
Os fatores que podem levar ao alcoolismo podem ser de origem biológica, psicológica ou sociocultural. Apesar de a maior parte das pessoas saber que ingestão excessiva de bebidas alcoólicas tem efeitos graves no organismo, é cada vez maior o número de ocorrências de brigas, espancamentos, acidentes automotivos, atos de vandalismo e internações, absenteísmo ao trabalho, além de mortes prematuras em plena idade produtiva.
Tomar umas e outras é uma das mais importantes causas de acidentes evitáveis e mortes no trânsito. Os dependentes do álcool têm propensão ao desenvolvimento de doenças no fígado, no aparelho digestivo, no sistema cardiovascular e aos casos de polineurite alcoólica, sendo que, nos jovens, cujo organismo ainda encontra-se em fase de desenvolvimento, e no sexo feminino, mais propício ao alcoolismo, as conseqüências são bem mais graves.
Os efeitos do álcool não divergem significativamente no organismo do homem e da mulher, contudo há uma ampla diferenciação na metabolização no corpo feminino, o que faz com que elas apresentem sinais de embriaguez mais rapidamente.
Há distinção entre os sexos, pois o organismo feminino possui maior proporção de tecido gorduroso, sofre com variações do álcool no decorrer do ciclo menstrual e por diferenças enzimáticas, o que gera a maior propensão de a mulher tornar-se alcoólica.
Além das questões relacionadas à saúde orgânica, as mulheres sofrem mais psicologicamente, já que, além dos problemas comuns aos dependentes, elas ainda se vêem obrigadas a lidar com grande preconceito da sociedade. Hoje sabemos que até mesmo outros dependentes agem de forma preconceituosa para com as mulheres dependentes de álcool, repetindo em grupos de tratamento mistos os mesmos preconceitos e violência verbal que elas sofrem em casa, provenientes de pessoas que muitas vezes fazem uso até mais pesado de álcool.
“Por questões metabólicas, a mulher é mais suscetível ao alcoolismo”, afirma o Dr. Sérgio Seibel, ex-presidente do Comitê Multidisciplinar de Estudos em Dependência do Álcool e outras Drogas da Associação Paulista de Medicina (APM). “Além de superar as questões comuns aos alcoólicos, elas enfrentam enorme preconceito, padecem com o medo e a vergonha.” ...
Lei Seca - Segundo levantamento do Ministério da Saúde, a “Lei Seca” reduziu as operações de resgate em boa parte do país. O número de atendimentos caiu, em média, 24%. A nova Lei 11.705, de 20 de junho, altera o Código de Trânsito Brasileiro e proíbe o consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica por condutores de veículos. Quem for pego dirigindo depois de beber terá de pagar multa de R$ 957,70, perderá o direito de dirigir por um ano e, conforme a quantidade de álcool registrada no teste do bafômetro, corre o risco de responder por crime, com pena de até 3 anos de detenção. A fiança chega a R$ 1.200. Segundo o Dr. Jorge Curi, presidente da APM, proibir motoristas de ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica é acima de tudo um ato de amor à vida. “A nova lei merece total apoio da classe médica e também de toda a Sociedade. Neste momento, devemos comemorar as vidas preservadas a cada dia e torcer para que outras iniciativas semelhantes sejam adotadas no País.”
(Assessoria de Imprensa, Acontece Comunicação e Notícias)