
O grande feito do cientista foi realizado em 1952, sob a supervisão de Harold Urey (1893-1981), quando ambos estavam na Universidade de Chicago. Num recipiente projetado para ser uma versão artificial da [suposta] atmosfera terrestre primitiva - uma mistura de hidrogênio, água, amônia e metano -, a dupla disparou cargas elétricas para simular o efeito de raios, e o resultado, após uma semana, foi o surgimento espontâneo de aminoácidos - moléculas orgânicas complexas que servem de tijolos para as proteínas, substâncias da qual a vida depende para existir.
Desde então conhecido como experimento de Urey-Miller, o trabalho foi publicado em 15 de maio de 1953 pela revista científica Science, com um impacto notável - era a primeira demonstração de como moléculas complexas e essenciais à vida podiam surgir a partir de compostos mais simples.
"Stanley Miller foi o pai da química da origem da vida", disse Jeffrey Bada, professor de química marinha da Universidade da Califórnia em San Diego e foi orientado em sua pós-graduação pelo famoso cientista. "E ele foi um líder naquele campo por muitas décadas, mantendo-se ativo até mesmo após seu primeiro derrame, em novembro de 1999. Foi o experimento de Miller que quase da noite para o dia transformou o estudo da origem da vida num campo respeitável de investigação."
Miller nasceu em Oakland, Califórnia, em 7 de março de 1930. Ele se formou em química pela Universidade da Califórnia em Berkeley em 1951 e fez doutorado na Universidade de Chicago, concluído em 1954. Passou um ano com uma bolsa no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e outros cinco anos na Universidade Columbia, antes de se instalar na Universidade da Califórnia em San Diego - onde terminou sua carreira científica.
(G1 Notícias)
Nota: Leia mais sobre o experimento de Urey-Miller aqui.