
No
segundo grupo de insetos, as patas precisam estar firmemente agrupadas. “Se
houver uma pequena diferença de tempo entre as pernas, então o corpo do inseto
começa a girar”, explica o pesquisador.
As
engrenagens sincronizam o movimento das pernas traseiras em até 30
microssegundos de diferença – que é uma velocidade muito superior a que o sistema
nervoso consegue alcançar, como já mostraram alguns estudos.
Burrows
também notou que às vezes as engrenagens passam nulas umas pela outras, mas
quando elas se encaixam, as pernas entram em sincronia. Ao fazer o experimento
com um Issus morto, o pesquisador notou que ao puxar uma das pernas
do inseto, a outra se estendia rapidamente.
Nota:
Quando foi encontrado apenas um pedaço de engrenagem no meio de carvão, ninguém
ousou supor que o objeto fosse resultado de “forças naturais”. A evidência a
favor do design inteligente foi tão
forte, que houve até quem supusesse que aquela peça pudesse ter caído de uma
nave alienígena (confira)! Se fosse encontrada, digamos, em Marte uma
engrenagem como a do Issus coleoptratus,
duvido que um astronauta fizesse menção da “natureza” ou do “acaso” como
originadores daquilo. Por que, então, o inseto seria fruto de “forças cegas” ou
de processos evolutivos não guiados? [MB]
O cérebro complexo “evoluiu” antes do imaginado
sábado, setembro 14, 2013
design inteligente
Uma
pesquisa da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, em conjunto com o
Museu de História Natural de Londres, na Inglaterra, analisou o fóssil de um
artrópode “pré-histórico” com estruturas do cérebro bem preservadas. Segundo
os cientistas, o estudo do fóssil descoberto indica que cérebros anatomicamente
complicados evoluíram antes do que o imaginado na história da vida na Terra. A
pesquisa foi publicada no site da revista Nature,
e repercutida no Brasil por sites como o G1, que publicou ainda: “Encontrado em pedras
depositadas na China há cerca de 520 milhões de anos [segundo a cronologia
evolucionista], o fóssil é um dos mais antigos já identificados a ter
estruturas neurais, dizem os cientistas. ‘Nós reconhecemos como sendo um
cérebro devido ao seu tamanho e posição, comparáveis ao cérebro de um
crustáceo, como um tipo de camarão pequeno’, disse o paleontólogo Gregory
Edgecombe, do Museu de História Natural de Londres, ao site da Nature.” [Continue lendo.]
sexta-feira, setembro 13, 2013
Papa: não é preciso acreditar em Deus para ir para o Céu
sexta-feira, setembro 13, 2013
religião
Em
comentários feitos para melhorar sua reputação de progressista, o papa Francisco
escreveu uma longa carta aberta para o fundador do jornal La Repubblica, Eugenio Scalfari, afirmando que os não crentes seriam
perdoados por Deus, se seguissem suas consciências. Respondendo a uma lista de
perguntas publicadas no jornal do deputado Scalfari, que não é católico romano,
Francisco escreveu: “Você me pergunta se o Deus dos cristãos perdoa aqueles que
não acreditam e que não buscam a fé. Gostaria de começar por dizer - e isso é o
fundamental - que a misericórdia de Deus não tem limites, se você for a Ele com
um coração sincero e contrito. O problema para aqueles que não acreditam em
Deus é obedecer a sua consciência. O pecado, mesmo para aqueles que não têm fé,
existe quando as pessoas desobedecem a sua consciência.”
Robert
Mickens, o correspondente do Vaticano para o jornal católico The Tablet, disse que os comentários do
pontífice foram mais uma prova de suas tentativas de sacudir o mofo da imagem
da Igreja Católica, reforçada por seu antecessor extremamente conservador Bento
XVI. “Francisco ainda é um conservador”, disse Mickens. “Mas tudo isso é a
tentativa dele de ter um diálogo mais significativo com o mundo.”
Em
resposta à carta de boas-vindas, o Sr. Scalfari disse que os comentários do papa
foram “mais uma prova de sua capacidade e vontade de superar os obstáculos no
diálogo com todos”.
Em
julho, Francisco sinalizou uma atitude mais progressista sobre a sexualidade,
perguntando: “Se alguém é gay e está olhando para o Senhor, quem sou eu para
julgá-lo.”
Nota: Que o papa queira recuperar a imagem da Igreja Católica e estreitar os laços com o mundo, está no direito dele. O que ele não pode fazer (nem mesmo ele) é passar por cima das Escrituras e dizer o que elas não dizem. Basta um texto do Novo Testamento para deixar as coisas claras: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu único Filho, para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). Evidentemente que Deus vai julgar cada pessoa pela luz que ela possuía (Romanos 2:12, 13) e que a graça e a justiça de Deus nos são incompreensíveis. Só Ele vê o que está no coração. Certamente teremos surpresas no Céu (e uma delas é estarmos lá!). Mas não podemos ignorar o falto de que Deus Se revela de muitas maneiras (Romanos 1:19, 20; Hebreus 1:1, 2) a fim de que os que O rejeitam não usem a alegada falta de evidências como desculpa. Sugerir que a consciência nos sirva de guia e de critério para a salvação também não ajuda muito, uma vez que a consciência por si só não é um guia seguro. O funcionamento dela depende de uma série de fatores, entre os quais nossa formação. E se minha consciência estiver de tal forma cauterizada pelo pecado que a prática da maldade se torne corriqueira para mim? Ela ainda será um guia seguro? Não podemos nos esquecer de que a "matriz" da natureza humana foi manchada pelo pecado. Somente Deus pode implantar em nós o desejo de fazer o que é certo pelos motivos certos. Somente Ele pode santificar nossa consciência para que, aí sim, ela nos sirva de guia, orientada pela Palavra dEle. Não podemos "passar a mão" na cabeça dos ateus e dizer que está tudo bem. Precisamos, sim, dizer que Deus os ama de qualquer forma, mas que quer levá-los à maior descoberta da vida deles: a descoberta de que Ele existe e quer conceder-lhes a vida eterna. Outro pensamento que me ocorreu ao ler a notícia acima foi este: durante anos a Inquisição puniu cristãos que não concordavam com os dogmas católicos. Eram pessoas sinceras que criam no mesmo Deus do papa, mas acabaram na prisão ou na fogueira por crer de forma diferente. Agora o papa releva a atitude daqueles que não creem. Realmente são outros tempos... [MB]
“Capital com Esperança” terá gota de “sangue” gigante
sexta-feira, setembro 13, 2013
adventismo
Amanhã, às 16h, será realizada a
primeira manifestação dos voluntários do projeto “Capital com Esperança”. Cerca
de dois mil doadores de sangue escolheram o Estádio Nacional Mané Garrincha, em
Brasília, para se reunir e formar uma gota de “sangue” gigante. Os voluntários
estarão vestidos de vermelho para dar a ideia de que a ação tem que ver com
muito mais do que o sangue, e sim com a vida que ele produz. A ideia é chamar a
atenção para que cada cidadão e torcedor se torne um doador de sangue. A gota
de “sangue” é uma das ações de cidadania que o “Capital com Esperança” vai
realizar de 14 a 22 de setembro, na capital federal. Cerca de 20 mil
voluntários estarão envolvidos nas mobilizações.
No domingo, dia 15, o projeto “Capital
com Esperança” vai mobilizar seus voluntários a favor da limpeza urbana. Na segunda-feira,
em vários pontos da cidade, ações por uma vida sem drogas, e terça-feira haverá
combate à violência e promoção da paz.
Quarta-feira, 18, será o dia do
incentivo à leitura e à valorização da família. Mais de 100 mil livros serão
entregues gratuitamente à população e 40 mil rosas serão distribuídas, além de
milhares de abraços. Esse ato será realizado na rodoviária do Plano Piloto e
arredores. Na quinta-feira e na sexta-feira, estão agendadas arrecadação e
entrega de alimentos para famílias carentes. No sábado, um ato pela paz e o momento
de oração pela capital do Brasil vão reunir 20 mil pessoas na Esplanada dos
Ministérios. No domingo, dia 22, os voluntários vão se concentrar no Parque da
Cidade para promover a saúde.
O projeto “Capital com Esperança”
tem apoio de vários órgãos oficiais do Distrito Federal e é uma iniciativa dos
jovens adventistas do sétimo dia.
Participe amanhã à tarde do tuitaço
com a tag #capitalesperanca, com o objetivo de divulgar o projeto.
quinta-feira, setembro 12, 2013
Paradoxo: cristãos que não seguem a Bíblia
A
Sociedade Bíblica Americana e o Instituto de Pesquisas Barna divulgaram no
início deste mês como a maioria das pessoas vê a Bíblia. Embora os dados sejam
referentes somente aos americanos, o estudo serve como um alerta global para as
nações de maioria cristã. Entre os entrevistados, 66% concordaram que “a Bíblia
ensina tudo o que uma pessoa precisa saber para viver uma vida significativa”,
mesmo assim, 57% dizem que a leem menos de cinco vezes por ano. E o mais
revelador: 58% dos cristãos dizem que não querem seguir todos os “conselhos” da
Bíblia. “Há uma diferença entre acreditar em algo que é benéfico e abrir seu
coração, mente e vida para deixar que isso entre”, explica Geof Morin, diretor
de comunicação da Sociedade Bíblica Americana. Ele acredita que algumas
pessoas “veem a Bíblia como um medicamento”, ou seja, apelam para ela somente
quando estão com problemas. Contudo, Morin ressalta que existem motivos para
comemorar. Sessenta e um por cento dos adultos gostaria de ler mais a
Bíblia. Sua organização está tentando descobrir como facilitar isso.
A
Sociedade Bíblica Americana explica que seu maior objetivo é “levar a Palavra
de Deus para onde a Bíblia mais carece ser conhecida”, por isso imprime e
distribui exemplares em diversas línguas e manda para outros países. Ao mesmo
tempo, pretende “convidar milhões de pessoas que estão dentro das igrejas a
renovar seu compromisso com a Palavra de Deus”. Junto com o envio de
Bíblias no exterior e usando as escrituras para trazer alívio, este objetivo de
transformar a cultura constitui declaração da missão da organização.
Ele
explica ainda que a grande aposta é como facilitar o acesso digital às
Escrituras, seja na tela do computador, do smartphone ou do tablet. Outro
levantamento recente mostra que 40% dos americanos leem mais as versões
digitais da Bíblia que as impressas. Por isso, a Sociedade Bíblica está se
dedicando a criar aplicativos e usar as redes sociais como uma forma de manter
o texto sagrado relevante para a nova geração.
Embora
88% dos lares possuam mais de um exemplar da Bíblia, em apenas 13% ela é lida
diariamente. Somente 43% das pessoas dizem que ler a Bíblia as faz sentir “mais
perto de Deus”; 34% dizem que isso as faz “sentir em paz”. O livro de Salmos
(16%) é apontado como a leitura predileta.
Mesmo
assim, uma comparação com levantamentos similares feitos nos dois últimos anos,
mostra que existem motivos para preocupação. Um quinto (21%) da população
acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus e a leem pelo menos quatro vezes por
semana. Um número crescente (10% em 2011, 17% este ano) acredita que a Bíblia é
“apenas mais um livro de ensinamentos escritos por homens”. Por outro
lado, há aqueles que dizem que a Bíblia tem alguma verdade, mas raramente a
leem (26% em 2012, 23% este ano).
Sessenta
por cento dos entrevistados dizem estar familiarizados com os relatos bíblicos,
enquanto 6% dizem não saber “quase nada” sobre seus ensinamentos. Entre os
evangélicos, 12% dizem sentir-se “confusos” quando a leem, enquanto 23% dos
católicos dizem não entender o que leem.
Em
uma época em que o casamento homossexual e o aborto tornaram-se questões
amplamente identificadas com a política, apenas 17% dos cristãos adultos dizem
“estar interessados nos ensinamentos da Bíblia sobre esses assuntos”. Apenas
31% dizem que isso influencia suas escolhas na hora de votar.
Curiosamente,
77% das pessoas dizem que a moralidade no país está decaindo. Trinta por cento
dos entrevistados dizem que a mídia (TVs, jornais, filmes, livros) é a maior
responsável por isso. Mais da metade (56%) acreditam que a Bíblia tem pouca
influência na sociedade atual, e apenas 13% acreditam que essa influência é
“demasiada”. O porta-voz da Sociedade Bíblica afirma: “O que talvez muitas
pessoas deixam de reconhecer é que a maneira mais fácil de a Bíblia influenciar
a sociedade é primeiramente deixar que suas palavras influenciem nossas
próprias decisões.”
“Se
mais pessoas lerem a Bíblia de forma consistente e usá-la como um roteiro para
suas vidas, acho que o mundo seria um pouco mais brilhante”, disse o porta-voz.
![]() |
| Evangélica que posou nua |
Nota:
É justamente esse desconhecimento da Palavra de Deus que tem possibilitado a
existência de situações no mínimo contraditórias, como a recente notícia de que
uma evangélica (a primeira) participou de uma seção de fotos nua e estampou a
capa de uma famosa revista masculina (confira).
Ou mesmo a defesa do “casamento” gay e do uso do
rock, samba e pagode no louvor. Para muitas
pessoas, não importam mais a vontade de Deus nem as orientações reveladas em
Sua Palavra. Importam, sim, a vontade, as preferências, os gostos, as emoções.
Pura pós-modernidade cristã que dilui o cristianismo e rouba-lhe o poder
transformador. O sal perde o sabor e a religião vira
modismo. Não serve para mais nada, talvez apenas para entreter e tentar aplacar
a consciência cada vez mais secularizada. [MB]












































