O jovem Ruy Carlos de Camargo
Vieira foi criado sem nenhuma instrução religiosa. Até a faculdade,
considerava-se ateu e seu encontro com a Bíblia e o criacionismo, no fim
da graduação, é definido por ele como “providência divina”. Logo após se formar
em Engenharia Mecânica-Eletricista na Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo (USP), foi para o Vale do Paraíba ser professor no Instituto Tecnológico
de Aeronáutica (ITA). Por lá não ficou muito tempo e foi indicado para lecionar
no departamento de Engenharia da USP em São Carlos, no interior do Estado de
São Paulo. Em 1969, quando um de seus filhos, Rui Corrêa Vieira, estava
cursando o chamado “científico” no antigo Instituto Adventista Campineiro
(hoje Centro Universitário Adventista de São Paulo [Unasp], campus
Hortolândia), notou-se a falta de professores criacionistas. Como resultado,
muitos alunos começaram a ter conflitos com suas crenças. Vieira então decidiu
viajar de São Carlos para Hortolândia, todas as semanas, e ensinar física na
instituição, de forma totalmente voluntária, para manter vivo o ensino do
criacionismo bíblico, que já era fundamental em sua vida.
Mas foi em uma “Semana da Cultura”,
promovida pela Igreja Adventista de São Carlos em 1970, que tudo começou. Um
dos palestrantes era o professor Orlando Ritter, pioneiro no ensino de ciência
e religião na Educação Adventista. Ao falar sobre datações por carbono 14,
Vieira ficou impressionado com o conteúdo que o amigo havia explanado, afinal,
existia pouquíssimo material sobre o assunto no Brasil. Ao questioná-lo, Ritter
disse que o conteúdo era original de uma sociedade criacionista
norte-americana, a Creation Research Society.
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