
Segundo o ranking, são 32 casos de “mais de um casamento ou relação estável”, seguidos por 29 “relacionamentos curtos e descartáveis, com filhos fora do casamento” e 20 histórias de “homens ‘conquistadores’ e mulheres ‘fáceis’”. “Autores [de novelas] estampam a realidade, e o que dizem sociólogos, como [o polonês Zygmunt] Bauman e sua ‘modernidade líquida’”, diz o pesquisador. O amor no horário nobre, enfim, é tão fluido quanto fora dele.
Tavares se refere à formação de um “novo indivíduo, dono da sexualidade, destituída da função reprodutiva”. No ranking, há ainda 13 casos de “prostituição por prazer ou necessidade” e, empatados com 11 registros, “relações entre membros da família” e “extraconjugais ou estáveis com traição masculina”.
Os números, apresentados no 1º Seminário Internacional de Classificação Indicativa, realizado em Brasília no final de 2009, serão a base para discutir a influência das tramas em crianças. “O que se sabe em educação é que os modelos influenciam. Os ídolos são muito importantes”, diz Tavares. “Não estou sendo conservador ou defendendo a família tradicional. Mas precisamos saber de que forma a escola trabalha questões amorosas atuais que são reforçadas pela mídia.” [...]
(Folha Online)
Nota: Os autores de novelas se defendem dizendo que estão apenas retratando a realidade e que a ficção não influencia a vida real. Será? Clique aqui para ver se é assim mesmo. "Não se enganem: 'As más companhias estragam os bons costumes'" (1Co 15:33, NTLH).[MB]