Aproveitando o bonde de críticas ao fundamentalismo islâmico, o repórter Diogo Schelp, da Veja, aproveitou para disparar sua venalidade contra os criacionistas. Ele cita que 40 por cento dos norte-americanos rejeitam o evolucionismo. E daí? Qual é o problema? Nem por isso parte destes cidadãos andam em um mundo medieval. Por outro lado, 60 por cento aceitam como ciência (humm) as teorias de Darwin, expurgando e anatematizando a figura de uma divindade. Isto sim é treva. Apesar da existência de muitos criacionistas fanáticos e lunáticos, deve-se considerar que as maiores atrocidades cometidas contra a humanidade foram conduzidas por evolucionistas, cristãos ou não. O físico Marcelo Gleiser acusa de criminosas as escolas que mantêm em seu currículo o ensino criacionista. Que ele prove na Justiça quantos desses alunos cometeram crimes, ou então seja processado por essas instituições de ensino pela sua leviandade.A pergunta da enquete na HP do site do Observatório da Imprensa, “A fé religiosa pode limitar a liberdade de expressão?”, está errada. É capciosa, de duplo sentido, de má-fé. Típica de evolucionistas amantes de Darwin desesperados. O problema em questão não é a fé, mas a entidade, a instituição religiosa, a seita, estas sim podem cercear a liberdade de expressão. Fé é uma característica individual, inata ao sujeito e não à coletividade. Ignorância dos jornalistas ou pura sacanagem?
Configura-se no planeta uma batalha ideológica entre filosofias de natureza religiosa. Por trás de tudo isso, duas bases: o criacionismo e o evolucionismo. Os primeiros na retaguarda; os segundos, ensandecidos, individualistas, autoritários, arrogantes, envaidecidos, usando todos os subterfúgios para solapar, se possível, a própria estrutura social. Tudo para impedir que criacionistas cheguem ao poder. São ou não criminosos, nazistas, tiranos e despóticos? Que esse conflito não passe das idéias, das tribunas e dos espaços conquistados nas mídias!
(Ruben Dargã Holdorf, do Paraná On-Line)



















