quarta-feira, dezembro 14, 2016

Fóssil “pré-histórico” tem vestígios de cor preservados

Elementos frágeis desafiam a datação
Um fóssil bem preservado encontrado na China ainda contém os compostos biológicos originais que deram ao pássaro de [supostos] 130 milhões de anos sua cor. A descoberta estende o período em que os cientistas pensaram que essas substâncias podiam ser conservadas. A pesquisa foi realizada por especialistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos EUA, e da Academia Chinesa de Ciências e da Universidade de Linyi, na China. Os pesquisadores mostraram evidências de preservação original de queratina e melanosoma nos restos fossilizados do Eoconfuciusornis, uma espécie parecida com o corvo que viveu na China cerca de 130 milhões de anos atrás. Esse é o mais antigo fóssil já descoberto que contém vestígios dessas moléculas. Paleontologistas já haviam encontrado vestígios de organelas contendo melanosoma em penas fossilizadas antes. O problema é que não tinham certeza se os melanosomas, e suas cores associadas, vinham na verdade da criatura preservada ou de micróbios que “atacaram” essas penas durante sua decomposição e fossilização. Mais evidências eram necessárias para separar as duas possibilidades.

Essa evidência agora chegou na forma de queratina, uma proteína fibrosa que protege certas células de danos. “Se esses pequenos corpos são melanosomas, eles devem ser incorporados em uma matriz queratinosa, uma vez que as penas contêm beta-queratina”, observou Mary Schweitzer, bióloga da Universidade Estadual da Carolina do Norte e coautora do estudo, em um comunicado. “Se não pudéssemos encontrar a queratina, então essas estruturas poderiam ser facilmente micróbios, ou uma mistura de micróbios e melanosomas”.

Usando microscópios eletrônicos, juntamente com uma técnica para criar um mapa de alta resolução dos elementos dentro das penas, os pesquisadores foram capazes de mostrar que os traços químicos de melanosomas e queratina no fóssil eram realmente derivados das penas originais. Como conclusão, o sombreado marrom escuro visto nesse fóssil é provavelmente indicativo da aparência e cor do pássaro quando ainda estava vivo.

Os pesquisadores dizem que sua nova técnica tem o potencial de ajudar os cientistas a compreender, em nível molecular, como e por que as penas evoluíram nesses pássaros primitivos. A presença de melanosomas e queratina nesse fóssil sugere que outros poderiam revelar segredos semelhantes. [...]


Nota: Perceba o esforço para salvar a teoria dos fatos: “A descoberta estende o período em que os cientistas pensaram que essas substâncias podiam ser conservadas.” Em lugar de admitir que esses animais possam ter vivido em um tempo não tão antigo quanto pressupõem os evolucionistas, os pesquisadores preferem supor que estruturas e substâncias frágeis possam ter sido miraculosamente preservadas por milhões de anos. Enquanto isso, continuam sem respostas convincentes o mistério de achados cada vez mais frequentes de tecidos moles em fósseis de dinossauros, como este aqui, este aqui e este aqui. Ou mesmo de células sanguíneas em fósseis datados em milhões de anos (confira aqui).



Seria Donald Trump o novo Constantino?

O imperador que cristianizou Roma
Este é um artigo de Blaise Joseph que compara Donald Trump ao imperador romano Constantino e foi publicado pela primeira vez em MercatorNet, em 26 de março, muito antes de Trump conquistar a indicação republicana e derrotar Hillary Clinton. Na época, parecia audacioso e improvável. Agora parece profético. Os cristãos são incapazes de falar livremente. A liberdade religiosa está sob ataque. A sociedade é materialista e imoral. A civilização ocidental enfrenta enormes ameaças, de dentro e de fora. E, aparentemente, o poderoso líder emergente não é santo. Você está pensando nos Estados Unidos de 2016? Não, Roma de 312. O líder é Constantino, que está lutando para se tornar o imperador romano. Constantino tinha muitos defeitos: ele tinha múltiplas esposas e até mesmo matou uma delas, era extremamente ambicioso, e era um general e político implacável. Mas a lenda permanece de que ele teve um momento como um “caminho para Damasco”, teve uma “visão”, converteu-se ao cristianismo, triunfou sobre seus adversários, e se tornou um grande imperador de Roma.

Constantino continuaria não apenas a salvar o Império Romano, mas também a dar liberdade ao cristianismo. Ele assinou o Edito de Milão em 313, dando aos cristãos o direito de praticar sua fé e falar livremente. Isso foi o suficiente para permitir que os cristãos se envolvessem na esfera pública com liberdade, permitindo-lhes assim difundir a mensagem cristã até os fins do Império e cristianizar uma cultura pagã.

O próprio Constantino não era um pilar de virtudes, mas criou o ambiente que deu aos cristãos a liberdade de influenciar a sociedade. Os primeiros cristãos eram perfeitamente capazes de ser eles mesmos influência para a sociedade; tudo o que precisavam do imperador era a liberdade de fazê-lo.

Avançando rapidamente para 2016, podemos ver muitas semelhanças óbvias. A sociedade ocidental tem muitos problemas. Os cristãos conservadores têm as soluções para muitos desses problemas, mas não conseguem articulá-las livremente na praça pública devido à correção política endêmica e ao marxismo cultural.

Aos conservadores não falta vontade, bons argumentos ou defensores articulados. O que lhes falta é a liberdade de falar abertamente sobre questões sociais sem que vingativas multidões do progressismo secular esbravejem por “ofender” determinados grupos de pessoas. Donald Trump é a única pessoa que pode nos dar essa liberdade.

Mas primeiro considere o seguinte:

- Ao afirmar que as crianças deveriam idealmente ter mãe e pai, porque em média elas se sairão melhor nesse ambiente (como apoiado esmagadoramente pelas ciências sociais relevantes), você se torna “homofóbico” (mesmo que a declaração não tenha nada a ver com homossexualidade) e um “odiador” das mães solteiras.

- Explicar que há realmente uma razão biológica e social para que o casamento tenha promovido e protegido, como entre um homem e uma mulher, por milênios (dica: é sobre crianças) o faz “intolerante”.

- Argumentar que a alta taxa de divórcio fere as crianças, e que o divórcio “sem motivos” é responsável por muitos problemas sociais, faz você “viver na década de 1950” e ser um “dinossauro” (mesmo que os dados sociais sobre os efeitos do divórcio sejam indiscutíveis e o próprio presidente Obama o tenha dito).

- Afirmar o fato biológico de que homens e mulheres são inerentemente diferentes faz você “transfóbico” (algo que ninguém sabia que existia apenas alguns anos atrás).

- Apontar que os bebês não simplesmente aparecem magicamente do nada depois de nove meses e podem, de fato, ter direito à vida e à dignidade antes do nascimento faz de você um extremista (porque sim) e um sexista (mesmo que essa afirmação não diga nada sobre as mulheres).

Há muitos outros exemplos. O ponto é que fazer afirmações perfeitamente razoáveis causa tanta indignação que os conservadores desistem ou acabam perdendo credibilidade e tornando-se impotentes em influenciar a opinião pública. Argumentos não são mais considerados em seus méritos, mas antes avaliados com base na medida em que “ofendem” determinados grupos de pessoas. Isso torna a causa cristã conservadora na esfera pública, em última instância, sem esperança. E é aqui que Trump entra.

A América não precisa de um presidente para tecer argumentos para nós. A América só precisa de um presidente para nos dar a liberdade de criarmos nossos próprios argumentos sem medo de ser coagidos pela brigada politicamente correta.

Qualquer outra coisa que você possa dizer sobre Trump, ele é definitivamente politicamente incorreto, e orgulha-se nesse atributo. Ele se recusa a recuar depois de fazer declarações controversas. Ele não se desculpa por ofender os grupos depois de argumentar. Ele se posiciona diante da mídia. Ele é desafiador, apesar de ser difamado por elites políticas, jornalistas e acadêmicos.

Consideremos o exemplo da imigração ilegal. Trump está aproveitando a tendência compreensível dos cidadãos comuns de se tornarem céticos em relação a altos níveis de imigração, especialmente quando há pouca ou nenhuma ordem para o programa de imigração. Durante muitos anos, essa foi uma zona de exclusão, pois aqueles que levantaram a questão foram acusados de “racistas” e ofensores de imigrantes, mexicanos, etc. Trump, no entanto, em menos de um ano, conseguiu dar início a um bom debate sobre o tema, recusando-se a ser diminuído pelos clamores e pedir desculpas a grupos de minorias potencialmente ofendidas. Independentemente das opiniões do leitor sobre a imigração ilegal, é claro que as táticas dos marxistas culturais, usadas no debate sobre imigração, simplesmente não funcionam contra Trump.

Ou tome a questão do terrorismo. Ao contrário de muitos outros líderes cristãos, Trump chama o mal do terrorismo islâmico e do extremismo pelo que é; e procura examinar com sensatez a política de imigração islâmica em massa, a fim de proteger a segurança nacional. Ao fazê-lo, ele novamente superou os slogans da “islamofobia” e do “racismo” para realmente discutir uma questão importante e sensível.

Os conservadores cristãos precisam que exatamente a mesma coisa aconteça com outras questões, como o aborto e o casamento. É assim que Trump poderia ser um grande presidente para cristãos conservadores. Trump é o único candidato presidencial que é capaz de mudar a sociedade para torná-la mais tolerante com discussões robustas sobre questões controversas. Finalmente, com um líder que publicamente mantém as táticas de silêncio da esquerda com total desprezo, seria possível enfrentar os esquerdistas em questões que exaltam os ânimos.

Se Trump se tornar presidente dos EUA [já é] e o líder mais poderoso do Ocidente, ele poderá mudar fundamentalmente a cultura ocidental. Os efeitos de sua presidência iriam muito além das costas e dos muros da América. As pessoas falariam mais livremente sobre uma série de questões. O “politicamente correto”, depois de ser denunciado por Trump uma e outra vez, seria severamente enfraquecido. O marxismo cultural e a política de vitimização ficariam paralisados. Progressistas que buscam fechar o debate perceberão que suas táticas já não funcionam. E após essa transformação fundamental da cena política, os conservadores poderiam finalmente ser livres para expor seu caso no que tange à esfera pública.

Todo o resto seria resultado disso. Nossas universidades se tornariam novamente lugares de aprendizado e de pensamento livre. Melhores juízes, advogados e políticos resultariam disso. A população estaria muito melhor informada porque os debates públicos teriam lugar com menos impedimentos. Isso levaria a sucessos de longo prazo em questões políticas sociais, como aborto e casamento, além, também, de permitir que os cristãos tornem a sociedade ocidental verdadeiramente cristã mais uma vez.

Agora, muitos comentaristas cristãos conservadores e acadêmicos têm falado contra Trump. Por exemplo, um grupo numeroso de acadêmicos católicos e intelectuais públicos, incluindo o professor Robert George, de Princeton, que saiu recentemente com muitas críticas a Trump: todas elas compreensíveis, muitas delas justificáveis e algumas indisputáveis. É perfeitamente legítimo preocupar-se com a súbita mudança de opinião de Trump sobre o aborto, seus comentários anteriores sobre o casamento e a família, sua atitude em relação aos muçulmanos, seu apoio à tortura, e assim por diante.

Pessoas como o professor George são gigantes intelectuais que foram grandes guerreiros em defesa do conservadorismo, mas eles parecem estar perdendo o real cenário desta eleição. Eles querem eleger candidatos que tenham um registro de defender posições conservadoras, como forma de mitigar o controle que os progressistas têm sobre os debates sociais, uma realidade que eles simplesmente aceitam. Mas por que temos apenas que aceitá-lo? Por que não podemos pensar além das linhas e eleger alguém que possa ser capaz de dar um golpe fatal no “politicamente correto” e no marxismo cultural?

Ter um presidente conservador consistente dos EUA seria, sem dúvida, algo bem-vindo. Publicamente, defender uma série de causas cristãs e nomear juízes sólidos, por exemplo, seriam bons resultados em si mesmos. No entanto, há uma quantidade muito limitada de bens que isso faria, quando ainda existe uma cultura que restringe severamente o debate público, particularmente sobre uma série de questões sociais vitais. Os políticos conservadores, os comentaristas e os acadêmicos ainda teriam que pisar com cuidado, diluir seus argumentos e pedir desculpas por ofender as pessoas, enquanto os marxistas culturais tivessem controle sobre o debate público. Nenhuma vitória a longo prazo é possível enquanto esse é o caso.

Basta olhar para os benefícios mínimos sustentáveis de oito anos de George W. Bush, um cristão conservador, no poder. Ele era tudo o que um cristão conservador podia pedir. Ele até tinha um congresso republicano por um período de tempo. Mas o que temos para mostrar dos oito anos em que ele foi presidente? A América é, de alguma forma concebível, mais hospitaleira ao cristianismo e aos princípios conservadores do que era em 2000? Mesmo se você culpar Obama por reverter as boas coisas que Bush fez, então você tem que aceitar que as conquistas de Bush eram tão insustentáveis a ponto de serem praticamente inúteis. Então, qual é exatamente o ponto de eleger outro presidente cristão conservador, afinal?

De um pano de fundo de comércio, Trump é a opção de “alto risco/alto retorno”. Ele poderia acabar conseguindo pouco para o conservadorismo e constranger os conservadores no curto prazo. Mas também é possível que ele afaste o marxismo cultural da esfera pública, permitindo que os cristãos se posicionem livremente por muitas gerações vindouras. [...]

Há também questões legítimas sobre o caráter de Trump, seu temperamento e ego. Trump certamente não é santo. Mas nós realmente precisamos de um santo como presidente dos Estados Unidos agora? Ou precisamos apenas de alguém para liberar a esfera pública para permitir que os cristãos ajudem a tornar todos santos?

Em qualquer caso, alguém acredita seriamente que Trump tem um ego maior do que qualquer outro político? Ele simplesmente se recusa a mostrar a falsa humildade que os políticos têm aperfeiçoado e a população passou a desprezar. Aqui há também uma semelhança com Constantino: como imperador, ele era um indivíduo tão egoísta a ponto de nomear a capital do império, Constantinopla, em homenagem a si mesmo (mesmo Trump não iria tão longe, provavelmente).

Como Constantino, Trump é um humano imperfeito e um líder falho. Mas, assim como Constantino é agora amplamente referido como “Constantino o Grande” por suas realizações como imperador romano e dando liberdade aos cristãos, é possível que um dia Trump possa ser lembrado como o homem que “made America great again” (tornou a América grande outra vez) e reverenciado por cristãos como “o Grande”?

Trump poderia ser exatamente o que os cristãos conservadores precisam agora. Estamos atualmente constrangidos por um ambiente marxista cultural e politicamente correto.

(Blaise Joseph é diretor assistente na Warrane College at the University of New South Wales, onde está cursando um mestrado em Ensino. Bacharel em Comércio, ele tem forte interesse em política social, e escreveu para MercatorNet e Online Opinião sobre casamento e questões familiares; Roman Catholic Man; tradução de Daniel Luiz Miranda)

Nota: Só o tempo dirá se, com Trump, os cristãos terão mesmo essa liberdade. Para o avançamento dos ponteiros do relógio profético, seria interessante que o Vaticano convencesse o novo presidente norte-americano a se unir ao papa nos esforços ECOmênicos para “salvar o planeta” (veja aqui). Aí, sim, seria bem interessante... [MB]

terça-feira, dezembro 13, 2016

Cauda de dinossauro(?) é preservada em âmbar

Mais perguntas que respostas
Nestas primeiras semanas de dezembro de 2016, a revista Current Biology[1] publicou um artigo informando que a primeira cauda de dinossauro com penas foi encontrada preservada no âmbar. A descoberta foi datada com impressionantes 99 milhões de anos. A pesquisa, conduzida pelo paleontólogo Lida Xing, da Universidade de Geociências da China, causou grande impacto e comentários nas redes sociais. Também recebemos diversos e-mails e mensagens sugerindo que a descoberta é a prova final de que dinossauros evoluíram para aves. Então a equação é de fácil entendimento. Se a cauda é de um dinossauro e se ela tinha penas, isso prova que dinossauros evoluíram para aves. Se isso aconteceu, a teoria geral da evolução está certa, e criacionistas estão errados. Porém, essa é uma falsa interpretação da belíssima “joia” encontrada no âmbar. Claro que compreendemos o desespero neodarwinista em desvirtuar as descobertas científicas fazendo com que elas provem algo que não é real. Mas queremos chamar a atenção dos leitores para alguns detalhes dessa descoberta:

1. Era uma cauda de dinossauro ou de uma ave?

O artigo da Current Biology cita “o arranjo espacial dos folículos e penas no corpo, e recursos em escala micrométrica da plumagem. Muitas penas exibem uma curta raque, esguio, com alternância de farpas e uma série uniforme de bárbulas contíguas”.[2] Por que os autores não explicam a estreita semelhança dessas penas com as de aves que vivem hoje? De fato, essa descoberta em âmbar prova que as penas encontradas no registro fóssil são iguais às de hoje em dia, sem transição.

Sabemos que aves já foram classificadas erroneamente como dinossauros. Um caso clássico é o Archaeopteryx que, erroneamente, é apresentado como fóssil transicional da evolução dinossauro-ave. Porém, as evidências mostram que ele é apenas uma ave extinta e não um dinossauro. Os fósseis mostram que o Archaeopteryx tinha uma cauda longa e ossuda como o fóssil apresentado no âmbar. Outra ave extinta que tinha cauda com muitas vértebras é o Shenzhouraptor sinensis, com cerca de 25 vértebras, e nem por isso podemos classificá-la como dinossauro.[2]

2. Seria um réptil com penas?

Olhando para as espécies atuais, não encontramos nenhum réptil com penas. Mas, num olhar no passado, encontramos fósseis de répteis que tinham penas. Não se trata de “fósseis transicionais” nem de “elos perdidos”, mas, sim, de espécies extintas. Um exemplo de réptil empenado é o Longisquama insignis.[4]

3. O que mais o fóssil de âmbar pode nos revelar?

O interessante do texto na revista Current Biology é que eles citam que as amostras foram encontradas com “tecidos moles” e bem preservados. Sugere que vestígios de hemoglobina primário e ferritina permanecem presos dentro da cauda. Como poderiam tecidos moles ser preservados depois de 99 milhões de anos? 

Outra questão que nos chama a atenção é a “sujeira” que foi encontrada junto com as amostras de âmbar. Podemos encontrar detritos e até insetos, como foto acima: uma formiga inteiramente preservada. A pergunta que não podemos deixar de fazer é: Será que essa espécie de formiga não sofreu quase nenhuma evolução em 99 milhões de anos, já que é similar às espécies atuais?

E o que dizer destes outros insetos em amostras de âmbar? Por que são tão semelhantes aos que encontramos na atualidade? Será que os quase 100 milhões de anos de evolução só teriam atingido as demais espécies sobre a Terra ?

4. De onde veio a amostra de âmbar?

A origem do fóssil encontrado é duvidosa. Enquanto fazia compras em um mercado de âmbar em Myanmar (antiga Birmânia), a amostra foi encontrada. Isso é muito preocupante quando falamos em “transicionais”, pois sabemos que a credibilidade da amostra é muito importante. Já tivemos problemas com anúncios desse tipo de amostras duvidosas.[5]

Conclusão: antes de considerarmos o achado um “elo perdido” ou “fóssil transicional”, temos que fazer um verdadeiro estudo sobre a evidência encontrada. Neodarwinistas tendem a pregar o evolucionismo como se fosse religião, ignorando até as leis mais óbvias da ciência.

A amostra provavelmente é de uma ave extinta com cauda, e isso não tem nenhum segredo evolutivo ou transicional escondido. O que criacionistas podem comemorar é o fato de mais uma vez evidências científicas mostrarem que não houve a macroevolução mitológica pregada. A descoberta mostra tecidos moles preservados, penas e insetos que não demostram evolução nem sinal de transição.


Referências: 
1. PUBLICAÇÃO CURRENT BIOLOGY - http://www.cell.com/current-biology/fulltext/S0960-9822(16)31193-9
2. Xing, L. et al. 2016. A Feathered Dinosaur Tail with Primitive Plumage Trapped in Mid-Cretaceous Amber. Current Biology. 26: 1-9.
3. Qiang J, et al. An Early Cretaceous Avialian Bird, Shenzhouraptor sinensis from Western Liaoning, China. Acta Geologica Sinica 2003; 77(1):21-27.
4. Longisquana Insignis  - Jones TD, Ruben JA, Martin LD, Kurochkin EN, Feduccia A, Maderson PF, Hillenius WJ, Geist NR, Alifanov V. Nonavian Feathers in a Late Triassic Archosaur. Science. 2000 Jun 23;288(5474):2202-5.
5. Austin, S. A. 2000. Archaeoraptor: Feathered Dinosaur from National Geographic Doesn't Fly. Acts & Facts. 29 (3). 

Outros artigos relacionados com o assunto: 
Shenzhouraptor sinensis - http://paleoglot.org/files/Ji&_02.pdf

Conselho de um escritor evolucionista

Edward Wilson tem toda razão
Conselho de um escritor evolucionista que deveria ser aplicado por todos os criacionistas: “Tenho várias sugestões, já bem testadas pelo tempo, para pais e professores, inclusive para líderes religiosos que desejem cultivar a competência do naturalista em uma criança. Comece bem cedo; ela já está pronta. Abra as portas para a natureza, mas não a empurre. Pense nela como um caçador-coletor. Ofereça oportunidades para explorar em espaços abertos naturais, ou então em seus substitutos –em exposições, zoológicos e museus. Dê liberdade para que a criança procure, sozinha ou em grupo pequeno de indivíduos com interesses afins. Deixe que perturbe um pouco a natureza, por sua própria conta e sem orientação. Coloque à disposição dela guias de campo sobre as plantas e animais do lugar; binóculos, e até microscópios, se possível em casa, e pelo menos na escola. Incentive e elogie tais iniciativas... Ao final desse processo, o adolescente talvez escolha uma carreira em advocacia, em marketing ou no exército, mas será um naturalista para toda a vida, e vai agradecer a você por isso” (Edward Wilson, Como Educar um Naturalista, “A Criação”, p. 162).

Nota: No século 19, Ellen White já recomendava: “Ao mesmo tempo em que a Bíblia deve ter o primeiro lugar na educação das crianças e jovens, o livro da natureza ocupa o lugar imediato em importância. As obras criadas de Deus testificam de Seu amor e poder. Ele trouxe à existência o mundo, juntamente com tudo que nele se contém. Deus ama o belo; e, no mundo que Ele nos aparelhou, não somente nos deu tudo que é necessário para nosso conforto, como também encheu de beleza os céus e a Terra. Vemos o Seu amor e cuidado nos ricos campos de outono, e Seu sorriso no festivo raio do Sol. Sua mão fez os rochedos semelhantes a castelos, e as montanhas altaneiras. As sobranceiras árvores crescem à Sua ordem. Ele estende sobre a terra o aveludado tapete de verdura, e pontilha-o de botões e flores” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 185).

A única sala de aula para as crianças de oito a dez anos deve ser ao ar livre, entre as flores a desabrochar e os belos cenários da natureza, sendo para elas o livro de estudo mais familiar os tesouros da própria natureza. Essas lições, gravadas na mente das tenras crianças por entre as agradáveis e atrativas cenas campestres, jamais serão esquecidas” (Conselhos Sobre Educação, p. 7).

“As criancinhas devem, especialmente, vir em contato íntimo com a natureza. Em vez de se porem sobre elas os grilhões da moda, achem-se elas livres, como os cordeiros, para que brinquem à suave e amena luz solar. Mostrem-se-lhes os arbustos e flores, a relva rasteira e as altaneiras árvores, e familiarizem-se com suas lindas, variadas e delicadas formas. Ensinai-as a ver a sabedoria e o amor de Deus em Suas obras criadas; e, expandindo-se-lhes o coração com alegria e grato amor, unam-se elas aos pássaros em seus cânticos de louvor” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 188).

Que bom que as “pedras” estejam clamando. Mas que pena que precisemos ouvir delas, enquanto temos tanta luz concedida por Deus. Voltemos aos conselhos inspirados! [MB]

Dr. Kirk Durston encosta na parede os críticos do DI

Saiam dessa agora?
Uma pergunta importante a ser feita àqueles que negam, supostamente em bases científicas, o Design Inteligente envolvido na origem e diversificação da vida é esta: “Qual método científico você usou para testar Design Inteligente? Se você não tem nenhum método científico para testar Design Inteligente, então você não pode afirmar em bases científicas que o Design Inteligente não esteve envolvido” (Kirk Durston, PhD Biophysics).

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Pano rápido, pois alguns críticos e oponentes do Design Inteligente, especialmente da Nomenklatura científica e da Galera dos meninos e meninas de Darwin, ficaram numa sinuca de bico epistemológica! Fui, nem sei por que, vendo cada vez mais as proposições do DI serem lógica e cientificamente confirmadas.”

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Terremoto na Nova Zelândia cria muro de 4,5 metros

Transformação rápida
Um brusco movimento de terra produzido perto do epicentro do terremoto em Kaikoura, a cerca de 965 quilômetros de Christchurch, levantou um enorme muro de 4,5 metros de altura, em meio aos bucólicos campos da região. Os cientistas da Universidade de Canterbury (UC) analisaram a área depois do terremoto de 14 de novembro e ficaram assombrados com o novo muro que havia surgido. A Dra. Kate Pedley, da UC, explicou que os cientistas estão tentando encontrar as rupturas ocorridas na região ao redor do epicentro original, e acrescentou: “Talvez não sejam tão chamativas quanto as que surgiram ao norte de Kaikoura, mas trata-se de uma área de três quilômetros de largura, onde há diversas falhas e estruturas.” “Felizmente, nas regiões ao sul e a oeste de Waiau não ocorreram grandes mudanças. A estrutura a noroeste foi a que mais sofreu.” “Os deslocamentos de rochas, os deslizamentos de terra e as depressões foram incríveis.”

A força do terremoto foi tamanha que criou uma represa no rio Leader. O Dr. Clark Fenton, professor adjunto de engenharia biológica, explicou que visitar o terreno rapidamente seria fundamental para coletar a maior quantidade possível de dados. Ele também comentou: “Identificamos deslocamentos espetaculares de falhas ao longo da Leslie Hills Road, no extremo oriental de Emu Plain.” “Essa área também sofreu uma extensa liquefação do solo, o que causou muitos danos às estradas locais.”


Nota: É mais um golpe no pensamento uniformitarista segundo o qual as transformações topográficas ocorrem ao longo de milhões de anos, numa tentativa de reforçar a tese de que a Terra seria extremamente antiga, supostamente justificando, assim, o tempo requerido para que tenha havido o surgimento e a evolução da vida. Um único terremoto é capaz de causar uma tremenda mudança topográfica. Imagine do que seriam capazes múltiplos e intensos terremotos, seguidos de devastadores tsunamis, no cenário catastrófico do dilúvio de Gênesis! [MB] 

Uma resposta aos abortistas

sexta-feira, dezembro 09, 2016

Pequenas concessões, grandes tragédias

O que garante um voo seguro?
A ferida permanecerá aberta por muito tempo, e só Deus mesmo pode confortar devidamente as pessoas que perderam um ente querido vitimado pela tragédia aérea que levou à morte 71 pessoas em uma montanha na Colômbia, na madrugada do dia 29 de novembro de 2016. Os fideístas chegam ao ponto de dizer que “foi Deus que quis”. Será mesmo? A verdade é que a fatalidade poderia ter sido evitada se não tivesse havido uma série de pequenas concessões. A primeira concessão talvez tenha sido fruto da ganância misturada com autossuficiência. O piloto do Avro RJ-85 sabia que a autonomia de voo desse tipo de avião é de 3.000 km, e sabia também que a distância em linha reta entre os aeroportos de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Medelín, é de 2.975 km. Portanto, uma margem muitíssimo pequena e uma probabilidade muito alta de, em alguma eventualidade, a aeronave ficar sem combustível. Foi o que aconteceu naquela fatídica madrugada.

Num plano de voo adequado, é preciso que haja combustível suficiente para, se não for possível pousar no aeroporto de destino, voar até o aeroporto mais próximo dali e ainda ter combustível para mais cerca de 40 minutos de voo. Resumindo: é preciso ter combustível de sobra. O plano de voo tinha pelo menos cinco advertências, mas os responsáveis pela LaMia garantiram que não havia problema, que eles tinham experiência nesse tipo de voo. E foram autorizados. O plano previa a necessidade de reabastecimento em Bogotá, mas o piloto ignorou isso.

Concessão 1: plano de voo com falhas.
Concessão 2: autorização das autoridades bolivianas.
Concessão 3: não reabasteceram em Bogotá.
Concessão 4: demora em admitir a gravidade do problema.
Resultado: queda do avião e morte de 71 pessoas.

Isso faz lembrar do texto bíblico de Cantares 2:15: “Apanhem para nós as raposas, as raposinhas que estragam as vinhas, pois as nossas vinhas estão floridas.” Pense em algumas “raposinhas”, pequenas concessões que vão “corroendo” a vida e que podem levar a uma tragédia. Sugiro quatro áreas básicas da vida que frequentemente são afetadas negativamente por “pequenas concessões”:

Trabalho

E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” (Colossenses 3:23).

“Devemos ser fiéis nas coisas pequeninas. Aquilo que merece ser feito, merece ser bem-feito. Seja qual for a sua obra, executem-na fielmente. Falem a verdade a respeito dos mais insignificantes assuntos” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 145).

1. Devemos ser fiéis no pouco.
2. Fazer bem feito o que tem que ser feito.
3. Falar sempre a verdade e agir com correção.

Toda e qualquer mentira traz em si algo suficientemente nocivo para atrapalhar a saúde mental de quem a pratica. Se partirmos do pressuposto de que a verdade liberta, a mentira é exatamente o que aprisiona. É uma prisão silenciosa, marcada no tempo, na memória, no hábito e, portanto, no caráter.

Ela pode iludir facilmente vendendo a ideia de caminhos mais curtos e fáceis, mas ela cobra os juros mais altos possíveis: os juros emocionais silenciosos de uma mente incoerente alimentada com mentiras cotidianas.

Quanto menos verdade alguém vive, menos coerência nas atitudes a pessoa cultiva e menos saúde mental ela pode colher. Saúde mental pressupõe honestidade consigo mesmo e com o outro, diálogo verdadeiro e interessado, comunicação franca e aberta, interesse legítimo, intenção autêntica, palavras inteiras, pessoas em busca de um convívio completo.

A verdade em qualquer nível promove saúde mental. Santificação é a autorização cotidiana que Deus recebe de mim para que todo tipo e tamanho de mentira seja varrido da minha vida. À medida que alguém cultiva a verdade, colhe coerência e, por consequência natural, saúde mental. 

Mesmo que venhamos a sofrer por isso, devemos sempre ser verazes e corretos. Nada de minimizar o que é errado, como, por exemplo, “roubar” a internet ou a TV por assinatura do vizinho; levar materiais do escritório; contar “mentirinhas” para se beneficiar; viver sob o lema do “jeitinho brasileiro”.

Lembre-se de que “a maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Ellen G. White, Educação, p. 57).

Saúde

Cuidar da saúde é um dever religioso (3 João 2): “A transgressão da lei física é transgressão da lei de Deus. Nosso Criador é Jesus Cristo. Ele é o autor de nosso ser. Criou a estrutura humana. É o autor das leis físicas, assim como da lei moral. E o ser humano que se descuida, que descura dos hábitos e práticas atinentes à sua saúde e vida física, peca contra Deus” (Ellen G White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 43).

“Raposinhas”: água, luz solar, respiração, alimentação saudável, exercício físico, repouso, temperança, verdadeira religião. O descuido no uso de qualquer um desses “remédios” pode trazer problemas ao organismo, que é templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19).

Família

É na família que as “raposinhas” e as concessões causam os maiores estragos. Primeiro, porque o lar nos deixa mais à vontade para ser quem realmente somos; segundo, porque Satanás tem grande interesse em destruir as famílias. A força de uma família começa com uma relação conjugal forte, cheia de amor, madura e abençoada.

Dez mandamentos do casamento feliz:

1. Protejam seu dia livre a todo custo e passem-no juntos como casal e como família. Nada é mais importante que o tempo que passam juntos.

2. Jantem juntos. Mesmo que tenham uma comida simples, transformem isso em uma ocasião especial. A conversa durante o jantar é para compartilhar e evocar recordações. Os assuntos de rotina podem ser comentados outra hora.

3. Deitem-se ao mesmo tempo. Nada debilita a intimidade com maior rapidez do que se deitar em horários diferentes. Esse é também um momento para compartilhar e pôr-se em contato.

4. Não guardem rancor. Se insistirem em guardar as ofensas do passado, envelhecerão prematuramente e destruirão qualquer oportunidade de desfrutar o presente. A única esperança para o casamento está na capacidade de perdoar e esquecer.

5. Não tirem férias separados. As experiências compartilhadas unem firmemente, enquanto as experiências separadas distanciam um do outro. O tempo é um dos recursos mais valiosos no casamento. Não o gastem de forma insensata.

6. Não permitam que nada prive seu casamento da satisfação sexual que Deus criou. O sexo é um dom de Deus que deve ser desfrutado dentro dos vínculos sagrados do casamento. Foi dado como um meio de expressar amor e de proporcionar prazer, bem como com a finalidade de procriação.

7. Orem juntos. Nada é mais íntimo que a relação de uma pessoa com Deus. Ao convidar a esposa ou o esposo a compartilhar dessa experiência, você lhe está abrindo a parte mais profunda de seu ser.

8. Brinquem juntos. K. C. Cole escreveu em Psychology Today: “Apelidos secretos, humor compartilhado, simulação de lutas, isso tudo pode parecer uma série de atividades sem graça, no entanto, podem facilitar ou suavizar transações mais complexas e importantes, mas, potencialmente, dolorosas e até destrutivas.”

9. As pequenas coisas significam muito. Podem estabelecer a diferença entre um casamento medíocre e um casamento realmente bom. Uma mensagem de amor num bilhete ou um lindo cartão com pensamentos românticos. Uma expressão bondosa, ajudar no cuidado das crianças, escutar com atenção dão a sensação de que ele ou ela se preocupa com o outro.

10. Prometam-se mutuamente, não só fidelidade física, mas, também, fidelidade emocional. As necessidades emocionais dos cônjuges devem ser satisfeitas somente no casamento. Não permitam que os amigos, a família ou a carreira satisfaçam essas “necessidades pessoais”. Elas devem ser providas mutuamente e são a fortaleza da relação interpessoal.

O melhor presente e o maior legado que os pais podem dar aos filhos é seu exemplo de amor e de conduta orientados e alimentados por Deus. Os filhos tenderão a reproduzir em seus futuros lares o ambiente em que viveram.

Fatores que ajudam muito na criação e na manutenção de um ambiente feliz e abençoado são o diálogo amigo, as refeições compartilhadas e o culto familiar. Negligenciar essas coisas é como querer fazer um voo seguro sem combustível.

“Vida espiritual”

Coloquei entre aspas o “vida espiritual” porque, na verdade, para o cristão, tudo o que ele faz e cada aspecto de sua vida tem relação com o que é espiritual. Ele coloca Deus em tudo o que faz e vive em comunhão constante com o Criador.

Os três pilares para uma vida espiritual sadia são a oração, o estudo devocional da Bíblia e o testemunho. “Satanás bem sabe que todos quantos ele puder levar a negligenciar a oração e o exame das Escrituras, serão vencidos por seus ataques” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 519). Assim, se quisermos voar em segurança para a pátria celestial, precisamos estar com o tanque da fé bem cheio e reabastecê-lo constantemente. Do contrário, as pequenas concessões levarão à maior de todas as tragédias: a morte eterna.

Combustível de sobra

Quando o assunto é “vida espiritual”, não podemos nos contentar com pouco. Precisamos ter combustível mais que suficiente no tanque. Uma parábola de Jesus que ilustra bem isso está registrada em Mateus 25:1-13. Leia em sua Bíblia, medite nessa história, tire suas conclusões e tome uma decisão.

(Michelson Borges, com colaboração de Bárbara Berti, Nelson Wasiuk, Hélio Martins Furtado de Oliveira e Fernando Dias)

Depois de bruxos e vampiros, é a vez dos anjos caídos

Triângulo amoroso com demônios
Lucinda Price ou simplesmente “Luce” é uma adolescente desajustada que descobre um “fator místico” capaz de justificar sua existência. A história foi escrita para o público adolescente e, portanto, é carregada de romance e aventuras. A fórmula não tem mais nada de novo. Novos, mesmo, são os protagonistas “místicos” da história: desta vez são anjos. O filme Fallen foi lançado ontem e tem como base o best-seller homônimo de Lauren Kete. Na descrição do site da revista Veja, “Luce tem uma relação especial com Daniel Grigori, o clássico bonitão-solitário-enigmático, que, com a sua atitude hostil, esconde seu passado, quando era um anjo e se recusou a escolher um lado na luta entre Deus e o Demônio, em nome do amor por uma mortal (a Lucinda das vidas passadas). Descontente com a situação, Lúcifer jogou uma maldição sobre o casal, pela qual a garota iria morrer sempre que consumasse seu amor por Daniel, que viria a reencontrar pela eternidade, enquanto ele permaneceria vivo e jovem como um vampiro.”

Cam Briel é um anjo partidário de Lúcifer e tudo indica que a função dele era matar Luce, mas ele se apaixona pela moça e passa a lutar pelo amor dela. E assim está criado o triângulo amoroso: Daniel, o misterioso jovem, a mocinha mártir e Cam. O trio principal e os outros anjos caídos – daí o nome Fallen (caído, em português) –, frequentam o reformatório Sword & Cross para adolescentes problemáticos e reduto da juventude criminosa de Angel Groove, a cidade em que se passa a trama.

Em entrevista concedida anos atrás, Kete disse: “Eu não imaginava que histórias de anjos caídos pudessem se tornar tão populares, e tem sido realmente divertido e estranho ver quantos autores estão se debruçando sobre histórias de anjos neste momento. Eu creio num inconsciente criativo coletivo e faz sentido que as narrativas de anjos estejam no centro desse inconsciente coletivo, agora.”

Não há nada de divertido e estranho em brincar com demônios. Discordo de Kete quando menciona o tal “inconsciente criativo”. Acredito que existe por trás dessas histórias um ser bem consciente do que está fazendo ao inspirar escritores cuja temática tem que ver com bruxaria, vampirismo, reencarnação e demônios, sim, porque, se é que as pessoas não sabem, anjos caídos são demônios. Creio em uma clara orquestração cultural diabólica que vem encantando fortemente as gerações nos últimos dez, vinte anos. O que começou com o inocente bruxinho Harry Potter, avançou pelos românticos e belos vampiros e culminou com anjos caídos. Multidões de crianças e adolescentes cresceram lendo livros com essas temáticas. E foram brindadas com a transposição para o cinema de suas histórias favoritas, o que garantiu, também, que mais pessoas fossem “encantadas”, algumas das quais nunca haviam pego esses livros na mão. Numa retroalimentação, os livros alimentaram o cinema que, por sua vez, ajudou a promover maior venda dos livros.

O ápice dessa orquestração satânica chega agora às telas. Fallen tem tudo o que o diabo gosta: relativização do mal; identificação dos leitores/telespectadores com os demônios e sua causa (retomar seu lugar “injustamente” perdido no Céu); reencarnação e vidas passadas; fluxo temporal eterno, sem fim ou desfecho (volta de Jesus e destruição do mal); afastamento dos conceitos bíblicos relacionados com anjos, Deus, grande conflito, etc., substituídos por uma versão mítica, maquiada, distorcida e diabólica. Sem contar a falsa ideia de que anjos e pessoas pudessem permanecer neutros na luta entre o bem e o mal.

Você consegue imaginar a dificuldade em falar da Bíblia para uma geração que foi preparada para ouvir de tudo, menos a verdade? Esse é o desafio dos cristãos nos dias de hoje, e eles têm que encará-lo de frente, por amor aos que vivem e perecem na ilusão da mentira – ilusão tão grande e encantadora que faz com que mesmo jovens cristãos, depois de ler um texto como este, digam: “Nada a ver. É apenas um tipo de diversão sem maiores consequências.”

Somente com o poder do Espírito Santo e com muito trabalho evangelístico contextualizado e focado esse encanto poderá ser quebrado.

Michelson Borges




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quinta-feira, dezembro 08, 2016

Papa volta a criticar os “fundamentalistas”

Contra os "grupinhos" religiosos
O papa Francisco afirmou que a “Europa precisa de líderes” para continuar a defender o lema “nunca mais a guerra” dos fundadores da União Europeia, em entrevista publicada no semanário católico belga Tertio. “Esse ‘nunca mais a guerra’ penso que é algo que a Europa disse sinceramente. [Robert] Schumann, [Alcide] De Gasperi, [Konrad] Adenauer [fundadores da UE] disseram-no sinceramente. Mas depois... Hoje em dia, faltam líderes. A Europa precisa de líderes, líderes que avancem”, afirmou, de acordo com a transcrição literal da entrevista divulgada hoje pelo Vaticano. Francisco garantiu que “esse ‘nunca mais a guerra’ não foi levado a sério”. “Depois da Segunda Guerra Mundial, temos esta terceira que vivemos agora aos bocados. Estamos em guerra. O mundo está fazendo a terceira guerra mundial: Ucrânia, Oriente Médio, África, Iémen...” O papa denunciou que, enquanto se grita contra a guerra, os mesmos países fabricam armas que vendem aos mesmos beligerantes.

“Há uma teoria económica que nunca procurei confirmar, mas que li em vários livros: na história da humanidade, quando um Estado percebia que os seus balanços não avançavam, fazia uma guerra e equilibrava as contas. Ou seja, é uma das formas mais fáceis de enriquecer. Claro que o preço é muito elevado: sangue”, sublinhou.

Francisco retomou nessa entrevista o tema da guerra pela fé e reiterou que “nenhuma religião pode fomentar a guerra”, mas as “deformações religiosas” podem. “Por exemplo, todas as religiões têm grupos fundamentalistas. Todas. Nós também. E destroem com seu fundamentalismo. [...] Sempre há um grupinho”, acrescentou.

O papa defendeu também a “saudável laicidade do Estado”, ao afirmar que, “em geral, o Estado laico é bom. É melhor que um Estado confessional porque os Estados confessionais terminam mal”.

Sobre os meios de comunicação social, o papa advertiu como “podem ser tentados pela calúnia, especialmente na esfera da política; e podem ser usados como difamação”. “Uma coisa que pode ser muito prejudicial nos meios de comunicação é a desinformação. Quer dizer, perante qualquer situação, dizer uma parte da verdade e não a outra”, afirmou. Jorge Bergoglio pediu aos meios de comunicação que não procurem “sempre comunicar o escândalo, as coisas feias, apesar de serem verdade”.

Comentário do amigo Filipe Reis: “Não é a primeira vez – e certamente não será a última – que o papa Francisco se refere à existência de fundamentalistas em todas as religiões, o que naturalmente inclui o cristianismo. Desta vez, é interessante o uso da palavra ‘grupinho’, ou seja, um pequeno grupo, minoritário. Não evito recuperar um texto de Ellen White, no qual a mensageira do Senhor avisou: ‘A igreja remanescente será levada a grande prova e aflição. Os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus, sentirão a ira do dragão e seus seguidores. Satanás conta o mundo como súdito seu, ele adquiriu domínio sobre as igrejas apóstatas; mas ali está um pequeno grupo que lhe resiste à supremacia’ (Conselhos Para a Igreja, p. 361). Dito de outra forma e como já sabíamos, os guardadores dos mandamentos de Deus e do sábado, em particular, cumprem à perfeição os requisitos para serem em breve considerados como os ‘deformados religiosos’ ou ‘pequeno grupo de fundamentalistas’ dentro do cristianismo.”

quarta-feira, dezembro 07, 2016

MEC estuda alteração no Enem para sabatistas

Mudança será muito bem-vinda
Floriano Pesaro, secretário de Estado de Desenvolvimento de São Paulo, fez uma solicitação formal nesta quarta-feira para Mendonça Filho, ministro da Educação, para que o Enem não seja realizado aos sábados. “Muitos alunos praticam religiões que impedem que escrevam durante o sábado sagrado, ficando impedidos da realização da prova ou diante de uma injusta escolha entre a obediência a sua fé e o exame tão importante em sua vida”, afirmou Pesaro. O ministro afirmou que as mudanças para os estudantes sabatistas estão sendo estudadas. [Veja no vídeo abaixo o posicionamento do ministro sobre os sabatistas e o Enem.]

(Direto da Fonte, O Estado de S. Paulo)