
Neste caso, de quem é a responsabilidade sobre a exposição indevida do menino? Da família que, no auge da euforia, não percebe os riscos da brincadeira? Se nem avalia uma possível queda, poderia estimar o potencial explosivo do vídeo nas mãos dos milhares dos pedófilos sempre de plantão na rede? Das autoras do blog? Podem ser culpadas por divulgar a dança inusitada? Do jornal que abriga o blog? Da sociedade que se diverte? Ou do Estado que se omite?
A questão da responsabilidade pelo conteúdo na internet é nebulosa, mas o Estatuto da Criança e o Adolescente é claro: “É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente.” A fama do menino termina em 15 minutos. Já a erotização precoce e pública deixa marcas profundas.
(Lilia Diniz, Observatório da Imprensa)
Nota: Depois que li essa matéria da Lilia, me lembrei de que histórias em quadrinhos ilustradas por desenhistas da Marvel serão distribuídas em escolas públicas que fazem parte do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). São textos e imagens (como a que abre esta postagem e no detalhe abaixo) com conteúdo erótico que mais incentivam a iniciação sexual precoce do que ajudam a prevenir as DST. Será que esse é o melhor caminho?

Assim como o Estado e a mídia têm sua parcela de responsabilidade, mais ainda os pais, que são os responsáveis diretos pelos filhos. As imagens abaixo são de desenhos animados “infantis”, como Dragon Ball Z e Ranma 1/2, o que mais tem conotação erótica. Você sabe o que seus filhos andam assistindo?[MB]
