
Em tinta de cor ocre, a pintura foi descoberta sob uma prateleira de pedra sabão em Arnhem Land, ao leste de Darwin, onde a tradição artística indígena começou há milhares de anos.
A recente descoberta foi examinada pelo arqueólogo Ben Gunn, que afirma que, se a idade de 40 mil anos for confirmada, será um fato monumental. “Se for confirmada ela terá pelo menos o dobro da idade de qualquer outra pintura rupestre cuja idade já tentou se identificar na Austrália”, disse ele. “Então, o grau de sobrevivência dessa pintura seria enorme se comparada à maioria das obras de arte indígenas já classificadas.”
O remoto local será escavado cuidadosamente e testado para que os cientistas tentem estabelecer a idade da pintura. Ainda há dúvidas, entre especialistas, se a pintura sobreviveria tanto tempo nas duras condições tropicais do norte da Austrália. Os arqueólogos, no entanto, se sentem energizados pela descoberta, afirma o correspondente da BBC em Sydney, Phil Mercer.
Eles acreditam que possa haver centenas de milhares de pinturas rupestres aborígenes ainda espalhadas e não descobertas pela Austrália.
(BBC Brasil)
Nota: A idade de 40 mil anos atribuída à pintura é associada à suposta época da extinção dos pássaros gigantes. Os pesquisadores terão que resolver alguns problemas, se essa idade for confirmada: Como homens tão “primitivos” possuíam capacidade artística tão aprimorada? (Aliás, isso é comum em pinturas rupestres, que revelam técnicas apuradas impressionantes.) Como homens tão “primitivos” puderam fabricar pigmentos e fixadores tão fortes a ponto de ser preservados ao longo de tantos milênios? Homens e animais gigantes conviveram na mesma época?[MB]