domingo, setembro 22, 2013

Podemos confiar em horóscopo?

sexta-feira, setembro 20, 2013

As jovens beijoqueiras, o “culto” e mais uma ideia

Teriam elas se sentido em "casa"?
Muito já se falou sobre as lésbicas que protagonizaram um beijo escandaloso durante culto em que o pregador foi o polêmico deputado e pastor Marco Feliciano. Até postei aqui um texto do Luciano Ayan analisando as ações nem um pouco inocentes dos chamados “gayzistas” (confira). Mas há ainda uma faceta em tudo isso que eu gostaria de destacar neste post. Antes, porém, leia alguns trechos da matéria publicada no site G1, da Globo, claramente favorável à atitude das moças: “Após acionar a segurança, Feliciano afirmou que elas ‘não têm respeito ao pai, à mãe e à mulher’. ‘A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe Joana, é a casa de Deus’, disse Feliciano para o fiéis presentes. [...]

“De acordo com a estudante Yunka Mihura, de 20 anos, também havia casais heterossexuais se beijando no local sem problema algum. [...] O advogado das jovens, Daniel Galani, disse que vai abrir uma ação para apurar os responsáveis pela agressão. ‘A gente vê que foi uma situação que fugiu completamente ao controle. A gente sabe que existiam dois direitos em conflito: um é a liberdade de expressão e o outro a liberdade do ato religioso. Os dois direitos são constitucionais e estão previstos para que as pessoas possam fazê-los’, disse.

“Marco Feliciano disse que a atitude das jovens é um desrespeito ao culto religioso, ministrado por ele. ‘Aquilo é desrespeito. Com isso eles me fortalecem e se enfraquecem, porque qualquer pessoa de bem sabe que em um ambiente religioso não é lugar de fazer o que aquelas pessoas fizeram. [...]”

Deixando de lado a polêmica dos dois direitos constitucionais em conflito (qual deles prevalecerá no futuro?), quero chamar atenção para um detalhe apenas: Aquilo era culto ou show? Assisti ao vídeo postado na internet e fiquei, como direi?, estarrecido com a “música” apresentada antes da entrada de Feliciano no palco. Um cantor (não o conheço) vociferava ao microfone (se quiser ver o vídeo, clique aqui. Note como o portal Terra também se posiciona ao chamar de "meninas" as mulheres de 18 e 20 anos). Com a voz estridente, o cantor animava a plateia a gritar, erguer as mãos e aplaudir. Exatamente como num culto pagão, as emoções sobrepujavam a razão. Era um clima de balada, de rave, de sei-lá-o-que. Tava mais para adoração ao bezerro de ouro do que para culto a Deus. Leia a Bíblia de capa a capa e você não vai encontrar entre o povo de Deus (quando estava com Ele) esse tipo de algazarra. Há, sim, menção de alegria, júbilo e música no louvor, mas não de gritaria e explosão descontrolada de emoções sem um pingo de reverência.

Uma das "meninas" é retirada do culto-show pela polícia

Aquilo podia não ser a casa da mãe Joana, mas que parecia um show de rock, parecia. As pessoas pulavam, erguiam os braços, gritavam e dançavam. Naquele contexto, sinceramente, beijos nem pareciam algo tão estranho... Fosse um culto ordeiro, racional e decente (como orienta o apóstolo Paulo em Romanos 12:1 e em 1 Coríntios 14:40), a atitude das moças (e de outros) ficaria em gritante contraste. Fosse outro o ambiente, talvez elas nem tivessem coragem de fazer o que fizeram. Talvez até fossem “tocadas” pela pregação da Palavra, pela música apropriada, com mensagem. Mas, com aquele barulho, a gritaria e a agitação toda, sem a solenidade que deve caracterizar o culto, as duas se sentiram motivadas – não a entregar a vida a Jesus. E deu no que deu.

Com todo o respeito aos irmãos sinceros que tomam parte nesse tipo de culto, não posso deixar de falar sobre essa incoerência que vem ganhando força nos últimos anos no mundo gospel. As igrejas estão imitando estilos profanos de música com o intuito de “ganhar” os jovens, mas o que conseguem com isso? Perdem o respeito. São alvo de chacota e mantêm em seus rebanhos uma juventude que está ali mais pelo show, pelo entretenimento do que pelo comprometimento com a Palavra de Deus. Exatamente como os baladeiros, recebem doses de adrenalina e dopamina. Ficam viciados nesses cultos-show. E para por aí.

As duas consequências de acontecimentos como esse protagonizado pelo pastor, pela polícia e pelas "meninas" lésbicas, são, de qualquer modo, negativas: (1) os evangélicos são perseguidos, criticados e debochados pelo motivo errado (não pela fidelidade a Deus) e (2) os gayzistas ganham força ao demonizar e desumanizar o opositor e posar de vítimas dos “fundamentalistas” fanáticos. Basta notar como a Globo e o Terra, por exemplo, já escolheram seu lado na história.

E que Deus nos livre dos dois lados!

Michelson Borges

Meu texto no OI: a saída pela tangente da Super

Na seção de cartas da revista Superinteressante deste mês foi publicada a opinião do leitor Walmir: “Sou assinante e gostaria muito de manifestar minha insatisfação com a posição desta revista em defender a ideia (sem nenhuma prova) de que o homem tenha vindo do macaco. Na seção Ideia Visual (agosto), o texto diz que ‘um chimpanzé macho, nosso parente mais próximo, não olharia duas vezes para a mulher’. Acredito que uma revista tão conceituada não deve manifestar sua posição pessoal sobre um fato não comprovado.” E a revista respondeu: “Walmir, nós nunca dissemos que o homem ‘veio’ do macaco, mas que o chimpanzé é o seu parente mais próximo – somos descendentes de um ancestral comum, como fica claro pela teoria da evolução, que é um modelo científico sólido. Agora, se a sua religião não permite que você acredite na teoria da evolução, não tem problema algum, temos pleno respeito por todas as religiões. Achamos que a Bíblia é um documento histórico belíssimo, mas, na hora de falar de ciência, ficamos mesmo com A Origem das Espécies.” [Continue lendo e deixe seu comentário lá.]

quinta-feira, setembro 19, 2013

Ciência confirma: ateísmo é antinatural

Crianças veem o propósito das coisas
O Dr. Justin Barrett, um pesquisador sênior do Centre for Anthropology and Mind, da Universidade de Oxford, alega que os jovens possuem uma predisposição para acreditar num Ser Supremo porque assumem que tudo o que existe no mundo foi criado com um propósito. Ele afirma que as crianças têm fé mesmo quando não foram ensinadas pelas escolas ou pela família; ele alega também que, se as crianças fossem criadas sozinhas numa ilha deserta, acabariam por acreditar em Deus. Falando para a BBC Radio 4, Barrett afirmou: “A preponderância de evidências científicas recolhidas durante os últimos dez anos mostrou que há muito mais coisas embutidas no desenvolvimento natural das mentes infantis do que pensávamos – incluindo uma predisposição para ver o mundo natural como algo criado e com um propósito, e para ver algum tipo de Inteligência por trás desse propósito. Se colocássemos um grupo de crianças numa ilha e elas crescessem isoladas do resto do mundo, e sozinhas, acho que elas acabariam por acreditar em Deus.”

Numa palestra a ser dada no Instituto Faraday da Universidade de Cambridge, [...] o Dr Barrett citará experiências psicológicas levadas a cabo com crianças que ele afirma demonstrarem que elas instintivamente acreditam que quase tudo foi criado com um propósito. Num dos estudos, foi perguntado a crianças com seis e sete anos o porquê da existência do primeiro pássaro, ao que elas responderam: “Para fazer música bonita”, e “Porque serve para tornar o mundo mais agradável”.

Outra experiência levada a cabo com bebês de 12 meses sugeriu que eles ficaram surpreendidos por ver um filme em que uma bola rolante aparentemente criou uma pilha de blocos organizada a partir de uma pilha de blocos desorganizada.

O Dr. Barrett afirmou que existem evidências de que aos quatro anos as crianças entendem que, embora alguns objetos possam ser feitos pelos seres humanos, o mundo natural é diferente. Ele acrescentou que isso significa que as crianças são mais suscetíveis de acreditar no criacionismo do que na teoria da evolução, apesar do que lhes possa ser dito pelos pais ou professores.

O Dr. Barrett disse ainda que alguns antropólogos apuraram que em algumas culturas as crianças acreditam em Deus mesmo quando o ensino religioso lhes foi barrado.

O desenvolvimento normal e natural das mentes infantis faz com que elas sejam mais suscetíveis à criação divina e ao design inteligente. Em contraste, a teoria da evolução é antinatural e relativamente difícil de acreditar.


Nota do blog Darwinismo: "Aparentemente, o cérebro humano está construído para ver propósito e ordem no mundo natural – algo que rapidamente nos leva para outra dimensão de existência, uma vez que essa ordem e esse propósito nunca poderiam ser autoimpostos. Portanto, sempre que um militante ateu alega que ‘todos nós nascemos ateus’, ele está a fazer uma declaração que contradiz as evidências. Obviamente que se pode dizer que essas experiências foram feitas com crianças com seis ou sete anos, ou com as de 12 meses (e não com recém-nascidos), mas é difícil aceitar que essa inclinação natural do cérebro humano seja algo ensinado ou instalado pela sociedade. Aliás, o próprio Dr. Barrett sugere que isso é algo inato e imutável. O que o ateísmo e a teoria da evolução fazem no cérebro humano é rejeitar a natural tendência humana de ver um propósito e uma causa nos efeitos naturais, e acreditar que o Universo em si é um efeito sem causa – um sistema sem um Engenheiro –, algo que é, usando a palavra do texto acima, antinatural. Convém ressalvar que só porque uma coisa é ‘difícil de acreditar’ isso não a torna falsa. O que o texto acima mostra é que o argumento ‘todos nascemos ateus’ é cientificamente falso."

O Resgate da Verdade (Prezis 1 a 5)









Ateísmo “paz e amor” e o enfraquecimento da apologética

Fim dos confrontos ou das discussões?
Um dos biólogos mais brilhantes e influentes da atualidade trocou a ciência pelas discussões religiosas. A maior parte de seu tempo é dedicada a escrever e a falar sobre Deus. Seria apenas mais um caso de fanatismo religioso, não fosse um fato: Richard Daw­kins não tem religião. Britânico de 72 anos, autor de Deus, um Delírio, ele é um dos mais célebres militantes do ateís­mo. Seu estilo aguerrido e suas críticas impiedosas a diversas religiões, ocidentais e orientais, deram visibilidade aos ateus nos últimos anos – e renderam um sem-número de críticas a sua intolerância [e ele pode ter motivos psicológicos para isso]. Em agosto, uma frase sua sobre a pequena quantidade de muçulmanos vencedores do Prêmio Nobel despertou indignação nos jornais e nas redes sociais. Em resposta, o escritor Reza Aslan, muçulmano, afirmou que Dawkins era “o pior tipo de fanático”. “Ele diz que nunca leu o Alcorão, mas tem certeza de que o islã é a maior força do mal no mundo.”

A postura agressiva e muitas vezes preconceituosa de Dawkins e de seus asseclas, como o neurocientista americano Sam Harris ou o filósofo americano Daniel Dennett, começa aos poucos a ceder espaço a um ateísmo de postura mais tolerante. O filósofo britânico A. C. Grayling é um representante dessa transição. Grayling está longe de ser um fã da religião. “O mundo seria bem melhor se não acreditássemos em conto de fadas”, disse ele a Época. “A religião é simplesmente inconsistente com a modernidade.” Mas suas obras são bem menos cáusticas que as de Daw­kins.

Em março, Grayling lançou The God Argument (O argumento divino, em tradução livre). O livro apresenta argumentos filosóficos contra a existência de Deus. Trata-se basicamente de um manifesto humanista. Mesmo acreditando que a religião é prejudicial à humanidade, Grayling não gasta muita energia em debates com religiosos. Em 2011, ele publicou The Good Book (O livro bom), uma espécie de guia de vida para ateus. Em 608 páginas, apresenta citações e conceitos de grandes pensadores, como Aristóteles, Confúcio, Cícero, Isaac Newton e Charles Darwin, em capítulos e versículos. Não bastasse isso, Grayling imita a estrutura bíblica. O primeiro capítulo, sobre a origem do Universo de acordo com a ciência, é o Gênesis – então seguido de Lamentações e Provérbios, e assim por diante. Em vez de apenas criticar as religiões, os livros de Grayling tentam construir alternativas a elas.

Um passo além de Grayling estão os ateus que desejam dialogar com religiosos. Um defensor da ideia é o americano Chris Stedman. Autor de blogs de religião no jornal Washington Post, no site da emissora CNN e no site Huffington Post, ele lançou em novembro do ano passado o livro Faitheist (trocadilho com as palavras “ateu” e “fé”, em inglês). Organizador da comunidade de ateus e agnósticos da Universidade Harvard, Stedman afirma que a diversidade de opiniões deve ser celebrada. “As pes­soas fazem coisas boas ou ruins com ou sem religião”, afirma. Para ele, os ateus devem se organizar em comunidades para debater em pé de igualdade o privilégio religioso em sociedades como a americana. Mas sem incitar qualquer tipo de rixa. “Uma verdadeira sociedade secular precisa de pluralismo”, afirma.

Para Stedman, os ateus e religiosos devem se engajar em diálogos construtivos e pacientes. “É preciso identificar valores em comum, porque a religião dificilmente sairá do mapa. A cooperação é extremamente necessária num mundo em que as vozes extremistas costumam afogar as outras”, diz. Stedman fala com conhecimento de causa. Em suas próprias palavras, ele era um “católico fundamentalista” antes de virar ateu.


O filósofo suíço Alain de Botton é ainda mais conciliador que Stedman. “Tenho um respeito profundo pela religião, apesar de não acreditar em seus aspectos sobrenaturais”, disse Botton a Época. “As grandes religiões são enormes máquinas capazes de transmitir ideias sobre a bondade, a morte, a família e a comunidade. Não há nada parecido com isso no mundo laico, e isso é uma pena.” Em seu livro Religião Para Ateus (editora Intrínseca), Botton se propõe a “roubar” das religiões ideias sobre como viver. Uma de suas sugestões mais polêmicas é a construção de um templo para ateus, no centro de Londres. Dawkins, é claro, detestou a ideia. “Ateus não precisam de templos para buscar o sentido da vida”, disse ele ao jornal britânico The Guardian. Botton, em resposta, afirmou que a ideia era uma reação a Dawkins. “Por causa de Richard Dawkins, o ateísmo tornou-se conhecido como uma força destrutiva”, diz. “Escrevo para pessoas que não acreditam em Deus, mas, mesmo assim, reconhecem o lado positivo da religião: os rituais, a arquitetura, a música e a conexão com o passado.”

Nem todos os ateus aderiram à postura mais tolerante defendida por Botton e Stedman. Um exemplo é a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea). Ela tem 10 mil membros e arrecada R$ 2 mil por mês [o “dízimo” ateu]. Apesar dos números modestos, ganhou destaque ao organizar a primeira campanha publicitária ateísta do país em Porto Alegre. Em julho, voltou às manchetes graças a um protesto contra os gastos públicos relacionados à chegada do papa Francisco ao Brasil [protesto que juntou uns poucos “gatos pingados”]. “É preciso ser enérgico. Quem não é engajado ignora os males causados pela religião, como a ascensão da bancada evangélica no Brasil”, diz Daniel Sottomaior, um dos fundadores da Atea. “Até porque criar ativismo para depois ficar sentado não faz muito sentido.” [É a guerra dos extremos: dos ateus fundamentalistas contra os evangélicos políticos pretensamente fundamentalistas.]

Nesse debate, uma das vozes mais sensatas é de Peter Steinberger, professor de ciência política do Reed College, em Portland, nos Estados Unidos. Steinberger lançou em julho o livro The Problem With God: Why atheists, true believers, and even agnostics must all be wrong (O problema com Deus: por que ateus, crentes e até agnósticos devem todos estar errados). O livro defende uma tese antiga, mas esquecida no meio do debate religioso iniciado por Dawkins: qualquer discussão relacionada à existência divina é uma perda de tempo. “As religiões são incoerentes, mas Dawkins também é incoerente por não ter uma prova definitiva da inexistência de Deus”, diz. “Os novos ateus acham que a ciência atual é suficiente para explicar o mundo, mas isso não é possível.”


Se as discussões entre religiosos e ateus se esvaziarem por falta de provas, como Steinberger sugere, os ateus moderados estarão um passo à frente dos militantes: terão sido os primeiros a abandonar um confronto inútil e a buscar maneiras de coexistir com os religiosos. “Ser ateu é como não colecionar selos”, diz Grayling. “É possível ser um ‘não colecionador de selos’ militante? Basta não colecionar selos.” 


Nota: Parece que alguns ateus estão se cansando da cantilena ácida e sem sentido dos ateus fundamentalistas capitaneados por Dawkins. Essa tendência pode ter um efeito positivo e um negativo (pelo menos): o lado bom é a promoção de um diálogo amistoso em busca de evidências (mas tudo pode ficar apenas no blábláblá mesmo, já que o zeitgeist do momento é o relativismo pós-moderno), e o lado ruim é que esse recuo da militância ateia pode ajudar a afrouxar as defesas argumentativas dos cristãos, já bastante fragilizadas pelo secularismo e pela teologia liberal. Sem ateus aguerridos para enfrentar, a apologética cristã poderá se tornar uma voz suave ecoando em ouvidos moucos. Poderemos chegar àquela situação clássica e pouco producente: “Você é feliz com sua crença? Que bom. Sou feliz não crendo.” E papo encerrado. [MB]

quarta-feira, setembro 18, 2013

O que causa o cérebro liso?

Sim, a foto [ao lado] é de um cérebro humano adulto. A diferença é que ele é totalmente liso, sem os sulcos e as dobras tão característicos do órgão mais complexo da nossa espécie. Podemos apenas imaginar como era a vida para essa pessoa. Ele ou ela era um residente do que hoje é o North Texas State Hospital, um centro de saúde mental americano, e lá morreu em 1970. Isso é tudo que sabemos. Enquanto o frasco que contém seu cérebro está rotulado com um número de referência, o microfilme contendo os registros médicos do paciente foi perdido. Algumas pessoas, incluindo o fotógrafo Adam Voorhes, tentaram rastrear mais informações sobre esse e outros cerca de 100 cérebros humanos detidos em uma coleção na Universidade do Texas, Austin (EUA), sem sucesso.

O rótulo no frasco desse cérebro bizarro indica que o paciente tinha agiria – uma falta de giros e sulcos formados pelo córtex cerebral normalmente enrugado. Essa condição rara, também conhecida como lissencefalia, muitas vezes leva à morte antes dos 10 anos. Também pode causar espasmos musculares, convulsões e, uma vez que reduz drasticamente a área da superfície dessa parte fundamental do cérebro, uma série de dificuldades de aprendizagem.

Lisencefalia significa literalmente “cérebro liso”, e é um distúrbio raro causado por defeito de migração neuronal durante a 12ª e 24ª semanas de gestação, resultando em uma falta de desenvolvimento de dobras cerebrais (giros) e sulcos. As causas de lisencefalia podem incluir infecções virais do útero ou do feto durante o primeiro trimestre, ou fornecimento insuficiente de sangue ao cérebro fetal no início da gravidez. Há também uma série de causas genéticas, como a mutação do gene reelin no cromossomo 7, bem como outros genes no cromossomo X e no cromossomo 17.

David Dexter, do Imperial College Londres (Reino Unido), diz que nunca viu nada parecido com isso antes. “Nós já recebemos indivíduos com certos sulcos faltando, mas nada como este cérebro”, comentou. Segundo Dexter, não é uma surpresa que a pessoa tenha sobrevivido até a idade adulta, uma vez que o cérebro é tão adaptável, embora ele acredite que tenha havido alguns efeitos deletérios.


Nota: Você já deve ter lido aqui no blog sobre outras doenças graves causadas por uma única mutação. E esse tipo de coisa nos leva a pensar que são muitos os motivos que poderiam levar a “fórmula da vida a desandar”. Bastam mínimas mutações em nosso patrimônio genético para que a vida se torne inviável. Tudo tem quem estar em seu lugar correto, desempenhando a função específica no tempo exato. Então, a pergunta de sempre é: Como pode ter havido um processo evolutivo gradual, se uma simples mutação num único gene pode levar o indivíduo à morte? Nossa espécie (e outras tantas) estaria extinta muito tempo antes de que os genes “se ajustassem” e adquirissem a capacidade de fazer o que precisam fazer. [MB]

terça-feira, setembro 17, 2013

A hipocrisia dos evolucionistas

Os evolucionistas são um grupo ideológico incoerente, e essa incoerência não é algo marginal e periférico, mas algo que é consequência da sua visão do mundo. Comparemos a questão da liberdade acadêmica de dois países: num deles, quando a sua hegemonia se encontra ameaçada, os evolucionistas apelam para a liberdade acadêmica. Noutro país, eles negam essa mesma liberdade àqueles que querem debater os méritos do evolucionismo. A Turquia, com os seus governos razoavelmente seculares, mas com uma população largamente islâmica, tem dúvidas em relação a Darwin. Segundo a Science Now, os líderes desse país encontram-se relutantes em promover a teoria da evolução, que eles consideram controversa, como a “cola de todas as ciências biológicas”. Além disso, o governo bloqueia (ocasionalmente) certos sites educacionais de teor evolucionista, e dificulta o acesso a conferências evolucionistas alegando que “uma vez que a teoria da evolução ainda seja tópico em debate, a forma como os organizadores representam a comunidade/o país é bastante questionável”.

Isso deixou alguns acadêmicos darwinistas furiosos, visto que eles esperavam que o governo Turco financiasse uma recente conferência pró-evolução feita para os estudantes. No seu protesto, eles apelaram à liberdade de expressão e à liberdade de investigação (semelhante à liberdade acadêmica): “Isso abre um precedente perigoso”, afirmou Akçay. “Hoje, pode ser uma escola de verão, mas amanhã pode ser um jovem pesquisador em busca de uma docência (inglês: ‘tenure’).” E isso se encontra dentro de uma preocupante e cada vez mais grave tendência nos círculos acadêmicos e na sociedade em geral rumo a uma limitação da liberdade de expressão e liberdade de investigação. Mas nos EUA os darwinistas ficam encantados com o fato de a liberdade acadêmica ser negada a todos aqueles que lançam críticas à teoria da evolução.

A Nature, juntamente com a NCSE, suspirou de alívio quando cinco estados americanos adotaram padrões científicos que irão ensinar a ciência climática e a teoria da evolução de um modo dogmático, proibindo as iniciativas que visavam a conferir liberdade acadêmica a quem quer que levantasse críticas a essas teorias. As novas diretrizes científicas, apoiadas pelos evolucionistas, dão início à doutrinação unilateral, “muito antes da escola secundária”. Eles “recomendam o ensino da teoria da evolução muito antes de os alunos começarem a receber aulas de biologia no ensino secundário, fase em que muitos estados abordam conceitos como a seleção natural e a adaptação”.

Nos últimos dois meses, os oficiais educacionais de Rhode Island, Kentucky, Kansas, Maryland e Vermont aprovaram esses padrões escolares pró-evolução após votação vencida com grande margem. Pelo menos mais cinco estados – Califórnia, Florida, Maine, Michigan e Washington – podem adotar os mesmos padrões durante os próximos meses.

“Whew”, diz Minda Berbeco, directora da National Center for Science Education de Oakland, Califórnia. “Por enquanto, tudo corre bem.” A adoção rápida das diretrizes tem sido surpreendente, mas bem vinda para muitos apoiadores. A teoria da evolução tem sido um tópico controverso já há algumas décadas, esticando até 1925, ano do “julgamento do macaco” em Tennessee, onde o estado processou o professor secundário John Scopes por violar a lei que proibia o ensino da teoria da evolução. Na última década, aqueles que se colocam contra a teoria da evolução tentaram instalar leis em favor da “liberdade acadêmica” que permitiriam o ensino do criacionismo lado a lado com a teoria da evolução.

A referência ao criacionismo é uma “mentira careca”, uma vez que nenhuma das propostas de lei em favor da liberdade acadêmica prescreve o ensino do criacionismo. O que essas medidas tencionam é um ensino honesto da teoria da evolução, incluindo os pontos fortes e os pontos fracos, ou a proibição da penalização aos educadores que resolvem fazer isso mesmo [...]. De qualquer modo, a teoria da evolução é a única teoria permitida no currículo. Nem mesmo o Discovery Institute recomenda propostas de lei que requeiram o ensino do design inteligente.

Conclusão:

Os evolucionistas são hipócritas, como se pode ler por essa notícia. De certo modo, os evolucionistas são como os marxistas, que lutam pela “liberdade” até eles obterem o poder total. Mas, quando eles o obtêm, negam a liberdade aos outros. Mais engraçado ainda é que os evolucionistas nem são bons darwinistas, uma vez que sua forma de censura se encontra em oposição direta aos conselhos de Charles Darwin: só se pode obter um resultado justo após a declaração e a ponderação dos fatos e argumentos dos dois lados de cada questão. Ou seja, sempre que os evolucionistas usam a censura como forma de defender sua frágil fé na teoria da evolução, eles estão agindo de um modo que nem Darwin aprovaria.

Lançado game sobre heróis da Bíblia Sagrada

Acabou de ser lançada, em português e inglês, a versão do game Heroes, the Game, desenvolvido pela empresa Movinpixel, com supervisão e coordenação do pastor adventista Samuel Neves, da congregação de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra. O aplicativo foi desenvolvido para o sistema IOS dos produtos da Apple como iPhone e iPad. O usuário tem até 60 segundos para responder a cada pergunta formulada sobre a vida de alguns heróis retratados na Bíblia, como Abraão, Ester, Rute, Davi, Daniel, Pedro, João e Jesus. O anúncio do game foi feio durante o GAIN Sul-Americano 2013 (Global Adventist Internet Networking), em junho deste ano, em São Paulo, na sede da Rede Novo Tempo de Comunicação.

Conforme o pastor Samuel Neves, o game faz parte de uma estratégia evangelística mais ampla. Na congregação que administra, na Inglaterra, foi idealizada uma programação de mensagens durante sete sábados sobre heróis bíblicos, unida a um esforço na direção do discipulado para os membros adventistas convidarem amigos para irem à igreja. Os convidados especiais são animados a fazer parte da Academia dos Heróis, uma classe bíblica diferente em que a temática de heróis dá uma leveza à mensagem e atrai muitos, inclusive jovens.

A primeira edição, realizada de 6 de abril a 18 de maio deste ano, levou à congregação 135 visitantes que passaram a ser acompanhados por amigos adventistas na capital da Inglaterra. E o plus disso tudo é justamente o game.

A versão em espanhol deve estar pronta logo. “Nosso sonho é um só: que milhares de pessoas se conectem com a Bíblia profundamente e conheçam o grande herói Jesus Cristo”, comenta o pastor adventista.

Saiba mais sobre o projeto aqui. 

Download para iPhone/iPad disponível neste link. 



segunda-feira, setembro 16, 2013

Galáxias antigas já tinham forma atual

Se você ouvir um saudosista dizer que já não se fazem mais galáxias como antigamente, saiba que é mentira. Um estudo acaba de mostrar que desde 11,5 bilhões de anos atrás o Universo já tinha galáxias nas mesmas formas que elas têm hoje. Sabe-se que as galáxias se formaram relativamente cedo na história do cosmos. A Via Láctea, por exemplo, tem cerca de 13 bilhões de anos, nascida apenas 800 milhões de anos após o Big Bang. Contudo, os cientistas imaginavam que as galáxias, quando bebês, deviam ser bem diferentes - menos evoluídas - que as atuais. Era o que sugeriam modelos sobre a formação dessas estruturas. Novos resultados, obtidos com o Telescópio Espacial Hubble, contestam essa ideia. Eles mostram que cerca de 2,3 bilhões de anos depois do Big Bang as galáxias já tinham mais ou menos a forma atual. “Isso significa que as galáxias amadurecem de forma mais rápida do que se acreditava”, diz Gastão Lima Neto, astrônomo da USP que não participou do estudo.

O uso do telescópio espacial não poderia ser mais adequado. Foi o astrônomo americano Edwin Hubble (1889-1953) quem fez o primeiro estudo consistente da evolução das galáxias. O chamado diagrama de diapasão de Hubble cobre todos os tipos galácticos vistos no cosmos, entre eles as espirais (como a nossa Via Láctea).

Vasculhando as profundezas do espaço, os astrônomos conseguem observar como as galáxias eram. (Como elas estão muito longe, a luz delas demora a chegar à Terra, o que explica por que o estudo dos objetos mais distantes equivale a enxergar o passado cósmico.)

Estudos anteriores já haviam sondado galáxias de até oito bilhões de anos atrás e viam que o esquema de Hubble se sustentava. O novo trabalho, feito com dados de um projeto chamado Candels somado a imagens colhidas em dois instrumentos do telescópio espacial, empurra mais 2,5 bilhões de anos na direção do passado e mostra que, naquela época, as galáxias já tinham o padrão das atuais.

No total, os pesquisadores observaram 1.671 galáxias espalhadas pelo Universo. E a ideia é não parar por aí. “Continuaremos a sondar épocas cada vez mais remotas para tentar identificar em que momento as galáxias evoluídas começam a aparecer pela primeira vez”, disse à Folha Mauro Giavalisco, pesquisador da Universidade de Massachusetts, nos EUA, e um dos autores do trabalho, publicado no periódico The Astrophysical Journal. “Isso irá nos ajudar a entender qual é o processo físico responsável por fazer as galáxias pararem de formar estrelas e envelhecerem.”


Nota: Isso me lembra das pesquisas feitas nas áreas da paleontologia e da biologia, as quais estão descobrindo que a complexidade já existia muito antes de os cientistas suporem que fosse possível, porque, “contaminados” pela filosofia evolucionista, imaginam que tudo deva ter tido uma origem rudimentar e ganhado complexidade posteriormente, ao longo de bilhões de anos (nem preciso dizer que esse tipo de pensamento é anticientífico, pois vai contra as leis da termodinâmica e da informática, segundo as quais sistemas fechados tentem à desordem se deixados por si sós e a origem da informação [ainda mais do tipo complexa e específica] depende de uma fonte informante). Parece que esse padrão biológico de complexidade existente desde sempre se repete em âmbito cósmico. Se o pensamento evolucionista for aplicado ao cosmos, de fato as galáxias deviam ser rudimentares lá nos primórdios do Universo, mas não é o que se tem constatado. Só que, em lugar de concluir por uma criação relativamente rápida, com complexidade e ordem originadas por uma Causa superior, os evolucionistas concluem que, diferentemente do que supunham, a evolução (cósmica e biológica) deve ter ocorrido de modo rápido. É o naturalismo filosófico entranhado na mente que não permite aos seus aderentes enxergar as coisas como elas são. [MB]

Líderes religiosos devem promover o ECOmenismo

Os líderes religiosos espalhados pelo planeta podem ajudar muito na preservação da natureza. Pesquisadores da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas (SLU), na Suécia, defendem que líderes religiosos podem ter um papel determinante se influenciarem seus seguidores a cuidarem do meio ambiente. Um novo estudo mostra que sempre que os líderes religiosos desejavam alguma mudança ao longo da história, eles estavam em uma posição ideal para influenciar as pessoas – e podem fazer o mesmo em relação à preservação do meio ambiente. Os pesquisadores analisaram quais são as áreas com maior biodiversidade no mundo e quais são as religiões mais seguidas em cada uma dessas regiões. “Nossa análise indica que a maioria das áreas mais importantes se encontra em países dominados pelo cristianismo, especialmente pelo catolicismo romano”, conta Grzegorz Mikusinski, pesquisador da SLU que coordena o estudo.

Além da religião católica romana, que influencia amplamente países latino-americanos, outras religiões de grande influência em locais importantes para a biodiversidade são o budismo (sudoeste asiático), hinduísmo (Índia) e islamismo (Ásia menor, nordeste e centro da África).

Os pesquisadores acreditam que membros de grupos religiosos podem começar a se preocupar mais em conservar a natureza se forem guiados por discursos morais de preservação dos recursos naturais para as próximas gerações.

A maioria das religiões sempre pregou atitudes moralmente boas, e durante séculos mostram para as pessoas o que seria certo e errado de acordo com valores morais. Mikusinski acredita que os líderes religiosos têm o potencial de fazer “milagres” nos locais de grande biodiversidade a partir de seus discursos.

Os resultados do estudo mostram que os católicos romanos são os que têm o maior potencial de preservar a diversidade biológica onde vivem. A Igreja Católica acaba de eleger o papa Franscico, que tem um nome associado ao “santo verde” do catolicismo, Francisco de Assis – o santo padroeiro da ecologia. Os pesquisadores esperam que o papa e outros líderes religiosos se envolvam ativamente no debate sobre a conservação da natureza. Embora a ciência e a religião vivam em conflitos, a união entre as duas áreas pode ser muito importante para o futuro do planeta.


Nota: Texto bastante revelador esse aí. Quando o assunto é preservação da Terra, a ciência naturalista e a religião podem e devem dar-se as mãos. Note que o apelo dos pesquisadores é para que os líderes religiosos usem seu poder de influência para convencer seus seguidores a se engajar na luta pela preservação do meio ambiente, e para que façam isso mostrando que essa luta tem que ver com valores morais. Então citam o papa Francisco como peça-chave nessa campanha, até porque ele adotou o nome do “santo verde”. Não nos esqueçamos de que uma das propostas ECOmênicas da Igreja Católica consiste na observância do domingo como dia santo e de descanso (para as pessoas, as famílias e a natureza). Portanto, o domingo se reveste de um valor moral para as pessoas que o consideram sagrado. Aqui os interesses convergem, pois mesmo quem não atribui caráter moral/sagrado ao primeiro dia da semana aceita a proposta de que ele seja dedicado à família e ao baixo consumo de carbono. E qualquer um que discordar disso (da observância do domingo como dia “santo”), ainda que seja plenamente a favor da preservação do meio ambiente, será visto como inimigo do bem. [MB]

Rato em garrafa de Coca-Cola deixa homem inválido



Nota: O que mais falta para o povo concluir que esse tipo de bebida é um veneno? (E nem precisava de ratos e corante para sê-lo.)

sábado, setembro 14, 2013

Inseto tem mecanismo parecido com engrenagem

Engrenagens são estruturas vastamente utilizadas pelo homem. Desde relógios até motores de carros contam com as rodas denteadas para ajudar no seu funcionamento. No entanto, estudos recentes realizados com um inseto indicam que talvez a natureza [!] tenha sido a verdadeira responsável por criar o mecanismo. Um novo estudo descobriu que os insetos da espécie Issus coleoptratus são as primeiras criaturas vivas a possuir engrenagens funcionais. As estruturas foram encontradas nas patas traseiras do inseto e servem para sincronizar seus movimentos na hora do pulo. “Pelo meu conhecimento, essa é a primeira demonstração de engrenagens funcionais em um animal”, declarou Malcolm Burrows, professor emérito de Neurobiologia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Para registrar o funcionamento das engrenagens no corpo do inseto, o pesquisador conseguiu capturar imagens em um vídeo. Conforme o animal se prepara para saltar, é possível ver os dentes da engrenagem se encaixando. Em seguida, o animal impulsiona as patas em um movimento rápido e certeiro, como podemos ver no vídeo.


Os pesquisadores notaram que cada uma das pernas do inseto apresenta entre 10 e 12 dentes que estão associados ao trocanter – estrutura que corresponde ao espaço entre a coxa e o fêmur. Esse mecanismo já havia sido descoberto e descrito em 1957, mas ninguém provou que as engrenagens seriam estruturas funcionais, afirma Burrows.

As pernas traseiras dos insetos podem ser organizadas de duas maneiras. Os gafanhotos e as pulgas, por exemplo, têm pernas que se movem em planos diferentes nas laterais de seus corpos. Já outros insetos saltadores – como é o caso do Issus – têm pernas que se movem abaixo do corpo em um mesmo plano.

No segundo grupo de insetos, as patas precisam estar firmemente agrupadas. “Se houver uma pequena diferença de tempo entre as pernas, então o corpo do inseto começa a girar”, explica o pesquisador.

As engrenagens sincronizam o movimento das pernas traseiras em até 30 microssegundos de diferença – que é uma velocidade muito superior a que o sistema nervoso consegue alcançar, como já mostraram alguns estudos.

Burrows também notou que às vezes as engrenagens passam nulas umas pela outras, mas quando elas se encaixam, as pernas entram em sincronia. Ao fazer o experimento com um Issus morto, o pesquisador notou que ao puxar uma das pernas do inseto, a outra se estendia rapidamente.


Nota: Quando foi encontrado apenas um pedaço de engrenagem no meio de carvão, ninguém ousou supor que o objeto fosse resultado de “forças naturais”. A evidência a favor do design inteligente foi tão forte, que houve até quem supusesse que aquela peça pudesse ter caído de uma nave alienígena (confira)! Se fosse encontrada, digamos, em Marte uma engrenagem como a do Issus coleoptratus, duvido que um astronauta fizesse menção da “natureza” ou do “acaso” como originadores daquilo. Por que, então, o inseto seria fruto de “forças cegas” ou de processos evolutivos não guiados? [MB]

O cérebro complexo “evoluiu” antes do imaginado

Uma pesquisa da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, em conjunto com o Museu de História Natural de Londres, na Inglaterra, analisou o fóssil de um artrópode “pré-histórico” com estruturas do cérebro bem preservadas. Segundo os cientistas, o estudo do fóssil descoberto indica que cérebros anatomicamente complicados evoluíram antes do que o imaginado na história da vida na Terra. A pesquisa foi publicada no site da revista Nature, e repercutida no Brasil por sites como o G1, que publicou ainda: “Encontrado em pedras depositadas na China há cerca de 520 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], o fóssil é um dos mais antigos já identificados a ter estruturas neurais, dizem os cientistas. ‘Nós reconhecemos como sendo um cérebro devido ao seu tamanho e posição, comparáveis ao cérebro de um crustáceo, como um tipo de camarão pequeno’, disse o paleontólogo Gregory Edgecombe, do Museu de História Natural de Londres, ao site da Nature.” [Continue lendo.]

sexta-feira, setembro 13, 2013

Papa: não é preciso acreditar em Deus para ir para o Céu

Em comentários feitos para melhorar sua reputação de progressista, o papa Francisco escreveu uma longa carta aberta para o fundador do jornal La Repubblica, Eugenio Scalfari, afirmando que os não crentes seriam perdoados por Deus, se seguissem suas consciências. Respondendo a uma lista de perguntas publicadas no jornal do deputado Scalfari, que não é católico romano, Francisco escreveu: “Você me pergunta se o Deus dos cristãos perdoa aqueles que não acreditam e que não buscam a fé. Gostaria de começar por dizer - e isso é o fundamental - que a misericórdia de Deus não tem limites, se você for a Ele com um coração sincero e contrito. O problema para aqueles que não acreditam em Deus é obedecer a sua consciência. O pecado, mesmo para aqueles que não têm fé, existe quando as pessoas desobedecem a sua consciência.”

Robert Mickens, o correspondente do Vaticano para o jornal católico The Tablet, disse que os comentários do pontífice foram mais uma prova de suas tentativas de sacudir o mofo da imagem da Igreja Católica, reforçada por seu antecessor extremamente conservador Bento XVI. “Francisco ainda é um conservador”, disse Mickens. “Mas tudo isso é a tentativa dele de ter um diálogo mais significativo com o mundo.”

Em resposta à carta de boas-vindas, o Sr. Scalfari disse que os comentários do papa foram “mais uma prova de sua capacidade e vontade de superar os obstáculos no diálogo com todos”.

Em julho, Francisco sinalizou uma atitude mais progressista sobre a sexualidade, perguntando: “Se alguém é gay e está olhando para o Senhor, quem sou eu para julgá-lo.”


Nota: Que o papa queira recuperar a imagem da Igreja Católica e estreitar os laços com o mundo, está no direito dele. O que ele não pode fazer (nem mesmo ele) é passar por cima das Escrituras e dizer o que elas não dizem. Basta um texto do Novo Testamento para deixar as coisas claras: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu único Filho, para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). Evidentemente que Deus vai julgar cada pessoa pela luz que ela possuía (Romanos 2:12, 13) e que a graça e a justiça de Deus nos são incompreensíveis. Só Ele vê o que está no coração. Certamente teremos surpresas no Céu (e uma delas é estarmos lá!). Mas não podemos ignorar o falto de que Deus Se revela de muitas maneiras (Romanos 1:19, 20; Hebreus 1:1, 2) a fim de que os que O rejeitam não usem a alegada falta de evidências como desculpa. Sugerir que a consciência nos sirva de guia e de critério para a salvação também não ajuda muito, uma vez que a consciência por si só não é um guia seguro. O funcionamento dela depende de uma série de fatores, entre os quais nossa formação. E se minha consciência estiver de tal forma cauterizada pelo pecado que a prática da maldade se torne corriqueira para mim? Ela ainda será um guia seguro? Não podemos nos esquecer de que a "matriz" da natureza humana foi manchada pelo pecado. Somente Deus pode implantar em nós o desejo de fazer o que é certo pelos motivos certos. Somente Ele pode santificar nossa consciência para que, aí sim, ela nos sirva de guia, orientada pela Palavra dEle. Não podemos "passar a mão" na cabeça dos ateus e dizer que está tudo bem. Precisamos, sim, dizer que Deus os ama de qualquer forma, mas que quer levá-los à maior descoberta da vida deles: a descoberta de que Ele existe e quer conceder-lhes a vida eterna. Outro pensamento que me ocorreu ao ler a notícia acima foi este: durante anos a Inquisição puniu cristãos que não concordavam com os dogmas católicos. Eram pessoas sinceras que criam no mesmo Deus do papa, mas acabaram na prisão ou na fogueira por crer de forma diferente. Agora o papa releva a atitude daqueles que não creem. Realmente são outros tempos... [MB] 

“Capital com Esperança” terá gota de “sangue” gigante

Amanhã, às 16h, será realizada a primeira manifestação dos voluntários do projeto “Capital com Esperança”. Cerca de dois mil doadores de sangue escolheram o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, para se reunir e formar uma gota de “sangue” gigante. Os voluntários estarão vestidos de vermelho para dar a ideia de que a ação tem que ver com muito mais do que o sangue, e sim com a vida que ele produz. A ideia é chamar a atenção para que cada cidadão e torcedor se torne um doador de sangue. A gota de “sangue” é uma das ações de cidadania que o “Capital com Esperança” vai realizar de 14 a 22 de setembro, na capital federal. Cerca de 20 mil voluntários estarão envolvidos nas mobilizações.

No domingo, dia 15, o projeto “Capital com Esperança” vai mobilizar seus voluntários a favor da limpeza urbana. Na segunda-feira, em vários pontos da cidade, ações por uma vida sem drogas, e terça-feira haverá combate à violência e promoção da paz.

Quarta-feira, 18, será o dia do incentivo à leitura e à valorização da família. Mais de 100 mil livros serão entregues gratuitamente à população e 40 mil rosas serão distribuídas, além de milhares de abraços. Esse ato será realizado na rodoviária do Plano Piloto e arredores. Na quinta-feira e na sexta-feira, estão agendadas arrecadação e entrega de alimentos para famílias carentes. No sábado, um ato pela paz e o momento de oração pela capital do Brasil vão reunir 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. No domingo, dia 22, os voluntários vão se concentrar no Parque da Cidade para promover a saúde.

O projeto “Capital com Esperança” tem apoio de vários órgãos oficiais do Distrito Federal e é uma iniciativa dos jovens adventistas do sétimo dia.

Participe amanhã à tarde do tuitaço com a tag #capitalesperanca, com o objetivo de divulgar o projeto.

(Mais informações com a jornalista Liane Prestes: liane.prestes@gmail.com)

quinta-feira, setembro 12, 2013

Paradoxo: cristãos que não seguem a Bíblia

A Sociedade Bíblica Americana e o Instituto de Pesquisas Barna divulgaram no início deste mês como a maioria das pessoas vê a Bíblia. Embora os dados sejam referentes somente aos americanos, o estudo serve como um alerta global para as nações de maioria cristã. Entre os entrevistados, 66% concordaram que “a Bíblia ensina tudo o que uma pessoa precisa saber para viver uma vida significativa”, mesmo assim, 57% dizem que a leem menos de cinco vezes por ano. E o mais revelador: 58% dos cristãos dizem que não querem seguir todos os “conselhos” da Bíblia. “Há uma diferença entre acreditar em algo que é benéfico e abrir seu coração, mente e vida para deixar que isso entre”, explica Geof Morin, diretor de comunicação da Sociedade Bíblica Americana. Ele acredita que algumas pessoas “veem a Bíblia como um medicamento”, ou seja, apelam para ela somente quando estão com problemas. Contudo, Morin ressalta que existem motivos para comemorar. Sessenta e um por cento dos adultos gostaria de ler mais a Bíblia. Sua organização está tentando descobrir como facilitar isso.

A Sociedade Bíblica Americana explica que seu maior objetivo é “levar a Palavra de Deus para onde a Bíblia mais carece ser conhecida”, por isso imprime e distribui exemplares em diversas línguas e manda para outros países. Ao mesmo tempo, pretende “convidar milhões de pessoas que estão dentro das igrejas a renovar seu compromisso com a Palavra de Deus”. Junto com o envio de Bíblias no exterior e usando as escrituras para trazer alívio, este objetivo de transformar a cultura constitui declaração da missão da organização.

Ele explica ainda que a grande aposta é como facilitar o acesso digital às Escrituras, seja na tela do computador, do smartphone ou do tablet. Outro levantamento recente mostra que 40% dos americanos leem mais as versões digitais da Bíblia que as impressas. Por isso, a Sociedade Bíblica está se dedicando a criar aplicativos e usar as redes sociais como uma forma de manter o texto sagrado relevante para a nova geração.

Embora 88% dos lares possuam mais de um exemplar da Bíblia, em apenas 13% ela é lida diariamente. Somente 43% das pessoas dizem que ler a Bíblia as faz sentir “mais perto de Deus”; 34% dizem que isso as faz “sentir em paz”. O livro de Salmos (16%) é apontado como a leitura predileta.

Mesmo assim, uma comparação com levantamentos similares feitos nos dois últimos anos, mostra que existem motivos para preocupação. Um quinto (21%) da população acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus e a leem pelo menos quatro vezes por semana. Um número crescente (10% em 2011, 17% este ano) acredita que a Bíblia é “apenas mais um livro de ensinamentos escritos por homens”. Por outro lado, há aqueles que dizem que a Bíblia tem alguma verdade, mas raramente a leem (26% em 2012, 23% este ano).

Sessenta por cento dos entrevistados dizem estar familiarizados com os relatos bíblicos, enquanto 6% dizem não saber “quase nada” sobre seus ensinamentos. Entre os evangélicos, 12% dizem sentir-se “confusos” quando a leem, enquanto 23% dos católicos dizem não entender o que leem.

Em uma época em que o casamento homossexual e o aborto tornaram-se questões amplamente identificadas com a política, apenas 17% dos cristãos adultos dizem “estar interessados nos ensinamentos da Bíblia sobre esses assuntos”. Apenas 31% dizem que isso influencia suas escolhas na hora de votar.

Curiosamente, 77% das pessoas dizem que a moralidade no país está decaindo. Trinta por cento dos entrevistados dizem que a mídia (TVs, jornais, filmes, livros) é a maior responsável por isso. Mais da metade (56%) acreditam que a Bíblia tem pouca influência na sociedade atual, e apenas 13% acreditam que essa influência é “demasiada”. O porta-voz da Sociedade Bíblica afirma: “O que talvez muitas pessoas deixam de reconhecer é que a maneira mais fácil de a Bíblia influenciar a sociedade é primeiramente deixar que suas palavras influenciem nossas próprias decisões.”

“Se mais pessoas lerem a Bíblia de forma consistente e usá-la como um roteiro para suas vidas, acho que o mundo seria um pouco mais brilhante”, disse o porta-voz.


Evangélica que posou nua
Nota: É justamente esse desconhecimento da Palavra de Deus que tem possibilitado a existência de situações no mínimo contraditórias, como a recente notícia de que uma evangélica (a primeira) participou de uma seção de fotos nua e estampou a capa de uma famosa revista masculina (confira). Ou mesmo a defesa do “casamento” gay e do uso do rock, samba e pagode no louvor. Para muitas pessoas, não importam mais a vontade de Deus nem as orientações reveladas em Sua Palavra. Importam, sim, a vontade, as preferências, os gostos, as emoções. Pura pós-modernidade cristã que dilui o cristianismo e rouba-lhe o poder transformador. O sal perde o sabor e a religião vira modismo. Não serve para mais nada, talvez apenas para entreter e tentar aplacar a consciência cada vez mais secularizada. [MB]