domingo, fevereiro 11, 2018

Histórias bíblicas na cultura dos povos pré-colombianos

Ao analisar os registros históricos preservados por nativos pré-colombianos percebemos que eles acreditavam em um Criador Supremo e que suas lendas registram um dilúvio global. Percebemos também que muitos detalhes des­sas lendas são estranhamente parecidos com as narrativas bí­blicas do Gênesis, sendo inevitável uma associação com as terras e os povos da Bíblia. Depois de considerar vários povos antigos, a conclusão mais plausível é a de que boa parte dos nativos americanos herdaram da cultura mesopotâmica tradições que mostram claramente sua ligação com esta cultura e ainda a relacionam com tradições hebraicas. Esta similaridade se dá não só pela semelhança das lendas nativas com as histórias bíblicas, como também por alguns rituais. A seguir, apresentaremos alguns trechos bem curiosos de registros históricos que encontramos ao longo de nossa pesquisa.

A criação do Mundo - Os nativos peruanos e andinos preservaram relatos bíblicos sobre a Criação do Mundo, Adão e Eva e sobre Noé e sua mulher: “Isto é o que contam os índios peruanos acerca de sua origem, de acordo com a lista dos autores mencionados acima. Do qual o que podemos vender por verdade é que, sem dúvida, os índios tiveram notícias da Criação do mundo e da formação de Adão, Eva, da Inundação e de Noé e sua mulher” (García, 1729, p. 334, 335).

Figura 1: Escudo inca, um símbolo que retrata e registra a origem desse povo, mostrando que eles saíram de uma montanha após o dilúvio (Fonte: Poma de Ayala, 1941).

Alguns conceitos de saúde do Éden bíblico - Aqui percebemos como os Incas viviam mais de cem anos, comiam pouca gordura e outros alimentos, e casavam tarde: “De como esses incas e demais senhores. Principais ou yns. As pessoas particularmente antigas fizeram e aumentaram sua saúde e anos de vida entre 250 e 150 anos, eles duravam tanto porque tinham uma ordem e regras de seguir e criar seus filhos. Quando garoto, não lhe deixavam comer coisa de sebo [gordura] ou nada de mel ou pimenta, sal e vinagre, nem lhe deixavam ter meninas nem dormir com uma mulher até ter cinquenta anos, nem se sangrava e se purgava [expurgava, limpava] todos os meses com três pares de bilca tauri [sementes purgativas usadas pelos Incas, feitas em líquido, usadas como medicamento oral para induzir o vômito em rituais] e misturado com macay [erva medicinal purgativa] que se tomava pela boca a metade e a outra metade se fazia enema [líquido que se introduz no ânus]; com isso, aumentaram a saúde e a vida. Até os trinta anos não tinham mulher, nem marido, nem cargo e, assim, tinham grande força para guerrear” (Poma de Ayala, 1941, p. 118, 119).

Figura 2: Capa do livro El Primer Nueva Corónica y Buen Gobierno, de uma edição de 2011, porém o desenho é o mesmo da versão original (Fonte: Poma de Ayala, 1941).

Alimentação apenas duas vezes ao dia - Isolados na América, alguns grupos mantiveram os costumes após o dilúvio. A refeição principal era a da parte da manhã e sucos e líquidos durante todo o restante do dia e um lanche no meio da tarde, exatamente como aconselha a escritora norte-americano Ellen White: “Como isso era conhecido, o Atabalipa pediu que lhe dessem de comer, e ele ordenou que todo seu povo fizesse o mesmo. Era costume comer pelas manhãs, e assim todos os nativos desse reino. Os Senhores, depois de ter comido, como digo, passavam o dia todo bebendo até a noite que comiam poucas coisas (Pizarro, 1917, p. 31).

Leis do Antigo Testamento - No trecho a seguir, extraído do livro Historia General del Perú, pode-se perceber semelhanças entre as leis dos Incas e a lei de Levítico: os incas não comiam sangue: “Que os da cidade de Cuzco de forma alguma comessem sangue ou qualquer coisa feita dele. Os leprosos e aqueles que eram porcos, sujos e nojentos, que os expulsassem do meio do povo, para que não contaminassem a outros, e o mesmo para aqueles que tinham enterrado algum falecido em sua casa. Ele ordenou que aqueles que derramassem a semente genital [esperma] fossem expulsos da cidade por um mês e, no início do outro mês, retornassem à cidade e que o pontífice ou o feiticeiro fizessem sacrifícios por ele e ou o que estivesse dormindo houvesse feito o mesmo, e primeiro entrassem desnudo em água fria e se lavasse. Que as mulheres tivessem ou andassem com companhia e vivessem honestamente. Os senhores ou ricos poderiam ter quantas quisessem e pudessem sustentar desde que fosse com o consentimento do Inca” (De Murúa, 1962, [Fol. 247], p. 90).

Neste trecho é possível perceber que, mesmo antes dos hebreus, o sangue tinha significado: “Os pontífices e os sacerdotes das huacas [santuário, templo] sacrificavam e ofereciam uns carneiros, que tinham dedicado para esse fim [sic], branco, sem mancha ou defeito [sic] qualquer” (De Murúa, 1962, [Fol. 256], p. 104).

Notamos também que eles vieram à América logo depois do dilúvio, centenas de anos antes de Abraão. Naquela altura, a lei já estava estabelecida (seja oral ou escrita) e podemos notar isso por meio da sua guarda do sábado: “Quanto ao terceiro preceito de santificar o sábado, eles tinham suas festas em dias designados, nos quais faziam grandes sacrifícios, e eles descansavam, particularmente no Peru. Os índios Totones, que são da Nova Espanha, estavam obrigados a ir ao Templo no sábado, à cerimônia que acontecia lá e ao sacrifício que ofereciam aos seus deuses” (García, 1729, p. 114).

Figura 3: Capa do livro Origen de los Índios de el Nuevo Mundo, e Indias Occidentales (Fonte: García, 1729).

Torre de babel - Várias tradições similares à da Torre de Babel são encontradas na América Central. Uma em especial relacionada aos Astecas diz que Xelhua, um dos sete gigantes salvos do dilúvio, construiu a Grande Pirâmide de Cholula – na América central – para desafiar o Céu. Os deuses destruíram-no com fogo e confundiram a linguagem dos construtores. No livro Ophiolatreia vemos o seguinte:

“Quando as águas diminuíram, um dos gigantes, chamado Xelhua, apelidado de ‘Arquiteto’, foi a Cholula, onde, como memorial do Tlaloc, que serviu para um asilo para si e para seus seis irmãos, ele construiu uma colina artificial em forma de uma pirâmide. Ele ordenou que os tijolos fossem feitos na província de Tlalmanalco, ao pé da Serra de Cecotl, e, para carregá-los até Cholula, ele colocou uma fila de homens que os passou de mão em mão. Os deuses viram, com ira, um edifício cujo topo chegava às nuvens. Irritado pela tentativa atrevida de Xelhua, lançaram fogo na pirâmide [na tradição asteca seriam meteoritos ‘que haviam caído do céu envolvidos em uma bola de fogo’]. Numerosos trabalhadores morreram. O trabalho foi interrompido e o monumento foi depois dedicado para Quetzalcóatl” (Jennings, 1889, p. 63).

Figura 4: Segunda Edad. (vida no segundo milênio após o dilúvio). É curioso que as construções de pedra já estavam em pé. Isso significa que as construções megalíticas não foram obra dos Incas (Fonte: Poma de Ayala, 1941).

Uma inscrição original em Nahuatl, a língua asteca, que havia sido escrita pelo escriba nativo, abaixo de uma ilustração nativa encontrada no templo de Cholula, dizia: “Nobres e senhores, aqui vocês têm seus documentos, o espelho do seu passado, a história de seus antepassados, que, fora de medo de um dilúvio, construiu este lugar de refúgio ou asilo para a possibilidade de recorrer a tal calamidade” (Nuttall, 1901, p. 269).

Outro relato, atribuído pelo historiador nativo Fernando de Alva Cortés Ixtilxochitl aos antigos Toltecas, diz que depois de os homens terem se multiplicado após um grande dilúvio, eles erigiram um alto zacuali ou torre, para se preservarem no caso de um segundo dilúvio. Contudo, as suas línguas foram confundidas e eles foram para diferentes partes da terra (Ixtilxochitl, 1640).

O Sol “parou” por mais de 20 horas - Josué 10:12-14 relata um episódio que teria acontecido cerca de 1400 a.C.: No dia em que o Senhor entregou os amorreus aos israelitas, Josué exclamou ao Senhor, na presença de Israel: ‘Sol, pare sobre Gibeom! E você, ó Lua, sobre o vale de Aijalom!’ O Sol parou, e a Lua se deteve, até a nação vingar-se dos seus inimigos, como está escrito no Livro de Jasar. O Sol parou no meio do céu e por quase um dia inteiro não se pôs.” 

O incidente, cuja singularidade é reconhecida na Bíblia (“Não existiu nenhum dia como esse, antes ou depois”), ocorreu do outro lado da Terra, em relação aos Andes situado na América do Sul, descrevendo um fenômeno oposto, mas complementar astronomicamente ao que ocorrera no Peru. Ao contrastarmos os dois relatos, percebemos que, em Canaã (Oriente Médio), o Sol não se pôs por cerca de vinte horas; nos Andes, o sol não se levantou pelo mesmo período de tempo (Sitchin, 1990).

Segundo Montesinos, quando “os bons costumes foram esquecidos e as pessoas se entregaram a todos os tipos de vícios”, houve um dia em que “não houve aurora por vinte horas” (Montesinos, 1882). Em outras palavras, a noite não terminou no horário de sempre e o nascer do sol foi adiado durante vinte horas. Depois de grande comoção, confissões de pecados, sacri­fícios e orações, o sol finalmente apareceu. No livro Memorias Antiguas Historiales y Políticas del Perú, encontra-se a seguinte citação: “Nos tempos do rei Titu Yupanqui Pachacuti “dizem os antigos amautas, e estes aprenderam com seus patriarcas e preservaram na memória pelos seus quipos [sistema binário ou código de leitura] para eterna memória, que o sol se cansou de caminhar e se escondeu dos vivos, e como castigo sua luz sumiu por mais de vinte horas. Os índios gritaram chamando a seu pai o Sol; fizeram grandes sacrifícios para acalmá-lo, oferecendo muitos cordeiros e donzelas e moços, e quando saiu a luz do Sol após as horas mencionadas, lhe agradeceram pelas bênçãos recebidas” (Montesinos, 1882, p. 57, 58).

Figura 5: Um Amauta usando um “quipu”; embora o desenho seja o da versão original, esta imagem foi retirada de uma reedição de 2011 (Fonte: Poma de Ayala, 1941).

Houve muitas interpretações desse fenômeno por cientistas. Em um estudo recente, os pesquisadores atribuíram o evento a um eclipse, aliás acreditam que podem ter identificado a data do mais antigo eclipse solar já registrado. (Humphreys e Wadington, 2017) De acordo com eles, “essa interpretação é apoiada pelo fato de que a palavra hebraica traduzida como ‘parado’ tem a mesma raiz que uma palavra babilônica usada em textos astronômicos antigos para descrever os eclipses”. Eles sugerem que o evento tenha ocorrido no dia 30 de outubro de 1207 a.C. - exatamente 3.224 anos atrás. Para tanto, os pesquisadores da Universidade de Cambridge usaram uma combinação de texto bíblico e texto egípcio antigo para entender a data do suposto eclipse solar.

Em outro estudo, com base em dados obtidos da Nasa, cientistas da Universidade Ben-Gurion do Neguev, em Berbesá, Israel, descobriram não apenas que o relato bíblico descrito em Josué 10:12-14 realmente aconteceu, como também, segundo eles, o dia e a hora exatos do fenômeno (Yitzchak, Weistaub e Avneer, 2017). A equipe de cientistas, chefiada pelo Dr. Hezi Yitzhak, também interpretou o acontecimento como sendo um eclipse, e que ele teria acontecido exatamente em 30 de outubro de 1207 a.C., às 16h28.

Para tanto, os pesquisadores interpretaram a palavra hebraica “dom” como “tornou-se escura” em vez do que tradicionalmente significava como “ficar parado”. Com base nos dados obtidos, eles descobriram que apenas um eclipse aconteceu entre os anos 1500 e 1000 a.C., o que coincide com a chegada dos israelitas ao local onde ocorreu a batalha descrita na Bíblia. Os resultados desse estudo foram publicados na revista Beit Mikra: Journal for the Study of the Bible and Its World.

Para mim, esse fenômeno não pode ter sido um eclipse, porque nenhum eclipse dura tanto tempo. Além disso, os povos incas tinham conhecimento de tais eventos periódicos. A história não diz que o Sol desapareceu. Apenas afirma que “não houve aurora” por vinte horas. Foi como se o Sol, onde quer que tenha se escondido, tivesse parado.

(Everton Alves e Irwin Susanibar)



Referências:
De Murúa, Martín. Historia General del Perú, Origen y descendencia de los incas. V. 1. Colección: Fondo Antiguo - Aurelio Miró Quesada. Madrid: Impr. Don Arturo Gongora, 1962.
García, Gregorio. Origen de los indios de el Nuevo Mundo, e Indias Occidentales. Segunda Edición. Colección: Fondo Antiguo. Madrid: En la imprenta de F. Martinez Abad, 1729. 336p.
Humphreys, Colin; Wadington, Graeme. Solar eclipse of 1207 BC helps to date pharaohs. Astronomy & Geophysics 2017; 58(5):5.39–5.42.
Ixtilxochitl, Fernando de Alva Cortés. Historia Chichimeca. 1640.
Jennings, Hargrave. Ophiolatreia: An Account of the Rites and Mysteries Connected With the Origin, Rise and Development of Serpent Worship. Capítulo 6. Privately Printed, 1889. 103p. Disponível em: https://archive.org/details/ophiolatreiaacco00nppr
Montesinos, Fernando de. Memorias antiguas historiales y políticas del Perú. Madrid : Impr. de M. Ginesta, 1882. 259p.; essa primeira obra foi copiada de um manuscrito do ano 1644 que se encontra na biblioteca da Universidade Sevilla e cujo título é: “Ophir de España; mémorias historiales políticas del Pirv...”
Nuttall, Zelia. The Fundamental Principles of Old and New World Civilizations. V. 2. Cambridge, Mass.: Peabody Museum of American archaeology and ethnology, 1901. 602p. Disponível em: https://archive.org/stream/fundamentalprin02nuttgoog#page/n14/mode/2up
Pizarro, Pedro. Descubrimiento y conquista del Perú, seguida de la relación sumaria acerca de la conquista por el Padre Fr. Luis Naharro, de la Orden de la Merced. Lima: Impr. y Libr. Sanmartí y Cía., 1917. 213p. Colección: Fondo Antiguo - Porras Barrenechea.
Poma de Ayala, Felipe Guamán. El Primer nueva corónica y buen gobierno. (1615/1616). Colección: Fondo Antiguo. La Paz: Instituto Tihuanacu de Antropología, Etnografía y Prehistoria, 1941. 1169p.
Sitchin, Zecharia. The Lost Realms. Livro 4 da série de Crônicas da Terra. Harper Collins, 1990, 298p. Capítulo 7 “O dia em que o Sol parou”.
Yitzchak, Hezi; Weistaub, Daniel; Avneer, Uzi. A sun in Gibeon, and a moon in the valley of Ayalon - Solar eclipse occurred on October 30, 1207 BC? Beit Mikra: Journal for the Study of the Bible and Its World 2017; 62(1):196-238. Disponível em: http://www.boker.org.il/meida/negev/desert_biking/personal/BM_61-2_196_238.pdf

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

Como os alienígenas saberiam que o Tesla foi feito por Musk?

Neste exato momento há um automóvel flutuando no espaço em direção a Marte! Sim, o Tesla Roadster criado pelo bilionário Elon Musk foi lançado no dia 6 de fevereiro de 2018 da base da Nasa em Cabo Canaveral pelo foguete Falcon Heavy, da empresa SpaceX, também de Musk. Com isso, o empresário provou de maneira incontestável que seu foguete – o mais potente do mundo – é capaz de levar carga pesada para o espaço com preços mais em conta, e ele, claro, vai lucrar bastaste com o frete de satélites e outros equipamentos para vários países. Houve transmissão ao vivo do lançamento e milhares de pessoas puderam assistir no local e registrar o momento histórico. Mas um detalhe passou despercebido de quase todos: uma pequena placa com uma inscrição interessante foi colocada dentro do carro.

Assim que a carapaça metálica do foguete foi liberada revelando o Tesla dentro dele, lindas imagens do planeta Terra começaram a ser exibidas. Na verdade, Musk brindou o mundo com mais de quatro horas de transmissão ao vivo, com ângulos de câmeras diferentes que mostraram o carro de frente, de lado e, dentro dele, o boneco vestido de astronauta que ficou conhecido como Starman.

Uma das declarações de Musk foi esta: “Adoro a ideia de um carro navegando aparentemente sem parar pelo espaço e talvez sendo descoberto por uma raça alienígena milhões de anos no futuro.” E ele realmente tomou providências para que os ETs tivessem certeza de que o objeto foi criado por seres inteligentes: mandou que fosse colocada no conversível uma placa com a inscrição “Feito na Terra por humanos”. Mas isso será evidência suficiente, já que os alienígenas não terão visto qualquer ser humano fabricando o carro?

Claro que será! Sabe por quê? Porque uma frase revela informação complexa e específica, e todo mundo sabe que informação não surge do nada; necessita de uma fonte informante inteligente. Esse é justamente um dos argumentos da teoria do design inteligente e do criacionismo. As digitais apontam para os dedos. A criação aponta para seu criador. Intuitivamente Musk sabe que a lógica da mensagem na frase denunciará imediatamente a origem inteligente de seu brinquedo de quatro rodas.

Aliás, nem seria necessário dizer que o veículo foi feito por seres inteligentes, afinal, ele contém motores, componentes mecânicos e elétricos, peças interconectadas, interdependentes e claramente projetadas para funções específicas (complexidade irredutível), válvulas, cabos, dutos, circuitos, computador de bordo, e muitas outras coisas – coisas igualmente encontradas em um corpo humano, por exemplo, só que com muito mais complexidade, nesse caso.

Essa história me fez lembrar de outra semelhante, ocorrida em 2 de março de 1972. Nesse dia os norte-americanos lançaram ao espaço a sonda Pioneer, com o objetivo de fazer fotos e registrar informações do sistema solar. Por sugestão do astrônomo ateu Carl Sagan, foi colocada na sonda uma placa de ouro contendo uma ilustração com pouco mais de mil bits de informação. A intenção de Sagan, assim como a de Musk, era clara: se algum alienígena inteligente encontrasse a Pioneer e visse a placa de ouro, imediatamente concluiria que o artefato foi feito por pessoas inteligentes, afinal, informação depende de uma fonte informante.

Ok, há lógica nesse pensamento. Mas já que o assunto é informação, pensemos nas células humanas, com suas milhares de máquinas moleculares automatizadas e organelas com funções específicas. Em cada célula do nosso corpo há um bilhão e meio de bits de informação – muito, muito mais do que a informação contida na placa de Sagan. Nosso genoma encheria uma pilha de livros com a altura de uma montanha – muito, muito mais informação do que no Tesla de Musk.

Então, por que tanta gente se recusa a admitir que em cada célula, cada tecido, cada órgão, cada corpo humano também existe uma inscrição? É só olhar com atenção. Está lá: “Feito na Terra por Deus.”

Michelson Borges

quinta-feira, fevereiro 08, 2018

Livro A História da Vida foi estudado por um grupo em Londrina

“Sempre me interessei e achei o tema do criacionismo algo fascinante, mas nunca tinha me dedicado a estudá-lo com profundidade. Meu conhecimento sempre foi superficial e até então não passava do ‘senso comum’ de uma jovem cristã. Contudo, as sérias críticas ao cristianismo e à credibilidade da Bíblia que frequentemente ouvia na universidade – críticas que provinham de professores e colegas de estudo, pessoas que, inclusive, muito admirava pelo caráter humano e seriedade profissional – me incomodavam muito e, especialmente me deixavam angustiada quando eu percebia que não tinha a devida coragem ou as informações adequadas para argumentar a favor daquilo que eu acreditava. Essas situações simultâneas foram alimentando no meu coração um desejo pelo desenvolvimento de algum projeto missionário voltado ao campo acadêmico – algo que contribuiria tanto para com minha formação humana e cristã, quanto com a formação de pessoas em situações semelhantes à minha, bem como de pessoas não cristãs também.

“Contudo, a ideia de formação de um grupo para o desenvolvimento de estudos no campo do criacionismo surgiu no segundo semestre do ano de 2016, quando eu, ao receber a notícia de aprovação no curso de doutorado da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, senti o peso da necessidade e responsabilidade de aprofundamento dos meus conhecimentos em torno do tema das origens, especialmente diante da controvérsia criacionismo x evolucionismo. O sentimento de despreparo para o enfrentamento de possíveis contestações e debates no espaço acadêmico em presença da ignorância difundida socialmente a respeito das questões que problematizam a cosmovisão evolucionista, como modelo ideológico predominante e resguardado no âmbito social, me motivou a buscar formas para promover minha própria aprendizagem e entendimento mais elucidado acerca do tema, assim como também, ao mesmo tempo e da mesma maneira, ajudar outras pessoas na construção de conhecimentos para a avaliação de suas convicções religiosas e científicas.

“Nesse sentido, entrei em contato com pessoas próximas, que sabia que se interessavam pelo tema criacionismo e organizamos nossa primeira reunião para nos estabelecer como grupo no dia 20 de agosto de 2016. Escolhemos realizar um estudo a partir do livro A História da Vida: De onde viemos, para onde vamos, do jornalista Michelson Borges, considerando que o livro trata o tema de forma introdutória e geral, algo necessário e importante para quem está iniciando os estudos no assunto, além do fato de também o livro oferecer um importante referencial bibliográfico para possíveis aprofundamentos teóricos, conforme o interesse dos leitores. Sendo assim, de acordo com a disponibilidade de tempo dos integrantes do grupo, combinamos de realizar reuniões mensais e estudar um capítulo do livro a cada vez.

“Começamos os estudos no mês de setembro. Posteriormente, após o compartilhamento das fotos da primeira reunião em um grupo de líderes jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia da região norte-paranaense no WhatsApp, tive a oportunidade de conhecer o Agrinaldo Jacinto Nascimento Junior, e consequentemente os trabalhos do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB), sobre o qual ele exercia a presidência naquele período. Em seguida, no mês de outubro, participei do “XII Seminário Filosofia das Origens”, realizado no Instituto Adventista Paranaense (IAP), onde também conheci diversos integrantes do Numar-SCB, bem como também da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB). Ainda, após esse encontro, surgiu a ideia e a oportunidade de organizar um evento no Colégio Adventista de Londrina no mês de novembro, com a parceria do pastor Amilton Luiz de Mello, capelão do colégio, e da equipe de direção do Numar-SCB. A ideia do evento consistiu em divulgar o Numar em Londrina, bem como também reunir possíveis interessados no tema do criacionismo na cidade para o crescimento do grupo de estudos e o desenvolvimento de um futuro núcleo.

“Enquanto isso, a cada reunião do grupo de estudos eu tentei esquematizar os tópicos principais do capítulo estudado, como um resumo em uma apresentação das informações em PowerPoint, para anteceder e garantir o conteúdo necessário para a discussão do assunto – considerando a possibilidade de alguém não ter estudado o capítulo. Foi criado também um grupo no WhatsApp para troca de informações, principais notícias, aprendizado e união entre interessados no tema. Nesse grupo do WhatsApp, além dos integrantes que participam das reuniões, também incluímos pessoas interessadas no assunto, a fim de que tenham acesso às constantes informações e notícias criacionistas – inclusive incluímos pessoas de outras denominações religiosas cristãs.

“O estudo sobre o livro A História da Vida, que começou em setembro de 2016, foi concluído em dezembro de 2017. Particularmente, pude perceber que o livro se constitui como um ótimo material para os iniciantes. Como mencionado, ele apresenta as principais temáticas que são fundamentais para entendermos a base da cosmovisão criacionista e os problemas e incoerências da cosmovisão evolucionista. Todas as informações que o autor apresenta estão referenciadas, o que eu achei ótimo, pois além do respaldo teórico para as afirmações apresentadas, também indica as informações básicas da bibliografia que o autor usou, a qual podemos conferir depois. Eu mesma já cheguei a buscar, ler e utilizar algumas das bibliografias utilizadas pelo autor em outros trabalhos pessoais meus.

“Achamos a linguagem do autor, que é jornalista, bem acessível aos leitores jovens. Existem, é claro, temas que pertencem a áreas distantes das quais estamos familiarizados nos estudos e trabalho – como no meu caso, que sou da área da educação e familiarizada com a área de humanas, o entendimento mais satisfatório de assuntos das áreas de exatas e biológicas, por exemplo, é mais custoso –, contudo o empenho na realização de uma leitura prévia aos encontros somado às elucidações e discussões dialógicas proporcionadas no encontro com os colegas estudantes de áreas diferenciadas foram essenciais para a aprendizagem do grupo. Pudemos perceber que o criacionismo se constitui como uma cosmovisão e um modelo de entendimento das origens muito mais amplo e complexo do que imaginávamos. Como visão de mundo, traz implicações determinantes para a construção conceitual sobre temas que se ligam a todas as áreas do conhecimento e da vida humana, como, por exemplo, os conceitos de natureza, vida, família, educação, ciência, religião, sociedade, política, etc.

“A organização temática dos assuntos abordados no livro também foi ótima, uma vez que foi útil para a organização de falas, pelas quais fomos convidados a estar desempenhando em outros espaços – como nos cultos jovens da igreja e em reuniões de outros grupos de estudos. Todas as atividades que realizamos foram experiências de aprendizado em meio a desafios e tentativas de crescimento. Nesse percurso, o trabalho e o apoio que recebemos da direção da SCB, bem como do Numar-SCB foram imprescindíveis para o estabelecimento do grupo e agora para a instauração de um núcleo criacionista em nossa cidade – o Núcleo Londrinense da Sociedade Criacionista Brasileira (Nulon-SCB) –, que está em sua fase inicial de organização. A proposta para o núcleo consiste, principalmente, em promover a difusão do criacionismo na cidade por meio de eventos, palestras e o incentivo pelo desenvolvimento de outros grupos de estudos específicos no tema.

“Entendo que a aprendizagem do criacionismo é algo essencial para qualquer cristão, especialmente para os jovens estudantes. Inegavelmente estamos inseridos em escolas e universidades laicas, e até mesmo ‘religiosas’, onde o evolucionismo, o naturalismo e o relativismo imperam. Embora a ‘criticidade’ seja uma aptidão defendida na maioria dos discursos educacionais para o desenvolvimento das capacidades reflexivas das pessoas, em prol de uma liberdade e autonomia intelectual contra a alienação social, percebemos que muitas vezes essa criticidade permanece apenas nos discursos. Muitos intelectuais que se dizem críticos apenas defendem e transmitem ideias e resultados conclusivos de pesquisas científicas que consideram como verdades, as quais contraditoriamente se baseiam em postulados não empíricos, aceitos de modo não crítico. Nesse sentido, dentro de um espaço acadêmico, onde a cosmovisão evolucionista impera, seu estudo sistemático e rigoroso é importante, inegavelmente. Contudo, o conhecimento e a aprendizagem de perspectivas que vão contra o senso comum, como o criacionismo, são imprescindíveis para o real desenvolvimento da criticidade de uma pessoa e um posicionamento sensato diante das informações e conhecimentos obtidos.

“Enfim, considero o criacionismo um tema extremamente importante, pois, ao se relacionar com a religião, está conectado aos dilemas existenciais que sempre estiveram presentes ao longo de toda a história da humanidade. Se Deus existe, Ele – como nosso Criador, Mantenedor e Salvador –, é o assunto mais importante a ser tomado como reflexão e apreciação crítica na nossa vida – motivo pelo qual é alvo de tantos conflitos e desentendimentos ao longo da história. Para fazermos escolhas inteligentes diante dos conflitos existenciais com os quais nos deparamos e nos envolvemos, precisamos avaliar as possibilidades que existem. Logo, se alguém deseja se posicionar e se declarar como evolucionista ou criacionista, precisa conhecer bem as duas cosmovisões. E, ao contrário do que muitos pensam, Deus não impõe dogmas. Ele é um Deus que presa pela liberdade intelectual. Diante das leis da vida, Ele diz: “Venham, vamos refletir juntos” (Isaías 1:18, NVI).” Marcela Calixto dos Santos

“Estudar o criacionismo para mim é algo especial, pois sempre fui apaixonada pela natureza e estar em meio a ela é um refúgio, uma forma de sentir mais intensamente a presença do Criador e a paz dentro de mim. Aí veio o curso de Ciências Biológicas na minha vida, totalmente evolucionista, tirando a possibilidade de um Criador, de um Designer por trás de toda essa complexidade. Professores que faziam chacotas acerca do meu Deus, que defendem a evolução com tanta intensidade como a de uma religião – como algo absoluto, não dando espaço para outra maneira de pensar. Qualquer coisa que fugisse disso não era bem vista por eles, ou melhor, era considerado ignorância.

“Por diversas vezes eu me senti abalada e confusa durante o curso, de forma que em alguns momentos parecia que as ideias não se encaixavam, embora em outros elas fossem aparentemente convincentes. Por vezes sentia medo de perder minha fé, medo de deixar de crer em Deus. O tempo foi correndo, li um material ou outro sobre o criacionismo, mas não me aprofundei em nada, foram apenas contatos esporádicos. Assisti também a uma ou outra palestra e fiquei nisso. Naquele momento, a maior parte da minha vida estava direcionada para a Universidade.

“Tempos depois, dois anos após formada (como bióloga), passei a participar de um grupo de estudos criacionista na minha cidade. Nele dedicamos nosso tempo à leitura do livro A História da Vida, do Michelson Borges, entre outras atividades direcionadas dentro do tema criacionismo. Estudamos um capítulo por mês e assim o estudo era bem leve. Para mim esses momentos foram especiais. Eu lia o capítulo e também buscava novas referências, textos e vídeos que serviram como material complementar e didático para os momentos de discussão do grupo.

“Os encontros foram sempre muito agradáveis e enriquecedores, pois cada pessoa tem uma vivência, um conhecimento, uma bagagem diferenciada para compartilhar. Nesse espaço nós pudemos aprender uns com os outros, observar novos pontos de vista e ir crescendo inclusive com nossas dúvidas que são um impulso na busca do conhecimento. O livro A História da Vida é como uma introdução ao criacionismo, uma vez que traz uma ideia geral e aborda uma variedade de assuntos que são importantes dentro da temática. Algo interessante que observei no livro foi a vasta lista de bibliografias utilizadas na produção de cada capítulo, o que favorece os estudos de quem deseja aprofundar-se. Esse livro me impulsionou a querer saber cada vez mais, trouxe-me também alegria e certa paz por ver que estou no caminho certo.

“Já comprei diversos livros da área e estou lendo, construindo minha bagagem. Vai ser uma trajetória longa; acredito que de uma vida inteira – estudando, buscando informação e me encantando ainda mais com a grandiosidade e complexidade do Universo e do Deus gigantesco e maravilhoso que está por trás de tudo o que vemos. Quero com o tempo me tornar capaz de ter conversas saudáveis e muito bem embasadas cientificamente com aqueles que pensam diferente de mim e que estão também muito bem embasados em seu modo evolucionista de pensar.

“Sabemos que existem evidencias científicas a nosso favor e que há momentos específicos em que realmente a fé entra em ação, em meio à falta de provas sobre o que acreditamos. Contudo, o detalhe é que isso ocorre não apenas com o criacionismo, mas também com o evolucionismo. Nas escolas e universidades somos levados a pensar que a evolução é um fato. Quando se fala em criacionismo, as visões preconceituosas já começam a aparecer, e isso não dá espaço para conversas saudáveis, até porque muitos dos que se dizem criacionistas não têm embasamento e não sabem defender aquilo em que creem. As pessoas precisam conhecer ambos os lados e ter a liberdade de fazer a própria escolha, sem manipulações.

“Tenho muito o que aprender e estou ansiosa para dar continuidade a isso. É por isso que o livro A História da Vida foi tão especial para mim: ajudou-me a impulsionar essa vontade interior que pretendo seguir adiante com a ajuda de Deus.” Moema Rúbia dos Santos Patriota

“Há muito tempo o criacionismo e aqueles que o professam têm sido ridicularizados. Desde a escola alguns professores criticam intensamente a Bíblia, e no mundo acadêmico a controvérsia entre criação e evolução é ainda mais forte. A pressão é tanta sobre aqueles que creem na criação que inúmeros jovens estão sendo levados a questionar os princípios bíblicos que aprenderam na infância. Nesse contexto, o estudo do criacionismo bíblico é de extrema importância para o cristão, principalmente para o jovem cristão. Existem diversos materiais disponíveis sobre o assunto, entre eles o livro A História da Vida, de Michelson Borges. Ao ler esse livro me deparei com temas diversos que abordam criação e evolução, demonstrando as evidências científicas da criação e do relato bíblico.

“O estudo do livro, além de reafirmar a minha fé, proporcionou-me compartilhar informações com amigos que não creem na Bíblia ou que possuem muitas dúvidas quanto à veracidade dela, e ainda questioná-los com argumentos científicos acerca da evolução. Em um desses momentos, falei com uma amiga sobre os dinossauros e a datação, e depois da nossa conversa ela me disse por WhatsApp que era para eu falar mais com ela sobre esses assuntos porque ela tinha achado muito interessante. Essa experiência foi muito legal.

“O Senhor Deus nos escolheu e nos separou para ‘proclamarmos as virtudes dAquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz’ (1 Pedro 2:9). Nesses últimos dias da história deste mundo Deus deve ser exaltado como o Criador de todas as coisas (Apocalipse 14:7). Por isso, estejamos prontos para responder a todo aquele que questionar a razão de nossa fé (1 Pedro 3:15). Não podemos ser negligentes quanto ao nosso dever.” Danielly Duarte Aguiar

“Quando eu comecei o curso de Biomedicina havia uma matéria que era totalmente evolucionista. Foi aí que eu senti a necessidade de aprender e buscar mais sobre o criacionismo, porque eu não iria conseguir defender ou debater com minha professora nem com meus colegas de classe, com o conhecimento que eu tinha. Eu queria algo mais científico e profundo para poder defender o que acredito, não apenas com ‘achismos’ ou com o que eu ouvi de outras pessoas. Queria mais artigos científicos e fatos.

“Foi então que por acaso fiquei sabendo do Núcleo Criacionista de Londrina e me interessei muito em conhecer. Comecei a ir às reuniões do grupo de estudos e a me interessar mais. Percebi que a cada reunião que eu ia aprendia mais com os debates.

“O grupo me ajudou a entender a visão criacionista de um jeito que nunca havia parado para pensar. Ajudou-me a perceber como o assunto é rico e como tudo aponta para a criação de Deus. E lá também tivemos espaço para debater muitas coisas com visões e conhecimentos diferentes, mas de modo que sempre nos levava a desenvolver, cada dia mais, a convicção sobre a credibilidade do criacionismo e o acréscimo de mais conhecimento para podermos defender isso da melhor forma possível.

“Fico muito agradecida pelo Núcleo, e todo conhecimento que vier será bem-vindo. Acho muito relevante para nós como adventistas obtermos mais conhecimento sobre esse assunto para conseguirmos responder a algum questionamento ou defender o que acreditamos.” Flávia Steiner

“O que me motivou ao estudo do criacionismo? Algumas inquietações pessoais, como: O que dizer da consciência, da moral e da fé? Como afirmar obcecadamente serem esses fenômenos naturais, casualidade? Em questões existências, como alguém pode julgar ‘grande progresso’ para a humanidade a negação da existência e importância dessas faculdades da mente? Se o homem, em toda a sua essência, é fruto da evolução darwiniana, como ignorar a fé, sendo ela um elemento da constituição humana? Não seria essa postura um retrocesso da própria evolução? Por oferecer respostas consistentes a essas perguntas, o modelo criacionista me fascina e me atraiu ao estudo!

“O criacionismo é coerente com os fatos que nos cercam. Mesmo que não responda a todas as perguntas, satisfaz os principais questionamentos existenciais. Por si só, esse entendimento já traz benefícios. A certeza, confiança e esperança, o que traz estabilidade intelectual e emocional. Diferentemente de se crer que ‘algo surge do nada’ – afinal, cadê os fósseis das espécies em transição que deveríamos ver abundantemente? –, de que adianta não ser cético, materialista e evolucionista, se apenas aceitamos que fomos projetados para um propósito, mas ao mesmo tempo não vivemos nem entendemos qual é o propósito? Contraditoriamente, essa é a situação de muitos cristãos. Viver plenamente o que se crê é para mim a maior prova de fé no que se crê!

“O livro A História da Vida, do Michelson Borges, proporcionou um ‘norte’ para mim diante desses questionamentos pessoais. É um material rico na referência de pesquisas e argumentos, do começo ao fim de todos os capítulos. Por meio dele, o grupo de que participo tem usufruído de conhecimento útil e com base científica. Gosto de poder participar de um grupo assim. 

“É interessante que, quando somos postos em contato com pessoas com ideias e formas de pensar iguais às nossas, nos aproximamos mais uns dos outros. Todavia, para nosso crescimento intelectual e social, é mais satisfatório e importante que sejamos também postos em situações de oposição. Isso porque passamos a pensar sob outros ângulos e saímos da ‘zona de conforto’ intelectual. É uma forma de saltamos para uma postura mais inteligente, quanto à nossa visão de mundo e de nós mesmos.” Jonathan Batista Pereira

“Meu interesse pelo criacionismo foi despertado com a participação em um congresso no qual o palestrante foi o Dr. Nahor Neves. A partir de então, passei a estudar o criacionismo por meio da busca de alguns assuntos aleatórios. Com o surgimento do grupo de estudos criacionista em Londrina, meu interesse aumentou.

“Gostei do livro A história da Vida, pois me trouxe uma visão mais clara sobre alguns assuntos pelos quais eu tinha curiosidade, como dilúvio, dinossauros e idade da terra. Embora eu saiba que preciso aprofundar meus conhecimentos nessas áreas, posso dizer que para um leigo esse livro traz uma boa base inicial.” Diego Marques Silva

“É importante estudar o criacionismo pela relação existencial com a transcendência da existência. Tudo o que existe, existe porque está limitado ao espaço e ao tempo; existe porque de algum modo foi criado. Aquele que criou transcende o tempo e o espaço, pois precisa estar fora deles para criá-los. Isso equivale a dizer que estudar a criação em suas características criacionistas – em um tempo e em um espaço nos quais foram criadas todas as coisas, por meios misteriosos e perfeitos – também é dizer que se estuda uma parte do poder do Criador.

“Outra parte de estudos vinculados à criação é que o Criador não se separou da criação, ainda que não pertença à criação em si, pois está fora dela para a construir; Ele Se fez ‘criatura’. Ou seja, além de pertencer à lógica criadora, pertence também à lógica de ‘criatura’, de tal modo incrível que transcende qualquer entendimento e ao mesmo tempo respeita todas as leis criadas.

“Estudar o criacionismo é estudar linguagens matemáticas, filosóficas e sociais da própria existência temporal e espacial do homem, do Universo, e a necessidade de ir além disso para o entendimento real da Vida.” Renata Miranda de Araújo

“Quando fui convidado a participar de um grupo de estudos criacionistas, entendi que diante de mim estava uma séria oportunidade para organizar meus pensamentos a respeito desse tema e solidificar argumentos com os quais eu pudesse, em situação oportuna, defender aquilo que é a base da minha fé: a existência de um Deus Criador e mantenedor de todo o Universo.

“Logo em seguida comecei a pensar na imensa quantidade de jovens bombardeados pela mídia, acuados em escolas, colégios e universidades, onde recebem uma avalanche de argumentos que abalam tudo aquilo em que sempre acreditaram e, sem ter como se defender, no mínimo ficam calados ou, quando não, acabam sendo ridicularizados devido à falta de consistência científica em seus argumentos.

“Um grupo de estudos bem organizado não serve apenas, como muitos querem insinuar, para fortalecer uma crença cercada de mitos e lendas, mas para compartilhar conhecimentos e estruturar pensamentos em torno de uma teoria que também precisa ser considerada e respeitada.

“Se é o nosso desejo hastear a bandeira criacionista, precisamos fazer isso em um mastro firmado em rocha sólida, não apenas sobre os fragmentos e exemplares coletados pelos pesquisadores em sítios arqueológicos, ou construída em cima de fatos e argumentos racionais, mas também pelas evidências encontradas na Palavra, aquela que respalda um ‘assim diz o Senhor’, nossa Rocha Eterna.” Ronnie Roberto Campos

Estudo de galáxias revela mais ordem no Universo


Cientistas pensavam que as galáxias Via Láctea e Andrômeda eram únicas: elas têm anéis de galáxias anãs menores orbitando de maneira que parece sincronizada. Mas quando uma equipe de cientistas recentemente observou outra galáxia, percebeu que ela também parecia pastorear um rebanho de anãs em uma dança estranha e sincronizada. Isso não deveria acontecer. Uma equipe internacional de quatro pesquisadores notou o comportamento na galáxia elíptica Centaurus A, a 30 milhões de quilômetros de nossa Via Láctea. Galáxias anãs deveriam viajar aleatoriamente em torno de sua galáxia-mãe, baseado na teoria padrão de como as galáxias se formam. Ver mais uma galáxia com esse comportamento estranho é altamente improvável e coloca em dúvida o próprio modelo que os cientistas usam para entender estruturas em nosso Universo.

Claro, é de se esperar que se encontre uma galáxia com esse comportamento, disse o autor do estudo, Oliver Müller, da Universidade da Basileia, na Suíça, em entrevista ao Gizmodo. “Mas duas ou três é impressionante. Deveria haver caos puro, e não ordem”, disse Müller. “Encontrar em todos os lugares em que procuramos essa ordem extrema, onde esperamos desordem, é estranho.”

O modelo que físicos usam para explicar o comportamento do Universo desde o Big Bang é chamado de “Lambda-CDM”. Ele é basicamente apenas um sumário do que sabemos sobre o Universo: começou com uma explosão [sic], contém galáxias em uma vasta rede cósmica com vazios entre elas, tem substâncias estranhas chamadas de matéria escura e energia escura, está se expandindo, e essa expansão está se acelerando. O modelo prevê que, durante a formação, as galáxias anãs deveriam tanto aparecer e se mover aleatoriamente em torno de suas galáxias anfitriãs.

A nossa galáxia-natal, a Via Láctea, e a Andrômeda jogaram água no chope desse modelo, com discos de galáxias anãs orbitando-as meio que como os anéis de Saturno. Talvez essas duas galáxias fossem anexos, pensaram alguns. Ou talvez tenha algo de errado com nosso Grupo Local de galáxias, que contém a Via Láctea e a Andrômeda.

Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa de galáxias coletados pelo Telescópio Parkes, na Austrália, para observar a Centaurus A, que não faz parte do Grupo Local. Seu disco de galáxias anãs fica de frente para nós, então os pesquisadores puderam usar o efeito Doppler para ver a luz de 14 galáxias anãs esticada em um lado da Centaurus e triturada no outro. Em outras palavras, parecia que as galáxias anãs estavam se movendo para longe de nós de um lado e em nossa direção do outro, como um disco giratório. Os pesquisadores publicaram essa história na quinta-feira (1) no periódico Science.

Basicamente, os cientistas esperavam que a Centaurus A tivesse aleatoriamente organizado as galáxias anãs, mas, em vez disso, ela pareceu ter um anel de galáxias se movendo em conjunto como a nossa própria galáxia, indo contra as suposições da popular teoria padrão do Universo. As chances de que uma única galáxia tivesse um disco de galáxias anãs coordenadas desse jeito são de um em um mil. As chances de que três galáxias tivessem são muito menores, a menos que nossa teoria da formação das galáxias esteja errada.

Isso provavelmente não atinge nossa teoria da matéria escura, que explica vários dos movimentos gravitacionais misteriosos que vemos no espaço, disse Müller. “Mas vou dizer que é um desafio para a maneira padrão como pensamos sobre a formação desses grupos.” [...]

“A essa altura, existe uma montanha de detalhes contraditórios como esse que nós, na maior parte do tempo, jogamos debaixo do tapete proverbial”, disse McGaugh. “A matéria escura e a energia escura estão por aí há tanto tempo que as pessoas se esquecem de que nós voltamos para elas. Elas são fadas do dente que invocamos no início para fazer as coisas darem certo.” E se ninguém encontrar evidências de matéria escura, disse, então “o paradigma entra em colapso como um castelo de cartas”.

Portanto, talvez Müller e sua equipe tenham encontrado mais um anexo estatístico, ou talvez galáxias isoladas funcionam de maneira diferente de grandes grupos de galáxias. Ou talvez eles tenham encontrado mais um problema com a teoria geralmente aceita da cosmologia.

(Gizmodo)

Leia mais sobre o Universo aqui.

quarta-feira, fevereiro 07, 2018

Óbvio que terraplanistas iam dizer que o lançamento do Falcon foi fake

O lançamento ontem do foguete Falcon Heavy marcou uma nova etapa nas atividades espaciais norte-americanas, com investimentos do bilionário Elon Musk, em parceria com a Nasa. O foguete está levando um automóvel Tesla até próximo da órbita de Marte. Um dos grandes feitos desse lançamento foi trazer de volta à Terra os foguetes auxiliares do Falcon Heavy. Graças a isso e a outros fatores (como o combustível utilizado), o lançamento ficou muito mais barato do que de costume. Enquanto o Falcon subia, câmeras instaladas nele enviavam imagens da Terra, nas quais obviamente se podia avistar a curvatura do planeta (confira). Não demorou muito para os terraplanistas de plantão dizerem que, como sempre, tudo não passava de encenação, de uma conspiração da Nasa (sempre ela), ainda que milhares de pessoas estivessem no local observando e filmando o lançamento e o retorno dos foguetes. 

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terça-feira, fevereiro 06, 2018

Lançamento ao vivo do foguete Falcon Heavy

Falcon Heavy será o foguete operacional mais poderoso do mundo, com a capacidade de levar à órbita da Terra cerca de 64 toneladas métricas - uma massa maior do que um avião 737 carregado com passageiros, tripulação, bagagem e combustível. Falcon Heavy pode levantar mais que o dobro da carga útil do foguete operacional mais próximo, o Delta IV Heavy, a um terço do custo. Seu primeiro estágio é composto por três núcleos de nove motores Falcon 9, cujos 27 motores Merlin geram mais de 5 milhões de libras de impulso, o que equivale aproximadamente a 747 aeronaves. Somente o foguete de Saturno V, lançado pela última vez em 1973, levou mais carga útil para a órbita. Falcon Heavy foi projetado para levar seres humanos ao espaço e restaura a possibilidade de missões tripuladas para a Lua ou Marte.

Como seria o mundo se a Terra fosse realmente plana?

Essa pergunta pode parecer ridícula para muitas pessoas, e sua resposta, óbvia. Ou talvez não? A teoria de que a Terra é plana ganhou adeptos nos últimos anos, com a primeira conferência de “terraplanistas” realizada no fim do ano passado nos Estados Unidos. Há inclusive celebridades de Hollywood que a defendem. E, apesar de haver muitas provas (gráficas e físicas) de que o nosso planeta é redondo, o debate ressurge com frequência. Por isso, a fim de acabar com as especulações, o geofísico James Davis, da Universidade de Columbia, em Nova York, membro do Observatório Terrestre Lamont-Doherty, idealizou um cenário de como seria a Terra se ela fosse de fato plana, tendo como base pressupostos dos terraplanistas.

1. A gravidade. Quem acredita que a Terra tem a forma de um disco parte do pressuposto de que a gravidade exerceria sua força diretamente para baixo, mas não é assim que funciona esse fenômeno. Davis esclarece que, segundo o que sabemos sobre a força gravitacional, ela puxa tudo para o centro. Então, quanto mais longe do centro do disco, mais a gravidade puxaria as coisas horizontalmente. Isso teria efeitos estranhos, como sugar toda a água do mundo para o centro do disco, e fazer com que árvores e outras plantas crescessem diagonalmente, já que elas se desenvolvem na direção oposta à da gravidade. Caminhar também seria uma tarefa complicada, com uma força que nos empurraria rumo ao centro quando tentássemos chegar à borda do disco. Seria como subir uma encosta muito inclinada. [Para resolver esse sério problema, os terraplanistas preferem negar o óbvio e dizer que a gravidade simplesmente não existe. E se dissermos que desde Isaac Newton esse é um assunto resolvido, eles dirão que Newton não existiu ou que era louco ou alquimista ou... O negócio é agir como os evolucionistas e salvar a teoria dos fatos. – MB]

2. O Sistema Solar. O modelo de Sistema Solar que prevalece hoje situa o Sol no centro desse conjunto, onde a Terra circula ao redor da estrela – graças a uma órbita que nos aproxima e nos distancia desse astro de acordo com a época do ano. Os terraplanistas colocam a Terra no centro do Universo, onde o Sol opera como uma lâmpada que irradia luz e calor de lado a outro do planeta, mas não falam de uma órbita. Davis acredita que, sem essa órbita ou a força gravitacional do Sol, nada impediria que o planeta fosse expelido para fora do Sistema Solar. Uma Terra plana teria outra incongruência. Se o Sol e a Lua circulam sobre o planeta, seria possível haver dias e noites, mas não as estações, eclipses e outros fenômenos astronômicos que dependem do formato esférico da Terra. Além disso, o Sol teria que ser menor do que a Terra, caso contrário poderia nos queimar ou cair sobre nós. Davis destaca, no entanto, haver medições suficientes que mostram que o Sol tem 100 vezes o diâmetro da Terra. [Caso o Sol flutuasse dentro da nossa atmosfera – e não sei como ele não teria queimado todo o nosso oxigênio – outra coisa que não haveria aqui é pôr do sol.]

3. Campo magnético. As leis da física que conhecemos hoje em dia estabelecem que o núcleo da Terra gera seu campo magnético. Em um planeta plano, segundo os defensores desse modelo, esse campo não existe. Sendo assim, diz o especialista, não haveria uma atmosfera, o que faria com que o ar e os mares fossem parar no espaço. É o que ocorreu em Marte quando o planeta perdeu seu campo magnético [quanto a Marte, já é especulação]. [Sem campo magnético estaríamos mortos, pois é ele quem nos protege das intensas e letais radiações solares. Ah, esqueci: essas radiações também não existem...]

4. Atividade tectônica. O movimento das placas tectônicas e os movimentos sísmicos são explicados apenas com uma Terra redonda. “Só em uma esfera as placas se encaixam de uma forma sensata”, diz Davis. Os movimentos das placas de um lado da Terra afetam os movimentos no outro lado. As áreas da Terra que criam formações para cima da crosta terrestre, como a Cordilheira dos Andes, são contrabalançadas por outras que formam depressões, como os vales. Nada disso seria explicado adequadamente com uma Terra plana. Não seria possível entender por que existem montanhas ou terremotos. Também teria que haver uma explicação para o que acontece com as placas na borda do mundo. Poderíamos imaginar que elas cairiam, mas os terraplanistas defendem que existe um “muro de gelo” na borda, criado pela Antártida, algo muito difícil de acreditar, opina Davis. [Aliás, não sei por que depois de tantos anos ninguém ainda trouxe uma foto dessa borda e por que nenhum avião bateu lá. Até hoje não conheci nenhum piloto de aviação comercial que se declarasse terraplanista...]

Para concluir, diz o especialista, se vivêssemos em uma Terra plana, não teríamos nenhuma dúvida disso, porque tudo seria muito diferente de como conhecemos hoje.



Saiba mais sobre terraplanismo aqui e aqui.



Streaming oficial para o lançamento do foguete Falcon Heavy, da SpaceX, hoje, às 16h30.

Homens são homens, mulheres são mulheres; o esporte está mostrando

Por mais que os ideólogos de gênero esperneiem, uma coisa é certa: biologia não tem ideologia. Jogadoras de vôlei estão se manifestando contra a participação de homens transgêneros na modalidade feminina do esporte. O que é óbvio, afinal, durante a puberdade essas pessoas sofreram a ação da testosterona e tiveram o corpo preparado para ser homens (conforme destacou a ex-jogadora Ana Paula, neste texto). A jogadora Tandara foi outra que teve coragem de ir contra o “politicamente correto” para destacar o óbvio: um homem sempre terá vantagens sobre as mulheres em termos de força e em outros quesitos, por mais que tenha se submetido a cirurgias e a tratamentos hormonais. Genética e estruturalmente essa pessoa sempre será homem.