terça-feira, julho 09, 2013

Sexo casual pode causar depressão e ansiedade

Um estudo da Universidade do Estado da Califórnia concluiu que os jovens adultos que praticam sexo casual apresentam maior tendência a sofrer depressão. Segundo o site Daily Mail, os especialistas descobriram que os níveis de ansiedade, ansiedade social e depressão são mais altos entre os estudantes que disseram ter feito sexo com alguém que conheciam por menos de uma semana. Intitulada “Negócio de risco: há uma associação entre o sexo casual e a saúde mental entre os jovens adultos?”, a pesquisa envolveu 3.900 estudantes heterossexuais de 30 faculdades norte-americanas. Desse total, 11% disseram ter tido relações sexuais com alguém pouco conhecido no último ano anterior ao questionário. ​Estudos anteriores haviam concluído que as mulheres tinham maior tendência a apresentar sintomas de ansiedade e depressão após sexo casual, no entanto, esta nova pesquisa não mostra diferenças entre os gêneros. “Ainda é prematuro concluir que os encontros casuais para sexo não trazem riscos psicológicos para jovens adultos. Mas os resultados sugerem que entre os estudantes universitários heterossexuais, sexo casual foi negativamente associado a bem-estar e positivamente associado a desconforto psicológico”, disse a responsável pelo estudo, Dra. Melina Bersamin.


Nota: Cada vez mais fica claro que o plano do Criador para a sexualidade humana é o que traz verdadeira satisfação e segurança. Deus criou o sexo para ser desfrutado no contexto matrimonial heterossexual monogâmico. Há pesquisas que indicam que um bom casamento faz bem à saúde, ao passo que morar junto (assim como praticar sexo casual) causa depressão. Mais uma vez as evidências científicas/estatísticas corroboram os conselhos bíblicos. Portanto, sofre quem quer.[MB]

segunda-feira, julho 08, 2013

Museu da Espanha exibe fóssil brasileiro adulterado

O fóssil de um pterossauro brasileiro superconservado é destaque em um dos principais museus de ciência do mundo, o CosmoCaixa, em Barcelona. Milhares de pessoas viram o bicho, inclusive muitos especialistas, mas só um paleontólogo achou que havia algo errado e foi a fundo no assunto. Acabou descobrindo uma falsificação. A peça era vista por muitos como um dos exemplares mais preservados do Cretáceo Inferior (entre 100 milhões e 145 milhões de anos atrás). O trabalho de Fabio Dalla Vecchia, no entanto, mostrou que se trata de uma espécie de “Frankenstein” paleontológico: uma composição de vários fósseis diferentes que são montados para darem a aparência de que são os restos de apenas um indivíduo. E mais: apesar de ser uma composição de vários animais diferentes, os cientistas não conseguiram provar que nenhum deles era, de fato, um Anhanguera piscator, como diz o museu. Algumas partes da peça nem fósseis eram, mas sim pedaços de plástico pintado. “A importância científica desse exemplar é bem menor do que nós pensávamos no início”, diz Dalla Vecchia.

Para descobrir a montagem, o cientista e seus colaboradores fizeram um verdadeiro trabalho de detetive. Com a autorização do museu, o grupo olhou o material com lentes de aumento. Já foi o suficiente para detectar algumas partes da composição, sobretudo as de plástico. O crânio e a mandíbula, o mais relevante cientificamente, foram removidos e submetidos a exames de luz ultravioleta e de tomografia computadorizada. O esqueleto não podia ser removido.

Eles identificaram que 50% do crânio e da mandíbula eram reconstituídos. Na parte que era verdadeira, houve uma combinação de partes de vários indivíduos. O cientista diz que devem existir vários casos semelhantes, já que essas falsificações são relativamente comuns.

Uma das mais famosas foi apresentada pela Sociedade Geográfica Nacional dos EUA em 1999 como o “elo perdido” da evolução dinossauro-pássaro. Batizado de Archaeoraptor liaoningensis, ele parecia ter o corpo de um pássaro com um rabo de dinossauro. Algum tempo depois, os cientistas viram que eram dois animais distintos colocados para parecerem um só.

O Museu Nacional do País de Gales foi outro atingido. Após 116 anos exibindo um suposto fóssil de Icthyosaurus, um réptil marinho, a instituição descobriu que se tratava de uma combinação de duas criaturas marinhas, com pedaços feitos de gesso.

Fósseis bem preservados são mais valiosos. Por isso, há muita gente que tenta dar uma “forcinha” para a natureza [ou seria melhor dizer: para a teoria da evolução], criando peças que são verdadeiros Frankensteins.

O antigo habitat do pterossauro Anhanguera piscator, na chapada do Araripe, no Nordeste, concentra uma grande diversidade de répteis voadores e é famoso pela boa conservação dos fósseis. [A chapada do Araripe concentra também abundância de fósseis marinhos longe do mar, é bom recordar.]

Por isso, muito embora venda de fósseis no Brasil seja proibida, é comum que pessoas explorem a área clandestinamente, já que eles são facilmente encontrados.

O trabalho de Della Vecchia foi apresentado no Rio Ptero, simpósio internacional de pterossauros no Rio, e provocou reações exaltadas da plateia. Ironicamente, por motivos distintos. A maioria dos pesquisadores brasileiros ressaltou que esse é o tipo de coisa que acontece quando se compra fósseis ilegalmente. Já os estrangeiros ficaram mais preocupados com a falta de confiabilidade de seus fornecedores regulares.

O museu, porém, diz não ter a intenção de tirar a peça de exposição. Jorge Wagensberg, diretor científico da Fundação la Caixa, diz que, em breve, a informação de que se trata de uma composição será inserida na descrição da peça.


Nota: Em outra matéria da Folha em que se afirma que Jorge Wagensberg, diretor científico da Fundação la Caixa (divisão de um banco espanhol que é dona do museu), sabia da montagem, ele afirma que as composições são um recurso que pode ser usado sem prejuízo quando o objetivo é explicar ao público alguns aspectos mais gerais, como a aparência de um fóssil de perto. Questionado se considerava correto comprar fósseis de países em que esse comércio é considerado ilegal, o diretor disse que só poderia responder sobre os aspectos científicos. Na verdade, o que se pode perceber é que a doutrinação evolucionista é mais importante do que os fatos. Wagensberg procura minimizar a fraude e ainda diz que, mesmo sendo fraude, ela pode ser útil! Imagine se algo dessa natureza fosse feito por um criacionista... Como me disse um amigo biólogo: “No tocante à dicotomia evolucionismo x criacionismo, fica evidente que a escassez de evidências tem levado à ‘criação de dados’ que apoiem o primeiro modelo. Isso também não é necessário em função do grande prejuízo. Imaginem quantas pessoas visitaram o tal ‘fóssil’, fizeram anotações, colocaram em trabalhos escolares, tiraram fotos e colocaram na parede do quarto! Quem irá até a casa dessas pessoas dizer que tudo não passou de uma ‘fraudezinha’? Aprendemos, mais uma vez, que devemos ser cautelosos com a divulgação de ‘informações’ científicas.”[MB]

Leia também: "A fraude do Microraptor gui"

Os cristãos e a desobediência civil

Desobediência civil é a decisão racional deliberada em descumprir a norma estatal eficaz e confrontar o poder temporal vigente, de modo racional, qualquer que seja a razão ou o objetivo. Em todos os casos há a presença de uma ou mais normas emanadas do Estado que lhe conferem poder ou a grupos a ele aliados de restringir coativamente direitos e liberdades de indivíduos ou grupos, com o uso da força física, se necessário. Na história humana mais recente dois exemplos marcantes de desobediência civil citados fartamente na legislação são: (a) a que se deu nos Estados Unidos da América em razão da discriminação racial ostensiva contra os negros norte-americanos, cujo nome mais emblemático da luta é o pastor Martin Luther King; (b) a encabeçada por Mahatma Ghandi, na Índia, contra o domínio do Império Inglês. Estes e todos os outros movimentos de mesma índole possuem as seguintes características:

1. Pacifismo, o que se compreende como a deliberada decisão de não fazer uso de armas ou de grupos armados para fazer vencer seu objetivo.
2. Disposição à oposição e retaliação estatal.
3. Determinação à não autodefesa.

O motivo da desobediência ao Estado pode ser legítimo ou ilegítimo, universal, particular, material, moral ou espiritual, sempre levando em conta o sistema de valores que é reconhecido em uma dada sociedade para categorizar o ato de desobediência. Vejamos.

Será ilegítimo, em um sistema democrático, quando não encontra respaldo na opinião da maioria do povo como, no caso brasileiro, alguém pretenda praticar atos sexuais em ambiente público ou consumir entorpecentes livremente sem nenhuma responsabilização. Será legítimo em um sistema de Estado como o inglês, quando o príncipe herdeiro resolve casar com uma plebeia confrontando toda a tradição secular da dinastia e do sistema jurídico vigente, uma vez que os costumes do povo inglês já não são mais os mesmos que exigiriam que o herdeiro do trono fosse obrigado a casar com uma mulher por dever de Estado, e não “por amor”.

Será universal a desobediência civil que diga respeito a um valor de todos ou de quase todos, como no caso daquele que luta pelo direito à liberdade, seja a de ir e vir, ou a do pensamento e crença. O religioso que resolve fazer greve de fome por uma razão ecológica encontra respaldo não em toda a população brasileira que pouco sabe ou pouco se importa com o que se dá naquelas regiões do país em que a transposição do rio São Francisco trará efeitos concretos. Mais ainda se pode dizer do político que resolve fazer o mesmo tipo de greve por algum motivo que ninguém consegue entender direito. Mas o religioso que pleiteia a liberdade, de vários tipos, de um povo composto por centenas de milhões, face a outro povo que carrega em si espírito e atitudes de superioridade que não condizem com a fé que apregoa, como no caso da Índia de Gandhi, carrega em si o poder de um valor universal que encontra eco em muitas mentes e corações espalhados pelo mundo inteiro.

A greve de trabalhadores por razões meramente salariais, ou a manifestação estudantil caracterizada pelo interesse libertino do uso da maconha ou outras drogas ilícitas, ambas declaradas ilegais pelos poderes constituídos, pouco ou quase nenhum impacto social traz, quando muito um impacto político circunscrito. Mas o movimento estudantil que apregoa de forma apaixonada que já é tempo de restaurar as liberdades civis não poderá ser criminalizado sem que produza reações incontidas e, provavelmente, incontíveis, por parte de todos os setores da sociedade em geral.

Não é nem de longe razoável imaginar-se que um grupo de estudantes que deseja consumir livremente o crack nos corredores da faculdade tenha a coragem moral de enfrentar de forma contínua e persistente o batalhão de choque da polícia militar sob cacetadas e aos gritos de “Liberdade! Liberdade! Liberdade!”. Mas é perfeitamente possível que um estudante que queira um pouco de liberdade para escolher por si mesmo quem deseja que governe seu país e segurança para não ser tirado de sua cama no meio da noite por causa de sua fé, dele, de seus pais, seus irmãos e amigos, para ser jogado em uma cela fria e suja para esperar a morte, enfrente um tanque de guerra sozinho, admitindo para si, com certa tranquilidade de espírito, a morte na tentativa.

Ainda que o conceito de desobediência civil admita a possibilidade de que indivíduos ou grupos a pratiquem por razões exclusivamente materiais, como se pode verificar em alguns movimentos grevistas antes que estes viessem a ser reconhecidos pelo ordenamento jurídico dos Estados democráticos como um direito, não é por acaso que os motivos mais poderosos que embalam a força moral dos que praticam a desobediência civil perante seus algozes sejam de natureza teológica. Tanto Gandhi quanto Martin Luther King estavam orientados e motivados por uma convicção de natureza não material, filosófica ou científica. O primeiro pelos ensinamentos hindus e os ideais de igualdade e justiça. E o segundo pela Verdade crida e vista no Cristo histórico, cujos ensinamentos podem ser resumidos no amor a Deus sobre tudo e sobre todos e no amor ao próximo como a si mesmo.

Os cristãos do primeiro século eram desobedientes. Não a Deus, mas ao Estado. E essa desobediência era apenas uma, muito embora houvesse várias formas de manifestação: eles se recusavam a permitir que qualquer autoridade temporal, por mais abrangente ou poderosa que fosse – no caso o Império Romano e a religião judaica – os proibisse de falar de Jesus Cristo. A lógica deles era muito simples: “Jesus me mandou falar até os confins da Terra sobre Ele e Seus ensinamentos que são a Verdade. O governo dos homens me ordena que não fale dEle ou de Seus ensinamentos, ameaçando-me com açoites, prisões e execuções, se fizer isso. Não posso obedecer a um sem desobedecer a outro; preciso fazer uma escolha.”

Os verdadeiros cristãos são tomados por uma convicção inabalável na Verdade. Essa convicção não é, como já disse, de natureza científica ou filosófica, mas provêm do próprio Criador e Salvador, Deus, e chama-se Revelação. Há muito que dizer sobre isso, mas não é a ocasião e o veículo oportunos. O ponto que desejo ressaltar é o seguinte: não há de se negociar com o poder humano que proíbe a fé e a prática na Verdade. Contra o abuso e a usurpação da autoridade divina pelo Estado e pelos homens só resta uma ação: a desobediência civil. Os irmãos que compreenderam e creram nisso foram jogados aos leões e às fornalhas de fogo. E foram crucificados como o Senhor. Alguns foram salvos, mas a maioria não. Mas muito mais do que o jovem do tanque, tinham coragem e paz.

Outro assunto, diferente, é a desobediência civil quanto a questões que não dizem diretamente à fé. Pense no mundo de Jesus e pense no mundo dos Seus apóstolos. As iniquidades sociais eram inúmeras, mas o Senhor e os Seus escolhidos jamais as confrontaram, praticaram ou ensinaram a desobediência civil em face delas. Cito apenas duas.

A escravidão era prática comum dos romanos. Todos os povos conquistados de todas as terras eram submetidos à escravidão, homens, mulheres, jovens e crianças, vendidos como se fossem animais e com a vida e a morte nas mãos do seu dono, ou senhor. Aliás, assim Paulo se refere aos donos de escravos, senhores. E aos escravos chama servos. E a ordem apostólica não é a desobediência destes em face daqueles, mas o amor. Aos senhores ordena que tratem aos servos como irmãos. E aos servos, ordena que sirvam aos seus senhores como se o fizessem ao Senhor. Perceba o germe da revolução social! Se isso fosse praticado por aquela sociedade e por qualquer sociedade de todos os tempos, não haveria mais ricos, pobres, fortes, fracos, poderosos ou despoderados. Haveria aquilo que anseiam todas as ideologias construídas na mente e na alma dos seres humanos que não resolveram aceitar passivamente a opressão do homem sobre o homem: igualdade. E sem constrição, mas por liberdade que vem de dentro e que muda tudo que está fora. Poderia citar muitas passagens paulinas e petrinas nesse sentido, mas não é meu propósito agora. Creio que o Espírito Santo está trazendo à sua memória cada uma delas.

Outro exemplo diz respeito a Jesus e Sua passagem por este mundo. É evidente que o Senhor confrontou o judaísmo praticado pelos judeus e ensinado pelos seus rabis, fariseus, saduceus e líderes de outras seitas menores. Muitas vezes Ele revelou a falta de Deus na religião que apregoavam, e acusou seus líderes perante o povo por hipocrisia, ganância, mentira, adultério, cobiças, vaidade, e tantas outras perversidades do coração humano. Quando aprisionado pelos soldados, disse a Verdade a Pedro para convencê-lo a guardar a espada: “Não sabes que posso pedir ao Meu Pai uma legião de anjos?” Diante de Pilatos, o Senhor não se defendeu, embora soubesse que o governador romano estava impactado com o sonho que sua esposa havia tido e a força moral que jamais encontrara em nenhum outro homem, que se recusava a implorar por sua vida e, ainda, a confrontar o representante de César com a Verdade: “Nenhuma autoridade tu terias se do céu não te fosse dada.”

A atitude intrépida do Homem Jesus, associada ao fato de que Ele não era como aqueles líderes religiosos, militares e políticos, pois falava e vivia com autoridade diante das pessoas, e agia com autoridade diante dos espíritos quando curava e ressuscitava mortos, levou-O à morte, como está claramente revelado nos quatro evangelhos. Aqui está o Senhor nos ensinando, com Sua vida que, no que diz respeito à fé e à Verdade, não se pode negociar, mesmo que isso nos custe a vida e nos leve à morte por suplício, como ainda ocorre com muitos irmãos valorosos no mundo inteiro.

O silêncio de Jesus também nos ensina muito. Jesus não confrontou a iniquidade da dinastia de Herodes, nem ao menos o suplício do profeta primo que o precedeu, João Batista. Não mobilizou as massas, por ação ou por inação, contra as iniquidades praticadas pelo Império Romano, o que muitos esperavam e foi motivo de não crerem nEle. Não ordenou que a multidão de escravos se levantasse contra o exército e suas centúrias, sob Suas ordens e Seu poder soberano. Mesmo diante da pobreza e da miséria materiais humanas, Jesus pareceu não Se importar: “Deixe-os. Os pobres sempre tendes convosco...”

E o ensino de Jesus também nos ensina muito. Diante do povo e dos líderes judeus, Ele legitimou a cobrança de tributos pelos Romanos (“Dai a Cesar o que é de Cesar”); e diante dos discípulos, também, quando o peixe pescado continha a moeda para quitar o tributo. Ordenou ao povo que O escutava atentamente que obedecesse a tudo que os religiosos lhe ordenasse, mesmo que não devesse praticar as mesmas coisas que eles faziam.

E que dizer de Romanos capítulo treze, que ordena a obediência a toda autoridade civil, pois foi constituída por Deus, e quem a desobedece, desobedece a Ele?

A questão, para Jesus e Seus apóstolos, em termos de desobediência civil, era uma questão de foco. Paulo disse que fazia tudo e nada fazia que pudesse vir a criar obstáculo ao evangelho. Essa é a regra de ouro nesse assunto. Fazer ou não fazer o bem é o que está em pauta. Bem a quem? Às pessoas a quem Deus ama. E qual o melhor e maior bem que se pode fazer a qualquer pessoa? Levá-la a conhecer a Jesus Cristo, como Filipe fez com seu irmão André.

Tudo o mais é importante. Mas tudo o mais é menos importante do que a pregação do Evangelho, o Cristo ressurreto. Se o Cristo entrar no ser humano, começará a ser gerado Jesus, homem, nele. E se for assim, esse homem que agora é uma parte de Jesus, seu corpo, começará a dar cheiro e corpo de vida aos outros homens que esbarram nele. E se isso acontecer, tudo o mais tenderá a mudar, inclusive as iniquidades sociais.

Pregar o evangelho não precisa estar dissociado de outras formas de fazer o bem. Enquanto pregava no barquinho, Jesus também deu comida e curou. Mas também não se trata de pensar em termos de evangelho mais ação social ou menos ação social. O que há é simplesmente o evangelho. Fazer ação social é decorrência inevitável de quem acolheu em si o Deus que é Amor. Fazer o bem por onde quer que formos é o chamado e a vocação de Cristo.

Se posso ser um cidadão engajado politicamente para promover mudanças sociais substanciais nesta sociedade que jaz no maligno, devo ser. Não sê-lo apenas demonstra como o Evangelho que compreendi ou que pratico é falho e, por isso, sem graça nem força.

O que não tenho o direito é de promover sob o pálio da mensagem do Evangelho minhas próprias causas, sozinho, e sem que o corpo de Cristo do qual sou parte participe comigo. Se a voz que me guia à desobediência vem do Espírito Santo, devo ter ao meu redor ecos de aprovação dessa voz por outros lados que não o lado de dentro do meu próprio coração. Frise-se: não basta o silêncio das vozes, porque estas muitíssimas vezes são culposas. Mesmo no contexto da igreja santa, as pessoas preferem se calar para ver no que vai dar a alertar com sabedoria e amor. E devo ter evidências históricas concretas de que a bandeira que pretendo levantar em nome do bem da sociedade sem Deus, Jesus levantaria também se estivesse em meu contexto histórico e social.

Finalmente, devo ser racional, como deve ser toda forma de desobediência civil e de culto verdadeiro. Se pretendo tirar meus filhos da escola para educá-los em âmbito domiciliar, preciso ter certeza de que as condições que oferecerei aos meus filhos para o aprendizado e a vida neste mundo (que exige muito daqueles que pretendem vencer na vida e ser pessoas úteis à pregação do Evangelho, sem esquisitices ou bizarrices ) são pelo menos iguais às que eles encontrarão lá. E quanto a isso, não tenho certeza se a maioria das famílias brasileiras, inclusive as cristãs, está qualificada.

(Édison Prado de Andrade é advogado público, mestre e doutorando pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo)

Leia também: "O mundo é uma panela de pressão" e "Momento histórico de uma história que não muda"

EUA espionaram milhões de e-mails e ligações no Brasil

Na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvo de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês). Não há números precisos, mas em janeiro passado o Brasil ficou pouco atrás dos Estados Unidos, que teve 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens espionados. É o que demonstram documentos aos quais O Globo teve acesso. Eles foram coletados por Edward Joseph Snowden (foto ao lado), técnico em redes de computação que nos últimos quatro anos trabalhou em programas da NSA entre cerca de 54 mil funcionários de empresas privadas subcontratadas - como a Booz Allen Hamilton e a Dell Corporation. No mês passado, esse americano da Carolina do Norte decidiu delatar as operações de vigilância de comunicações realizadas pela NSA dentro e fora dos Estados Unidos. Snowden se tornou responsável por um dos maiores vazamentos de segredos da História americana, que abalou a credibilidade do governo Barack Obama.

Os documentos da NSA são eloquentes. O Brasil, com extensas redes públicas e privadas digitalizadas, operadas por grandes companhias de telecomunicações e de internet, aparece destacado em mapas da agência americana como alvo prioritário no tráfego de telefonia e dados (origem e destino), ao lado de nações como China, Rússia, Irã e Paquistão. É incerto o número de pessoas e empresas espionadas no Brasil. Mas há evidências de que o volume de dados capturados pelo sistema de filtragem nas redes locais de telefonia e internet é constante e em grande escala.

Criada há 61 anos, na Guerra Fria, a NSA tem como tarefa espionar comunicações de outros países, decifrando códigos governamentais. Dedica-se, também, a desenvolver sistemas de criptografia para o governo. A agência passou por transformações na era George W. Bush, sobretudo depois dos ataques terroristas em Nova York e Washington, em setembro de 2001. Tornou-se líder em tecnologia de Inteligência aplicada em radares e satélites para coleta de dados em sistemas de telecomunicações, na internet pública e em redes digitais privadas.

O governo Obama optou por reforçá-la. Multiplicou-lhe o orçamento, que é secreto como os de outras 14 agências americanas de espionagem. Juntas, elas gastaram US$ 75 bilhões no ano passado, estima a Federação dos Cientistas Americanos, organização não governamental especializada em assuntos de segurança.

A NSA tem 35,2 mil funcionários, segundo documentos. Eles informam também que a agência mantém “parcerias estratégicas” para “apoiar missões” com mais de 80 das “maiores corporações globais” (nos setores de telecomunicações, provedores de internet, infraestrutura de redes, equipamentos, sistemas operacionais e aplicativos, entre outros).

Para facilitar sua ação global, a agência mantém parcerias com as maiores empresas de internet americanas. No último 6 de junho, o jornal The Guardian informou que o software Prism permite à NSA acesso aos e-mails, conversas online e chamadas de voz de clientes de empresas como Facebook, Google, Microsoft e YouTube (confira aqui). [...]

A interferência é sempre imperceptível: “Servimos em silêncio” - explica a inscrição numa placa de mármore exposta na sede da NSA em Washington.

Espionagem nesse nível, e em escala global, era apenas uma suspeita até o mês passado, quando começaram a ser divulgados os milhares de documentos internos da agência coletados por Snowden dentro da NSA. Desde então, convive-se com a reafirmação de algumas certezas. Uma delas é a do fim da era da privacidade, em qualquer tempo e em qualquer lugar. Principalmente em países como o Brasil, onde o “grampo” já foi até política de Estado, na ditadura militar.

sexta-feira, julho 05, 2013

Pesos atômicos variáveis alteram Tabela Periódica

Você já deve ter ouvido falar, ou talvez lido em seus livros de Química, que os “pesos atômicos são constantes imutáveis da natureza”. Nada poderia estar mais longe da verdade. Na realidade, o peso atômico de alguns elementos varia dependendo de onde você está na Terra. A maior parte da massa de um átomo reside em seu núcleo, composto de prótons e nêutrons (com a exceção do hidrogênio, cujo núcleo é constituído por um único próton). O número de prótons no núcleo determina com qual átomo você está lidando: todos os átomos de carbono têm seis prótons, todos os átomos de oxigênio têm oito, e assim por diante. Mas o número de nêutrons pode variar entre átomos do mesmo elemento – átomos do mesmo elemento, mas com diferentes números de nêutrons, são chamados isótopos.

Agora, os guardiões da Tabela Periódica - a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) - decidiram que os pesos atômicos do bromo e do magnésio não serão mais representados por um número, mas por um intervalo. O peso atômico do bromo mudou de 79,904 para o intervalo [79,901 a 79,907]. O peso atômico do magnésio, por sua vez, antigamente era 24,3050 - agora ele é representado pelo intervalo [24,304 a 24,307]. Pode parecer pouco, mas é uma mudança radical em relação a visões tradicionais do tipo “constante imutável da natureza”.

E por que essa mudança? Todos os elementos têm certo número de isótopos instáveis, que se “quebram” através de um processo chamado decaimento radioativo. Mas alguns elementos têm também mais do que um isótopo estável. É aí que os químicos começam a ter problemas quando querem definir o peso atômico.

O bromo, por exemplo, tem dois isótopos estáveis que ocorrem na Terra em quantidades semelhantes. Mas os dois não estão igualmente dispersos: por exemplo, o isótopo mais pesado do bromo é ligeiramente mais comum na água do mar e nos sais do que nas substâncias orgânicas.

O magnésio se comporta de forma semelhante: existem três isótopos estáveis desse metal, e eles variam ligeiramente em abundância em diferentes ambientes. Isso significa que o peso médio de um átomo de bromo ou de magnésio nesses diferentes ambientes também varia. Daí a necessidade da mudança - dependendo da situação onde a medição for feita, resultados diferentes poderão estar igualmente corretos.

E já que estavam com a mão na massa, os químicos da IUPAC aproveitaram a oportunidade para ajustar os pesos atômicos de mais três elementos: germânio, índio e mercúrio.

E não espere que a Tabela Periódica fique estável por muito tempo. Foram necessários 150 anos para que as propriedades dos elementos químicos sofressem a primeira modificação - a Tabela Periódica foi corrigida pela primeira vez na história em 2010. Agora, menos de três anos depois, já veio a segunda modificação. Ou seja, talvez seja uma boa ideia olhar a “versão da Tabela Periódica” da próxima vez que você precisar consultar uma.


Nota: Desde que deixei o ensino médio (no meu tempo era segundo grau) para trás, muitas “verdades” científicas têm caído por terra. Uma delas (recentemente publicada aqui no blog) era aquela segundo a qual neurônios não se regeneravam. Quando fiz meu curso técnico de Química, a Tabela Periódica era nossa “amiga” de todos os dias e, de fato, tínhamos a impressão de que os dados ali registrados eram “intocáveis”, imutáveis. Nova mudança paradigmática. Mas revisões baseadas em fatos e pesquisa empírica são sempre bem-vindas na ciência, afinal, acabam aproximando os modelos da realidade. Pena que outras áreas da ciência (muito mais “contaminadas” por conceitos filosóficos como o naturalismo) acabem sendo bem mais “blindadas” contra revisões...[MB]

Plantas são boas em matemática

Enquanto muitas pessoas se sentem gratas por não precisar fazer cálculos complexos no dia a dia, plantas dependem justamente de matemática para sobreviver, de acordo com artigo publicado recentemente no periódico eLife. O estudo foi feito por pesquisadores do Centro John Innes (Inglaterra) e teve como modelo a planta Arabidopsis thaliana. “Reservas de amido fotossintético que se acumulam durante o dia nas folhas da A. thaliana diminuem de modo linear à noite para dar suporte a metabolismo e crescimento”, escrevem os autores. “Descobrimos que o índice de declínio é ajustado de modo a acomodar a variação do tempo sem luz e o conteúdo disponível de amido, de modo que as reservas durem quase precisamente até o amanhecer”. Os “cálculos” se adequam até mesmo a situações em que a duração da noite foge do padrão ou em que, por algum motivo, a planta precise gastar mais energia. O biólogo Alison Smith destaca que esse processo, além de ser essencial para a planta, pode ser útil na agricultura. “Entender como plantas continuam a crescer no escuro pode ajudar a encontrar novas formas de aumentar safras”.

quinta-feira, julho 04, 2013

Conexão fala sobre o mistério da extinção dos dinossauros

Em agosto, chega ao Brasil a versão 3D do filme de Steven Spielberg que deu vida aos dinossauros. Lançado há 20 anos, Jurassic Park tornou ainda mais forte o fascínio que crianças, jovens e adultos têm pela origem e extinção dos lagartos “pré-históricos”. É por causa desse interesse em torno do mistério sobre os dinossauros, que a Conexão 2.0 dedica sua matéria de capa para explicar a visão criacionista sobre o sumiço dos maiores animais terrestres que já pisaram por aqui. Afinal, a versão evolucionista já foi explorada pelo filme, e você a conhece. Questões como o testemunho dos fósseis, a relação dos dinossauros com o dilúvio bíblico, o suposto elo evolutivo entre os dinos, as aves e os répteis e as lacunas das explicações criacionista e evolucionista sobre o assunto são abordadas no artigo de seis páginas.

Você confere também nessa edição como um pastor adventista se tornou governador-geral da Jamaica; um infográfico sobre o mapa-múndi da intolerância religiosa; o que herdamos da visão de mundo dos gregos e dos hebreus; o que aconteceria se a música clássica se tornasse pop; e dicas sobre como escolher sua profissão.

Conexão 2.0 é para quem quer entender a realidade, experimentar o que vale a pena e mudar seu mundo. A revista é distribuída para 30 mil jovens de 15 a 30 anos e utilizada como recurso paradidático nas aulas do ensino médio dos colégios adventistas do Brasil.

Acesse o site www.conexao20.com.br para ler conteúdos adicionais, colunas de especialistas, conteúdos de ministérios parceiros e as edições anteriores. Para acompanhar nossas novidades, é só seguir e curtir a Conexão 2.0 nas redes sociais: www.twitter.com/conexao_20 e www.facebook.com/conexao20

Revista traz reportagens sobre oito remédios da natureza

Luz solar, água, exercício físico, repouso, alimentação saudável, temperança, ar puro e confiança em Deus. O segredo para uma vida longa e saudável está nesses oito remédios da natureza, conforme trata uma edição especial da revista Estilo Saúde, publicação das clínicas adventistas de Curitiba e Porto Alegre, lançada nesta semana. Além de discutir os principais desafios da sociedade atual em relação à saúde, os artigos e reportagens mostram quais os efeitos positivos do uso equilibrado dos recursos naturais, além de trazer receitas práticas para um estilo de vida mais saudável. A edição traz à tona novas descobertas feitas pela medicina e responde a questões como: De que maneira aproveitar os benefícios do sol, maior fonte de vitamina D, sem oferecer riscos para a saúde? Como reduzir os efeitos da poluição do ar nas grandes cidades? Por que tomar água é tão importante para proteger o coração e o cérebro? E como lidar com os vícios, inclusive aqueles ligados ao trabalho (workaholics) e ao consumo de informação (dataholics)?

A revista está disponível também na internet e pode ser conferida aqui

quarta-feira, julho 03, 2013

As novelas incentivam a traição?

Quando era apenas um bebê, Carolina Ferreira viveu o seu primeiro grande trauma: a separação de seus pais, após uma traição. “Esse assunto marcou profundamente a minha vida. Minha personalidade foi, em grande parte, influenciada pela experiência vivida por minha mãe. O meu pai a traiu com a melhor amiga dela”, desabafa Carolina. Por essa razão, ela não costuma assistir a novelas e discorda da forma que o adultério é representado nas tramas. “Com essa representação tão superficial e banal do adultério na TV, a lealdade – em qualquer tipo de relação – tem ficado cada vez mais rara.” As novelas da TV Globo que estão em exibição atualmente têm estórias de adultério. Em “Flor do Caribe”, Ester (Grazi Massafera) trai o marido Alberto (Igor Rickli), após descobrir que este forjou o desaparecimento do noivo dela, Cassiano (Henri Castelli). Em “Sangue Bom”, os protagonistas dos casos de adultério são personagens de caráter duvidoso, como Bárbara Ellen (Giulia Gam) e Natan (Bruno Garcia). Já em “Amor à Vida”, a personagem de Vanessa Giácomo, Aline, faz de tudo para seduzir o rico Dr. César (Antônio Fagundes).

Para o professor e psicólogo Claudio Paixão, as representações que se repetem nas telenovelas são simplificadas. “Como na maioria das narrativas feitas para as grandes massas, as representações do adultério ‘teledramático’ são bastante esquemáticas. Muitas vezes, a imagem do adultério oscila entre a justificação da traição pela conduta ‘errada’ (irritante, obsessiva, ciumenta, negativa, etc.) da ‘parte traída’, ou, de outro modo, pela vilania ou ‘mau caratismo’ da parte ‘traidora’.”

Entre pesquisadores e interessados em novelas, a discussão é comum e há quem defenda que o adultério não deve aparecer nos folhetins, mesmo sendo um fenômeno real e recorrente na sociedade. “Esse é um fato comprovado por inúmeras pesquisas dentro e fora do país. Homens traem, mulheres traem. E o fazem por motivos diversos que vão dos impulsos biológicos mais atávicos (que muitas vezes fogem das convenções sociais) até a percepção não assumida de que o relacionamento se tornou estreito para um ou dois dos parceiros e que a traição é, muitas vezes, a busca por um novo espaço, por oxigênio, em uma relação sufocada que os parceiros insistem em sustentar, mas pouco se dispõem a mudar”, confirma o psicólogo.


Nota: O mais surpreendente é ver pessoas que, muito embora discordem teoricamente dos (anti)valores apresentados nas novelas, perdem tempo diariamente assistindo a esse tipo de produção. Esquecem-se do que disse Joseph Goebbels: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade.” Que verdade você quer para viver?[MB]

E-mails que nos alegram (38)

“Quero lhe agradecer pelo seu blog maravilhoso, o www.criacionismo.com.br. Leio sempre seus artigos, assisto às palestras e fico admirada. Acho que já fiz download de quase todas as suas palestras. Sempre as utilizo nos cultos jovens. Atualmente, estou apresentando em minha igreja, todos os domingos, a série sobre o livro de Daniel, ‘Esperança para um mundo em crise’. Que benção! Recomendo sempre em meu Facebook uma palestra sua, aquela sobre a mídia e a mulher. Vou baixá-lo para passar em minha igreja. Quanta realidade! Seu livro Nos Bastidores da Mídia foi um divisor de águas em minha vida, pois eu era viciada em filmes. Um dia baixei seu powerpoint para apresentar num culto jovem e orei a Deus, pois eu estava sendo hipócrita, falando para os outros fazer uma coisa que eu não estava fazendo. Joguei todos os meus DVDs de filmes que Deus não aprova fora e há quase um ano não compro mais DVDs nem fico até tarde vendo filmes na TV. Acordo de madrugada para falar com Deus e estou lendo mais os livros de Ellen White. Deus continue lhe inspirando. Oro sempre por você.”

(Vanessa Regina, Ibirité, MG)

terça-feira, julho 02, 2013

As árvores mais velhas do mundo

Com uma beleza encantadora e retorcida, os pinheiros Pinus longaeva, conhecidos em inglês como “bristlecones” (palavra que pode ser traduzida como “cones de cerdas”), têm entre 1.000 e cerca de 4.800 anos de idade, e estão em uma área protegida no alto das Montanhas Brancas no leste da Califórnia, 25 quilômetros a leste de Bishop. Às vezes é difícil até mesmo imaginar a quantidade de história que essas plantas viram passar. “Essas árvores eram jovens quando machados de pedra eram usados pela primeira vez na Europa, quando a Grande Pirâmide de Khufu (Quéops) estava sendo construída, e tabletes cuneiformes de argila estavam sendo usados no norte da Síria”, diz o website da cidade de Bishop. Para ver essas maravilhas naturais inspiradoras, é preciso ir até a Ancient Bristlecone Pine Forest (floresta antiga dos pinheiros bristlecones) e subir cerca de três mil metros até Shulman Grove (pico Shulman) ou mais 20 quilômetros até o pico Patriarch (Patriarch Grove) a 3.415 metros.

Naturalmente, você será recompensado depois de tanta caminhada. Em Patriarch Grove, você encontrará o maior pinheiro bristlecone do mundo, a Árvore Patriarca. Uma visão tão surreal que diversos fotógrafos viajam até esse bosque para registrar a paisagem espetacular.

É nessa floresta que fica também uma das mais antigas árvores da Terra, apelidada de “Matusalém” (em homenagem a Matusalém, a pessoa que viveu por mais tempo na Bíblia), com quase 5.000 anos de idade. No entanto, boa sorte em encontrá-la, já que sua localização exata não é revelada pelo Serviço Florestal dos EUA, para protegê-la de vandalismo.

Apesar de os bristlecones ainda serem considerados as árvores mais antigas do mundo, em abril deste ano pesquisadores encontraram um outro pinheiro, que recebeu o nome de Velho Tjikko, na montanha Fulufjället, em Dalarna, na Suécia, que parece ter 9.550 anos. No entanto, esse ser vivo é como uma cópia genética da primeira árvore que esteve ali – um “clone”. Sob a coroa do pinheiro, foram encontradas na verdade quatro “gerações” da árvore, com 375, 5.660, 9.000 e 9.550 anos. Como os abetos podem se multiplicar através de raízes penetrantes, eles podem produzir cópias exatas de si mesmo – a árvore que está crescendo naquele local parece “nova”, mas os pedaços de madeira com 9.550 anos têm o mesmo material genético.





Nota: A despeito das incertezas geradas pelos métodos de datar árvores (anéis de crescimento podem variar em tamanho e taxa de crescimento, dependendo das condições climáticas), chama atenção o fato de que nenhuma das árvores mais antigas do mundo (embora sejam virtualmente imortais) ultrapassa (geralmente) a marca dos cinco mil anos, o que nos levaria mais ou menos à época do dilúvio. Também é interessante o fato de que os bristlecones estão localizados numa região elevada, que provavelmente teria sido uma das primeiras a revelar terra seca à medida que as águas da grande inundação iam abaixando. Árvores antigas como as sequoias também seguem esse mesmo padrão (confira aqui).[MB]

Site de traição vai investir R$ 9 milhões no Brasil

O AshleyMadison.com é o primeiro e maior serviço de relacionamentos extraconjugais do mundo, com cerca de 20 milhões de usuários cadastrados e no ano passado totalizou um faturamento de R$ 240 milhões. Em 2013, o site pretende investir até R$ 9 milhões em marketing e divulgação no Brasil, país que representa o segundo maior faturamento do grupo, atrás apenas dos Estados Unidos, onde o mercado da infidelidade movimenta mais de US$ 1 bilhão por ano, contando viagens, hotéis, restaurantes, etc. Em 2005, o adultério saiu do Código Penal brasileiro e deixou de ser motivo de prisão. Desde então, começaram a surgir muitos apressadinhos em terras tupiniquins. O Brasil demorou apenas um ano para atingir o primeiro milhão de usuários do AshleyMadison.com, pulando (a cerca) de 250 mil para um milhão de infiéis, ou seja, aumento de 300%. É o país que teve o maior e mais rápido crescimento do grupo de 26 países em que o site está inserido, e a cada dia pelo menos 3.000 novas pessoas começam a procurar por um(a) amante. Com cerca de 400 mil usuários, o Estado de São Paulo lidera o número de cadastrados, seguido pelo Rio de Janeiro, com 160 mil. Para ter uma ideia comparativa, os Estados Unidos, país com maior quantidade de usuários de internet, levaram quatro anos para ultrapassar a marca do primeiro milhão de cadastrados. [Realmente, os recordes do Brasil são sempre motivo de “orgulho”...]


Nota do blog Realidade em Foco: “Há pelo menos duas coisas mais importantes a dizer diante de uma notícia como essa. A primeira, e a mais óbvia, é que a infidelidade conjugal se tornou, a exemplo de outras práticas até então moralmente reprovadas, uma oportunidade comercial. Quem lucra com esse tipo de mercado se defende dizendo que só está cobrando por um serviço para quem já tinha a intenção de ser infiel em sua relação. Ou seja, não está criando nenhuma nova depravação moral, apenas ficando mais rico com a destruição de eventuais casamentos alheios. Quem usa o serviço tem a garantia do anonimato e, assim, fomenta não apenas esse mercado biblicamente condenável, mas um conceito de que tudo, na verdade, é um produto a ser explorado e a infidelidade está entre esses produtos. Para mim, quem vende ambiente virtual para adultério é tão responsável pela destruição não apenas de relacionamentos, mas de lares, quanto quem participa (usuários ou clientes). A reportagem chama atenção para o fato de que o adultério deixou de ser crime em 2005, mas a prática sempre existiu e, no Brasil, se alguém foi condenado judicialmente por trair a esposa ou esposo isso deve ter ocorrido há mais de meio século. A questão aqui não é legal nem moral, mas espiritual. José, o filho de Jacó, homem importante no período de governo egípcio antigo, resistiu à tentação de adulterar com a mulher de seu superior porque resolveu ser fiel primeiramente a Deus. Não foi por conveniência política (já que acabou preso, mesmo não cometendo adultério com a mulher de Potifar) nem por convenção social (já que, em culturas como a egípcia, esse tipo de preocupação era muito pequeno). Suas razões para as decisões corajosas residiam em uma base bem fundamentada de relacionamento espiritual com Deus. O outro aspecto que merece ser pensado é sobre a necessidade de cristãos erguerem com maior força sites e redes de relacionamento que fortaleçam a família, tal como descrita no plano ideal apresentado pela Bíblia Sagrada. Se há franca oposição virtual aos valores familiares, que os cristãos crentes nos valores sagrados familiares ergam a voz virtualmente e multipliquem bons materiais, palestras, testemunhos, enfim, algo que possa ser, no mínimo, uma segunda opinião sobre o assunto. Falta proatividade cristã.”

Leia também: "Adúlteros pela própria natureza", "Empresa lança 'serviço de traição' pelo celular", "Além de adultério, blasfêmia" e "Tudo mais fácil para os traidores"

Vinda do papa poderá custar mais de 710 milhões

A segurança do papa Francisco, um chefe de Estado de risco, está preparada para identificar no meio da multidão o rosto do atentado: a face pálida, a atitude tensa, o traje em desacordo com o clima, um olhar fixo. O “lobo solitário”, como é definido nos cenários dos especialistas um autor de uma eventual ação violenta contra o pontífice, é a maior preocupação do grandioso esquema de segurança da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a ser realizada no Rio, entre os dias 23 e 28 de julho. Um enorme dispositivo envolvendo 20 mil agentes, entre os quais de 8,5 mil a 12 mil militares, foi mobilizado para o esquema montado pelo Ministério da Defesa e a Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos (Sesge) do Ministério da Justiça. O contingente terá à disposição recursos como helicópteros armados, ao menos dois caças supersônicos F-5M, aviões de ataque leve A-29 Super Tucano, um avião de inteligência R-99 e um Vant, a aeronave não tripulada, que fará reconhecimento de áreas como o gigantesco Campus Fidei, onde serão realizadas a Vigília da noite de sábado, dia 27, e a Missa do domingo, dia 28. Nas duas celebrações são esperados de 1,5 milhão a 2 milhões de jovens fiéis.

Em terra, haverá blindados armados e de transporte de tropa, distribuídos de maneira discreta e sem interferir na rotina prevista para o Rio durante a Jornada. No total, cerca de 300 veículos de diversos tipos estarão no Rio e em Aparecida, para onde Francisco irá no dia 24.

O Comando da Marinha participa fazendo o contrle da faixa marítima. O plano da Força ainda está sendo definido, mas deve ter um navio – provavelmente um dos três novos patrulheiros da classe Amazonas, ou uma fragata da série Niterói, armada com mísseis, canhões e torpedos – e lanchas rápidas. O tráfego de embarcações na Baía da Guanabara será monitorado, com previsão de abordagem para a inspeção. Os fuzileiros navais estão no programa. [...]

São estimados investimentos de R$ 710 milhões. Já foram liberados R$ 640 milhões para o custeio direto. A missão do Papa e JMJ começa no dia 15 e deve terminar em 5 de agosto.

segunda-feira, julho 01, 2013

Entrevista com Michelson Borges e Denis Cruz

Clique aqui e adquira seu livro A Descoberta, ou ligue para 0800-979 0606 (frete grátis).

Até as bactérias “detonam” Darwin

Animals in a bacterial world, a new imperative for the life sciences.

Margaret McFall-Ngaia,1, Michael G. Hadfieldb,1, Thomas C. G. Boschc, Hannah V. Careyd, Tomislav Domazet-Lošoe, Angela E. Douglasf, Nicole Dubilierg, Gerard Eberlh, Tadashi Fukamii, Scott F. Gilbertj, Ute Hentschelk, Nicole Kingl, Staffan Kjellebergm, Andrew H. Knolln, Natacha Kremera, Sarkis K. Mazmaniano, Jessica L. Metcalfp, Kenneth Nealsonq, Naomi E. Piercer, John F. Rawlss, Ann Reidt, Edward G. Rubya, Mary Rumphou, Jon G. Sandersr, Diethard Tautzv, and Jennifer J. Wernegreenw

Edited by David M. Karl, University of Hawaii, Honolulu, HI, and approved January 17, 2013 (received for review December 2, 2012)

Abstract: In the last two decades, the widespread application of genetic and genomic approaches has revealed a bacterial world astonishing in its ubiquity and diversity. This review examines how a growing knowledge of the vast range of animal – bacterial interactions, whether in shared ecosystems or intimate symbioses, is fundamentally altering our understanding of animal biology. Specifically, we highlight recent technological and intellectual advances that have changed our thinking about five questions: how have bacteria facilitated the origin and evolution of animals; how do animals and bacteria affect each other’s genomes; how does normal animal development depend on bacterial partners; how is homeostasis maintained between animals and their symbionts; and how can ecological approaches deepen our understanding of the multiple levels of animal – bacterial interaction. As answers to these fundamental questions emerge, all biologists will be challenged to broaden their appreciation of these interactions and to include investigations of the relationships between and among bacteria and their animal partners as we seek a better understanding of the natural world.

This article contains supporting information online at www.pnas.org/lookup/suppl/doi:10.1073/pnas.1218525110/-/DCSupplemental.

(Perdoe-me o texto em inglês; faltou tempo para traduzir. Você pode baixar o PDF grátis no link disponível no blog Desafiando a Nomenklatura Científica)

Leia também: "O que mostra o melhor exemplo de 'evolução'?", "Superbactérias derrubam mais um mito evolutivo", "Papo de bactéria: desvendando conversas intercelulares" e "Criação de vida artificial cada vez mais perto?"