terça-feira, outubro 08, 2013

Paradoxo sexual

Clique na tirinha para vê-la ampliada.

segunda-feira, outubro 07, 2013

Comprovada ligação entre casamento feliz e boa saúde

Um santo remédio
Um estudo que ouviu centenas de pessoas casadas durante 20 anos nos Estados Unidos revelou que existe ligação entre uma boa saúde e um casamento feliz. O levantamento, feito por cientistas de universidades americanas, analisou informações fornecidas por 1.681 pessoas que permaneceram casadas com o mesmo parceiro entre 1980 e 2000. Os participantes foram divididos em dois grupos, um de casais que tinham entre 18 e 39 anos, e outro de casais entre 40 e 55 anos. Durante esse período, os participantes responderam seis vezes a perguntas que procuravam medir a felicidade deles no casamento e a existência de problemas conjugais. Os entrevistados também foram convidados a classificar sua saúde como excelente, boa, regular ou ruim. A conclusão foi que havia uma relação direta entre a felicidade dos casais e uma boa saúde, independentemente da idade dos cônjuges, embora os cientistas não tenham chegado a uma conclusão sobre qual desses fatores, a saúde ou felicidade, causou o outro. [Continue lendo.]

Budismo em sua casa

Reencarnação na ordem do dia
A Rede Globo de Televisão lançou nestes últimos dias mais uma novela comprometida com a espiritualidade “new age”, uma visão religiosa plural defendida por vários autores de telenovelas, com forte influência das religiões orientais, dissociada de qualquer conceito bíblico e oposta à visão cristã acerca de Deus. A novela “Joia Rara” se propõe a ser mais que um folhetim das seis horas interpretado por artistas famosos. Dessa vez, o budismo é a religião focalizada, enquanto a trama se desenvolve, com forte ênfase na doutrina da reencarnação. Uma simples comparação entre personagens identificados como evangélicos nas novelas da Rede Globo e aqueles que são identificados como adeptos de outras religiões, demonstra intenções que ultrapassam a mera produção de arte na emissora de TV. Os evangélicos são apresentados de forma caricaturada, enquanto que a forma bela e até mesmo inocente é preferida para retratar personagens identificados com o espiritismo, o hinduísmo, o budismo e outras expressões religiosas que se harmonizam com o pensamento dos telenovelistas.

Os evangélicos são, geralmente, pessoas ignorantes, hipócritas e pobres, enganados por seus líderes. Os representantes assumidos de outras religiões são pessoas bondosas, esclarecidas e bem resolvidas. Não é sem motivo que monges budistas no Brasil estão comemorando a estreia do novo atrativo das seis. A novela apresentará o estilo de vida dos monges budistas no Himalaia e a surpreendente reencarnação de um Lama, líder budista tibetano, numa criança brasileira que ocupará o centro das atenções na novela.

Mais uma vez, uma telenovela se torna veículo de doutrinamento, apresentando a reencarnação como um conceito religioso coerente. Vale a pena assistir uma novela com essa inspiração religiosa e envolver-se com tantos conceitos que afrontam a Palavra de Deus? Dar audiência a essa novela é contribuir com a destruição de valores morais e espirituais já tão combalidos em nossos dias. Manter a TV ligada nessa novela é o mesmo que aceitá-la e promover sua influência sobre nossas crianças.

Essa e muitas outras novelas despertam em seus espectadores a atenção para disputas desonestas, imoralidade sexual, materialismo e conceitos religiosos divorciados da fé cristã. Não devemos contribuir com um projeto que visa à desconstrução de valores cristãos. Invista tempo em outras joias que temos à disposição. Desligue a TV e faça o culto doméstico. Visite uma pessoa querida que você não vê há algum tempo. Leia um bom livro. Acesse sites com conteúdo saudável. Prepare-se nesse horário da novela das seis para participar das atividades noturnas de sua igreja, lugar em que um tesouro valioso e eterno está à sua espera.

Você decide se vai querer budismo em sua casa ou Jesus Cristo reinando em seu coração e no coração dos seus familiares.


(Jonatas de Souza Nascimento, O Jornal Batista, edição 40, p. 14)

sábado, outubro 05, 2013

Estudo falso é aceito por mais de 150 revistas

"Barrigada" científica
Imagine só o seguinte experimento: você escreve um trabalho científico falso, baseado em dados falsos, obtidos de experimentos sem validade científica, assinado com nomes falsos de pesquisadores que não existem, associados a universidades que também não existem, e envia esse trabalho para centenas de revistas científicas do tipo open access (que disponibilizam seu conteúdo gratuitamente na internet) para publicação. O que você acha que aconteceria? Pois bem, um biólogo-jornalista norte-americano chamado John Bohannon fez exatamente isso e os resultados, publicados pela revista Science, são aterradores (para aqueles que se preocupam com a credibilidade da ciência): ele escreveu um trabalho falso sobre as propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen e enviou esse trabalho para 304 revistas científicas de acesso aberto ao redor do mundo. Não só o trabalho era totalmente fabricado e obviamente incorreto (com falhas metodológicas e experimentais que, segundo Bohannon, deveriam ser óbvias para “qualquer revisor com formação escolar em química e capacidade de entender uma planilha básica de dados”), mas o nome dos autores e das instituições que o assinavam eram todos fictícios. Apesar disso (pasmem!), mais da metade das revistas procuradas (157) aceitou o trabalho para publicação. Um escândalo.

O que isso quer dizer? Quer dizer que tem muita revista “científica” por aí que não é “científica” coisíssima nenhuma. E que o fato de um estudo ter sido publicado não significa que ele esteja correto (pior, não significa nem mesmo que ele seja verdadeiro para começo de conversa). A ciência, assim como qualquer outra atividade humana, infelizmente não está isenta de falcatruas.

E o que isso não quer dizer? Não quer dizer que o sistema de open access seja intrinsecamente falho ou inválido. Certamente há revistas de acesso livre de ótima qualidade, como as do grupo PLoS, assim como há revistas pagas de baixa qualidade que publicam qualquer porcaria. Nenhum sistema é perfeito. Até mesmo a Science publica umas lorotas de vez em quando, assim como a Nature e outras revistas de alto impacto, que empregam os critérios mais rígidos de seleção e revisão. Além disso, o fato de uma revista ser gratuita não significa que ela não tenha revisão por pares (peer review) e outros filtros de qualidade. Assim, o que deve ser questionado não é a forma de disponibilizar a informação, mas a forma como ela é selecionada e apurada – em outras palavras, a qualidade e a confiabilidade da informação, não o seu preço.

O relato de Bohannon acaba de ser publicado no site da Science, dentro de um pacote de artigos intitulado Comunicação na Ciência: Pressões e Predadores. Nessa mesma temática, a revista Nature publicou recentemente também uma reportagem sobre o escândalo envolvendo quatro revistas científicas brasileiras que foram acusadas de praticar citações cruzadas – ou “empilhamento de citações”, em inglês –, esquema pelo qual uma revista cita a outra propositadamente diversas vezes, como forma de aumentar seu fator de impacto (e, consequentemente, o prestígio dos pesquisadores que nelas publicam). As revistas são Clinics, Revista da Associação Médica Brasileira, Jornal Brasileiro de Pneumologia e Acta Ortopédica Brasileira.

O suposto esquema foi descoberto pela empresa Thomson Reuters, maior referência internacional na produção de estatísticas de publicação e citações científicas. Como punição, as quatro revistas tiveram seu fator de impacto suspenso por um ano. A reportagem pode ser lida neste link. O texto inclui explicações de alguns dos atores envolvidos e aborda as críticas aos padrões de avaliação da CAPES, bastante frequentes na comunidade científica brasileira, por enfatizar de maneira supostamente exagerada o fator de impacto das revistas.

(Erton Escobar, Estadão)

Nota: Situação semelhante ocorreu com o físico Alan Sokal, que depois publicou o vexame no livro Imposturas Intelectuais (confira aqui - informação na nota do texto). Fico me perguntando: Se revistas científicas podem cometer erros quando o assunto é verificável, como as “propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen”, o que dizer quando se trata de temas não verificáveis como a origem da vida e a suposta ancestralidade comum de seres vivos? Esses têm mais que ver com a ciência histórica e são menos verificáveis do que aquele. Duro é quando esfregam em nossa cara esses artigos como se fossem provas da evolução numa corte de apelação final. [MB]

O santuário do Deus que Se comunica

Deus no meio de Seu povo
Nesse quarto trimestre (outubro-dezembro), todos os adventistas do sétimo dia ao redor do mundo estarão estudando a doutrina do Santuário, nossa maior contribuição como igreja para a teologia bíblica. O autor é um importante teólogo chamado Martin Pröbstle, que leciona num seminário adventista na Áustria. Não me contive e comecei a estudar a próxima lição há algumas semanas. Felizmente, uma das minhas matérias no mestrado é sobre templos, na Bíblia e no Antigo Oriente Médio. Quando mostrei nossa lição da Escola Sabatina para meu professor [evangélico], John Monson, PhD (Harvard University), ele não ficou apenas empolgado mas também quis uma cópia! Por estarmos prestes a estudar um dos mais importantes tópicos das Escrituras, gostaria de compartilhar alguns insights sobre os templos de povos que viviam ao redor de Israel. Apenas relembrando, o santuário israelita era constituído por três partes: pátio, o lugar santo e o lugar santíssimo. Curiosamente, quando alguém observa as construções religiosas de povos como babilônicos, assírios, hititas, egípcios, fenícios, edomitas, filisteus e até mesmo gregos, uma semelhança nas estruturas é automaticamente percebida. A maioria desses templos também era composta por três partes: um pátio e outros dois compartimentos, sendo que o último deles era o que abrigava a estátua da divindade ali adorada, o lugar santíssimo. Veja, por exemplo, essa comparação entre o templo construído por Salomão, que segue basicamente o mesmo modelo do tabernáculo construído nos dias de Moisés e um templo construído na cidade de ‘Ain Dara, na Síria. Ambos foram construídos entre 1000 e 900 a.C.

Ambos os templos tinham uma sala principal (lugar santo) e um compartimento “mais sagrado” (lugar santíssimo). O templo de ‘Ain Dara é o paralelo mais forte do templo de Salomão, conforme as descrições que temos em 1 Reis 6–7. Gostaria de ter espaço suficiente para comparar a construção de Salomão com os templos dos povos mencionados acima. As semelhanças são inegáveis!

Muitos desses templos foram construídos seguindo as orientações de uma divindade. Por exemplo, o rei Gudea de Lagash, uma cidade não muito distante de Ur dos caldeus, construiu o templo do deus Ningirsu (c. 2100-2000 a.C.) de acordo com as ordens desse deus. Já o rei assírio Senaqueribe também construiu um templo em Nínive seguindo as orientações dos astros. O faraó Tuthmoses III não apenas recebeu a incumbência de construir um templo ao deus egípcio Amon, mas também seguiu um modelo de templo, ou santuário celestial que lhe foi mostrado. Curiosamente, em Êxodo 25:8, 9, lemos: “E farão um santuário para Mim, e Eu habitarei no meio deles. Façam tudo como Eu lhe mostrar, conforme o modelo do tabernáculo e de cada utensílio” (NVI). Novamente temos aqui uma divindade, Yahweh (ou Javé), ordenando a construção de um santuário e mostrando um modelo celestial para ser reproduzido pelos israelitas.

Como explicar tantas semelhanças? Seriam os templos bíblicos (o tabernáculo do deserto e o templo de Salomão) simplesmente cópias de templos pagãos que já existiam naquela região? Não creio que essa seja a melhor resposta. É mais simples, em minha opinião, ver que Deus estava utilizando a cultura ao redor para Se manifestar para Seu povo. Um importante princípio de interpretação bíblica é: Deus encontra as pessoas onde elas estão. Quando um israelita, por volta de 1400 a.C. (a época em que a Bíblia afirma que o Êxodo ocorreu), ouvia a palavra templo (ou santuário), automaticamente ele pensava em um templo com três compartimentos, como falamos anteriormente. Deus aproveitou a cultura daqueles dias para ensinar Suas preciosas verdades sobre o plano da salvação por meio daquele santuário.

É possível ver aqui um princípio que todo cristão deveria buscar ao apresentar o evangelho para um colega de trabalho ou familiar. É necessário construir uma ponte entre o mundo da Bíblia e o dia a dia daquela pessoa. Seja um executivo, uma dona de casa ou um jovem universitário. Assim como Deus usou a cultura daquele tempo para instruir os israelitas, devemos utilizar a realidade dessas pessoas para que a mensagem seja devidamente compreendida e mais fácil de ser recebida.*

(Luiz Gustavo Assis é pastor e estuda nos EUA)

* Para uma ideia de como tornar seus estudos bíblicos mais eficazes, ver Alberto R. Timm, “Estudos bíblicos com criatividade”, Revista Adventista, março de 2004, p. 8-10. Disponível em www.revistaadventista.com.br

sexta-feira, outubro 04, 2013

Sinéad O’Connor apela a Miley que não se prostitua

Miley vem abusando do sensualismo 
A cantora irlandesa Sinéad O’Connor escreveu uma carta a Miley Cyrus, publicada em seu site oficial e reproduzida pelo Guardian nesta quinta-feira (3), em resposta a uma declaração da ex-estrela teen. Em entrevista à edição norte-americana da Rolling Stone, Cyrus disse ter se inspirado no clipe de “Nothing compares 2 U”, lançado em 1990, para fazer “Wrecking ball”. Em alguns trechos da carta, O’Connor, de 46 anos, aponta que Cyrus, de 20, tem talento suficiente para não se deixar prostituir pela indústria da música. “A indústria não dá a mínima para você, ou para qualquer uma de nós. Eles vão prostituí-la por tudo que você vale e facilmente vão fazer você pensar que isso era o que você queria... e quando você acabar em uma clínica de reabilitação por ter sido prostituída, ‘eles’ vão estar em seus iates em Antígua, que eles compraram com a venda de seu corpo, e você vai se sentir muito sozinha”, escreveu. [...]

A artista irlandesa também comentou que Cyrus não precisa se preocupar com a imagem de estrela teen por conta do sucesso de “Hannah Montana”. “Ela está bem longe agora. Não é por você ter ficado nua, mas por você ter feito grandes discos”, disse. “Nós, mulheres da indústria, somos modelos e, como tal, temos que ser extremamente cuidadosas com as mensagens que passamos para outras mulheres”, completou. [Infelizmente, Miley não parece nem um pouco preocupada com isso e com o exemplo que vem dando a uma legião de adolescentes que acompanham a carreira dela.]


Nota: Nunca é tarde para reconhecer erros, no caso de O’Connor (e de muita gente), e nunca é cedo demais para aprender com os erros dos outros, no caso de Cyrus (e de outros tantos). Exemplos de vidas precocemente estragadas e mesmo destruídas não faltam no show business: Britney Spears, Amy Winehouse e Lindsay Lohan são apenas três exemplos mais ou menos recentes que me ocorrem agora. Muito nobre a atitude de Sinéad O’Connor em advertir sua colega mais jovem. Isso me lembra do livro de Eclesiastes, no qual Salomão desabafa e adverte os leitores de que sua fase rebelde não valeu a pena, de que foi tudo ilusão e vaidade. Depois de “experimentar de tudo”, o rei reconhece que o melhor mesmo a fazer é viver com Deus e ser guiado por Ele. Lembre-se de que você é livre para fazer escolhas, mas é escravo das consequências delas. Escolha com sabedoria, siga os bons exemplos e aprenda por contraste com os maus exemplos. Pra que adicionar sofrimento à vida, como se já não houvesse o suficiente? Tomara que Miley ouça a voz da experiência e que seus fãs não a tenham por modelo, pelo menos não agora. [MB]

DNA irredutivelmente complexo?


Understanding genetic regulation is a problem of fundamental importance. Recent studies have made it increasingly evident that, whereas the cellular genetic regulation system embodies multiple disparate elements engaged in numerous interactions, the central issue is the genuine function of the DNA molecule as information carrier. Compelling evidence suggests that the DNA, in addition to the digital information of the linear genetic code (the semantics), encodes equally important continuous, or analog, information that specifies the structural dynamics and configuration (the syntax) of the polymer. These two DNA information types are intrinsically coupled in the primary sequence organisation, and this coupling is directly relevant to regulation of the genetic function. In this review, we emphasise the critical need of holistic integration of the DNA information as a prerequisite for understanding the organisational complexity of the genetic regulation system.


Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “O DNA é irredutivelmente complexo? Há mais de duas décadas quem vem afirmando a informação complexa especificada digitalizada do DNA? Quem? Quem mesmo? Ah, a turma da teoria do Design Inteligente. Mas eles não sabem o que é ciência nem fazem ciência...”

quinta-feira, outubro 03, 2013

Será que o papa é católico?

Declarações surpreendentes
“Será que o papa é católico?”, eis o sarcasmo que a maioria dos fiéis católicos nunca iria perguntar; pelo menos não seriamente. Mas com uma série de recentes pronunciamentos e decisões que atacam a tradição papal, o papa Francisco deixou muitos católicos se perguntando se a Igreja Católica irá sobreviver a este papado. Nos últimos dias, a mídia se ateve a uma declaração que parece sugerir que os descrentes (ou mesmo os não católicos, ou até ateístas) podem ganhar a salvação e ser admitidos no céu (confira), enquanto seu recém-nomeado secretário de Estado, a segunda posição mais importante no Vaticano, sugeriu que eles estão prontos para repensar o celibato e o clero, sugerindo que padres e freiras poderão ter permissão de se casar. Agora, o fiel católico se pergunta: “Será que a Igreja Católica irá sobreviver ao papado de Francisco?”

O choque com o pensamento tradicional católico começou quando o papa Francisco decidiu voltar ao avião e conceder uma entrevista aos repórteres no voo de volta do Brasil para casa, em sua primeira viagem internacional como papa. Em vez de dizer que o homossexualismo é um “mal moral intrínseco”, conforme disse seu predecessor Bento XVI, o papa Francisco respondeu à pergunta de um repórter: “Se alguém é gay e procura o Senhor de boa vontade, quem seu ou para julgar?”

Então, em 11 de setembro, em uma carta publicada na primeira página de um jornal de Roma, o La Repubblica, o papa Francisco respondeu à pergunta do fundador do jornal e editor de longa data, Eugenio Scalfari, de 89 anos, que perguntou se Deus iria perdoar uma pessoa sem fé por um pecado cometido. Sua resposta saiu nas manchetes de todo o mundo, concluindo que o papa abriu as portas para a salvação dos que não acreditam em Deus.

Escreveu o papa: “E assim chego às três perguntas que me coloca no artigo de 7 de agosto. Parece-me que, nas duas primeiras, aquilo que lhe está no coração é entender a atitude da Igreja com quem não partilha a fé em Jesus. Antes de mais nada, pergunta-me se o Deus dos cristãos perdoa a quem não acredita nem procura acreditar. Admitido como dado fundamental que a misericórdia de Deus não tem limites quando alguém se dirige a Ele com coração sincero e contrito, para quem não crê em Deus a questão está em obedecer à própria consciência: acontece o pecado, mesmo para aqueles que não têm fé, quando se vai contra a consciência. De fato, ouvir e obedecer a esta significa decidir-se diante do que é percebido como bem ou como mal; e é sobre essa decisão que se joga a bondade ou a maldade das nossas ações.”

Na mesma carta, o papa Francisco se dirigiu aos judeus, continuando um tema que o tornou famoso na Argentina desde o ataque a bomba a um centro judeu em Buenos Aires, em 1994, matando 85 pessoas e deixando centenas feridas. O papa destaca que o povo judeu é a “raiz” de onde germinou Jesus. “Na amizade que cultivei durante todos esses anos com os irmãos judeus, na Argentina, também eu muitas vezes questionei a Deus na oração, especialmente quando a mente se detinha na recordação da experiência terrível do Holocausto.” “O que posso lhe dizer – com palavras do apóstolo Paulo – é que nunca esmoreceu a fidelidade de Deus à aliança estabelecida com Israel e que, através das terríveis provações destes séculos, os judeus conservaram sua fé em Deus.”

Na ocasião do Rosh Hashaná (ano novo judaico), o papa desejou aos judeus um feliz ano novo e encorajou um diálogo aberto em questões de fé. Ainda assim, Giulio Meotti, um jornalista italiano, ao escrever um editorial ao Israeli National News, não ficou satisfeito. “Mas conforme mostra essa nova carta, um dos graves perigos no diálogo do Vaticano com o judaísmo é a tentativa da Igreja de dividir os judeus ‘bons’ e dóceis da Diáspora e os judeus ‘maus’ e arrogantes de Israel”, escreve Meotti. “O papa Francisco nunca se dirigiu aos israelenses nas suas mensagens, nem defendeu abertamente o Estado Judeu desde que foi eleito pelo Colégio dos Cardeais. Parece que não há espaço para os sionistas fiéis e obstinados no sorriso leniente do papa. Em seus discursos, as aspirações nacionais judaicas são ignoradas, e até mesmo denegridas.”

Meotti fez referência a uma carta que a Conferência de Bispos Católicos dos EUA distribuiu recentemente junto com a Universidade Católica da América, que condenava a expansão dos assentamentos israelenses. A carta argumentava que a expansão dos assentamentos é “uma fonte primária de violações dos direitos humanos dos palestinos”, sugerindo que os palestinos que vivem em Israel sofrem “uma ocupação militar prolongada” por judeus israelenses.

Enquanto o papa Bento XVI proibiu um diálogo aberto sobre se padres e freiras deveriam ter permissão de se casar, o papa Francisco, que notoriamente disse que o celibato clerical poderia mudar, pode estar prestes a colocar o assunto na pauta para um debate sério. Assim afirma Clelia Luro, uma mulher de 87 anos cujo romance e eventual casamento com um bispo se tornou um enorme escândalo na década de 60. Sua história não impediu o papa Francisco de ser seu amigo muito próximo, que lhe telefonava todos os domingos quando era cardeal chefe da Argentina, segundo reportagem da Fox News.

Aquela previsão pareceu estar se concretizando depois que o arcebispo italiano Pietro Parolin, núncio da Venezuela que foi recentemente indicado para ser secretário de Estado do papa, segundo no comando do vaticano, disse ao jornal venezuelano El Universal que o celibato do clero não é um dogma.

Traduzindo para fora da terminologia formal da Igreja Católica, com esse pronunciamento, o arcebispo Parolin está sinalizando que o celibato para o clero não é um artigo obrigatório para a fé na qual todos os católicos praticantes devem acreditar, mas uma prática ou tradição que deveria ser aberta ao debate.

(Jerome R. Corsi, traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do WND; trechos da carta do papa Francisco ao jornal italiano retirados de News.va; via Julio Severo)

Leia aqui trechos de uma entrevista publicada no Estadão.

Mais sexo, por favor!

No contexto certo, uma bênção
Eu viajo muito por aí pregando e palestrando sobre e para mulheres. Gosto de ouvi-las no final e sempre guardo os bilhetinhos que recebo, ainda que alguns sejam raivosos como o que recebi dia desses, depois de um longo dia falando sobre submissão, sexualidade e vaidade. São temas que atingem, de um jeito ou de outro, todas as mulheres. Não importando região, nível social ou educacional. Mulher, afinal, não é tão indecifrável assim. Mas eu falei do bilhete e nele vou me ater, pois achei curioso. Numa das palestras, convoquei as mulheres a fazer mais sexo com seu marido, a pensar mais no assunto, a procurá-lo, surpreendê-lo e fazer as vontades do maridão que pensa e precisa mais de sexo do que a maioria das meninas, por conta da tal testosterona. Sim, falei isso. Chocou? Mostrei com pesquisas que os homens precisam aliviar a produção de sêmen a cada 72 horas e que as mulheres são preguiçosas crônicas quando se trata de sexo, sobretudo se já são casadas. Essa parte é minha intuição pouco científica, ressalto.

Daí veio o bilhete. Chamarei a remetente de Bia, para não expor a garota, estudiosa de Ciências Sociais, segundo ela me colocou, e com 21 anos. Para não correr riscos de ser injusta, transcrevo:

“Fabiana, sou formanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal de ......... e fiquei horrorizada com tamanho retrocesso que vi em sua palestra. Não pude me calar, pois convocar mulheres a fazer sexo com seus esposos e se submeterem a tal submissão física em pleno século 21, depois de tanto sofrimento para tamanhas conquistas feministas que tivemos, é ultrajante!”

O bilhete continua me chamando de retrógrada, machista, burguesa (?) e outras coisas pouco lisonjeiras. Tudo bem, se quer me odiar, vai ter que procurar lugar no fim da fila, mas tem toda liberdade para fazê-lo. Como não conheço a moça e não tive oportunidade de responder, o faço aqui, para todos que por ventura pensem o mesmo.

Querida futura socióloga ou o que quer que queira fazer com sua formação. Obrigada por ouvir a palestra e fazer parte do auditório, ainda que, pressuponho, não tenha aplaudido. Você tem direito de ter sua opinião quanto às conquistas feministas e abominar um discurso que, em essência, prega a submissão cristã (não só ao marido, mas a Deus), mas eu tenho horror mesmo é de constatar que uma mulher cristã possa pensar de outra forma.

Bom, já que teve liberdade para me jogar seu discurso, peço licença para explicar rapidamente o meu. Vejo em tudo quanto é publicação, de revistas, livros a panfletos, passando por televisão e vídeos no YouTube, “especialistas” que pregam o prazer livre feminino. Encorajam o sexo casual e constante com qualquer macho que lhe corte a frente, como forma de autoconhecimento, de exercer a liberdade conquistada com a fumaça dos sutiãs. Daí vejo amigas e colegas se esfregando à noite, para chorar de manhã o seu valor que sente diminuir por entregar o corpo a quem não quer sua alma. A dividir a cama com quem não quer dividir a vida, a expor sua intimidade a quem não liga para sua fragilidade. E uma estudiosa como você vem dizer que isso é mais avançado que ter sexo sadio e constante com o marido com quem você jurou viver diante de Deus? Para mim não faz muito sentido.

Sexo é a união carnal de dois seres que, antes, são espirituais e, vivendo sob a luz de Cristo, querem se consagrar, se unir e se melhorar para encontrar seu Salvador. Esse mesmo Deus que deu o sexo de presente para essa relação estável e abençoada. O mesmo sexo que é para procriação e prazer (serve para algo mais o clitóris?).

Pois bem, prefiro pregar para as mulheres e conclamá-las a satisfazer o esposo e procurar ser feliz sexualmente do que validar um discurso falido e vazio de que precisam exercitar sua sexualidade com masturbação ou com todos os homens que lhe quiserem.

Desculpe a “antiguidade” dos meus valores, são mesmo tão velhos quanto a criação.

(Fabiana Bertotti, Meu Cantinho)

Nota: O conselho da Fabiana está em conformidade com Provérbios 5:18 e 19 e 1 Coríntios 7:5. [MB]

Oração é a maior contribuição

Ore pelos cristãos perseguidos 
Muitos cristãos que vivem sob perseguição relatam que as orações têm sido o sustento que os faz permanecer firmes mesmo em meio à opressão. Em momentos difíceis, Deus os tem consolado através da intercessão de irmãos ao redor do mundo. Nos últimos meses, a Igreja no Egito tem sofrido com o conflito que assola o país e já destruiu dezenas de propriedades cristãs, entre casas, templos e lojas. O clima é de hostilidade e insegurança. A perseguição religiosa que os cristãos egípcios enfrentam há anos e, hoje, com mais intensidade, unicamente por seguirem a Jesus Cristo, nos faz querer apoiá-los para que suportem tudo em amor.

Pedidos de oração

• Interceda pelo restabelecimento da paz no Egito e pela estabilidade política no país.
• Ore pela proteção dos cristãos que têm sofrido retaliações por conta da queda do ex-presidente Morsi.
• Peça ao Senhor para que a Igreja de Cristo no Egito, a maior do mundo árabe, seja sal e luz neste momento de instabilidade e incertezas; para que os cristãos testemunhem do amor de Deus aos muçulmanos.
• Clame pelos cristãos que tiveram suas igrejas e propriedades destruídas e que perderam entes queridos, para que tenham a paz descrita em Filipenses 4:7, para que manifestem o perdão de Deus a seus agressores e consigam reconstruir suas vidas e igrejas.
• Ore pela conversão dos muçulmanos ao Senhor Jesus, especialmente os membros da Irmandade Muçulmana e de grupos radicais islâmicos que atuam no país.

Participe da campanha Ajude o Egito, Agora!

quarta-feira, outubro 02, 2013

Mais munição para o ECOmenismo

Entre as propostas um dia de descanso
A versão mais pessimista entre os quatro cenários considerados possíveis para o aquecimento global com mudanças climáticas, preparados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPPC), órgão das Nações Unidas (ONU), prevê que a temperatura média da Terra pode elevar-se em quase 5º C (4,8º C) até 2100. É uma situação catastrófica e inédita na história da civilização, ainda que a maior parte das pessoas possa não se dar conta disso levando em conta a variação térmica de um único dia, que pode iniciar-se, digamos, com 16º C e atingir 36º C ou mais, antes de voltar a cair. A diferença, aqui, está na expressão “temperatura média”, o que significa dizer que as temperaturas diárias globais serão significativamente elevadas e nos levam, a cada dia, para uma situação de completa insustentabilidade em escala planetária.

De um ponto de vista local, o pior cenário sugere que poderá haver tanto aquecimento insuportável quanto frio intenso, resultados de alterações no regime de ventos e correntes marinhas e, em muitos casos, custará a vida de pessoas e animais, sem incluir impactos agrícolas, com o comprometimento de safras. [...]

Em julho deste ano, Kerry Emmanuel, do Massachusetts Institute of Technology (referências da edição de novembro da Scientific American Brasil, neste momento em fase de edição), atualizou modelos computacionais utilizados pelo IPCC com dados mais precisos sobre ciclones. Com isso demonstra que, ainda durante a vigência do relatório que começou a ser divulgado, tempestades poderosas, e por isso mesmo destruidoras, devem aumentar não apenas em intensidade, mas também em frequência em todo o mundo.

O que, em síntese, um quadro como este sugere? Que o IPCC deve alterar imediatamente sua forma de produzir e liberar dados, de forma que a opinião pública internacional, melhor e mais rapidamente informada, pressione seus governos a adotar políticas restritivas às emissões de gases de efeito estufa. De imediato, essa é a única alternativa ao alcance das mãos da sociedade humana. E o resultado desse esforço deve convergir para a próxima conferência das partes, que reúne 195 países, marcada para 2015, em Paris, numa tentativa de limitar o aquecimento a 2º C.

A mídia deve sensibilizar para cumprir o papel que lhe é devido, avaliando com um mínimo de lucidez conteúdos relevantes e separando-os do que simplesmente é destituído de importância, num processo amplo de equipar comunidades nacionais para uma tarefa que até recentemente parecia impensável, por semelhar cenário da pura ficção: inibir o descontrole climático da Terra, nossa morada cósmica.

As vozes cínicas de sempre, comprometidas com a memória e não com a inteligência, pautadas pelo ego e não pela ética (e estética), certamente esboçarão sorrisos irônicos típicos de comportamento acovardado. Dirão que não está devidamente demonstrado que o aquecimento global com mudanças climáticas é devido a ações antrópicas (deflagrado por humanos).

Argumentarão, como têm feito nos últimos tempos, que mudanças naturais, entre elas devido à variação da radiação solar, alterações orbitais de longos períodos da Terra e mesmo a travessia de nuvens galácticas mais densas, de gás e poeira, no deslocamento do Sistema Solar em direção à constelação do Hércules (ápex solar), justificam essas alterações.

O clima, de fato, é extremamente dinâmico e temperaturas globais médias mais elevadas foram registradas, por exemplo, durante o longo reinado dos dinossauros, algo entre [supostos] 200 milhões e 65 milhões de anos atrás [e aqui o aquecimentismo e o evolucionismo dão-se as mãos]. Ocorre que essas mudanças foram lentas, com tempo para que as espécies se adaptassem (ainda que a extinção seja igualmente dinâmica), o que não ocorre neste momento.

E, de certa forma, o mais importante. Esse passado remoto não incluiu uma civilização como a atual. Os humanos sabem das ocorrências passadas por marcas deixadas por esses processos naturais em rochas e gelos polares, mas não estavam lá para presenciar essas cenas. Agora, passamos de sete bilhões de pessoas na Terra, o que significa dizer que temos, de um ponto de vista de ciência e ética, um compromisso que não havia no passado remoto.

O relatório do IPCC fala em 95% (contra 90% anteriormente) de certeza de o aquecimento global atual – disparado após a deflagração da Revolução Industrial, que lançou mão da energia contida em combustíveis fósseis em vez de músculos humanos e animais para produzir trabalho e, portanto, riqueza – ser de origem antrópica. Os 5% restantes para completar 100%, na verdade, são uma margem de manobra para evitar críticas metodológicas de um pensamento predominantemente conservador quanto à interpretação da natureza antrópica do aquecimento.

Mas, e se essa pequena margem, os 5%, ainda puderem ser a interpretação correta do fenômeno (aquecimento natural)? As iniciativas preservacionistas, sugeridas pela versão antrópica, seriam, comparativamente falando, negativas em que? Em praticamente nada. Daí a conveniência de serem adotadas o mais breve possível. [Ou seja, causado ou não pelo ser humano, o aquecimento deve ser “freado” a todo custo. Mudança sutil de argumento...]

Individualmente, é mais inteligente nos prepararmos para riscos maiores e, se eles não se revelarem tão desastrosos, tanto melhor. E isso também é válido para o coletivo, neste caso o conjunto da sociedade humana. Assim, estaremos, como se pode dizer coloquialmente, “no lucro” e não no prejuízo, como sugerem recomendações que vão das fábulas de Esopo a uma diversidade de mitologias de todos os povos. [...]

Em relação ao conteúdo divulgado pelo IPCC, agora, e o que deve ocorrer até outubro de 2014, é necessária uma reação nova e inédita da comunidade internacional via governos nacionais – o que não é nada trivial, deve-se reconhecer. [...] Na essência, questões como aquecimento global com mudanças climáticas por liberação de gases de efeito estufa dizem respeito a uma transformação paradigmática nos padrões de energia utilizados por uma civilização como a nossa, que se prepara para espalhar-se por seu sistema solar de origem, supondo que não sejamos os únicos no Universo. [...]

Mudanças climáticas vão ameaçar desde o voo de aviões, com aumento de turbulência, à produtividade agropecuária nos campos, passando pela queda na oferta de alimentos dos mares, acidificados e com a vida comprometida. Além, como parece já ficar evidente, do aumento de desastres naturais. Os preciosos estoques de águas deverão sofrer desvios ou se tornarão ainda mais escassos em determinadas regiões, com perturbação do ciclo hidrológico, a maneira como a água circula na Terra, acumulando-se em nuvens e precipitando como chuva ou neve, para abastecer fontes de lagos e rios que correm para o mar.

Num cenário assim, as previsões do IPCC, embora pareçam pura ficção, na realidade advertem de forma dramática que nossos netos não herdarão a Terra.

(Ulisses Capozzoli, Observatório da Imprensa)

Nota: Em seu texto (releia os trechos grifados), Capozzoli, que é editor da revista Scientific American Brasil, dá o tom alarmista de que os ECOmenistas tanto precisam (clique aqui para ler mais sobre o ECOmenismo). As novas previsões do IPCC, sem dúvida, vão dar novo “gás” à campanha de “salvamento da Terra”, caso contrário, “nossos netos não herdarão a Terra”. Não se trata aqui de ser “negacionista”, como acusam alguns. Não tenho por que, necessariamente, duvidar de que esteja havendo um aquecimento global. Ele até pode ser a mola propulsora dos desastres previstos na Bíblia e que antecederiam a volta de Jesus. Já que os aquecimentistas fizeram algumas concessões (ou seja, mesmo que o aquecimento não seja causado pelo homem, vale a pena implementar medidas para a redução dos gases), faço também a minha: mesmo que o aquecimento global seja em grande medida causado pelo ser humano, o que mais me preocupa é o clima de medo que se quer alimentar e as decisões drásticas que podem ser tomadas num clima assim. O 11 de Setembro serviu de exemplo: em ambientes de terror, as pessoas desistem até de suas liberdades. Não podemos nos esquecer de que uma das medidas para ajudar nesse esforço de “salvar a Terra” foi sugerida pela Igreja Católica e apoiada por governos e até mesmo por ateus: reservar o domingo para ser um dia de baixa emissão de carbono (existe até um projeto para isso apoiado pelo The Guardian). Mesmo que os guardadores do sábado tenham suas motivações ecológicas e se unam aos esforços pela preservação do meio ambiente (na verdade, eles até têm mais motivos para isso, pois se veem como administradores da criação de Deus), a recusa em trabalhar aos sábados (já que o domingo será o dia escolhido para o descanso) poderá ser vista com maus olhos por um mundo que estará lutando pela sobrevivência de todos. [MB]

O Resgate da Verdade (Prezis 6 a 10)









terça-feira, outubro 01, 2013

Florestas na Antártida?

Ecossistema substituído
Uma pesquisadora britânica, citada em matéria recente do jornal Folha de S. Paulo, afirmou que a Antártida era um “paraíso tropical” há cerca de 40 milhões de anos (segundo a cronologia evolucionista, evidentemente). Jane Francis, do Colégio de Meio Ambiente da Universidade de Leeds, afirma que o continente gelado, que hoje tem uma camada de quatro quilômetros de gelo, foi uma região de clima quente e fauna rica. “Durante a maior parte da história geológica da Antártida, a região estava coberta por bosques e desertos, um lugar que tinha um clima quente”, disse Francis. “Muitos animais, incluindo dinossauros, viviam na região. Foi no passado geológico recente que o clima esfriou”, acrescentou. Em 2008, cientistas americanos e britânicos anunciaram ter descoberto novas florestas fósseis de supostos 300 milhões de anos em minas de carvão em Illinois, nos Estados Unidos. De acordo com matéria publicada no site da BBC Brasil, a antiga vegetação, hoje transformada em rocha, é remanescente das primeiras florestas tropicais do mundo.

Segundo o paleontólogo Howard Falcon-Long, da Universidade de Bristol, “a floresta [...] é dominada por árvores de musgo altas, gigantes”. Mas, então, por algum motivo, “todo o sistema entra em colapso e se reorganiza, é substituído por uma vegetação de samambaias e ervas, um ecossistema completamente diferente”, completa. Um ecossistema devastado e substituído por outro inicialmente de plantas maiores. Faz pensar. [Continue lendo.]

Lições da nova milionária brasileira

TV do "bispo" premia a indecência
Após se tornar a mais nova campeã de “A Fazenda”, Bárbara Evans, 22, contou não ter dado mesmo importância para as câmeras instaladas no quarto em que dormia com Mateus Verdelho, 30, no confinamento. A filha de Monique Evans fez sexo com o namorado inúmeras vezes enquanto estava confinada no reality. “A gente se ama e quem se ama faz amor, sim. Quanto a isso, não estou nem um pouco ligando”, disse a modelo em resposta às críticas de sua oponente na casa, Andressa Urach, que classificou o comportamento do casal como desrespeitoso. “Ela quer ibope, mas comigo não vai ter mais”, declarou Bárbara. A mais nova milionária do Brasil credita sua vitória também aos momentos quentes que protagonizou com Mateus. “[Venci] por ser tão verdadeira, não fui outra pessoa em momento algum. Fiz sexo, sim. Bebi, sim. Chorei, sim. Dei risada, sim. Isso me levou ao grande prêmio.”

As brigas com Andressa estão entre as mais ásperas de todas as edições do reality. Com direito a cusparada, a animosidade entre as duas tornou quase impossível a reconciliação fora da casa, tanto que ao ser questionada por Britto Jr. quem era o peão com o qual Bárbara não gostaria de manter contato, ela logo mencionou Andressa.

Apesar disso, a modelo descartou ir à justiça contra a vice-Miss Bumbum e disse não se arrepender de seu comportamento na casa. “Ela falou muito da minha vida e eu poderia ir na Justiça e falar: ‘Se é isso tudo o que você falou, então prova.’ Mas eu tenho Deus no coração e quero mais que ela se exploda. Ele [Mateus] se arrepende, mas eu não me arrependo, não. [A Andressa] mereceu várias cuspidas. Se o tempo voltasse, eu ia lá e dava mais cuspidas nela.”


Nota: Aí está a mais nova milionária do Brasil e aí estão as lições que ela deixa para seus fãs e expectadores do programa: (1) se gostar de alguém, não há problema em fazer sexo com ele, ainda que não exista compromisso; (2) maus hábitos como sexo sem compromisso e bebedeiras agradam ao público e conquistam admiradores; (3) é possível ter Deus no coração e odiar o próximo; (4) quando odiar alguém, cuspa nele e não se arrependa disso; (5) esta não é necessariamente uma lição, mas revela um paradoxo absurdo: um canal de TV que pertence a um líder religioso premia a indecência, a mentira e a futilidade (canal que, segundo um amigo ex-pastor da Universal, foi comprado com dinheiro dos fiéis). Imagine o que se poderia veicular de conteúdo edificante em tantas horas jogadas fora e o que se poderia fazer com dois milhões de reais... Quantas bolsas de estudo poderiam ser doadas? Quantas cestas básicas poderiam ser distribuídas? Quantas Bíblias poderiam ser impressas? Enfim, quanta coisa poderia ser feita com um dinheiro que simplesmente ajudou milhões de brasileiros a ver que muitas vezes vence quem cava ainda mais o fundo do poço. Lamentável, para dizer o mínimo. [MB]

A universalidade do sentimento religioso

Criados para crer?
Um estudo maciço levado a cabo junto das mais variadas culturas do mundo apurou que a fé religiosa é natural, até instintiva, no ser humano. Roger Triggm, professor na Universidade de Oxford, afirmou: “Temos tendência para ver propósito no mundo. Vemos operacionalidade. Pensamos que algo se encontra por lá, mesmo que não sejamos capazes de a observar. [...] Toda essa forma de pensar tem tendência a acumular-se até desenvolver-se uma forma de pensar religiosa.” Trigg é co-diretor do projeto de Oxford (com a duração de três anos) que incorporou mais de 40 estudos distintos levados a cabo por dezenas de pesquisadores observando países desde a China até a Polónia, passando pelos Estados Unidos e a Micronésia.

Estudos levados a cabo por todo o mundo apuraram resultados similares, incluindo a amplamente disseminada crença em algum tipo de vida depois da morte e uma tendência instintiva para sugerir que os fenômenos naturais têm um propósito. Trigg afirma que “para as crianças, em particular, era muito fácil pensar de uma forma religiosa”. Mas o estudo apurou que mesmo os adultos eram muito suscetíveis a atribuir a um Agente Invisível a responsabilidade por um evento natural.

Segundo Justin Barrett, o outro co-diretor do projeto, o estudo não diz nada sobre a existência de Deus, deuses ou se existe algum tipo de vida depois da morte. “Este projeto não tem como finalidade provar a existência de Deus ou a existência de deuses. Só porque uma forma de pensar é mais fácil para o ser humano não significa que é a verdadeira forma de pensar, nem que é um fato.”

Trigg vai mais longe e afirma que tanto ateus como os religiosos podem usar esse estudo em seu favor. Segundo Trigg, o famoso secularista Richard Dawkins “pode aceitar os nossos estudos e afirmar que nós temos que ultrapassar essa fase da nossa vida.” Mas as pessoas com fé religiosa podem alegar que a universalidade do sentimento religioso serve ao propósito de Deus. “Os religiosos podem dizer coisas como “Se Deus existe, então Ele criaria em nós uma inclinação natural de buscá-Lo.”

Trigg acrescenta que o bem-sucedido estudo pode não tomar uma posição no que toca à existência de Deus, mas tem implicações profundas para a liberdade religiosa: “Se temos algo que se encontra tão enraizado na natureza humana, contrariá-lo é de qualquer forma não permitir que os seres humanos realizem seus interesses básicos. Existe um impulso muito forte para olhar para a religião como algo privado.”

“[A religião] não é algo do interesse de alguns, mas, sim, algo que faz parte da natureza básica do ser humano. Isso mostra que ela é mais universal, prevalecente e profundamente enraizada, e isso é algo que tem que ser considerado. Não se pode fingir que ela não está lá.”

O estudo, com o nome de Cognition, Religion and Theology Project, sugere fortemente que a religião não enfraquecerá com o tempo, afirmou Trigg: “A tese da secularização dos anos 1960, a meu ver, está irremediavelmente condenada ao fracasso.”

(CNN, via Darwinismo)

segunda-feira, setembro 30, 2013

Cérebro no computador: a vã esperança de vencer a morte

A mente é só um programa?
O desejo de perpetuar a vida para além da morte faz parte do imaginário do físico inglês Stephen Hawking, uma das mentes mais respeitadas da ciência. Segundo ele, tudo o que nossos cérebros armazenaram durante a vida poderia ser copiado para o disco-rígido de um computador, de forma a garantir que nossos pensamentos e ideias pudessem ser acessados por outros, mesmo após a nossa morte. “Eu acredito que o cérebro é um programa dentro da mente, que funciona da mesma forma que um computador. Portanto, teoricamente seria possível fazer uma cópia do cérebro para um computador e permitir vida mesmo depois da morte”, disse Hawking à imprensa durante visita a um festival de cinema inglês.

Ele adicionou que tal façanha ainda está “além de nossas capacidades”, mas que a ideia convencional de vida após a morte nada mais é do que um “conto de fadas para quem tem medo de escuro”. As informações são do jornal inglês The Telegraph.

O conceito de perpetuar a vida humana através das máquinas não povoa apenas o imaginário do físico: o bilionário russo Dmitry Itskov fundou em 2011 uma ONG com o objetivo de estudar a robótica para estender a vida humana, e um grupo de cientistas intitulado Brain Preservation Foundation trabalha no desenvolvimento de uma técnica que permita a conservação do cérebro e de suas memórias, emoções e consciência.

Já o gigante da internet Google lançou recentemente um braço de pesquisas chamado Calico, cujo objetivo também é estender a vida por meio do emprego da tecnologia – a empreitada do CEO do Google, Larry Page, [foi] inclusive tema de reportagem de capa da revista Time [da] semana [passada] nos Estados Unidos. 


Nota: Por mais materialista que se declare, o ser humano não consegue se conformar com a finitude. Por mais darwinista que se considere, o ser humano não aceita a “normalidade” da morte. Ao mesmo tempo em que Hawking considera “conto de fadas” a ideia de vida após a morte, sonha com a possibilidade de não morrer e de ter seu cérebro preservado num computador. “Eu acredito que o cérebro é um programa dentro da mente [não seria o contrário? Talvez a tradução não tenha sido correta aqui], que funciona da mesma forma que um computador”, diz ele. Com todo o respeito ao gênio de Hawking (um dos cientistas responsáveis por meu amor à ciência), não creio que nossa mente se limite a um “programa” de computador. Há muito mais no ser humano do que informação. Temos sentimentos, experiências de vida, caráter, personalidade, índole e, por mais que alguns a “abafem”, espiritualidade. Ainda que seus pensamentos pudessem ser preservados num computador, “aquilo” não seria você. Seria apenas informação armazenada. O único que pode devolver você à vida, mesmo depois de morto, é o Doador da vida: Deus. Isso não apenas não se trata de conto de fadas (afinal, ao ressuscitar, Jesus provou que tem poder sobre a morte), como consiste em nossa única esperança. [MB]