quarta-feira, agosto 24, 2016

Templo Satânico quer dar aulas nas escolas dos EUA

Bobos úteis, crianças vulneráveis
Um grupo ateu chamado The Satanic Temple (Templo Satânico) está causando polêmica nos Estados Unidos ao propor que as escolas adotem uma atividade extracurricular chamada “Clubes de Satã” - descrita como uma aula de formação distinta da proporcionada por grupos religiosos. A discussão ganha força por ocorrer no momento em que o ano letivo está prestes a começar nos EUA. É quando pais e filhos falam sobre atividades extracurriculares que as crianças poderão frequentar durante o ano. Há petições do grupo para que as aulas comecem a valer já neste semestre em diversas escolas de cidades como Nova York, Boston e Detroit, segundo o jornal The Washington Post. Mas o jornal explica que o plano do grupo não é promover a adoração ao diabo: o templo rejeita a noção de sobrenatural e defende a racionalidade científica. Satã seria, segundo o grupo, uma “metáfora” para rejeitar todas as formas de tirania sobre a mente.

Ainda de acordo com o grupo, o programa do curso seria formado por aulas de ciências, pensamento crítico, artes e história indígena para crianças do ensino primário. Também haveria exercícios para elevar a autoestima e desenvolver a empatia. Mas o que se sabe sobre o Templo Satânico? O fato de o nome da organização remeter a reuniões clandestinas, nas quais se sacrificam animais e se adora a figura de Lúcifer, provocou receio entre muitos pais de alunos. Porém, o Templo Satânico se apresenta como um grupo ateu cujos objetivos seriam proporcionar igualdade, justiça social e defender a separação entre a Igreja e o Estado. A organização tem sede em Nova York e 20 escritórios espalhados pelos Estados Unidos. [...]

Ali explicou que o grupo usa Satã como mascote por interpretar que, segundo a Bíblia, ele desafiou a autoridade de Deus e foi expulso do Céu. O grupo, na opinião de Ali, enfrentaria situação similar à do personagem bíblico. “De forma similar, nós desafiamos a autoridade intolerante na política, na sociedade e na cultura e somos marginalizados por isso. Além disso, recebemos ameaças de morte pela simples associação com o nome”, disse ele.

O grupo, que diz ter mais de 200 mil membros, afirma não acreditar em seres sobrenaturais e se distancia de conceitos como o medo do inferno e da ira de Deus.
Seus dogmas são [e segue a lista das sete crenças deles].

O Templo Satânico foi criticado por suas atividades, especialmente por organizações cristãs. Alguns dizem que o Templo não é uma organização, mas sim uma espécie de brincadeira, sátira ou simples provocação. Assim, a proposta do grupo de levar sua mensagem para as escolas tem despertado suspeitas, não apenas pela referência ao diabólico, como pelas dúvidas sobre a seriedade da iniciativa. [...]

O grupo diz que baseia seu pedido para dar essas aulas na existência dos Good News Clubs, programas extracurriculares de estudos bíblicos organizados pelo grupo Children Evangelism Fellowship (Sociedade de Evangelismo Infantil). Em 2001, a Justiça dos Estados Unidos determinou que nenhum discurso religioso específico pode ser discriminado nas escolas. “Os evangélicos cristãos, em particular a Sociedade de Evangelismo Infantil, vêm se beneficiando dessa regra desde então”, diz a organização. “Por ser ilegal discriminar religiões concretas ou que se dê preferência a alguma delas, os clubes extraescolares de Satã não podem ser negados onde operem clubes cristãos ou de outras religiões.” [...]


Nota: Ainda que os membros do Templo Satânico se digam ateus, o que estão fazendo, como “bobos úteis”, é criar simpatia por Satanás, e fazendo isso justamente com os mais vulneráveis a essa abordagem: as crianças – estratégia já bem conhecida da figura que, para esses “educadores”, é mítica. No texto acima, chama atenção, também, a postura parcial de setores da mídia secular. Curiosamente, quando divulgam filmes como Hacksaw Ridge, que traz como personagem principal um herói adventista, nunca dão espaço para citar as crenças desse tipo de cristão. Aliás, muito raramente mencionam sua filiação religiosa. Após a vitória da seleção brasileira de futebol, nos Jogos Olímpicos do Rio, um repórter da mesma empresa de comunicação do portal acima, disse ao goleiro do time: “O destino abençoou vocês.” E o jogador rebateu no mesmo instante: “Deus nos abençoou.” Parece que há um esforço consciente ou inconsciente para deixar Deus de lado. Mas, quando o assunto é misticismo, bruxaria, espiritualismo e até satanismo, a coisa é diferente. Semana passada, a revista Veja publicou o artigo de um ateu militante na seção “Página Aberta”. Eu e outras pessoas escrevemos reações ao texto. Acha que foram publicadas na Veja desta semana? Cadê a imparcialidade jornalística? [MB]

Alemães devem armazenar mantimentos para emergências

Medo do futuro?
Pela primeira vez desde a Guerra Fria, o Governo alemão vai atualizar a estratégia de defesa e proteção da população. E isso passa por aconselhar os cidadãos a armazenar comida e água em casa para usarem numa emergência nacional. As novas diretrizes ainda não foram divulgadas oficialmente, mas já começaram a ser exploradas pela imprensa alemã. As autoridades vão recomendar que as famílias tenham armazenada água e comida suficientes para resistir cinco e dez dias, respetivamente, considerando que um ataque ou catástrofe poderia dificultar a reação dos serviços de emergência. Um documento do ministério do Interior alemão, revelado pelo jornal Frankfurter Allgemeine (FAZ), diz que “um ataque ao território alemão, que torne necessária a defesa convencional da nação, é pouco provável”, mas que uma vez que a hipótese não pode ser excluída são necessárias medidas de defesa e proteção.

O relatório também discute a necessidade de melhorar o sistema de alertas e de reforçar o sistema de saúde. Esse documento ainda terá de ser discutido. O líder parlamentar dos Verdes, por exemplo, já criticou as medidas, dizendo que apesar de ser sensato atualizar os conselhos de proteção civil, que não são revistos desde 1995, é perigoso misturar cenários como um ataque militar ou terrorista.


Nota: Este é o nosso mundo, que vive com medo do futuro. [MB]

Terremoto mortal atinge o centro da Itália

Devastação no coração da Itália
Um forte terremoto atingiu a região central da Itália, matando ao menos 38 pessoas e destruindo várias cidades e vilas. “Metade da cidade se foi”, disse o prefeito de Amatrice, uma das cidades mais afetadas. Há pessoas presas em escombros e o número de vítimas deverá aumentar, afirmaram autoridades italianas. O chefe da Defesa Civil italiana comparou o abalo ao de Áquila, em abril de 2009, quando 309 pessoas morreram. O abalo foi sentido no meio da noite, dando pouca chance às pessoas de procurar abrigos seguros. Um oficial da Defesa Civil disse que 150 pessoas estavam desaparecidas na vila de Accumoli. O terremoto de magnitude 6.2 aconteceu às 22h36 (horário de Brasília), 100 km a nordeste de Roma, a uma profundidade - considerada rasa - de 10 km. Algumas construções em Roma chegaram a balançar por 20 segundos.

Em Amatrice, vários moradores morreram e equipes de resgate tentam localizar sobreviventes. “As rotas de entrada e saída estão fechadas. Metade da cidade se foi. Houve deslizamento de terra e uma ponte pode desabar”, afirmou o prefeito da cidade, Sergio Perozzi, à rádio RAI. A principal rua da cidade ficou devastada e equipes de emergência tentavam localizar seis pessoas em um prédio desabado. Enquanto isso, a polícia confirmou a morte de duas pessoas na vila de Pescara del Tronto.

Autoridades apontaram risco de novos abalos na área nas próximas horas. A Defesa Civil da Itália descreveu o terremoto como “severo”. “Foi tão forte. Parecia que a cama estava andando conosco sozinha no quarto”, disse Lina Mercantini, de Ceselli, Província de Umbria, à agência de notícias Reuters.

Editora do jornal britânico The Times, Emma Tucker estava na área do terremoto e disse à BBC que o abalo durou cerca de 20 segundos, seguido por um novo abalo da mesma intensidade 20 minutos depois. “Estava totalmente escuro e muito frio. Ninguém no nosso grupo tinha a menor ideia do que fazer num terremoto”, disse.

A agência geológica dos Estados Unidos (USGS), que registra tremores em todo o mundo, estima que os danos poderão ser significativos, com base em dados de outros abalos.

O epicentro do terremoto foi perto da cidade de Norcia, na província da Umbria, cujo centro histórico é um ponto turístico popular. Mas o prefeito de Nórcia, Nicola Alemanno, disse que não há registro de mortes na cidade. “As estruturas antissísmicas da cidade se mantiveram. Há danos ao patrimônio histórico e a prédios, mas não temos (registro de) ferimentos sérios.”

A região central da Itália, na área que abrange as Províncias da Umbria, Lazio e Marche, é bastante turística, e recebe muitos visitantes na alta temporada.


Em tempo: Há duas horas (por volta das 7h de Brasília), um terremoto de 6.8 graus atingiu Myanmar (confira aqui). 

terça-feira, agosto 23, 2016

Brusque dá exemplo de respeito aos adventistas

IASD de Águas Claras, Brusque
Com milhares de seguidores, a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) é uma das maiores religiões sabatistas no Brasil [mais de um milhão no Brasil, na verdade]. Os fiéis são conhecidos por não poderem [sic] trabalhar entre o pôr do sol de sexta-feira até o de sábado. Essa particularidade da religião se apresenta como um desafio para as escolas, universidades e outros órgãos oficiais, que devem respeitar a crença e adaptar horários e jornadas de trabalho para os sabatistas. De acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o último realizado, existem 820 adventistas em Brusque, e outros 883 em Guabiruba – a maior comunidade da região -, totalizando mais de 1,6 mil fiéis. Os seguidores trabalham e estudam normalmente, menos no sábado.

Halliwel Fontana é o pastor da Igreja Adventista em Brusque. Ele prega em diversas igrejas no município. O líder adventista explica que o costume de guardar o sábado está embasado na bíblia. A principal referência é a criação do mundo, que, segundo a Bíblia, demorou seis dias. No sétimo dia, Deus descansou. Ou seja, os adventistas preservam o sábado por causa disso. Além disso, o pastor explica que vários profetas sempre guardaram o sábado, como manda o Livro sagrado.

É por isso que os adventistas não podem [sic] trabalhar, estudar ou fazer qualquer outra atividade no sábado. Outra particularidade é que, para os adventistas, os dias não começam à meia-noite, mas sim a cada pôr do sol. Por isso, para eles, o sábado vai do pôr do sol de sexta até o pôr do sol de sábado. “No sábado, nós temos a Escola Sabatina, que é a maior escola do mundo, e depois temos o culto”, diz Fontana. A Escola Sabatina ocorre às 9h de todo sábado, em todo o mundo.

Após estudar e ir ao culto, os adventistas costumam tirar a tarde para pregar ou fazer boas ações. O pastor Fontana diz que muitos aproveitam para ir aos asilos e realizar doações. Ele afirma que o descanso semanal é bom para a mente, pois evita a fadiga emocional e recarrega as baterias para a nova semana.

Uma lei estadual de 1999, sancionada pelo então governador Luiz Henrique da Silveira, garante que os adventistas e outros sabatistas tenham o direito à sua crença respeitados. Num dos artigos, a legislação prevê que as faltas de alunos dessas religiões devem ser abonadas, sem prejuízo para eles. A Constituição Federal garante a todos os cidadãos a liberdade de culto religioso, porém, nenhum patrão é obrigado a manter um funcionário sabatista. O que não pode é discriminar.

No entanto, como na região a Igreja Adventista é forte, há casos em que se consegue chegar a um meio-termo. É o caso de Sérgio Pereira, que trabalha no Hotel Gracher e é adventista há 15 anos. Ele segue o costume da sua religião e não trabalha aos sábados. “Como hotel tem vários horários dinâmicos, dá para adaptar os horários”, afirma Pereira. A relação dele com a chefia é na base do bom-senso, e assim tem funcionado.

O empresário Erivan Cavichioli, proprietário da Ellotex, é adventista e segue à risca os preceitos da religião. O horário de funcionamento da companhia é das 7h às 12h e das 13h às 17h de segunda a quinta-feira. Na sexta, termina uma hora mais cedo, por causa do pôr do sol. O esquema de trabalho diferente é explicado ao funcionário no momento da contratação. E tem dado certo, conforme o empresário. Ele diz que assim que se converteu, há 18 anos, e pesquisou sobre a religião, os novos costumes vieram naturalmente.

Os desafios para a área educacional também são grandes. De acordo com a gerente de Educação da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), Sônia Maffezzolli, a maior comunidade de adventistas da regional fica em Guabiruba, por isso, a escola estadual João Boos conta com o Ensino Médio no período matutino. Sônia afirma que a regional tomou a atitude já há algum tempo em Guabiruba porque o número de alunos que teria de faltar às aulas à noite seria considerável. No contexto geral, contudo, os adventistas não representam um grande contingente. Em Brusque, o volume “é muito baixo” e nas outras cidades, menor ainda.

Segundo a gerente de Educação, os alunos adventistas que trabalham e estudam à noite não são prejudicados. Eles recebem atividades extracurriculares, como trabalhos, para fazer fora da sala de aula e são avaliados em cima disso.

Os sabatistas também têm diferença em relação aos demais na hora do vestibular. No caso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), eles ficam numa sala reservada e começam a prova só depois do pôr do sol. O mesmo ocorre na avaliação da Acafe, que dá vaga para a Unifebe.

Arthur Timm, assistente de eventos da Unifebe, atuou como fiscal na sala de sabatistas no último vestibular de verão. Ele conta que os cerca de 12 candidatos foram isolados numa sala às 13h, horário oficial da prova. Até as 19h, eles comeram, rezaram [sic] e cantaram. Por volta das 19h20, quando o sol já não estava mais no céu, eles começaram a prova.


Nota: Quero parabenizar as autoridades do município de Brusque e região pelo bom-senso e pela sensibilidade com que têm lidado com os adventistas do sétimo dia. Essa região de Santa Catarina, berço do adventismo no Brasil, está dando um belo exemplo de boa convivência, liberdade religiosa e respeito. Que sirva de exemplo para outros. [MB]

Assista aos vídeos a seguir para conhecer um pouco sobre a origem do adventismo no Brasil e sobre a vigência do sábado bíblico.



O batismo da atriz e o cristianismo do atleta

Bolt: medalha de ouro em mau exemplo
Nestes tempos de realidade líquida a la Bauman, estão liquefazendo e diluindo também o cristianismo. Recentemente, pudemos ver dois exemplos claros disso na mídia. Um deles, foi o batismo em uma igreja pentecostal de uma atriz famosa, cuja foto foi compartilhada ontem nas redes sociais e em alguns sites. Ela fala em “renascimento”, menciona ter tido uma “experiência sobrenatural” e ter descoberto uma “fé inesperada” dentro dela. O curioso e contraditório é que ela também disse que, mesmo disposta a adotar novos hábitos, não vai deixar de lado as baladas nem o sambódromo. Essa atriz já foi musa em desfiles de escolas de samba. Para ela, Jesus não tem nada contra esse tipo de coisa e quer que as pessoas sejam felizes. Prova disso é que um dia antes do batismo ela foi a um famoso baile carioca. Isso é que é liquefazer o cristianismo!

Não posso julgar a sinceridade da moça nem sua relação com Deus, mas, pelos frutos, a gente conhece bastante da árvore. Em nenhum momento ela cita a Bíblia como parte da experiência pela qual está passando. A descrição dela lembra mais uma experiência mística, emocional, o tipo de coisa em que muitos querem transformar o cristianismo, com meditações do tipo transcendental e práticas estranhas importadas do Oriente ou do jesuitismo. Cristianismo é experiência com Deus por meio da oração e da meditação na Palavra dEle. É encher a mente com os conteúdos da Bíblia e alinhar a vida com essas diretrizes. Esse não é um tipo de “fé inesperada”. A fé é alimentada pela Palavra de Deus, pois nos leva a conhecer o Senhor em quem passamos a confiar. Fé não é passe de mágica nem um poder dentro de nós. Fé é a confiança proveniente de um relacionamento pessoal com o Deus da Bíblia. Na verdade, fé é algo esperado na vida quem tem essa experiência com o Criador.

Outra coisa: Jesus Se importa, sim, com a maneira como vivemos, porque Ele sabe o que é melhor para nós (o que realmente vai nos trazer felicidade) e quer nos usar como luz do mundo e sal da terra. Quer fazer de nós um exemplo vivo do poder transformador e santificador do evangelho. Todos os exemplos de cristãos na Bíblia sempre viveram de modo diferente do da maioria. Sempre deram meia-volta em sua vida de pecado, ajustando-se aos valores, aos princípios e às doutrinas do reino de Deus. Agora, se eu me visto como os que não têm Deus; como e bebo como quem não se importa com o templo do Espírito Santo, o corpo; frequento os mesmos lugares de diversão frívola e maliciosa; assisto aos mesmos tipos de filmes e ouço os mesmos tipos de músicas, de maneira indiscriminada; falo palavrões, sou impaciente, desonesto, impuro e infiel... Que tipo de luz será a minha? O que terei a oferecer a este mundo de trevas? O que verão de diferente em mim os que querem abandonar esta vida vazia em troca de novos padrões, de uma nova cosmovisão, uma nova vida de verdade?

Outro mau exemplo de cristianismo veio do famoso corredor campeão declaradamente católico e filho de uma adventista Usain Bolt. Depois de conquistar três medalhas de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, ele, que está com noivado marcado com uma jamaicana, caiu na noite carioca e foi comemorar os títulos em uma boate na Barra da Tijuca. Ali ele dançou funk com duas mulheres (foro acima) e, depois, fotos íntimas dele com uma estudante carioca vazaram na internet. O que será que a talvez futura noiva deve ter achado disso? Será que ele se importou com os sentimentos dela ou só pensou na farra? De que lhe valeram os ensinamentos da mãe e sua religião naquela noite? É esse o exemplo que ele quer dar ao mundo?

Pessoas como Bolt e a atriz brasileira, por mais que se digam cristãs e mesmo que eventualmente deem um bom exemplo, acabam passando uma imagem negativa do cristianismo, desprezando seus princípios e o alto padrão de santidade exigido dos cristãos. Será que nunca leram, pelo menos, o sermão da montanha, de Jesus Cristo? Ali o Mestre fala em pureza de pensamentos e propósitos, fidelidade, mansidão, bondade e outras qualidades. A Bíblia deixa claro que não somos naturalmente possuidores dessas virtudes, mas Deus pode operar em nós o milagre da conversão e da santificação, tornando justo quem é injusto, e santo quem é pecador. Mas, para que isso aconteça, primeiro precisamos reconhecer nossa condição desesperançada e clamar a Deus pelo milagre. Quando minimizamos a doença, desprezamos o remédio.

Infelizmente, neste mundo de liquidez e relativismo, há muita gente se considerando cristã, mas com os olhos vendados para a triste realidade de sua pecaminosidade.

Michelson Borges

segunda-feira, agosto 22, 2016

Pilares da pós-modernidade e a falta de discernimento

Colunas da sociedade relativista
Uma das marcas da nossa sociedade é a falta de discernimento espiritual. Há muitas vozes e muita confusão. Na pós-modernidade, não é politicamente correto afirmar que você tem a verdade e que essa verdade é absoluta. Um dos pilares da pós-modernidade é o pluralismo. No mundo, há muitas ideias, muitas crenças, muitas filosofias muitas maneiras de ver a vida e interpretar Deus. Vivemos numa sociedade inclusivista, onde há espaço para todas as crenças, sem qualquer senso crítico. Outro pilar da pós-modernidade é a privatização. O critério para definir a verdade é pessoal e subjetivo. Cada um tem a sua verdade. Essa verdade não precisa passar pelo crivo da análise e da investigação, desde que seja verdade para mim. Meu sentimento e minha experiência é que a validam como a minha verdade. Nesse contexto, duas coisas perdem o sentido:

Primeiro, a apologética. No mundo pós-moderno, não faz sentido discutir doutrina e teologia. Onde não existe verdade absoluta, não há espaço para a discussão de temas religiosos. Esse assunto deve ser empurrado para a lateral da vida e para fora da agenda da igreja. As pessoas não se interessam por doutrina, porque pensam que doutrina divide. Elas preferem temas mais amenos. Mas não há prática cristã sem doutrina. Antes de Paulo exortar a igreja, ele ensinava sobre doutrina. A doutrina é a base da moral. A teologia é a mãe da ética. O colapso moral presente na sociedade e na igreja é ausência da doutrina bíblica.

Segundo, a evangelização. Não faz sentido evangelizar, pois isso implica convencer alguém a renunciar a uma crença e abraçar outra; a deixar um estilo de vida e seguir outro. A evangelização é vista na pós-modernidade como uma violação da privacidade sagrada. Ela é uma petulância que merece as maiores críticas. A evangelização foi substituída pelo proselitismo. A conversão foi substituída pela adesão. As igrejas entraram numa espécie de concorrência no mercado de almas. Preferem tirar um membro de outra igreja evangélica a buscar os perdidos no mundo. Preferem pescar no aquário a conduzir os pecadores ao arrependimento.

Essa é uma das razões por que muitas igrejas não trabalham com pessoas e, sim, com massas. Elas não cuidam da particularidade; só se interessam pela multidão. Não fazem discípulos; buscam apenas agradar os clientes; não estão atrás de conversão, mas de adesão. Querem mais o dinheiro dos fiéis do que seus corações convertidos a Jesus.

(Hernandes Dias Lopes, Morte na Panela: Uma ameaça real à igreja, p. 39, 40)

Brasil tem bactéria resistente ao mais poderoso antibiótico

Perigo crescente
Recentemente descoberto na China e também encontrado em países da Europa, da Ásia e da África, o gene mcr-1, que causa resistência a uma classe de antibióticos utilizados justamente para tratar infecções por bactérias multirresistentes, foi identificado pela primeira vez no Brasil em cepas da bactéria Escherichia coli isoladas de animais criados para abate. Os pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) responsáveis pela identificação da bactéria também reportaram o primeiro caso de infecção humana no Brasil, em um hospital de alta complexidade em Natal (RN), por uma cepa da bactéria portadora do gene e resistente à Colistina (polimixina E), um dos mais poderosos antibióticos, considerados como último recurso no tratamento de infecções produzidas por bactérias que não respondem a outras drogas. “A aparição desse gene no Brasil pode contribuir para o surgimento de bactérias totalmente resistentes aos antibióticos, com risco de enfrentarmos uma situação similar ao que foi a era pré-antibiótica, quando doenças comuns, como uma infecção urinária ou um ferimento profundo na pele, levavam facilmente a óbito”, alerta Nilton Lincopan, responsável pela pesquisa.

Descoberta em 1949, a produção da Colistina foi descontinuada entre a década de 1970 e o ano 2000 por sua elevada toxicidade, ficando o antibiótico restrito ao uso veterinário. A partir do ano 2000, entretanto, com a emergência de bactérias produtoras de enzimas responsáveis por provocar resistência a praticamente todos os antibióticos beta-lactâmicos, como as penicilinas, a Colistina voltou a ser utilizada como última alternativa terapêutica no tratamento de infecções produzidas por micro-organismos multirresistentes, principalmente associados a surtos de infecção hospitalar.

Por muito tempo os cientistas acreditaram que o desenvolvimento da resistência bacteriana à Colistina seria um processo difícil. “Porém, no fim do ano passado, um artigo alarmante foi publicado na revista Lancet Infectious Diseases, em que pesquisadores chineses descreveram a identificação de um novo gene (o mcr-1) que confere resistência contra polimixina E e polimixina B”, relembra Nilton.

Ainda mais preocupante, de acordo com o pesquisador, foi a descoberta de que o gene é facilmente transferível de uma espécie bacteriana a outra por meio de plasmídeos, fragmentos de DNA extracromossômicos que podem se replicar autonomamente e que podem ser transferidos entre diferentes espécies bacterianas por conjugação - processo de reprodução das bactérias por meio do qual pedaços de DNA passam diretamente de uma para a outra. O fragmento de DNA transferido se recombina com o material genético da bactéria receptora, produzindo novas combinações genéticas que serão transmitidas às células-filhas na próxima divisão celular.

Cepas bacterianas carregando o gene mcr-1 foram encontradas tanto em animais de abate como em seres humanos, levantando suspeitas sobre a existência de uma cadeia na disseminação da resistência à Colistina que começa a partir do uso do antibiótico na alimentação animal, propagando-se para os animais abatidos, os alimentos derivados e o ambiente.

De fato, o gene mcr-1 agora já foi identificado em cepas de bactérias clinicamente importantes, como Escherichia coliSalmonella spp. e Klebsiella pneumoniae. “O aspecto mais assustador sobre o gene é a facilidade com que ele é transferido entre diferentes espécies bacterianas. Consequentemente, algumas bactérias hospitalares têm alinhado esse gene junto a outros de resistência a antibióticos, favorecendo que a espécie bacteriana receptora fique resistente a praticamente a totalidade dos medicamentos. Assim, se um paciente estiver gravemente infectado, por exemplo, por uma E. coli, não haverá nada que se possa fazer”, diz o pesquisador.

(Diário da Saúde)

Nota: Dois aspectos relevantes nos contextos dietético e criacionista: (1) note-se o problema do uso de antibióticos na alimentação dos animais criados para consumo humano e o risco que isso representa; (2) depois de supostos milhões de anos de história evolutiva, com tanta facilidade de transferência de genes entre as bactérias, elas continuam a ser bactérias. Se adaptam, mas nunca macroevoluem. [MB]

Não espere até chegar à beira da morte

A vida é breve e alguns a abreviam
Ele era forte e sempre que passava em frente à minha casa eu o cumprimentava com um balançar de cabeça. Mora na mesma rua que eu, mas não é muito dado a conversa. Certa vez lhe entreguei um livro de conteúdo religioso, mas ele não deu muita importância. Nem sei se se deu ao trabalho de ler. Os meses se passaram. Seis, para ser exato. E nunca mais o vi. Até que nossa vizinha, também adventista, ligou para minha esposa e pediu que eu fosse até a casa de um senhor ali da rua, que está à beira da morte, acometido de um câncer agressivo no fígado. Semana passada fui à casa dele e simplesmente não o reconheci. Aquele homem forte, com cara de poucos amigos e olhar altivo estava deitado na cama, magérrimo, com a pele colada aos ossos, braços finos e o olhar cansado. Sim, o mesmo homem que seis meses antes caminhava pela rua com passos vigorosos.

Acompanhavam-me na visita o pastor da igreja que frequento e o obreiro bíblico (missionário). Conversamos com o doente. Fizemos perguntas sobre a relação dele com Deus e se ele cria em milagres. Disse-lhe que o maior milagre é entregar a vida a Jesus e permitir que Ele nos transforme. Disse-lhe, também, que Deus tem poder para curar qualquer enfermidade, mas que, neste mundo triste e sombrio, mais cedo ou mais tarde, a sepultura é o destino de todos nós. Por isso, a melhor coisa a fazer é deixar Deus ser Deus.

Li para ele textos bíblicos que descrevem a vida eterna e o quanto os seguidores de Jesus a almejaram, não amando esta vida; lembrando-se sempre de que esta vida é o pesadelo do qual ainda vamos acordar, e que na nova Terra a vida será de verdade. Falamos sobre o amor de Deus e apelamos para que ele entregasse a vida a Jesus. E ele aceitou. Fiz uma oração pedindo a Deus que cuide dele e da família; que dê força à esposa e aos filhos; e disse que estamos à disposição para ajudar no que for possível. Depois ligamos a TV dele no canal da TV Novo Tempo e dissemos para ele assistir todos os dias. O “canal da esperança”.

Conversamos um pouco mais com ele e, depois, com a esposa. Já na garagem, ela nos disse que ele frequentemente ficava bêbado e ela tinha que praticamente carregá-lo de volta para casa. O homem tem 43 anos, um a menos que eu. Mas parece ter 60! A menos que Deus opere um milagre, a vida dele terá fim. Tão novo. Quanto desperdício...

Voltei para casa pensativo. Lembrei-me, mais uma vez, do quanto a vida é curta e frágil, e de como as pessoas contribuem para abreviá-la e torná-la ainda mais difícil. Do quanto as pessoas procuram ignorar sua finitude. Por que esperar para aceitar Jesus somente à beira da morte? Por que deixar para mudar de vida quando a vida já não pode ser mudada? Por que dar as costas para Deus para perceber, mais tarde (às vezes tarde demais), que a vida só faz sentido com Ele?

Deus nos ajude a fazer a vida valer a pena. Que nossa vida breve seja suficiente para tomar a maior decisão de todas: aceitar Jesus e Seu plano de redenção. Não deixe para amanhã o que pode e deve ser feito hoje. Não deixe de lado sua família, sua saúde e sua comunhão com Deus. E, principalmente, não deixe sua salvação para amanhã. Quando o assunto é vida eterna, viva com se não houvesse amanhã. Para o meu vizinho, a realidade já é essa.

Michelson Borges

domingo, agosto 21, 2016

Cientista americano apresenta evidências do dilúvio

Que tal pesar as evidências?
No dia 25 de agosto, será realizado o encontro criacionista “Diálogo sobre as Origens”, na Igreja Adventista do Sétimo Dia, templo central de Curitiba, PR. O encontro está sendo organizado pelo Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB). O Numar-SCB é o primeiro núcleo de estudos oficial da Sociedade Criacionista Brasileira. O encontro contará com o palestrante norte-americano Dr. Grady S. McMurtry, que durante dez anos atuou como professor de Evolução e há 38 divulga o criacionismo bíblico científico. O título da palestra é “As águas romperam”, tratando-se de uma perspectiva sobre as evidências geológicas observadas em todo o planeta apontando para um dilúvio global, exatamente como a Bíblia descreve.  

O McMurtry é bacharel em Ciência pela Universidade do Tennessee, mestre em ciência pela Universidade Estadual de Nova York, doutor em Divindade pela Faculdade Teológica Beacon, de Columbus, doutor em Literatura pela Universidade Mid-Continent, no Kentucky, professor adjunto da Escola de Teologia, em Columbus, autor de três livros, entre eles Criação ou Evolução: Qual é a verdade? Além disso, ele é recomendado como palestrante por institutos como: Institute for Creation Research; Creation Moments (Bible-Science Association); e Creation Studies Institute.

Mais informações sobre o Dr. Grady S. McMurtry podem ser obtidas no site Creation Worldview.

O evento conta com o apoio da Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Curitiba, Associação Norte Paranaense (ANP), Departamento de Educação da União Sul-Brasileira (USB), Comunidade Nova Morada de Maringá, Creation Worldview Ministries e da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB).

Palestrante: Dr. Grady S. McMurtry
Horário: 19h30 – 21h30
Data: 25/8/2016

Local: Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 400 – Centro – Curitiba, PR

sexta-feira, agosto 19, 2016

Apresentando o cristianismo em toda a sua grandeza

Uma batalha que vale a pena
Ele, um jornalista criminalista formado em direito na universidade de Chicago, ao saber da conversão de sua esposa ao cristianismo, decide usar toda a sua habilidade de investigação para esclarecer quão frágil e mentirosa é essa nova visão de mundo de sua esposa. Porém, após viajar e entrevistar diversos pensadores, entre escritores, cientistas e professores, e testemunhar o efeito positivo dessa crença sobre a personalidade de sua esposa, só lhe resta aceitar, e não somente aceitar, mas abraçar essa fé cristã. Desde então, passou a defendê-la nos círculos intelectuais mais exigentes. Seu nome é Lee Strobel, autor de dois livros famosos sobre defesa da fé: Em Defesa da Fé e Em Defesa de Cristo.

Professor de literatura na universidade de Oxford, ateu convicto até a vida adulta, quando, depois de ser apresentado à fé cristã por colegas professores e livros sobre a fé cristã, especialmente os de G. K. Chesterton, se converteu e passou a difundir o cristianismo nos meios acadêmicos e por meio de seus livros, como Cristianismo Puro e Simples, O Problema do Sofrimento, etc.

Um psiquiatra reconhecido, autor de uma teoria sobre formação de pensamentos chamada Inteligência Multifocal e ateu convicto, ao se propor a fazer uma análise psicológica sobre a inteligência de Jesus, compreende que o Mestre era muito mais do que um homem comum e resolve aceitar a fé cristã e apresentá-la aos outros. Augusto Cury, ao finalizar sua pesquisa, escreve a série de livros que o tornariam uma celebridade no meio acadêmico e popular: Análise da Inteligência de Cristo.

Lee Strobel, C. S. Lewis e Augusto Cury não são melhores que todos os outros ateus e não ateus que se converteram à fé cristã, porém, eles representam uma classe diferenciada de pessoas. Aquelas cujo grau de exigência para a aceitação de uma nova ideia é muito mais rigoroso e, por isso, carente de uma argumentação mais lógica e profunda e de um conjunto de informações mais amplo.

Para reconhecer que o cristianismo era digno de sua atenção e, mais do que isso, de seu reconhecimento de validade, foi necessário que a doutrina de Jesus demonstrasse que era capaz de atender a seus anseios e de dar uma interpretação da realidade muito melhor do que aquelas que lhes foram apresentadas nos meios acadêmicos. Mesmo que isso não confira ao cristianismo o status de verdade, já é uma evidência de seu poder em satisfazer critérios exigentes de mentes rigorosas.

O cristianismo não é um conjunto de práticas religiosas que atraem mentes fracas o suficiente para se deixar ser convencidas por falácias contadas há mais de dois mil anos, mas é a VERDADE, e nunca deixou de atender àqueles que, sinceramente, a buscam. Como disse Francis Schaeffer em um discurso na universidade de Notre Dame, em 1981, “o cristianismo não é uma série de verdades no plural, mas é a Verdade escrita com V maiúsculo. É a Verdade sobre a realidade total, não apenas sobre assuntos religiosos. O cristianismo bíblico é a Verdade concernente à realidade total; é a propriedade intelectual dessa Verdade total, e então vive segundo essa Verdade”.

Casos como os desses pensadores nos alertam para a necessidade de uma difusão da fé cristã mais pautada no rigor lógico, que trate dos anseios tanto físicos quanto intelectuais, de dar uma significação ao mundo no qual estamos inseridos, que faça sentido, que tenha valor e apresente um propósito para nossa existência. Pois é por serem apresentados a um cristianismo mais semelhante a um conto de fadas, desprovido de contato com a realidade, que muitos não têm resistido no caminho da fé cristã e outros não têm atendido ao convite para o aceitarem.

Esse problema é bem expresso por Willian Craig, possuidor de dois doutorados em prestigiosas universidades, em Filosofia e Teologia, em seu livro Ensaios Apologéticos: “O cristianismo está reduzido a apenas uma voz em meio a uma cacofonia de mensagens competidoras, nenhuma das quais objetivamente verdadeira.”

Há uma classe de pessoas no interior das universidades que tem sido abandonada a sofrer com os ataques de pessoas secularizadas que não apenas compartilham da fé cristã mas têm uma verdadeira aversão a ela. E nós, como aqueles que buscam seguir o conselho bíblico do apóstolo Pedro, contido em I Pe 3:15, temos o desafio: “Entreguem-se aos cuidados de Cristo, seu Senhor, e se alguém perguntar acerca da esperança que vocês têm, estejam preparados para contar-lhe, e façam-no de uma maneira amável e respeitosa.”

Ou de Paulo, em 2 Coríntios 10:4, 5: “As armas que usamos não são humanas; ao contrário, são poderosas armas de Deus para derrubar fortalezas. Essas armas podem derrubar todo argumento e pretensão contra o conhecimento de Deus. Com essas armas podemos dominar todo pensamento humano para torná-lo obediente a Cristo. E usaremos tais armas contra todo ato de desobediência, quando estivermos completamente obedientes a Deus.”

Ou ainda de Paulo, em Tito 1:9: “Sua crença na verdade que lhes foi ensinada deve ser forte e firme, a fim de que possam ensiná-la aos outros e mostrar aos que discordam deles onde é que estão errados.”

Precisamos nos preparar e formar os jovens que enfrentarão essa batalha de ideias postados na trincheira onde os ataques são mais violentos.

Além do fortalecimento intelectual de cristão e de sua capacitação para o ensino da Palavra, outra razão deve nos motivar a levantar a voz e apresentar um cristianismo intelectualmente forte e capaz de responder aos nossos principais anseios: é que as ideias construídas nos meios acadêmicos acabam por forjar a cultura das gerações seguintes. Portanto, dependendo de como o cristianismo for tratado na academia, o ambiente no qual a mensagem cristã será ouvida pelas futuras gerações será mais ou menos favorável à sua aceitação. Essa motivação é bem descrita por William Craig, em Ensaios Apologéticos, página 25:

“A tarefa maior da apologética cristã é auxiliar na criação e sustentação de um meio cultural no qual o evangelho possa ser ouvido como uma opção intelectualmente viável para homens e mulheres que valorizam a razão. É plenamente aceitável, portanto, que a apologética consistente é um ingrediente necessário para o desenvolvimento de um meio no qual a evangelização possa ser feita de maneira mais eficiente, na sociedade contemporânea e nas demais sociedades por ela influenciadas.”   

Por essas razões, devemos buscar uma atividade mais proativa no sentido de nos preparar e ajudar a outros a falar e viver com coerência a fé cristã.

É com esse intuito que a Igreja Adventista de Pinheiros, em São Paulo (rua Cláudio Soares, 167), planejou a série “Razão”, na qual, por meio de oito programas aos sábados à tarde (17h30), a partir de 20/8, apresentará temas fundamentais que revelarão o poder e a solidez intelectual da fé cristã, e servirão como ponto de partida para uma nova relação com o cristianismo que satisfaça o anseio emocional tanto quanto intelectual.

(Rafael Christ Lopes é físico)