quarta-feira, julho 24, 2013

E-mails que nos alegram (39)

“Olá, Michelson. Me chamo Renan Felippe e frequento a Igreja Adventista Central de Sorocaba, SP. Faz quatro anos que tenho acompanhado seu trabalho no blog Criacionismo. Comecei pelo meu interesse em biologia alimentado pelas ‘digitais do Criador’. Sempre gostei da sua opinião e de relatos objetivos que defendem nosso Deus. Passei a estudar sobre design inteligente e virei uma dor de cabeça para muitos biólogos que se limitam apenas à evolução. Sempre tive interesse na área de ciências, principalmente, como já disse, em biologia. Sempre me maravilhei em encontrar evidencias do Criador em Sua criação. Passei, inclusive, a estudar um pouco mais sobre evolução, para entender o que faz tantos acreditarem nisso, e isso me fez despertar um interesse muito grande em relação a amigos ateus e céticos. Assim que fiquei sabendo do contexto que envolvia seu novo livro A Descoberta, fiquei interessado. Logo comprei um e terminei de ler em dois dias. O que eu não sabia é que esse livro seria muito mais do que um simples alimento para meu interesse no assunto. O livro me reaproximou de Deus, quando estava começando a duvidar. Me identifiquei muito com o personagem Carlos Biagioni. O livro me envolveu cada vez mais, principalmente a história traumática de Carlos. Esse trecho foi especialmente tocante para mim, ainda mais com o sermão do pastor sobre graça – minha própria perspectiva da graça mudou. Ao terminar de ler o livro, não tive escolha a não ser me ajoelhar diante de Deus e me reconciliar, chorando, porém, agradecido. Obrigado por escrever esse livro com o Denis!”

Bebê volta à vida depois de 2 horas abraçado à mãe

Que o toque e o cheiro da mãe são importantes para o bebê não é novidade. Mas podem ser mais poderosos do que você imagina. Uma mãe australiana contou como o toque trouxe seu bebê de volta à vida. Os médicos disseram que Jamie Ogg não tinha nenhuma chance de sobrevivência, quando nasceu prematuro de 27 semanas, pesando apenas 900 gramas. Enquanto sua irmã gêmea, Emily, conseguiu sobreviver, Jamie lutou por vinte minutos, mas foi declarado morto pelos médicos. Eles o entregaram à mãe, Kate, para que ela e o pai, David, se despedissem. Quando recebeu a notícia de que seu filho não tinha sobrevivido, Kate desenrolou Jamie do cobertor, colocou-o perto de seu peito e começou a conversar com ele. “Ele era muito mole. Seus pequenos braços e pernas estavam apenas caindo fora de seu corpo. Dissemos a ele qual era seu nome e que tinha uma irmã”, disse ao jornal Daily Mail. Depois de duas horas de conversa com o filho, de tocá-lo e acariciá-lo, ele começou a mostrar sinais de vida. Em seguida, após sua mãe colocar um pouco de leite materno no dedo e dar a ele, o bebê começou a respirar.

Kate tem certeza de que o contato “pele-a-pele”, no seu caso, foi vital para salvar seu filho doente. O método conhecido por “mãe canguru”, que também é aplicado em hospitais brasileiros, supõe que as mães se tornem incubadoras humanas, mantendo o bebê aquecido. Sabe-se que os bebês de baixo peso tratados dessa maneira têm menores taxas de infecção, padrões de sono melhor e menor risco de hipotermia. Mas casos como o de Kate desafiam a ciência e nos fazem continuar com razões para acreditar.

(Revista Crescer, via Aqui a Gente Mostra)

Nota: Além do aspecto miraculoso e terno dessa notícia, há também algo de design inteligente. Note que é citada a “técnica” de se usar o corpo da mãe como “incubadora natural”. Ou seja, o natural sempre é melhor que o artificial. O contato da mãe com o filho foi indispensável para a manutenção da vida. Seria a temperatura ideal? O cheiro da mãe? A voz dela? Tudo isso combinado com outras coisas?[MB]

terça-feira, julho 23, 2013

A grande tarefa do "papa do povo"

Não resta dúvida que Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, conquistou as massas e pode reconquistar muitos católicos desgarrados do rebanho. Foi no mínimo curioso assistir aos noticiários e às coberturas da chegada do líder da Igreja Católica e ver jornalistas e repórteres se comportando mais como devotos do que como profissionais de comunicação. De uma hora para outra, todos eles se esqueceram das perguntas que poderiam e deveriam fazer ao religioso. Disponibilizaram suas câmeras e microfones para que ele dissesse o que quisesse, sem interrupção, sem questionamentos. Nas entrevistas feitas com os fiéis, foram ao ar frases que certamente teriam sido cortadas na edição, caso tivessem sido ditas por evangélicos, noutro contexto. É claro que o papa é um personagem importante e sua vinda ao Brasil merece o destaque devido a um líder de Estado e da maior população cristã do mundo. Mas não se podem esquecer os motivos por trás da escolha do Brasil para esse evento.

Segundo matéria publicada no site G1 (com dados da pesquisa Datafolha divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo 21), o número de brasileiros que se declaram católicos caiu de 64% em 2007, quando houve a última visita de um papa ao país, para 57% em 2013. No mesmo período, a população de evangélicos pentecostais passou de 17% para 19%, a de evangélicos não pentecostais de 5% para 9% e a de espíritas kardecistas se manteve em 3%.

A porcentagem da população católica é a menor da série histórica do Datafolha, iniciada em 1994. Na época, 75% dos brasileiros eram católicos, 10% evangélicos pentecostais, 4% evangélicos não pentecostais e 4% espíritas kardecistas. O menor número de católicos registrado desde então havia sido em 2011, com 62%. Entre os católicos, 26% consideram que o papa Francisco é melhor que seu antecessor, o papa Bento XVI; 50% acham que os dois são iguais, e apenas 3% consideram Francisco pior.

A pesquisa também fez questionamentos sobre a participação dos entrevistados na igreja. Entre os católicos, apenas 17% costumam ir à missa e outros serviços religiosos mais de uma vez por semana. Quando é questionada a presença apenas uma vez por semana, o número sobe para 28%. Ainda entre os católicos, 21% dizem ir à igreja uma vez por mês, e 7% assumem que não a frequentam. Os números também apontam que 34% deles têm o hábito de contribuir financeiramente com a Igreja, com um valor médio mensal de R$ 23.

A participação é menor que a encontrada em outras religiões. Entre os evangélicos pentecostais, 63% vão à igreja mais de uma vez por semana, 52% contribuem financeiramente, e o valor médio é de R$ 69,10 mensais. Entre os evangélicos não pentecostais, 51% vão à igreja mais de uma vez por semana, 49% contribuem financeiramente, e o valor médio é de R$ 85,90 mensais. Já entre os espíritas kardecistas, 23% costumam participar de serviços religiosos, 16% contribuem financeiramente e o valor médio é de R$ 42 mensais.

Os entrevistados também foram questionados acerca de temas polêmicos entre as religiões. Entre os católicos, 36% disseram ser contra a legalização da união de homossexuais. Entre os evangélicos pentecostais, 63% se disseram contra. O número cresce entre os evangélicos não pentecostais – 68% – e cai entre os espíritas kardecistas – 21%. A adoção de crianças por casais gays é rejeitada por 42% dos católicos, 66% dos evangélicos pentecostais, 73% dos evangélicos não pentecostais e 31% dos espíritas kardecistas.

Pelo visto, o “papa do povo” tem mesmo muito trabalho pela frente.[MB]

Leia também: “Da ferida não resta nem cicatriz”

A propósito, ao contrário do que dizem certos boatos por aí, o papa Francisco não tem um irmão adventista (confira).

Cosmólogo defende que Universo não está se expandindo

Para a cosmologia moderna, o Universo está em expansão acelerada, com as galáxias afastando-se uma das outras. Christof Wetterich, um físico da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, não concorda com isso. Por isso ele está propondo uma interpretação diferente: não é o Universo que está se expandindo, é a massa de tudo que está aumentando. Embora a proposta ainda não tenha sido aceita para publicação em nenhuma revista científica, ela está recebendo atenção suficiente para merecer um longo comentário pela revista Nature. Especialistas na área ouvidos pela revista chamaram a proposta de Wetterich de “fascinante”, afirmando que ela merece ser analisada com cuidado. Não é por acaso. A nova proposta ajuda a resolver um dos maiores problemas da cosmologia moderna, a singularidade existente no momento do Big Bang, algo sobre o que os cientistas não têm nenhuma ideia.

O principal indício observacional da expansão do Universo - descoberta [pelo padre] Georges Lemaitre nos anos 1920 - é o chamado desvio para o vermelho. Uma vez que o Universo está em expansão, o comprimento de onda da radiação dos objetos aumenta à medida que atravessa o espaço. Quanto mais longe viajar a radiação, maior será o comprimento de onda. Como o vermelho é o maior comprimento de onda que nossos olhos podem ver, esse processo é literalmente um desvio do comprimento de onda em direção à ponta vermelha do espectro - daí o nome desvio para o vermelho.

Os astrônomos verificaram que as galáxias mais distantes têm desvios para o vermelho maiores do que as galáxias mais próximas - e concluíram que o Universo deve estar se expandindo.

O que Wetterich argumenta é que a radiação característica emitida pelos átomos - logo, a luz deles que chega até nós - também é controlada pelas partículas elementares que formam esses átomos, particularmente os elétrons. Assim, se a massa de um átomo aumentar, os fótons que ele emite terão mais energia. Como energias mais altas correspondem a frequências mais altas, as frequências de absorção e emissão desses átomos vão tender para o lado azul do espectro eletromagnético. Inversamente, se as partículas estão se tornando mais leves, as frequências terão um desvio para o outro lado do espectro, para o vermelho.

Outro fundamento da cosmologia moderna é a velocidade finita da luz, o que leva à conclusão de que, quando olhamos para galáxias mais distantes, estamos olhando para o passado, vendo esses corpos celestes como eles eram quando emitiram a luz, que levou um tempo para chegar até nós.

Se existir um processo constante de aumento da massa de tudo no Universo, isso significa que as galáxias mais distantes terão um desvio para o vermelho em comparação com as frequências emitidas pelos átomos hoje, e a magnitude desse desvio para o vermelho será proporcional à distância de cada uma delas. Assim, o desvio para o vermelho, propõe o físico, faz as galáxias parecerem estar se afastando, quando na verdade elas não estão.

Isto muda muita coisa na interpretação do Big Bang, eliminando sobretudo as partes mais “incômodas” da teoria. Antes do período de rápida expansão do Universo, conhecido como inflação, o Big Bang deixa de conter uma singularidade - uma densidade infinita onde toda a física colapsa - e passa a se esticar rumo ao passado em uma escala de tempo infinita. Assim, não apenas o Universo atual pode ser estático, como ele pode até mesmo estar se contraindo.

O grande problema com a proposta de Wetterich é que não há como testá-la experimentalmente porque a massa só pode ser medida em relação a alguma coisa - um cilindro de platina chamado quilograma por exemplo. Assim, se absolutamente tudo estiver aumentando de massa, incluindo o próprio cilindro de platina usado como referência do quilograma, não há como detectar essa mudança.

O físico não se impressiona com o argumento, afirmando que a eliminação da singularidade no Big Bang já é vantagem suficiente. Para ele, sua interpretação será útil para permitir que os cientistas pensem em modelos cosmológicos diferentes, da mesma forma que os físicos usam diferentes interpretações da mecânica quântica apenas mantendo a consistência matemática entre elas.


Nota: Não sei se Wetterich tem razão, mas é interessante a ideia de que possa estar errada a tão difundida hipótese da expansão do Universo. Não seria essa expansão uma espécie de “ilusão de ótica” dos observadores localizados aqui na Terra, num dos confins do cosmos? Convenhamos: não é dos melhores nosso ponto de vista aqui nas cercanias de um dos braços em espiral da Via Láctea, com telescópios que têm lá suas limitações. Prefiro crer no que escreveu Ellen White: “Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não-caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder” (O Grande Conflito, p. 677). Movimento circulatório em torno de um centro de atração em lugar de expansão?[MB]

Reino Unido proibirá pornografia que simula estupro

Todos os lares do Reino Unido terão o acesso a sites de pornografia bloqueados por seu provedor de internet, a menos que escolham acessá-los, segundo anúncio que o primeiro-ministro, David Cameron, fará em breve. Além disso, Cameron tornará ilegal a posse de pornografia online mostrando imitações de estupro, colocando Inglaterra e País de Gales em linha com a Escócia, onde já havia legislação nesse sentido. O ministro adiantou as medidas em uma entrevista à BBC neste domingo. Em discurso, o primeiro-ministro afirmará que o acesso à pornografia online está “corroendo a infância”. As medidas serão aplicadas para clientes existentes e novos dos provedores - e caberá a estes aplicar as barreiras. Filtros serão ativados automaticamente para todos os novos clientes, embora eles possam optar por desligá-los. Milhões de usuários de computadores serão contatados pelos seus provedores de internet e informarão se querem ativar filtros para evitar que seus filhos acessem material inadequado.

“Eu quero falar do impacto da internet sobre a inocência de nossas crianças e sobre como a pornografia online está corroendo a infância... E como, nos cantos mais escuros da internet, há coisas acontecendo que são um perigo direto para os nossos filhos, o que deve ser erradicado. [...] Não estou fazendo este discurso por moralismo ou alarmismo, mas porque sinto, profundamente, como político e como pai, que o tempo para a ação chegou. Isto é, simplesmente, proteger os nossos filhos e sua inocência.”

Cameron anunciará que a posse de pornografia online retratando estupro será considerada ilegal. Ele também pedirá que páginas de alerta apareçam quando as pessoas tentarem procurar conteúdo ilegal.

A legislação em vigor apenas proíbe a publicação - em papel - de representações pornográficas de estupro, e não a posse.

A iniciativa foi bem recebida por grupos e acadêmicos que fazem campanha pela proibição do “estupro pornô” de mulheres. Holly Dustin, diretora da ONG End Violence Against Women Coalition, disse que o grupo estava “encantado”.

“A coligação do governo se comprometeu a evitar o abuso de mulheres e meninas. E, para isso, é fundamental enfrentar uma cultura que glorifica o abuso”, disse ela. “O próximo passo é trabalhar com especialistas para garantir a elaboração cuidadosa da lei e um financiamento adequado para garantir que a lei seja cumprida integralmente.”


Nota: Na verdade, conforme profissionais que atuaram no meio (confira aqui e aqui), a pornografia em si é um tipo de violência, envolvendo ou não estupro, e, como tal, acaba também estimulando a violência e uma visão distorcida do sexo e da mulher. Por isso mesmo, a pornografia de qualquer tipo deveria ser proibida ou restringida ao máximo. Alguns se saem com a desculpa de que tal tipo de restrição agride direitos individuais e a liberdade “artística”. Mas e quando esses “direitos” agridem os direitos dos pais de terem seu lar livre desse lixo, por exemplo? Espero que esse tipo de lei chegue também ao Brasil, onde a cultura da humilhação feminina e do estupro existe há um bom tempo, infelizmente (a julgar pelas campanhas abaixo).[MB]

No ano passado, a Nova Schin levou ao ar uma propaganda em que um grupo de amigos bebe na praia e imagina como seria ter invisibilidade. Na imaginação libidinosa deles, o que fazem? Passam a mão em mulheres no mar, agridem um rapaz e entram num vestiário feminino de onde as mulheres fogem apavoradas. E o “clima” do comercial é de puro humor!

Outro exemplo de marketing infeliz foi produzido pela marca de preservativos Prudence. Num dos itens que, segundo os marqueteiros, promove queima de calorias, está escrito: “Tirando a roupa dela, sem o consentimento dela.” Sexo sem consentimento, se é que os produtores da propaganda infeliz não sabem, é estupro.




Mais um: a Pepsi também deu sua contribuição ao tema com uma propaganda de muito mau gosto. Um salva-vidas, em troca de uma latinha da bebida, “entrega” para um tarado uma moça desacordada.


Finalmente: anos atrás, a famosa marca Dolce & Gabbanna veiculou a foto acima, que é autoexplicativamente infeliz. E certa empresa lançou as infames camisetas com a “fórmula do amor”, segundo a qual, é necessário embebedar a mulher para tê-la. Quando será que vão proibir esse tipo de baixaria? E quando será que as pessoas vão parar de rir de piadas sem graça?



segunda-feira, julho 22, 2013

180 graus: ela desejou nascer de novo, e conseguiu

domingo, julho 21, 2013

A visão preconceituosa do bisneto de Darwin

Para quem não sabe, Matthew Chapman é bisneto de Charles Darwin. Mas ele não seguiu os passos do bisavô naturalista. Chapman é jornalista e cineasta e apareceu na imprensa nacional graças ao filme “A Tentação”, lançado no ano passado no Brasil. Chapman escreveu alguns livros sobre fé e descrença, sempre tentando colocar a suposta razão materialista em oposição à suposta irracionalidade da religião. Isso explica a trama de seu filme: um triângulo amoroso e trágico entre o ateu Gavin (Charlie Hunnan), Shana (Liv Tyler) e seu marido religioso Joe (Patrick Wilson). Com sua produção, o cineasta não quer apenas entreter; seu objetivo é discutir, mais uma vez, fé e razão – ou pelo menos o que ele entende sobre essa discussão.

Em entrevista concedida ao portal UOL, Chapman explica que, com “A Tentação”, ele quis fazer um thriller sobre os dois lados opostos da fé americana. Ele diz que um “é secular, sofisticado e educado e outro, que é bíblico, homofóbico, subjuga as mulheres e acredita que o Universo só tem dez mil anos de idade. E tem muita gente que acredita nisso nos EUA”.  [Continue lendo.]

A fé seletiva de Mlodinow

Aos 15 anos de idade, li o clássico Uma Breve História do Tempo, de Stephen Hawking. Não entendi muita coisa na época, mas o livro foi mais uma contribuição para reforçar meu gosto pela ciência. Por isso mesmo, a entrevista publicada recentemente no site da revista Veja com o amigo e coautor de Hawking, Leonard Mlodinow, chamou minha atenção. Nos anos 1980, Mlodinow trabalhou como roteirista nas séries de TV “McGyver – Profissão: Perigo” e “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração”. Leia aqui alguns trechos da entrevista, acompanhados de pequenas observações minhas entre colchetes e uma nota no fim. [Continue lendo]

sábado, julho 20, 2013

Descendente de Darwin se converte após ler Dawkins

Seu nome é Laura Keynes, mas ela descende nada menos que de Darwin. O famoso economista John Maynard Keynes, cujas teorias ainda dividem os especialistas (depois de os Estados as terem aplicado amplamente durante todo o século 20) era irmão de Geoffrey, que se casou com Margaret Darwin, tataraneta do célebre Charles.
Margaret foi a bisavó de Laura Keynes, que, dessa maneira, se encontra entre os parentes de dois gigantes do pensamento mundial moderno. Essas duas figuras ainda hoje influenciam o Ocidente e seu impacto só pode ser comparado ao marxismo – não é por acaso que continuamos ouvindo falar do darwinismo e do keynesianismo.

Laura, nascida em Londres, doutorou-se em Filosofia, em 2010, na Oxford. Atualmente, mora em Cambridge, onde escreve para importantes publicações, como Times Literary SupplementThe ObserverStandpoint Magazine, e trabalha em seu primeiro livro.

Laura Keynes não apenas se converteu ao catolicismo, mas quase se transformou em uma apologista em tempo integral. Ela se uniu, de fato, ao projeto Catholic Voices, iniciativa de divulgação e apologética no mundo anglo-saxônico. Até aqui, nada excepcional, além da ascendência especial dessa mulher. O que chama a atenção é que Laura Keynes se converteu ao catolicismo depois de ter lido o best-seller Deus, um Delírio, do famoso ateu militante Richard Dawkins.

Cabe destacar que Laura não tinha nenhuma pré-disposição familiar ao interesse pela religião. Seu pai simplesmente não se interessava pelo tema, bem como seus dois ilustres antepassados. A mãe, nascida no anglicanismo, passou ao catolicismo depois de pouco tempo (algo frequente na Grã-Bretanha), chegando a batizar sua filha no rito católico. Mas sua convicção era tão fraca que, depois de alguns anos, tornou-se budista (algo também comum entre as famílias de classe alta, não só na Grã-Bretanha).

Assim, Laura cresceu em um ambiente essencialmente agnóstico, no qual a religião não chegava a ser nem um hobby pessoal, mas o último dos pensamentos. Depois, Laura cresceu e, enquanto estudava para o doutorado em Oxford, interessou-se pelo debate surgido sobre o chamado “novo ateísmo” de Dawkins.

Ela aprofundou no tema e percebeu que toda a novidade se baseava em uma instrumentalização do seu antepassado naturalista – que, por outro lado, não teve nenhuma intenção de fundar um novo credo baseado no mais radical materialismo. De fato, chegou a se incomodar bastante com as conclusões teológicas que alguns, em sua época, tentaram extrair dos seus estudos de biologia.

Em sua análise, Laura descobriu que “o ‘novo ateísmo’ continha sempre uma semente de intolerância e de desprezo às pessoas”. A partir disso, ela começou uma caminhada espiritual que a levou a valorizar “a santidade e a dignidade da vida humana”. E concluiu: “Escolhi livremente ser católica, depois de muitas reflexões e longas análises.” Naturalmente, sua conversão, dada sua ascendência, levantou polêmicas. Os comentários eram do tipo: “Mas ela parecia uma pessoa tão inteligente...”

A esta altura, Laura explica que uma característica da família é a atitude de “explorar e analisar as incongruências nas provas”. Foi isso que ela fez e a conclusão a levou diretamente ao batismo papista, seguindo os passos de grandes intelectuais ingleses que, usando somente seu cérebro, a precederam: Chesterton, Lewis, Tolkien, Newman, Eliot, Waugh, entre outros.


Nota: Dawkins deve estar espumando de raiva, afinal, com seu livro Deus, um Delírio, pretendia "desconverter" todos os leitores que tivessem alguma crença e confirmar a descrença dos ateus.[MB]

sexta-feira, julho 19, 2013

Qual a resolução em megapixels do olho humano?

“Se houvesse uma comparação entre uma câmera fotográfica e a visão humana, quantos megapixels nossa visão teria?” ­– Lara Fonseca Jacob, Belo Horizonte, MG

“É a resolução dos seus olhos, meu bem.” Ela teria 341.5 megapixels. Para chegar a esse número, é preciso entender como o olho funciona. Manuel Menezes de Oliveira Neto, doutor em Ciência da Computação e professor da UFRGS, explica que, através de movimentos rápidos, o olho faz uma varredura da cena de modo contínuo e envia essas informações ao cérebro, que as combina e compõe as imagens. Para cada grau do campo de visão, o olho faz 77 “ciclos”. Oliveira diz que, segundo a metodologia de um estudo publicado no Journal of Comparative Neurology, são necessários dois pixels para definir um ciclo, totalizando – na complicada matemática da visão – 154 pixels para cada grau do campo de visão. Assim, por exemplo, se considerarmos a imagem percebida por alguém que observa uma cena com um campo visual de 120 graus tanto na horizontal quanto na vertical, teríamos: 120 x 154 x 120 x 154 = 341.5 megapixels. “Bem superior à capacidade das câmeras fotográficas atuais”, ressalta Menezes, antes que você abra uma aba no Google para ver a quantas andam as máquinas de hoje em dia.


Nota: Câmeras fotográficas são resultado de muita inteligência, investimentos e tecnologia. E o olho, tremendamente mais complexo que a mais moderna das câmeras, seria resultado de mutações aleatórias filtradas pela seleção natural ou de design inteligente?[MB]

Ela desejou nascer de novo, e conseguiu


Chegou um momento em que Débora Borges pensou que a única alternativa seria se ela pudesse nascer de novo... Próximo sábado, dia 20/7, às 18h, na TV Novo Tempo (www.novotempo.com/tv). Leia também www.deusnosuniu.com

Namoro tradicional perde popularidade entre universitárias

Às 23h de um dia de semana, com seus trabalhos terminados, uma caloura na Universidade da Pensilvânia fez o que costuma fazer quando tem algum tempo livre: mandou uma mensagem de texto para um cara com quem ela dorme frequentemente, mas sem namoro. Ele apareceu, eles viram um pouco de TV, fizeram sexo e foram dormir. O relacionamento, ela diz, não tem nada de “almas gêmeas”. E ela não reclama da falta da cortesia por parte dos homens, ou que eles não querem compromisso. “Não posso ter um relacionamento romântico e significativo agora porque estou sempre muito ocupada e as pessoas que me interessam também estão sempre ocupadas”, ela diz. “Há tantas coisas importantes acontecendo na minha vida que não quero abrir um tempo para o amor. Quando estou sóbria, estou trabalhando”, completa a estudante que pediu anonimato.

Está cada vez mais claro que os tradicionais namoros na época da faculdade quase acabaram, substituídos pelo chamado hookin up, um termo ambíguo que pode significar quase qualquer coisa, de uns amassos a sexo, sem os laços emocionais de um relacionamento.

Até recentemente, os estudiosos do comportamento acreditavam que a mudança era iniciativa dos homens, e que as mulheres estavam mais interessadas em romance do que em encontros sexuais casuais. Mas cada vez mais percebe-se que as jovens também querem esse tipo de relação.

Hanna Rosin, em seu livro The End of Men (O fim dos homens, em tradução livre), argumenta que o hooking up é uma estratégia funcional para as mulheres ambiciosas, permitindo que desfrutem de uma vida sexual enquanto focam a maior parte de sua energia em objetivos acadêmicos ou profissionais.

Mas há outros que discordam, como Susan Patton, ex-aluna de Princeton e mãe de dois jovens, que recentemente enviou uma carta ao jornal da universidade falando que as jovens não devem perder a chance de procurar por um marido no campus. Segundo ela, tirar a ênfase dos relacionamentos durante a faculdade trabalha contra as mulheres.

“Para a maioria, a felicidade futura estará ligada ao homem com quem se casarem. E vocês nunca mais vão encontrar essa concentração de homens interessantes”, aconselha. Susan diz que decidiu escrever o texto depois de uma conversa com universitárias, quando perguntou quantas queriam se casar e ter filhos e elas ficaram constrangidas, mas quase todos ergueram as mãos. “Essas mulheres brilhantes têm vergonha de dizer que casar e ter filhos é uma parte importante da vida delas.”

Como as entrevistas com mais de 60 jovens na Universidade da Pensilvânia sugerem, a discussão é central na vida de uma geração de mulheres que têm a sua frente grandes oportunidades e forte pressão, talvez como nunca antes, algo que está formando uma visão diferente sobre sexo e relacionamentos na faculdade.

As universidades americanas de elite, hoje, estão repletas de jovens mulheres que aspiram a se tornar doutoras, advogadas, políticas, banqueiras, ou executivas como Sherly Sandberg do Facebook ou Marissa Mayer do Yahoo. Preocupadas em conseguir alguma vantagem competitiva, especialmente numa época de economia vacilante, muitas veem a faculdade como uma corrida para adquirir as melhores credenciais: notas altas, posição de liderança em organizações estudantis, estágios disputados. O tempo fora da sala da aula está tomado por outras atividades.

Essas mulheres dizem que construir um bom currículo, e não encontrar namorados (nem se fala em maridos), é sua tarefa principal durante a faculdade. Elas imaginam seus 20 anos como um período de esforço sem impedimentos, época em que poderão trabalhar por um ano em um banco em Hong Kong, voltar a estudar, então entrar no mundo corporativo de Nova York, etc. Para elas, é difícil se imaginarem engatadas num relacionamento durante tantas possíveis transições. Quase todas dizem que não planejam se casar até chegarem próximo de completar 30 anos, ou depois.

Nesse contexto, algumas mulheres aproveitam a oportunidade de ter relacionamentos sexuais sem envolvimento emocional. Ainda assim, por acreditarem que falar abertamente sobre isso pode lhes prejudicar – seja por temer a opinião da família, receio de ficar com reputação ruim na universidade, ou ainda acreditarem que o assunto possa atrapalhar o futuro profissional – elas só dão entrevistas em condição de anonimato.



Nota: O fato de se casarem bem mais tarde e de manterem múltiplas experiências sexuais antes disso pode até garantir a esses jovens prazer momentâneo e uma boa carreira, mas não satisfação a longo prazo e um matrimônio feliz – e, no fim das contas, ninguém vive apenas de realização profissional. Não existe relacionamento sexual sem envolvimento emocional, por mais que se queira negar isso (confira aqui). As “marcas” ficam, e frequentemente acompanham as pessoas por toda a vida. O “namoro tradicional” era uma oportunidade de conhecer melhor o/a pretendente a casamento, numa relação sadia de amizade e respeito. Se isso está desaparecendo, o futuro das famílias também fica seriamente ameaçado.[MB]

quinta-feira, julho 18, 2013

Fé, oração, estilo de vida e cura

A fé e o estilo de vida têm tanto efeito na saúde cardiovascular que ganharam duas mesas redondas no 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro, em setembro. A aceitação da doença e a crença de ter que enfrentá-la como parte de um plano maior é observada pelos médicos como fator positivo em pacientes religiosos, praticantes ou não. “A gente não aprende isso na faculdade, mas eu vejo muito nas UTIs coronarianas pacientes graves que, com fé, enfrentam a doença com muita determinação”, conta o médico Roberto Esporcatte, da Sociedade de Cardiologia do Rio. Não há estudos científicos definitivos sobre o poder da prece, é difícil documentar o índice de mortes de pessoas mais ou menos religiosas, mas até agora, o que se sabe é que a crença em um poder superior tem ação benéfica na qualidade de vida dos pacientes.

“Em relação ao bem-estar, pacientes que têm uma espiritualidade em tratamento costumam apresentar pressão arterial melhor, melhores taxas, menos calcificação coronariana, mas isso é uma dedução”, explica o cardiologista. “Essa ponte entre a formação ortodoxa e a vida religiosa dos pacientes será tratada no congresso, porque por mais que se estudem novos medicamentos não se sabe por que alguns respondem a eles e outros não.”

No tratamento de tumores há uma comprovação de alteração cognitiva de 40% relacionada à quimioterapia, em mulheres que sobreviveram ao câncer de mama. Mas nas que praticam ioga essa alteração é menor, segundo a Mônica Klemz, do Centro Oncológico de Niterói. Pode ter a ver com o exercício, com os mantras, com a respiração, com a meditação durante as aulas ou com o conjunto desses fatores.

“É difícil definir e medir a fé das pessoas. Até agora nos estudos não há aumento de sobrevida em religiosos, a não ser nos adventistas do sétimo dia, mas neste caso é relacionado a uma vida mais regrada praticada por quem é dessa religião”, observa a oncologista.

Mônica alerta para resultados conflitantes em relação ao tema, já que a situação de doença quando vista como punição pode atrapalhar a recuperação do paciente. Mas ela conta que em reuniões com pacientes oncológicos a figura de um padre ou religioso costuma emocionar. “Em geral, quando há uma prece, a equipe médica e os pacientes se emocionam, acho que porque a gente lembra da fé na recuperação.”

quarta-feira, julho 17, 2013

Como os favos das abelhas viram hexágonos

Desde que o mundo é mundo, os favos das abelhas fascinam pela complexidade e perfeição de sua geometria e inspiraram uma equipe de pesquisadores a desvendar o mistério de suas formas hexagonais. Até Charles Darwin, autor da teoria da evolução, se rendia à casa das abelhas, considerando-as “absolutamente perfeitas, economizando mão de obra e cera”. A equipe de pesquisadores de Bhushan Karihaloo, da Universidade de Cardiff, constatou que, antes de se transformarem em hexágonos, os favos têm, inicialmente, a forma circular. Eles ganham a forma hexagonal e levemente arredondada ao longo da construção das fileiras, prateleiras onde são depositados pólen e mel. Em artigo publicado na revista da Royal Society britânica, os especialistas explicam que o mecanismo dessa transformação se dá no escoamento da cera derretida, que uniria os favos vizinhos.

Inúmeras hipóteses foram elaboradas ao longo dos séculos na tentativa de explicar a geometria impressionante das colmeias. Já se acreditou, inclusive, na insólita capacidade que esses insetos teriam para fazer complexos cálculos matemáticos a fim de medir as larguras e os ângulos. Mas, segundo o estudo, a explicação está nas propriedades físicas da cera utilizada para construir os favos circulares.

Numa temperatura de aproximadamente 45º, a cera começa a derreter como um líquido elástico, viscoso. Ela se estica como um caramelo, e os ângulos se formam na junção das células, dando origem aos hexágonos.

De acordo com os pesquisadores, o calor na origem dessa transformação é fornecido pelas abelhas operárias que trabalham sem parar, lado a lado, na construção das fileiras.

Mesmo que o enigma dessa impressionante estrutura tenha sido solucionado graças a uma combinação física e matemática, os cientistas afirmam que o papel central da pesquisa ficou a cargo dos insetos. “Nós ficamos maravilhados com o papel das abelhas no processo: aquecendo, endurecendo e afinando a cera exatamente onde é necessário”, afirmam.

(Info)

Evangélica posa nua e ajuda a banalizar o cristianismo

Já está decidido quem será a estrela da [revista masculina] Playboy em setembro, mês seguinte ao esperado ensaio de Nanda Costa na edição de aniversário. Será Aline Franzoi, a primeira brasileira a trabalhar como ring girl no UFC. A morena, de apenas 20 anos, estreou no posto em janeiro deste ano, quanto também apareceu num ensaio sensual para a revista Vip. Evangélica, ela chegou a dizer que nunca posaria nua, mas mudou de ideia. Nas redes sociais, ela costuma postar mensagens de cunho religioso e as fotos que faz como modelo. Antes de estrear nos ringues, Aline participou de concursos de miss e fez uma ponta na novela “Guerra dos Sexos”.


Nota: Não bastassem os pastores ladrões do rebanho que trocam por dinheiro promessas de bênçãos e de prosperidade e jogam na latrina o bom nome do cristianismo, há também aqueles que não sentem o menor constrangimento em dizer que são "evangélicos" e tomar parte em atividades que contrariam frontalmente as orientações do Deus que dizem seguir. O que muitos esquecem é que o testemunho, na vida do cristão, não é uma opção - testemunhamos a todo momento, contra ou a favor de Jesus. Apocalipse diz que parte do povo de Deus nos últimos dias, identificado simbolicamente pela igreja de Laodiceia, é "pobre, ceg[a] e nu[a]" (Ap 3:17). Alguns têm levado essa identificação muito a sério...[MB]

terça-feira, julho 16, 2013

Ele morreu com a esperança no porta-malas

Uma ultrapassagem em local proibido e o excesso de velocidade causaram uma colisão frontal com óbito no início da manhã [do dia 12], na BR-277, em Irati. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um veículo Honda Civic, placas de Araucária (PR), bateu de frente em um caminhão que transportava combustível. O condutor do carro, Edilson Correia de Souza, de 35 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local do acidente. Já o motorista do caminhão, placas de Santa Tereza do Oeste, PR, Moacir Dionísio Azevedo, escapou ileso. De acordo com a PRF, Edilson era proprietário de uma transportadora de veículos. O motorista do Honda Civic seguia sentido Irati/Guarapuava. Havia muita neblina no momento do acidente, que ocorreu por volta das 6h30. Segundo o motorista do caminhão, ele ia de Cascavel para Araucária e estava circulando em uma velocidade baixa em função da neblina. “O rapaz entrou podando e bateu de frente. Não deu tempo de fazer nada”, relatou Moacir.

O caminhoneiro ainda disse que foi informado pela polícia que o motorista do Honda Civic já tinha sido orientado a diminuir a velocidade durante o deslocamento na rodovia. “O policial da guarita disse que ele estava fazendo coisa errada lá para trás e ia se matar se continuasse correndo”, revelou.

O tráfego na BR-277 não precisou ser interrompido, pois os dois veículos foram arremessados as margens da rodovia em função do impacto da colisão.

A única parte que ficou intacta no Honda Civic após o acidente foi o porta-malas justamente onde estava com uma revista [na verdade, livro] com o título A Grande Esperança.


(Rede Sul de Notícias)

Nota: Essa é uma notícia triste que me fez refletir em uma série de coisas. Primeiramente, foi inevitável associar a última viagem de Edilson à viagem desta vida, também cheia de curvas, neblina e perigos. Cada manhã, quando acordamos, não sabemos se terminaremos o dia com vida - mas nem sempre nos lembramos de nossa mortalidade e de quão frágil é a vida. Confiamos demais em nossos "automóveis" modernos, equipados com vários itens de segurança. E seguimos velozmente pela vida, como se fôssemos durar para sempre; como se freios ABS e air bags fossem suficientes para nos proteger do pior. Não são. Só Deus é. O último parágrafo da reportagem acima é ainda mais perturbador, e chamou a atenção do repórter justamente pelo inusitado da situação. A Grande Esperança estava guardada no porta-malas, a única parte que restou intacta no veículo que se transformou num amontoado de ferro retorcido. Será que Edilson leu o livro? Será que ele conhecia a esperança descrita naquelas linhas? Só Deus sabe. E você, onde tem guardado a grande esperança? No "porta-malas" ou no coração? A mensagem de Deus não é um amuleto para ser carregado conosco. Ela deve ser interiorizada pela leitura, pelo contrato com o Criador, pela oração. Sua segurança depende disso. E sua vida eterna também.[MB]

Triste realidade brasileira


Nota: Que tipo de sociedade teremos com um quinto de nossas crianças nascendo em lares (quando têm) sem o mínimo de estrutura? Que tipo de filhos serão esses nascidos de meninas que ainda não têm maturidade sequer para administrar um casamento (quando se casam)? E o que faz o governo? Incentiva o uso da camisinha e promove campanhas de vacinação contra o HPV. Não que essas ações paliativas não tenham seu lugar. O problema é que não se atacam as causas: a promiscuidade incentivada em festas populares, em músicas, novelas e filmes. Os resultados estão aí. Até quando vão tentar curar a doença lidando apenas com seus sintomas? (Os dados são do Banco Mundial.)[MB]

segunda-feira, julho 15, 2013

Personagem de novela volta como “espírito”

Em “Amor à Vida”, Nicole (Marina Ruy Barbosa) vai morrer e se transformar num fantasma. Em cenas já entregues por Walcyr Carrasco, a doença de Nicole vai se agravar bastante. Ela desiste de raspar os cabelos na hora em que o cabeleireiro já está com a tesoura nas mãos e se casa com Thales (Ricardo Tozzi) com os fios longos porque não quer parecer feia. Os dois se casam e a doença dela piora. O médico do hospital San Magno tenta salvar a jovem. Mas ela não consegue reagir e morre. Porém, Nicole vai continuar na novela como um fantasma.  Ela não vai dar paz para Thales e Leila. Os dois arquitetaram um plano para o rapaz se casar com ela e herdar toda sua fortuna. Durante o tratamento, antes de morrer, ela vai descobrir o plano de Leila e termina seu casamento com Thales, sem lhe deixar nada. Com a desistência de Marina Ruy Barbosa em raspar os cabelos, Walcyr Carrasco teve que mexer em 26 cenas.



Nota: Tem muita gente assistindo a sessões espíritas dentro da própria casa. O problema é que, se você teoricamente não concorda com essa ideologia (porque que crê na Bíblia, por exemplo), mas se expõe constantemente a ela, terminará por criar uma dissonância cognitiva que o fará duvidar até mesmo daquilo que antes cria. Conforme escreveu Ellen White, há mais de um século, “Satanás tem-se preparado para o esforço final de enganar o mundo. O fundamento de sua obra foi posto na declaração feita a Eva no Éden: ‘Certamente não morrereis’ (Gn 3:4). ‘No dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal’ (Gn 3:5). Pouco a pouco, ele tem preparado o caminho para sua obra-prima de engano: o desenvolvimento do espiritismo. Até agora (século 19) não logrou realizar completamente seus desígnios; mas estes serão atingidos no fim dos últimos tempos, e o mundo será arrastado para as fileiras desse engano” (História da Redenção, p. 398).[MB]