terça-feira, julho 11, 2017

Restos de “gigantes” de 5.000 anos são encontrados na China

Arqueólogos chineses encontraram esqueletos de 5.000 anos pertencentes a indivíduos com tamanho e força fora do normal para a época, anunciou a agência de notícias do governo Xinhua, na última semana. Os “gigantes” foram descobertos durante uma escavação na província de Shandong, no leste da China. O mais alto deles, do sexo masculino, chegava a medir 1,90 metro, enquanto os demais tinham por volta de 1,80 metro de altura. Segundo as estimativas dos cientistas, mesmo que não se saiba exatamente qual era a média de altura da época para aquela região, estudos apontam que, nesse mesmo período na Europa, homens mediam 1,65 metro – muito abaixo da média dos indivíduos recém-descobertos na China.

As relíquias encontradas pertencem à cultura Longshan, uma civilização neolítica que se instalou no meio e baixo do rio Amarelo. A descoberta prova que Estados “arcaicos” já existiam na região naquele período e explica como aquele povo atingiu um tamanho e força incomuns graças a uma rica alimentação, à base de milho e carne de porco. “Já agrícolas na época, as pessoas tinham diversos recursos alimentares e, por isso, seu físico mudou”, explica Fang Hui, pesquisador da Universidade de Shandong University, responsável pela descoberta.

Os arqueólogos iniciaram as escavações em 2016, examinando ruínas de 104 casas, 205 túmulos e 20 locais em que eram realizados sacrifícios em uma vila na capital da província. De acordo com o pesquisador, a estimativa da altura dos “gigantes” chineses foi feita com base no tamanho da estrutura óssea. “Se fosse uma pessoa viva, a altura poderia certamente ultrapassar 1,90 metro”, disse Fan Hui à agência de notícias Xinhua. Para se ter uma ideia do tamanho desses indivíduos, nos dias atuais, em que o acesso a uma boa alimentação é bem mais abrangente do que naquela época, a média de altura na região para homens com 18 anos é de 1,75 metro.

Segundo os pesquisadores, homens mais altos foram encontrados em túmulos maiores, possivelmente porque essas pessoas tinham um status elevado e conseguiam adquirir alimentos melhores e mais nutritivos. Acredita-se que a área fosse, há 5.000 anos, o centro político, econômico e cultural do norte de Shandong. Junto aos esqueletos, foram encontrados também artigos coloridos de cerâmica e argila.

“Estudos futuros e mais escavações são de grande valor para a nossa compreensão da origem da cultura no leste da China”, disse Zhou Xiaobo, vice-chefe da divisão provincial de patrimônio cultural de Shandong.


Nota 1: Deixando de lado toda a parte interpretativa e a margem de erro das datações, é interessante ver evidências de gigantismo e de civilização avançada em épocas tão antigas. Note que o próprio texto destaca o fato de que, mesmo com uma nutrição adequada, pessoas que vivem na mesma região atualmente não têm a estatura daqueles “gigantes”. A Bíblia fala em gigantes e várias descobertas paleontológicas confirmam que o gigantismo realmente existiu neste planeta, com fauna e flora bem maiores e exuberantes que as atuais. Por enquanto, não existem evidências concretas da descoberta de gigantes antediluvianos, que seriam bem maiores que os descobertos na China. É preciso aguardar para ver o que o futuras descobertas revelarão. [MB]

Nota 2: Duas perguntas recorrentes são estas: (1) Por que ainda não foi descoberto o fóssil de um gigante antediluviano e (2) por que não são descobertos fósseis de humanos junto com fósseis de dinossauros? (1) A Bíblia diz que, após o dilúvio, Deus enviou um forte vento para secar as águas e certamente foi esse vendaval que varreu os cadáveres para longe, sendo muito provavelmente sepultados em encostas de montanhas, onde teriam ficado “represados”. Assim, escavações e pesquisas feitas em planícies africanas, por exemplo, dificilmente revelarão fósseis de homens e mulheres antediluvianos. (2) Se ocorresse um dilúvio hoje em dia, dificilmente seriam soterrados seres humanos junto com tigres, por exemplo. E por quê? Porque humanos e tigres não dividem o mesmo espaço geográfico. Assim, pelo mesmo motivo, dificilmente (o que não significa ser impossível) humanos e dinossauros serão encontrados juntos no registro fóssil. [MB]

Leia mais sobre gigantes aqui.

Cuidado com dietas, terapias e tratamentos mágicos

Há mais de um século a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com base na Bíblia e nos escritos de Ellen White, vem promovendo os chamados oito remédios naturais (que eu tenho chamado de “oito dicas do Fabricante”): água, luz solar, ar puro, exercício físico, repouso adequado, alimentação natural, equilíbrio e confiança em Deus. É claro que, para adotar um estilo de vida pautado por essas recomendações, é preciso tomar decisões e ser perseverante. No entanto, os resultados compensam o esforço: maior longevidade e uma vida mais saudável. Pesquisas têm confirmado que esse estilo de vida funciona, basta mencionar os dados divulgados por universidades como a de Loma Linda, na Califórnia, e do Estudo Advento, da USP. Adventistas que utilizam os oito remédios naturais podem viver até uma década a mais que o restante da população. Só que, como dá algum trabalho comer de maneira saudável, dormir mais cedo e praticar exercícios, por exemplo, há pessoas que preferem apelar para “atalhos” e dar ouvidos a conselheiros que as afastam das orientações inspiradas. Aí adotam modismos dietéticos e comportamentais e acabam colhendo os frutos amargos disso.

Muitas ideias sobre “tratamentos naturais” aparecem diante da igreja e são rapidamente espalhadas, mas grande parte delas está bem distante do princípio da prevenção expresso em Êxodo 15:26: “E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de Seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos Seus mandamentos, e guardares todos os Seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque Eu sou o Senhor que te sara.”

É especialmente complicado e até perigoso quando alguns profissionais de saúde, naturopatas e até médicos se valem de sua formação para falar de áreas nas quais não são especialistas. Para o grande público, o fato de alguém ser médico, por exemplo, já credencia essa pessoa a falar sobre qualquer aspecto da saúde. É a mesma coisa se um cardiologista usasse sua especialidade como ponte para se credenciar como autoridade em Gastroenterologia ou Neurologia. Isso para não falar nas tais terapias alternativas que se valem de procedimentos e tratamentos duvidosos como a iridologia e a homeopatia, para citar apenas dois.

Mas atrapalha tanto assim seguir os conselhos de certos médicos midiáticos? Temos tanta informação de qualidade disponível na literatura adventista, especialmente a que é produzida pela Casa Publicadora Brasileira, que informações distorcidas e de segunda mão só atrapalham.

Semana passada, um amigo médico atendeu uma paciente que antes estava com colesterol borderline e que tinha recebido dele a indicação para mudança de estilo de vida, atividade física, etc. Ela voltou depois de quatro meses com colesterol total de 385! O médico passou uns 20 minutos conversando com a paciente, tentando entender o que tinha “saído errado”. Foi quando voltou para o básico e perguntou: “Com que frequência a senhora está comendo ovos?” “Como dois ovos todos os dias”, ela respondeu. “Por quê?”, o médico voltou a perguntar. “Porque vi um vídeo em que o doutor fulano recomenda isso”, foi a resposta dela.

E lá foi o meu amigo conversar mais 30 minutos sobre mudança de estilo de vida. A conclusão dele é que as pessoas gostam de soluções mágicas como as que são apresentadas por alguns especialistas na internet e por vários que aparecem no meio adventista. Isso é mais fácil que fazer as mudanças reais.

Infelizmente, há muitas pessoas cortando indiscriminadamente isso e aquilo da dieta, tomando hormônios para emagrecer, buscando atalhos absurdos e achando que isso é “reforma de saúde”. Alguns estão adquirindo uma aparência cadavérica e adoecendo aos poucos. E o pior: ensinando aos outros que essas atitudes extremas são da vontade de Deus. Não, isso não é reforma de saúde! Isso é um fardo desnecessário e uma atitude que só atrai zombaria sobre uma causa que deveria impressionar o mundo e atraí-lo para a luz da revelação divina.

O diabo continua sendo bem-sucedido em lançar as pessoas para os extremos: ou o da intemperança e desconsideração para com os conselhos de saúde, ou o do extremismo e da adoção de práticas que não são da vontade do Criador. Que Deus nos ajude a alcançar o equilíbrio regido pela revelação e pelo bom senso.

Michelson Borges

segunda-feira, julho 10, 2017

Cientistas investigam por que ave de Galápagos deixou de voar

Um dos vários mistérios naturais que despertaram a curiosidade do naturalista britânico Charles Robert Darwin (1809-1882) e o estimularam a propor uma teoria para a evolução biológica teve suas bases moleculares decifradas. Um estudo publicado na revista Science revelou que uma série de genes pode estar envolvida na perda da capacidade de voar de uma ave aquática, o cormorão das ilhas Galápagos. E, surpreendentemente, os genes que estariam por trás das asas atrofiadas são semelhantes àqueles associados a problemas ósseos em seres humanos. Algumas aves voam e outras não, como avestruzes, galinhas e emas, mas o caso do cormorão é ainda mais curioso, já que, das cerca de 40 espécies dessas aves, apenas uma não consegue voar – aquela que Darwin encontrou nas Galápagos (nome científico Phalacrocorax harrisi).

A evolução da perda de voo é uma das modificações de membros mais recorrentes na natureza. Para Darwin, seria mais um argumento em prol da sua teoria da evolução através da seleção natural.

Pode-se definir a seleção natural como o processo na natureza pelo qual os organismos mais bem adaptados ao seu ambiente tendem a sobreviver e a transmitir suas características genéticas. Ou, como diz a versão pop, “a sobrevivência dos mais aptos”. O isolamento geográfico desse arquipélago no oceano Pacífico pertencente ao Equador contribuiu para que não houvesse nenhum grande predador terrestre, como os leões africanos. O topo da cadeia alimentar é constituído por aves de rapina, um tipo de gavião e um de coruja. Ou seja, não há predadores que demandariam que os cormorões mantivessem a capacidade de voo. Para Darwin, isso seria tanto resultado da “seleção natural positiva” para corpos maiores ou de uma seleção mais relaxada devido à ausência de predadores.

O que a equipe de Alejandro Burga e Leonid Kruglyak da Universidade da Califórnia em Los Angeles (oeste dos EUA) fez foi comparar os genomas do cormorão de Galápagos com o de outras três espécies de cormorões. Na ave das Galápagos, mas não nas outras três, foi achado um grande enriquecimento de genes associados a distúrbios do desenvolvimento humano, notadamente os que afetam o desenvolvimento dos membros. “Darwin, apenas examinando essas mudanças, inferiu o processo de evolução por seleção natural. Agora, temos ferramentas genéticas sofisticadas para reexaminar esses exemplos clássicos e descobrir o que aconteceu no nível molecular”, disse Kruglyak.


Nota do químico Marcos Eberlin, da Unicamp: “Hoje alguém colocou essa reportagem em minha caixa de correio, e adicionou o comentário: ‘Cientistas de verdade.’ Acho que o autor da adição ‘de verdade’ julgou ser a reportagem a respeito de uma prova da evolução. Mas leia e perceba. Ave isolada em ilha sem predadores acumula mutações deletérias e deixa de voar. E isso é evolução? Algo que me causa profunda consternação é ver tamanho absurdo ser classificado como ciência. E ciência verdadeira. Pois o que a [teoria da] evolução teria que explicar é como dinos teriam virado canário; qual o mecanismo que teria criado nessa ave as suas asas para que a seleção natural tivesse algo útil para selecionar. E não como um defeito genético em uma ave plenamente pronta e altamente sofisticada fisiológica e geneticamente foi preservado por falta de predadores e, assim, por falta da ‘faxina genética’ que a seleção natural faz. Cientistas de verdade percebem de pronto o verdadeiro papel da seleção natural e seus limites, e o absurdo evidente de tal argumentação falaciosa.”



A confusão no uso dos termos “evolução” e “evolucionismo”

Tenho percebido ao longo do tempo que é difícil remover o estigma da palavra “evolução” na comunidade criacionista. Em nível popular, conforme o dicionário Houaiss da língua portuguesa, “‘evolução’ é qualquer processo gradativo e progressivo de transformação, de mudança de estado ou condição”. Porém, de acordo com a bióloga Gabriela Saldanha, diretora do departamento de extensão do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira (Numar-SCB), “muitos criacionistas não gostam de usar o termo ‘evolução’ em momento algum em suas falas ou textos para porventura não fazerem apologia à ‘Teoria da Evolução’ ou ‘Evolucionismo’ (esses, sim, sinônimos). Porém, é muito importante que nós, criacionistas, nos tornemos irrepreensíveis, inclusive no uso correto de significados e da Língua Portuguesa, por exemplo, deixando de usar a palavra ‘evolução’ como sinônimo de ‘Teoria da Evolução’. Devemos ser exemplos no uso correto dos termos e estar aptos a explicar e corrigir sempre seu mau uso”.

Para o biólogo e mestre em Biologia Animal Ebenézer Lobão Cruz, “há um erro que nós estudiosos do tema não podemos cometer, que é o de achar que o termo ‘evolução’ é sinônimo de ‘evolucionismo’, achar que tudo relacionado à ‘evolução’ está se referindo à Darwin ou às teorias neodarwinistas ou sintéticas. ‘Evolucionismo’ é uma corrente filosófica cheia de erros e direcionamentos impróprios, enquanto ‘evolução’ é só um substantivo derivado do verbo evoluir e pode ser usado em diversos sentidos. Acredito na possibilidade de mudança, inclusive genética, dos seres. E isso é ‘evolução’, não há o que se discutir. Porém, acreditar nos ditames da teoria darwiniana como explicativa do surgimento e desenvolvimento dos seres já é demais. Outro exemplo é o uso das palavras ‘adaptação’ e ‘evolução’, embora sejam palavras diferentes, elas não são divergentes. Quando há adaptação e essa adaptação não é apenas pontual, ela se mantém como sendo uma modificação para a sobrevida de uma espécie no ambiente, isso é um processo evolutivo no verdadeiro sentido da palavra ‘evolução’. Portanto, posso estar falando sobre ‘evolução’ sem estar concordando com as ideias de Darwin.”

sexta-feira, julho 07, 2017

Ciência divina vs. ciência humana

Quanto maior a influência do pecado, mais precisamos desconfiar do pensamento intuitivo. Os racionalistas tendiam a supervalorizar a filosofia humana e redefinir a ciência como uma empreitada humana, uma construção social. Terreno fértil para todo tipo de engano. Foi graças a estudos da Bíblia e da natureza combinadas que os pioneiros da revolução científica concluíram que Deus criou tudo usando Matemática e que só assim poderíamos nos aprofundar no que Ele deixou escrito na natureza. A experiência tem mostrado que eles tinham razão, que é impossível um aprofundamento além de certo ponto sem esses métodos (aprendidos na própria natureza) e que nos enganamos com muitíssimo mais frequência quando não os usamos. Por isso definiram ciência como o uso desses métodos. Infelizmente, as pessoas tendem a misturar até mesmo o uso de bons métodos com filosofias aleatórias ou, pior ainda, concentrar-se nessas filosofias e deixar inteiramente de lado a ciência.

Quanto mais utilizarmos corretamente os métodos de pesquisa para entender a Bíblia e a natureza, mais seguras serão nossas conclusões sobre ambas. Em particular, em todos os casos em que isso foi feito (trabalhando na camada do conhecimento, matema), descobertas posteriores apenas confirmaram ou aprofundaram conclusões anteriores. Já nos demais casos, em que o foco foi a camada filosófica (trabalhando na camada do entendimento, gnósis, sem suficiente suporte matemático), novas descobertas frequentemente obrigam a comunidade a jogar fora ideias velhas e a propor novas, conforme Thomas Kuhn descreveu. E a diferença de exatidão e detalhamento também é gigantesca quando comparamos métodos qualitativos com métodos da ciência. Quanto menos quisermos confiar na razão humana, mais precisaremos nos basear em métodos e fontes seguras. As fontes mais seguras são a Bíblia e a natureza. Os métodos mais seguros são os da ciência verdadeira. Mas as pessoas precisam aprender a reconhecer esses métodos.

Resumindo: não usar a ciência corresponde a apoiar-se na razão humana (seja para entender a Bíblia ou para entender a natureza). A ciência serve justamente para não dependermos disso.

(Eduardo Lütz é físico e engenheiro de software)

Cabeça do bebê se deforma durante o parto normal

Fotos de bebês recém-nascidos já costumam ser poderosas o suficiente, mas algumas imagens de bebês logo após o parto vaginal são ainda mais impressionantes por conta da deformação temporária da cabeça. Isso demonstra como o parto é um momento único e que envolve muita força e adaptação tanto para a mãe quanto para o filho. Um bebê em particular chamado Graham, nascido nos Estados Unidos, chamou atenção na internet recentemente. A fotógrafa Kayla Reeder captou o momento no dia 14 de fevereiro de 2017, o Dia de São Valentim, também conhecido como Dia dos Namorados em vários países. Naquele dia, ela recebeu uma ligação informando que sua cliente, Nikki, estava em trabalho de parto. O bebê estava posicionado de forma ligeiramente torta, e Nikki o empurrou por uma hora e meia. Tirando essa dificuldade, o parto correu normalmente. “O formato da cabeça de Graham foi muito dramático por conta dessa posição”, explica a fotografa. “A cabeça dele estava um pouco virada para o lado, então ela não estava centralizada e isso fez com que a mamãe dele tivesse que empurrar por mais tempo do que se ele estivesse em uma posição melhor. Logo depois do parto a deformidade passou e em poucos dias ele tinha a cabeça com formato perfeito”, relata a fotógrafa.

Recém-nascidos não têm o crânio completamente formado no nascimento. Eles têm as placas ósseas unidas por um material fibroso chamado sutura. Essas suturas permitem que os ossos se movimentem durante o parto para ajudar o bebê a passar pelo estreito canal vaginal. Além disso, os bebês têm alguns pontos moles no topo da cabeça, onde os ossos ainda não se uniram. Isso é popularmente conhecido como moleira, mas seu nome médico é fontanela. O cérebro do recém-nascido possui quatro fontanelas. Até o segundo ano de vida da criança essas fontanelas “se fecham”, quando o espaço entre as placas se ossidifica. [...]


Nota: Trata-se de mais uma evidência de design inteligente e de complexidade irredutível, afinal, pode-se perguntar: O que aconteceria com o primeiro bebê que se atrevesse a nascer por parto vaginal sem dispor de um crânio flexível? Seria morte certa para ele e para a mãe. A verdade é que tanto a gestação quanto o parto dependem de muitos detalhes técnicos programados sem os quais o primeiro nascimento teria sido um fracasso total. Confira os textos a seguir. [MB]

quinta-feira, julho 06, 2017

Concreto de dois mil anos é muito melhor do que o que produzimos hoje

Um dos mais fascinantes mistérios da Roma Antiga é a impressionante longevidade de suas estruturas portuárias. Apesar de ser bombardeado por ondas do mar há 2.000 anos, o concreto romano segue firme e até se fortalece com o tempo, enquanto nossas misturas modernas corroem em meras décadas. Agora os cientistas estão mais perto de descobrir a receita incrível por trás desse fenômeno. Pesquisadores liderados pela geóloga Marie Jackson, da Universidade de Utah, nos EUA, mapearam a estrutura cristalina de amostras de concreto romano coletado de vários portos ao longo da costa italiana, descobrindo com precisão como esse material antigo se solidifica ao longo do tempo. O concreto moderno é tipicamente feito com cimento, uma mistura de areia de sílica, pedra calcária, argila, giz e outros ingredientes fundidos. Pedaços de rocha e pedra são agregados a essa pasta. Esse “agregado” tem que ser inerte, porque qualquer reação química indesejada pode causar fissuras no concreto, levando a erosão e desmoronamento. É por isso que o concreto não tem a longevidade das rochas naturais.

Mas não é assim que o concreto romano funciona. Ele é criado com cinzas vulcânicas, lima e água do mar, aproveitando uma reação química que os romanos podem ter observado em depósitos de cinzas vulcânicas naturalmente cimentadas, chamados de tufo ou pedra-pomes. A essa mistura, os romanos adicionavam mais rocha vulcânica como agregado, o que continuava a reagir com o material, tornando o cimento muito mais durável.

Usando técnicas avançadas como microscopia eletrônica, microdifração de raios-X e espectroscopia Raman, os cientistas identificaram os grãos minerais produzidos no antigo concreto ao longo dos séculos.

Os pesquisadores estavam particularmente interessados na presença de tobermorita de alumínio, um mineral à base de sílica resistente, muito raro e difícil de fazer no laboratório, mas abundante no concreto antigo. Na verdade, a tobermorita e um mineral relacionado chamado filipsita crescem no concreto romano graças à água do mar que desliza em torno dele, dissolvendo lentamente a cinza vulcânica e dando espaço para desenvolver uma estrutura reforçada a partir desses cristais interligados. “Os romanos criaram um concreto parecido com uma rocha que prospera em troca química aberta com água do mar”, explica Jackson. Isso é exatamente o oposto do que acontece no concreto moderno, que se desgasta quando a água salgada lava os compostos que mantêm o material unido.

A concretização da forma como os romanos a faziam seria uma benção para a indústria moderna da construção, especialmente para estruturas costeiras, como pilares constantemente maltratados pelas ondas ou marés. Só que, infelizmente, não existe nenhuma receita pronta perdida por aí. Logo, os cientistas ainda precisam trabalhar duro para tentar recriar o material antigo através de engenharia reversa, ou seja, com base no que aprendemos sobre suas propriedades químicas. Além disso, as fontes que os romanos usavam não são exatamente acessíveis. “Os romanos tiveram sorte no tipo de material disponível que tinham para trabalhar”, afirma Jackson. “Nós não temos essas rochas em grande parte do mundo, então teria que haver substituições.”


Nota: Duas coisas me chamaram a atenção na notícia acima: (1) povos do passado dispunham de tecnologia e conhecimentos bem avançados (pense nas pirâmides, por exemplo), o que contraria o senso comum contaminado pelo pensamento evolucionista de que à medida que o tempo avança a humanidade evolui gradativamente para níveis superiores, e (2) a engenharia reversa pode ser aplicada a sistemas complexos dos quais se desconfia que tenham sido criados por pessoas inteligentes. Se construções feitas com concreto revelam design inteligente, ainda que não haja documentos mostrando inequivocamente o processo de sua construção nem se saiba exatamente como foram feitas, o que dizer de coisas vivas como a célula, com suas organelas e máquinas moleculares ultracomplexas, seu DNA rico em informação, seu sistema de reparo, sua capacidade de duplicação e por aí vai? O que dizer de sistemas de ecolocalização como o dos morcegos e dos golfinhos? O que dizer do GPS das aves e das formigas? E das válvulas dispostas ao longo do pescoço das girafas, que regulam a pressão sanguínea impedindo que elas tenham um AVC quando abaixam a cabeça? Basta aplicar a engenharia reversa na natureza para perceber que existe a assinatura de um grande Arquiteto nela, assim como há nas obras dos romanos de dois mil anos atrás. [MB]

Pastor ex-dançarino fala de um ótimo livro da CPB

O livro Novo Ritmo, da Casa Publicadora Brasileira (CPB), conta a história de Ivor Myers, cantor de uma famosa banda norte-americana de hip-hop que, posteriormente, abandonou a carreira musical promissora e tornou-se adventista do sétimo dia. O entrevistado deste episódio do CPB Books é o pastor brasileiro Richard Ogalha, campeão nacional de dança de rua, cuja história em parte se assemelha à de Myers. O testemunho de Ogalha e o livro de Myers com certeza vão enriquecer sua vida espiritual e deixam claro que Deus pode alcançar qualquer pessoa em qualquer lugar. [MB]

quarta-feira, julho 05, 2017

Teoria da evolução sempre justificando o pecado

Dar uma conferidinha em alguém bonito que passa na sua frente quando você já está acompanhado pode gerar conflitos para alguns casais, mas para outros pode ser encarado com naturalidade. Embora muita gente tente reprimir essa vontade, ela pode parecer irresistível em alguns momentos. Isso acontece porque fomos configurados pela evolução a fazer isso. O terapeuta familiar Jeremiah Gibson, de Massassuchetts (EUA), diz que esse comportamento é normal e que só se torna um problema quando o casal já havia se comprometido anteriormente a não “olhar para outras pessoas” ou se isso acontece enquanto o parceiro está compartilhando alguma informação séria ou íntima. Seres humanos são animais, e como animais a prioridade é procriar e espalhar os genes pela Terra. Faz parte da existência humana procurar por parceiros em potencial para aumentar as chances de sobrevivência da raça. Mesmo que tentemos controlar alguns instintos primitivos como esses, eles ainda estão lá e aparecem quando menos esperamos.

Um estudo publicado na revista Evolutionary Psychology em 2013 mostra que as mulheres tendem a notar primeiro a parte superior dos homens, e que elas preferem homens com maior distribuição de massa nos ombros, braços e abdômen. Esse tipo físico está associado com dominância, saúde e boa imunocompetência. Já os homens notam primeiro os seios, quadril e cintura, para identificar mulheres com bom potencial para gerar, parir e criar com sucesso os possíveis descendentes. Esse estudo utilizou um software que acompanha o olhar dos participantes para mapear a atividade visual.

Normalmente, isso não é um caso para terminar o relacionamento. Quando uma pessoa atraente passa e capta a atenção do parceiro ou parceira, isso não significa que ele ou ela sente qualquer emoção em relação à essa pessoa.

A psicóloga Michele Barton explica, porém, que enquanto não há problema algum em reconhecer a beleza dos outros, o que prejudica o relacionamento é ignorar a companhia original.

Um estudo de 2009 publicado no Journal of Experimental Psychology mostrou que quem está em um relacionamento gasta menos tempo olhando para pessoas bonitas do que pessoas solteiras. E outro publicado na Personality and Social Psychology Bulletin concluiu que pessoas que não notam atratividade em desconhecidos tendem a ser mais felizes e satisfeitos com seus relacionamentos.


Nota: Não é a primeira vez que uma pesquisa com viés evolucionista tenta normalizar um comportamento reprovável (confira aqui, aqui e aqui). Uma coisa é reconhecer a beleza de outra pessoa, outra é pensar nela como um objeto de satisfação sexual cujo propósito, segundo os pesquisadores evolucionistas, é servir de meio para a propagação de genes. Embora em Mateus 5:28 Jesus afirme que olhar para uma mulher (ou homem) com intenção impura caracterize adultério mental, os naturalistas seguidores de Darwin dão de ombros e sustentam que somos apenas animais racionais dotados de “instintos primitivos” e “configurados pela evolução” para trair – de fato ou em pensamento. Aliás, para um naturalista, o próprio conceito de pecado e de bem e mal não tem sentido algum, já que a moralidade é relativa e a própria consciência é um atributo da matéria, sendo o cérebro apenas um amontoado de moléculas. Além do conceito de pecado, cai por terra igualmente o conceito de gêneros e de casamento heteromonogâmico. Assim, nunca é demais repetir: ideias têm consequências. [MB]

O calendário lunar e a guarda do sábado

Há registro de que mais de 70 calendários diferentes já foram usados no mundo! Alguns deles ainda são adotados pelo mundo hoje, em diferentes países ou por diferentes religiões. O interessante é que a maioria absoluta desses calendários em uso ou em desuso emprega uma semana de sete dias que não depende do ciclo mensal. Uma pesquisa feita pelo bispo episcopal William Meade Jones no século 19 revelou que em 160 idiomas diferentes o sétimo dia da semana tem uma aproximação linguística muito nítida com a palavra hebraica shabbath, empregada na Bíblia. Em todas essas culturas o sábado é o sétimo dia da semana. No século 19, quando Franz Delitzsch, um estudioso da língua hebraica, propôs uma teoria para explicar o surgimento do sábado. Na época, estava em moda entre muitos teólogos questionar a historicidade do relato bíblico. Os teólogos liberais diziam que a maioria dos textos bíblicos do Antigo Testamento foi escrita pouco antes ou pouco depois do exílio babilônico e que não era um relato fiel da história. Alguns desses teólogos acreditavam que a religião hebraica havia evoluído do politeísmo mágico para um monoteísmo ético por volta desse tempo.

[Continue lendo este importante artigo.]

segunda-feira, julho 03, 2017

As duas revelações (parte 7): outras evidências

Pierre Louis Moreau de Maupertuis (1698-1759) [imagem ao lado] foi um matemático e filósofo francês cuja contribuição para o desenvolvimento do conhecimento científico da humanidade tem sido subestimada. O que existe de mais avançado no conhecimento científico até hoje tem por base a ideia bíblica de que as leis físicas foram projetadas de forma otimizada pelo Ser Supremo.[1] Alguns exemplos:

“E viu Deus que isso era bom” (Gênesis 1:10, 12, 18, 21; essa frase se repete após o relato de atos específicos de criação por parte de Deus em Gênesis 1).

“E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gênesis 1:31).

“Ele é a Rocha; Suas obras são perfeitas” (Deuteronômio 32:4).

“A lei do Senhor é perfeita” (Salmo 19:7).

Maupertuis enunciou o princípio. Ensaiou maneiras de utilizá-lo na prática. Outros pesquisadores seguiram com o trabalho: Euler, Lagrange, Hamilton... O entendimento do princípio foi refinado e sua expressão, simplificada:

δS = 0.

A descoberta do Cálculo por Newton proveu a Maupertuis o poder de lidar com otimização. Ele partiu da ideia de um supremo Ser perfeito para o princípio de leis otimizadas. O Cálculo abriu as portas para as equações diferenciais. Com isso nos tornamos capazes de expressar leis físicas, entender seu funcionamento e descobrir consequências que ultrapassam os limites da mente humana desarmada. Encontra-se na Bíblia uma lei de otimização que agora já faz sentido à luz das pesquisas em Cálculo Diferencial. Essa lei ficou conhecida como o princípio da ação mínima, que pode ser considerado a teoria de tudo.

O princípio da ação mínima permite deduzir equações para as leis físicas. Existem pelo menos duas famílias de maneiras muito úteis de usar essa equação: a abordagem de Euler e Lagrange e a de Hamilton. Essas abordagens permitem tanto tratar cada sistema como um todo quanto levar em conta cada uma de suas partes. Têm sido utilizadas para estudar mecânica, eletrodinâmica, cromodinâmica quântica e caminhos para completar a teoria das cordas, entre outras coisas.

Maupertuis deduziu da Teologia Bíblica que as leis físicas são otimizadas. Encontrou evidências de que isso é verdade. Iniciou a exploração das consequências matemáticas disso. Outros pesquisadores descobriram métodos matemáticos para usar o princípio de Maupertuis. Aquele princípio de otimização alavancou o progresso do conhecimento. O conhecimento científico ultrapassou a capacidade filosófica humana em pouco tempo e agora a guia a novos horizontes.

Na verdade, a própria existência de Deus pode ser deduzida da Matemática. A Matemática fala de todas as características de qualquer entidade (coisa ou pessoa) que possa existir. Isso inclui seres inteligentes. Uma dessas entidades é máxima.

Para apoiar ou negar hipóteses sobre a realidade, normalmente contamos apenas com evidências, não provas. Contudo, existe um teorema demonstrado por Kurt Gödel segundo o qual Deus necessariamente existe (figura 1). Apesar do conceito confuso de axioma que alguns usam ao interpretá-lo, o teorema é formalmente consistente, correto. É necessário conhecimento de Lógica Modal para entendê-lo corretamente. Há pessoas se esforçando para desacreditá-lo. Há quem veja contradição entre o Deus que aparece no teorema e a existência do mal no mundo (mas a Bíblia trata disso). O teorema foi validado por alguns softwares.[2, 3] Alguns aspectos e algumas consequências do teorema ainda estão sendo investigados.
  

Figura 1: Sequência lógica do teorema ontológico de Gödel

Podemos concluir que, ao contrário do que é acreditado popularmente ou mesmo por acadêmicos, os paradigmas, as crenças e ideologias presentes na sociedade não podem afetar o modo como a natureza funciona e, portanto, o que pode ser obtido quando se usa Ciência? Que a natureza vai funcionar do jeito que funciona e que não importa o quanto queiramos que os resultados condigam com nossas crenças, ela vai nos dar suas respostas doa a quem doer? Que a natureza nos sugere que o universo (espaço-tempo) teve uma origem como diz a Bíblia? Que o surgimento da vida se recusa a se encaixar em um modelo de evolução química das moléculas? Que a seleção natural não é o único caminho para evolução e adaptação de organismos? Que as leis físicas são otimizadas como sugere a Bíblia? Que a lógica determina que existe um ser supremo com todas as boas características possíveis? Que existe uma realidade que vai além da nossa filosofia?

Conclusões

Os pioneiros da Revolução Científica, como Galileu, Newton, Leonardo da Vinci e outros, começaram a utilizar a palavra “Ciência” com o sentido de métodos matemáticos para lidar com as leis da natureza e, a partir daí, Ciência passou a significar um conjunto infinito de métodos matemáticos que podem ser aprendidos e validados no estudo da natureza. Ao mesmo tempo, antigos significados para ciência continuaram em uso. Significados tais como: conhecimento, utilização do protocolo conhecido como método científico, resultados de pesquisas, consenso acadêmico, etc. A diferença entre o primeiro tipo de significado e os outros pode ser vista comparando-se os resultados de ambos. A Ciência que começou a ser usada por meio de métodos matemáticos, por pessoas que criam em um Criador e estudavam a Bíblia, resultou no desenvolvimento do Cálculo que alavancou todo o progresso que conhecemos hoje. A ciência que consiste em conhecimentos obtidos de outras formas têm múltiplos resultados, alguns são úteis, são reais, outros são uma mistura de coisas reais com crenças e paradigmas, coisas mutáveis como a sociedade.

A Idade Média não foi uma época em que Deus estava no centro do pensamento ocidental e o surgimento do Iluminismo e do Racionalismo tirou a Deus dessa posição e O substituiu pela razão humana amparada pelas descobertas científicas. Deus nunca ocupou uma posição central em parte alguma deste mundo desde que a humanidade, ainda em seu início, se rebelou contra Ele. A história da humanidade, desde então, é Deus buscando alcançar os seres humanos que se desviam dEle, seja por meio de religião ou por afastar-se dela. Os responsáveis pela Revolução Científica foram, em sua maioria, homens religiosos que extraíram de seu conhecimento de Deus por meio da Bíblia e da natureza os métodos e as leis para desvendar a natureza.

O mundo moderno foi perdendo o otimismo inicial do racionalismo. A Revolução Francesa, em muitos aspectos, foi uma contradição de seus ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A obra de Darwin sobre a origem das espécies contribuiu para o surgimento da escola de filosofia americana, conhecida como naturalismo. Outras filosofias ostensivamente prejudiciais, como o nazismo, também pretenderam basear-se no Darwinismo. Ocorreram as guerras mundiais e o estabelecimento do comunismo/socialismo em diversos países baseando-se nas teorias de Marx sobre o que seria uma sociedade economicamente justa. De modo geral, as tentativas de colocar o marxismo em prática falharam em criar uma sociedade mais justa, assim como os resultados de pesquisas científicas foram utilizados para a produção de meios de destruição em massa e não de promover igualdade e fraternidade. Porque o problema humano é o homem e não Deus. Deus é a solução que nunca foi aceita a não ser por uns poucos.

Uma das pessoas que mais influenciaram e/ou previram o mundo contemporâneo foi Friedrich Nietzsche (1844-1900). Ele acreditava que a ideia de Deus era algo que foi morto pelos filósofos; que a ausência de uma moral absoluta leva ao relativismo não apenas na esfera da moralidade, mas na própria crença de verdades absolutas; que uma pessoa forte e livre é aquela que segue seus impulsos sem restrições e hipocrisia. Ele percebeu que tudo isso levaria a sociedade a um vazio existencial ou aniquilamento (nilismo). Na visão dele, toda bondade era fraqueza ou egoísmo disfarçado. “Na última década de sua vida ele sofreu de insanidade; morreu em 25 de agosto de 1900”, ao 56 anos.[4] Aparentemente, ele também sofreu os efeitos do niilismo.

O naturalismo que permeia a academia é uma crença filosófica que não encontra respaldo na natureza. A despeito do que as pessoas possam acreditar, sejam quais forem os paradigmas da sociedade, a natureza e a Ciência prosseguem dando respostas de acordo com seu funcionamento. Para os que estão dispostos a “ouvir” essas respostas, independentemente dos raciocínios e das conclusões das pessoas de qualquer época, elas se tornam uma revelação de Deus.

(Graça Lütz é bióloga e bioquímica)

Referências: 
[1] DE MAUPERTUIS, P. L. M. Translation: Derivation of the laws of motion and equilibrium from a metaphysical principle. https://en.m.wikisource.org/wiki/Translation:Derivation_of_the_laws_of_motion_and_equilibrium_from_a_metaphysical_principle
[2] BENZMULLER, C., PALEO, B. W. Automating Godel’s ontological proof of god’s existence with higher-order automated theorem provers. http://page.mi.fu-berlin.de/cbenzmueller/papers/C40.pdf
[3] BENZMULLER, C., WEBER, L., PALEO, B. W. Computer-assisted analysis of the anderson-h’ajek ontological controversy. http://page.mi.fu-berlin.de/cbenzmueller/papers/J32.pdf
[4] EDITORS, B. Friedrich Nietzsche biography.com. http://www.biography.com/people/friedrich-nietzsche-9423452

domingo, julho 02, 2017

Dawkins reconhece que ensino religioso é fundamental para as crianças

[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Quando se fala em ateísmo militante, talvez o primeiro nome que venha à mente seja o de Richard Dawkins, cientista e autor de vários livros sobre a teoria da evolução, como O Gene Egoísta. Dawkins costuma ser odiado pela comunidade cristã pelos ataques proferidos contra as religiões. Mas eis que o próprio cientista reconhece que o ensino da religião é crucial para que as crianças entendam a história e a cultura. O biólogo evolucionista e ateu assumido advertiu que era praticamente impossível estudar literatura inglesa sem conhecer os antecedentes do cristianismo. Falando no Festival de Ciências de Cheltenham, perguntaram-lhe se os estudos religiosos deveriam ser abolidos nas escolas, com receios de que as crianças estivessem sofrendo lavagem cerebral [como se o ensino acrítico da teoria da evolução não fosse lavagem cerebral]. “Eu não penso que a educação religiosa devesse ser abolida”, respondeu. E acrescentou: “Eu acho que é uma parte importante da nossa cultura saber sobre a Bíblia, afinal, muita literatura inglesa tem alusões à Bíblia, se você procurar no Oxford English Dictionary, você encontrará algo como o mesmo número de citações da Bíblia e de Shakespeare. É uma parte importante da nossa história. Tanto da história europeia é dominada por disputas entre religiões rivais e você não consegue entender a história, a menos que você conheça a história da religião cristã e as Cruzadas e assim por diante.”

“Eu não aboliria a educação religiosa, acho que eu a substituiria pela religião comparada e a história bíblica e história religiosa. A religião comparada é muito valiosa, em parte porque a criança descobre que há muitas religiões diferentes, não apenas a que elas foram criadas. Eles aprendem que são todas diferentes e que não podem estar todas certas, então talvez nenhuma delas esteja certa [ou alguma esteja...]. O pensamento crítico é o que precisamos.” [Sim, pensamento crítico e comparações. O mesmo deveria ser feito com o evolucionismo, ensinando-se suas insuficiências e contradições. As crianças deveriam saber, também, que, enquanto a terrível Inquisição católica torturou e levou à morte milhares de pessoas, regimes comunistas ateus assassinaram milhões, e muitos ditadores comunistas se valeram das ideias de Darwin para justificar suas atrocidades, mais ou menos como fez Hitler.]

Dawkins, que estava promovendo seu novo livro Science in the Soul, também advertiu que o islamismo é a religião “mais malvada” do mundo e disse que os muçulmanos moderados eram as maiores vítimas da ideologia fanática. “É tentador dizer que todas as religiões são ruins, e eu digo que todas as religiões são ruins [dizer o contrário seria não ser Dawkins], mas é uma tentação pior dizer que todas as religiões são igualmente ruins porque elas não são”, acrescentou. “Se você olhar para o impacto real que as diferentes religiões têm no mundo, é bastante evidente que, atualmente, a religião mais má do mundo tem que ser o Islã. É terrivelmente importante modificar isso, porque claro que isso não significa que todos os muçulmanos são maus, muito longe disso. Os muçulmanos individuais sofrem mais do Islã do que qualquer outra pessoa. Eles sofrem com a homofobia, a misoginia, a falta de alegria que é pregada pelo islamismo extremo, Isis e o regime iraniano”, disse. “Então esse é um grande mal do mundo, temos que combatê-lo, mas não fazermos o que o Trump fez quando disse que todos os muçulmanos devem ser excluídos do país. Isso é draconiano, isso é iliberal, desumano e perverso. Eu sou contra o Islã, não menos por causa dos efeitos desagradáveis ​​que tem sobre a vida dos muçulmanos.” [Dawkins já disse em outra ocasião que o cristianismo seria a solução para a islamização da Europa, que ele certamente teme muito mais do que a religião da Bíblia.]

Numa época em que estado laico passou a ser confundindo com estado antirreligioso, que o multiculturalismo passou a significar que nenhuma cultura é melhor do que a outra, que poucos ocidentais demonstram coragem para defender o legado da civilização mais avançada que temos, é digno de nota e dá alguma esperança ver que um ateu militante como Dawkins saiu em defesa não só do ensino do cristianismo para preservar a cultura ocidental, como admitiu a inferioridade do Islã, que tem feito muito mal a milhões de fiéis mundo afora.

A Europa não será salva enquanto os próprios europeus cuspirem em suas raízes cristãs e abraçarem covardemente a islamização do continente. Até um ateu militante sabe disso!

(Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo)

Pesquisador encontra relação entre caracteres chineses e texto bíblico

O Deus descrito pela Bíblia é o mesmo que os antigos chineses adoravam no início de sua civilização. Foi o que concluiu o doutor Chan Kei Thong, um cristão que construiu sua carreira na área de liderança, mas dedicou sete anos para pesquisar os registros históricos chineses que o levaram a esse resultado. Seu livro, intitulado Faith of Our Fathers: Finding God in Ancient China (Fé de Nossos Pais: Encontrando Deus na China Antiga, ainda sem tradução para o português), detalha como os significados das palavras nos caracteres chineses trazem referências a situações e lugares encontrados no livro sagrado do cristianismo [saiba mais sobre isso aqui]. Sobre o tema, a Sociedade Criacionista Brasileira (SBC) publicou a obra Descoberta do Gênesis na Língua Chinesa, escrito pelo reverendo C. H. Kang e pela doutora Ethel R. Nelson.

Nascido em Singapura, Thong ajudou a fundar a Leadership Development International (LDI), da qual esteve à frente como diretor executivo a fim de torná-la um dos mais influentes sistemas de educação internacional, com sete escolas na China e uma no Oriente Médio, empregando mais de 800 pessoas e obtendo um faturamento anual de mais de 35 milhões de dólares. Hoje, leciona no programa de mestrado em Liderança da Trinity Western University, no Canadá, e dedica o restante de seu tempo para mentorear líderes na China e no Oriente Médio.

Nesta entrevista, concedida à Agência Adventista Sul-Americana de Notícias durante sua primeira visita ao Brasil, ele discorre sobre algumas das evidências que encontrou e como ajudam a comprovar a existência de Deus e a confiabilidade do texto bíblico.

sexta-feira, junho 30, 2017

As duas revelações (parte 6): evidências da criação da vida

Para mim, a maior evidência de que a vida na Terra foi criada e não surgiu espontaneamente a partir da operação das leis da física e da química é o próprio fato de que todas as tentativas para demonstrar isso enfrentam barreiras intransponíveis. Até o século 19, era comum a crença de que vida poderia surgir espontaneamente de matéria orgânica em decomposição. Na década de 1860, Louis Pasteur realizou experimentos que demonstraram a inviabilidade do surgimento de vida de forma espontânea a partir de matéria orgânica em decomposição. Em 1924, Oparin publica The Origin of Life (A Origem da Vida) propondo o surgimento da vida pela acumulação sucessiva de populações moleculares cada vez mais complexas em gotículas de um coacervado.[1] Em 1929, Haldane publica ideias semelhantes às de Oparin.

O físico Freeman Dyson, em seu Origins of Life, diz que a teoria de Oparin foi popular entre os cientistas por cerca de meio século, “não porque houvesse qualquer evidência para apoiá-la, mas, antes, porque ela parecia ser a única alternativa para o criacionismo bíblico.”[2]

Em 1953, Urey e Miller, tentando comprovar as hipóteses de Oparin e Haldane, realizam seu célebre experimento procurando simular as condições da Terra primitiva para obter compostos orgânicos. Eles conseguiram obter, entre outras coisas, pequenos aminoácidos, que são matéria-prima para a formação de proteínas (componente principal de seres vivos). Alguns dos problemas com esse experimento são as evidências que surgiram de que a atmosfera da Terra primitiva não poderia ser redutora como simulado ali, e o de que os compostos orgânicos produzidos precisavam ser retirados rapidamente do meio de reação para não serem destruídos pelas descargas elétricas que os criavam.[3, 4]

Até o final da década de 1960, os pesquisadores da origem da vida se defrontavam com o dilema: quem surgiu primeiro, proteínas ou ácidos nucleicos? Porque proteínas dependem de ácidos nucleicos (DNA e RNA) para sua formação e ácidos nucleicos dependem de proteínas enzimáticas para serem sintetizados e exercerem suas funções.

Na década de 1960, Carl Woese, Francis Crick e Leslie Orgel propuseram que a molécula de RNA, além de sua função informacional, poderia exercer uma função catalítica (como proteínas enzimáticas).[5] E na década de 1980, Sidney Altman e Thomas Cech, independentemente, confirmaram que RNAs podem atuar como catalisadores em reações químicas.[6]

O dilema de quem teria surgido primeiro, proteínas ou ácidos nucléicos, parecia solucionado. Gerald Joyce e Leslie Orgel estão entre os pesquisadores que propuseram um mundo primitivo de RNA em que essa molécula teria atuado como a fornecedora da informação genética ao mesmo tempo que realizando as reações catalíticas para sua própria formação.[7]

Outros pesquisadores propuseram uma origem da vida por meio de um metabolismo primitivo em que catalisadores metálicos possibilitariam o estabelecimento de um ciclo metabólico a partir de moléculas pequenas.[8]

Os desafios enfrentados pelo modelo de um mundo primitivo de RNA são descritos na revista Scientific American, de 12 de fevereiro de 2007, por Robert Shapiro.[8] A seguir, apresento um resumo de alguns desses desafios:

A molécula de RNA é formada por nucleotídeos. Um nucleotídeo é formado por um açúcar, um fosfato e uma base, sendo estes formados por 9 ou 10 átomos de carbono, átomos de nitrogênio, oxigênio e fósforo. As combinações possíveis que esses átomos poderiam formar espontaneamente na natureza são muitas e não existe uma razão para se acreditar que seriam preferencialmente as que formariam RNA. A síntese prebiótica (de substâncias da Terra primitiva) realizada em laboratório utiliza, normalmente, quilogramas de material inicial para obter miligramas do produto. Explicando: os reagentes necessários para cada etapa da formação de RNA obtidos nesse tipo de síntese são sempre em quantidades ínfimas. A despeito disso, eles são utilizados em grandes quantidades nas etapas de reação. Quem ou o que forneceria essas quantidades grandes na Terra primitiva?

Algumas das condições invocadas para tornar possível a síntese de RNA na Terra primitiva são: lagoa seca, lagos glaciais congelados, reservatórios de água fresca em flancos de montanha, correntes fluindo, praias, desertos secos, aquíferos vulcânicos e o oceano global inteiro (congelado ou aquecido, quando necessário). Em outras palavras, são necessárias condições extremas que precisam variar entre uma etapa das reações e outra, ou seja, mudanças bruscas que precisam acontecer muito rápido para que as moléculas não se percam no ambiente antes de a reação se realizar. A alternativa opcional para contornar esses problemas – a de uma molécula mais simples que a de RNA que a teria originado – enfrenta desafios ainda maiores. Por exemplo: unidades da molécula são combinadas ao acaso e não da maneira correta, são formados híbridos curtos da molécula desejada, formam-se cadeias terminadas ao invés de uma mais longa mantendo as funções de replicação e catalíticas.

A hipótese de uma origem da vida por meio de um metabolismo primitivo também enfrenta vários problemas. Um trabalho publicado em 26 de janeiro de 2010, na PNAS, conclui o seguinte a respeito de cenários de metabolismo primeiro na origem da vida: “A replicação da informação de compostos é tão imprecisa que os mais ajustados genomas de compostos não se mantêm pela seleção e, portanto, falta-lhes capacidade de evolução. [...] Concluímos que essa limitação fundamental de conjuntos de replicadores adverte contra teorias de origem da vida de metabolismo primeiro.”[9]

Devido às dificuldades encontradas para demonstrar praticamente a viabilidade desses modelos, pesquisadores buscaram um modelo alternativo. Esse novo modelo tenta produzir simultaneamente precursores dos três tipos de moléculas orgânicas essenciais na formação de uma célula: ribonucleotídeos (que compõem RNA), precursores de aminoácidos (que compõem as proteínas) e lipídios (componentes importantes da membrana celular). Os pesquisadores Sutherland e colaboradores publicaram seu trabalho na Nature Chemistry de 16 de março de 2015.[10]

Eles procuraram estabelecer uma rede de reações globais se desenvolvendo ao longo do tempo em correntes e poças separadas. Seriam formados ribonucleotídeos, precursores de aminoácidos e lipídios derivados de homologação redutora de cianeto de hidrogênio e alguns de seus derivados. Os passos fundamentais nas reações foram impulsionados por luz ultravioleta utilizando sulfeto de hidrogênio como redutor e podendo ser acelerados por Cu (I) e Cu (II).

Vários dos desafios que esse modelo enfrenta são tão monumentais quanto os dos modelos do mundo de RNA e metabolismo primeiro. Só para citar alguns: as diferentes etapas da rede de reações precisariam de um terreno inclinado para que pudessem ir ocorrendo em poças separadas, pois são diferentes as condições de que cada tipo de molécula precisa para se formar. Contudo, não seria suficiente uma poça para cada um dos três tipos, até porque existem etapas compartilhadas entre os tipos diferentes de moléculas a serem produzidos. Em alguns casos, seria necessário que diferentes etapas para a formação de cada um dos três tipos se realizassem em poças separadas também. Por exemplo, uma determinada etapa precisa de pH neutro, enquanto a etapa seguinte precisa de um pH alcalino. Outro problema: certa etapa precisa de radiação ultravioleta (UV), a etapa seguinte precisa se realizar no escuro e a próxima precisa de luz ultravioleta novamente. Esse tipo de problema é complicado de resolver, mesmo com diferentes poças se formando ao longo de um terreno inclinado. Cada etapa precisa ocorrer no momento certo com as condições certas e dependendo de fenômenos tais como chuva, UV e outros ocorrerem no momento certo. Isso tudo não apenas uma, mas repetidas vezes para que os componentes certos possam ser produzidos a taxas razoáveis e não serem perdidos no ambiente. As coincidências precisariam se repetir favoravelmente incontáveis vezes para que a rede de reações se estabelecesse.

Contudo, esses são apenas pequenos problemas perto de outros ainda maiores. Alguns exemplos: formação de isômeros (moléculas que têm os mesmos átomos na mesma quantidade, mas arranjados de forma diferente), destruição dos compostos formados pela luz ultravioleta, a necessidade de impacto de meteoritos ou atividade geotérmica periodicamente para formação de compostos necessários para o ciclo de reações, evaporação da água ocorrendo em uma etapa, chuva ocorrendo na próxima etapa no momento certo e na quantidade adequada, irradiação UV, seguida de reação no escuro, seguida de reação UV, chuvas ocorrendo no fim das etapas corretas para escoar os produtos pelo terreno, compostos convergindo em poças corretas, etc. Note-se que essas diferentes condições e coincidências precisariam ficar se repetindo vez após vez sempre nos momentos certos. Não pode chover sempre que precisar ocorrer evaporação, não pode ficar seco por muito tempo sem chover, não pode estar escuro quando se precisa de UV, mas também não pode haver UV por muito tempo. Em laboratório, sob condições controladas, isso é possível, mas não na natureza. Mesmo assim, algumas coisas no laboratório não correram tão bem, pois um dos aceleradores das reações, o Cu (II), só era obtido transitoriamente.

Quando Oparin ou Darwin imaginaram que poderia ocorrer uma evolução química das moléculas para a formação do primeiro ser vivo, ainda não se sabia que as moléculas orgânicas da vida são nanomáquinas e que a célula é uma imensa fábrica com linhas de montagem que funcionam sob condições muito precisas. Os pesquisadores, aparentemente, perceberam que essas nanomáquinas são muito interdependentes para funcionar separadamente e tentaram simular seu aparecimento simultâneo. O problema que eles enfrentam é maior do que alguém esperar que em uma praia com bastante areia, ventos, montanhas e minerais nas proximidades, dado tempo suficiente, se forme um computador com sistema operacional funcionando.

Outra questão sobre a origem dos seres vivos tem a ver com a crença generalizada de que todas as espécies evoluíram ao longo de milhões de anos. Darwin propôs que toda a diversidade de criaturas que encontramos hoje evoluiu por meio da seleção natural, ou seja, que pequenas modificações nos organismos que lhes conferissem alguma vantagem em termos de sobrevivência seriam mantidas e passadas para os descendentes. A Teoria Sintética da Evolução, ou Neodarwinismo, incluiu os conhecimentos de genética na teoria de Darwin. Assim, até há pouco se acreditava que a diversidade encontrada nas espécies ocorria lentamente ao longo de milhões de anos, pois um órgão bem desenvolvido, como uma asa, por exemplo, precisaria de milhares de pequenas modificações ao acaso até se tornar o que é hoje. Contudo, recentemente, diversos estudos têm trazido à luz evidências de que modificações adaptativas podem ocorrer muito rapidamente nos organismos, ativadas por mecanismos epigenéticos desencadeados por modificações no ambiente. Um exemplo são os estudos do casal Peter e Rosemary Grant acerca dos tentilhões na Ilha Dafne Maior (uma das ilhas de Galápagos) por 40 anos. Esses tentilhões foram estudados por Darwin e se acreditava que as diferenças entre eles evoluíram ao longo de milhões de anos. O casal Grant observou períodos de seca e de chuva nessa ilha concomitantemente com modificações nos bicos de tentilhões de acordo com a disponibilidade de alimentos depois dos períodos de seca ou chuva. Essas modificações ocorreram em intervalos de tempo tão curtos quanto dois anos.[11]

Ao que parece, nem sempre a seleção natural é o mecanismo primário de adaptação dos organismos.


(Graça Lütz é bióloga e bioquímica)

Referências: 
[2] DYSON, F. Origins of life. Cambridge, UK: Cambridge University Press, 1999/2000.
[3] TO THE UNIVERSE, W. The miller urey experiment. http://www.windows2universe.org/earth/Life/millerurey.html
[4] ZAHNLE, K., SCHAEFER, L., FEGLEY, B. Earth’s earliest atmospheres. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2944365/ 2 10 2010.
[5] The discovery of ribozymes. http://exploringorigins.org/ribozymes.html
[6] SCOTT, W. G., KLUG, A. Ribozymes: structure and mechanism in rna catalysis. https://ai2-s2-pdfs.s3.amazonaws.com/6853/3c931ec41d18d51b93327ad9ce02dee250e0.pdf 6 1996.
[7] ROBERTSON, M. P., JOYCE, G. F. The origins of the rna world. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3331698/ 5 2012.
[8] SHAPIRO, R. A simpler origin for life. https://www.scientificamerican.com/article/a-simpler-origin-for-life/ 12 2 2007.
[9] VASAS, V., SZATHMáRY, E., SANTOS, M. Lack of evolvability in self-sustaining autocatalytic networks constraints metabolism-first scenarios for the origin of life. http://www.pnas.org/content/107/4/1470.full 26 1 2010.
[10] PATEL, B., PERCIVALLE, C., RITSON, D., DUFFY, C., SUTHERLAND, J. Common origins of rna, protein and lipid precursors in a cyanosulfidic protometabolism. Nature Chemistry, v. 7, p. 301–307, 3 2015.
[11] SKINNER, M. K., GURERRERO-BOSAGNA, C., HAQUE, M. M., NILSSON, E. E., KOOP,

J. A., KNUTIE, S. A., CLAYTON, D. H. Epigenetics and the evolution of darwin’s finches. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4159007/ 6 8 2014.