domingo, janeiro 26, 2014

Ilusões da Mídia: música, cinema, internet, leitura

Uma boa introdução ao criacionismo

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Se todos estão falando...

Opinião x Revelação
Quando as pessoas me diziam que eu parecia com um indiano, sempre levei o assunto como brincadeira. Mas pessoas diferentes começaram a dizer o mesmo. Até gente de outros lugares, quando me conhecia, afirmava a tal semelhança. O cúmulo aconteceu no aeroporto de Cumbica. Eu estava viajando para Buenos Aires e precisava achar o portão de embarque. Resolvi perguntar a um homem, que, logo percebi, tratava-se de um legítimo indiano. Ele me deu a informação (com um inglês que me pareceu bem truncado). Agradeci e me dirigi à escada rolante. Quando cheguei ao local, vi que estava bem tumultuado, com muita gente. Não havia tomada disponível para o notebook, sequer lugar para me assentar. Desse modo, resolvi voltar para onde estava, uma vez que faltava meia hora para o início do embarque. Na seção de embarque, que se localizava na parte de cima, facilmente achei onde me assentar. Já acomodado, percebi que um homem me olhava. Junto dele, apareceu aquele indiano, que a princípio me dera a informação.

Os dois conversavam sobre mim, parecendo visivelmente admirados – a essa altura, eu apenas poderia imaginar o que se passava, porque falavam baixo e com sotaque ininteligível. Finalmente, o homem a quem eu conhecia tomou coragem e me perguntou com aquele inglês peculiar: “Você é indiano?” Percebendo a ironia da situação, respondi (com um inglês cheio de sotaque brasileiro): “Não, sou brasileiro. Mas as pessoas sempre me perguntam isso...”

Depois do episódio, me convenci: devo realmente me parecer com um indiano. Até os indianos acham isso! Quando muitas pessoas fazem uma observação, sem necessariamente ter contato prévio umas com as outras, é bem provável que haja um fundo de verdade. Uma situação similar acontece em relação à identidade adventista: há muitos estudiosos na atualidade que se mostram preocupados com as mudanças no estilo de vida adventista e mesmo em alguns pontos de entendimento das doutrinas bíblicas. Mesmo levando em conta a multidão de comentários, artigos e livros sobre o assunto, poucos parecem estar convencidos disso.

Entretanto, o fenômeno está aí para quem quiser ver. Antigamente, quando os adventistas diziam que se tem de guardar o sábado, o mundo evangélico reagia, dizendo que isso era fanatismo. Hoje, se alguém afirmar que jogar videogame não é apropriado no dia de sábado (e, em alguns casos, não é apropriado em dia nenhum!), quem dirá que isso é fanatismo serão os próprios adventistas! Há décadas, era muito difícil alguém convencer um adventista de algo, porque ele sempre tinha alguns versos bíblicos para apoiar o que cria. Hoje, vá a um foro adventista e veja como as discussões giram em torno de “eu acho que”, “em minha opinião”, “isso é o meu modo de ver” e expressões congêneres. As mínimas noções básicas de interpretação hoje são ignoradas. Se alguns escritores antecipavam que teríamos uma geração biblicamente analfabeta, isso hoje não parece uma profecia amarga, todavia, já se trata da mais cruel realidade.

Não adianta espernear: a razão pela qual muitos querem uma renovação nos cultos e um afrouxamento das normas de vestimenta é simplesmente porque sua mente não faz conexão entre a experiência cristã (que eles possuem de fato) com a necessidade de aceitar o senhorio de Jesus (que eles entendem de um modo restrito, condicionado a um período específico e, portanto, desnecessário aos novos tempos). Simples assim. Estamos lutando para ampliar um caminho ao qual Jesus chamou de estreito. Enquanto o conselho para Laodiceia fala sobre necessidade de colírio, achamos que, em terra de cego, quem precisa de colírio é rei.

Podemos ignorar a multidão de opiniões de pastores e líderes. Mas até quando resistiremos ao Espírito? E qual será o preço por adiarmos nos submeter a Ele em busca de reavivamento?

(Douglas Reis, Questão de Confiança)

Prefira as “versões amigáveis”

Versões hostis não levam a nada
Ao ler Introdução à Filosofia da Religião, de William L. Rowe, especificamente o capítulo “O problema do mal” (no qual o autor aborda o problema lógico e o problema indiciário do mal), destaco o seguinte trecho:

“É preciso não confundir a perspectiva de que uma pessoa pode ter justificação racional para aceitar o teísmo enquanto outra pessoa tem justificação racional para aceitar o ateísmo com a perspectiva incoerente de que o teísmo e o ateísmo podem ser ambos verdadeiros. Dado que o teísmo (no sentido estrito) e o ateísmo (no sentido estrito) exprimem afirmações contraditórias, um tem de ser verdadeiro e o outro falso. Mas como os indícios de que se dispõe podem justificar a crença numa afirmação que, à luz da totalidade dos indícios é falsa, é possível pessoas diferentes terem justificação racional para acreditar em afirmações que não podem ambas ser verdadeiras. Suponha-se, por exemplo, que uma amiga sua embarca num avião para o Havaí. Horas depois da decolagem você descobre que o avião caiu no mar. Depois de uma busca de vinte e quatro horas, não se encontram sobreviventes. Nestas circunstâncias é racional que o leitor pense que a sua amiga não sobreviveu. Mas dificilmente será racional que ela própria acredite nisso enquanto está a boiar ao sabor das ondas com um colete salva-vidas, perguntando-se por que razão os aviões de busca não conseguem encontrá-la. O teísmo e o ateísmo não podem ser ambos verdadeiros. Mas na medida em que a experiência e o conhecimento diferem de pessoa para pessoa, uma pode ter justificação racional para aceitar o teísmo ao passo que outra tem justificação racional para aceitar o ateísmo.

“Caracterizamos o teísta como alguém que pensa que o Deus teísta existe e o ateu como alguém que pensa que o Deus teísta não existe. À luz do nosso estudo do problema do mal, talvez devamos introduzir distinções complementares. Um ‘ateu amigável’ pensa que uma pessoa pode ter justificação racional para acreditar que o Deus teísta existe. Um ‘ateu hostil’ pensa que ninguém tem justificação racional para acreditar que o Deus teísta existe. Há que fazer distinções semelhantes a respeito do teísmo e do agnosticismo. Um ‘agnóstico hostil’, por exemplo, é um agnóstico que pensa que ninguém tem justificação racional para acreditar que o Deus teísta existe e que ninguém tem justificação racional para acreditar que o Deus teísta não existe. Mais uma vez, temos de observar que o ateu (ou o teísta) amigável não acredita que o teísta (ou o ateu) tem uma crença verdadeira, apenas que pode perfeitamente ter justificação racional para adotar essa crença. Talvez a lição final a retirar do nosso estudo do problema do mal seja que as versões amigáveis do teísmo, do agnosticismo e do ateísmo são todas preferíveis às versões hostis.”

Todos temos nossas razões diante de um mundo e uma realidade misteriosos e complexos. Teísta, ateísta ou agnóstico - sejamos amistosos uns com os outros: o diálogo torna-se muito mais proveitoso e empolgante. Procuremos compreender o porquê de cada um. Afinal, a Verdade quer se manifestar. Não devemos ofuscá-la com os nossos preconceitos irracionais. 

(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)

Manifestações na Copa: terrorismo?

Cadeia para os "terroristas"?
De autoria dos senadores Marcelo Crivella (PRB/RJ), Ana Amélia (PP/RS) e Walter Pinheiro (PT/BA), o PL 728/2011, cuja votação está sendo apressada no Congresso, prevê limitações ao direito à greve, além de considerar atos de manifestações, sob determinadas circunstâncias, terrorismo. De acordo com a ementa - parte do texto em que se resume a proposta -, o projeto “define crimes e infrações administrativas com vistas a incrementar a segurança da Copa das Confederações FIFA de 2013 e da Copa do Mundo de Futebol de 2014, além de prever o incidente de celeridade processual e medidas cautelares específicas, bem como disciplinar o direito de greve no período que antecede e durante a realização dos eventos, entre outras providências”.

Dispõe o art. 4º: “Provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo: Pena – reclusão, de 15 (quinze) a 30 (trinta) anos.

§1º Se resulta morte:
Pena – reclusão, de 24 (vinte e quatro) a 30 (trinta) anos.
§2º As penas previstas no caput e no §1º deste artigo aumentam-se de um terço, se o crime for praticado:
I – contra integrante de delegação, árbitro, voluntário ou autoridade pública ou esportiva, nacional ou estrangeira;
II – com emprego de explosivo, fogo, arma química, biológica ou radioativa;
III – em estádio de futebol no dia da realização de partidas da Copa das
Confederações 2013 e da Copa do Mundo de Futebol;
IV – em meio de transporte coletivo;
V – com a participação de três ou mais pessoas.
§3º Se o crime for praticado contra coisa:
Pena – reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos.
§4º Aplica-se ao crime previsto no §3º deste artigo as causas de aumento da pena de que tratam os incisos II a V do §2º.
§5º O crime de terrorismo previsto no caput e nos §§1º e 3º deste artigo é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.”

Neste ponto, cabe ressaltar a abertura do tipo penal, de forma que muitas condutas podem ser nele enquadradas. O fechamento de uma via pode ser considerado privação da liberdade de pessoa, considerando-se que ela terá, em certa medida, sua liberdade de ir e vir cerceada por uma manifestação que bloqueie uma via de acesso?

Como motivação ideológica ou política, pode-se enquadrar a aversão a possíveis gastos excessivos e à corrupção e ao superfaturamento ocorrido nas obras voltadas aos citados eventos esportivos? Por que a motivação ideológica, justificativa apresentada para tais atos, deveria constituir um agravante, isto é, algo que enquadre a conduta no tipo penal?

O que seria considerado “infundir terror ou pânico generalizado”? Seria possível enquadrar manifestações de enorme vulto, que somem centenas de milhares de pessoas contrárias a determinado evento, atrapalhando a sua realização ou, indiretamente, coibindo a presença de pessoas no mesmo?

Caso, em manifestações pacíficas, alguns sujeitos, inclusive infiltrados por opositores aos protestos, iniciem depredações, haverá uma preocupação em distinguir participantes pacíficos? Em que medida esta lei poderá causar medo entre ativistas, considerando-se que, caso estejam em uma manifestação legítima e pacífica, poderão ser “envolvidos” em crimes que poderão atingir pena de até 30 anos?

Na justificativa, está escrito que “a tipificação do crime ‘terrorismo’ se destaca, especialmente pela ocorrência das várias sublevações políticas que testemunhamos ultimamente, envolvendo nações que poderão se fazer presentes nos jogos em apreço, por seus atletas ou turistas”. Conforme o dicionário Michaelis, define-se sublevação como “incitar à revolta, insurrecionar, revolucionar [...] revoltar-se”.

Há discussões jurídicas quanto à violação do art. 5º, inciso XVI, da Constituição Federal de 1988, o qual afirma que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

Ademais, critica-se a desproporcionalidade da punição ao “vandalismo”, o qual, ainda que reprovável, poderia acarretar sanção superior à cabível ao crime de homicídio, punível com pena de 6 a 20 anos.


Nota: Vai chegar o tempo em que publicar algo contra o status quo ou pregar um sermão será considerado “terrorismo”. E os culpados serão os “fundamentalistas”, claro. [MB]


quinta-feira, janeiro 23, 2014

Que tal esquecer um livro? Participe!

Campanha visa a estimular a leitura
[Esta é uma ideia que este blog apoia. Leia o texto e a nota no fim para entender como participar. – MB] O brasileiro lê em média seis minutos por dia. Metade dos brasileiros não leu nenhum livro nos últimos três meses. 75% dos brasileiros nunca pisaram numa biblioteca. Diante de dados como esses, o pessimismo deixa de ser uma escolha e, para alguns, se transforma numa obrigação moral. Ao leitor brasileiro, esse ser tão improvável, só restaria lamentar a ignorância do público em conversas com outros raríssimos leitores, nos mesmos [...] eventos de sempre, e continuar a caminhada silenciosa rumo à extinção. Num terreno tão inóspito, só loucos acreditariam que ações de incentivo à leitura têm algum futuro. Volta e meia escrevo sobre alguns deles. Há os quatro ou cinco twitteiros que transformaram uma hashtag despretensiosa numa campanha nacional para doação de livros. Há quem venda livros a preços populares em estações de metrô. Há quem transforme bicicletas em bibliotecas itinerantes. Todos unidos na loucura de acreditar que os brasileiros podem ler mais.

Na última semana, deparei com mais um desses loucos, que atende pelo nome de Felipe Brandão. Ele é o criador da campanha “Esqueça um livro”, iniciada em abril de 2013. Participar dela é tão fácil que talvez você já o tenha feito sem querer: basta deixar um livro num lugar público para que outro leitor o encontre. A ideia é fazer com que os livros circulem em vez de voltar para a estante depois de lidos. O projeto é inspirado no BookCrossing, um projeto criado em 2001 nos Estados Unidos com um objetivo nada modesto: fazer do mundo uma biblioteca.

“Os dados sobre leitura no Brasil são assustadores em relação a outros países, mas no meu dia a dia tenho visto algumas mudanças”, diz Felipe. “As pessoas estão lendo mais. Um movimento como o ‘Esqueça um livro’ é pequeno, mas é o meu gesto. Tenho esperança de que o país pode melhorar por meio da leitura.”

A biblioteca de Felipe ainda é modesta, mas sua loucura já começa a dar resultados. Desde abril, ele diz ter “esquecido” cerca de 800 livros em vários pontos de São Paulo e outras cidades. Outras pessoas também aderiram. “Já recebi fotos de livros ‘esquecidos’ na Times Square, em Nova York, e no Cristo Redentor”, afirma Felipe.

No próximo sábado, aniversário da cidade, a campanha deve crescer. Ele reuniu 600 livros e promete deixá-los no ponto de ônibus em frente ao Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, às 14h. Outros leitores são convidados a levar seus próprios livros para “esquecê-los” no local, ou para encontrar suas próximas leituras. Leitores de outras cidades também podem participar e enviar fotos de seus livros “esquecidos” em qualquer lugar do Brasil. Antes de “esquecer” o livro, uma dica é escrever uma dedicatória explicando a campanha. “A ideia é que o livro continue circulando e seja esquecido novamente depois de lido”, diz Felipe.

Distribuir livros depois de ler em vez de guardá-los na estante é uma loucura. Abandonar livros em lugares públicos, longe das prateleiras de livrarias e bibliotecas, é loucura. Acreditar que outras pessoas vão seguir a mesma ideia é loucura. Que a loucura de Felipe tenha tanto sucesso quanto a de outros loucos por leitura – e que algum dia eles convençam os pessimistas a parar de reclamar.

(Danilo Venticinque, Época)

Nota: Está aí uma campanha que os adventistas podem e devem apoiar. Que tal nós também “esquecermos” muitos livros missionários por aí? Neste ano, trabalharemos na divulgação do livro A Única Esperança, de Alejandro Bullón. Teremos nosso dia especial de distribuição da obra, mas nada impede que comecemos a “esquentar os motores” apoiando a campanha “Esqueça um livro”. Deixe em lugares estratégicos um livro missionário ou qualquer outro livro cristão que esteja “sobrando” lá na sua casa. Além de promover a cultura e o bom hábito da leitura em nosso país, você poderá ter surpresas aqui e na eternidade. E mais: Que tal, como sugere o texto acima, você tirar uma foto do seu/seus livros “esquecidos” e me enviar para ser publicada aqui no blog? Envie a foto com a descrição do local e seu nome completo para este e-mail: blogcriacionismo@gmail.com Participe! [MB]

Suécia recusa Jogos de 2022 para não usar dinheiro público

País sério é outra coisa
Em votação entre os partidos políticos na semana passada, com apoio até do prefeito da cidade, os suecos optaram por não se candidatar à disputa para receber o evento. Os argumentos? A cidade tem prioridades mais importantes, a conta para organizar os jogos seria alta demais e um eventual prejuízo teria de ser coberto com dinheiro público. Para os partidos, aceitar os jogos seria “especular com o dinheiro do contribuinte”. O primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt também se mostrou contra. “Não posso recomendar à Assembleia Municipal que dê prioridade à realização de um evento olímpico. Temos outras necessidades, como a construção de mais moradias”, disse o prefeito Sten Nordin, em declarações publicadas pelo jornal Dagens Nyheter e reproduzidas pela BBC. No jornal Dagens Nyheter, o secretário municipal de Meio Ambiente de Estocolmo, Per Ankersjö, escreveu um artigo defendendo a decisão.

“Os cidadãos que pagam impostos exigem de seus políticos mais do que previsões otimistas e boas intuições [sobre o orçamento]. Não é possível conciliar um projeto de sediar os Jogos Olímpicos com as prioridades de Estocolmo em termos de habitação, desenvolvimento e providência social”, disse.

A cidade tinha apresentado seu plano em novembro de 2013. Em fevereiro, a cidade russa de Sochi receberá os jogos desse ano. Os de 2018 serão em Pyeongchang, na Coreia do Sul.


Nota: Tem horas que dá uma “inveja” de países sérios... Aliás, no Brasil, este é um ano ideal para políticos corruptos e que só pensam nas eleições seguintes e na sua permanência no poder (leia-se: sugando as tetas do Estado). Depois do Carnaval vem a Copa do Mundo, e se a nossa seleção for a campeã, aí, sim, o êxtase será total. Como o pão já está garantido (mesmo com os bilhões desviados nas obras), o circo levará o povo ao delírio. Massa fácil de ser conduzida... [MB]

quarta-feira, janeiro 22, 2014

O Porta dos Fundos e o direito cristão à reação

Desrespeito gratuito
Vamos a um texto longo, longuíssimo? Vamos às tarefas difíceis, que as fáceis são fáceis. Como afirmei num pequeno post de ontem à noite, não acho que comentaristas de política devam ficar terçando armas com humoristas, embora, em essência, o humor sempre fale a sério. No geral, interessa-me nele mais a mecânica da desconstrução de uma lógica aparente ou formal, de que são capazes os bons, do que o conteúdo propriamente. Em princípio, qualquer assunto pode ser objeto dessa desconstrução. A quem ocorreria, no entanto, fazer graça, deixem-me, ver com os sírios, submetidos ao carniceiro Bashar Al Assad e também a seus adversários, não menos asquerosos? Como arrancar um riso ou fazer uma ironia inteligente sobre a boate Kiss? “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu de nada (nem de ninguém) serei escravo.” É São Paulo na 1ª Epístola aos Coríntios, ensinando que a noção de limite também é libertadora. Para que dê sequência a este texto, é preciso que um valor esteja presente à leitura de cada linha: se, em algum momento, parecer que estou a defender a censura estatal, ou de qualquer outra natureza, ao humor do Porta dos Fundos ou de qualquer outro, ou eu não estarei a me expressar com clareza ou o defeito estará no entendimento. Vamos seguir. [Continue lendo.]

Tomar refrigerante é tão perigoso quanto fumar

Que tal um suco?
E por isso as latas deveriam vir com rótulos de alerta sobre o perigo, iguais aos estampados nas embalagens de cigarro. É o que dizem alguns pesquisadores, depois de um novo estudo apontar que beber refrigerante pode causar diabetes do tipo 2. Quem decidiu investigar a relação entre a doença e o hábito de beber refrigerante foi o pessoal do Imperial College, em Londres. Eles perguntaram a 12 mil pessoas já diagnosticadas com a doença sobre a dieta de cada um – e quantas latinhas de refrigerantes costumavam tomar por dia. Outras 16 mil pessoas, sem diabetes, também foram entrevistadas. Perceberam uma tendência negativa: tomar 360 ml de refrigerante (equivalente a uma lata) por dia aumenta em 22% o risco de ter a doença. E o problema não atinge apenas obesos. Refrigerante faz mal mesmo para pessoas com peso normal – só que nesse caso o risco de ter diabetes do tipo 2 sobe “só” 18%.

“Se existe algum item da nossa dieta que age como o tabaco, esse item é o refrigerante [e outras bebidas industrializadas que vêm cheias de açúcar]”, explica Barry Popkin, da Universidade da Carolina do Norte, ao Sunday Times. “Os rótulos dessas bebidas deveriam explicitar a quantidade de açúcar e alertar que o consumo tem de ser limitado”, diz Nick Wareham, um dos autores da pesquisa.

O problema é que o refrigerante parece aumentar a resistência da insulina no organismo. Por mais que a substância esteja presente no corpo, os níveis de açúcar no sangue continuam altos, o que caracteriza a diabetes do tipo 2.

Que perigo, não? Melhor trocar o refrigerante por um suco natural.

O que você revela sobre você no Facebook

Integridade no real e no virtual
Coloquei o apartamento do meu pai para alugar no carnaval do Rio. Um rapaz respondeu. Simpático, educado. Achou o preço ótimo. Pelo que me falou sobre ele, eu disse Ok, vou reservar para você. Perguntei quais eram as idades do grupo. Ele respondeu que faria o depósito do sinal. Insisti perguntando as idades do grupo. Respondeu que mandaria logo e me pediu o contrato de temporada para assinar rapidamente e fechar negócio. Pedi de novo os nomes e as idades dos interessados. Tudo por email. Quando eu percebi que havia uma certa enrolação, telefonei para o celular do candidato. O rapaz, engenheiro formado, paulistano, aparentemente rico e de boa família, tinha 26 anos. Dois eram amigos de 28 e 29 e havia uma trinca – “ou mais” – de 20 a 23 anos. “Primos”. Bom, aí a coisa começou a emperrar.

Resolvi olhar os perfis nas redes sociais. Eram bonitos, fortes e saudáveis os dois mais “velhos”. O que me contatou tem, como foto principal, uma imagem sem camisa, músculos bem definidos, numa mesa de bar, rodeado por latas de cervejas. Nada demais, um cara festeiro, curte a vida, não?

Outra foto o mostra no meio da Fiel do Corinthians. Ok, um cara apaixonado por seu time, uma torcida “aguerrida”... quem não ama seu clube de futebol, né?

A outra foto o mostra rindo, de boné, com uma camiseta com os seguintes dizeres: SEX & PILLS & DRUGS & TATTOO & MUSIC & SEX = Rehab+iMode. Nesse momento, eu agradeci o interesse e desejei boa sorte a todos.

Fico pensando. Será que as moças e os rapazes que se despem física e emocionalmente nas redes sociais acham que “tudo bem”? O meu candidato pode ser uma pessoa muito legal mesmo e as fotos talvez apenas traduzam a personalidade de um jovem popular, feliz, sedutor e cheio de vida. Mas, na hora de entregar o apartamento dos pais a um grupo de inquilinos, ou na hora de se contratar alguém ou de chamar um profissional para uma empreitada, dificilmente a pessoa opta pelo risco.

A primeira coisa que se faz hoje é verificar o perfil do candidato na rede social. Tem gente que faz essa “verificação” virtual até mesmo antes de correr o risco de se apaixonar... E as fotos podem dizer mais do que mil palavras.

Menos, pessoal. Menos.

(Ruth de Aquino, Época)

Nota: Fiquei, mais uma vez, pensando no que um cristão revela no Facebook. Talvez alguns o vejam na igreja, sentadinho, bonitinho, lá, durante o culto. Mas, quando vão bisbilhotar seu Face, o que veem? Compartilhamento de piadas indecentes? Fotos em situações no mínimo aniticristãs? Exibição de partes do corpo que não deveriam vir à luz? O que veem? Deveriam ver as marcas de um cristão autêntico que é o mesmo em qualquer lugar, seja na igreja ou na escola; seja na vida real ou na virtual. [MB]

terça-feira, janeiro 21, 2014

Os verdadeiros “culpados” pelo aquecimento global?

Culpa humana?
Um novo estudo sobre o aquecimento global promete acender as controvérsias sobre o tema, não tanto pelos resultados que apresenta, mas pela forma como os resultados estão sendo apresentados. Trata-se de um caso muito ilustrativo de como um “estudo científico” pode chegar a conclusões ou interpretações que pouco têm de científicas. Damon Matthews e seus colegas da Universidade de Concordia, no Canadá, queriam saber quais países contribuem mais para o aquecimento global “como uma forma de alocar responsabilidades históricas pelas mudanças climáticas observadas”, segundo eles. Sua conclusão principal foi apresentada em seu estudo e em um comunicado à imprensa feito pela universidade, intitulado “Maiores criminosos do aquecimento global”. A revista britânica New Scientist alterou um pouco a manchete e publicou uma reportagem com o título “Os sete ‘pecadores mortais’ do aquecimento global”. Os culpados, em ordem de culpa, crime ou pecaminosidade são: Estados Unidos, China, Rússia, Brasil, Índia, Alemanha e Reino Unido. Segundo os pesquisadores, esses países foram responsáveis por mais de 60% do aquecimento global entre 1906 e 2005.

Ocorre que a corrente principal da ciência defende que o aquecimento global é de origem antropogênica, ou seja, é causado pelo homem. Assim, para descobrir quais países mais contribuíram para o aquecimento global é necessário dividir os efeitos do aquecimento pela população de cada país. Quando isso é feito, o Canadá, país onde foi feito o estudo e que não aparece na anunciada lista de “criminosos”, salta diretamente para o terceiro lugar do pódio - na verdade o Canadá é o 10º colocado na lista original, o que talvez explique um anúncio de cabalísticos “sete culpados”.

Quando a população é levada em conta, todas as primeiras sete posições - número de culpados escolhido pelos próprios pesquisadores - passam a ser ocupadas por países desenvolvidos. Os autores do estudo não concordam muito com isso: “Está claro que a população sozinha não determina a contribuição climática de um país”, dizem eles, sem apresentar argumentos para essa alegada clareza, a menos que se considere a área de cada país - um elemento natural - como um fator essencial, o que tiraria peso do argumento de um aquecimento global antropogênico.

Assim, a conclusão do estudo, e o que foi liberado para a imprensa com grande alarde, foi uma lista de supostos “criminosos” indiciados sem base científica, uma vez que se trata de um cálculo de responsabilidade pelo aquecimento global causado por humanos que não leva em conta os humanos. [E, claro, essa pesquisa não tem relevância para os aquecimentistas que querem a todo custo culpar unicamente o ser humano pelo aquecimento global e suas tragédias consequentes; se a culpa é humana, os humanos precisarão aceitar os esforços humanos de uma “elite iluminada” no sentido de salvar a Terra da destruição. Com a devida alimentação do medo e orquestração das notícias e pesquisas – engenharia social –, várias medidas, mesmo as impopulares, acabarão por ser aceitas. – MB]

As creches contra as crianças e a liberdade

Substituindo os pais?
A Prefeitura de São Paulo foi condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a uma missão impossível: abrir 150 mil vagas em creches, mais 14.701 vagas para crianças da pré-escola para o começo de 2016, sob a ameaçadora pena de pagar pesadas multas caso não cumpra esse encargo. Essa é, sem dúvida, a maior condenação emitida por um tribunal contra a educação de uma cidade no mundo! 

Infelizmente, as prefeituras caem no mesmo erro dos órgãos federais: assumem responsabilidades que não lhes convêm e deixam de lado aquelas que as leis lhes prescrevem. Daí vem o descontentamento e a frustração para a sociedade. No que tange à Prefeitura de São Paulo, os candidatos a prefeito, incluso o eleito Fernando Haddad, prometeram abrir Escolas Técnicas de ensino médio (que pela LDB é responsabilidade estadual, não municipal), abrir universidades municipais (novamente, pela LDB, não e uma atribuição do município apesar de soar bonito, antes um encargo do Governo Federal e, em alguns casos, do Governo Estadual), implantação de escolas em regime integral (que soa muito bonito, mas tem um custo absurdo, sendo realisticamente inviável em larga escala).

Na questão das creches, tudo isso é agravado com a perseguição do judiciário contra as várias prefeituras brasileiras – seja a de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e outras metrópoles do Brasil – obrigando-as a abrir e manter em bom funcionamento um número exorbitante de creches. 

Se as prefeituras não conseguem cuidar bem das atribuições mínimas, por que aumentar-lhe as atribuições e aumentar o caos?

É lamentável reconhecer, mas inventaram um desvio de verba legal dos meios destinados à educação: a creche pública!

É lamentável que tantos recursos da educação sejam desviados de forma legal, impedindo, assim, que as reais necessidades das crianças, dos adolescentes e universitários sejam contempladas.

É lamentável que os municípios estejam despejando rios de dinheiro para promover a desagregação familiar e os desajustes emocionais que essa situação causa sobre os filhos.

A creche pública é um retrocesso porque (1) tira a verba que deve estar a serviço da educação com qualidade nas escolas estaduais e municipais, as prefeituras têm imensas tarefas educacionais com crianças e adolescentes em Ensino Fundamental I e Ensino Fundamental II, tarefas essas que propositadamente não estão cumprindo haja vista que o salário dos professores está gravemente rebaixado e defasado (pouquíssimas cidades pagam o piso salarial mínimo instituído pelo MEC), causando um excesso de jornada e o excesso de faltas causadas por isso; as escolas têm gravíssimos problemas de infraestrutura, falta de materiais como livros; falta de computadores, falta gritante de bibliotecas, etc. (2) Esse gasto desviante exacerba tremendamente a crise educacional deste País; (3) gera uma noção de oposição entre a mulher “livre” e a mulher “mãe-prisioneira”; (4) evita, assim, a essencial reforma trabalhista que faria que o(a) brasileiro(a) trabalhasse menos e pudesse se dedicar à família também; (5) destrói todo o senso de responsabilidade familiar dos pais e mães, afinal, o Governo educa as crianças a seu modo secularista, politicamente (in)correto; logo, os pais podem trabalhar e desfrutar a vida sem o incômodo dos filhos. É importante lembrar que nas propagandas eleitorais é esse o argumento utilizado para defender o programa de escola integral e creches, ou seja, é um serviço para tirar dos pais e mães a preocupação com a educação dos próprios filhos e poderem fazer coisas do seu interesse pessoal; ou seja, tirando os filhos dos seus mais importantes protetores (os pais) e depositando-os em creches ou escolas integrais; explorando essa falsa dicotomia trabalho/lazer x educação dos filhos. É uma forma não tão sutil de as autoridades entregarem os pais e as mães à escravidão desagregadora, sob o comando do deus mercado! (6) Essa ideia de creches vem do leste europeu outrora comunista; mas a situação das creches nesses países foi tão catastrófica para a sociedade e a economia que mesmo esses países, há muito, abandonaram essa política deseducacional. Infelizmente, os governantes, juízes e pais desinteressados em formar seus filhos gostam muito disso, mas pergunte aos pequenos: Crianças, vocês preferem estar junto de seus pais ou ficar numa creche? 
              
Até é aceitável que a criança passe algumas horas do dia numa creche e, assim possa desenvolver qualidades de sociabilidade, mas jamais isso deve ser o dia inteiro, com a anuência e a ausência irresponsável dos pais.

Existe, também, a ideia de supercontrole sobre as pessoas por parte do governo; ou seja, o governo cobra impostos exorbitantes, gasta de forma desviante, escraviza as pessoas com condições de trabalho lamentáveis e controla como, quando e por que as crianças serão educadas – um poder que pertence exclusivamente à família.

Já passou da hora de entendermos que um desvio de verba legal é tão grave, e muitas vezes mais grave, do que aqueles desvios feitos às ocultas. Já passou da hora de os pais cuidarem de seus filhos e não permitir que governos comprovadamente levianos assumam o papel. Esses pais devem exigir reformas trabalhistas para que possam ter, eles mesmos, tempo para conviver com os filhos e educá-los.

E as creches? Podem e devem existir para atender as crianças algumas horas do dia, mas nunca ser usadas como substituição contínua, onipresente e completa da educação que esses pais podem e devem dar aos filhos. Jamais devem ser colocadas à serviço do deus  mercado, arrancando filhos dos pais e pais dos filhos. É necessário implementar algo para a melhora das condições de cuidados das crianças? Definitivamente, sim, a começar da simplificação da CLT para permitir que pais e mães tenham mais altos rendimentos e possam manter seus trabalhos em regime de meio período (os chamados part-time jobs dos Estados Unidos e da Alemanha).

(Sílvio Motta Costa é professor da rede pública em São Paulo)

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Che Guevara e o “amor à vida”

Natasha divulga livro do guerrilheiro
Saí [Rodrigo Constantino] para tomar um vinho. Só eu e minha esposa, em busca de sossego. Sem ficar ligado na internet, claro. Chego em casa e vejo que há várias mensagens de leitores alertando que a novela da Globo, “Amor à vida”, fez proselitismo barato, indicando livro sobre Che Guevara. Penso comigo: “Lá vou eu...” Dá uma preguiça... mas são ossos do ofício. Quer dizer, então, que Walcyr Carrasco colocou em uma de suas personagens a propaganda de um livro enaltecendo o assassino comunista? A tal da Natasha (foto), aquela ruiva bonita, indicou para Thales, o escritor, um livro ótimo para saber como o guerrilheiro pensava? Confirma, produção? Não vou entrar no mérito das distorções de valores dessa novela em especial. O autor parece ter uma queda pelo bizarro e grotesco. Gente que joga a própria sobrinha, ainda bebê, abandonada numa caçamba para morrer, depois se redime, aprende a ser “bonzinho”. Bicha má o tempo todo é pedir demais para o politicamente correto, não é mesmo? Há que ter redenção!

Fora isso, tudo parece invertido. A coroa rica se apaixona pelo motorista, e a única pessoa que levanta questões racionais tinha que ser uma total crápula que maltrata a filha autista, logo acusada de preconceituosa. Aliás, a autista conquista o coração de um advogado supostamente inteligente, balbuciando algumas palavras soltas no ar (deve ser ótimo para as famílias com autistas de verdade manter essa vã esperança).

Quase todos são imorais ou indecentes, principalmente os ricos. Os homens são bobalhões, facilmente enganados e manipulados. Empresário rico e legal? Ainda estou para ver nas novelas. A chata (e linda) da Paloma é o ícone do politicamente correto, e só pensa no social. Quem liga para o lucro? Ela não. Isso é coisa do malvado egoísta e insensível, claro (calma que ainda dá tempo de ele se redimir 100% e também abandonar esse foco mesquinho do hospital).

Enfim, Walcyr Carrasco tem uma lente para observar o mundo bem diferente da minha. Cada um na sua. Só não posso deixar passar em branco essa propaganda de Che Guevara. Aí já é demais! Cruzou a linha do aceitável. Ultrapassou todos os limites de tolerância do meu radar “esquerda caviar”.

Quer indicar algo para as pessoas saberem quem foi Che Guevara, o que ele pensava e o que fez? Então fica aqui a dica:


Que fique bem claro: Che Guevara e amor à vida não se misturam, como água e óleo. Se fosse amor aos fuzilamentos de inocentes, tudo bem. Mas à vida, jamais!

P.S.1: Ao menos o autor escolheu uma boa personagem para dar a dica sobre Che, uma moça que morou a vida toda nos Estados Unidos e só voltou ao Brasil de olho na herança que tem a receber, e ainda dorme com o outro, traindo o namorado, por interesse. Mais típico da esquerda caviar é impossível...

P.S.2.: Só para constar, a quem interessar possa, Che pensava que gays tinham de ser “curados” em campos de trabalho forçado, e Cuba sempre perseguiu os homossexuais.

(Rodrigo Constantino, Veja.com)

domingo, janeiro 19, 2014

Kanye West: mais um falso Cristo

O falso messias da vez
Parece que algumas pessoas levaram a faixa “I’m God”, de Kanye West, mais a sério do que deveriam. Depois de o rapper anunciar planos de lançar a sua própria moeda, um grupo de seguidores resolveu criar uma “religião” centralizada na figura de West: a Yeezianity. Em entrevista ao blog Noisey, da revista Vice, um porta-voz do grupo anônimo disse acreditar que o rapper “foi enviado por Deus para levar a humanidade a uma nova era”. “Ele tem princípios morais muito altos e muita integridade. Ele é a pessoa mais criativa do mundo. E, como toda pessoa criativa, recebe um monte de críticas das massas”, continuou. O fundador da seita disse ainda que a nova “religião” tem relação com o Cristianismo. “Refleti e achei que ela era apenas uma adaptação do Cristianismo, mas com Yeezus (apelido de Kanye) no lugar de Jesus, que tem toda essa bagagem e todas essas conotações. Yeezus é a ‘novidade’. Não falamos de sua pessoa pública, pois Yeezus é quando Kanye se eleva ao nível de Deus, o que eu penso que todos temos o potencial de fazer.”


Nota: Disse Jesus: "Muitos virão em Meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos" (Mateus 24:5).

Coelhinha da Playboy é encontrada morta em Los Angeles

Mais uma vida ceifada
Nesta quarta-feira (15), a coelhinha ["coelhinhas" são modelos que trabalham em eventos patrocinados pela revista masculina e posam nuas] da Playboy Cassandra Lynn foi encontrada morta. A modelo norte-americana, de 34 anos, estava na casa de alguns amigos, de acordo com o site TMZ. A polícia investiga o caso como uma possível morte por overdose, conforme relatou um amigo da modelo que ligou para o serviço de emergência. De acordo com o site, a modelo foi encontrada flutuando em uma banheira. Quando os paramédicos chegaram ao local, já não conseguiram reanimá-la. Cassandra nasceu em Utah e, aos 18 anos, se mudou para a Califórnia para realizar o sonho de ser modelo.


Nota: Infelizmente, a história de Cassandra tem se tornado cada vez mais comum. Pessoas que vendem o corpo e a alma em busca de dinheiro, sucesso e fama acabam se perdendo na vida. Os casos de suicídio têm aumentado no mundo (confira), mas, entre as modelos e atrizes pornôs isso tem sido alarmante. É mais uma prova de que uma vida em desacordo com os planos de Deus gera apenas insatisfação e tristeza. [MB]

sábado, janeiro 18, 2014

A Descoberta: um livro simples e profundo

Literatura teísta/criacionista
Sempre fui um ávido devorador de livros. Entre 2006 e 2007, li 52 livros em 52 semanas, e embora não leia mais no mesmo ritmo, ainda “devoro” uns dois livros por mês (mas este durou “só” dois dias). De seis anos pra cá, por questões pessoais e por escolha, tenho me dedicado muito, mas muito mais à literatura cristã, tanto de ficção como de conteúdo teológico e A Descoberta é um pouco dos dois. E sou feliz por isso, aprendo mais e mais a cada dia.

Na sexta-feira, 25/10 [do ano passado], iniciei a leitura de A Descoberta e li cerca de 40 páginas; hoje, domingo, 27/10, retomei a leitura por volta de 13h e só parei de ler quando cheguei ao fim do livro, e confesso que me emocionei em vários momentos, ri em outros por serem situações semelhantes às que vivenciei (com a diferença de que eu não era ateu), e aprendi ainda mais.

Há quase sete anos, iniciei uma jornada semelhante à de Carlos, no espetacular A Descoberta. Não posso dar muitos detalhes da obra para não estragar as lindas surpresas. Minha jornada teve início com o sincero pedido de minha então futura esposa, e se resumiu em uma pergunta feita com o coração e com muito amor, e pela qual sou grato até hoje: “Você está de coração aberto?”

É com esse mesmo princípio que recomendo, e muito, a leitura desse livro. Impossível não se identificar e se sentir próximo dos personagens e de seus dramas; impossível não se emocionar, não rir e não se sentir ainda mais ávido por conhecimento.

Garanto que muitos irão iniciar a mesma jornada de Carlos e, com toda a certeza, não irão se arrepender.

É um livro bem escrito e que vai direto ao ponto, sendo ao mesmo tempo “simples”, mas muito, muito profundo.

A história de Carlos é verossímil e bem trabalhada, com um fabuloso trabalho de pesquisa e referências para os mais curiosos poderem pesquisar e constatar que tudo aquilo é, sim, possível de acontecer. De certa forma aconteceu comigo... O quê? Leia e descubra; a “jornada” valerá a pena.

(Andreas Pabst, tradutor e professor de Inglês em São José dos Campos, SP)

Você pode adquirir A Descoberta no site www.cpb.com.br, pelo fone gratuito 0800-976 0606 (o frete também é gratuito) ou numa das lojas da Casa Publicadora Brasileira.

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Dieta do tipo sanguíneo: a teoria não tem validade

Dieta evolucionista anticientífica
Pesquisadores da Universidade de Toronto (Canadá) concluíram recentemente que a teoria por trás da dieta do tipo sanguíneo, que afirma que as necessidades nutricionais de um indivíduo variam de acordo com seu tipo sanguíneo, é falsa. A dieta do tipo sanguíneo foi popularizada pelo livro Eat Right for Your Type (em português, A Dieta do Tipo Sanguíneo), escrito pelo naturopata Peter D’Adamo. O livro foi um best-seller traduzido para 52 idiomas que vendeu mais de sete milhões de cópias. A teoria por trás da dieta é que o tipo de sangue da pessoa deve coincidir com os hábitos alimentares dos nossos antepassados, e que as pessoas com diferentes tipos de sangue processam alimentos de forma diferente. Os indivíduos que aderirem a uma dieta específica para seu tipo sanguíneo supostamente podem melhorar sua saúde e diminuir o risco de doenças crônicas, como doença cardiovascular.

“Com base nos dados de 1.455 participantes do estudo, não encontramos nenhuma evidência para apoiar a teoria da dieta do tipo sanguíneo”, disse o principal autor da pesquisa, Dr. Ahmed El-Sohemy. “A forma como um indivíduo responde a qualquer uma dessas dietas não tem absolutamente nada a ver com o seu tipo de sangue e tem tudo a ver com a sua capacidade de manter uma dieta vegetariana ou pobre em carboidratos.”

Os pesquisadores descobriram que as associações observadas entre as dietas de cada um dos quatro tipos de sangue (A, B, AB, O) e os marcadores de saúde são independentes do tipo sanguíneo da pessoa.

Eles analisaram uma população formada em sua maior parte de adultos jovens e saudáveis, que forneceram informações detalhadas sobre suas dietas habituais e uma amostra de sangue, usada para isolar DNA e determinar o tipo sanguíneo e nível de fatores de risco cardiometabólico das pessoas, como a insulina, colesterol e triglicérides. Pontuações de dieta foram calculadas com base nos itens alimentares enumerados no livro para determinar a adesão em relação a cada um dos quatro regimes.

El-Sohemy diz que a anterior falta de evidência científica não significava que as dietas não funcionavam. “Apenas não havia nenhuma prova que dizia se elas eram eficazes ou não. Era uma hipótese intrigante, assim sentimos que devíamos colocá-la à prova. Podemos agora dizer com confiança que a teoria não é válida”, conclui.


Nota: Além de anticientífica, a dieta do tipo sanguíneo tem “sabor” evolucionista. Anos atrás, minha esposa foi a uma consulta com uma neurologista e a médica disse que ela precisaria comer carne (minha esposa, meus filhos e eu somos vegetarianos há vários anos), pois seu tipo sanguíneo é o de “ancestrais caçadores”. Achamos aquilo uma bobagem, tentamos argumentar com a médica e preferimos ouvir uma segunda opinião. Claro que nem começamos o tal “tratamento”. Tempos depois, minha esposa teve que passar por uma cirurgia e o médico prescreveu comprimidos homeopáticos para uma melhor cicatrização. Feita a cirurgia, ele ficou contente com a ótima cicatrização, mas não tomou sequer um comprimido daqueles. Pra que gastar dinheiro com farinha e água? Se homeopáticos tivessem algum efeito cientificamente comprovado, dezenas de pessoas teriam morrido anos atrás, pois tomaram overdoses (adultos e crianças) de remédios homeopáticos (confira). Os homeopatas preferem os resultados clínicos aos testes de laboratório, ou seja, se funciona, indicam. Mas não deveriam se esquecer de que há médiuns que também “curam” e outras coisas que funcionam e que estão mais para sobrenaturais. De minha parte, sempre vou preferir ficar com a Revelação e com a ciência. Por meio da Bíblia e dos escritos de Ellen White, Deus nos revelou e prescreveu oito remédios simples e baratos, com eficácia comprovada. E eles não têm nada a ver com misticismo, dietas mirabolantes e modismos dietéticos. Basta ler livros como A Ciência do Bom Viver e Conselhos Sobre o Regime Alimentar e colocar em prática o que está ali. Funciona e é científico. [MB]