
O que os pesquisadores fizeram foi isolar as proteínas do chamado Complexo de Coleta de Luz, responsável por transportar os fótons capturados da luz solar. O próximo passo dos pesquisadores foi utilizar as proteínas para construir sua fibra óptica molecular. As proteínas foram dispostas em linha e fixadas sobre um substrato, formando uma espécie de fio. Quando estão na bactéria, essas proteínas transportam a luz por distâncias de até 50 nanômetros. Mas, ao disparar um feixe de laser sobre o seu fio de proteínas, os pesquisadores verificaram que a luz viajou por distâncias até 30 vezes maiores, atingindo 1,5 micrômetro - uma distância “gigantesca” em se tratando da nanotecnologia.
“Essas proteínas são tijolos de construção que a natureza [sic] nos dá de graça. Usando-as nós podemos aprender mais sobre processos naturais, como o transporte de luz na fotossíntese. Quando entendermos a natureza, poderemos copiá-la”, disse Otto. “Conforme a pesquisa avançar, poderemos ser capazes de usar o princípio das fibras ópticas moleculares, por exemplo, em painéis solares”, acrescenta ele.
As experiências no campo da chamada fotossíntese artificial estão entre as mais pesquisadas para a criação de uma nova geração de células solares mais eficientes e mais baratas.
(Inovação Tecnológica)
Nota: E ainda dizem que design inteligente não pode inspirar/promover boa ciência...[MB]