quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Flor em fóssil de “15 milhões de anos” é igual às de hoje

Toda a complexidade das atuais
Pesquisadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, descreveram uma nova espécie de planta graças à descoberta de flores fossilizadas dentro de pedaços de âmbar que têm pelo menos 15 milhões de anos. As duas flores estavam entre os 500 fósseis coletados em uma expedição realizada em 1986 pelo professor George Poinar, um famoso entomologista. A maioria das amostras coletadas era de insetos, mas, depois de quase 30 anos de pesquisas, o professor começou a analisar as flores. Poinar percebeu que elas estavam praticamente intactas, algo muito difícil de acontecer com plantas presas em âmbar: geralmente sobram apenas fragmentos. Em 2015, Poinar enviou fotos em alta resolução para Lena Struwe, da Universidade Rutgers, em Nova Jersey. “Parecia que essas flores tinham acabado de cair de uma árvore. Pensei que poderiam ser flores Strychnos”, disse Pionar.

Ao receber as amostras presas em âmbar, Struwe comparou a estrutura física de todas as 200 flores conhecidas da espécie Strychnos, analisando coleções inteiras de muitos museus e acervos. E comprovou a descoberta do colega. A professora disse que as características usadas para identificar espécies de Strychnos estão na morfologia da flor, e “por sorte era o que encontramos nesse fóssil”.

“Analisei cada amostra de espécie do Novo Mundo, fotografei e medi e comparei com a foto que George me mandou e me perguntei: ‘Como são os pelos nas pétalas? Onde eles estão situados?’, e assim por diante.”

A descoberta foi divulgada na revista especializada Nature Plants.

A nova planta, batizada de Strychnos electri, pertence ao gênero de arbustos tropicais e árvores conhecidos por produzir a toxina estricnina. E, para os animais do fim do período cretáceo que conviveram com ela, a planta era um perigo a mais. “Espécies do gênero Strychnos são quase todas tóxicas de alguma forma”, explicou George Poinar. “Cada planta tem seus próprios alcaloides com efeitos variados. Algumas são mais tóxicas que outras e pode ser que tenham sido bem-sucedidas porque seus venenos ofereciam algum tipo de defesa contra os animais herbívoros”, acrescentou. [...]

Mas essas plantas também são da família das “asterídeas”, que inclui mais de 80 mil plantas floríferas - até mesmo muitas que são de consumo humano, como a batata, o café e o girassol.

A descoberta dessas flores quase intactas e tão antigas é mais um elemento muito importante ao registro de fósseis dessa família, que ainda não é totalmente compreendida pelos cientistas.


Nota: Em “15 milhões de anos” a planta não mudou nada, é perfeitamente relacionada com suas equivalentes contemporâneas e já dispunha de toda a complexidade que uma flor possui e da qual as plantas com flores dependem para sobreviver e se reproduzir. E ainda querem que eu creia na evolução... [MB]

Leia mais sobre evolução e flores aqui e aqui.

Astrofísico e químico discutem idade do Universo

O que a física e a química dizem?
O Universo tem bilhões de anos ou seria “jovem” como a vida na Terra?

[Recentemente, dois grandes amigos meus, por quem nutro grande respeito e consideração, discutiram o polêmico tema da idade do Universo. Da perspectiva de suas respectivas áreas de formação e atuação – astrofísica e química –, e de suas visões religiosas, ambos apresentaram argumentos e evidências para sustentar, de um lado, um Universo mais antigo do que a Terra (ou do que a vida na Terra) e, de outro, um Universo datado em milhares de anos, como a Terra. Dada a relevância do assunto e levando em conta o nível da conversa, posto aqui, com autorização, parte do diálogo para sua apreciação, preservando a identidade dos “debatedores”. O texto é longo, mas vale a pena lê-lo, a fim de tomar consciência de dois tipos de posicionamento quanto à idade do Universo defendidos por criacionistas “de peso”. – MB]

[Clique aqui e continue lendo.]

terça-feira, fevereiro 16, 2016

Campo de força protegerá astronautas contra radiação

Design muito inteligente
Enquanto a Nasa se prepara para testar um escudo magnético para proteger as naves contra o calor na reentrada na atmosfera, a ESA (Agência Espacial Europeia) trabalha em um conceito similar para proteger os astronautas contra a radiação espacial. Os esforços foram concentrados em um projeto chamado SR2S (Space Radiation Superconducting Shield – Escudo Supercondutor contra Radiação Espacial). As primeiras informações sobre o projeto foram divulgadas no ano passado por físicos do LHC, que se juntaram ao projeto para compartilhar sua larga experiência no uso dos ímãs supercondutores que deverão gerar o escudo antirradiação espacial. A equipe europeia anunciou a conclusão do projeto básico, afirmando que “agora têm o conhecimento e as ferramentas necessárias para desenvolver escudos magnéticos para proteger os astronautas da exposição à radiação causada pelos raios cósmicos galácticos”.

A escolha do supercondutor recaiu mesmo sobre o diboreto de magnésio (MgB2) para gerar o campo de força antirradiação, conforme anunciado inicialmente pela equipe do LHC. Os fios e cabos supercondutores serão dispostos de forma a gerar um campo que os engenheiros chamaram de “estrutura abóbora”, devido ao formato das linhas de força do escudo.

“Esta é uma configuração de escudo ativo que é crucialmente leve e, portanto, adequada para as missões de longa duração no espaço profundo. A estrutura funciona reduzindo o material atravessado pelas partículas incidentes, evitando assim a geração de partículas secundárias e, por decorrência, gerando um escudo mais eficiente”, diz o comunicado do projeto.

Esse “escudo abóbora” deverá gerar um campo magnético 3.000 vezes mais forte do que o campo magnético da Terra, suficiente para projetar um campo de força de 10 metros ao redor da nave, desviando os raios cósmicos incidentes e, desta forma, protegendo os astronautas em seu interior.

A grande restrição do projeto era o peso da estrutura geradora do campo de força, já que a adição de 1 kg à massa de uma espaçonave aumenta o custo da missão como um todo em U$15.000. Contudo, no espaço os ímãs supercondutores estarão em seu ambiente natural, dispensando os caros e pesados equipamentos de refrigeração necessários para mantê-los a quase -200º C – no frio do espaço, as naves estarão naturalmente em temperaturas próximas a essa.

“Ainda poderão ser necessários muitos anos até que essa tecnologia esteja pronta para ser implantada de forma ativa nas missões espaciais tripuladas ao espaço profundo, mas mais testes da tecnologia SR2S continuarão a ser realizados no curto e médio prazos”, concluiu a nota.


Nota: Muitos anos de pesquisa, muito dinheiro e muita inteligência foram necessários para criar esse escudo magnético protetor. Ninguém, em sã consciência, diria que um mecanismo dessa natureza pudesse surgir do nada. Mas o que dizer do campo magnético da Terra, do qual a vida sempre dependeu para sobreviver? Esse foi fruto do acaso? [MB]

Resenha crítica do livro Zelota, de Reza Aslan

Reza Aslan é o autor do livro Zelota – a vida e a época de Jesus de Nazaré. Ele é especialista em temas religiosos, formado em Harvard e na Universidade da Califórnia. Estudou o Novo Testamento, grego bíblico, história, sociologia e teologia das religiões. Nascido no Irã, ele vive entre Nova York e Los Angeles.

Aslan e seu livro alcançaram projeção e interesse e, consequentemente, tremendo sucesso editorial, depois de uma polêmica entrevista na rede de televisão americana Fox News, com grande audiência de cristãos de diferentes denominações nos Estados Unidos. Na entrevista, a jornalista Laura Green questionou duramente Aslan e perguntou como ele teve a ousadia de escrever um livro sobre Jesus, sendo muçulmano. A pergunta foi considerada preconceituosa e Aslan respondeu que escreveu o livro como acadêmico com doutorado e especializações em história das religiões e 20 anos de estudo das origens do cristianismo. Esse debate contribuiu para as vendas aumentarem quase 50%.

Em síntese, Aslan defende em seu livro o seguinte: Jesus, ao contrário do que pregam as denominações cristãs, não foi um pacifista que, diante da violência “oferecia a outra face” e amava os inimigos. Segundo Aslan, Jesus foi um revolucionário, cujo objetivo principal era expulsar os romanos da Judeia, criar um reino de Deus na Terra e assumir seu trono. Ele recupera com novas cores uma antiga versão de cristianismo – em voga nos anos 1960 graças à Teologia da Libertação, que misturava cristianismo com marxismo. Era um Jesus mais para Che Guevara do que para Madre Teresa de Calcutá. “Ele era um zelote revolucionário, que atravessou a Galileia reunindo um exército de discípulos para fazer chover a ira de Deus sobre os ricos, os fortes e os poderosos”, escreve Aslan no começo de seu livro.

Zelote é uma palavra derivada do aramaico. Significa “alguém que zela pelo nome de Deus”. Outra possível tradução para o termo é fervoroso, ou mesmo fanático. Sua origem está ligada ao movimento político judaico que defendia a rebelião do povo da Judeia contra o Império Romano. Os zelotes pretendiam expulsar os romanos pela força.

O empenho do autor em sua argumentação supostamente embasada pela História é desconstruir a figura do Jesus pacifista, amoroso e pregador de um reino eterno, e apresentá-Lo como um revolucionário disposto a reverter a ordem e Se estabelecer como rei dos judeus liderando-os na libertação do jugo romano.

Porém, as convicções de Aslan esbarram em limitações que ele procura resolver com uma argumentação especulativa. Procura preencher a falta de dados com suposições, visto não encontrar registros históricos suficientes. O irônico é que a fonte principal do autor é o próprio evangelho que ele procura desmerecer como fonte fidedigna. Empenha-se ao máximo para desfazer a concepção cristã acerca do Jesus que, diante de Pilatos, afirmou: “O Meu reino não é deste mundo” (João 18:36).

O teólogo Martin Goodman, professor de história romana em Oxford, observa que “o problema não é Aslan ser muçulmano ou ser iraniano. O problema é que ele usa uma tese ultrapassada e desacreditada como se fosse uma verdade absoluta”.

A revista Época, ao comentar a respeito do livro, analisa assim: Aslan escreve de modo fluente e coloquial sobre complexas discussões acadêmicas e transforma densos emaranhados filosóficos em narrativas emocionantes. Mas seu livro apenas prova como é difícil tentar ligar a compreensão do cristianismo à história de Jesus – um personagem de traços e características que O diferenciam profundamente dos seres humanos comuns.

(Alceu Nunes é editor associado na Casa Publicadora Brasileira)

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

Anos de doutrinação relativista e evolucionista dão nisso

A capa da revista Veja desta semana é um retrato perfeito dos tempos em que vivemos, de uma geração definida pela indefinição, como bem definiu o amigo Odailson Fonseca. O título interno da matéria é “Amigues para sempre”, numa referência ao tal “gênero neutro”, que faz com que certas palavras terminem em “e” para suprimir os “a” e “o”, relacionados a mulher e homem. O texto diz que, “se voltassem hoje ao mundo dos vivos, o escritor Álvares de Azevedo, o poeta Manuel Bandeira e o e­x-pr­esidente Floriano Peixoto estranhariam muitas coisas. E uma delas seria o cabeçalho da prova de biologia aplicada no ano passado no colégio em que eles estudaram, o Pedro II, no Rio de Janeiro, o terceiro mais antigo em atividade no Brasil. Ao lado do campo a ser preenchido com o nome de cada estudante, a prova trazia a palavra alunx, em vez de ‘aluno’ ou ‘aluna’. Todos na classe conheciam o significado daquele xis. Em mensagens trocadas nas redes sociais, jovens e adolescentes usam a letra, assim como o ‘e’, para suprimir a identificação masculina ou feminina em palavras como ‘amigx’ ou ‘queridx’ – na versão com ‘e’, mais pronunciável, ‘amigue’ ou ‘queride’. É o chamado gênero neutro, utilizado basicamente em duas situações: a pedido, quando o outro diz que quer ser tratado assim, ou por iniciativa de quem escreve – e prefere não cravar se o destinatário é homem, mulher, e assim por diante.”

Por que “assim por diante”? Porque não são mais apenas dois gêneros, atualmente. “No Brasil, o Facebook acrescentou, em março passado, no espaço destinado à identificação do usuário, dezessete novas opções de gênero, além do masculino e feminino. Nos Estados Unidos são mais de cinquenta. A lista inclui cross gender, sem gênero e ainda uma alternativa para personalizar a resposta”, informa a Veja.

Mencionando dados de um levantamento da agência de publicidade J. Walter Thompson, a matéria dá conta de que 76% dos jovens brasileiros não dão importância à orientação sexual dos outros e 82% concordam que as pessoas devem explorar mais a própria sexualidade. Outra pesquisa, coordenada pela psicóloga Luciana Mutti, em Porto Alegre, revelou que 20% dos adolescentes entrevistados já haviam tido relações com pessoas de ambos os sexos.

Veja explica que, para a chamada geração Z, a sexualidade é fluida e as preferências nessa área podem mudar ao longo da vida. “Um indivíduo do sexo masculino, por exemplo, pode passar boa parte da existência sentindo-se atraído por outros indivíduos do sexo masculino e mais tarde mudar de ideia – o que não necessariamente quer dizer que começará a gostar de mulheres.”

Embora essas mudanças sociais assustem pela velocidade com que vêm se processando, a gênese delas é algo que vem lá de trás na História. Na verdade, este cenário atual só foi possível porque a corrosão de certos paradigmas e valores e de uma cosmovisão vem ocorrendo há muito tempo. Os pilares da tradição judaico-cristã tiveram que ser chutados (ou reinterpretados por cristãos liberais) a fim de que se pudesse defender a ideia de que gênero é, antes de tudo, uma construção social, não uma criação de Deus. A Bíblia deixa bem claro no primeiro capítulo de seu primeiro livro (o Gênesis) que um casal é composto por um homem e uma mulher, e que o casamento é a união íntima desses dois seres diferentes numa relação heterossexual monogâmica e de fidelidade.

O abandono da cosmovisão criacionista, inclusive por parte de muitos cristãos, levou a este estado de coisas. A mitologização do relato da criação tornou tudo “fluido” (a la Bauman). Relativizou tudo e tornou válido o vale-tudo. É o mundo das certezas incertas; dos fundamentos de areia movediça. Aonde vamos parar com essa perda de referenciais absolutos? Alguma sociedade pode sobreviver assim?

O curioso é que, embora preguem a tolerância, os defensores dos múltiplos gêneros não toleram críticas. E a chamada da capa da Veja desta semana é prova disso. Ela diz, embaixo da palavra vendável em letras garrafais “Sexo”: “Na revolução de costumes da geração z, eles e elas se dizem ‘neutros’ e ‘a sexualidade é fluida’... E você não tem nada com isso!”

Então só me resta aceitar tudo? Não posso nem dar minha opinião? Não tenho nada com a vida dos outros, mas eles podem criticar minha religião e me chamar de fundamentalista porque sou criacionista e defendo o casamento heterossexual? Que tolerância é essa que só tem uma via de mão única? A sociedade do “livre pensar” não quer que eu pense diferentemente do zeitgeist reinante!

É claro que o assunto é muito mais complexo do que isso. É claro que nascem pessoas geneticamente pertencentes a um gênero, mas que possuem características físicas de outro. É claro que há homens e mulheres que, por uma série de fatores e motivos, acabam tendo ou desenvolvendo atração por pessoas do mesmo sexo. Mas daí a dizer que tudo isso é normal e proibir essas pessoas de buscar uma solução que não passe pela simples aceitação do “fato”, é muita intolerância.

O cristão não pode e não deve ser homofóbico, porque não pode e não deve hostilizar qualquer tipo de pessoa. O cristão não pode e não deve forçar ninguém a nada e precisa respeitar a decisão dos outros, já que o próprio Deus os respeita. Só não me venham dizer que eu não tenho nada a ver com esse assunto! Só não me venham empurrar para o gueto dos ditos preconceituosos (coisa que não sou) nem me amordaçar, porque, quando isso acontecer (e, infelizmente, vai), aí teremos perdido todos os traços de civilidade e teremos nos transformado numa nova Sodoma, com pessoas se entregando às suas paixões e desejos desenfreados, com o apoio da mídia e das autoridades – se é que elas ainda terão alguma autoridade.

Não sei se Julian Huxley disse isto mesmo, mas a frase é mais do que verdadeira: “A razão de nos lançarmos sobre a Origem das Espécies é que a ideia de Deus interfere com nossos hábitos sexuais.” 

O mundo se tornou complexo. Estamos cortando o galho em que estamos sentados. Sem fundamentos, as paredes caem. Daqui a pouco, só sobrarão os escombros de uma sociedade perdida; de um mundo sem rumo.

Lamento lhes dizer, “amigues”, mas isso não será para sempre...

Michelson Borges

Palestra: Origens do Universo

Lições das fortalezas da Ilha de Santa Catarina

Canhões da Ilha de Anhatomirim
Em janeiro de 2007, participei de um passeio de scuna com minha família, em Florianópolis, um programa de férias que recomendamos. O barco saiu da Beira-Mar Norte da Ilha de Santa Catarina e seguiu até a Ilha de Anhatomirim, passando pela Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, com uma curta parada em Governador Celso Ramos, para o almoço. Minhas filhas gostaram muito do banho de mar, da aproximação dos botos no trajeto de volta e de estar com os avós. Para mim, o que mais chamou a atenção no passeio foi a visita às fortalezas restauradas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). De acordo com informações do site da UFSC, o Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina foi criado pela Universidade Federal com o objetivo de restaurar e revitalizar as fortificações construídas pelos portugueses no século 18 para proteger a Ilha de Santa Catarina. Hoje estão totalmente restauradas as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim (1739 – Ilha de Anhatomirim), São José da Ponta Grossa (1740 – Ilha de Santa Catarina) e a de Santo Antônio de Ratones (1740 – Ilha de Ratones Grande). As três fortificações ficam abertas à visitação durante o ano todo. O visitante, além de ter contato com os prédios históricos tombados em 1938, pode visitar dezenas de exposições e ter contato com a flora, fauna e as belezas naturais da Baía Norte da Ilha de Santa Catarina.

domingo, fevereiro 14, 2016

Descrença avança em alguns países



Quando Jesus vier, encontrará fé na Terra? Essa pergunta é feita no evangelho de Lucas, capítulo 18, verso 8, e parece refletir cada dia mais a realidade em boa parte do nosso planeta. Um modelo matemático, publicado em um encontro da Sociedade Americana de Físicos, em Dallas, nos Estados Unidos, indicou que a religião pode simplesmente acabar em alguns países. Os pesquisadores examinaram dados do censo que em alguns casos incluíam informações coletadas por mais de cem anos. Os países estudados foram: Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Holanda, Irlanda, Nova Zelândia, República Checa e Suíça. Para fazer a análise, eles usaram o sistema dinâmico não linear – um método matemático que pode explicar fenômenos complexos influenciados por vários fatores.

Segundo Richard Weiner, da Universidade do Arizona, em democracias seculares modernas há maior tendência de as pessoas se identificarem como não pertencentes a qualquer religião. Na Holanda, esse número foi de 40%, enquanto na República Checa foi de 60%. A conclusão do estudo foi que as religiões podem ser extintas nesses locais.

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Ondas gravitacionais e seu significado para o criacionismo

Ondas que deformam o espaço-tempo
Em setembro de 2015, o esforço coordenado de muitas equipes de pesquisadores finalmente deu frutos significativos: foram detectadas pela primeira vez ondas gravitacionais com uma chance de equívoco de ordem de 1 a cada 203.000 anos. Traduzindo, isso é muito mais provável do que a grande maioria do que as pessoas consideram como absolutamente certo no cotidiano, mas está apenas ligeiramente acima (5,1σ) do mínimo aceito pelos físicos para aceitar uma confirmação experimental (5,0σ) oficialmente. Para entender o significado disso é necessário conhecer o contexto. No século 19, James C. Maxwell reuniu diversas evidências experimentais e encontrou um padrão matemático. Ele expressou esse padrão na forma de um modelo matemático bastante abrangente, isto é, uma teoria científica: a Teoria Eletromagnética, que hoje em dia é comumente baseada em quatro equações diferenciais, embora possa ser expressa em apenas uma (F+J=0). A maior parte da tecnologia atual foi possível de desenvolver graças a esse conhecimento.

Para termos uma ideia da abrangência desse assunto, a existência de átomos e moléculas, sólidos e líquidos, toda a Química, a luz, o Sol aquecendo a Terra, a Biologia, o cérebro funcionando, tudo isso são manifestações de fenômenos eletromagnéticos.

Isso foi e continua sendo um grande sucesso, mas havia algo perturbador: uma das consequências dessa teoria é que a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores. Imagine que um raio de luz passe por você a quase 300.000 km/s e você o persiga a 99% dessa velocidade em uma nave espacial super-rápida. Você esperaria que ele se afastasse de você a 3.000 km/s, mas o que ocorre é que mesmo do seu ponto de vista, ele continua se afastando de sua nave a 300.000 km/s. Mesmo assim, esse raio de luz estaria viajando ainda a 300.000 km/s em relação à Terra. Isso parecia absurdo. Maxwell propôs a ideia de que essa velocidade absoluta gerada pelas equações seria em relação a algum meio que permearia todo o espaço, ao que ele chamou de éter luminífero. O experimento de Michelson-Morley, bastante semelhante ao usado em 2015 para detectar as ondas gravitacionais, indicou que o tal éter luminífero não existe, e que a velocidade da luz é mesmo absoluta em relação a todos os observadores, não apenas a algum referencial privilegiado.

Um físico chamado Hendrik Lorentz mostrou matematicamente algumas implicações ainda mais perturbadoras desse fenômeno: dilatação do tempo e encurtamento do espaço. Seria possível, por exemplo, viajar para o futuro.

Ainda resistindo à Matemática, os físicos tendiam a considerar isso apenas como uma excentricidade da teoria, algo que só valia para o eletromagnetismo, mas não para o restante dos fenômenos físicos. Estavam errados. Albert Einstein aceitou a possibilidade de as consequências de Teoria Eletromagnética serem reais e universais e construiu um modelo matemático abrangente (teoria científica) baseado nas leis de Newton acrescidas de dois princípios: (1) a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores, e (2) todos os sistemas inerciais são equivalentes, isto é, qualquer laboratório que seja montado em uma situação em que não exista aceleração obterá os mesmos resultados ao estudar leis físicas. A partir dessas cinco leis, a teoria resultante chama-se Relatividade Especial. Também foi e é um grande sucesso em termos de fornecer resultados acurados para uma infinidade de fenômenos, alguns desconhecidos previamente.

Mas faltava um ingrediente importante: a gravidade frequentemente tem um papel relevante em diversos fenômenos de interesse nessa área, porém, a Relatividade Especial ignora a gravidade. Como levar a gravidade em conta? Einstein trabalhou nisso durante anos. Finalmente, usou o famoso princípio da ação mínima, que se baseia na ideia de que tudo o que Deus faz, incluindo leis físicas, é otimizado, e ainda conceitos da teoria geométrica de Riemann e do cálculo tensorial de Ricci, conseguiu deduzir uma equação diferencial tensorial que mostra uma relação entre energia, quantidade de movimento, tensões e curvatura do espaço-tempo. Essa equação é o fundamento de uma teoria científica chamada Relatividade Geral.

Como as anteriores, foi extremamente bem-sucedida, mesmo deixando alguns elementos de fora (levada em conta a curvatura mas não a torção no espaço-tempo, por exemplo).

Concepção artística de um buraco de minhoca
Como nos casos anteriores, as consequências dessa equação surpreenderam e confundiram seu autor e colegas. Uma das primeiras consequências descobertas foi a existência de buracos negros, juntamente com muitos detalhes sobre seu funcionamento. Seguindo essa linha, encontram-se possibilidades de viajar tanto para o futuro quanto para o passado. Outro resultado interessante são os wormholes, ou buracos de verme/minhoca, nome inspirado em vermes de frutas que não precisam andar pela superfície de uma maçã para chegar de um lado a outro, mas podem cavar um túnel e passar por dentro da maçã. Buracos de verme permitiriam viajar de um ponto a outro do espaço-tempo sem a barreira da velocidade da luz. Dominando essa tecnologia poderíamos, em tese, viajar até uma galáxia a bilhões de anos luz em poucos minutos.

Literalmente milhões de experimentos têm sido feitos mostrando o quão acurada é a equação da Relatividade Geral para uma grande variedade de tipos de fenômenos (alguns autores falam em equações por se tratar de uma equação com entidades representáveis por matrizes, possuindo muitas componentes, podendo-se decompor a equação original em um sistema de várias equações mais simples).

Um outro resultado perturbador da equação da Relatividade Geral é o de que o Universo (o espaço mesmo, com ou sem matéria) não poder ter existido sempre, pelo menos não da forma como o conhecemos. O Universo teve uma origem. Einstein e outros não queriam aceitar esse resultado. Na década de 1920, Georges Lemaître, um religioso católico que também era físico, estudou as soluções da equação da Relatividade Geral, comparando-os com resultados da Termodinâmica e com observações astronômicas. O resultado que obteve é essencialmente o que hoje chamamos de Teoria do Big Bang, o primeiro modelo matemático cosmológico criacionista, embora não tenha sido apresentado dessa maneira. Com o tempo e com as evidências acumulando-se ao longo do tempo, o modelo acabou sendo aceito e encaixado em uma visão filosófica que abrisse espaço para doutrinas ateístas.

Esse e alguns outros modelos cosmológicos criacionistas, como o do Dr. Humpheys e do Dr. Gentry, baseiam-se na Relatividade Geral. A própria Teoria das Cordas, usada em anos recentes para estudar a possibilidade de outros universos, baseia-se na Relatividade Geral.

Assim, confirmações da validade da Relatividade Geral apoiam a principal base desses modelos, tanto criacionistas quanto evolucionistas. Para isso, procuram-se confirmar previsões de fenômenos ainda não detectados. Um desses é o das ondas gravitacionais.

Mas o que são ondas gravitacionais? Imagine um pequeno lago e imagine-se jogando uma pedra nesse lago. A partir do ponto de impacto entre a pedra e a água, ondas propagam-se pela superfície do lago. A pedra causa uma deformação na superfície da água, o que causa um movimento ondulatório que se propaga. A gravidade é uma espécie de deformação do espaço-tempo. Alguns fenômenos que ocorrem no espaço são particularmente violentos e, de acordo com a Relatividade Geral, fazem com que o espaço-tempo “ondule” e essa ondulação se propaga pelo espaço, possuindo certas características descritas em detalhes por soluções da equação da Relatividade Geral. Sabemos exatamente o que procurar e de onde esperar que essas ondas venham. A tecnologia para isso, porém, precisa ser muito sensível e dependemos de fenômenos naturais que causem essas ondas. Esses fatores se combinaram em 2015 e a detecção foi finalmente possível.

Mas esses resultados são muito mais úteis do que simplesmente confirmar algo que já se sabia teoricamente há muitas décadas. A tecnologia desenvolvida em pesquisas avançadas frequentemente tem encontrado novos usos no cotidiano, beneficiando a todos enquanto permanece desconhecida, funcionando nos bastidores para reduzir os transtornos da vida. Além disso, se aperfeiçoarmos o processo a ponto de formarmos uma espécie de “olho” para enxergar o Universo através de ondas gravitacionais, teremos acesso a coisas que agora são invisíveis ou quase.

(Dr. Eduardo Lutz é astrofísico e reside em Porto Alegre, RS)

Falando à razão

Ministério Jovem da igreja adventista na América do Sul produz série de estudos bíblicos em vídeo para o público universitário


O curso O Resgate da Verdade (clique para fazer o download), voltado para o público universitário, acaba de ganhar novos formatos. Inicialmente disponível apenas na versão impressa, a série de estudos bíblicos passa a contar com vídeos e apresentações em Prezi para cada uma de suas 26 lições. Na tentativa de alcançar pessoas que têm dificuldade para acreditar nas Escrituras, o material aborda a fé de maneira lógica, buscando apresentar fatos e evidências que confirmam a autenticidade do relato bíblico.

Para Michelson Borges, organizador da série, geralmente os cursos bíblicos tradicionais partem do pressuposto de que a pessoa já crê na Bíblia. “Mas o que dizer de alguém que duvida da Palavra de Deus? Nesse caso, por onde começar?”, ele pondera.

Com uma abordagem simples, mas bem fundamentada, o curso O Resgate da Verdade trata sobre temas como a existência de Deus, a origem do universo, a arqueologia bíblica e a pós-modernidade. A fim de que os interessados ampliem seus conhecimentos, o material também indica referências bibliográficas adicionais. “As principais doutrinas bíblicas adventistas estão ali, mas numa ‘roupagem’ apologética, sempre confirmadas (não que precisasse, mas em benefício dos mais céticos) por argumentos e fatos científicos”, explica Borges, que é mestre em Teologia e atua como editor na Casa Publicadora Brasileira.

A versão impressa do curso O Resgate da Verdade, cuja produção está ligada ao Ministério Jovem da igreja na América do Sul, pode ser adquirida nas sedes administrativas regionais da Igreja Adventista. Já os vídeos e apresentações em Prezi estão acessíveis em português ou espanhol no Portal Adventista. A variedade de formatos permite que o material seja usado de diversas maneiras: para o estudo individual ou em duplas, nos encontros de pequenos grupos, bem como nas séries de evangelismo público presenciais ou pela internet.

“Creio que O Resgate da Verdade, material preparado com muita oração e estudo sério, será uma grande ferramenta evangelística para alcançar um público que nem sempre é alcançado pelas séries de estudos bíblicos tradicionais, por melhores que sejam elas”, acredita o jornalista.

(Revista Adventista, com informações da ASN)

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Primeira publicação científica sobre TDI no Brasil

Teoria do Design Inteligente (TDI)
O movimento científico do design inteligente acaba de ganhar sua mais nova publicação científica no Clinical and Biomedical Research, periódico revisado por pares situado no campo de interface entre Biologia e Medicina. É a primeira divulgação científica brasileira com o objetivo exclusivo de apresentar e defender a proposta da Teoria do Design Inteligente (TDI) em uma revista revisada por pares. A propósito, a convite do próprio editor da revista! O autor Everton Alves, membro da Sociedade Brasileira do Design Inteligente (SBDI), buscou nessa publicação pioneira, intitulada “Teoria do Design Inteligente”, abordar os principais conceitos ligados à teoria, ressaltar questões de relevância da TDI para o progresso científico e desmitificar alguns argumentos equivocados, constantemente divulgados por seus oponentes a fim de descaracterizar o design inteligente.

O trabalho de divulgação científica, de gênero Carta ao Editor, também apresenta a história do movimento do design inteligente ao redor do mundo, bem como de suas publicações científicas. Ademais, a Carta cita os principais objetivos, compromissos e desafios da TDI para o seu estabelecimento como teoria científica, seus critérios metodológicos, sua literatura especializada nacional e internacional, além de o autor deixar registrada sua perspectiva futura em relação às futuras publicações científicas baseadas em design.

No fim do texto, são mencionados nomes de alguns profissionais que o autor julga importantes devido a contribuírem de maneira significativa em sua construção do conhecimento nessa área de pesquisa. O autor agradece ao mestre em História da Ciência Enézio Eugênio de Almeida Filho, presidente emérito da SBDI, e ao jornalista Michelson Borges, editor da Casa Publicadora Brasileira, pelos valiosos ensinamentos e contribuições.

Mas o que vem a ser exatamente uma Carta ao Editor? Clique aqui e saiba mais sobre as contribuições que esse gênero de publicação científica tem dado ao campo da ciência por meio da divulgação de pesquisas baseadas na área do design inteligente.

No que diz respeito à autoria da publicação, vale ressaltar que o autor tem incansavelmente defendido a teoria do design inteligente no Brasil. Ele é colunista da página TDIBrasil.org, e fez parte da equipe organizadora do polêmico primeiro curso de extensão “Diferentes olhares sobre a Origem da Vida”, realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ademais, ele foi o autor da primeira prova histórica sobre design inteligente aplicada em uma universidade pública no Brasil e, talvez, no mundo.

Seu livro “Teoria do Design Inteligente: Evidênciascientíficas no campo das Ciências Biológicas e da Saúde”, publicado em 2018, uma contribuição ímpar no Brasil, está registrado como uma das duas primeiras obras genuinamente brasileiras, relevantes e específicas acerca do design inteligente. O livro eletrônico conta com 30 capítulos, fundamentados em mais de 350 evidências científicas revisadas por pares que apoiam direta ou indiretamente os argumentos do design. O método de escrita utilizado pelo autor permite ao leitor a consulta rápida, simples e dinâmica das referências utilizadas, se assim o desejar.

Para finalizar, no que diz respeito às publicações científicas revisadas por pares, é importante informar que já existem diversas pesquisas baseadas em design publicadas ao redor do mundo. Nesse sentido, o autor se adianta em divulgar que este é apenas o primeiro de muitos trabalhos de divulgação científicos que estão sendo elaborados e serão publicados no Brasil pela SBDI a partir desta data.

Referência
Alves EF. “Teoria do Design Inteligente.” Clin Biomed Res. 2015; 35(4):250-251. Disponível aqui.

Seu cérebro tem mais memória do que a internet

Complexidade assombrosa
Aquele que disse que o cérebro humano é a porção de matéria mais altamente organizada do universo estava mais correto do que imaginava. Uma nova pesquisa modelou minúsculas estruturas de células nervosas e descobriu uma tática esperta que os cérebros utilizam para aumentar seu poder de computação, ao mesmo tempo em que maximizam a eficiência energética. Seu design poderia formar a base de toda uma nova e melhorada classe de computadores. Neurobiólogos do Salk Institute of La Jolla, Califórnia, e da University of Texas, Austin, desenvolveram modelos computacionais 3D que simulam seções minúsculas de hipocampos de ratos – região do cérebro de mamíferos em que os neurônios constantemente processam e armazenam recordações. Um dos modelos, publicado no jornal de biologia eLife, ajudou a revelar que as dimensões das sinapses mudam em questão de minutos.[1]

Sinapses ocorrem em junções de células nervosas, como “duas pessoas de mãos dadas”. Cada célula pode ter milhares de “mãos” em contato, tanto quanto vizinhos que formam uma rede 3D com bilhões de conexões e vias. Cada junção transfere informação entre células através de minúsculas substâncias químicas, chamadas neurotransmissores.

Imagens inovadoras publicadas em 2011 revelaram muitas outras dessas conexões de tipo nervo-a-nervo nunca antes imaginadas, incitando comparações entre o cérebro humano e o número de interruptores em todos os computadores e conexões à internet da Terra.[2] Os tamanhos desses pontos de conexão, chamados sinapses, comutam com o uso ou desuso – processo este chamado plasticidade sináptica. Sinapses se intensificam quando ocorre um aprendizado ou atenuam quando não utilizadas.

Como os cérebros fazem isso? Eles não armazenam e transmitem informação com os simples 0 e 1 dos códigos computacionais, mas com graus de intensidade de sinapses. Em outras palavras, eles não transferem informação com um único impulso por vez, mas reconhecem 26 níveis diferentes de intensidade sináptica. Os autores da nova pesquisa observaram possíveis vantagens nessa complicada variabilidade molecular. Eles escreveram que sinapses “podem refletir uma estratégia amostral concebida [designed] para a eficiência energética”.[1] Células nervosas usam o tamanho e a estabilidade de cada sinapse para processar e registrar informações como fazem as memórias [de computador].

Noutra pesquisa, publicada na Nature Communications, foi descoberto que a comunicação bioquímica dentro de cada sinapse faz o monitoramento e os ajustes constantes da plasticidade sináptica.[3] Esse “mecanismo habilitador de plasticidade” inclui loops de feedback positivo e um mecanismo de segurança para prevenção da morte da célula, conforme o sumário de uma pesquisa publicada na Nature por Christine Gee e Thomas Oertner, do Center of Molecular Neurobiology Hamburg.[4]
Terry Sejnowski, autor co-senior do estudo publicado pela eLife, reportou ao Salk Institute:

“Descobrimos a chave para desvendar o princípio construtivo [design principle] de como os neurônios hipocampais funcionam com baixo consumo de energia, porém com alta potência computacional. Nossas novas medições de capacidade da memória cerebral aumentam estimativas conservadoras por um fator de 10, para, pelo menos, um petabyte, no mesmo patamar da World Wide Web.”[5]

O que é um petabyte? 8.000.000.000.000.000 de bits de informação. Os níveis alucinantes de organização e protocolos regulatórios necessários das sinapses refutam todas as noções de que cérebros possam ter evoluído de simples células através de meros processos naturais. As estratégias, os algoritmos e princípios construtivos empregados pelo cérebro poderiam somente ter surgido por obra de um Arquiteto transcendental, cujo conhecimento a humanidade só pode sonhar em copiar.

(Traduzido e adaptado de Brian Thomas, ICR)

Referências:
[1] Bartol Jr., T. M. et al. 2015. “Nanoconnectomic upper bound on the variability of synaptic plasticity.” eLife. 10.7554/eLife.10778.
[2] Thomas, B. “Brain’s Complexity ‘Is Beyond Anything Imagined’” (http://www.icr.org/article/5877/293/). Creation Science Update. Posted on icr.org January 17, 2011, accessed January 20, 2016.
[3] Tigaret, C. M. et al. 2016. “Coordinated activation of distinct Ca2+ sources and metabotropic glutamate receptors encodes Hebbian synaptic plasticity.” Nature Communications. 7: 10289.
[4] Gee, C. E. and T. G. Oertner, 2016. “Pull out the stops for plasticity.” Nature. 529 (7585): 164-165.
[5] “Memory capacity of brain is 10 times more than previously thought” (http://www.salk.edu/news-release/memory-capacity-of-brain-is-10-times-more-than-previously-thought/). Salk News. Posted on salk.edu January 20, 2016, accessed January 20, 2016.
[6] “The new work also answers a longstanding question as to how the brain is so energy efficient and could help engineers build computers that are incredibly powerful but also conserve energy” (Salk News).

Nota do blog Engenharia Filosófica: “Passou da hora de biólogos evolucionistas (os sensatos não precisam) terem aulas de sistemas digitais e microprocessadores em turmas de engenharia, ciência da computação e tecnologia da informação. Quem sabe, então, a teoria da evolução seja finalmente enterrada. Até lá, estudos como esse apenas servem para apoiar vídeos como este.”

Estabilidade emocional

Dr. Marcello Niek Leal
A maioria absoluta das pessoas experimenta com frequência sentimentos de preocupação, tristeza, medo e frustração. E isso pode ser considerado normal, adequado e até saudável. Segundo especialistas, o problema é quando a preocupação se generaliza, tornando-se ansiedade, quando a tristeza se transforma em depressão e interfere nos relacionamentos, ou ainda quando o medo se torna fobia. E convenhamos: o mundo contemporâneo parece conspirar contra o nosso equilíbrio emocional. Quando as reações às diferentes situações da vida fogem da normalidade, é preciso buscar ajuda para reverter o quadro. Esse é um dos aspectos tratados pelo médico Marcello Niek nesta entrevista concedida ao jornalista Michelson Borges, editor da revista Vida e Saúde, durante o Congresso de Saúde Emocional, realizado nos dias 13 a 17 de janeiro em Orlando, na Flórida (EUA).

Mestrando na área de Ensino em Saúde, ele fala sobre as principais causas desse fenômeno e mostra como enfrentar adequadamente problemas como depressão, trauma, suicídio e outros. Niek, que coordena o Departamento de Saúde da sede sul-americana da Igreja Adventista, também analisa a relação entre espiritualidade e saúde emocional e explica em quais casos a fé pode favorecer ou prejudicar.

Na conversa, ele ainda sugere como a igreja pode ser mais efetiva diante do desafio de ajudar as pessoas a ter mais saúde emocional.

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