sexta-feira, setembro 09, 2016

Papa pede união e falará aos líderes mundiais

Cruzada contra os fundamentalistas
O papa Francisco pediu, nesta quinta-feira, que todas as confissões religiosas condenem “de forma conjunta e contundente” e tomem distância das ações terroristas que se amparam na religião. Ele fez esse pedido ao discursar no seminário “América em diálogo: nossa casa comum”, que a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Instituto de Diálogo Inter-religioso de Buenos Aires realizaram no Vaticano. “Percebemos com pesar que o nome da religião é usado, muitas vezes, para cometer atrocidades como o terrorismo e semear o medo e a violência e, por consequência, as religiões são identificadas como responsáveis pelo mal que as cerca. Essas ações abomináveis devem ser condenadas de maneira determinada. É preciso tomar distância de quem busca envenenar as pessoas”, disse o Pontífice. Diante disso, ele disse que é necessário mostrar os valores positivos inerentes às tradições religiosas para conseguir uma sólida esperança. “É necessário que compartilhemos as dores e as esperanças, para poder caminhar juntos, cuidando um do outro, e também da criação, na defesa e na promoção do bem comum”, acrescentou. 

Francisco destacou a importância dos encontros e da cooperação entre as variadas confissões, “baseado na promoção de um diálogo sincero e respeitoso, pois se não existe respeito recíproco não haverá diálogo inter-religioso”. Para o papa, todos os crentes têm o dever “de defender a vida, a integridade física e as liberdades fundamentais, como a de consciência, de pensamento, de expressão e de religião”.

“O mundo constantemente nos observa para comprovar qual é nossa atitude perante a casa comum e perante os direitos humanos”, explicou. E acrescentou a necessidade de colaborar entre os crentes, mas também “com os homens e mulheres de boa-vontade que não professam religião, para que demos respostas efetivas a tantas pragas de nosso mundo”.

O Vaticano receberá nos dias 2 e 3 de dezembro o Fórum Global 2016 – “The 21st Century Challenge: Forging a New Social Compact” (Desafio do século 21: Forjando um novo pacto social). A iniciativa é promovida pela revista norte-americana Time, que elegeu Francisco como “homem do ano” em 2013. Inspirados pelo convite do papa Francisco à “nobre vocação” que ajude a criar uma economia mais inclusiva e humana, os responsáveis pela economia mundial refletirão sobre melhores condições de trabalho e desenvolvimento, e como criar formas duradouras para erradicar a pobreza e o problema dos refugiados.

Em um comunicado publicado no dia 6 de setembro, Joe Ripp, presidente e administrador da revista Time, fala que o evento inédito contará com a presença de diretores-gerais das 500 empresas mais bem-sucedidas da atualidade, as 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Fortune, e vários líderes econômicos, acadêmicos e religiosos.

Os participantes do evento discutirão tecnologia, saúde global, recursos alimentares e hídricos, energia e meio ambiente e inclusão financeira. Cada um desses temas representa um elemento crítico para a erradicação da pobreza e requer uma atenção urgente.

O primeiro dia do encontro será destinando a reuniões de grupos de trabalho sobre as temáticas. No segundo dia, os grupos deverão apresentar soluções e em seguida, terão uma audiência especial com o papa Francisco.

O papa Francisco é destacado pela Time Inc. como uma figura que “tem abordado com regularidade” essas questões, “apontando para a crescente desigualdade” e “criticando a ditadura de uma economia impessoal e desprovida de um objetivo verdadeiramente humano”.


Mulher casou com filho em 2008 e com a filha em 2016

Marido e mulher? 
Uma mulher casou com a própria filha, em Oklahoma, nos EUA, e as duas enfrentam agora uma acusação de incesto. A mulher já havia casado com um filho, anos antes. Patricia Ann Spann, de 43 anos, e a filha, Misty Velvet Dawn, de 25 anos, casaram no mês de março, de acordo com a Associated Press. A polícia de Oklahoma descobriu o caso durante uma investigação que estava desenvolvendo sobre o cuidado de crianças. Mais tarde, as forças policiais foram confrontadas com outra revelação sobre essa mãe. Em 2008 ela já tinha casado com o filho. O casamento foi anulado 15 meses depois por incesto. À equipe de investigadores que está acompanhando o caso, Patricia Spann disse que tinha perdido a custódia dos três filhos, adotados pela avó paterna. Voltou a se encontrar com a filha há dois anos, diz a AP. A mulher confessou que pensava que não existia problema em casar com a filha, porque ela não tinha o nome da mãe no certificado de nascimento. As duas mulheres foram perante um juiz na quarta-feira. Em Oklahoma, o casamento entre familiares próximos é considerado incesto, independentemente da existência de algum tipo de relação sexual.


Nota: Em uma sociedade que tolera o chamado poliamor e aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo, as perguntas que ficam no ar são: Por que o incesto é errado? Até quando será considerado errado? A que lei se pode apelar para se tomarem decisões nesse caso? Quando se derrubam restrições relacionadas com o casamento, onde passa boi passa boiada. O casamento heteromonogâmico é uma instituição edênica. A partir do momento em que o relato das origens no Gênesis começou a ser relativizado, os valores que mantiveram a sociedade em pé começaram a ruir.

Note que texto interessante escrito por Ellen White há mais de um século: “Durante quase mil anos Adão viveu entre os homens, como testemunha dos resultados do pecado. Procurou fielmente opor-se à onda do mal. [...] Testemunhou a corrupção que vastamente se propagava, a qual deveria finalmente determinar a destruição do mundo por um dilúvio; e, posto que a sentença de morte pronunciada contra ele por seu Criador tivesse a princípio parecido terrível, contudo, após contemplar quase durante mil anos os resultados do pecado, compreendeu que havia misericórdia da parte de Deus ao dar fim a uma vida de sofrimento e tristeza” (Patriarcas e Profetas, p. 82). 

Agora imagine se Adão ressuscitasse em nosso tempo para ver o resultado de cerca de seis mil anos de pecado... [MB]

quinta-feira, setembro 08, 2016

Estudo confirma: ninguém nasce homossexual

Destino, condicionamento ou escolha?
Um novo estudo que analisa outras 200 pesquisas sobre orientação sexual e identidade de gênero revelou que não existe evidência científica para afirmar que uma pessoa nasce homossexual, questionando a comum argumentação dos coletivos LGBT. A prestigiosa revista The New Atlantis publicou a pesquisa realizada pelos peritos Lawrence Mayer, epidemiologista e membro do departamento de Psiquiatria da reconhecida Faculdade de Medicina da Universidade John Hopkins; e o psicólogo e psiquiatra Paul McHugh, “talvez o psiquiatra mais importante dos últimos 50 anos”, assinala a publicação. O estudo é intitulado “Sexualidade e Gênero: Descobertas das ciências biológicas, psicológicas e sociais”. “Os estudos científicos não corroboram a hipótese de que a identidade de gênero seja uma propriedade inata e fixa do ser humano e independente do sexo biológico; ou seja, que uma pessoa seja ‘um homem preso em um corpo de mulher’ ou ‘uma mulher presa em um corpo de homem’”, assinala a pesquisa.

O editor da revista, Adam Keiper, explica que, “ao examinar pesquisas das ciências sociais, biológicas e psicológicas, esse relatório mostra que algumas argumentações que escutamos com frequência sobre sexualidade e gênero não têm apoio na evidência científica”.

O relatório “tem como tema central as altas taxas de problemas mentais entre a população LGBT e questiona a base científica da tendência do tratamento de crianças que não se identificam com seu sexo biológico”. Os peritos assinalam que, “embora um menino pequeno seja considerado – inclusive por ele mesmo – uma menina, isso não o converte biologicamente em uma menina. A definição científica do sexo biológico é, para quase todos os humanos, claro, binário e estável, o qual reflete uma realidade biológica subjacente que não se contradiz com as exceções à conduta sexual habitual e não pode ser alterada pela cirurgia ou condicionamentos sociais”.

O estudo explica inicialmente que “as provas científicas não respaldam a visão de que a orientação sexual é uma propriedade inata e biologicamente fixa do ser humano: a ideia de que os indivíduos ‘tenham nascido assim’”.

Os peritos também enfatizam que “os estudos comparativos da estrutura cerebral de pessoas transgênero e não transgênero demonstraram a existência de correlações frágeis entre a estrutura cerebral e a identificação transgênero. Essas correlações não constituem uma prova de que a identificação transgênero tenha uma base neurobiológica”.

Sobre os problemas de saúde mental que as pessoas não heterossexuais sofrem, o estudo assinala que elas “têm um risco mais elevado de padecer diversos problemas de saúde geral e saúde mental”. É “especialmente alarmante que na comunidade transgênero a taxa de tentativas de suicídio ao longo da vida e para todas as idades seja calculada em 41%, enquanto é menos de 5% para a população geral dos Estados Unidos”. Em comparação com a população geral, “os adultos submetidos à cirurgia de resignação de sexo” têm “aproximadamente cinco vezes mais probabilidades de tentar se suicidar e 19 vezes mais de morrer através do suicídio”.

Os pesquisadores expressam sua preocupação pelas crianças, e no estudo explicam que “somente uma pequena minoria dos que manifestam uma ‘identificação de gênero cruzada’ durante a infância continuam manifestando-a na adolescência e na fase adulta”, e advertem que “não existem provas de que todas as crianças com pensamentos ou condutas de gênero atípicas devam ser estimuladas a se converter em transgênero”.

No prefácio do estudo, o Dr. Mayer afirma que a pesquisa foi feita pensando no bem-estar das crianças. Acima de tudo, escreve, “dedico às crianças que lutam com sua sexualidade e gênero”.

Em declarações ao National Catholic Register, o Dr. Paul McHugh assinalou que, atualmente, “estamos em um mundo no qual todos dizem ‘Queremos medicina baseada na evidência para tomar um antibiótico’, mas sem evidência também querem fazer coisas radicais com as crianças”.

Os autores assinalam, igualmente, que “a evidência científica recolhida sugere que tenhamos uma perspectiva cética para a afirmação de que os procedimentos de mudança de sexo proporcionam os benefícios que se esperam ou que resolvem os assuntos subjacentes que contribuem com os altos riscos mentais da população transgênero”.

Nas conclusões, os peritos explicam que elaboraram o estudo a fim de que possa ser acessível aos especialistas e ao público em geral; e comentam que, “embora haja muita controvérsia em relação a como a sociedade trata aos membros LGBT, nenhuma visão política ou cultural deve nos desalentar para entender os assuntos clínicos e de saúde pública, para ajudar as pessoas que sofrem de problemas mentais que podem estar relacionados com sua sexualidade”.

Nessa exaustiva investigação, finalizam, “tentamos sintetizar e descrever um complexo corpo de estudos científicos relacionados a esses temas. Esperamos que isso contribua com o debate público sobre a sexualidade humana e a identidade. Sabemos que haverá respostas enérgicas que serão bem-vindas”.


Leia também: “Gays nascem gays?” e “Ninguém nasce gay nem sai do armário”

Leia aqui o PDF completo do estudo publicado na The New Atlantis. Veja este aqui também.

Novo filme de Mel Gibson é aplaudido de pé

Herói sem disparar um tiro
Após arrancar elogios da crítica, “Hacksaw Ridge”, volta de Mel Gibson à direção após hiato de dez anos, recebeu uma das maiores aprovações que poderia ter. A exibição do filme ao público, durante sua première mundial no Festival de Veneza, foi aplaudida de pé, durante dez minutos, com direito a gritos de viva e assobios. Os aplausos continuaram mesmo após o final da projeção dos créditos e de as luzes se acenderem. O longa-metragem foi o mais aplaudido dentre as atrações internacionais do festival deste ano, ainda que sua exibição tenha ocorrido fora de competição. Ele conta a história verídica de Desmond Doss, vivido na tela por Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”), um jovem adventista que se alista como médico durante a 2ª Guerra Mundial, mas, por causa da religião, recusa-se a pegar em armas.

O filme emocionou o público e poderia ser considerado favorito ao Oscar, não fosse o diretor Mel Gibson. Por seu passado recente de confusões, em que passou a encarnar a imagem de um misógino racista, Gibson dificilmente bisará o reconhecimento que seu talento já mereceu, quando a Academia lhe premiou com os Oscars de Melhor Filme e Direção por “Coração Valente” (1995).

terça-feira, setembro 06, 2016

A influência do darwinismo sobre ditadores assassinos

“As ideias desenvolvem suas próprias carreiras muitas vezes destrutivas e autossustentáveis na história. A emoção incontrolável que surgiu na cabeça de Darwin ao ver os habitantes da Terra do Fogo, ao observar os bicos dos pássaros nas Galápagos e ao ler Malthus – emoção que permeou quase todas as páginas do Origem – transformou-se para alguns em um veneno vicioso. Sua predileção pela palavra luta – termo que empregou dezenas de vezes – foi particularmente desafortunada. Hitler a adotou e tomou emprestada como título para o seu livro, que era tanto autobiográfico quanto um programa político, o Minha Luta. A luta era sadia, era o caminho encontrado pela natureza. E sob seu manto, sob as sombras da guerra, foi fácil renascer outra palavra muito usada por Darwin: extermínio.

“Uma vez no poder, Hitler começou um processo que levou a disgenia à sua conclusão lógica. Entre 1933 e 1939 mais de quatrocentas mil pessoas com problemas mentais foram esterilizadas na Alemanha nazista. Quando a guerra estourou, setenta mil desses desafortunados, já incapazes de se reproduzir, foram ‘exterminados’. Esses programas de extermínio em massa foram o modelo para a eliminação de raças inteiras de ciganos e judeus, e, caso a guerra tivesse durado mais tempo, chegaria aos eslavos. É importante destacar que Hitler não foi uma figura solitária em sua particular visão do darwinismus. Em sua ascensão ao poder sempre esteve cercado de professores e alunos de universidades, depois cercou-se do eleitorado alemão em geral. Todos os biólogos alemães com certo status acadêmico estavam unanimemente envolvidos no programa da eugenia, e mais de 50% deles eram membros do Partido Nazista, o maior percentual entre qualquer grupo profissional. Tanto Himmler, chefe da SS, quanto Goebbels, chefe da propaganda, estudavam Darwin.

“Na primeira metade do século XX, a ideia de luta como algo natural e essencial à melhora da humanidade era uma crença que acompanhava o espectro político. A devoção que Marx e Engels demonstraram em relação ao Origem ainda na semana de sua publicação foi seguida por um interesse contínuo entre importantes comunistas, de Lenin a Trotsky, de Stalin a Mao Tse-Tung, e todos lançavam mão da teoria da seleção natural para justificar a luta de classes. Era essencial à autoestima dos comunistas acreditar que sua ideologia era científica, e Darwin oferecia base concreta às leis e à dialética que criavam ao tomar e reter o poder. Stalin tinha a ‘luta’ e a ‘sobrevivência do melhor adaptado’ de Darwin em mente ao lidar com os gulags e ao realocar as minorias da Grande Rússia: o extermínio de grupos deveria ser um evento natural se o partido, redefinido como a elite dos ‘mais bem adaptados’ politicamente, quisesse sobreviver. Mao Tse-Tung, com sua visão pessoal de Darwin, enxergou a ‘luta’ nos termos de sua Revolução Cultural, fazendo com que uma personificação da cultura comunista substituísse outra menos adaptada e fora de moda. Pol Pot, que foi apresentado por seu professor Jean-Paul Sartre à ideia da evolução a formas mais apuradas, levou a teoria ao Camboja, em uma luta urbano-rural que matou um quarto da população [70 milhões de pessoas]. No século XX, tudo indica que mais de cem milhões de pessoas foram mortas ou morreram de fome como resultado de regimes totalitaristas infectados por múltiplas variantes do darwinismo social.”

(Paul Johnson, Darwin – Retrato de um Gênio [Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013], p. 116, 117. Johnson é um aclamado historiador, jornalista e escritor inglês)

Leia também: “Hitler e Darwin”

segunda-feira, setembro 05, 2016

CEO da Tesla afirma que vivemos em uma simulação

Musk: vivemos em uma Matrix
Conhecido por suas declarações bombásticas, Elon Musk acredita que o que estamos vivendo não é exatamente a “realidade-base”. Tal qual acontece nos filmes da trilogia Matrix, supostamente fazemos parte de uma espécie de simulação que tenta imitar os aspectos do que seria realmente a vida. Em uma participação na feira Code Conference, Musk afirmou acreditar que há somente uma chance em um bilhão de que estamos vivendo no mais real dos universos. Para embasar suas afirmações, ele usa como exemplo a grande evolução que os gráficos de computador e a realidade virtual testemunharam em questão de poucas décadas. Segundo ele, isso é sinal de que há uma civilização mais avançada influenciando nossas decisões e na evolução da tecnologia, e que não passamos de “personagens” em seus planos. O empresário afirma que as soluções usadas por esses seres nos colocam em um universo virtual ou “videogame” que é praticamente indistinguível da verdadeira realidade.

Essa não é a primeira vez que Musk faz alguma declaração que pode ser considerada polêmica. O responsável pela Tesla e pela Space X é conhecido por sua forte opinião em relação à inteligência artificial, expressando várias vezes a preocupação de que a tecnologia pode sair do controle e condenar a humanidade.


Nota: Neste artigo publicado no site da BBC há mais detalhes sobre o assunto acima. Conforme destaca o amigo Alexsander Silva, no texto é admitido que uma das razões para os cientistas desconfiarem disso é o fato de nosso Universo “parecer ter sido desenhado”, ter ajuste fino, etc. “É interessante que evocam Matrix, Multiverso, qualquer coisa, menos Deus...” Pois é. [MB]

Três das DSTs mais comuns estão ficando intratáveis

Isso é suficiente?
A coisa está ficando séria: segundo a Organização Mundial da Saúde, sífilis, clamídia e gonorreia - doenças bacterianas - estão ficando resistentes aos antibióticos mais usados contra elas. E infectam cada vez mais pessoas. As infecções são três das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais frequentes: juntas, elas contagiam 200 milhões de pessoas por ano - todo ano, são 131 milhões infectadas pela clamídia, 78 milhões pela gonorreia e 5,6 milhões pela sífilis. Com tanta gente ficando doente, os antibióticos estavam sendo administrados sem cuidado nenhum – e, muitas vezes, por tempo demais ou em doses desnecessariamente altas. Esse uso exagerado de antibióticos é justamente o que tem feito as bactérias se tornarem mais resistentes. O caso da gonorreia é o pior: a OMS afirma que já existem cepas da bacteria N. gonorrhoeae, causadora da doença, que não respondem a nenhum dos medicamentos que existem.

O cenário para a sífilis e a clamídia não é tão extremo, mas seus agentes causadores já se mostram bem mais resistentes à medicamentos também, o que preocupa a organização. Por isso, na terça (30), a OMS aconselhou uma mudança nos tratamentos padrão para essas doenças. Para começar, a organização recomenda o uso do antibiótico certo para cada caso, em doses mais controladas do que se tem usado até agora - cada serviço de saúde em cada país deve ficar responsável por definir o medicamento.

Outra recomendação, mais específica, é não usar a quinolona, um tipo de antibiótico comum nos casos de infecções bacterianas como a sífilis, a gonorreia e a clamídia. Para fechar, a OMS pediu que os governos prestem atenção no aumento da resistência dessas bactérias, ano a ano. Tudo isso deve aumentar os custos de tratamento, já que os antibióticos específicos são, geralmente, os mais novos - e mais caros. Fora que estudar os tipos de cepa que cada pessoa infectada tem antes de receitar um medicamento também vai dar um baita trabalho.

A sífilis é transmitida por meio do contato com feridas de pessoas infectadas - elas podem aparecer nos genitais, no ânus, na boca ou em outras partes do corpo. A doença também pode ser transmitida de mãe para filho durante a gestação ou no parto (por ano, a transmissão desse tipo provoca cerca de 143 mil mortes fetais e nascimento de natimortos, além de 62 mil mortes neonatais, segundo a OMS). Quem tem sífilis pode desenvolver essas feridas em um estágio inicial, mas elas saram logo e se tornam erupções com pus. Aí, esses sintomas desaparecem, até que um tempo depois (às vezes até anos), a doença volta à atividade e causa danos ao cérebro, aos olhos e ao coração.

Já a clamídia, a mais comum das DSTs causadas por bactérias, causa um ardor forte ao urinar ou corrimentos genitais - embora a maioria das pessoas não apresente sintomas.

A gonorreia pode provocar, além de dores nos genitais, infecções e muita dor no reto e na garganta.

As três doenças, caso não sejam diagnosticadas e tratadas a tempo, podem causar problemas graves a longo prazo - mesmo que não apresentem sintomas por um tempo. As mulheres, por exemplo, podem desenvolver gravidez ectópica (fora do útero), inflamações na região pélvica e abortos espontâneos. Nos dois sexos, a sífilis, a gonorreia e a clamídia podem causar infertilidade, além de aumentarem o risco de a pessoa ser infectada pelo HIV.


Nota: A culpa é do não uso da camisinha. A culpa é do uso indiscriminado de antibióticos. A culpa é do governo... Quando é que vão colocar a culpa no verdadeiro culpado? É claro que a OMS nunca vai recomendar isto, mas a única forma realmente segura de não contrair uma DST (e eles esqueceram de falar do drama do HPV) é praticar o sexo realmente seguro: monogâmico, heterossexual, pós-matrimônio. Podem considerar esse discurso antiquado, mas os fatos falam mais alto. O tal “sexo seguro” que depende apenas de uma fina camada de látex não tem se mostrado realmente seguro. Pergunte em um congresso médico se eles aprovariam que seus filhos tivessem relação sexual com alguém sabidamente infectado pelo HIV ou pelo HPV, usando apenas a camisinha como proteção. Qual seria a resposta? Não se trata de discurso conservador, moralista ou discriminatório. Trata-se de analisar os fatos e perceber a relação de causa e efeito. Só isso. Enquanto a sociedade, as autoridades e a mídia promoverem o sexo sem compromisso e a sensualidade, as pessoas continuarão colhendo os frutos amargos desse comportamento. Isso que nem vou falar aqui das consequências emocionais do sexo sem compromisso nem amor. Acredite, elas existem. [MB]

domingo, setembro 04, 2016

O que é a Teoria do Design Inteligente?



O que é Design Inteligente? Qual a sua história e seu papel na ciência? E nas salas de aula? Descubra mais neste documentário de Drika Lopes Vasconcelos, feito para a aula de Documentário, no curso de Cinema da Universidade Anhembi Morumbi, em 2012.

Europa: a substituição de uma população

Um continente em mudança
Mortes excedendo nascimentos podem parecer ficção científica, mas já são a realidade da Europa. Simplesmente aconteceu. No ano de 2015, houve 5,1 milhões de nascimentos na União Europeia, ao passo que 5,2 milhões de pessoas morreram, significando que a UE pela primeira vez na história moderna registrou um crescimento vegetativo negativo. Os dados foram divulgados pela Eurostat (departamento que cuida da estatística da União Europeia), responsável pelo recenseamento da população europeia desde 1961. Portanto é imbuída de caráter oficial. Há mais revelações surpreendentes: a população europeia aumentou ao todo de 508,3 milhões para 510,1 milhões. Imagina por quê? A população de imigrantes aumentou aproximadamente em 2 milhões de habitantes em um ano, enquanto a população autóctone da Europa foi encolhendo. É a substituição de uma população. A Europa perdeu a disposição de manter ou aumentar sua população. A situação é tão grave em termos demográficos quando a Peste Negra do século 14.

Essa transição é o que o demógrafo britânico David Coleman descreve em seu estudo “Imigração e substituição étnica em países de baixa fertilidade: terceira transição demográfica”. A taxa de natalidade suicida da Europa, combinada com os imigrantes que se multiplicam rapidamente, irá transformar a cultura europeia. O declínio da taxa de fertilidade dos europeus autóctones coincide, na realidade, com a institucionalização do Islã na Europa e a “reislamização” dos muçulmanos que lá residem.

Em 2015, Portugal registou a segunda menor taxa de natalidade da União Europeia (8,3 por 1.000 habitantes) e crescimento natural negativo de -2,2 por 1.000 habitantes. Qual país da UE teve a menor taxa de natalidade? A Itália. Desde o “baby boom” dos anos 1960, no país famoso pelas suas famílias com grande número de pessoas, a taxa de natalidade caiu pela metade. Em 2015, o número de nascimentos caiu para 485.000, menos do que em qualquer ano desde que a Itália moderna foi estabelecida em 1861.

A Europa Oriental já apresenta “a maior perda de população da história moderna”, a Alemanha ultrapassou o Japão e já conta com a menor taxa de natalidade do mundo, segundo a média dos últimos cinco anos. Tanto na Alemanha quanto na Itália os decréscimos foram especialmente dramáticos, para -2,3% e -2,7%, respectivamente.

Há empresas que não estão mais interessadas nos mercados europeus. A Kimberly-Clark, que fabrica as fraldas Huggies, saiu da maior parte da Europa. O mercado simplesmente não é rentável. Enquanto isso, a Procter & Gamble, que produz as fraldas Pampers, tem investido no negócio do futuro: fraldas geriátricas.

A Europa está ficando cinzenta; é possível sentir toda a tristeza de um mundo que se exauriu. Em 2008, os países da União Europeia viram o nascimento de 5.469.000 crianças. Cinco anos mais tarde, havia quase meio milhão a menos, ou seja 5.075.000 - uma retração de 7%. As taxas de fertilidade não têm só caído em países com economias que estão encolhendo como a Grécia, mas também em países como a Noruega que saíram, pode-se dizer, ilesos da crise financeira.

Conforme ressaltou recentemente Lorde Sacks, “a queda da natalidade pode ser o prenúncio do fim do Ocidente”. A Europa, conforme vai envelhecendo, já não renova suas gerações e em seu lugar saúda o ingresso de um enorme contingente de migrantes provenientes do Oriente Médio, África e Ásia, que irão substituir os europeus nativos e que trarão culturas com valores radicalmente diferentes em relação a sexo, ciência, poder político, cultura, economia e a relação entre Deus e o homem.

Os liberais e os secularistas tendem a ignorar a importância das questões demográficas e culturais. É por essa razão que os alertas mais contundentes vêm de alguns líderes cristãos. O primeiro a assinalar essa tendência dramática foi o grande missionário italiano padre Piero Gheddo, explicando que, devido à queda nas taxas de natalidade e à apatia religiosa, o “Islã mais cedo do que se imagina conquistará a maior parte da Europa”. Outros manifestaram a mesma opinião, como o cardeal libanês Bechara Rai, que está à frente dos Católicos Orientais, que estão alinhados com o Vaticano. Rai alertou que “o Islã irá conquistar a Europa através da fé e da taxa de natalidade”. O cardeal Raymond Leo Burke acaba de fazer um alerta semelhante.

De agora em diante, em uma geração, a Europa ficará irreconhecível. Em grande parte, as pessoas na Europa parecem ter a sensação de que a identidade da sua civilização está ameaçada, principalmente por um liberalismo descabido, uma ideologia dissimulada de liberdade, que quer desconstruir todos os laços que unem o homem à sua família, sua origem, seu trabalho, sua história, sua religião, sua língua, sua nação, sua liberdade. Ela parece vir de uma inércia que não se importa se a Europa irá triunfar ou sucumbir, se a nossa civilização irá desaparecer, se afogar em meio ao caos étnico ou se será atropelada por uma nova religião vinda do deserto.

Segundo explica o jornal Washington Quarterly, a combinação fatal da queda nas taxas de natalidade na Europa e a ascensão do Islã já tiveram consequências significativas: a Europa se transformou em uma incubadora de terrorismo; criou uma nova forma de antissemitismo virulento e mortal; uma virada política para a extrema-direita; experimentou a maior crise de autoridade da União Europeia e testemunhou uma reorientação da política externa desde a retirada da Europa do Oriente Médio.

O suicídio demográfico não é apenas experimentado, ao que parece, é desejado. A burguesia xenófila europeia, que hoje controla a política e a mídia, ao que tudo indica, está imbuída de um racismo esnobe e masoquista. Eles se voltaram contra os valores da sua própria cultura judaico-cristã, combinada com uma visão alucinógena, romantizada dos valores de outras culturas. O triste paradoxo é que os europeus estão importando grandes contingentes de jovens do Oriente Médio para compensar suas opções de estilos de vida.

Um continente agnóstico e estéril - privado de seus deuses e filhos porque os baniu - não terá forças para combater ou assimilar uma civilização de devotos e jovens. O fracasso de conter a transformação que se avoluma no horizonte parece estar do lado do Islã. O que estamos presenciando são os últimos dias de verão?

(Giulio Meotti, editor cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano. Mídia Sem Máscara, via Gatestone Institute)

sexta-feira, setembro 02, 2016

Para o papa Francisco, aquecimento global é pecado

Força total ao ECOmenismo
Em sua mensagem para o “Dia Mundial de Oração para o Cuidado da Criação”, na quinta-feira, o papa Francisco disse que o aquecimento global causado pelo ser humano, bem como a perda de biodiversidade são “pecados” contra Deus, que devem ser expiados com atitudes ecológicas. “O aquecimento global continua, em parte, devido à atividade humana”, disse Francisco, acrescentando que “2015 foi o ano mais quente já registrado, e 2016 provavelmente será ainda mais quente. Isso está levando a secas cada vez mais severas, inundações, incêndios e eventos climáticos extremos. A mudança climática também está contribuindo para a crise de refugiados de cortar o coração”. Repetidamente citando o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, que tem “coragem e profeticamente continuou a apontar nossos pecados contra a criação”, Francisco fez sua nova lista de pecados ambientais, que inclui poluição, aquecimento global e desmatamento.

Durante este Ano Jubileu, “vamos aprender a implorar a misericórdia de Deus para os pecados contra a criação que não temos até agora reconhecido e confessado”, disse Francisco, propondo que os cristãos precisam se submeter a uma “conversão ecológica”. Se nossa “conversão ecológica” for real, disse o papa, ela levará a formas concretas de pensar e de agir com mais respeito à criação.

No e-mail abaixo, postado pelo jornalista Azenilto Brito em sua página no Facebook, pode-se ver que o apelo ECOmêmico trem sido forte também entre os evangélicos:

“Todos os anos, a Rede Ambiental Evangélica e os Jovens Evangélicos para a Ação Climática unem cristãos de todo o mundo para celebrar o Dia Mundial de Oração Pela Criação de Deus, em 1º de setembro. [...] Acreditamos que a oração é essencial para a ação e compreensão sobre como a Santíssima Trindade nos quer cuidando do mundo de Deus. [...] O Patriarcado Ecumênico há muito tempo designou 1º de setembro como um dia de oração pela criação de Deus, e em 2015 o papa Francisco deu apoio e uniu-se ao chamado por um Dia Mundial de Oração Pelo Cuidado da Criação pela Igreja Católica. A Igreja Ortodoxa Russa também determinou 1º de setembro como o Dia de Oração Pela Criação de Deus.

“Como evangélicos, aplaudimos esses passos de nossos irmãos e irmãs ecumênicos e afirmamos que o primeiro dia de setembro é um dia de oração pela criação de Deus e todas as pessoas de boa vontade. Os evangélicos estão se firmando sobre a Resolução de 2015 da Associação Nacional de Evangélicos que se Preocupam com a Criação de Deus, o Compromisso da Cidade do Cabo, de 2010, derivado do Movimento de Lausanne para a Evangelização Mundial, co-fundado por Billy Graham e John Stott, bem como a Iniciativa Climática Evangélica, de 2006. Esta página é oferecida para ajudar aqueles que gostariam de participar com os outros ou por si neste dia de oração, sabendo que milhares e milhares ao redor do mundo também vão estar orando. Nós lhe convidamos a se juntar a nós e a milhares de outros ao redor do mundo em oração na quinta-feira, 1º de setembro de 2016.”

Iniciativas desse tipo são positivas, sem dúvida, mas o fato é que na Bíblia já temos uma provisão divina para a preservação da natureza – o princípio do sábado, quando todas as atividades seculares deveriam ser paralisadas para o benefício dos filhos de Deus, o que, consequentemente, incluirá benefícios para toda a criação. Portanto, o princípio do sábado representa uma iniciativa semanal e não anual com tal preocupação também em vista.

Se as citadas iniciativas são positivas, elas também são preocupantes, pois já há vozes que têm entendido o valor de se parar tudo um dia por semana, com ideias de até impedir a circulação de veículos nesse “dia ecológico”. Recordo-me como na década de 70 houve situações que também levaram governos, no Brasil e em outras terras, a determinar o fechamento de postos de gasolina aos domingos. As condições e a motivação para isso na época eram diferentes, mas parece até um “ensaio” de propostas semelhantes hoje em dia, em que essa paralisação aos domingos vai parecendo mais e mais atraente por autoridades mundiais, pensando-se em beneficiar o homem, as famílias e o equilíbrio ecológico.

No dia 31 de maio de 1998, o papa João Paulo II deu a público a volumosa Carta Pastoral Domini Dies [Dia dos Senhor], com cerca de 40 páginas, na qual faz um apaixonado apelo em prol do reavivamento da observância do domingo, especialmente visando à assistência à missa dominical. O papa estava bem ciente de que a crise na guarda do domingo reflete a crise da Igreja Católica e do cristianismo em geral. A “surpreendente redução” da assistência aos serviços litúrgicos dominicais reflete, na visão do papa, o fato de que a fé está “enfraquecida” e “se reduzindo”. Se a tendência não for revertida, poderá ameaçar o futuro da Igreja Católica, no limiar do ano 2000. O papa declara: “O dia do Senhor tem estruturado a história da igreja através de dois mil anos.”

No mesmo documento, o papa apela aos católicos por todo o mundo para influenciarem seus legisladores para “defenderem” o dia de domingo em benefício das famílias. Campanhas e mais campanhas têm sido lançadas para o fechamento de instituições comerciais aos domingos por várias terras. Ultimamente, essa motivação ecológica vem-se somar a tais iniciativas de longa data. Não deixa de ser um fato muito significativo.

Como disse o Dr. Samuele Bacchiocchi, em artigo em que analisou o documento papal, “a preocupação do papa é legítima porque os cristãos que ignoram o Senhor no dia que eles chamam de ‘dia do Senhor’, finalmente ignorarão a Deus em todos os dias de sua vida. Essa tendência, se não revertida, pode significar a ruína do cristianismo. A solução para a crise deve ser buscada, todavia, não mediante apelos ao Estado para legislar sobre o dia de descanso e adoração, mas convocando os cristãos a viver de acordo com os princípios morais dos Dez Mandamentos. O quarto mandamento convoca especificamente o cristão a se lembrar do que muitos se têm esquecido, isto é, que o sétimo dia é santo ao Senhor nosso Deus (Êx 20:8-11). O papa reconhece que o sábado bíblico do sétimo dia é ‘uma espécie de arquitetura sagrada de tempo que assinala a revelação bíblica’. O desafio é ensinar ao mundo essa vital verdade bíblica”.

E encerra seu artigo declarando: “Nossa angustiada e inquieta sociedade necessita redescobrir o sábado como ‘sagrada arquitetura de tempo’, que pode edificar e estabilizar nossa vida e nosso relacionamento com Deus. Num tempo em que muitos estão buscando paz interior e descanso nas pílulas mágicas ou lugares ficcionistas, o sábado nos convida a achar essa paz íntima e o descanso, não por meio de comprimidos ou lugares, mas por meio da pessoa de nosso Salvador, que disse: ‘Vinde a Mim e Eu vos aliviarei’ (Mt 11:28).”

(Com informações de Fulcrum 7 e Azenilto Brito, via Facebook)


Pamela Anderson critica propagação da pornografia

Um vício que destrói
A atriz Pamela Anderson deu uma entrevista polêmica, na qual critica severamente a propagação da pornografia e seus efeitos negativos na sociedade. Em entrevista ao Wall Street Journal, a atriz afirmou: “É um perigo público sem precedentes proporcionado pela forma livre, anônima e facilmente disseminável da pornografia.” A artista acredita que agora é tarde demais para tentar legislar o acesso a esse gênero de conteúdos de maneira a restringi-lo. “É necessário um diálogo honesto sobre o que estamos presenciando – a verdadeira natureza e o perigo da pornografia –, e um código de honra para controla-la dentro dos interesses coletivos, das famílias e comunidades.” Para Pamela, a ação está na forma como se educam as crianças atualmente. “Devemos educar a nós mesmos e às nossas crianças de que a pornografia é para fracassados – é chata, um desperdício de tempo e a única saída para pessoas que não conseguem manter uma sexualidade saudável”, defende. Pamela termina afirmando que ninguém deve duvidar dos efeitos negativos da pornografia enquanto vício, que chega a acabar com muitos relacionamentos.

Anderson disse ainda que a pornografia tem “efeitos corrosivos na alma do homem e em sua habilidade de funcionar como marido e, por extensão, como pai”. Para ela, o vício em pornografia só piorará através das gerações, fazendo com os homens tenham cada vez menos satisfação no sexo real.

Conforme destaca o bacharel em Informática e doutorando em Administração pela UNB Alexander Silva, “é interessante que, de acordo com o texto da Pamela Anderson no Wall Street Journal, os homens relativamente bem-sucedidos têm sido as maiores vítimas desse vicio, e destacam-se as palavras tédio e monotonia. É uma evidência de que o que o mundo considera sucesso deixa um vazio que as pessoas têm procurado preencher com prazer, o que não se restringiria apenas aos homens. Talvez esteja faltando propósito e significado na vida de muitas pessoas. Servir a Cristo em trabalho ativo e inteligente em favor do próximo, em suas muitas facetas, seria a melhor salvaguarda. A escritora adventista Ellen White fala das mazelas da falta de um objetivo nobre e elevado. Quando a mente encontra um objetivo suficientemente importante para a vida, todas as capacidades do ser são ativadas automaticamente.

Meses atrás, outro famoso que denunciou os males da pornografia (na verdade, fez uma confissão) foi o ator Terry Crews. O astro de “Todo mundo odeia o Chris” fez um vídeo em que fala sobre o tema e sua reabilitação: “Minha mulher dizia ‘Eu não conheço mais você’”, disse ele. “A pornografia realmente bagunçou minha vida de várias formas.”

Terry admitiu que por muitos anos manteve esse seu “segredinho sujo”, como ele mesmo intitulou, e seus amigos e sua esposa não sabiam pelo que ele passava, o que tornou o problema maior. “Isso permitiu que crescesse e se tornasse ruim. E quanto digo ruim, algumas pessoas negarão e dirão: ‘Ei, cara, você não pode ser viciado em pornografia. Não tem como.’ Mas vou dizer uma coisa: se o dia vira noite e você continua assistindo, você provavelmente tem um problema. E esse era eu. Isso afetou tudo. Não contei para a minha esposa, para os meus amigos, ninguém sabia. Mas a internet permitiu que esse segredinho ficasse parado e crescesse. E era algo que, sabem, minha mulher estava literalmente, tipo, ‘Eu não conheço mais você. Estou fora’. E isso me mudou”, contou.

O ator precisou ir para uma reabilitação para se tratar e teve o apoio da esposa, Rebecca Crews, que percebeu que ele estava empenhado em sua cura. “Estou livre dessa coisa provavelmente há seis, sete anos agora, graças a Deus. A pornografia muda a forma como você pensa sobre as pessoas. As pessoas se tornam objetos, partes de um objeto, para serem usadas, em vez de serem amadas. Tive que mudar meu pensamento, no que eu acreditava. Uma vez que estava ciente do que estava fazendo comigo mesmo, me mudou. Minha mulher me disse ‘Estou fora’, e eu não busquei ajuda para conseguir minha esposa de volta, eu busquei ajuda porque eu precisava”, completou ele, que espera, com o vídeo, ajudar a outras pessoas.

Assista ao vídeo de Terry:


Leia também: “Ailusão da pornografia” e outras postagens sobre o mesmo tema, aqui.

(Com informações de Record Europa, Infobae e Ego)

Vídeo choca ao mostrar como gelatina é feita


Um vídeo que mostra todo o processo de produção de balas de goma, marshmallows e outros produtos populares da confeitaria que levam gelatina chocou os usuários na internet. Com mais de sete milhões de visualizações, ele provocou um debate acalorado entre os internautas, que descobriram que a base da produção consiste no aproveitamento das carcaças de suínos, segundo informações do jornal inglês Daily Mail. O vídeo, compartilhado no Facebook pela usuária Alina Kneepkens, foi intitulado “Gelatin – the Real History” (Gelatina – A história real) e em apenas três dias provocou um intenso debate, gerando mais de 14 mil comentários. Pessoas indignadas deixaram suas opiniões em relação ao processo de produção da gelatina. Antes de chegar ao formato dos doces que conhecemos, a produção revela todos os passos utilizados pelos fabricantes – incluindo a queima de carcaças de porcos, remoção da carne e da pele, até o aproveitamento de tendões, ossos e ligamentos.

Entre os comentários, usuários reivindicavam a valorização da vida dos animais, afirmando que eles têm o mesmo direito de existir no planeta. Enquanto outros diziam que nunca mais permitiram tais doces novamente em suas casas. “Parte meu coração ver esses seres inocentes sendo assassinados, escravizados e tendo seus bebês tirados apenas para a ganância humana e nada mais”, escreveram.

Havia ainda os que defendiam o processo, dizendo que os restos e carcaças deveriam ser aproveitados, ao invés de jogados no lixo. “Tudo o que vejo é o uso completo do animal. Nada é desperdiçado. Nós comemos os animais, que são projetados para isso [!]. O que é importante é o bem-estar deles, desde o nascimento até a morte”, disse um deles, acrescentando que o descarte seria desrespeitoso com a espécie, “que nos forneceu sua própria vida”.

De acordo ainda com o Daily Mail, a gelatina de alguns doces é derivada do colágeno, também utilizado na produção de sorvetes, molhos e alguns iogurtes.


Assista também a este vídeo (em inglês) sobre como os refrigerantes prejudicam os dentes:

Vlogueira se torna adventista e conta por quê

quinta-feira, setembro 01, 2016

Vida é ainda mais antiga e Lucy caiu da árvore

Kappelman e sua imaginação fértil
Há situações em que médicos legistas e investigadores não conseguem determinar a causa da morte de alguém, mesmo tendo o cadáver sobre a mesa do necrotério. Há situações em que não se consegue determinar a idade de uma pessoa centenária, quando ela não mais tem em mãos seus documentos originais. Os cientistas desconhecem muitos detalhes sobre a origem e mesmo sobre o funcionamento de criaturas vivas, que podem muito bem ser pesquisadas, investigadas e até dissecadas em laboratório. Mas, quando o assunto é a origem da vida e dos ancestrais dos seres humanos, ainda que isso tenha supostamente acontecido há milhões ou até bilhões de anos, aí, sim, os cientistas evolucionistas sabem tudo! Sabem como surgiram, como se comportavam e até como morreram. Não é impressionante?!

Até parece que há uma “agenda secreta” que determina a publicação de uma notícia evolucionista de quando em quando, para manter a doutrinação das pessoas. A última notícia desse tipo dá conta de que a vida na Terra teria se originado 220 milhões de anos antes do que se pensava até agora. Cientistas australianos revelaram a existência de fósseis que datam de supostos 3,7 bilhões de anos (segundo a cronologia evolucionista, evidentemente). As pequenas estruturas, chamadas de estromatólitos, foram encontradas na Groenlândia e vieram à superfície após o degelo de uma placa no maciço de Isuea, no sudoeste dessa grande ilha.

Segundo o pesquisador Allen Nutman, da Universidade de Wollongong, esses estromatólitos – estruturas fossilizadas “de origem biológica”, de 1 a 4 centímetros – demonstram que a vida emergiu pouco depois da formação da Terra, há supostos 4,5 bilhões de anos. E ele especula que isso permite abrigar a esperança de que uma forma muito básica de vida [sic] pode, em algum momento, existir no Planeta Marte.

Agora note como, com base em evidências mínimas, as especulações vão aumentando. Diz o pesquisador: “Se a vida se desenvolveu tão rapidamente na Terra [ele já assume como fato o que era hipótese], permitindo a formação de coisas como esses estromatólitos, seria mais fácil detectar sinais de vida em Marte.”

Só para lembrar, estromatólitos são formados por cianobactérias, e bactérias, por mais que alguns as chamem de “simples forma de vida”, dispõem de DNA e têm a capacidade de duplicar essa informação genética a fim de se multiplicar. Se elas têm DNA, isso pressupõe complexidade e design inteligente, afinal, informação complexa e específica não surge do nada. É essa informação que garante a vida da bactéria, coordenando suas funções. A bactéria precisava ter desde sempre uma membrana complexa e seletiva, a fim de que seu conteúdo não se dispersasse no meio aquoso, mas que permitisse a entrada de nutrientes. Essa membrana é formada por proteínas bem específicas. Perguntas: O que surgiu primeiro: o DNA que sintetiza as proteínas? As proteínas que formam o DNA? A membrana que mantém as organelas protegidas? As organelas das quais a bactéria e sua membrana dependem para existir?

Segundo o físico e engenheiro de software Eduardo Lütz, “as informações que guardamos em um computador, incluindo o sistema operacional, programas e dados, são armazenadas em uma peça que chamamos de disco rígido (ou ssd em alguns mais recentes e caros). Isso corresponde ao DNA. A membrana da bactéria corresponde à carcaça do computador. Mas a parte mais complexa do computador nem é o disco rígido nem a carcaça, mas, sim, o processador, que precisa de mecanismos auxiliares, como a memória de trabalho e circuitos para acessar dispositivos como disco rígido, teclado, tela, usb, etc. O mesmo se aplica à bactéria. Ela tem DNA e membrana. Existem realmente programas altamente complexos armazenados no DNA, mas a parte mais complexa é a que acessa, interpreta e executa esses programas. O DNA sozinho não faz coisa alguma. Depende de muitas organelas e nanomáquinas (enzimas) para que as instruções nele armazenadas possam ser lidas e executadas.

Mas, para piorar o cenário, o tal “surgimento” da vida vem recuando cada vez mais no tempo. Como explicar que vida com tal complexidade tenha “surgido” em um passado tão remoto quanto quase a idade estimada para a origem da própria Terra? Se continuar recuando assim, daqui a pouco não haverá mais tempo para o surgimento e a “evolução” da vida.

Pior mesmo foi o título publicado pelo jornal Extra: “Fósseis do tempo em que a Terra lembrava Marte são descobertos na Groenlândia.” Aqui a especulação chega ao nível hard. Note que o editor do título já parte do pressuposto de que a Terra foi parecida com Marte, algo não provado nem demonstrável, e faz isso com a clara intenção de, depois, afirmar que a vida poderia ter surgido também no planeta vermelho.

A outra notícia, igualmente veiculada nesta semana, tem que ver com a famosa Lucy, a australophitecus que viveu na África há supostos 3,18 milhões de anos. Uma equipe de pesquisadores norte-americanos analisou fissuras nos ossos fossilizados de Lucy, também conhecida como a “avó da humanidade”, e, com base nessa análise, concluiu: Lucy sofreu uma queda de 15 metros. Os ossos foram encontrados em 1974, na Etiópia, e compõem quase 40% de um esqueleto.

John Kappelman, antropólogo da Universidade do Texas, em Austin, chegou a especular o seguinte: “Acho que as lesões são tão graves, que, provavelmente, ela morreu logo após a queda.” Mas tem mais. O pessoal do CSI paleontológico trabalhou pra valer! Também foi encontrada uma lesão no ombro direito de Lucy. Kappelman explicou que “ela esticou os braços no momento do impacto, numa tentativa de amparar a queda”. Não disse? Sabem tudo sobre o ocorrido. Contam com menos de 40% de um esqueleto fossilizado, mas sabem até que a moça pré-histórica esticou o braço para se proteger de uma queda de 15 metros. Sim, 15. Não 10 nem 20.

Como era de se esperar, a “descoberta”, publicada na revista Nature, está sendo criticada por outros cientistas, que dizem que muita coisa pode acontecer a um esqueleto com supostos 3,2 milhões de anos. Na verdade, muita coisa poderia acontecer com o esqueleto, ainda que tivesse “apenas” mil anos. O corpo de Lucy pode ter sido esmagado, antes de ser coberto por camadas de sedimentos, ou ela pode até ter sido soterrada em vida.

Donald Johanson, pesquisador que descobriu Lucy há mais de 40 anos em Afar, na Etiópia, diz que “há uma infinidade de explicações para o osso quebrar”. Ele acrescenta ainda que “a sugestão de que ela caiu de uma árvore não é verificável, nem falseável, e é, portanto, improvável”.

Mas o assunto ganha as páginas de uma revista científica que fecha as portas para artigos de cunho criacionista, e a mídia concede amplo espaço para tantas especulações, negando-se a sequer considerar as evidências favoráveis ao criacionismo.

Quem disse que o mundo é justo?

Michelson Borges