
Ao todo, a dupla escavou no Timor Leste ossos de 13 roedores, 11 dos quais até então desconhecidos pela ciência. Apenas uma das espécies encontradas na escavação sobrevive até hoje. O estudo foi publicado na edição de julho do Bulletin of the American Museum of Natural History.
“O leste da Indonésia é um hotspot da evolução de roedores e exige maior atenção de esforços de conservação. Esses animais respondem por cerca de 40% da diversidade de mamíferos no mundo e são elementos-chave dos ecossistemas, importantes para processos como manutenção dos solos e dispersão de sementes. Manter a biodiversidade entre ratos é tão importante como proteger aves ou baleias”, disse Aplin. [...]
Em cada uma das ilhas do leste da Indonésia, segundo o estudo, evoluiu um conjunto único de ratos. Aplin também encontrou seis novas espécies de roedores em uma caverna na ilha de Flores. [...]
(Estadão)
Nota: Assim como Darwin encontrou tentilhões ligeiramente diferenciados em ilhas diferentes (microevolução), ratos diferenciados foram encontrados em ilhas diferentes (curiosamente, nunca foram encontrados fósseis de proto ou pré-tentilhões ou pré-ratos). Apesar das variações morfológicas – tanto no caso dos pássaros quanto no dos ratos –, tentilhões ainda eram tentilhões e ratos ainda eram ratos. Macroevolução seria um tentilhão se transformar em rato ou vice-versa. Outro detalhe que me chamou a atenção na matéria: foram atribuídos 1,5 mil anos ao fóssil do rato de seis quilos. Então, é possível haver fossilização em alguns séculos ou poucos milênios.[MB]