
É triste ver a chuva castigando meu Estado natal nesta que já é considerada uma das piores calamidades sofridas pelos catarinenses. Quando era criança, experimentei uma enchente de pequenas proporções em minha cidade, Criciúma. Depois de tantos anos, ainda me lembro da expressão de medo no rosto dos meus pais, ao verem transbordar o leito do rio que corria no fundo do nosso quintal; os esforços inúteis para tentar conter com toalhas e sacos plásticos a água barrenta que entrava pelas frestas das portas; e a luta para erguer os móveis e salvá-los da inundação. Depois de recuadas, as águas deixavam vários centímetros de uma lama fétida que levava dias para ser completamente limpa. Imagens de pânico e impotência que me vêm à mente ao acompanhar os noticiários. Imagens que me fazem perguntar: "Por quanto tempo mais viveremos neste mundo de trevas e dor?"
Leia aqui o relato de quem ainda sofre as conseqüências da cheia em Itajaí.