quinta-feira, janeiro 21, 2016

Em defesa da fé

Nas mãos de Deus
Goleiro que virou notícia nesta semana por decidir não treinar nem jogar aos sábados diz que não teme as consequências dessa escolha

Em treze anos de carreira no futebol profissional, Carlos Vítor da Costa Ressurreição nunca esteve tão exposto à mídia quanto nos últimos dias. Titular do Londrina Esporte Clube, o goleiro Vítor, como é mais conhecido, foi manchete nos principais sites, jornais e programas esportivos brasileiros depois de revelar que, por suas convicções religiosas, não iria treinar nem jogar aos sábados. “Durante todos esses anos de dedicação e trabalho no futebol, nunca tomei uma decisão que repercutiu tanto quanto agora. Uma simples decisão de obedecer a Deus ganhou uma enorme proporção”, disse o jogador ao comentar as notícias da semana.

Vítor foi batizado na Igreja Adventista do bairro Pituba, em Salvador (BA), no dia 27 de dezembro de 2015. Desde então, decidiu que sua nova fé determinaria os rumos de sua vida dentro e fora de campo. Essa convicção o levou a rejeitar a proposta de disputar a Série A do Campeonato Brasileiro pelo Chapecoense, ganhando duas vezes mais no clube catarinense do que ele recebe atualmente no Londrina Esporte Clube. Como noticiou o site do jornal Lance, as negociações não avançaram porque Vítor deixou claro que não poderia jogar nem treinar entre o pôr da sexta-feira e o de sábado.

Por causa do que considera um “impedimento” resultante de sua escolha religiosa, a direção do clube no qual Vítor atua também decidiu nesta quarta-feira, 20 de janeiro, que o contrato do jogador, que vence em maio, não será renovado.

Aos 29 anos, embora com um futuro incerto no futebol profissional, o goleiro permanece firme em sua decisão. 

[Clique aqui e leia a entrevista completa com o jogador.]


Interessante também o comentário de Ayrton Baptista Jr., em seu blog no Globo.com: “Não sou religioso, mas me emociono com a escolha de Vitor. O goleiro do Londrina não vai atuar em jogos da Série B às sextas e aos sábados por causa da religião: ele é adventista. Por conta da religião, Vitor não assinou contrato com a Chapecoense. A fé falou mais alto. Em um mundo cada vez mais capitalizado como o do futebol, Vitor fecha portas para outros, mas fica mais perto de si mesmo. Na vida é o que importa. E pelos tantos milagres que já fez pelo Londrina convém não desdenhar da fé de Vitor.”

Quatro mitos sobre o consumo de álcool

Moderadamente não faz mal?
Uma campanha britânica está propondo às pessoas que passem 31 dias sem consumir álcool, defendendo que a prática traz benefícios à saúde que vão de perda de quilos extras a um sono melhor. A iniciativa, chamada Dry January (“Janeiro seco”, em tradução literal), ganhou a adesão do médico e apresentador da BBC Michael Mosley. Para mostrar os efeitos do álcool nos processos químicos de seu corpo, Mosley se submeteu a uma série prévia de exames de sangue e fará outra rodada assim que o desafio chegar ao fim. Enquanto os resultados não saem, Mosley conversou com especialistas para descobrir a verdade sobre mitos espalhados há décadas – ou por séculos? – a respeito dos efeitos do consumo de álcool, alguns deles relacionados a supostos benefícios à saúde. Confira, abaixo, respostas para quatro deles:

1. “Beber moderadamente não faz mal.” Infelizmente, explica Mosley, qualquer quantidade de álcool que você ingerir irá provocar um aumento nos riscos de desenvolver algumas formas de câncer – particularmente câncer de mama –, incluindo algumas ocorrências mais raras da doença, em partes do corpo como cabeça, pescoço e garganta. É claro que esses riscos são menores quando se bebe moderadamente, mas eles tendem a crescer bastante rápido conforme a ingestão de drinques avance. O apresentador da BBC conversou com o professor Tim Stockwell, diretor do Centro de Pesquisas sobre Dependência Química da Universidade de Victoria, no Canadá. O pesquisador tem prestado consultoria a diversos governos, inclusive o de seu país, sobre recomendações a respeito do consumo dessas bebidas. Ele acredita não haver nenhuma vantagem bioquímica no hábito de beber, embora reconheça que o consumo moderado possa trazer eventuais “benefícios sociais”. “Há ao menos 60 formas diferentes de o álcool te fazer mal ou matar”, afirmou. “E não apenas por meio de doenças óbvias, como as de fígado.” Segundo Stockwell, o consumo de bebidas alcoólicas, em qualquer quantidade, aumenta o risco de mulheres desenvolverem câncer de mama. “Teríamos 10% a menos de mortes no mundo por causa dessa doença se ninguém bebesse”, alerta. Para ele, os estudos que apontam que beber moderadamente não faz mal consideram como abstêmios até mesmo ex-alcoólatras e pessoas de saúde ruim, o que prejudica seus resultados.

2. “Tomar vinho tinto faz bem para você.” É quase uma tradição: há tempos, ouve-se dizer que beber vinho tinto faz o coração funcionar muito melhor – idosos de algumas partes do mundo, por exemplo, atribuem a longevidade ao hábito de tomar uma taça antes das refeições. A verdade é que as uvas, e por consequência o vinho, têm uma substância chamada resveratrol, que, segundo estudos, diminui os níveis de um tipo de colesterol que pode se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos, e, no limite, causar obstruções e doenças cardiovasculares. O problema, afirma Mosley, é que esse benefício só é alcançado com o consumo de uma quantidade muito grande de vinho. E os malefícios desse hábito seriam tão grandes, incluindo os riscos de câncer citados acima, que essa vantagem ficaria pequena perto dos potenciais malefícios.

3. “Misturar bebidas te deixa mais bêbado.” Na verdade, explica Mosley, não interessa muito que tipos de álcool há nos drinques que você está bebendo: o resultado será o mesmo. Uma das exceções é quando é feito o uso de bebidas com bolhas, como champanhe, por exemplo. O motivo é que elas relaxam os músculos que controlam a passagem de álcool e comida entre o estômago e o intestino delgado, onde as substâncias passam a ser absorvidas pelo organismo. Ou seja, se você tomar champanhe e, logo em seguida, partir para a cerveja, essa segunda bebida chegará ao intestino delgado, te deixando bêbado muito mais rápido.

4. “Cafeína ajuda a melhorar da bebedeira.” Trata-se de outro mito, de acordo com o apresentador da BBC. Segundo Mosley, todo o álcool que você consumiu vai continuar no seu corpo até ser totalmente metabolizado, mesmo que você tome uma jarra inteira de café na manhã seguinte. O máximo que a cafeína pode fazer é te deixar um pouco mais desperto durante a ressaca.

quarta-feira, janeiro 20, 2016

A esquecida Hatshepsut: Evidências de uma conversão?

Mãe adotiva de Moisés?
Por mais de 20 anos, o governante da maior potência da Terra construiu obras faraônicas (literalmente falando) e manipulou a cúpula astuciosamente, com a finalidade de se manter no poder. E esse governante era... uma mulher! Hatshepsut governou o Egito de 1479 e 1458 a.C. Apesar disso, foi alvo de uma incrível campanha anti-iconoclástica – a rainha não possuía caixão, nem estatuetas, nada de roupas, toucas reais, joias, sandálias nem anéis. Suas estátuas e inscrições foram demolidas; além dos monumentos sagrados, que foram alvo de vandalismo. Parte dessa história é passada em revista em uma matéria da National Geographic Brasil.[1] O perfil da poderosa monarca das terras do Nilo é traçado da seguinte forma: “Hatshepsut ergueu e renovou templos e santuários desde o Sinai até a Núbia. Os quatro obeliscos de granito que mandou erigir no vasto templo do grande deus Amon, em Karnak, contavam-se entre os mais majestosos de seu tempo. Hatshepsut encomendou centenas de estátuas de si mesma e deixou testemunhos inscritos na pedra sobre sua ascendência, seus títulos, sua história – tanto a verdadeira quanto a forjada –, e até mesmo sobre seus pensamentos e anseios, os quais ela por vezes confidenciava com candor inaudito. As manifestações das inquietudes da governante inscritas em seu obelisco ainda ressoam com uma quase charmosa insegurança: ‘Meu coração palpita de preocupação só de pensar no que dirão as futuras gerações. Aqueles que hão de ver meus monumentos nos anos vindouros e tecer comentários sobre meus feitos.’”[2] 

No transcurso do tempo, a rainha se apresentava de forma masculinizada, difundindo fábulas sobre ser a escolhida dos deuses.[3]

Descoberta há dois anos, a múmia não estava no sarcófago na 20ª tumba no vale dos reis, como seria de se esperar. Tudo começou em 2005, quando Zahi Zawass, chefe do Projeto da Múmia Egípcia e secretário-geral do Supremo Conselho de Antiguidades, analisou o corpo encontrado na tumba. O corpo já havia sido descoberto em 1989, pelo egiptólogo americano Donald Ryan duas décadas depois; só foi possível identificá-lo como sendo Hatshepsut devido a um dente (molar secundário) localizado em uma caixa de madeira, na qual se lia o nome da monarca em hieróglifo. O dente combinava com a múmia que estava na tumba KV60a.[4]

Entretanto, por qual razão a rainha teria sido perseguida? Basicamente, os arqueólogos seculares seguem dois caminhos: Hatshepsut sofrera vingança do enteado, Tutmós III, que atuou como seu co-regente por muitos anos, mesmo quando teria idade para assumir o trono. Tal hipótese se encontra descartada por estudos que apontam que a depredação dos objetos ligados a Hatshepsut ocorrera vinte anos após o fim de seu reinado. Outros aventam que fatores políticos levariam à destruição da memória da rainha, que poderiam levar seus sucessores mais diretos a reivindicar o trono no lugar de Amenófis II, filho de Tutmós III.

Walter Veith[5] apresenta uma terceira hipótese. Hatshepsut seria identificada com a filha de Faraó (Êx 2). Seu pai, Tutmós I (1532 a 1508 a.C.), terceiro rei da 18ª dinastia, teria ordenado a matança das crianças em 1530 a.C. (Arão, que teria nascido em 1533 a.C., não se viu afetado pelo decreto). Com a morte de Tutmós I, Moisés, que estava na linha de sucessão real, poderia ter assumido como o 4º faraó da 18ª dinastia, uma vez que o faraó não tinha filhos homens. A recusa se deveu, sem dúvida, a uma questão de fé (Hb 11:24). Com isso, assumiu Tutmés II, irmão bastardo e marido de Hatshepsut. Ele reinou por pouco tempo: de 1508 a 1504 a.C. Abriu-se nova oportunidade para Moisés assentar-se no trono daquela que era a maior nação da Terra. Devido a uma nova recusa do futuro libertador dos israelitas, a própria Hatshepsut tomou as rédeas, governando o Egito por 21 anos.

A falta de apoio que a rainha colheu nos últimos anos e o fato de ser banida das crônicas reais podem ser explicados, ainda de acordo com Veith, por uma razão: tais coisas aconteciam somente no caso de o faraó ser desleal aos deuses. De alguma forma, admitindo-se essa alternativa, Hatshepsut teria demonstrado influência de seu filho adotivo, revelando traços do monoteísmo dos escravos hebreus. Nada mais escandaloso para a alta sociedade egípcia, a qual era composta também pela classe de sacerdotes. Ainda assim, trata-se de uma hipótese. A cultura material apenas permite dizer que houve perseguição a Hatshepsut, a qual poderia ser meramente política.

A reportagem da National Geographic comenta sobre o enteado e sucessor de Hatshepsut: “Depois de sua morte, por volta de 1458 a.C., seu enteado a substituiu, cumprindo o destino de ser um dos grandes faraós da história egípcia. Tutmós III foi um realizador, como sua madrasta, mas também um guerreiro, o chamado Napoleão do Egito. Em 19 anos, liderou 17 campanhas militares no Levante, inclusive uma vitória contra os cananeus em Megiddo, atual Israel, feito ainda hoje estudado nas academias militares. Ele teve um rebanho de esposas, uma das quais deu à luz seu sucessor, Amenófis II.”[6]

Weith traz à luz o exame meticuloso da múmia do imponente Tutmós III (o qual o autor considera que fosse o faraó do Êxodo), realizado pelos egiptólogos Weeks e Harris, em 1973.[7] O resultado foi algo surpreendente: o corpo do faraó, que reinara por 54 anos, revelou ter pertencido a um garoto de 18 anos – ou seja, o corpo era falso! Jamais os egípcios mumificariam um corpo falso, porque a conservação do corpo garantia que Ka (lit.: duplo, i.e., a alma) o reconheceria, ao voltar periodicamente do mundo dos mortos, trazendo equilíbrio (maat) ao país. O único motivo para a troca do corpo seria a destruição do legítimo Tutmós III, o que combina com o final trágico que o faraó teve no fim do Êxodo (Êx 14).

Some-se a esses fatores o fato de o sucessor de Tutmós III não ser seu primogênito e a data de seu reinado estar de acordo com a primeira Páscoa judaica, e teremos algumas boas evidências da veracidade das Escrituras. Claro que estamos lidando com informações que ainda carecem de novas confirmações. Entretanto, muitas pesquisas corroboram a tendência de que a parceria entre a Bíblia e a Arqueologia perdure por muito tempo...

(Douglas Reis, Questão deConfiança)

[1] Chip Brown, “O rei está nu (a)”, National Geographic Brasil, abril 2009, ano 9, nº 109, p.38-59. 
[2] Idem, p. 44, 45. 
[3] Idem, p. 50. 
[4] Idem p. p. 42, 44, 53-55. 
[5] Walter Veith, “Egypt and Bible”, disponível em: http://www.amazingdiscoveries.org/egypt-and-the-bible.html 
[6] Idem, p. 52.
[7] O trabalho citado por Veith é J. E. Harris, and K. R. Weeks, X-Raying the Pharaohs (New York: Scribners, 1973).

As mulheres e o tesouro escondido

Quem preserva valoriza
[Publico este texto aqui não por simples moralismo ou com qualquer ranço de machismo. Publico porque acredito que ele promove uma reflexão de valorização da mulher e de seus encantos, e com a consciência de que o recado vale também para os homens. – MB]

Quatro mulheres foram a uma reunião usando roupas muito indecentes que mostravam muito de seus corpos. O líder do lugar deu-lhes uma boa olhada e disse-lhes para se sentarem. Depois de olhar nos olhos delas, disse algo de que nunca vou me esquecer na vida: “Senhoras, tudo o que Deus tem feito valioso neste mundo é bem coberto, protegido e difícil de se ver, encontrar ou obter. Por exemplo: Onde você pode encontrar diamantes? No fundo de cavernas, bem cobertos e protegidos. Onde estão as pérolas? No oceano, cobertas e protegidas em belas ostras. Onde você pode encontrar ouro? Sob a terra, coberto com camadas de rocha, e para obtê-lo você tem que trabalhar bastante e cavar fundo.”

Tendo dito isso, ele voltou a olhar para elas atentamente, e continuou: “Seu corpo é sagrado e único. Você é mais preciosa do que o ouro, os diamantes e as pérolas, e deve ser coberta também. E se você se preservar, se você mantiver seus preciosos minerais, como ouro, diamantes e pérolas profundamente cobertos, uma mineração organizada e respeitável, com a maquinaria apropriada, vai realizar anos de boa exploração extensiva. Primeiro, você terá contato com o governo (família), vai assinar contratos profissionais (casamento) e agir profissionalmente (casamento civil). Mas se você deixar seus preciosos minerais expostos na superfície da terra, sempre atrairá grande número de mineiros ilegais que vão entrar e explorar tudo de forma ilegal, preocupados apenas com os interesses deles. Vista-se de maneira bela, mas decente! Seu corpo é bonito; seu corpo é um tesouro; e um dia um homem bom e digno vai descobrir esse tesouro escondido e você vai se sentir feliz com isso.”

(Texto adaptado de Akalonu Chijioke)

Leia também este texto que faz pensar sobre o contraste entre o comportamento de certas mulheres ocidentais e o das mulheres islâmicas.

terça-feira, janeiro 19, 2016

David Bowie encontrou Deus antes de morrer, afirma jornal

Nunca é tarde demais
David Bowie, artista inglês que faleceu no último domingo aos 69 anos, travou (e perdeu) uma “batalha secreta” contra o câncer durante 18 meses. Segundo o jornal The Sun, ele encontrou em Deus consolo durante os últimos meses de sua vida. O cantor e ator ao longo de sua carreira sempre teceu críticas à religião organizada. Segundo seus biógrafos, envolveu-se com o budismo e até com o satanismo. Chegou a declarar-se ateu. Contudo, seus amigos mais próximos garantem que ele mudou sua postura ao descobrir que tinha uma doença terminal cerca de um ano atrás. “Ele concluiu que havia algo maior do que todos nós e podia ser Deus. Isso foi algo muito reconfortante. Ele dizia que não tinha mais medo da morte”, garantiu um deles (que preferiu não se identificar) ao jornal. Também chama atenção que sua esposa, Iman, pouco antes da morte de Bowie ser anunciada, publicou nas redes sociais uma mensagem de esperança: “A luta é real, mas Deus também é.” O The Sun afirma que essa não era uma frase que podia se esperar do casal.

Outros amigos agora revelam à imprensa que o cantor teria desabafado recentemente: “Não existem ateus quando você está numa guerra.” Seu último álbum, Blackstar, lançado para coincidir com seu 69º aniversário na semana passada, contém muitas referências ao cristianismo.

“Olhe para mim, estou no céu / Tenho cicatrizes que não podem ser vistas / Tenho drama que não pode ser roubado”, diz a letra de Lazarus, canção do disco que está tocando nas rádios e menciona o personagem bíblico ressuscitado por Jesus.

Embora seja precipitado afirmar que ele passou por uma conversão, alguns sites cristãos apontam para entrevistas que Bowie deu no passado dizendo que buscava a Deus. 

(Gospel Prime, com informações de Christian Post e Mirror)

Nota: Foi Bowie quem disse: “O rock sempre foi a música do diabo.” E o cantor viveu nesse mundo de trevas. Mas quero acreditar que ele, de fato, teve tempo de fazer as pazes com seu Criador, pois a graça de Deus é infinita e pode alcançar qualquer um que Lhe conceda uma chance. Quem sabe o homem que viveu para cantar a “música do diabo” um dia esteja no lugar em que os salvos cantarão a música dos anjos. [MB]

Pesquisador considera salmão cancerígeno

Metais pesados e perigosos
A dieta do anticâncer do oncologista francês David Khayat derruba mitos e acrescenta mais um ingrediente ao cardápio de uma vida saudável: a romã, por sua alta capacidade antioxidante. Em Paris, o doutor Khayat recebeu o Espaço Aberto Saúde. Durante a entrevista, ele chamou a atenção para os cuidados com a preparação dos alimentos. Ele também reforçou máximas do senso comum, como a importância de se manter uma alimentação equilibrada e uma rotina de atividades físicas. Entre os mitos derrubados está a lista de peixes considerados cancerígenos: o salmão, inclusive o selvagem, o atum vermelho, o siki, o halibute e o espada. Segundo o doutor Khayat, “eles contêm concentrações de metais pesados como arsênio, chumbo, mercúrio e cádmio que são incrivelmente altas”.


Crueldade comparável à humana
Nota: Com a crescente poluição das águas e do meio ambiente, aquilo que antes parecia ou se apregoava como saudável pode não ser mais, e, a menos que se adote uma dieta orgânica, fica a decisão de se optar pelo menos pior dos alimentos, com o vegetarianismo consciente e bem informado ainda levando vantagem. A propósito, li hoje sobre falcões que prendem passarinhos vivos para comê-los frescos mais tarde (confira). Os falcões antes arrancam das presas as penas necessárias ao voo e prendem os bichinhos em fendas nas rochas (como na foto ao lado). Malvados os falcões? Lembre-se de que o ser humano faz isso em muito maior escala, nas granjas e nas fazendas... [MB]

segunda-feira, janeiro 18, 2016

Adventista testemunha ao não jogar aos sábados

Ser fiel a Deus é mais importante
A escolha da religião Adventista pelo goleiro Vitor, titular absoluto no ano passado, pode obrigar o Londrina a ter dois goleiros revezando na posição durante o ano. Como os adventistas não podem trabalhar ou fazer qualquer atividade do pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol de sábado, ele deve desfalcar a equipe em treinamentos previstos para o sábado e, principalmente, na Série B do Brasileiro. O torneio ainda não tem calendário definido, mas seus jogos acontecem na terça, sexta-feira e sábado. A reportagem do GloboEsporte.com tentou falar com a diretoria do Londrina, o goleiro e seus assessores, mas a situação é tratada como sigilosa e somente será definida nesta terça-feira, quando ele deve ter seu contrato renovado até o fim do ano. A princípio, a condição não deve ter efeito na primeira fase do Campeonato Paranaense, pois não há previsão de nenhum jogo do Londrina no sábado.

Para os jogos da Série B do Brasileiro na sexta e sábado, Vitor deve ser substituído pelo segundo goleiro Marcelo Rangel. As restrições da religião Adventista já impediram que ele participasse do primeiro coletivo realizado pelo técnico Claudio Tencati, no último sábado. Na ocasião, Marcelo Rangel começou entre os titulares, enquanto Guilherme foi o goleiro reserva. [...]

A religião da Igreja Adventista do Sétimo Dia preconiza que o mundo foi criado por Deus em seis dias e o sétimo - no caso o sábado, pois o domingo é o primeiro dia - é destinado para repouso e culto. Os adeptos da religião não podem realizar atividades como trabalhar, estudar ou fazer festividades. 


Nota: Interessante e bonito o testemunho de firmeza e de convicção do goleiro Vitor (leia também esta matéria em que ele fala mais de sua nova crença). Apenas uma correção: a Igreja Adventista não faz “restrição” alguma a seus membros em relação ao sábado do quarto mandamento (Êx 20:8-20). A observância do sétimo dia deve ser uma decisão pessoal por parte de alguém que reconhece a Deus como o Criador e Legislador do Universo. Saiba mais sobre o sábado e sua permanência assistindo ao vídeo abaixo. [MB]

domingo, janeiro 17, 2016

Novas evidências abalam a macroevolução

Pendurados na corda bamba
Como cientistas que aceitam o relato das origens no [livro de] Gênesis como intencionalmente literal, encontramos muitos desafios à nossa fé durante a graduação e pós-graduação, e depois disso como cientistas profissionais. Às vezes, esses desafios nos deixaram abalados, confusos ou, de outra forma, incertos sobre o que fazer com dada informação. Frequentemente, fomos levados de volta aos nossos joelhos e à Palavra de Deus para nos reassegurar de que estávamos indo na direção certa. Sempre fomos direcionados a analisar mais cuidadosamente os dados dos quais o desafio havia sido derivado. Um dos desafios importantes tem sido a questão da macroevolução. A teoria da macroevolução afirma que as primeiras células vivas, e todos os tipos de vida, são o resultado de processos não dirigidos, naturalistas, sem a intervenção de um agente externo (Deus). Essa teoria se tornou dominante no século 19, quando os cientistas não sabiam nada sobre a complexidade de células vivas. Poderia ter sido fácil acreditar que uma célula teria surgido espontaneamente, quando ela era vista como sendo um pouco mais do que um saco cheio de líquido.

O DNA entra em cena

Como aprendemos mais de complexidade celular, incluindo DNA, no século 20, os cientistas naturalistas não tiveram escolha senão acreditar que esse sistema surpreendente de moléculas que sustenta toda a vida se originou por acaso. Que outra teoria estaria lá? Certamente eles não podiam aceitar a ideia de um Criador, uma vez que seus pressupostos naturalistas proibiriam essa possibilidade. Agora, no século 21, três descobertas cruciais minaram a base sobre a qual a origem evolutiva das formas de vida parecia estar repousando.

Descoberta 1: O Projeto Genoma Humano

Os dois por cento. Em 1990, o Projeto Genoma Humano começou como um esforço massivamente financiado por um grande contingente de cientistas para determinar a sequência inteira de informações do DNA humano. Os cientistas descobriram, para sua perplexidade, que apenas uma pequena fração (cerca de dois por cento, em torno de 20 mil genes) do DNA humano é codificante de proteínas (continham instruções para fazer uma proteína específica), mas sabe-se que cerca de 100 mil proteínas diferentes são feitas em células humanas. Essa discrepância exigiu uma explicação, e a explicação foi impressionante. Descobriu-se que as porções de DNA codificadas para uma sequência de aminoácidos de uma proteína (exons) podem ser combinadas de várias maneiras para produzir proteínas diferentes. Isso explica como apenas dois por cento do nosso DNA poderia fazer tantas proteínas.

Tornou-se evidente que deveria haver outro nível de controle para determinar quais exons deveriam se unir, e em que ordem, a fim de fazer a proteína adequada. Em seguida, teria que haver um nível adicional de controle para regular isso, e assim por diante. Esse sistema de gestão de vários níveis de DNA estava completamente além de qualquer coisa que tinha sido previamente visualizada para a complexidade do sistema genético.

Os Noventa e oito por cento. O que os outros 98 por cento do DNA estariam fazendo? Os biólogos evolucionistas tinham decidido, há muito tempo, que o DNA que não estava codificando diretamente as proteínas deveria ser “DNA lixo”. Esse DNA não funcional, eles declararam, foi sendo modificado por mutações aleatórias para produzir novos genes que, quando funcionais, se tornariam parte do genoma do organismo. Por esse processo, ao longo do tempo, um anfíbio poderia se tornar um réptil, um réptil poderia se tornar um mamífero, e um mamífero poderia se tornar um ser humano. Na verdade, o “DNA lixo” rapidamente se tornou um forte argumento para a evolução entre os biólogos.

Mas problemas estavam a caminho. Uma nova iniciativa maciça e federalmente financiada chamada de Projeto Encode foi lançada para descobrir o que os 98 por cento do DNA que não codificavam proteínas estavam fazendo. Em setembro de 2012, o projeto publicou simultaneamente uma série de artigos sobre os resultados do trabalho. O consórcio anunciou que pelo menos 80 por cento e, provavelmente, muito mais do DNA humano que tinha sido considerado como “lixo” era DNA funcional. Não apenas funcional, mas também criticamente importante.

Muito desses 98 por cento do DNA que não codificam proteínas estava diretamente regulando o sistema de produção de proteínas; era parte do controle multifuncional do sistema genético. Os evolucionistas foram rápidos em condenar o relatório, apesar do fato de que mais de 400 dos maiores biólogos moleculares do mundo vinham trabalhando no projeto. Mas os resultados foram cientificamente mantidos, e são agora amplamente aceitos.

Os genes codificadores de proteínas, dois por cento do DNA, são muito semelhantes em todos os animais. Compartilhamos 70 por cento dos nossos genes de codificação de proteínas (70 por cento dos dois por cento) com um verme bolota, 92 por cento com um rato, e até 96 por cento com um chimpanzé. O resto do DNA (98 por cento), claramente, é o que torna um humano diferente de um verme bolota, um rato ou um chimpanzé. Esse foi um grande golpe para a teoria da evolução, mas foi há muito tempo previsto pelos criacionistas, que reconheceram que um designer provavelmente não carregaria uma célula de lixo.

Imagine que você entra em uma loja de máquinas bem organizada e observa como ela funciona. Ela tem centenas ou milhares de gavetas ao longo das paredes. Em cada gaveta estão ferramentas ou peças necessárias para a construção de qualquer coisa que uma loja de máquinas pode fazer. Uma gaveta pode ter determinado tamanho de broca; outras gavetas podem conter tamanhos específicos de parafusos de máquina e arruelas e porcas. Cada gaveta tem algo original, mas essencial para a construção de um produto. Nem todos os produtos vão requerer o uso de todas as gavetas.

Essas gavetas representam os genes que codificam proteínas. Elas são importantes, até mesmo essenciais, mas não podem produzir uma coisa sem o mecânico e os projetos. Quando o mecânico recebe um projeto, ele junta as peças necessárias, liga as máquinas necessárias, e, com a habilidade trazida da experiência e dos anos, cria o produto desejado. Sem o mecânico e o modelo, a loja de máquinas não poderia produzir nada, nunca. O mecânico e o projeto representam o DNA regulador, que compõe a maior parte do genoma. A evolução não tem evidências para explicar como esse sistema genético foi originado. Mas isso é apenas o começo dos problemas para explicações naturalistas. Há mais.

Descoberta 2: Epigenética

Até poucos anos atrás, o dogma da biologia era que genes controlavam tudo, e que eram os genes que determinavam quem somos e o que poderíamos nos tornar. Agora isso tudo mudou. Por gerações os estudantes da ciência têm sido doutrinados para acreditar que a herança fora do DNA (também conhecida como Lamarckismo) seria um absurdo: um exemplo seria a aquisição de um pescoço longo por uma girafa, porque seus antepassados se mantinham tentando alcançar as folhas mais altas nas árvores. No entanto, cerca de duas décadas atrás, os cientistas começaram a reconhecer outro nível de controle que tornava porções de DNA ligadas ou desligadas, sem alterar a informação no DNA.

Essas modificações epigenéticas, de fora do DNA, afetam a anatomia, a função de um animal, e até mesmo o comportamento. Em 2014, os cientistas que estudam o comportamento em ratos foram capazes de mostrar de forma convincente que, quando um rato aprendeu uma aversão a um odor agradável específico (animais tomaram choques [elétricos] quando o odor era apresentado), essa aversão poderia ser transmitida através de três ou quatro gerações de descendentes. O título do comentário editorial na revista científica Nature exprime o pensamento que ocorre a qualquer leitor da Bíblia: “Epigenética: os pecados dos pais.”

No exemplo dos ratinhos e em outros efeitos da epigenética, o resultado hereditário não é o resultado de mutações ou outra alteração no DNA. As mudanças químicas epigenéticas são passadas ​​para a prole, pois são necessárias, e as alterações podem ser revertidas em gerações futuras. Por exemplo, a dieta, o comportamento ou nível de estresse durante a gravidez, presentes nos progenitores, pode afetar seus descendentes, sem quaisquer mutações no DNA, e essas mudanças podem ser transmitidas às gerações seguintes.

A epigenética é um desafio dramático para a evolução. A evolução requer que toda nova informação genética surja por mudanças aleatórias. Sem um Criador, o processo genético não pode saber com antecedência o que o animal vai precisar. Mas a epigenética permite que o ambiente induza mudanças que serão benéficas, sem a ajuda da seleção natural. Que tipos de mecanismos de controle e projeto estão envolvidos no desenvolvimento de um sistema tão sofisticado que pode passar informação comportamental persistente, sem uma mudança nos genes? Essa é uma dificuldade séria para a teoria da evolução, como tem sido ensinada por 100 anos. Mas há ainda mais desafios para a teoria da evolução.

Descoberta 3: Genes órfãos

O [termo] gene órfão foi cunhado para designar regiões codificantes de proteínas (isto é, genes) em um animal que não foram encontradas em qualquer tipo de animal relacionado, ou talvez não em qualquer outra espécie. Em outras palavras, não haveria “genes ancestrais” semelhantes ao gene órfão, dos quais este poderia ter evoluído. Estava apenas lá, fazendo uma tarefa única para esse animal, como permitir que uma abelha faça mel. Parece que o animal foi desenhado com esse gene porque esse animal necessitava especificamente dele. Genes órfãos estão presentes em todas as formas de vida e representam um obstáculo crítico, talvez até mesmo fatal, para aqueles que procuram explicar a origem das formas de vida pelo processo evolutivo.

Com a pesquisa continuada, o número total de genes órfãos identificados e reconhecidos continuou a aumentar e, atualmente, pode ser tão alto como 10 a 30 por cento de todos os genes conhecidos. Mais do que mil genes órfãos são reconhecidos em seres humanos. Pelo menos alguns desses genes órfãos são muito importantes; um deles é responsável pelo grande cérebro humano.

Uma explicação consistente com a evidência é que os genes eram parte da criação original, e sua existência nos taxons individuais é devida ao desenho original. Talvez alguns desses genes órfãos pudessem ser genes que se tornaram ativados por causa das condições ambientais alteradas na Terra após a entrada do pecado (epigenética). Em qualquer caso, eles representam um desafio preocupante para a teoria da evolução naturalista.

Uma explicação melhor

A teoria da evolução afirma que novos e diferentes tipos de organismos, tais como peixes, répteis e mamíferos, originaram-se sem um Criador. Essa teoria está agora enfrentando sérios desafios por causa dos mecanismos sofisticados de biologia molecular revelados durante o último meio século. A teoria da evolução permanece viva porque ela diz respeito ao “suporte de vida” artificial, sob a forma de compromisso filosófico com o naturalismo e seu pressuposto de que a vida não teve um Criador. Três descobertas recentes – a epigenética, os resultados do projeto Encode e genes órfãos – erodiram ainda mais a viabilidade intelectual do “suporte de vida” para a teoria macroevolutiva. Para muitas pessoas, o naturalismo e a macroevolução ainda são a única explicação aceitável para a vida, mas esse compromisso se baseia cada vez mais sobre a filosofia e não em provas adequadas. Esperamos convencer os adeptos da evolução de que há uma alternativa melhor e viável, que não só tem valor explicativo na ciência, mas mantém a promessa de vida eterna para aqueles que a aceitarem.

(Arthur Chadwick e Leonard Brand, Adventist Review; tradução de Alexsander Silva)

sábado, janeiro 16, 2016

Doença emocional é falta de fé?

Dr. David Williams, de Harvard
Muitas vezes, o tabu e os preconceitos são piores que as doenças. Essa conclusão foi unânime entre os palestrantes que falaram no segundo e no terceiro dias do Health Summit, que reuniu nos dias 13 a 17 de janeiro, em Orlando, Flórida (EUA), mais de 200 líderes de saúde da igreja adventista para discutir sobre saúde emocional. “Infelizmente, as pessoas gostam de rotular que problemas com a saúde emocional são decorrentes da falta de experiência e amadurecimento espiritual, o que é um grande erro. Problemas de saúde emocional decorrem de vários fatores (bioquímicos, genéticos, sociais, familiares, etc.), e muitas pessoas não tiveram uma formação familiar ou social de modo a desenvolver habilidades de lidar com suas emoções. Rotular é a maneira mais fácil de esconder nossos próprios problemas e também de nos eximir da responsabilidade de cuidar dos outros”, diz o Dr. Marcello Niek Leal, diretor do Departamento de Saúde da Divisão Sul-Americana (DSA) e um dos organizadores do evento.

Segundo Niek, quando se fala em saúde emocional, é preciso lembrar que os problemas se concentram em três grandes áreas: (1) equilíbrio emocional (como as pessoas reagem nas situações de trabalho, na família, na igreja, com os amigos e nos relacionamentos), (2) hábitos e vícios (de que maneira o condicionamento emocional nos constrói ou destrói, e como as pessoas desenvolvem ou perdem a habilidade de gerenciar suas emoções), e (3) trauma e resiliência (como as pessoas reagem diante de situações adversas de alto impacto, como catástrofes, abusos, violência individual e coletiva).

[Leia a matéria completa, escrita pelo enviado especial Michelson Borges]

sexta-feira, janeiro 15, 2016

Há um conflito entre a ciência e o naturalismo

Dá pra confiar na cognição?
Por muito tempo, pelo menos desde o Iluminismo, acreditou-se que existia um conflito entre ciência e religião. Do ponto de vista teísta, esse é um erro colossal: como seres criados à imagem de Deus, os humanos enxergam na ciência a possibilidade de conhecer mais sobre a obra criativa de Deus no Universo. É um privilégio contemplar a magnitude da criação, sua ordem e beleza. Assim, no teísmo, a ciência é uma forma de conhecer mais sobre o Criador. Longe de ser um obstáculo à criação, a cosmovisão teísta incentiva os seres humanos a obter mais informações da criação. A ciência é o meio, por excelência, para tal processo. Logo, o teísmo incentiva fortemente o contato com a ciência. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito a respeito do naturalismo. Na verdade, há um conflito muito sério entre o naturalismo e a ciência, a crença no materialismo e a evolução biológica. Se o naturalismo for verdadeiro, segue-se logicamente que os seres humanos são apenas objetos materiais. Você pode poetizar essa última afirmação (“os humanos são poeira das estrelas”), mas sua verdade continua. Qual o problema disso?

O problema é que, (a) se o naturalismo é verdadeiro e (b) se um naturalista acredita na evolução, (c) segue que a cognição do ser humano não está preocupada com a criação de crenças verdadeiras, mas com a sobrevivência.

Na evolução é assim: a evolução NÃO é teleológica, isto é, ela não é planejada, não segue nenhuma finalidade específica, nem possui um telos último. O “objetivo” da evolução é que os seres sobrevivam e que os genes passem adiante. Só. Até o termo “objetivo” não é correto: a evolução não tem propósito último, nem finalidade última. Ela é um relojoeiro cego. Como diz Richard Dawkins:

“A única coisa que importa para a seleção natural é que cada lado está se esforçando para superar o outro porque, tanto para um quanto para o outro, os indivíduos que forem bem-sucedidos transmitirão seus genes que contribuíram para seu êxito” (Richard Dawkins, O Maior Espetáculo da Terra, p. 359).

Se a evolução não está “preocupada” em gerar crenças verdadeiras, mas apenas em gerar formas de sobrevivência, por que esperar que essas crenças sejam verdadeiras? Nesse ponto, por que acreditar que nossas faculdades cognitivas são confiáveis, no que diz respeito à geração de crenças verdadeiras?

Se o naturalismo for verdadeiro, e se um naturalista acredita na teoria da evolução, segue-se que sua cognição é fruto de adaptação, tendo em “vista” a sobrevivência, ou seja, a cognição humana é estruturada para ajudar os seres humanos a sobreviver. As crenças que ela gera são importantes na medida em que ajudam a superar os outros seres na “corrida” da seleção natural. Mas as crenças geradas por tal cognição não necessariamente são verdadeiras. A evolução não estrutura a cognição “pensando” em gerar crenças verdadeiras, mas sim crenças que ajudem os seres humanos a sobreviver. Richard Dawkins chama esse último de “mundo médio” (último capítulo de Deus um Delírio).

Por isso, a probabilidade de a cognição humana, no naturalismo, gerar crenças verdadeiras é de 50%, isto é, ela tanto pode gerar crenças verdadeiras quanto crenças falsas. Tanto faz. Não é essa a preocupação da evolução. A seleção natural se contenta com o que houver, desde que ajude as espécies a se adaptar.

Um naturalista pode dizer que sua cognição é fruto de uma boa adaptação (o gênero humano sobreviveu por muitos anos e, dada a evolução, é isso que importa), mas ele não pode dizer que sua cognição é confiável (ou seja, produz crenças verdadeiras). Sua cognição é fruto da adaptação, mas não se segue que, para sobreviver, a cognição necessariamente precise gerar crenças verdadeiras. O que ela precisa gerar é um comportamento apropriado, não crenças verdadeiras.

Seguindo o pensamento de um filósofo chamado Alvin Plantinga (Conhecimento de Deus), o naturalista tem um derrotador para a alegação de que suas faculdades cognitivas são confiáveis. E, se ele tem um derrotador para essa última crença, ele tem um derrotador para QUALQUER crença que seja produto dessa faculdade cognitiva que não é confiável, ou seja, para TODAS as suas crenças, incluindo a ciência, a razão e o próprio naturalismo. Ele é autorrefutável. Ele não pode ser racionalmente crido.

Logo, quem tem bons motivos para desconfiar da ciência não é o teísta, mas aqueles que acreditam no naturalismo.

(Bruno Ribeiro Nascimento, via Facebook)

Referências:
DAWKINS, Richard. O maior espetáculo da terra: as evidências da evolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
PLANTINGA, Alvin. Conhecimento de Deus: Alvin Plantinga e Michael Tooley. São Paulo: Vida Nova, 2014.

Poderiam apenas duas pessoas repovoar a Terra?

Pesquisa aponta para o criacionismo
Os predadores estrangeiros chegaram de barco. Dentro de dois anos, todo mundo estava morto. Quase. A ilhota Pirâmide de Ball fica a 600 km a leste da Austrália, no Pacífico Sul, saindo do mar, como um caco de vidro. E lá estavam eles – a meio caminho da borda do penhasco, abrigando-se debaixo de um arbusto espigado – os últimos da espécie. Dois escaparam e apenas nove anos mais tarde havia nove mil, os filhos e netos e bisnetos de Adão e Eva. Não, isso não é um relato bizarro na história da criação. O casal de sorte foram lagostas-das-árvores, Dryococelus australis, insetos-vareta do tamanho de uma mão humana. Eles foram considerados extintos logo após ratos negros invadirem sua ilha nativa Lord Howe, em 1918, mas foram encontrados agarrados na Pirâmide de Ball, 83 anos mais tarde. A espécie deve a sua recuperação milagrosa a uma equipe de cientistas que escalou 150 metros de rocha vertical para chegar ao seu esconderijo em 2003. As lagostas foram nomeadas “Adão” e “Eva” e enviadas para iniciar um programa de reprodução no Zoológico de Melbourne.

Voltar atrás após o Armagedom dos insetos é uma coisa. Lagostas-das-árvores fêmeas depositam dez ovos a cada dez dias e são capazes de partenogênese; eles não precisam de um macho para se reproduzir. Repovoar a Terra com seres humanos é outra questão. Nós poderíamos fazê-lo? E quanto tempo isso levaria?

A resposta é mais do que uma discussão de lunáticos no pub. A partir de pesquisas da Nasa sobre o número mágico de pioneiros necessários para a nossa mudança para outro planeta, para as decisões sobre a conservação das espécies ameaçadas de extinção, é uma questão de crescente importância e urgência internacional.

Então, vamos avançar 100 anos no tempo. Esforços da humanidade deram horrivelmente errado e uma insurreição de robôs nos limpou de sobre a face da Terra – um destino previsto por Stephen Hawking em 2014. Apenas duas pessoas sobreviveram. Não há nenhuma maneira de contornar a situação: a primeira geração seria toda de irmãos e irmãs.

Sigmund Freud acreditava que o incesto era o único tabu humano universal ao lado de assassinar seus pais. Não é apenas tabu, é francamente perigoso. Um estudo de crianças nascidas na Checoslováquia entre 1933 e 1970 descobriu que quase 40% das pessoas cujos pais eram parentes de primeiro grau foram severamente deficientes, dos quais 14% acabou por morrer.

Para entender por que a consanguinidade pode ser tão mortal, é preciso se familiarizar com alguma genética. Todos nós temos duas cópias de cada gene, um do pai e outro da mãe. Mas algumas variantes genéticas não aparecem a menos que você tenha dois genes exatamente iguais. A maioria das doenças hereditárias é provocada por essas variantes “recessivas”, que escapam do radar evolutivo porque são inofensivas por si sós. Na verdade, uma pessoa na média tem entre uma e duas mutações recessivas letais no seu genoma.

Quando um casal está [consanguineamente] relacionado, não demora muito para a máscara cair. Tome a acromatopsia, uma doença recessiva rara que provoca cegueira total da cor. Ela afeta 1 em 33.000 americanos e é transportada por um em 100. Se um dos nossos sobreviventes pós-apocalípticos tiver a variante, há uma chance em quatro de seu filho ter uma cópia. Por enquanto, tudo bem. Depois de apenas uma geração de incesto, o risco sobe como um foguete – com uma chance em quatro de seu filho ter duas cópias. Essa chance será de uma em 16, de que o primeiro neto do casal original tenha a doença.

Esse foi o destino dos habitantes de Pingelap, um atol isolado no oeste do Pacífico. Toda a população é descendente de apenas 20 sobreviventes de um tufão que varreu a ilha no século 18, incluindo um portador de acromatopsia. Com tal pequeno conjunto de genes, hoje um décimo da população da ilha é totalmente cega às cores.

Mesmo com esses riscos hediondos em mente, se os sobreviventes tiverem filhos suficientes, as chances são de que pelo menos alguns deles seja saudável. Mas o que acontece quando a endogamia continua por centenas de anos? Acontece que você não tem que ser preso em uma ilha para descobrir, porque não há uma comunidade que simplesmente não consiga se manter longe o suficiente de seus parentes próximos: a realeza europeia. E com nove gerações de casamentos entre primos estratégicos, tios e sobrinhas em 200 anos, os Habsburgs espanhóis são um experimento natural na forma como tudo isso acontece.

Charles II foi a vítima mais famosa da família. Nascido com uma litania de deficiências físicas e mentais, o rei não aprendeu a andar até os oito anos. Quando adulto, sua infertilidade soletrou a extinção de uma dinastia inteira.

Em 2009, uma equipe de cientistas espanhóis revelou o porquê. A ascendência de Charles foi tão emaranhada, que seu “coeficiente de consanguinidade” – uma figura que reflete a proporção de genes herdados que seriam idênticos em ambos os pais – foi maior do que se ele tivesse nascido de irmãos.

É a mesma medida utilizada por ecologistas para avaliar os riscos genéticos enfrentados pelas espécies ameaçadas de extinção. “Com um tamanho pequeno da população, todo mundo vai estar relacionado mais cedo ou mais tarde, e à medida que aumenta o parentesco, os efeitos da endogamia tornam-se mais importantes”, explica o Dr. Bruce Robertson, da Universidade de Otago. Ele estuda os papagaios gigantes da Nova Zelândia, que não voam, o chamado Kakapo, dos quais existem apenas 125 no planeta.

De particular preocupação são os efeitos da endogamia sobre a qualidade do esperma, que aumentou a proporção de ovos que nunca vão eclodir de 10% para cerca de 40%. É um exemplo de depressão por endogamia, diz Robertson, causada pela exposição dos defeitos genéticos recessivos em uma população. Apesar de muita comida e proteção contra predadores, o Kakapo não pôde se reproduzir [adequadamente].

Espécies ameaçadas de extinção também executam o desafio dos riscos de longo prazo. Embora eles já possam ser bem adaptados ao seu ambiente, a diversidade genética permite que as espécies evoluam seu caminho em torno de desafios futuros. Em nenhum lugar isso é mais importante do que a imunidade. “É algo que a maioria das espécies parece estar disposta a promover - a diversidade -, até mesmo os seres humanos. Nós escolhemos parceiros com uma composição imunológica muito diferente, assim nossos descendentes têm um diversificado leque de barreiras no sistema imunológico”, diz o Dr. Philip Stephens, da Universidade Durham. Voltando em nosso [suposto] passado evolutivo, pensa-se que o acasalamento com os neandertais pode ter dado ao nosso sistema imunitário um impulso genético.

Mesmo que nossa espécie o faça, poderia ser irreconhecível. Quando pequenos bolsões de indivíduos permanecem isolados por muito tempo, eles se tornam suscetíveis ao efeito fundador, em que a perda de diversidade genética amplifica peculiaridades genéticas da população. Não só os novos seres humanos pareceriam e soariam diferentes - eles poderiam ser uma espécie completamente diferente.

Então, de quanta variedade você precisa? É um debate que vai direto aos anos 80, diz Stephens, quando um cientista australiano propôs uma regra universal do polegar. “Basicamente, você precisa de 50 indivíduos reprodutores para evitar depressão endogâmica, e 500, a fim de se adaptar”, diz ele. É uma regra usada ainda hoje - embora ela tenha sido aumentada para 500-5.000 para compensar perdas aleatórias quando os genes são passados de uma geração para a seguinte – como informado pela Lista Vermelha da IUCN, que cataloga espécies mais ameaçadas do mundo.

Cada vez mais o conceito está levando aqueles no campo a questionar as políticas de grandes instituições de caridade de conservação, que priorizam as espécies mais ameaçadas de extinção. “É conservação enquadrada no contexto de triagem – você peneira vítimas e pergunta se existe uma chance de salvá-las. Ela pode ser usada para dizer: ‘bem, podemos esquecer as espécies?’”

Mas antes que você risque fora o nosso casal, como um cientista apontou, somos provas vivas das falhas inerentes do conceito. De acordo com a evidência anatômica e arqueológica, nossos ancestrais não teriam atingido os nossos próprios alvos populacionais, com a existência de mil indivíduos por quase um milhão de anos. Em seguida, entre 50.000 e 100.000 anos atrás, nós rasgamos outro remendo ruim, como os nossos antepassados ​​migrando para fora da África. Como seria de esperar, fomos deixados com surpreendentemente baixa diversidade genética. Um estudo de 2012 das diferenças genéticas entre grupos vizinhos de chimpanzés encontrou mais diversidade em um único grupo do que entre os sete bilhões de seres humanos vivos hoje.

Olhar para os nossos antepassados ​​pode ser nossa melhor aposta. Uma estimativa do antropólogo John Moore, publicada pela Nasa em 2002, foi modelada em pequenos grupos que migram dos primeiros seres humanos - cerca de 160 pessoas. Ele recomenda começar com casais jovens, sem filhos, a triagem para a presença de genes recessivos potencialmente perigosos. Infelizmente, Moore estava contemplando as viagens espaciais de longa duração, não repovoar o planeta. Seu número só permite 200 anos de isolamento antes de os pioneiros voltarem para a Terra.

Então, o que seria dos últimos homem e mulher? É impossível dizer com certeza, embora timidamente Stephens seja otimista. “A evidência para os efeitos de curto prazo da baixa diversidade genética é muito forte, mas todas essas coisas são probabilísticas. Há histórias de viagens incríveis de volta do limiar - tudo é possível.”

Enquanto o apocalipse não destrói os fundamentos da civilização moderna, a humanidade poderia se recuperar surpreendentemente rápido. Na virada do século 20, a comunidade Hutterite da América do Norte - que é, aliás, altamente pura - atingiu os níveis mais elevados de crescimento populacional já registrados, dobrando a cada 17 anos. É duro de se pedir, mas se cada mulher tivesse oito filhos, voltaríamos aos sete bilhões de pessoas e nossa atual crise populacional chegaria em apenas 556 anos.

(BBC, com tradução livre de Alexsander D. da Silva) 

Nota do tradutor: Alguns defensores da teoria da evolução concluíram, há alguns anos, que a raça humana descende de um único casal (assim como os criacionistas bíblicos defendem). De acordo com a questão da diversidade genética apresentada na matéria acima, além de todos os outros inúmeros problemas, esse primeiro casal produziria descendentes consanguíneos e sujeitos à diversas anomalias, questionando-se mesmo se poderiam sobreviver por tantos milhares de anos, como alegado, com tão poucos indivíduos. 

Note bem que, diante dessa sugestão, que ficou subentendida nas entrelinhas da reportagem, as autoridades consultadas saem pela tangente, cossecante, bissetriz, mais ou menos com o seguinte discurso, embora com outras palavras: “Veja bem, aconteceu, estamos aqui, então, ocorreu de alguma forma!”, ou: “Tipo assim, parceiro, toda regra tem exceção, sacomé, né? Nosso modelo é limitado, a gente não sabe bem como, mas tá aí!”

Apesar de o criacionismo não ter provas indiscutíveis do seu modelo, assim como o evolucionismo, neste ponto, mais uma vez, a visão criacionista é mais plausível. O primeiro casal - diga-se Adão (tirado da Terra) e Eva (mãe de todas as criaturas - não é Gaia, viu?) - teria genomas perfeitos e intactos. Alguns criacionistas argumentam que toda a diversidade de raças estaria nesses genes, mas vamos ficar aqui apenas com a questão da integridade do DNA. A segunda, terceira, quarta geração de humanos teria pouco ou nenhum dano no genoma. Então, não haveria problema de consanguinidade, até que a população tivesse se diversificado o suficiente. 

Evidência disso é o relato da idade com que os primeiros homens morriam. Quase mil anos, até que, com a deterioração do ambiente e da própria bagagem genética dos seres vivos, esse número caiu para a casa dos 100 anos. Também é relatado na Bíblia sobre gigantes, valentes e homens de fama sobre a Terra. Descobertas arqueológicas dão evidências da inteligência, da arte e do poder de povos antigos, superiores ao que se imaginava até então, sugerindo uma raça de humanos que, dentre outras qualidades, possuía um genoma bastante “saudável”.

O dilúvio teria desempenhado papel preponderante na degradação genética. O ambiente mudou consideravelmente, talvez mesmo os níveis de radiação solar e cósmica que passaram a atingir a Terra. A alimentação do ser humano mudou após a catástrofe. Agora se sabe que o consumo de carne é um dos fatores que pode aumentar o risco de câncer e outras doenças, e foi após o dilúvio que o ser humano recebeu autorização para consumi-la, em virtude do estado de calamidade que se apresentava. Tudo isso acumulado e potencializado por alguns milhares de anos viria a produzir, ao invés de evolução, deterioração. Faz sentido. Muito. Mas é assunto amplo, para outras postagens...

quinta-feira, janeiro 14, 2016

Abismo pode estar escondido sob o gelo da Antártida

Que mistérios esconde o gelo?
Um vasto e desconhecido sistema de cânions pode estar escondido embaixo das geleiras da Antártida. Sinais de sua presença foram encontrados nas formações da superfície do continente gelado, em uma região inexplorada chamada Terra da Princesa Elizabeth. Se confirmada, em uma pesquisa geofísica formal que está em andamento, a rede sinuosa de cânions teria cerca de mil quilômetros de comprimento e, em alguns trechos, até 1 km de profundidade. Essas dimensões fariam da formação algo maior que o famoso Grand Canyon, nos Estados Unidos.Sabemos, com base em outras áreas da Antártida, que as formas que o gelo assume na superfície são obviamente dependentes do que existe abaixo dele. Isso porque o gelo flui a partir dessas formações”, explicou o pesquisador Stewart Jamieson, da Universidade de Durham, no Reino Unido.Quando olhamos para a Terra da Princesa Elizabeth a partir de dados de satélite, há aparentemente algumas características na superfície gelada que, para nós, lembram muito a existência de um cânion”, continua o especialista.Nós rastreamos formações rochosas do centro da Terra da Princesa Elizabeth até a costa, no sentido norte. Trata-se de um sistema bastante substancial”, afirmou ele à BBC.

Há ainda suspeitas de que a rede de cânions seja conectada a um lago subglacial, também desconhecido, que cobriria uma área de até 1,25 mil quilômetros quadrados. A interpretação inicial que aponta a existência do sistema de cânions é baseada em informações de radar, colhidas em dois locais. Esses radares conseguem ver através das camadas de gelo, chegando à camada de rochas abaixo delas. A suspeita é consistente, afirma o professor do Imperial College London (Reino Unido), um dos integrantes da equipe.

“Descobrir um novo abismo gigantesco, que supera o Grand Canyon, é uma perspectiva tentadora”, afirmou. “Geocientistas na Antártida estão fazendo experimentos para confirmar o que nós estamos vendo nos dados iniciais, e esperamos anunciar nossas descobertas em um encontro do ICECAP2 (grupo de colaboração internacional que explora a área centro-leste da Antártida) no fim de 2016.”

A maior parte da Antártida é alvo de pesquisas geofísicas que têm registrado a topografia do continente. Mas ainda há duas áreas muito desconhecidas: a Terra da Princesa Elizabeth, onde se encontraria o cânion, e a Recovery Basin (“Bacia de recuperação”, em tradução literal). Ambas ficam no leste da Antártida e são agora alvo de intenso estudo.

Equipes internacionais – compostas por cientistas de Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, China e outros países – estão usando aeronaves com sensores para sobrevoar centenas de quilômetros quadrados da superfície gelada. Quando o rastreamento estiver completo, os pesquisadores terão uma visão abrangente de como a paisagem da Antártida realmente é debaixo de todo o gelo. Esse conhecimento é fundamental para tentar entender como o continente gelado pode reagir em um mundo mais quente, por exemplo.


Nota: Com essa pesquisa, surgem novas evidências de que houve uma catástrofe hídrica que “rasgou” nosso planeta, deixando marcas profundas em sua superfície, incluindo aí a Antártida. Já não é fácil para os evolucionistas explicar a formação plano-paralela dos estratos geológicos no Grand Canyon, que sugerem superposição rápida de toneladas e toneladas de sedimentos; agora imagine explicar fenômeno semelhante (se for confirmado) debaixo do gelo polar... [MB]