terça-feira, abril 07, 2015

Seis questões sobre os ETs e os sinais de rádio detectados

Em busca de vida extraterrestre
Um artigo científico relatando a descoberta de rajadas de ondas de rádio com um padrão matemático estranho, e vindas de algum ponto do universo distante, aumentou as esperanças de que ETs possam estar nos enviando sinais. Mas o que há de real por trás disso e o que são apenas expectativas infladas? Veja o nosso FAQ-ET.

1. Esta é a primeira vez que pensamos ter encontrado alienígenas?

Não, tem havido alguns alarmes falsos. O mais famoso foi um sinal com duração de 72 segundos, batizado de Wow! (Uau!) porque um astrônomo que analisou os dados escreveu a interjeição ao lado dos dados, captados pelo telescópio Big Ear, em 1977. O sinal não parece ter origem terrestre, mas nunca mais foi captado.

Poucos anos antes, a astrônoma Jocelyn Bell pensou ter encontrado sinais de outras civilizações, quando na verdade havia acabado de descobrir os pulsares, restos de estrelas que giram muito rapidamente emitindo um feixe de radiação, como se fossem um farol.

Os softwares do projeto SETI agora eliminam falsos alarmes já na fonte, o que talvez explique a inexistência de quaisquer sinais suspeitos nos últimos 10 anos - até este novo caso anunciado agora.

2. As emissões de rádio podem ter causas naturais não-vivas?

Rajadas rápidas de rádio podem ter várias fontes, incluindo o choque entre duas anãs brancas, gerando uma supernova, ou a aproximação de duas estrelas de nêutrons, que emitem uma rajada de ondas de rádio antes de se fundirem em uma só.
Contudo, nenhum desses eventos apresenta o padrão temporal das rajadas de rádio rápidas detectadas agora.

3. Como é que vamos descobrir se o padrão matemático 187,5 é real ou não?

Com estatística. Primeiro, os astrônomos terão que descobrir mais rajadas de rádio usando vários telescópios diferentes. Com base no tempo que os radiotelescópios estiveram funcionando e na área do céu que eles cobriam, até descobrir as 10 emissões detectadas, estima-se que devem ocorrer 10 mil dessas rajadas rápidas de rádio todos os dias. Observar todo o céu o tempo todo seria uma alternativa cara demais. Assim, dependemos de que os telescópios estejam apontados para o lugar certo, na hora certa.

As novas ocorrências poderão apresentar o mesmo padrão temporal ou não. Se não, caso encerrado. Mas, supondo que se encaixem no cabalístico 187,5, será necessário então procurar quaisquer padrões terrestres que apareçam nas mesmas regiões ou nos mesmos horários.

Isso já pode estar jogando um pouco de água sobre a descoberta: os pesquisadores publicaram uma atualização do seu artigo na qual eles sugerem que os sinais detectados podem seguir o padrão temporal UTC/GMT, que os alienígenas eventualmente não conhecem.

4. Se for realmente um sinal de ETs, como é que vamos saber o que eles estão dizendo?

Para as rajadas de rádio já detectadas, será necessário tentar encontrar padrões e ver se alguma coisa está codificada, além do número 187,5. A detecção de novos sinais poderá ajudar, mas alguns cientistas do SETI acreditam que poderia levar séculos para decodificar qualquer mensagem que recebamos.

5. Que outras formas temos para encontrar ETs?

Os astrônomos têm procurado alienígenas ouvindo sinais de rádio basicamente porque são os mais fáceis de detectar. Também poderíamos procurar pulsos de laser, uma vez que, tanto quanto sabemos, o Universo não cria emissões de laser naturalmente, coisa que os seres humanos - e talvez os aliens - podem fazer.

Outra possibilidade seria procurar por sinais de poluição atmosférica e de luz artificial nos exoplanetas, embora a tecnologia para isso ainda esteja em desenvolvimento.

Finalmente, ETs suficientemente evoluídos podem ter desenvolvido uma versão superevoluída de energia solar, na qual a energia da sua estrela seria coletada por uma esfera Dyson, que deixaria uma assinatura de calor que poderíamos captar.

6. Em resumo, qual é a explicação mais provável para os sinais já detectados?

A única coisa que sabemos com certeza sobre as 10 rajadas rápidas de rádio e seu padrão temporal é que elas estão nos dizendo que nós não entendemos alguma coisa sobre o Universo. O que não sabemos pode ser que temos primos cósmicos, ou que existe algum evento natural ainda desconhecido. O mais provável é que nossas teorias ainda não cobrem algum aspecto do funcionamento dos pulsares ou dos nossos próprios satélites, sejam espiões ou não.

Dessa forma, investigando esse fenômeno nós vamos aprender ou algo sobre astrofísica, ou algo sobre civilizações interestelares. É um jogo no qual ninguém perde.


Nota: Esta frase me chamou a atenção: “...será necessário tentar encontrar padrões e ver se alguma coisa está codificada”. Por que, quando olham para cima, os pesquisadores concluem que, se encontrarem padrões e códigos, isso será evidência de seres inteligentes, mas, quando olham para baixo, bem embaixo de seu nariz, e veem os padrões e códigos ultracomplexos do DNA, concluem pelo acaso? (Leia também esta e esta postagem.) Difícil entender, não? E mais: se eles encontrarem uma “versão superevoluída de energia solar”, concluirão que isso é evidência de um design inteligente. Ok. E o que dizer da fotossíntese? Não é uma forma superevoluída de captação de energia solar? Não precisamos, realmente, ir muito longe para detectar sinais de inteligência extraterrestre no Universo. A vida neste planeta foi criada por um Ser “extraterrestre”; na verdade, um Ser “extrauniverso”, “extratudo”. Deus. [MB]

Cientistas enfim descobrem como camaleões mudam de cor

Nanotecnologia de ponta
A mudança de cor no corpo dos camaleões é impressionante. Como ela acontece? Isso passou muito tempo sem uma resposta convincente dos cientistas. Agora, pesquisadores finalmente identificaram uma fina camada de nanocristais deformáveis ​​na pele do animal, que lhe permite mudar de cor. Por muito tempo, acreditava-se que os camaleões mudavam de cor porque tinham células especiais, que dispersavam pigmentos abaixo da sua pele externa transparente – algo semelhante aos polvos. No entanto, uma equipe de cientistas na Universidade de Genebra (Suíça) observou que os camaleões possuem uma camada de células epiteliais que contêm nanocristais flutuantes. Esses cristais ficam relativamente bem distribuídos dentro da matriz celular, e à medida que se aproximam ou se afastam, eles refletem a luz em comprimentos de onda diferentes. Os pesquisadores também descobriram que os camaleões podem alterar o espaçamento entre os cristais, e por isso mudam de cor diante de nossos olhos.

A equipe liderada pelo professor Michel Milinkovitch analisou o camaleão-pantera e descobriu que há uma camada sob a pele composta por células chamadas iridóforos. Elas contêm os nanocristais, que são feitos de guanina – um dos componentes do DNA.

A pesquisa revela que, quando os cristais repousam em uma forma de malha, eles refletem principalmente a luz azul e verde. Mas, quando agitadas, as células permitem que a malha se expanda, aumentando a reflexão da luz amarela e vermelha.

É exatamente isto que acontece quando um camaleão macho encontra uma fêmea para acasalar: sua pele normalmente verde muda para um amarelo mais vívido. Confira no vídeo abaixo:


Os camaleões não mudam de cor apenas para acasalamento ou camuflagem: isso também depende da temperatura, e do que eles querem sinalizar para os outros. Por exemplo, camaleões tendem a apresentar cores mais escuras quando estão irritados, ou quando querem assustar ou intimidar outros animais.

O efeito ainda depende das camadas superiores da pele, que filtram a luz refletida pelas células, mas são os cristais que causam a mudança de cor relativamente rápida. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Por que levou tanto tempo para os cientistas descobrirem tudo isso? É que a mudança de cor acontece com moléculas muito pequenas. Um microscópio comum não consegue visualizá-las, e microscópios eletrônicos funcionam apenas com amostras de tecido morto.

Neste estudo, os cientistas tiveram que combinar o vídeo de um animal vivo a imagens de microscopia eletrônica de uma biópsia recente do animal. Tudo isso só foi possível graças a avanços na tecnologia.

Uma questão se mantém, no entanto: ainda não está claro exatamente como os camaleões causam essa mudança na estrutura de nanocristais dentro da pele. Esse é o próximo passo para a equipe; mas, por enquanto, já sabemos como as cores de um camaleão vão e vêm.


Nota: Precisamos de muito tempo, dinheiro, inteligência e tecnologia para descobrir em parte como funciona um mecanismo ultratecnológico que surgiu por acaso... Ãh? [MB]

segunda-feira, abril 06, 2015

Pesquisa aponta principais causas do ceticismo religioso

Eles querem saber a resposta?
Um estudo divulgado neste mês pelo Instituto Barna mostrou que o número de céticos vem aumentando mais do que o esperado no contexto americano. De acordo com a empresa de pesquisa que explora as tendências do mundo religioso, as principais razões apontadas para a descrença na existência de Deus são a rejeição da Bíblia, a falta de confiança nas igrejas e a visão de mundo secular reforçada pela cultura. Em relação ao primeiro indicador, dois terços dos entrevistados consideraram que a Bíblia é simplesmente um livro de histórias conhecidas e conselhos escritos por seres humanos, e cuja autoridade e sabedoria é a mesma de qualquer outro livro de autoajuda. No entanto, apesar da antipatia ou indiferença com a Bíblia, o levantamento revelou que seis em cada dez céticos possuem pelo menos um exemplar das Escrituras. A maioria leu a Bíblia no passado e vários agnósticos ainda leem o livro pelo menos uma vez por mês. “O fato é que a maioria dos céticos tem alguma experiência com a Bíblia, e a maioria tinha alguma exposição regular a ele durante sua juventude”, afirma o estudo.

O relatório do Instituto Barna concluiu que dois terços dos céticos frequentaram igrejas cristãs no passado – a maioria por um período prolongado de tempo. No entanto, eles consideram a igreja hoje como um espaço que não gera vínculos fortes entre as pessoas, que não é relevante na comunidade e que tem uma visão radical sobre temas como guerra, política, casamento gay e aborto.

Muitas dessas concepções, segundo a investigação, são influenciadas por personalidades com forte exposição na mídia. “Tem surgido um novo extrato de celebridades que fazem apologia à antirreligião, que inclui Bill Maher, Sam Harris, Richard Dawkins, Stephen Hawking, Peter Singer, Woody Allen, Phillip Roth, Julia Sweeney e o falecido Christopher Hitchens”, afirma o estudo.

De acordo com o Instituto Barna, o perfil do cético na atualidade é bem diferente do que era há duas décadas. Um desses indicadores é que eles são mais jovens. Vinte anos atrás, 18% deles tinham menos de 30 anos de idade. Hoje essa proporção representa quase o dobro (34%). Por outro lado, aqueles com 65 anos ou mais caíram pela metade nesse período (representam apenas 7%).

Outra mudança verificada é que esse grupo agrega pessoas com maior nível educacional. “Céticos de hoje tendem a ser mais bem educados do que no passado. Duas décadas atrás, um terço dos céticos eram graduados universitários, mas hoje metade do grupo tem um diploma universitário”, diz o relatório.

Além disso, muitas mulheres também estão engrossando as fileiras do ceticismo. “Em 1993, apenas 16% dos ateus e agnósticos eram mulheres. Em 2013, esse número tinha quase triplicado, passando para 43%. Esse enorme aumento não é porque o número de homens céticos diminuiu. Na realidade, o número de homens tem aumentado de forma constante ao longo das duas últimas décadas, mas não tão rapidamente quanto o de mulheres”, conclui o estudo.

Outro fator identificado na pesquisa é que o ceticismo religioso se diversificou étnica e racialmente nos últimos anos. Os americanos brancos ainda são a maioria, mas também cresceu o número de céticos de origem hispânica e asiática. No entanto, embora tenha sido registrado um número crescente de céticos hispânicos, “eles continuam apresentando, junto com os negros, uma probabilidade menor de aceitar a ideia de um mundo sem Deus. Os americanos brancos, que constituem dois terços da população total do país, estão bem acima da média no que se refere à tendência de abraçar o ateísmo e o agnosticismo; eles compõem três quartos do segmento cético”, informa a pesquisa.

O estudo reúne dados de vinte inquéritos. No total, mais de 23 mil adultos foram entrevistados por meio de consultas telefônicas e online. 

(Márcio Tonetti, Revista Adventista)

Nota: Será que ainda resta alguma dúvida de que, enquanto a fé esfria em “Laodiceia”, com um cristianismo raquítico, domesticado e até hipócrita, o ceticismo aumenta na mesma proporção? Será que ainda resta alguma dúvida de que a religião cristã vivida pelos cristãos de hoje está deixando de prover respostas para os anseios humanos e suas dúvidas existenciais? E será que ainda resta dúvida de que precisamos reforçar a pregação apologética e o ensino de apologética em nossos seminários teológicos, a fim de que os líderes espirituais possam dar adequada e mansamente a razão da esperança que têm (1Pe 3:15)? É verdade que a falta de fé na Terra é outra evidência de que a volta de Jesus se aproxima (Lc 18:8), mas a igreja não precisa e não pode ficar de braços cruzados enquanto os céticos saem por aí pensando e dizendo que os cristãos não têm respostas. Eles têm, sim. Só precisam conhecê-las, estudá-las e vivê-las. [MB]


Glória Pires não deixa filho caçula ver novela

Ela sabe que faz mal
Glória Pires, 51, é mãezona de quatro filhos: Cleo, 32, Antonia, 22, Ana, 15 e Bento, 10. Em entrevista à revista do jornal O Globo, a atriz contou que não permite que seu filho caçula assista à novela “Babilônia”. “Não dou força para ele ver novela. Ele assistiu contra a minha vontade, junto com as irmãs que estavam loucas para ver e ficou chocado, foi horrível. Por mais que eu explicasse em detalhes que aquilo era sangue cenográfico que ficava numa bolsinha embaixo do figurino não adiantou. Era a mãe dele levando um tiro”, contou ela, se referindo ao penúltimo capítulo da novela “Insensato Coração” (2011). Glória Pires também revelou que os filhos já conhecem sua rotina de trabalho e estão acostumados a ela. “Minha vida sempre foi assim. Sou presente e muito coruja. Mas não tenho como me dedicar 100% a eles. Eles sabem disso e está tudo certo. Sinto necessidade de estar com a minha família. É uma espécie de alimento indispensável para que eu fique bem”, disse ela.


Nota: Mas os filhos dos outros que se lixem, né? Seria bom que as famílias do Brasil seguissem o exemplo dela e proibissem seus filhos de ver novelas. Melhor ainda: dessem exemplo não vendo também. E, em lugar de perder minutos preciosos de uma vida que passa rápido, realizassem alguma atividade em família – dedicassem tempo para o diálogo, a leitura e o culto familiar. [MB]

Peixe faz mesmo tão bem para a saúde?

Novas pesquisas, novas revelações
Os peixes realmente fazem tão bem assim? Se sim, qual é o melhor peixe do ponto de vista nutricional? A resposta não é tão simples. Nos últimos anos, a boa reputação do peixe esteve associada à presença de ômega 3, ácidos graxos essenciais que o corpo não produz a partir de outras substâncias - são “poli-insaturadas” -, encontrados em abundância em certos peixes. Durante muito tempo a ciência apoiou e incentivou o consumo de peixe. Estudos sugeriam que o consumo era bom para o coração, o desenvolvimento do cérebro e o crescimento. O ômega 3 começou a ser adicionado a certos alimentos, como leite, sucos e cereais, e uma indústria de suplementos de óleo de peixe floresceu. Mas, mais recentemente, pesquisas ligaram o ômega 3 a um risco maior de desenvolver certos tipos de câncer (como o de próstata) e descartaram que o consumo de suplementos de óleo de peixe reduz o risco de doenças cardíacas. Também descobriu-se que o excesso de ômega 3 pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral.

“Foram atribuídos ao ômega 3 diversos benefícios sobre os quais não se têm certeza”, disse à BBC Eduardo Baladía, editor da revista Nutrição Humana e Dietética e promotor do Centro de Análise de Evidência Científica da Fundação Espanhola de Dietética e Nutrição (FEDN). “Na verdade, temos dúvidas sobre o ômega 3. É muito problemático dizer que consumi-lo faz bem para a saúde.”

Um ponto sobre o qual os especialistas concordam é que o valor nutritivo do peixe não começa e não termina no ômega 3. “Se você pudesse dizer, com certeza, que os benefícios de comer peixe se originam inteiramente na gordura poli-insaturada, então ingerir pílulas de óleo de peixe seria uma alternativa a comer o próprio peixe. Mas é mais provável que uma pessoa precise da totalidade das gorduras dos pescados, suas vitaminas e minerais”, escreveu Howard Levine, chefe editorial da publicação de Saúde da Universidade de Harvard, em um artigo em 2013. “Às vezes nos fixamos demais em supernutrientes e superalimentos”, diz Eduardo Baladía. “A ingestão de peixe substitui o consumo de carne, que têm gorduras menos saudáveis. Isso podemos considerar verdade absoluta. E, só por isso, já é interessante comer peixe”, completa. [...]

O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido recomenda comer apenas uma porção de peixe gorduroso por semana - por causa de sustâncias tóxicas, como o mercúrio, presentes nestas espécies devido à contaminação das águas - e quantas vezes quiser de peixes pouco gordurosos.

Mas todos concordam que frutas e verduras ainda são a chave de uma alimentação saudável.


Nota: Cada um é livre para comer o que quiser e o que lhe der prazer. Mas uma coisa fica cada vez mais certa: a dieta originalmente proposta por Deus para o ser humano (frutas e sementes, complementadas por hortaliças) tem sido confirmada ao longo dos anos como a melhor. Além disso, é bom lembrar que o ômega 3 também pode ser encontrado em fontes vegetais. [MB]

domingo, abril 05, 2015

Novas descobertas deixam os astrônomos confusos

É preciso reavaliar as hipóteses
Algumas décadas atrás, os astrônomos eram bastante confiantes sobre a formação de planetas no Universo [e sobre o Big Bang também]. Com base em nosso próprio sistema solar, eles pensavam que planetas pequenos e rochosos se formavam perto de sua estrela-mãe e os planetas maiores e gasosos, ou cobertos de gelo, se desenvolviam em lugares um pouco mais afastados. Nos últimos 20 anos, descobrimos planetas que nunca pensávamos que seriam possíveis de existir. Então, quando eles começaram a encontrar esses planetas, ficaram perplexos e confusos: Será que todas as teorias vigentes estariam erradas? Por exemplo, alguns planetas foram descobertos tão perto de sua estrela que a orbitam completamente em apenas alguns dias, e ainda, avaliando sua densidade, os estudos mostram que eles seriam feitos de gelo. Outros planetas rochosos foram encontrados com um tamanho gigantesco, contrariando todos os estudos anteriores.

Pensava-se que, à medida que a estrela central gira, o material circundante se movia também e era aquecido. Essa matéria, então, se unia a outros materiais com alto ponto de fusão como ferro e rochas, que são formados mais próximos do Sol. Quanto mais distante no sistema, mais frio o planeta, permitindo a formação de gelo ou o acúmulo de gás nas proximidades, tornando-se “gigantes gasosos”, como Júpiter e Saturno.

Por que, então, encontramos sistemas onde há gigantes de gás orbitando a um décimo da distância de Mercúrio em nosso próprio sistema solar? Por que alguns sistemas planetários têm “superTerras”, planetas rochosos enormes desprovidos de um exterior gasoso e que orbitam nos extremos? E por que, também, que alguns planetas permanecem em órbitas elípticas descontroladamente e não em um direcionamento organizado como os do nosso sistema solar?

A resposta: nós simplesmente não sabemos. Astrônomos cogitam que o processo de formação do planeta pode ser muito mais caótico do que se pensava. “As primeiras detecções de exoplanetas revelaram corpos que eram totalmente diferentes de qualquer planeta do sistema solar”, declarou oficialmente a Nasa. “E descobertas posteriores mostraram que muitos sistemas de exoplanetas são muito diferentes do nosso.”

No entanto, isso não é necessariamente uma coisa ruim. Encontrar planetas que não estejam em conformidade com as teorias vigentes significa simplesmente que não temos muita certeza sobre como funciona a formação deles. Pode até ser que o nosso sistema solar seja bastante singular quando comparado a outros sistemas planetários. Afinal, nós não temos “superTerras”, algo que parece ser comum em outras partes da galáxia. Esse é um questionamento interessante: Por que não temos “superTerras”? Os astrônomos estão pesquisando para que possam responder essas perguntas em um futuro próximo com novas teorias.

“Os estudos de exoplanetas estão apenas começando, e não é possível ter certeza sobre planetas ‘típicos’ entre nossas estrelas vizinhas”, diz a Nasa. “Será que a maioria dos sistemas planetários provará ser muito parecido com o nosso, ou somos excepcionais? Somente anos de estudo mais aprofundado irão dizer.”

Isso não quer dizer que não existam sistemas de exoplanetas como o nosso: a estrela 55 Cancri, a 41 anos-luz de distância da Terra, tem um sistema de cinco planetas, com uma distribuição semelhante à nossa. Porém, pode ser que nossas teorias sobre como estes planetas se formaram, em primeiro lugar, e que tipo de sistemas que habitam, talvez precisem ser revistas.

Provavelmente, a pergunta mais interessante, e uma das mais difíceis de responder, diz respeito à singularidade da Terra”, conclui a Nasa. “Há planetas semelhantes ao nosso orbitando outras estrelas, mas será que a vida existe em qualquer outro lugar além da Terra?”


Nota: Por essa e por outras, nunca é seguro “colocar a mão no fogo” por nenhuma teoria que diga respeito às origens do Universo e da vida (ciência histórica), pelo simples motivo de que ninguém estava lá para observar como isso teria acontecido (ciência empírica); e ciência depende de observação. Perdi a conta dos inúmeros artigos que li e dos muitos documentários e reportagens a que assisti e que afirmavam categoricamente que os planetas tinham se formado assim e assim. Tudo com base nas observações feitas apenas em nosso sistema solar, como se todo o Universo pudesse ser definido pelo que vemos em nossa vizinhança. Coisa parecida fazem os evolucionistas no campo da biologia e da geologia: observam fenômenos pontuais, extrapolam as conclusões para o passado distante (e até ao futuro) e constroem verdadeiros contos de fada. Que isso que está acontecendo nos domínios da astronomia/cosmologia sirva de lição a muitos cientistas naturalistas ufanistas. Quando o assunto é ciência, humildade e prudência são mais do que bem-vindas. [MB]

Leia mais sobre teorias astronômicas que caíram por terra. Clique aqui.

Ele ressurgiu!

Na época da Páscoa, muitas pessoas se voltam para as cenas finais da vida Jesus aqui na Terra e relembram Seu sacrifício pela humanidade caída. Mas a morte de Jesus não teria muito sentido – na verdade, seria como a morte de mais um grande mártir – se Ele não tivesse ressuscitado. A ressurreição de Cristo é a grande prova de que Ele tem poder para cumprir tudo o que prometeu: a ressurreição dos que nEle crêem, a concessão da vida eterna, Sua segunda vinda, etc. Mas Ele ressurgiu mesmo dos mortos? Não seria essa uma invenção ardilosamente forjada por um punhado de judeus conspiradores do primeiro século?

Em seu livro O Jesus Que Eu Nunca Conheci, o jornalista Philip Yancey apresenta algumas razões que nos fazem crer nesse evento espetacular. Destaco duas:

1. Mulheres foram as primeiras testemunhas da ressurreição, fato que nenhum conspirador do primeiro século teria inventado. Os tribunais judeus nem mesmo aceitavam o testemunho de mulheres. Uma cobertura deliberada teria destacado Pedro ou João, ou, melhor ainda, Nicodemos. Considerando que os evangelhos foram escritos décadas após os acontecimentos, os autores tiveram tempo para corrigir tal anomalia – a não ser, naturalmente, que não estivessem criando uma lenda, mas registrando os fatos como eram.

2. Uma conspiração também teria ajeitado as histórias das primeiras testemunhas. Havia duas figuras vestidas de branco ou apenas uma? Por que Maria Madalena confundiu Jesus com um jardineiro? Ela estava sozinha ou com Salomé e a outra Maria? Conspiradores poderiam ter feito um trabalho mais ordeiro que descrevesse o que mais tarde proclamariam ser o acontecimento mais importante da história.

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sábado, abril 04, 2015

Para senadora, ida à igreja no domingo deve ser obrigatória

Renascimento moral dos EUA
A senadora do estado do Arizona Sylvia Allen disse na terça-feira que, talvez, a frequência obrigatório à igreja ajudaria o país a experimentar um “renascimento moral”, já que a religião está desgastada. Allen não propôs seriamente a ideia, mas levantou o assunto durante uma reunião em que se discutia o porte de armas escondidas. “Eu acredito que o que está acontecendo com o nosso país é que há uma erosão moral da alma da América”, disse Allen. “É a alma que está corrompida. Como vamos voltar a um renascimento moral eu não sei. Uma vez que estão a minando lentamente a religião em todas as oportunidades que temos. Provavelmente deveríamos estar debatendo um projeto de lei que obrigue os americanos a frequentar uma igreja de sua escolha no domingo, para ver se podemos voltar a ter um renascimento moral.” [...]



Nota: É interessante ver como a ideia da obrigatoriedade de culto no domingo (ou mesmo o descanso dominical) vem sendo defendida como a solução para várias coisas: problemas ambientais, destruição da família e “erosão moral da América”. De início, muitas pessoas podem até se opor, alegando que o Estado é laico, etc. e tal. Mas, com o tempo e os argumentos certos (e a engenharia social que alimenta o instinto de rebanho), multidões podem ser convencidas das ideias aparentemente mais absurdas. Não nos esqueçamos de que no segundo semestre o papa Francisco vai discursar em três lugares muito importantes e significativos: a ONU, o senado norte-americano e a Casa Branca. Estejamos atentos para as ideias/sugestões e apelos que ele apresentará nessas três oportunidades especiais e imperdíveis. [MB]

sexta-feira, abril 03, 2015

Isaac & Charles: Informação genômica aumenta?

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União das igrejas segue a passos largos

Acontecimentos rápidos
Referindo-se aos esforços de aproximação com a Igreja Romana, Bartolomeu I, atual Patriarca de Constantinopla, principal bispo da Igreja Ortodoxa, declarou a uma publicação jesuíta: “Hoje, talvez mais do que há 50 anos, há uma maior e mais urgente necessidade de reconciliação”. Ainda em destaque, outro detalhe da entrevista: Bartolomeu também disse que o mundo está marcado por “mudanças rápidas e sem precedentes”. Não por acaso, Ellen White escreveu há mais de um século: “Grandes mudanças estão prestes a operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 280). A entrevista pode ser lida aqui (em italiano). 

(Felipe Reis, de Portugal)

quinta-feira, abril 02, 2015

Saúde com princípios e sem modismos

Quase oitenta anos de sintonia com o que há de novo, mas sem perder os valores pelos quais se pauta. Essa é a revista Vida e Saúde

Se você observar e até comparar diferentes revistas, jornais ou sites que falam de saúde, perceberá que, às vezes, se torna muito difícil praticar um ideal de vida saudável. Afinal, o café faz bem ou não? E a clássica e diária taça de vinho? Há notícias que apontam que o vinho, devido ao álcool, pode a longo prazo aumentar o risco de câncer de mama. Por outro lado, esse mesmo vinho poderia ajudar a impedir problemas do coração? E o que falar do chocolate ou da gordura saturada, ou seja, aquela que é derivada de produtos animais?

Felizmente, a revista Vida e Saúde, há quase oitenta anos, sustenta a mesma opinião sobre algumas questões que, para outros, ainda soam controversas. Não que a revista não se atualize. Na verdade, apesar de acompanhar e dividir com o leitor as novidades tecnocientíficas, ela se baseia em alguns princípios de saúde, a fim de não se render a modismos passageiros.

Exemplo disso, tem que ver com sua linha editorial que adota o vegetarianismo como a melhor opção para a reeducação alimentar. Isso começou lá atrás, em 1939, quando ainda não havia razões tão sólidas para sustentar um discurso a favor da alimentação sem carne.

Pois é, o tempo passou e o que vemos hoje são grandes movimentos, pelas mais diversas motivações, defendendo o retorno a uma dieta mais natural e não cárnea. A coisa ganhou tamanha proporção que até mesmo o Guia Alimentar para a População Brasileira, formulado pelo Ministério da Saúde, reconhece que a carne não é essencial para a saúde humana. Interessante não é mesmo? Não é por menos que a capa de Vida e Saúde de abril traz todos os detalhes sobre esse assunto.

Outro destaque da edição de abril vem lá do jardim do agreste nordestino. Avelós é o nome da planta que vem demonstrando ser eficaz na fabricação de drogas que possam agir sobre o HIV, o câncer e o vitiligo.

Como aprender a desenvolver a confiança nos relacionamentos; treinamento funcional, receitas saudáveis e muito mais você encontra na revista Vida e Saúde de abril, que, modéstia à parte, está imperdível!

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Mais de 34 mil igrejas rompem com a Presbiteriana dos EUA

Distorção do conceito bíblico
Como forma de estimular a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (PCUSA) a se arrepender de sua apostasia, a Iniciativa Nacional das Igrejas Negras (NBCI), que representa 34 mil igrejas de 15 denominações, declarou o rompimento de seus laços com a PCUSA, depois que alterou a sua constituição e aprovou o casamento homossexual (confira). “A NBCI e sua base de membros são posicionados na Palavra de Deus, dentro da mente de Cristo. Nós pedimos que nossos irmãos e irmãs da PCUSA se arrependam e sejam restaurados à comunhão”, disse o presidente da NBCI, Reverendo Anthony Evans. “A manipulação da PCUSA representa um pecado universal contra toda a Igreja e seus membros. Com essa ação, a PCUSA não pode mais basear seus ensinamentos em 2 mil anos de escrituras e tradição cristã, e ainda se chamar de entidade cristã no corpo de Cristo. Ela abandonou o seu direito por esse único ato errado”, acrescentou Evans, que representa 15,7 milhões de afro-americanos.

“O Apóstolo Paulo nos advertiu sobre isso quando declarou em Gálatas 1:8 que há quem pregue outro evangelho”, disse Evans. “Nenhuma igreja tem o direito de mudar a Palavra de Deus. Ao votar para redefinir o casamento, a PCUSA perde automaticamente a graça salvadora de Cristo. Há sempre a redenção no corpo de Cristo através da confissão de fé e aderência à Sagrada Escritura.” 

Evans disse que a PCUSA votou, propositadamente, para mudar a Palavra de Deus, com outra interpretação do casamento entre um homem e uma mulher. “É por isso que temos de romper a comunhão com eles e pedir que toda a cristandade faça isso também.”


Nota: É muito bom ver que ainda há cristãos preocupados com a fidelidade à Palavra de Deus. Gostaria de acrescentar apenas um detalhe: o casamento não é a única instituição edênica que vem sendo atacada – o sábado também tem origem no Jardim do Éden. A verdade é que, para se sustentar o casamento como instituição abençoada por Deus, temos que reconhecer a literalidade do relato contido nos primeiros capítulos de Gênesis. É lá que está relatado o primeiro casamento oficializado pelo próprio Deus, quando uniu Adão e Eva pelos sagrados laços matrimoniais. E é lá, também, que está relatado o estabelecimento do sétimo dia da semana como memorial eterno da criação. Será que essas milhares de igreja que se opuseram à distorção do casamento heterossexual concordam com a literalidade do relato da criação e com a vigência do sábado como dia de guarda? Fidelidade é fidelidade. [MB]

STF discute ensino religioso nas escolas públicas

Discussão importante no Estado laico
O Supremo Tribunal Federal (STF) convocou audiência pública, para 15 de junho, com o propósito de debater o ensino religioso nas escolas públicas. Para participar, interessados devem enviar e-mail para ensinoreligioso@stf.jus.br até 15 de abril. A audiência foi convocada pelo ministro Roberto Barroso, relator da ação direta de inconstitucionalidade (Adin), na qual a Procuradoria-Geral da República pede que a Corte reconheça que o ensino religioso é de natureza não confessional, com a proibição de admissão de professores que atuem como “representantes de confissões religiosas”. Ao solicitar a participação por e-mail, deve constar a qualificação da entidade ou especialista, currículo resumido e um sumário das posições que serão defendidas no evento. Os critérios de seleção dos participantes serão de acordo com a representatividade da entidade religiosa, qualificação do expositor e distribuição de pluralidade. 

A Procuradoria-Geral da República ainda defende a tese de que a única forma de compatibilizar o caráter laico do Estado brasileiro com o ensino religioso nas escolas públicas consiste na adoção de modelo não confessional. Segundo a Procuradoria a disciplina deve ter como conteúdo programático a exposição das doutrinas, práticas, história e dimensões sociais das diferentes religiões, incluindo posições não religiosas.

Também foram convidadas 12 entidades envolvidas no tema: Confederação Israelita do Brasil (Conib); Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Convenção Batista Brasileira (CBB); Federação Brasileira de Umbanda (FBU); Federação Espírita Brasileira (FEB); Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras); Igreja Assembleia de Deus, Liga Humanista Secular do Brasil (LIHS); Sociedade Budista do Brasil (SBB) e Testemunhas de Jeová.

A ação da Procuradoria da República foi proposta pela então vice-procuradora Débora Duprat em 2010. Segundo entendimento da procuradoria, o ensino religioso só pode ser oferecido se o conteúdo programático da disciplina consistir na exposição “das doutrinas, das práticas, das histórias e da dimensão social das diferentes religiões”, sem que o professor tome partido.

Segundo a procuradora, o ensino religioso no país aponta para a adoção do “ensino da religião católica” e de outros credos, fato que afronta o princípio constitucional da laicidade.

O ensino religioso está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Decreto (7.107/2010), acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano para ensino da matéria.

quarta-feira, abril 01, 2015

A teoria do Big Bang pode ser extinta

Modelo vem sendo questionado
A teoria do Big Bang, de que o Universo começou a partir de um ponto extremamente denso e que, ao explodir, criou o cosmos em expansão que conhecemos está prestes a, com o perdão do trocadilho, entrar em colapso. Criada em 1931, a teoria afirma que essa explosão se deu a 13,7 bilhões de anos atrás. O problema é que estamos descobrindo que esse tempo é insuficiente para explicar a formação atual do Universo. Um exemplo? Pesquisadores descobriram o SDSS J0100+2802, um quasar que contém um buraco negro com uma massa de 12 bilhões de sóis e que seria 900 milhões de anos mais jovem do que o Big Bang. O problema é que buracos negros demoram bastante até acumular massa - e 900 milhões de anos não seria tempo suficiente para que este se formasse. Será que ele é mais antigo do que o período estimado do Big Bang? Astrônomos já descobriram mais de 200 mil quasars - e esperam que, entre eles, existam mais ocorrências como o SDSS J0100+2802.

Outro exemplo é a poeira feita de elementos pesados em uma galáxia que seria apenas 700 milhões de anos mais nova que o Big Bang. Esses elementos se formam quando uma estrela se aproxima do final de sua vida, processo que demora bilhões de anos. Mais um caso de elementos mais velhos do que o início do Universo?

Então como explicar o início de... tudo? De acordo com este artigo (escrito por Rick Rosner) a teoria que subistituirá o Big Bang irá tratar o Universo como um processador de informação. O Universo é feito de informação e usa esses dados para se definir. Tanto a mecânica quântica como a relatividade pertencem às interações da informação e a teoria que uni-las será baseada nisso.

“O Big Bang não descreve um Universo capaz de processar informações. Processadores não explodem após um cálculo. Você não joga seu smartphone fora depois de mandar uma única mensagem. O Universo verdadeiro se recicla através de pequenas explosões, iluminando galáxias velhas que funcionam como memória quando necessário”, afirma.


Nota: Pelo jeito, podem abandonar uma teoria antiga para trocá-la por uma ainda mais mirabolante. “Processador de informação”?! Um universo que se “recicla” por meio de pequenas explosões? E cada uma dessas explosões (com potencial para criar caos, como toda explosão) traria à existência um universo ordenado? E a origem da informação que será “processada”, alguém pensou nisso? Informação pode surgir por si só? E como explicar esse universo cíclico que alternaria períodos de ordem com períodos de desordem? O que faria reverter a entropia, uma vez alcançada? A matéria seria eterna? De onde vieram as partículas e a energia que compõem o Universo? Pelo menos os dados discrepantes estão fazendo com que os cosmólogos cogitem abandonar um modelo insuficiente, mesmo que tenha sido “vendido” como verdade por décadas (milhões de livros terão que ser reescritos). Em pior situação estão os defensores da evolução biológica, que veem dados discrepantes, insuficiências epistêmicas, e não têm coragem de sequer cogitar a hipótese de que seu modelo macroevolutivo esteja errado. Muitos biólogos estão conscientes da tremenda dificuldade em explicar a origem da vida a partir da não vida. Sabem que mesmo em supostos 4,5 bilhões de anos isso seria impossível. Abandonam o modelo, como alguns querem fazer com o Big Bang? Nada disso. Salvam a teoria dos fatos e chegam até a afirmar que a vida pode/deve ter vindo do espaço, já que na Terra não haveria tempo suficiente nem condições adequadas. Pra encerrar: Será que ninguém vai cogitar a possibilidade de que o Universo simplesmente tenha sido criado? A aparência de um Universo “maduro” há mais de 13 bilhões de anos pode ser comparada à aparência de Adão, já adulto, embora tivesse sido criado poucos instantes antes. [MB]

Pássaro de 12 gramas sobrevoa o Atlântico sem escalas

Habilidades necessárias desde sempre
A mariquita-de-perna-clara, um pássaro que pesa apenas 12 gramas, está migrando da América do Norte para a América do Sul voando sobre o Oceano Atlântico sem parar por dois a três dias - segundo estudo publicado nesta terça-feira (31). Há 50 anos os cientistas tentavam confirmar essa façanha. Uma equipe internacional de biólogos, que publicaram os resultados de seu trabalho na revista britânica Biology Letters, está convencida de ter encontrado “provas irrefutáveis”. “Esta é uma das mais longas viagens diretas sobre a água registradas para um pássaro”, explicou um dos autores do estudo, o pesquisador Bill DeLuca, em comunicado divulgado pela Universidade de Massachusetts em Amherst. O pássaro vive geralmente nas florestas boreais do Canadá e dos Estados Unidos entre a primavera e o outono. Em seguida, ele voa para as Grandes Antilhas ou as costas ao norte da América do Sul para seu período de hibernação.

Para obter detalhes sobre a trajetória de migração, os pesquisadores instalaram geolocalizadores em miniatura pesando 0,5 grama em 40 aves dessa espécie entre maio e agosto de 2013: 20 partindo de Vermont e 20 da Nova Escócia (Canadá). Usando dados coletados de cinco aves capturadas quando retornavam para a América do Norte, os cientistas descobriram que as mariquitas-de-perna-clara percorrem entre 2.270 a 2.770 quilômetros para um voo que dura entre 2,5 a 3 dias. “Foi surpreendente acompanhar essas aves porque o próprio percurso migratório é quase impossível”, afirmou DeLuca.

Os pássaros “se reabastecem o máximo possível e, em alguns casos, chegam a dobrar de peso” para se preparar para a viagem, comentou o pesquisador Ryan Norris, da Universidade de Guelph (Canadá), citado no comunicado. “Não há dúvida de que a mariquita-de-perna-clara realiza uma das migrações mais ousadas da Terra”, acrescentou.


Nota: Como esse ser tão diminuto aprendeu esse comportamento espetacular? Como ele sabia que precisava dobrar de peso para ter reservas energéticas para uma viagem tão longa? Como ele sabia que essa reserva seria suficiente para a viagem sem escalas? Como ele sabe exatamente que direção tomar e não se perde (e morre) no meio do oceano? São “conhecimentos” que a mariquita-de-perna-clara (e outras tantas aves migratórias) precisava ter desde sempre ou, do contrário, acabaria extinta. [MB]

Abelhas, vespas e formigas têm “RG químico”

Funções interdependentes
Assim como os vinhos, as flores e os perfumes, os insetos sociais – abelhas, vespas e formigas – possuem um buquê aromático específico, que varia de acordo com a espécie, o sexo, a idade e a função desempenhada na colônia. Esse odor particular funciona como um “RG químico” desses animais, facilitando a identificação por seus companheiros. Com ele, é possível saber se pertencem ou não à colônia, se são macho ou fêmea, novos ou velhos, rainhas ou operárias. As descobertas foram feitas por pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP), durante uma série de estudos realizados no âmbito do projeto “Mediação comportamental, sinalização química e aspectos fisiológicos reguladores da organização social em himenópteros”, apoiado pela FAPESP no âmbito do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.

“Constatamos que cada inseto tem um odor específico e isso funciona como uma espécie de código de barras químico”, disse Fábio Santos do Nascimento, professor da FFCLRP-USP, à Agência FAPESP. “Ao ler esse código de barras químico, é possível identificar a espécie, o gênero, a idade e a função desempenhada pelo inseto na colônia”, afirmou o pesquisador, que é coordenador do projeto.

De acordo com Nascimento, o que confere essa identidade química para os insetos sociais é uma classe de compostos químicos, chamados hidrocarbonetos cuticulares, formados por cadeias de carbonos lineares e moléculas de hidrogênio (alcanos, alcenos e alcanos metilados).

Encontrados sobre a última camada do revestimento externo (cutícula) que recobre o corpo de insetos sociais, esses compostos químicos, na forma de cera, têm a função primária de evitar a perda de água e, consequentemente, a desidratação desses animais, além de servir de barreira protetora contra microrganismos.

Ao analisar a composição química dos hidrocarbonetos cuticulares de diferentes espécies de formigas, vespas e abelhas, os pesquisadores constataram, contudo, que a composição química dos hidrocarbonetos cuticulares varia de acordo com a espécie, o sexo e a função do inseto na colônia, e que essa variabilidade química auxilia na comunicação entre esses animais.

Em um estudo publicado na revista Apidologie com abelhas Melipona marginata – conhecidas popularmente como manduri –, os pesquisadores observaram que os machos mais velhos, as rainhas e as operárias dessa espécie brasileira de abelha sem ferrão, encontrada nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Bahia, têm diferentes perfis de hidrocarbonetos cutilares que podem ser percebidos pelos membros.

As operárias – normalmente estéreis e incapazes de se tornar rainhas – apresentaram menor porcentagem de alcanos (ceras saturadas), como hentriacontanes e tetratriacontanes, em comparação com machos, rainhas e as abelhas da casta destinada à realeza.

“Apesar de a estrutura química dos hidrocarbonetos cuticulares ser bastante estável, a sua composição nos insetos sociais varia também de acordo com a função que eles ocupam na colônia”, disse Nascimento. “Cada colônia também apresenta um perfil químico diferente”, afirmou.

A fim de avaliar a capacidade de insetos sociais reconhecerem os membros de suas colônias pelo odor, os pesquisadores fizeram um experimento com abelhas sem ferrão Melipona asilvai. Foram colocadas operárias e forrageiras dessa espécie – conhecida popularmente como uruçu-mirim ou rajada – na entrada de uma colônia à qual não pertenciam para verificar a reação das abelhas guardiãs do ninho.

Os resultados do experimento, descrito em um artigo publicado no Journal of Chemical Ecology, indicaram que as abelhas guardiãs exibiram um comportamento flexível de acordo com o grau de semelhança da identidade química com as abelhas “intrusas”. Elas foram mais permissivas e barraram muito menos a entrada na colônia de abelhas intrusas com perfis químicos altamente semelhantes aos delas – o que, de acordo com os pesquisadores, deve-se ao fato de, provavelmente, as terem confundido com suas “companheiras”. Em contrapartida, foram seletivas e restringiram muito mais a passagem de abelhas com perfis químicos diferentes dos seus.

“Uma colmeia possui muitos recursos, como néctar na forma de mel, o pólen e as crias. Se o sistema de reconhecimento das abelhas guardiãs for falho, isso pode possibilitar a pilhagem desses recursos por abelhas de colônias vizinhas”, disse Nascimento.

Os pesquisadores fizeram um experimento semelhante com formigas da espécie Dinoponera quadriceps: colocaram operárias forrageiras e enfermeiras (que cuidam de ovos) dessa espécie de formiga – conhecida popularmente no Brasil como falsa-tocandira – na entrada de uma colônia diferente das suas para avaliar quanto tempo demoravam para ser reconhecidas como intrusas por formigas guardiãs.

Os resultados do estudo, publicados no Journal of Insect Behavior, demonstraram que as formigas guardiãs demoraram mais tempo para reconhecer as formigas enfermeiras como “usurpadoras” do que as operárias. As operárias receberam significativamente mais mordidas e outros golpes violentos das formigas guardiãs do que as enfermeiras. Além disso, as formigas guardiãs levaram mais tempo para reagir contra as enfermeiras do que contra as operárias forrageiras.

Uma das hipóteses para explicar essas diferenças de comportamento, corroborada com análises da composição de hidrocarbonetos dos insetos utilizados no estudo, é que as formigas enfermeiras da mesma espécie e de colônias distintas podem compartilhar uma maior quantidade de compostos químicos.

“As antenas dos insetos possuem receptores específicos, na forma de pequenos pelos, por meio dos quais captam os sinais químicos desses hidrocarbonetos cuticulares – que nós chamamos de feromônios de contato – de outros insetos”, disse Nascimento. “No contato com outro inseto da mesma espécie, eles conseguem identificar a composição cuticular dos hidrocarbonetos e de outros compostos químicos e reconhecer se ele faz ou não parte da colônia”, explicou.

Os pesquisadores também descobriram que os insetos sociais podem mudar o perfil de seus buquês aromáticos de acordo com a alimentação, o que pode dificultar o reconhecimento pelos outros membros de sua colônia.

Em um estudo publicado na revista Insects, eles realizam um experimento em laboratório em que alimentaram um grupo de formigas saúva (Atta sexdens) operárias com folhas e pétalas de rosa e outro grupo de formigas da mesma colônia com folhas de extremosa ou resedá (Lagerstroemia sp.). Ao juntar as formigas, as que foram alimentadas com extremosa ou resedá passaram a rejeitar e agredir as companheiras alimentadas com folhas e pétalas de rosa por causa da mudança do odor. “O ditado que diz que somos o que comemos também parece ser válido para os insetos sociais”, avaliou Nascimento. 


Nota: São pesquisas muito interessantes e que reforçam o que já se sabe sobre a complexa vida dos insetos sociais. Esse tipo de ser vivo depende de interações químicas e comportamentos inatos e aprendidos, instintos, etc., a fim de poder viver em colônias. A pergunta é: Como tudo isso pôde “evoluir” aos poucos se são elementos necessários à sobrevivência desses insetos e deveriam funcionar bem desde o começo? É bom lembrar, também, que insetos como as formigas dependem de GPS magnéticos presentes em suas antenas. Esses “aparelhos” enviam sinais que são decodificados no cérebro da formiga. Ela depende disso, também, para sobreviver. O sistema de GPS humano levou vários anos para ser colocado em operação ao custo de dez bilhões de dólares. O sistema de GPS das formigas não gasta energia, não polui o meio ambiente e funciona bem há milhares de anos. [MB]