sexta-feira, maio 15, 2009

Gleiser chutou o balde

Marcelo Gleiser chutou o balde mesmo (saiba por que aqui). Disse que "nossa geometria descreve aproximadamente as formas que vemos à nossa volta; esferas, quadrados, cubos, círculos, linhas". Um aluno do Ensino Médio talvez pudesse dizer isso. Mas alguém que faz curso superior, não. Além dos axiomas básicos da geometria e que a ideia de tais não é nada simples, há muitas formas complexas de geometria - muito utilizadas e trabalhadas na matemática -, mas pouquíssimo observadas no mundo real, como os espaços curvos e hiperbólicos. O que dizer, então, de uma geometria em R^n (lê-se como se o "n" fosse um expoente), no qual interagem dimensões que não podem ser observadas? E num curso de cálculo 4 e avançado no qual se veem funções em Rn, e domínios em Rn. E mesmo naqueles "espaços", não oculares, a geometria ainda trabalha, sobretudo uma geometria vetorial.

Matemática, sim, é uma invenção humana, pois se trata de uma linguagem; de modo de pensamento. Contudo, é uma ferramenta e analisa e estuda a lógica, os fatos, o verdadeiro, o transcendente, independente de uma pessoa ou outra. Logo, se a humanidade não existisse, ainda assim os fatos continuariam, 2 + 2 continuaria sendo 4, mesmo não havendo nenhum homem para verificar isso.

Matemática está longe de ser diminuída a algo que apenas descreve nossa realidade. Um simples conhecimento da História da Matemática permitiria verificar que no passado houve muitas descobertas matemáticas, porém, de fatos e comprovações ainda longe da realidade. Apenas muitos anos depois foram de fato utilizados de algum modo ou comprovados. Diga-se de passagem, os números complexos.

Se o Universo é regido por leis matemáticas e padrões de tais existe em praticamente tudo. Eles não passam a existir apenas quando o homem os observa, consegue escrever, formular e divulgar no meio acadêmico. O fato existe, está sempre ali, independentemente do homem. A matemática pura está universalmente presente, mesmo antes de o homem fazer contas. Dizer que ela apenas existe quando o homem a reconhece é no minimo um equivoco. Há ainda muita "matemática" lá fora, e aqui dentro, não a ser descoberta, reconhecida; que existe, independentemente do homem. Caso contrário, pararíamos por aqui, pois nada mais há a descobrir, não há mais matemática a se desenvolver; pois se ela é limitada ao homem, no momento, então, toda a matemática está descoberta.

Gleiser chutou o balde. Admitir que há uma regência matemática no Universo ficou dificil para ele, apesar de dizer: "Talvez mudem os símbolos, mas a essência dos resultados seria a mesma."

Por que isso intriga? Certamente, porque admitir que toda essa lógica exista como fruto de mero acaso, de um acidente, sem propósito, sem uma razão por detrás, sem "um músico que goste de compor músicas melodiosas e harmônicas", seja uma ousadia muito forte, que contraria toda a intuição matemática; e admitir seria contradizer sua religião, sua crença, sua fé - cega - de que Deus não existe e ponto.

(Evandro Costa de Oliveira, estudante de Matemática na USP)

Pensamentos negativos podem deixar você doente

Pensamentos negativos podem influenciar na vida das pessoas. A reação de um paciente diante da doença pode influenciar na sua recuperação, pense ele de maneira positiva ou negativa. Exemplo disso são pessoas que participam de ensaios clínicos. Metade dos pacientes são submetidos à verdadeira droga e a outra metade recebe o placebo, porém, todos estão cientes dos possíveis efeitos colaterais. O que foi observado é que entre as pessoas que sofrem com os efeitos colaterais estão também pessoas que tomam apenas o placebo. Enquanto o efeito placebo consiste em a pessoa doente tomar uma substância qualquer, que não seja um remédio, e melhorar simplesmente por ter sido feito acreditar que aquele era um remédio real. O contrário disso é chamado de efeito nocebo, ou seja, uma reação adversa que não é causada por alguma droga, mas apenas pela crença de que efeitos indesejáveis são possíveis. Aí entra o efeito do pensamento negativo.

(Hypescience)

Nota: No aspecto espiritual, isso é ainda mais verdadeiro: "Necessitamos de ter um constante sentimento do poder enobrecedor dos pensamentos puros. É nos bons pensamentos que reside a única segurança para cada alma. O homem, 'como imaginou na sua alma, assim é' (Pv 23:7). A faculdade de se dominar desenvolve-se pelo exercício. O que a princípio parecia difícil torna-se fácil pela repetição constante, até que os retos pensamentos e ações acabam por ser habituais. Se quisermos, podemos afastar-nos de tudo o que é baixo e inferior, e elevar-nos para uma alta norma; podemos ser respeitados pelos homens e amados por Deus" (Ellen White, A Ciência do Bom Viver, p. 491).

Palestra sobre naturalismo

O pastor Douglas Reis preparou uma palestra sobre naturalismo que pode ser conferida aqui.

quinta-feira, maio 14, 2009

Ciência, intolerância e fé

A ciência é a autoridade suprema na sociedade. Se há uma disputa, a ciência é o juiz. Se uma lei está para ser aprovada, a ciência tem de comprová-la. Quando a ciência é ignorada, brados de protesto ecoam na mídia, nas universidades e nas esquinas. A autoridade atribuída à ciência é tão grande que muitos são tentados a usá-la para validar afirmações que vão além das evidências disponíveis. Phillip Johnson quer trazer de volta ao debate público questões que muitas vezes têm sido consideradas resolvidas. Ao analisar os fundamentos do naturalismo, o autor ressalta os últimos debates sobre ciência e evolução. No fim, ele conclui profeticamente que as muralhas do naturalismo ruirão e que o evangelho deve desempenhar um papel vital na construção de um novo tipo de pensamento — não apenas em relação à ciência e à religião, mas no que diz respeito a tudo que oferece esperança e sentido à vida.

Ciência, Intolerância e Fé é um livro para todos que entendem a importância desse questionamento e que gostariam de ser participantes bem informados do debate atual. “Em toda a ampla literatura sobre darwinismo, evolução, criação e teísmo, dificilmente podemos encontrar uma análise tão calma, compreensiva e convincente quanto a de Phillip Johnson.”

(Richard John Neuhaus, editor de First Things)

Compre aqui.

A semente brotou

Nos evangelhos sinóticos, encontramos a parábola do semeador. Lucas 8:5-8: “Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um. Dizendo isto, clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Semanas atrás, pude ver germinar uma semente. Claudinei Módolo, mais conhecido como “Branco”, pode ser comparado a uma dessas sementes produtivas. Ele sempre foi bom pai de família, trabalhador, honesto. Casado com Suzana, que foi a primeira a ser batizada na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Boituva, SP, ele é pai de Renan, que é desbravador e cantor na igreja. Entretanto, Claudinei, apesar de conhecer a mensagem adventista há tempos, resistia a tomar a decisão de ser batizado e pertencer, como sua família, à Família de Deus.

Entretanto, Claudinei teve sua grande oportunidade quando o triatleta George Silva, autor do livro Conquistando o Brasil, passou providencialmente por Boituva em seu projeto de percorrer 2.009 km no Estado de São Paulo e palestrando em 33 escolas adventistas da região.

O mais interessante é a forma como George foi parar em Boituva, naquele sábado. Indo de Sorocaba para Tatuí, ele ligou para o amigo Michelson Borges que prontamente o recebeu e hospedou na noite de quinta-feira para sexta-feira. Quando George disse que a visita dele ao Colégio Adventista de Tatuí havia sido cancelada por ser uma semana de provas, Michelson ligou para o diretor, pastor Elias, e intercedeu pelo “atleta da fé”, dizendo que os alunos não poderiam perder seu testemunho de fé. O pastor Elias não deixou passar a oportunidade e acomodou as coisas de tal forma que George pôde falar aos alunos e professores durante uma hora, no fim da manhã. Elias e George são militares na reserva e se tornaram grandes amigos.

Depois de almoçar com o professor Elias, George subiu na bicicleta e se dirigiu ao município de Porto Feliz, onde também apresentou palestra na escola adventista de lá. No sábado, o pastor Elias iria pregar na igreja de Boituva e teve uma ideia: buscar o George em Porto Feliz e deixar que ele contasse a história de sua conversão. E foi o que fez. Depois de falar de seu impressionante chamado na floresta amazônica, George fez um apelo para que os ouvintes se entregassem a Jesus. Claudinei não resistiu e tomou a decisão, afinal.

O que Deus faz para salvar uma pessoa!

Aos 40 anos de idade, Claudinei foi batizado, no dia 12 de abril, pelo pastor Benhur Domingues, no mesmo tanque em que a esposa foi batizada dez anos antes. Os membros da igreja e a família se emocionaram com a feliz surpresa. “Branco”, que é meu cunhado, hoje afirma: “Ao longo desse tempo, já ouvi muitos sermões, por muitas vezes atendi a apelos, sabia que devia tomar uma decisão séria, mas algo me impedia. Até que não pude mais adiar. Senti que aquele era o momento exato.”

A semente que havia sido plantada há 19 anos sofreu as “bicadas” das aves da tradição familiar, enfrentou a seca da incompreensão, os espinhos da indiferença, o sufoco do medo, mas enfim germinou. E, assim como revela o texto bíblico, essa semente há de produzir outras sementes e estas, outras e outras...

Deixe você também germinar a semente da Palavra de Deus em seu coração. Tome hoje a sua decisão.

(Moisés Biondo, estudante de Teologia no Unasp, campus Engenheiro Coelho)

quarta-feira, maio 13, 2009

Ateísmo conflituoso e paradoxal

Em seus escritos e falas, Habermas se porta como se fosse um “ateu metodológico”, isto é, quando ele faz filosofia ou ciência social, nada presume sobre crenças religiosas particulares. Mesmo assim, Habermas afirmou: “Para a autocompreensão da modernidade, o cristianismo tem funcionado mais do que apenas um precursor ou catalisador. A igualdade universalista, da qual surgiram os ideais de liberdade e vida coletiva em solidariedade, a conduta autônoma da vida e da emancipação, a moralidade individual da consciência, os direitos humanos e a democracia, é o legado direto da ética judaica de justiça e da ética cristã do amor. Esse legado, substancialmente não modificado, tem sido o objeto de uma contínua reapropriação e reinterpretação críticas. Até hoje não há alternativa para ela. E à luz dos atuais desafios de uma constelação pós-nacional, devemos tirar sustento agora, como no passado, dessa substância. Tudo o mais é conversa pós-moderna inútil” (Jurgen Habermas, Religion and Rationality: Essays on Reason, God, and Modernity, MIT Press, 2002, p. 149).

É curioso notar a reação de certos ateus quando escrevo textos apologéticos em sites como o Observatório da Imprensa. Esses ateus, para serem coerentes, deveriam abrir mão de tudo de bom que a visão de mundo judaico-cristã trouxe para a humanidade. Quem advoga um aspecto e rejeita o outro, encontra-se numa situação existencial conflituosa e paradoxal: combate a base que sustenta a sua liberdade de não aceitar a Deus e de viver sob a ótica do Livro Sagrado.

A propósito, considerei bastante apropriado o comentário de Marco Dourado, de Curitiba: "Ao aderir ao teísmo, o filósofo Antony Flew deixou claro que não acredita em vida pós-morte e que sua decisão não resultou de experiência metafísica, mas de conclusões derivadas de 50 anos de debate objetivo e imparcial com eminentes ateus e religiosos. Sartre dizia que, teístas ou ateístas, não possuímos crenças; elas nos possuem. O mérito de Flew foi romper esse paradigma. Então por que seus argumentos inatacáveis não tocam a maioria dos ateus? Explico com um paralelo: durante 90 anos o povo judeu vem desconstruindo o nefando pastiche Os Protocolos dos Sábios de Sião. Debalde. Por que aquela infâmia apócrifa continua alimentando o antissemitismo? Porque, na verdade, o antissemitismo é que empresta credibilidade à farsa odiosa. À verdade, celerados sempre preferem o ódio. De igual modo, irreligiosos nunca sequer aceitarão ponderar os argumentos a favor de Deus e da veracidade das Escrituras. Odeiam-nO; que se danem Ele e Seus seguidores! O ateu apaixonado embasa sua sapiência no mito do avestruz. Destrata o oponente com adjetivações juvenis. Fuça a lixeira da História à cata de chavões refugados. Abusa de generalizações injustas. Isso mais parece uma paliçada mental de quem já queimou as caravelas e teme mais que a morte a ideia de estar errado. Mas, creiam-me, irmãos ateus: esperança ainda há. Ainda. Afinal, pra ser ateu basta estar vivo. E pra deixar de ser, também."

terça-feira, maio 12, 2009

Marcelo Gleiser chega perto, mas tapa os olhos

No artigo "Será Deus um matemático?", publicado na Folha de S. Paulo e republicado no Jornal da Ciência, Marcelo Gleiser menciona "o grande físico teórico Eugene Wigner, que ganhou o Prêmio Nobel pelos seus estudos das simetrias matemáticas que regem o comportamento atômico, achava a eficácia da matemática na descrição dos fenômenos naturais surpreendente. Por que ela funciona tão bem a ponto de nos permitir prever coisas que nem sabíamos que poderiam existir?" Gleiser cita também o escocês James Clerk Maxwell, que mostrou que todos os fenômenos elétricos e magnéticos podem ser descritos por apenas quatro equações. "[Maxwell] não poderia imaginar que dessa união viria a descoberta de que a luz é uma onda eletromagnética e que outras existem, invisíveis aos nossos olhos, como os raios X ou as micro-ondas. Várias partículas elementares da matéria foram descobertas usando apenas princípios de simetria. Será que a natureza é mesmo uma estrutura matemática?"

Gleiser pergunta: "Será, então, que uma civilização extraterrestre redescobriria os mesmos resultados matemáticos do que nós, como se fossem uma espécie de código da natureza? Pitágoras, Platão, Galileu, Newton, Einstein, muitos matemáticos (mas não todos) e os físicos que hoje trabalham em teorias de supercordas diriam que sim. Talvez mudem os símbolos, mas a essência dos resultados seria a mesma."

E então, como alguém que chega perto da luz mas lhe dá as costas, tendo que contemplar apenas a própria sombra, o físico brasileiro arremata: "Não há dúvida de que certos resultados matemáticos, como 2 + 2 = 4, são verdadeiros independentemente de como sejam descritos. Mesmo assim, vou além de Livio e afirmo que a matemática é uma invenção humana, uma linguagem criada para descrever a nossa realidade. Somos produtos de milhões de anos de evolução, adaptados ao mundo em que vivemos. ... Nossa geometria descreve aproximadamente as formas que vemos à nossa volta; esferas, quadrados, cubos, círculos, linhas. Ela vem de um cérebro adaptado ao mundo em que existe. Se uma civilização extraterrestre tiver desenvolvido linguagem equivalente, é porque existe numa realidade semelhante. O único Deus matemático é aquele que inventamos."

O que dizer, então, dos padrões lógicos observados em outras áreas da ciência, como a química (tabela periódica dos elementos) e a física (leis e constantes universais)? Essas não foram inventadas pelo ser humano. Ele apenas as descobriu. No entanto, sem essas leis, não haveria Universo, nem vida. Quem regulou essa precisão toda? O Químico inexistente? O Físico imaginário? O naturalismo filosófico, que assume a priori a inexistência do sobrenatural, continua impedindo muita gente de ver as coisas com outros olhos.[MB]

Anthony Flew, o maior ateu do século 20, fez caminho diferente. Confira aqui.

Mais tecidos moles de dinossauros preservados

Tecidos moles preservados em animais supostamente extintos há milhões de anos têm surpreendido os pesquisadores. Exemplo disso foi a descoberta feita em fragmentos de ossos de um hadrossauro (dinossauro bico de pato). Esses tecidos moles alegadamente com 80 milhões de anos(!) têm vasos sanguíneos, células e proteínas (colágeno e osteocalcina).


(Sciencedaily)

Meu artigo no OI

Caro leitor, o Observatório da Imprensa publicou meu texto "Mais um ataque de um ex-cristão", em que analiso a entrevista com Bart Ehrman, publicada na Época desta semana, e toco de "raspão" em assuntos como a confiabilidade da Bíblia. Aproveite e deixe seu comentário lá. Clique aqui.

A vingança

segunda-feira, maio 11, 2009

Crianças, novelas e sexualidade precoce

A atividade sexual precoce em adolescentes pode estar relacionada a quantidade de conteúdo maduro que eles assistem na TV. Quanto mais cedo são expostas a esse tipo de programa, mais cedo começam a ter relações sexuais. “Televisão e filmes são as maiores fontes de informação sobre sexo e relacionamentos para um adolescente”, explica Herman Delgado, autor do estudo. “Nosso estudo mostra que suas ideias e expectativas sobre sexo são influenciadas mais cedo.” O estudo consistiu na observação de 754 participantes, meninos e meninas, que foram observados na infância e na adolescência (até os 18 anos de idade). A cada estágio, eles analisavam os programas que eles viam e a quantidade de tempo que passavam na frente da TV.

De acordo com os resultados, quando uma criança de 6 a 8 anos é exposta a conteúdo adulto, cada hora que ela passa assistindo a esses programas aumenta a chance de ela ter relações sexuais mais cedo em até 33%.

“Entretenimento adulto trata de problemas muito complexos e muitas vezes sexuais. Uma criança não tem nem a experiência de vida e nem o desenvolvimento cerebral para diferenciar a realidade da situação de um filme, por exemplo”, declara Delgado. “As crianças aprendem dos meios de comunicação e quando são expostas a referências sexuais, tendem a ter relações mais cedo.”

Como a própria classificação indicativa já alerta NOVELA NÃO É COISA DE CRIANÇA, tenha juízo e não exponha seus filhos. [Aliás, não se exponha.]

Nota: Li no Twitter questionamento interessante do meu primo Alexandre Santos e Silva: "Tanta gente quer entrar no Big Brother. Pra quê? Pra começar uma carreira de ex-BBB? Começar a ser ex?"

(Hypescience)

O pai terá orgulho dele


No sábado passado, o estudante de Teologia Moisés Biondo concluiu na igreja em que frequento, em Tatuí, uma abençoada semana de oração com foco na família. A cada noite e nas duas manhãs de sábado, Moisés tratou de temas diferentes que dizem respeito a relacionamento conjugal, sexo, educação de filhos, entre outros. Todos os anos, dezenas de formandos em Teologia se dirigem a várias partes do Brasil para realizar essas programações especiais. Assim, beneficiam as igrejas e aperfeiçoam os dons que lhes serão indispensáveis no ministério.

Para minha família e nossa igreja em Tatuí, de modo especial, foi um grande prazer ter conosco o futuro pastor Moisés e a esposa dele, a pedagoga Fernanda. Pude acompanhar parte da trajetória do então adolescente de Boituva até seu chamado para estudar Teologia. Lideramos por um tempo a igreja daquela cidade e o Moisés e sua família são irmãos de fé queridos. Mas vou deixar que ele mesmo conte a história de como ele entendeu que a vida cristã é coisa séria:

“No evangelho de Marcos, capítulo10, do versículo 46 ao 52, lemos o relato da história de Bartimeu, que num determinado episódio de sua vida clamou a Jesus por misericórdia e foi atendido imediatamente. Também tive, em minha vida, o momento de clamar a Jesus por perdão, por misericórdia. E quero agora compartilhar essa história com você.

“Quando criança, fui aquele garoto que aprendeu a conviver com dois extremos opostos, duas realidades. De um lado, conflitos pessoais, indiferença e rejeição faziam parte de minha infância sofrida; de outro, era aquele amigo querido, aquele garoto inteligente de quem todos gostavam de estar perto. Na escola, era um exemplo; na igreja, aprendi os ensinamentos bíblicos. Mas cresci e os conflitos também aumentaram.

“Tornei-me oficial da igreja, e os irmãos nada sabiam dos meus conflitos. Eles ‘apostavam’ em mim e me colocaram em vários cargos de responsabilidade, mesmo tão jovem. Por outro lado, fui me cercando de ‘amigos’ e ‘amigas’ não-cristãos que me influenciaram a cometer vários atos pecaminosos de uma vida desregrada.

“Eu era um jovem dividido entre a santidade e os prazeres carnais; a consagração e a perversão; entre o Céu e o inferno, a salvação e a perdição. Cheguei ao ponto de estar na igreja no sábado pela manhã, participando da Escola Sabatina e do Culto, mas pensando no futebol à tarde e no ‘agito da balada’, à noite.

“Foi quando no auge do meu conflito, no momento em que sentia o dever de tomar uma decisão entre o bem e o mal, algo de muito trágico aconteceu. Meu pai, Joaquim Biondo, que por muitos anos havia sido o líder da Igreja Adventista de Boituva e havia batalhado pela construção de um templo grande e bonito, que existe hoje, veio a falecer ao cair do telhado do tão sonhado templo. Mas hoje eu não vou falar sobre esse homem de Deus que dedicou a vida à obra do Senhor (quem sabe noutra oportunidade); quero, sim, voltar a falar do filho, o jovem protagonista deste artigo.

“Meu pai e eu não tínhamos um relacionamento perfeito, porém, cresci ao seu lado, estávamos juntos na pescaria, no campo de futebol, na igreja, em casa e, principalmente, no trabalho, onde o acompanhei desde muito pequeno. Porém, ao assistir a queda fatal, ver meu pai caindo da altura que caiu dentro da igreja, quase em cima de mim, eu não sabia o que fazer. O que fiz foi sair correndo pela rua em busca de socorro. Encontrando, voltei e vi meu pai numa poça de sangue. Era meu pai! Mas era servo de Deus, Deus iria livrá-lo, pensava eu. Ao seguir com ele na ambulância, no interminável trajeto até o hospital, segurando-o em meus braços, percebi que somente Deus poderia livrá-lo da morte. E então briguei com Deus. Exigi dEle alguma atitude que salvasse a vida do meu pai. Tive até a sensação de que Deus queria mostrar no momento mais crítico, quando toda a família tivesse reunida em desespero, que Ele operaria um milagre. Mas isso não aconteceu, e para minha maior decepção, no fim da tarde de 14 de abril de 1998, meu pai faleceu.

“Uma dor chamada saudade fazia questão de lembrar o som de voz dele, os momentos felizes que passamos juntos. Ah, amigo, como dói perder o pai!

“Apesar de ver e sentir a proteção, o amor de Deus por mim e minha família, ainda não havia me decidido na escolha entre que é certo e errado. Continuava com a vida ‘dupla’. Uma vida de pecados. Perdido dentro da Igreja.

“Foi numa semana de oração em minha igreja, tocado ao ouvir as mensagens apresentadas pela oradora (Maíza Netz), que ouvi o chamado de Jesus. Percebi minha cegueira, a necessidade de clamar, a exemplo de Bartimeu, em oração: “Jesus, Filho de Davi, tenha misericórdia de mim!”

“Ajoelhado, clamei. E naquele instante tive a certeza de que Jesus me perdoara. E, também, à semelhança de Bartimeu, ouvi Jesus me perguntando: ‘O que queres que Eu te faça?’ E, sem demora, respondi: ‘Quero ser salvo!’Quero Te ver, Senhor, voltando em glória para me buscar!’

“Hoje eu sigo a Jesus, o meu Redentor que vive para sempre, na certeza de que O verei vindo em glória, levantando-Se sobre a Terra. Ainda que eu também morra, naquele Dia Ele vai me ressuscitar juntamente com meu pai e todos aqueles que O aceitaram como Salvador.

“Essa é minha certeza, minha esperança! Que seja a sua também.”

Bento 16 no Oriente Médio


Jordanianos muçulmanos se espremem para saudar o papa Bento 16. E toda a Terra se maravilhou... (Ap 13)

Inteligência de corvos intriga cientistas

Os corvídeos, uma família de aves que inclui corvos e gralhas, têm surpreendido cientistas com sua capacidade de memória, habilidade de empregar raciocínios complexos e uma capacidade extraordinária de criar e usar ferramentas. Betty, um corvo da Nova Caledônia, impressionou cientistas com suas habilidades de criar ferramentas, o que foi relatado pela primeira vez na revista científica Science em 2002. Pesquisadores do grupo de ecologia comportamental da universidade de Oxford estavam testando como os corvos da Nova Caledônia selecionavam ferramentas. Perto dos corvos foram colocados um mini-balde cheio de comida, dentro de um tubo, e vários pedaços de arame, alguns retos e outros com pontas de gancho. O objetivo era ver se os corvos escolheriam os arames dobrados para pescar os baldes.

Mas Betty surpreendeu a todos quando escolheu um arame reto e usou o bico para dobra-ló como um gancho para pegar o balde de comida.

Foi a primeira vez que um animal foi observado criando uma nova ferramenta para uma tarefa específica, sem um período prolongado de tentativa e erro.

Cada vez mais, cientistas estão observando comportamento inteligente em corvídeos, e agora estão tentando entender por que esse grupo de aves tem habilidades tão desenvolvidas.

(BBC Brasil)

Nota: “Faça perguntas às aves e aos animais, e eles o ensinarão. Peça aos bichos da terra e aos peixes do mar, e eles lhe darão lições. Todas essas criaturas sabem que foi a mão do Deus Eterno que as fez” (Jó 12:7-9 BLH).

domingo, maio 10, 2009

Mais um ataque do ex-cristão Bart Ehrman

A revista Época desta semana traz entrevista como o norte-americano Bart Ehrman. Ele cresceu em uma família religiosa, mas acabou abandonado o cristianismo por não acreditar que Deus poderia estar no “comando de um mundo cheio de dor e sofrimento”. Professor de estudos religiosos na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Ehrman já escreveu 21 livros sobre religião, incluindo Verdade e Ficção em O Código Da Vinci, sobre o best-seller de Dan Brown, e O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? – Quem mudou a Bíblia e por quê, que figurou entre os mais vendidos na lista do jornal The New York Times. Agora, em Jesus, Interrupted (ainda sem tradução), que será lançado no Brasil no segundo semestre, Ehrman tenta revelar as "contradições" da Bíblia, que "provam", segundo ele, que o livro não foi enviado à humanidade por Deus. Leia aqui alguns trechos da entrevista:

"Não me considero um ateu e não acho que estou fazendo a mesma coisa que esses autores [Dawkins, Harris, e outros]. Eles têm feito coisas boas, mas estão atacando a religião sem conhecer muito. Quando eu escrevo, faço isso como alguém que já esteve profundamente envolvido com a Cristandade, mas que agora a rejeitou. Por isso, a minha perspectiva é completamente diferente. ... Fui criado na Igreja Protestante e fui um cristão muito ativo por vários anos. Mas eu deixei a cristandade não por conta dos meus estudos históricos sobre a Bíblia, mas por não conseguir mais acreditar que poderia haver um deus no comando deste mundo cheio de dor e sofrimento. (...)"

"O título [Jesus, Interrupted (em tradução livre: Jesus, interrompido)] significa que há inúmeras vozes diferentes falando no Novo Testamento. São autores diferentes, que possuem pontos de vista diferentes e que, muitas vezes, são conflitantes. Com tantas vozes assim falando no mesmo livro, muitas vezes é impossível escutar a voz do Jesus histórico, porque ele foi interrompido por outras pessoas."

Esse argumento das "contradições" nos evangelhos volta e meia é ressuscitado por alguém com o fito de atacar as Escrituras Sagradas. Que os evangelhos foram escritos por pessoas diferentes com pontos de vista, objetivos e estilos diferentes, não há cristão esclarecido que negue. Aliás, essa é uma das grandes evidências de que o Novo Testamento é um documento confiável. As testemunhas oculares costumam variar e, às vezes, até divergir nos detalhes secundários de seu relato, enquanto concordam nos elementos mais importantes da história. Se os evangelistas tivessem participado de um complô para criar uma religião ou se seus sucessores tivessem esse objetivo, teriam suprimido qualquer aparente contradição entre seus relatos e teriam evitado detalhes constrangedores a respeito de si mesmos e da religião que estariam fundando.

Na verdade, conforme o próprio Ehrman admite, seu problema é com a existência do sofrimento num mundo que se crê criado por um Deus de amor. Sem compreender o pano de fundo histórico apresentado pela Bíblia e conhecido como o Grande Conflito cósmico entre o mal e o bem, fica mesmo difícil explicar a origem do mal. (Recomendo a leitura de A Anatomia de uma Dor, de C. S. Lewis [Ed. Vida], e O Mal e a Justiça de Deus, de N. T. Wright [Ultimato].)

Ehrman prossegue: "São muitas discrepâncias [na Bíblia], mas é possível destacar duas. O apóstolo Paulo, por exemplo, acha que a pessoa chega a Deus apenas pela fé, e não pelo que faz. No capítulo 24 de Mateus, no entanto, nós lemos que boas ações levam ao reino dos céus. Essas duas visões são excludentes em um assunto determinante, que é a salvação."

Admira alguém que se diz ex-cristão não conhecer a dinâmica do assunto graça e obras, na Bíblia. Bem resumidamente, o que todos os autores bíblicos que tocam no assunto explicam é que somos salvos pela graça e julgados pelas obras. A obediência (obras) é consequência natural da salvação, e não a causa dela. O mesmo Paulo que fala da graça, em Romanos 3:24, por exemplo, também enaltece a lei, em Romanos 7:22.

Outra do Ehrman: "Também há visões diferentes sobre quem era Jesus. No evangelho de João, Jesus é Deus, mas nos textos atribuídos a Marcos, Mateus e Lucas não há nada sobre isso. No evangelho de Mateus fica claro que ele acredita que Jesus é um ser humano, e que é o Messias. A Igreja acabou juntando essas duas visões, de que ele é humano e divino, e criou um conceito que não está escrito nem em João e nem em Mateus."

Parece que o ex-cristão não leu a Bíblia direito. Os evangelhos narram as "blasfêmias" de Jesus, que foram bem claras, pois houve momentos em que os líderes judeus quiseram apedrejá-Lo por Se considerar Deus. Ele perdoou pecados, o que é uma prerrogativa divina; Se autodenominou Eu Sou, expressão típica para se referir a Yahweh, etc.

"Se [a Bíblia foi entregue a nós diretamente por Deus], por que não temos a Bíblia original? Por que temos apenas manuscritos escritos mais tarde e que não são iguais? Essas diferenças mostram que não existe um livro com inspiração divina que foi entregue a nós", questiona Ehrman. O fato de existirem muitos manuscritos (com pequenas e naturais variantes que em nada comprometem as doutrinas bíblicas), na verdade, atesta a confiabilidade da Bíblia. Se existissem apenas os manuscritos originais e esses se perdessem ou fossem danificados, como garantir a veracidade deles ou a integridade da mensagem? Graças a Deus, várias cópias da Bíblia se espalharam rapidamente, garantindo que seu conteúdo fosse preservado. O trabalho dos estudiosos consiste em comparar as diversas versões que, como disse, concordam grandemente entre si.

Finalmente, Ehrman diz que "o problema é que há um certo tipo de fé cristã que diz que a Bíblia não tem erros e é infalível, e eu não concordo com isso. Eu não sou o único que pensa assim". De fato, ele não é o único que pensa que a Bíblia não é inerrante. Só que, em lugar de procurar entender o processo de inspiração mental pelo qual a Revelação nos foi dada, Bart Ehrman prefere se acastelar na dúvida e ganhar alguns dólares com livros polêmicos escritos para vender.

Livros como o dele vêm e vão. A Palavra de Deus dura para sempre.

Leia também: "Bíblia teria autores falsos?" e "O Novo Testamento é historicamente confiável"

Jovens sexualmente despreparados

Pesquisa feita pelo Ibope e comentada pela psicóloga especialista em análise comportamental, Mariuza Pregnolato, no site DNA Mulher, revela que a maioria dos jovens é ansiosa quando o assunto é sexo. “As tecnologias estimulam as atividades solitárias, o que dificulta o treinamento das sociais”, afirma. Ela diz ainda que por conta do computador e do videogame as relações se tornaram ainda mais superficiais. “A própria transa não tem muita entrega. Não se vê muitos relatos de encontros felizes”, diz. Segundo a especialista, o jovem que namora tem a oportunidade de compartilhar uma vida a dois, o que proporciona equilíbrio emocional e tranquilidade de se expressar sexualmente. O jovem casado, por sua vez, vive em conflito porque escolheu a estabilidade do casamento. Mas o mundo, a mídia e o ambiente em que ele vive, até mesmo o próprio trabalho, o chama para fora do casamento. Então, ele precisa constantemente administrar essas coisas. “Mas isso só acontece se ele não se casou com maturidade suficiente”, afirma a Mariuza. É importante saber, no entanto, que cada pessoa tem sua própria maneira de agir e pensar, apesar das pesquisas, e isso deve ser levado em consideração antes de qualquer dado que classifique as pessoas.

Nota: A moda do "ficar" tem originado uma geração de desajustados sexuais. Quando o namoro cumpre seu papel de conhecimento mútuo e preparação para o casamento (o que não significa que sempre terminará necessariamente em casamento), a tendência é a de formar relacionamentos felizes e estáveis.[MB]

sábado, maio 09, 2009

Golfinhos aprendem a esculpir bolhas de ar

Biologia também é ciência histórica

Hoje pela manhã encontrei o Dr. Nahor no campus do Unasp, em Engenheiro Coelho. No intervalo de uma aula do meu curso de Estudos em Teologia, conversamos por alguns minutos e ele me disse que está lendo o último livro do darwinista Ernst Mayr, intitulado Biologia, Ciência Única. O texto de contracapa diz: "A teoria da evolução por seleção natural se encontra mais uma vez sob ataque, um século e meio após a publicação de Origem das espécies. Ninguém melhor do que Ernst Mayr, o 'Darwin do século XX', para mostrar que ela continua de pé. A evolução é fato, não só teoria, repete Mayr nos doze ensaios deste volume de combate contra a noção de que a biologia seja uma disciplina pouco rigorosa. O decano dos evolucionistas sai em defesa da ampliação do conceito de investigação científica, reabilitando as narrativas históricas que reconstroem o que não se pode repetir – método por excelência da biologia, ciência única que habita a fronteira entre a física e as humanidades." [Grifo meu.]

Nahor me disse que Mayr foi muito feliz (para desespero de alguns ultradarwinistas) ao separar a Biologia em duas partes: a que lida com fatos observáveis, portanto rigorosamente científica, e a que trabalha com a ciência histórica, como ocorre com a evolução. Segundo o coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente e doutorando em História da Ciência, Enézio E. de Almeida Filho, "Mayr ampliou o conceito de investigação científica – as narrativas históricas foram reabilitadas como método! Por quê? Porque elas 'reconstroem o que não se pode repetir'. Durma-se com um barulho desses – narrativas históricas têm suficiência epistêmica para demonstrar o FATO da evolução!"

Obrigado pela dica, Dr. Nahor. O livro de Mayr já está na minha lista de leituras futuras.[MB]