sexta-feira, outubro 16, 2009

E-mails que nos alegram (11)

“Olá, me chamo Paulo Rógeris, tenho 18 anos, sou estudante de Veterinária e adventista desde o nascimento. Atualmente resido em Fortaleza, CE, onde estudo, mas sou natural de Quixadá, cidade do interior do Ceará. Sempre gostei muito de assuntos científicos. Eu tinha duas visões diferentes: a de Deus e a da Ciência. Não percebia ou mesmo imaginava que as duas pudessem se encaixar. Se pensava em Deus, esquecia da ciência; se pensava em ciência, pouco procurava colocar Deus nisso. Até que me deparei com um novo mundo: a faculdade. Comecei minha nova vida de universitário achando que tinha minhas convicções totalmente sólidas, que acreditava realmente em Deus e que Ele era o verdadeiro Criador do Universo. Mas outros ‘mundos’, outras visões se chocaram com a minha. Conheci um colega de curso que é ateu e passei a conversar muito com ele sobre diversos assuntos que envolvessem o que cada um pensava. Expus meus conceitos sobre Deus, fé, ciência, religião, etc., e da mesma forma ele o fez. Foi nesse ínterim que conheci, quer dizer, lembrei do seu blog. Já o tinha visto várias vezes, mas nunca o examinei a fundo, e foi nesse momento da minha vida que entendi que seu blog seria uma boa ferramenta para aprimorar meus conhecimentos sobre Deus e a ciência. ... Fico feliz em saber que tenho um lugar (seu blog) onde buscar ajuda, onde posso me embasar, onde posso tirar muitas de minhas dúvidas. ... Me sinto muito incapaz de mostrar ao mundo a bendita esperança, mas sei que Deus me dará o conhecimento necessário e sei que Ele me mostrou seu blog como forma de me capacitar. Agradeço pelo seu trabalho maravilhoso e tenho certeza de que ele é abençoado por Deus!”

quinta-feira, outubro 15, 2009

Soneto da Criação


Ele falava e logo acontecia. / Ditoso dom que Lhe tornava inquieta / tarefa que tomava a cada dia: / dar concretude à imagem predileta.

Notando que era bom tudo o que via, / por ora, descansou de ser poeta / e aprimorou co'a mão o que dizia / antes de dar a obra por completa.

Ainda com a face empoeirada, / a olhar maravilhado, Se aproxima. / Avista o resultado da empreitada

e, antes de expirar sopro que anima, / já tinha de cor ação planejada / pra restaurar em nós a Sua rima.

(Tiago Jokura, jornalista e editor freelancer da revista Mundo Estranho)

Refeições em conjunto melhoram saúde da família

Em um novo estudo publicado no periódico Social Policy Report, Barbara Fiese, pesquisadora da Universidade do Illinois, sugere que o incentivo às refeições em família deveria ser visto como algo positivo para a saúde. “Há poucas coisas que os pais podem fazer pela família, que sejam tão positivas para a saúde, como disponibilizar 20 minutos diários, algumas vezes durante a semana, para juntar todos os membros da família ao redor da mesa para fazer uma refeição”, diz Fiese. Alguns benefícios indicados pela pesquisadora são o fato que, de acordo com as pesquisas realizadas pelo Family Resiliency Center, crianças que fazem as refeições acompanhados da família desenvolvem um maior vocabulário (pois têm a oportunidade de conversar com pessoas de outras idades e próximas), têm menos propensão à obesidade e transtornos alimentares, desenvolvem menos transtornos de comportamento e, em média, consomem mais frutas e vegetais que outras crianças. [Leia mais]

A insustentável leveza sem Deus

Um dia desses, em um feriado nacional, abri minha caixa de mensagens. Lá estava o e-mail de um amigo ateu: “Acho que vou pelo caminho da the unbearable lightness of being.” Esse foi o último grande soco que recebi em minha alma. Percebi que, depois de minhas inúmeras palavras sobre Deus, ele havia tomado a decisão de continuar sua vida insustentavelmente “leve”, descompromissada, promíscua e sem Deus, mesmo admitindo ser um homem desgostoso, obscurecido, macambúzio, sorumbático, solitário, depressivo e carente. Não respondi nada sobre a frase, mas pensei em sua insustentável leveza sem a presença do Senhor; pensei em sua dor existencial que tenho acompanhado; sua teimosia em negar o Divino; sua insensibilidade para com o amor de Deus. Sim, ele não consegue ver que só o amor de Deus é capaz de nos fazer amar semelhante tão diferente e termos compaixão por ele. Não a compaixão pejorativa que se tem empregado no mundo, mas a compaixão de estar “com o sofrimento” do outro em nós, como uma só carne, um só sangue, um só espírito.

Para quem não conhece, The unbearable lightness of being ou A insustentável leveza do ser é um romance publicado em 1984 por Milan Kundera que, posteriormente, serviu de base para o filme homônimo de Philip Kaufman. A história se passa por volta de 1968 e Tomaz, o protagonista, é um rapaz atraente comprometido com o descomprometimento, isto é, escolheu uma vida “leve”, sem o “peso” do compromisso amoroso-político-religioso. Ele simplesmente existia para o prazer da leveza. O livro tem recebido elogios e admiração pública pela discussão filosófica pré-socrática que apresenta, em especial pelos pensamentos do filósofo Parmênides (530 a.C. - 460 a.C.) cuja teoria centra-se na dualidade do Ser como resultado da falta ou presença de entidades. Ou seja, a leveza seria a ausência da não-leveza, do peso. Esse conceito é mais do que conhecido pelos cristãos, afinal, quem não sabe que a escuridão é a ausência da luz? Que o Mal é a ausência do Bem? No entanto, a questão que se coloca é: Qual o conceito de leveza e peso para cada ser humano?

Para os incrédulos, o comprometimento com Deus é uma corrente de infindáveis algemas, que nos força a um comportamento alheio a nossa vontade; é como se agíssemos sempre com medo do inferno. Segundo eles, Deus é um peso moral/moralista na vida do indivíduo. Engraçado, como pode o amor, o respeito, a gratidão, a paciência, a fidelidade, a bondade, serem tão pesados? Mas, enfim... E para nós? Vemos a cruz do calvário como libertação, leveza, perda de um peso incomensurável que se encontrava em nossas costas. Pelo sacrifício perfeito de Cristo e pela fé, somos livres das trevas, da tristeza de um mundo maligno e sem amor. Sabemos que tudo coopera para o bem daqueles que creem. Sentimos a suavidade do amor de Deus em nossa vida, o toque acolhedor do Espírito Santo. Mesmo na angustia, Ele é o único capaz de nos ajudar a transformar maldição em bênção.

Para muitos, o comprometimento com algo seria um peso insustentável. O sujeito deveria então se desprender de tudo para ser livre, leve e feliz no mundo. Apegar-se a algo, comprometer-se com uma ideologia ou valor, teria um preço muito alto a se pagar: a liberdade. No entanto, o título do romance nos remete a uma insustentabilidade dessa leveza, talvez porque tudo que é leve voa, desaparece ao vento como uma folha de árvore seca que simplesmente não se sustenta em si mesma. Quando o compositor Cazuza, morto prematuramente pela sua insustentável leveza, escreveu “ideologia, eu quero uma pra viver” era disso que ele estava falando. Ser errante é insustentável. O filósofo francês Jean Paul Sartre dizia que estamos fadados à liberdade, já que não acreditava em Deus, defendia que estamos à mercê de nós mesmos e livres de Juízo Final, de repreensões de um Ser Superior, absolutamente jogados no Universo. Daí a angústia de viver, ela viria pela consciência da falta de garantias no mundo. De fato, Sartre tem razão: somos livres para escolher Deus ou não, e esta é a grande sacada do Criador: deixar-nos com o livre-arbítrio, mas, ao mesmo tempo, deixar-nos angustiados sem a presença dEle, para que, assim, possamos buscá-Lo de livre e espontânea vontade, por uma necessidade intrínseca do ser humano.

A insustentável leveza sem Deus é o total desamparo do ser. Freud, pai da psicanálise e um judeu ateu, aponta para o mundo sem garantias, um mundo sem Deus. Mataram o Divino para substituí-Lo pelo novo deus chamado ciência naturalista. Mas, como diria Pasteur, “um pouco de ciência nos afasta de Deus, muito nos aproxima”.

Se a ausência de Deus é o completo desespero, por que as pessoas preferem a dor? Nascemos, vivemos e morremos como se nada fôssemos? Somos livres/leves sem Deus? Não. Sem Deus, estamos escravos de uma liberdade ilusória que nos rouba a real felicidade, estamos à mercê de um instinto animalesco, ou “vontade de viver” a que todos estão presos inconscientemente, como diria Schopenhauer. Quando os seres agem como feras, copulam como quem defeca, brigam para marcar território, se agridem para mostrar força, se matam para liderar, corrompem, mentem, ofendem, humilham, traem, machucam seus semelhantes, roubam, desprezam, os seres demonstram o total peso da ausência de Deus e a plena fé que possuem na mediocridade

Liberdade? A insustentável leveza sem Deus é estarmos à disposição do nada, ou, se quisermos, do Mal. Onde não há luz, há trevas, e onde há trevas, não há compromisso. Melhor dizendo, sempre há: o compromisso de iludir-se com o descomprometimento. Estar vivo é um comprometimento de células que deverão trabalhar em perfeita harmonia; é o comprometimento de órgãos que deverão seguir os comandos do cérebro; é o comprometimento de levantar cedo e ir trabalhar; é o comprometimento de levar a colher à boca para alimentar o corpo; é o comprometimentos de sorrir quando se recebe um sorriso; é o comprometer-se a um DNA, um país, um idioma, uma família que não se escolheu; é o comprometimento de não fazer ao próximo o que não gostaria que ele fizesse com você; é o comprometimento de não seguir os erros dos outros; o comprometimento de ser o melhor que se pode ser.

Quem, em sã consciência, seria amigo de uma pessoa que diz: “Olha, sou seu amigo, mas se precisar de mim, nem vem, não vou te ajudar, não tenho comprometimento com você”? Acho que ninguém. Quem trabalharia para um patrão que diz: “Olha, você vai trabalhar, mas como sou livre, não tenho o comprometimento de lhe pagar no fim do mês”? Ninguém. Quem compraria algo pela internet se lesse o aviso: “Você compra, mas não nos comprometemos em entregar”? Acho que ninguém mesmo. Seria radicalismo pensar assim? Acho que não. As chamadas Virtudes não são “condicionáveis” só para certas circunstâncias, ou por acaso temos compromisso com algumas situações e com outras não precisa? “Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos” (Tiago 1:7, 8).

O compromisso nos dá a leveza e a paz de que precisamos. É o comprometimento com Deus e com o próximo que permite ao ser humano a tranquilidade, a certeza de que não será abandonado, a certeza de que será respeitado, amado e cuidado pelo Senhor e pelos irmãos em Cristo. A aliança é o símbolo maior do compromisso, não tem começo nem fim. É eterna. Ela é um círculo mostrando que, mesmo que o mundo dê voltas, toparemos com nós mesmos e a nossa necessidade de comprometimento. Todos nós somos livres para escolher entre a insustentável leveza do ser e o sustentável amor de Deus.

(Elisabete Ferraz Sanches, professora graduada em Letras pela USP, pós-graduada em Português: Língua e Literatura pela UniSant’Anna, mestranda em Literatura Brasileira pela USP e membro da Igreja Internacional da Graça)

quarta-feira, outubro 14, 2009

Cientistas decifram estrutura 3D do genoma humano

Que a molécula de DNA tem a forma de uma rosca-sem-fim, comumente chamada de espiral dupla, todo mundo sabe. O que é bem menos difundido é o fato de que, se o genoma de cada célula for esticado, ele terá dois metros de comprimento. Sabendo disso, uma pergunta imediatamente se coloca: como é que as moléculas de DNA se enrolam para caber dentro da célula, sem se embaraçar e sem dar nós? Essa pergunta agora foi respondida por pesquisadores das universidades de Harvard e MIT, nos Estados Unidos, que decifraram a estrutura tridimensional do genoma humano, gerando a primeira imagem 3D do DNA em seu estado natural, no interior de uma célula.

"Nós sabemos há muito tempo que o DNA, em pequena escala, tem o formato de espiral dupla", diz o pesquisador Erez Lieberman-Aiden, um dos autores da descoberta. "Mas se a espiral dupla não se dobrasse, o genoma de cada célula teria dois metros de comprimento. Os cientistas de fato não entendiam como a espiral dupla se dobra para caber no núcleo de uma célula humana, que tem cerca de um centésimo de milímetro de diâmetro."

Ao mapear tridimensionalmente o DNA, os pesquisadores fizeram duas descobertas surpreendentes. Primeiro, o genoma humano é organizado em dois compartimentos separados, mantendo os genes ativos facilmente acessíveis, enquanto o DNA não utilizado fica muito mais compactado em outro compartimento.

Os cromossomos deslizam para dentro e para fora dos dois compartimentos repetidamente, conforme seus DNAs tornam-se ativos ou inativos. "De forma muito inteligente, as células separam os genes mais ativos, tornando mais fácil para as proteínas e outros reguladores alcançá-los", diz Job Dekker, outro membro da equipe.

A segunda descoberta é que o genoma adota uma organização muito incomum, conhecida como fractal. A arquitetura específica que os cientistas encontraram, chamada "glóbulo fractal", permite que a célula empacote o DNA em um formato incrivelmente denso - a densidade de informações alcançada é trilhões de vezes mais alta do que a encontrada em uma memória de computador.

E isso sem permitir que o genoma se embarace ou dê nós, o que inviabilizaria o acesso da célula ao seu próprio genoma. Além disso, o DNA pode facilmente ser desdobrado e novamente dobrado durante os processos de ativação genética, repressão genética e replicação celular.

(Inovação Tecnológica)

Nota: Você prestou bastante atenção à linguagem de design? Se não, é só voltar aos trechos que grifei no texto. Curiosamente, a matéria não dedica uma linha, uma palavra sequer sobre a evolução de um mecanismo tão complexo (é a mesma coisa na matéria publicada pela Science). Revelador, não?[MB]

Leia também: "Jornal Nacional fala de design mas nega o Designer"

O preparo para os últimos dias

Clique aqui e leia a entrevista que concedi ao blog Resta Uma Esperança. Assuntos: ECOmenismo, mídia, família, música, saúde e testemunho pessoal.[MB]

terça-feira, outubro 13, 2009

Revistas científicas e sua falibilidade

Publicar artigo científico numa conceituada revista com revisão por pares (peer review) é a glória para qualquer cientista, afinal, como diz a máxima: "Publish or perish" (publique ou pereça). Mas o que quase não se comenta é que é relativamente comum publicações desse naipe receberem e publicarem imagens manipuladas no Photoshop, conforme matéria publicada na Nature. Além disso, reportagem publicada ontem na mesma revista dá conta de que resultados científicos do passado, que sofreram a famosa revisão por pares, estão sendo agora questionados. Lamentavelmente, essas mesmas revistas rejeitam artigos que "cheirem" a criacionismo ou design inteligente pelo simples fato de não se encaixarem na ótica do naturalismo filosófico.

Leia também: "Sociólogo banca o físico e ilude cientistas"

Homo erectus de Dmanisi e o preconceito evolucionista

A pacata Dmanisi fica a 85 km a sudoeste de Tbilisi, capital da Geórgia. Em nível paleantropológico, essa região tem oferecido surpresas inesperadas à comunidade evolucionista. Em 1991, cientistas encontraram a mandíbula de um hominídeo. A "nunca falível" datação radiométrica deu-lhe uma idade de 1,6 milhão de anos. Foi considerada a mandíbula de um Homo erectus. Nos tempos que se seguiram, a descoberta foi recebida com grande ceticismo nos meios evolucionistas. E por quê? Os evolucionistas acreditavam que os humanos não tinham saído da África antes de 1 milhão de anos atrás e a mandíbula maravilhosamente preservada – com cada dente no seu lugar – parecia estar numa condição boa demais para ser tão antiga quanto os cientistas georgianos diziam.

A equipe não desanimou e continuou a trabalhar no sítio. Em 1999, descobriram crânios do mesmo tipo de indivíduo e a comunidade evolucionista dessa vez rendeu-se ao achado. Por essa altura, os depósitos de sedimentos onde foram encontrados os fósseis já tinham sido reavaliados em 1,85 milhão de anos.

Comprovado esse achado, estava na altura de deitar abaixo ideias que, até então, constituiam o pensamento evolucionista sobre os antepassados humanos: [Leia mais]

Criacionismo e evolucionismo - contrastes


Baixe a palestra em PowerPoint clicando aqui. Os vídeos podem ser baixados aqui.

Deus não criou Céu e Terra, diz pesquisadora

“No princípio, Deus criou os Céus e a Terra” seria uma afirmação incorreta de acordo com o estudo de uma pesquisadora holandesa. Ao contrário do que possa parecer, Ellen Van de Wolde, que explicou hoje sua tese na Universidade de Radbound, não é uma bióloga a favor teoria da evolução tentando argumentar contra o criacionismo. A professora que refuta as primeiras palavras de Gênesis ensina e pesquisa o Velho Testamento e textos fonte do judaísmo na universidade. Para ela, houve um erro de tradução e interpretação da Bíblia. Após uma análise do texto original hebraico, levando em conta seu contexto, ela afirma que a palavra bara, que é usada na primeira frase do Gênesis, não significaria “criar”, mas sim “separar”, de forma que o Velho Testamento começaria com: “No princípio, Deus separou os Céus da Terra.”

As afirmações são polêmicas, pois, apesar de não ser contra o criacionismo em nenhum momento de sua fala, Ellen van Wolde contraria a tradição judaico-cristã de que Deus teria feito todas as coisas a partir do nada.

Na sua interpretação, o Gênesis não fala sobre o princípio absoluto do tempo, mas sim do início de um determinado ato – o que significa que o início da Bíblia não é o princípio de tudo, mas o de uma narrativa. (...)

(Info Plantão)

Nota: De acordo com o doutor em Teologia Ozeas Caldas Moura, Ellen falha em não contextualizar o uso de bara' na Bíblia. "Deveria ler Gênesis 1:1 à luz de Hebreus 11:3, onde é dito que o Universo foi 'formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem'. Ou seja, a criação foi ex-nihilo, isto é, sem depender de matéria pré-existente." O Dr. Ozeas acrescenta que além de “cortar”, o verbo bara' também significa “criar”, “formar”, “fazer”. "Ela pegou apenas a ideia de 'cortar', 'separar', sem atentar para os outros significados do verbo. E como a banca não deveria entender muito de hebraico nem de teologia, acabou engolindo a 'descoberta' dessa pesquisadora", conclui. Para um estudo mais aprofundado da palavra bara', clique aqui (texto em inglês).[MB]

Onde foi parar o aquecimento global?

O ano em que foi registrado o recorde de altas temperaturas na Terra não foi 2007 ou 2008, mas 1998. Nos últimos 11 anos não se observou um aumento das temperaturas do planeta. Ninguém previu isso, mesmo com o aumento das emissões de dióxido de carbono, gás que se pensa ser o responsável pelo aquecimento global. Aqueles que não acreditam na mudança do clima da Terra argumentam que há ciclos naturais, dos quais não se tem controle, que determinam a temperatura do planeta. Mas qual a evidência disso? A abordagem das pesquisas foi simples: verificar o comportamento do Sol e a intensidade dos raios cósmicos nos últimos 30-40 anos e compará-los com a tendência de aumento da temperatura. Os resultados foram claros: “o aquecimento nas duas últimas décadas dos 40 anos pesquisados não pode ter sido causado pela atividade solar”, declara Dr. Piers Forster, da Universidade de Leads. Mas outro cientista, Piers Corbyn, da Weatheraction, discorda. Ele acredita que as partículas com energia do Sol que chegam à Terra nos provocam um grande impacto.

De acordo com a pesquisa desenvolvida pelo professor Don Easterbrrk, da Western Washington University, os oceanos e a temperatura são correlatos. Os oceanos, segundo o professor, têm um ciclo de aquecimento e resfriamento natural. Nos anos 1980 e 1990, estávamos num ciclo positivo, isto é, de temperaturas mais altas que a média. As observações revelaram que, nessa época, a temperatura global era quente também.

Esses ciclos, no passado, duravam cerca de 30 anos.

(Opinião e Notícia)

Nota: Só não vê quem não quer que o aquecimento global está sendo usado para finalidades político-religiosas. Clique aqui e descubra por que e por quem.[MB]

"Nem tudo é evolução"

Steve Jones, de 65 anos, é professor de genética da University College London, na Inglaterra, e autor de A Ilha de Darwin. Em entrevista à revista Veja desta semana, ele disse que, assim como ele, Darwin "teria um pé atrás com esse tipo de estudo [a psicologia evolutiva]. O que os psicólogos evolutivos fazem é redescobrir o óbvio. Todos sabem que homens velhos gostam de mulheres jovens. E que as mães amam seus filhos. Comportamentos como esses são apresentados como se fossem grandes novidades. Mas são evidentes. E há um certo exagero na tentativa de provar que tudo na sociedade tem origem evolutiva. Um exemplo desagradável: pela lógica da evolução, o estupro pode ser compreendido como uma forma mais eficiente de um macho propagar os seus genes. No entanto, a evolução também nos deu consciência [Será que foi mesmo a evolução? Não seria outra dessas respostas prontas e aparentemente simples, dizer que um dia a consciência, noção de bem e mal, simplesmente evoluiu?], com a qual podemos decidir que a maneira correta de se comportar não é sair por aí violentando mulheres. Isso prova que explicações evolutivas sobre certos comportamentos humanos são muitas vezes incorretas, inúteis e, na melhor das hipóteses, ingênuas. Nem tudo é evolução".

Nota: Concordo com Jones em considerar incorretas, inúteis e ingênuas as explicações evolutivas sobre certos comportamentos humanos. Lembro-me de que uma reportagem da revista Superinteressante chegou até a justificar o comportamento adúltero com base nos imperativos genéticos, tornando-nos quase reféns das "vontades" dos genes. De minha parte, prefiro continuar crendo num antigo relato histórico segundo o qual o ser humano, ente criado com consciência e livre-arbítrio, fez uma má escolha, deu as costas ao Criador e enveredou pelo caminho do pecado. Essa natureza corrompida o inclina para o mal, mas o Pai, em Sua bondade, proveu solução: "Tudo posso nAquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). Podemos submeter nossa consciência e vontade à guia do Espírito Santo e lutar contra as más tendências.[MB]

segunda-feira, outubro 12, 2009

Reflexões de um feriado

Enquanto arrumava as malas para voltar de um ótimo fim de semana em família, na cidade de Olímpia, interior do Estado de São Paulo, aproveitei para, ainda no hotel, me atualizar sobre os últimos acontecimentos. Liguei no telejornal Bom Dia Brasil e acabei tendo um verdadeiro retrato do nosso país.

A primeira notícia que me chamou a atenção foi o terrível incêndio na favela Diogo Pires, no bairro Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo (até então, eu não sabia do que havia ocorrido lá). Mais de 300 famílias ficaram desabrigadas, mas, milagrosamente, ninguém perdeu a vida. Acredita-se que o incêndio que destruiu os barracos pode ter sido causado por problemas elétricos. Apesar de ser uma ocupação irregular (semelhante àqueles barracos construídos teimosamente em encostas de montanhas sob risco de desmoronamento), dava dó ver a desolação das famílias que perderam o pouco que tinham. Alguns entrevistados diziam com ar de resignação: “Deus vai me ajudar a adquirir tudo de novo. O importante é que meus filhos estão vivos.” A culpa pela tragédia não é de Deus. A culpa pelas mazelas sociais também não é dEle. Mesmo assim, Ele olha com carinho e compaixão para os filhos desnorteados e quer que saibam que logo tudo isso terá fim.

Outra notícia foi sobre o Círio de Nazaré, evento que reúne milhões de católicos, todos os anos, na cidade de Belém, PA. Vi a multidão comprimida, suarenta, tentando segurar a corda de mais de 300 metros. Alguns seguiam de joelhos, com expressão de dor, mas gratos por bênçãos atribuídas a Nossa Senhora. À frente, numa padiola, ia a pequena imagem da santa, envolta em flores. Quando eu era católico, perguntei a alguns padres por que adorávamos imagens, a despeito do segundo mandamento da lei de Deus. Recebi como resposta a seguinte explicação: “Não adoramos, apenas reverenciamos os santos.” Ok, mas diga isso à multidão que seguia em estado de transe buscando chegar o mais próximo que podia da estátua... A despeito da idolatria, Deus olha com carinho e misericórdia para Seus filhos que não sabem que podem chegar a Ele unicamente por meio de Jesus, o único Mediador entre o Céu e a Terra (cf. 1Tm 2:5). Ele também quer que as pessoas conheçam essa verdade.

Mas a reportagem que mais me deixou contrariado mostrou o novo samba enredo composto por Martinho da Vila, em homenagem a Noel Rosa. A letra diz o seguinte: “Se um dia na orgia me chamassem, e com saudade perguntassem: Por onde anda Noel? Com toda minha fé responderia: vaga na noite e no dia, vive na terra e no céu... Com o sedutor não bebi, nem fui com ele ao bordel, mas sei que está presente com a gente nesse laurel.” É a típica ideia do brasileiro que acha que pode viver dissolutamente o ano inteiro e, depois, pagar uma promessa aqui, fazer uma penitência ali, e pronto, está tudo resolvido com o “Pai (ou a mãe) lá de cima”. Deus ama também esses filhos, mas como suportar tamanha indiferença, tamanha hipocrisia?

Depois dessa matéria, resolvi desligar a TV. Não queria estragar o restante do passeio, nem apagar as boas recordações da visita do dia anterior ao Parque Thermas dos Laranjais. Minha esposa, filhas e eu nos divertimos bastante nas piscinas de águas mornas e nos brinquedos, mas o que mais nos impressionou foi o contato com as lhamas, as ovelhas e cabras, os papagaios e as araras, num minizoo dentro do parque. Cheguei a realizar um sonho de infância: segurar uma arara (duas delas subiram em meu boné). Que animais lindos! Até mesmo minha filha de cinco anos pôde se divertir segurando uma dócil arara azul. Ao contemplar a cena – os olhinhos da minha menina e as penas azuladas brilhando ao sol –, não pude deixar de pensar nas palavras de Paulo em Romanos 1:20, segundo as quais os atributos invisíveis de Deus são claramente reconhecidos nas obras criadas por Ele.

O mundo vai de mal a pior, mas os "flashes" de "beleza supérflua" e os momentos especiais que nos dão satisfação não nos deixam esquecer de que Deus ainda olha para nós com profundo interesse e logo afastará as nuvens negras que cobrem a luz de um novo dia que já vai raiando.[MB]

quinta-feira, outubro 08, 2009

Jornal Nacional fala de design mas nega o Designer

Quase não tenho tido mais tempo de assistir a telejornais. Geralmente me informo pelas mídias impressas e pela internet, que me permitem ser mais seletivo. Mas hoje, casualmente, assisti a uma reportagem que me chamou a atenção no Jornal Nacional, da Rede Globo. A reportagem destacou a matéria de capa da edição de 9 de outubro da revista Science (imagem ao lado). O assunto é a incrível arquitetura do genoma e a capacidade que o DNA tem de armazenar quantidade formidável de informação que supera em muito os maiores computadores conhecidos. A reportagem televisiva foi recheada com outros adjetivos que deixavam claro o ar de maravilhamento dos pesquisadores e dos apresentadores, mas terminou dizendo que foi a natureza que encontrou essa "solução elegante" para armazenar informação. Nesse momento, minha filha de sete anos olhou para mim e torceu o nariz. Claro, até uma criança (desde que não condicionada pelo naturalismo filosófico) percebe a incoerência de se falar em design e informação e se negar o Designer e a fonte de informação.[MB]

Explicação da capa da Science: "First described by David Hilbert in 1891, the Hilbert curve is a one-dimensional fractal trajectory that densely fills higher-dimensional space without crossing itself. A new method for reconstructing the three-dimensional architecture of the human genome... reveals a polymer analog of Hilbert's curve at the megabase scale."

Coletânea reúne cartas de Galileu Galilei

Ciência e Fé – Cartas de Galileu é um livro sobre o acordo do sistema copernicano com a Bíblia e apresenta a argumentação do astrônomo italiano sobre o papel da interpretação científica e religiosa. Traduzida diretamente dos documentos originais por Carlos Arthur do Nascimento, especialista em filosofia e história medieval, a compilação das famosas cartas copérnicas de Galileu mostra a discussão dele com representantes da nobreza e do clero do século 17 sobre a ideia de que a Terra gira em torno do Sol. Os diversos documentos apresentados no livro foram produzidos entre 1613 e 1616, entre cartas e comentários enviados pelo próprio Galileu a nobres. Nos textos, o astrônomo traz suas conclusões científicas, fundamentadas em estudos empíricos. Ao mesmo tempo, atesta a validade dos ensinamentos bíblicos, uma vez que os considera essenciais para a construção moral e religiosa do povo, sem acreditar, entretanto, que devam ser interpretados à luz das ciências da natureza.

Além das cartas, Ciência e Fé traz comentários de Galileu sobre os estudos de Nicolau Copérnico (1473-1543) e de sua teoria heliocêntrica documentados nas três Considerações sobre a opinião copernicana. Em decorrência de sua convicção nessa teoria – por ele comprovada, ao estudar as fases de Vênus – o astrônomo foi considerado um herege pela Inquisição católica pouco tempo depois.

Entre os textos reunidos no livro, estão também registros dos pensamentos da igreja em relação às conclusões do cientista, em carta do cardeal Roberto Belarmino, então consultor do Papa para assuntos da Inquisição. Há, ainda, o decreto da Congregação do Índice, que proibiu a publicação dos estudos de Copérnico sobre a teoria heliocêntrica.

Mais informações, clique aqui.

Nota: Nunca é demais lembrar que Galileu discordou do entendimento/dogma católico importado de Aristóteles, segundo o qual a Terra seria o centro do Universo. O italiano nunca foi contra a Bíblia, até porque as Escrituras não advogam o geocentrismo, por mais que alguns críticos modernos tentem forçar essa conclusão. Além disso, a vitória foi, sim, da razão, mas da razão de um homem só contra o 'consenso' da Akademia de sua época que era aristotélica e, por inveja, entregou Galileu à Igreja, a detentora do poder temporal de então. Foi baseada nesse aval da comunidade científica que a Igreja condenou Galileu. Mas essa versão da história eles não contam...[MB]

A Bíblia Sagrada é inerrante?

Com o claro objetivo de fazer frente às alegações dos defensores do liberalismo e da alta crítica, alguns teólogos evangélicos acabaram assumindo posição radical e reacionária em relação às Escrituras – posição que ficou conhecida como “inerrante”, isto é, que a Bíblia Sagrada não contém erros de quaisquer espécies e teria sido revelada de forma verbal. Essa postura influenciou muitos teólogos e, por outro lado, gerou reações contrárias radicalmente proporcionais. Vários livros foram publicados na intenção de popularizar a teoria da inerrância bíblica. Um desses é O Alicerce da Autoridade Bíblica (Vida Nova), organizado por James Montgomery Boice, e que reúne artigos de estudiosos do quilate de Francis A. Schaeffer, R. C. Sproul e Gleason L. Archer, para mencionar apenas três.

Ao longo das 196 páginas, os escritores tentam demonstrar que a inerrância foi ideia defendida pela igreja cristã em toda a sua história – desde os apóstolos e os “pais da igreja”, passando pela Reforma e chegando aos dias atuais, quando encontra os evangélicos que, para serem assim considerados, devem ser inerrantes (pelo menos essa é a sentença radical de alguns dos articulistas do livro).

No fim do prefácio, Boice faz uma afirmação auto-contraditória: “aquilo que a Bíblia diz, é Deus quem diz – através de agentes humanos e sem erro.” Como é possível algo humano ser desprovido de erro? E na Introdução, Schaeffer sugere que a mentalidade “cartesiana, positivista e empirista” estaria influenciando a exegese bíblica, parecendo ignorar o fato de que estender a inerrância a assuntos “periféricos” – história, cosmologia, etc. – é, isso sim, uma tentativa de ler a Bíblia sob as lentes do método científico moderno, cujo contexto em muito se distancia da mentalidade semítica com a qual as Escrituras estão entrelaçadas. Na verdade, a própria Bíblia não se arroga inerrante, devendo os que advogam essa prerrogativa apelar para outras fontes – como o próprio racionalismo – a fim de sustentá-la.

Curiosamente, os mesmos que defendem a inerrância, sobem no barco da alegorização de relatos históricos como Gênesis 1, 2 e 3. James I. Packer diz o seguinte, em seu artigo: “...lê-se Gênesis 1 como se fosse uma resposta às mesmas perguntas que os manuais científicos visam responder, e Gênesis 2 e 3 se leem como se fosse, a cada ponto, narrativas prosaicas de testemunhas oculares, daquilo que teríamos visto se tivéssemos estado lá, não fazendo caso das razões porque se pode pensar que nestes capítulos ‘eventos reais talvez sejam registrados de modo altamente simbólico’” (p. 92.)

Mais equilibrado em suas análises, Gleason Archer informa que “há muito mais apoio textual para o texto da Sagrada Escritura do que há para qualquer outro livro que foi transmitido a nós desde tempos antigos” (p. 102). Archer escreve também que como o texto bíblico tem caráter eminentemente salvífico, foi conservado numa forma “suficientemente exata para realizar o seu propósito”, com uma transmissão não “seriamente defeituosa”. Ao usar as palavras “suficientemente” e “seriamente”, ele parece não querer ir tão longe no conceito de inerrância quanto seus colegas articulistas. “A melhor explicação é supor que Deus o Espírito Santo exerceu uma influência orientadora na preservação do texto original”, prossegue Archer, “conservando-o de erros sérios ou enganadores de qualquer tipo”. Citando Lindsell (The Battle for the Bible), em seu artigo “A Bíblia e a inerrância”, o Dr. Amim Rodor explica que “os inerrantistas confundem ‘erro’ no sentido de precisão técnica com a noção bíblica de erro como engano intencional”. Em sua linguagem, portanto, Archer parece ser não tão inerrantista assim.

Na página 138, vê-se Sproul manifestando igualmente um espírito equilibrado e aberto: “Não lançamos dúvida sobre a real dedicação dos defensores da inerrância limitada. O que questionamos é a exatidão da sua doutrina da Escritura, assim como eles questionam a nossa. Mesmo assim, consideramos que este debate, por mais sério que seja, é um debate entre membros da família de Deus. Que o nosso Pai nos leve à união neste ponto, assim como tem feito em muitas afirmações gloriosas do Seu evangelho” (p. 138).

No capítulo “O pregador e a Palavra de Deus”, assinado pelo próprio Boice, o autor tenta relacionar o “declínio contemporâneo na pregação grandiosa” (expositiva) – nas palavras de Lloyd-Jones – com a perda de crença na autoridade bíblica. Mas seria apenas esse o motivo? E seria o real motivo? Na revista Veja do dia 12 de julho de 2006, a matéria de capa aborda a mudança de ênfase dos pregadores evangélicos modernos (embora o foco sejam os “novos pastores”, pós-neopentecostais). Segundo a reportagem, está havendo cada vez menos ênfase no sobrenatural e mais investimento em técnicas de autoajuda. Nas igrejas evangélicas tradicionais, estuda-se pouco a Palavra de Deus. Portanto, independentemente da ênfase inerrantista (ou da falta dela), o declínio na pregação ocorre por diversos fatores e Boice parece tentar conduzir a conclusão na direção de seu pensamento. Depois, ele tece alguns comentários oportunos a respeito da necessidade de mais sermões expositivos, com forte conteúdo bíblico.

Finalmente, o livro apresenta a Declaração de Inerrância Bíblica de Chicago. Entre declarações que podem ser facilmente consideradas extremadas, há uma que quase surpreende pelo equilíbrio:

“As diferenças entre as convenções literárias nos tempos bíblicos e as do nosso tempo não podem ser desprezadas: uma vez que, por exemplo, a narração não-cronológica e a citação imprecisa eram comuns e aceitáveis, e não frustravam expectativa de espécie alguma na época, não se deve tê-las como equívocos quando as encontramos na Bíblia. Quando não se espera uma precisão absoluta de tipo específico, não se incorre em erro se ela não é alcançada. A Escritura é inerrante, não no sentido de que é absolutamente precisa segundo os padrões modernos, e sim no sentido de que ela cumpre aquilo que afirma e atinge aquela medida de verdade específica que foi objeto dos autores.”

(Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia pelo Unasp)

Leia também: "A Bíblia e a inerrância"

quarta-feira, outubro 07, 2009

Mais que perder peso; manter a saúde

Quando nos alimentamos, estamos provendo ao corpo os nutrientes que ele precisa para manter suas funções, renovar células e dar energia para os movimentos de trabalho dos órgãos internos e também para o movimento dos músculos, quer seja no trabalho ou na prática de atividades físicas através dos esportes. Quando nos alimentamos em equilíbrio, as funções vitais são mantidas e o peso permanece estável. Ao contrário, quando nos alimentamos muito e não mantemos atividade física para gastar essa energia obtida através dos alimentos, nosso corpo acumula essa reserva em forma de células gordurosas, entendendo que a qualquer momento essa energia poderá ser solicitada. Abaixo estão algumas dicas práticas sobre uma perda de peso saudável: Leia mais.

Profissional de sucesso

Cristiano Stefenoni é jornalista profissional, atua como editor do caderno de Empregos do jornal A Gazeta e do jornal Oportunidades, Cursos e Concursos, ambos da Rede Gazeta, afiliada da Rede Globo no Espírito Santo. Também é comentarista da Rádio CBN de Vitória, no programa CBN e a Sua Carreira (93,5 FM). É colunista da revista nacional Conexão JA e autor do livro Profissional de Sucesso (CASA). Em 2004, venceu o Prêmio Capixaba de Jornalismo. Dá palestras em várias cidades do país e ainda é consultor de carreira e membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia há mais de 20 anos. Nesta breve entrevista concedida ao blog Criacionismo, ele fala sobre os desafios que os jovens criacionistas guardadores do sábado enfrentam no mercado de trabalho, e dá dicas que valem para todos:

Como você vê o jovem adventista no atual mercado de trabalho?

Mudou muito. Antes, o jovem da igreja usava a questão do sábado e da volta de Jesus para justificar seu medo e sua covardia para lutar pelo sucesso. Hoje, a maioria despertou para a necessidade de se esforçar para conquistar seu espaço no mercado e que, tanto o sétimo dia quanto a segunda vinda são bençãos e não maldições. Em minhas viagens, por exemplo, conheci adventistas que estão em sua terceira faculdade, poliglotas, empresários, entre outros casos de sucesso.

Mesmo assim, o sábado ainda é um grande desafio, na faculdade, na empresa...

Sem dúvida. Da mesma forma que é um grande desafio não adulterar, não falar mal do próximo, honrar pai e mãe. Ser fiel aos Mandamentos de Deus é o grande desafio. Quando alguém chega a transgredir o sábado é porque alguns (ou todos) mandamentos já foram comprometidos. O compromisso de fidelidade não deve ser com uma Lei e sim com uma pessoa: Deus.

O que você diria para alguém que está tendo problemas com o sábado?

Primeiro, respeite os seus superiores e a instituição em que você está. Trate-os da melhor maneira possível. Segundo, tente negociar. Mostre que a empresa ou a escola não perderá com a sua decisão de ser fiel, mas sim ganhará com sua dedicação extra nos outros dias da semana. Terceiro, peça uma oportunidade para provar que está certo. Quarto, prove que está certo. E quinto, use a lei a seu favor.

Por que ainda é tão difícil para o jovem lidar com esses problemas?

Porque a igreja fala pouco sobre o assunto, não os prepara adequadamente. Dizem apenas que você deve guardar o sábado, mas não mostra como. Assuntos como carreira, sexo e mídia são de extrema necessidade para os jovens, mas são pouco discutidos na igreja. E quando isso acontece, no geral, é feito por pessoas despreparadas, o que faz gerar mais dúvidas do que certezas. Essa foi uma das razões que me levaram a escrever o livro.

E o que você diria para alguém que está sem forças para lutar pelo sucesso?

No dia 7 de julho deste ano, Edson Gambuggi se formou em Medicina, em São Paulo. Nada de mais se ele não tivesse 82 anos de idade! Talvez o que falta às pessoas não é força para lutar e sim um sonho, um motivo pelo que valha a pena lutar. Pare, pense um pouco. O que falta em sua vida para você se sentir realizado como ser humano? Trace uma estratégia, ore a Deus e vá em frente.

Pedidos do livro: www.cpb.com.br ou 0800 979 0606.